OI gente como foi a semana de vcs? Espero que ótima! Bem como prometido mais um cap fresquinho... algumas revelações nesse cap que vai ajudar a entender um pouco mais sobre o Edward, e no fim espero que não fiquem bravas comigo, ele vai ser bem sacana para ter uma "prova"... Bem vou ficar quieta e deixar vc lerem...
Aproveitem ate sábado que vem!
CAPÍTULO SETE
O luar prateado refletia-se na água. Uma brisa suave acariciava-lhe o rosto.
Edward tinha os olhos presos ao mar, com as mãos repousadas sobre a grade do terraço. Os barcos dos pescadores eram pequenos pontos luminosos que atraíam os peixes.
Agora ele estava tranqüilo. Por pouco, perdeu o controle.
O frio parecia atravessar-lhe o corpo. Tinha a im pressão de ter agido com ela como um verdadeiro idiota. Naquela manhã, ao acordá-la com um beijo, sentiu-lhe a sensualidade quente e sutil, que quase o fez abandonar a reunião de negócios programada e fi car a seu lado até a hora da partida do vôo.
Ele deu uma risada demonstrando ironia e autocrí tica.
Thee mou, ele a levaria para a Grécia! Apenas uma noite juntos não tinha sido suficiente! Ele queria mui to, muito mais.
Quanto mais?
Aquela noite foi extraordinária! Ela era diferente de qualquer mulher que conhecera. Ardente, fogosa, entregando-se de forma total e absoluta...
Mantinha-se em pé à beira do mar, pronto para dar um mergulho nas profundezas desconhecidas e des cobrir... algo que para ele nunca havia existido.
Na verdade, constatou naquela manhã ser simples mente um tolo. Manipulado por uma mulher que sa bia como usar seus próprios atributos.
Igual ao pai.
As memórias afloravam. Ele as tinha camuflado, mas elas insistiam em reaparecer.
Voltava a vê-las. Ouviu o estalo, tão claramente como se as décadas passadas não existissem, da mão do pai esbofeteando a mãe.
Ouviu a palavra junto com o tapa. Aos cinco anos, não sabia o que era aquilo.
— Piranha!
Tudo que conhecia então era o medo. E muita rai va raiva que o fez correr, tão rapidamente como podia.
— Não bata em minha mãe! Não bata nela!
O pai não lhe deu atenção. A mãe sequer olhou-o. Em vez disso, simplesmente levantou a cabeça, igno rando a vermelhidão no rosto, e pegou a bolsa de cou ro com as unhas pintadas de vermelho.
— Adeus, Edward. Divirta-se com o garoto. Afi nal, você pagou o suficiente por ele. Embora ele não seja seu...
Foi-se, batendo a porta.
Ele viu a mãe partir. Sem entender.
— Quando mamãe volta?
O pai não respondeu. Edward olhou para ele e viu um rosto petrificado. Repentinamente, o pai o enca rou, com ódio.
— Nunca.
A voz era dura, de ferro. E também foi embora, para o quarto, batendo a porta.
O menino de apenas cinco anos permaneceu imó vel. Depois, uma empregada levou-o dali. O pai tinha dito a verdade. Nunca mais viu a mãe.
Era estranho, pensava ele agora, três décadas de pois, como a dor permanece viva no pensamento.
Tal como um eco, podia ouvir o convincente jura mento que a mãe de seu filho tinha feito: "Dylan é a minha vida. Eu o protegerei até o fim de meus dias. Não deixarei que você seja a causa de uma única lá grima, ou sofrimento, dele!"
Seria tudo falso e calculado?
Podia acreditar nela? Acreditar que amava Dylan como dizia? Precisava saber se Isabella amava o filho.
Havia apenas um jeito de saber. Apenas um jeito de descobrir a verdade.
Isabella tomou o café-da-manhã com Dylan no terraço. Sentia-se arrasada depois da terrível cena da noite anterior. Outra troca de insultos.
Por sorte, mais uma vez, Dylan fora poupado.
Depois, olhou-o jogar migalhas de pão aos pardais que voavam da balaustrada até o chão para pegá-los. O filho tagarelava alegremente com Renne sobre o pouso do helicóptero naquela manhã. Isabella quase não escutava, limitando-se a acenar e responder o es tritamente necessário.
Ele não pode ser magoado. O que quer que aconte ça — seja por Edward jogar sujo comigo, ou quanto eu tenha que lutar contra ele —, Dylan não pode sofrer. Ouviu passos se aproximando e desviou o olhar de
Dylan.
Edward apareceu no terraço. O rosto de Dylan se iluminou.
— Podemos brincar? — perguntou, levantando-se da cadeira. — Já terminei o café, mamãe.
Alexis foi ao encontro do filho, ignorando Isabella, e sorriu.
— O que você quer fazer primeiro?
— Nadar! Jogar futebol! Fazer castelos de areia! — disse Dylan, complementando, documente: — Por favor!
Isabella percebeu o sorriso que iluminava o rosto do empresário.
Sentiu o coração apertar.
Edward é seu inimigo. Não espere sorrisos dele. Ele só quer lhe condenar.
De novo ele falava com o filho:
— Podemos fazer tudo, mas primeiro você precisa vestir o calção de banho e pedir a Renne para passar o protetor solar.
Dylan saiu em disparada.
Isabella voltou aos seus pensamentos, e notou que Edward a observava.
A expressão congelou, tornando-se impassível. Ele ia dizer algo horrível, tinha certeza.
— Se também já terminou o café, queria falar com você.
Ela olhou-o friamente.
— No meu escritório — disse Edward.
E agora essa, pensou com amargura. O que mais vai me jogar na cara? Que tipo de ameaça?
Levantou-se com cuidado. A dor nos pulmões me lhorava a cada dia, porém estava mais tensa com a proximidade dos exames.
Ele tomou o caminho de volta, através da saleta que dava para um cômodo no qual nunca tinha entra do. No que ela o seguia com o andar lento e vacilante, compreendia porque aquele espaço era dele. Um computador enfeitava a grande mesa de trabalho. Edward já estava sentado. Uma pasta de couro marrom repousava em cima da mesa.
Sentiu um mau pressentimento.
— Sente-se! — ordenou Edward.
Impassivelmente, pôs-se na cadeira em frente à mesa.
Seria uma intimidação? Bom, ela não seria intimi dada.
— Tenho uma proposta a lhe fazer.
A voz soava inexpressiva, assim como o rosto. Os olhos estavam semicerrados.
Ele abriu a pasta. Dentro havia um documento, além de um pequeno pedaço de papel anexado. Era um cheque.
— Estou disposto a lhe dar vinte milhões de libras. Em contrapartida, você me concede a custódia de meu filho perpetuamente, ou seja, você será uma mu lher muito rica.
Fez uma pausa.
— Como parte deste acordo, você estará à disposi ção de Dylan sempre que for solicitada, pelo tempo que ele quiser. Haverá, entretanto, certas restrições à sua liberdade de ação. Você não poderá contatar a imprensa, nem levar uma vida que traga embaraços a meu filho. Todos os contatos com ele serão supervisionados por mim ou por quem eu designar. Os vinte milhões de libras serão depositados em uma caderneta de poupança, podendo os lucros daí proveniente, ser gastos como você quiser. O lucro acumulado ao longo dos anos será seu tão logo Dylan atinja a maioridade. Em função do acordo, você terá acesso a uma vida de alto luxo, daqui a quatorze anos, além de garantir a Dylan a presença contínua da mãe em sua vida, tanto quanto ele quiser.
Após nova pausa, recomeçou, de modo totalmente profissional, discorrendo sobre termos e condições considerados normais em tais acordos:
— Este documento traz tudo detalhado. Sinta-se livre para analisá-lo. Além disso, irei emitir este che que, no valor de dois milhões de libras, a ser pago de imediato, como um gesto de boa-fé de minha parte pela sua cooperação.
Nenhuma reação parecia aflorar dos dois. Isabella manteve o silêncio, até perguntar, em voz controlada:
— Posso ver?
Com calma, ele passou a pasta para ela. O rosto pa recia esculpido em pedra. Os olhos permaneciam gé lidos, apesar de haver algo no ar. O quê, ela não sa bia, nem estava ligando.
Segurou o cheque, emitido em seu nome, por um tradicional banco londrino. Olhou-o de relance, colo cando-o de lado. Abriu então a pasta, retirando o do cumento do interior.
Devolveu o documento, colocou o cheque em cima, segurou-os de novo e, em movimentos ágeis, despedaçou-os, espalhando-os sobre a mesa polida. Pôs-se de pé e disse, disfarçando a emoção:
— Vou ser bem clara: meu filho não está à venda. E se algum dia você voltar a fazer este tipo de coisa, eu...
E desmoronou. A emoção irrompia dentro dela, sem trégua. O ódio transbordava tal como uma maréescura.
— Você é um monstro. Monstro, doente, degenerado e nojento. Fico mal só de respirar o mesmo ar que você.
Cambaleou até a porta, alcançando a maçaneta praticamente sem nada ver.
Como posso agüentar isto?, pensou, sentindo um grande peso que a esmagava. Como posso suportar que Dylan fique junto deste tipo de homem? Que seja seu filho?
Sentia os pulmões e a garganta apertados.
Mas ela não podia entregar os pontos. Não ali, não diante daquele homem. Daquele monstro. Que era o pai de seu filho e queria comprá-lo.
A mão segurou a maçaneta, mas não conseguia girá-la. Não conseguia mover-se. Apenas sentia os pulmões e a garganta prestes a explodir.
Recostou-se contra a porta, tomada por tremores. Deu um gemido que fez com que Edward levantasse rapidamente da cadeira e fosse socorrê-la.
Flores deixem sua marca não dói e o coração da autora agradece *-*
bjs
