Boa tarde flores! Como estão? Saudade de vcs
Drama é sempre um UP na fic né gente e essa sempre tem *-*
Eu sei eu também odeio esse Ed em certos momentos... Mais...
Bom bora ler... Espero marcas de cada uma com sua opinião sobre o andamento da fic *-*
Bjs
CAPÍTULO OITO
Ela não deixaria que ele a ajudasse. Não queria que a tocasse.
Afastou-se o quanto pôde, segurando a porta, os nervos à flor da pele.
— Não me toque! — exclamou, em um grito alto e estridente.
Tentou escapar, puxando com força a porta aberta. Estava quase cega, já não controlava as mãos, o cor po tremia.
— Não se aproxime! Fique longe de mim!
Não agüentava mais gritar. Mesmo assim, conse guiu mantê-lo afastado, agitando os braços.
Ele permanecia parado à sua frente, tomado por emoções que não podia descrever. Ela perdeu o con trole, sem dúvida, pensou. Virou-se e pegou o telefo ne, falando com firmeza, em grego.
— A enfermeira está a caminho. Ela vai cuidar de você. Se você se afastar da porta, ela poderá entrar. Eu... eu não tocarei em você.
Grunhidos saíam do fundo da garganta. O peito ofegava. Alguém bateu à porta.
— Sou eu, a enfermeira. Se você der um passo para trás, poderei entrar.
Lembrando do que ele lhe falara, conseguiu virar o corpo em direção à parede ao lado da porta. A enfer meira empurrou a porta devagar, tomando logo pro vidências, rápida e precisamente cuidando de Isabella, sem prestar muita atenção ao homem que lá per manecia parado, imóvel, testemunhando a cena.
Quando ela saiu, Edward bateu a porta e afundou na poltrona. Em cima da mesa, o documento e o cheque despedaçados. Olhou aqueles papeizinhos ridículos. Então, metodicamente, juntou os inúteis pedacinhos e jogou-os na lixeira.
— Cadê Dylan? — A voz de Isabella estava fraca, mas enfática.
— Renne está lendo para ele. Parece satisfeito. Aproveite para descansar — respondeu a enfermeira.
Descansar. Era a única coisa que podia fazer. Edward Masen Cullen era um rolo compressor selvagem, pas sando por cima dela.
O medo tomava conta dela. Mais do que medo. Náuseas. Náuseas do homem que chegou à baixeza de pensar que uma criança podia ser vendida... Tinha que ficar longe dele!
A porta do quarto foi aberta. Isabella e a silhueta volumosa da enfermeira se voltaram de imediatamente para lá.
Edward estava lá, parado. Parecia mais alto, bronzeado, diferente. Isabella não sabia o que era. E nem queria saber.
— Enfermeira, por favor, gostaria de ficar a sós com a paciente.
Podia ser um pedido, mas a enfermeira entendeu como uma ordem. Por um momento, fitou os olhos do patrão.
— A srta. Uley não deve ser incomodada — in formou a um dos homens mais ricos da Grécia.
Edward inclinou a cabeça, sério.
— Não se preocupe — respondeu. Depois, des viou o olhar para a mulher deitada na cama.
A enfermeira assentiu e saiu do quarto. Quando a porta foi fechada, Edward adiantou-se. Automati camente Isabella ajeitou-se nos travesseiros, levantando-se.
O que ele quer? Meu Deus, quanto mais poderia suportar? Ele estava ao pé da cama, observando-a. Sentiu um arrepio. Por um bom tempo, ele nada dis se apenas ficou parado ali, o rosto sem expressão. Depois, falou de repente:
— Acho — disse, tenso — que me enganei a seu respeito.
Ela não disse nada, apenas sentiu os dedos aperta rem as cobertas.
Havia algo diferente nos olhos dele. E novamente ela não sabia precisar o quê.
— Não em tudo — prosseguiu, e nessas poucas pa lavras percebeu uma nota de condenação à qual já estava acostumada. — Mas em algo muito básico: você parece se importar com Dylan.
Os olhos de Isabella se arregalaram. Não pôde evitar. Pasma, encarou o homem.
— Achava que era teatro, para você se favorecer, aumentar seu preço.
A voz era seca, e Isabella sentiu a respiração presa.
— Mas você abriu mão dos vinte e dois milhões de libras que ofereci por ele. Isso... foi muito convincente. Tão convincente que estou disposto a... reavaliar... mi nha opinião sobre você. — Novamente a grosseria fi cou evidente. — Embora não a perdoe por ter mantido meu filho longe de mim, nem pela forma como foi con cebido, admito que você gosta mais dele do que do di nheiro que ele pode representar. Então, gostaria de ten tar uma... reaproximação com você. Pelo bem de Dylan, ele não pode ver os pais em guerra.
Seu discurso a cortava feito faca.
— Por enquanto, sua preocupação deve ser recobrar a saúde. A minha é continuar a conhecer meu fi lho. Isso também vai nos dar a oportunidade de... nos acostumarmos... um com o outro.
Ele observou a expressão fria e hostil dela.
— Gostaria — disse, a impaciência lhe voltando — que houvesse um esforço maior de sua parte. Tudo de que precisamos é civilidade.
— Civilidade? — Finalmente as palavras lhe vol tavam, depois da estupefação ao ouvir o que ele dizia!
— Você espera civilidade de mim, depois de tudo que me fez? Ameaçando-me, abusando verbalmente de mim, me dando lições de moral... - A expressão dele ficou dura.
— Admito que muito do que eu temia ser verdade sobre você não é...
— Bem, tudo o que eu temia ser verdade sobre você é verdade! — rebateu, com voz venenosa. — Você é mesmo tão nojento quanto pensei.
Edward espumou de raiva. Depois, controlou-se.
— Acabei de dizer que admito ter me enganado...
— E eu acabei de dizer que não me enganei! Você tentou comprar meu filho. Que espécie de homem age assim?
Ele ficou tenso. Não podia contar o que tinha vivi do, o tormento pelo qual passara.
— Eu tinha que ter certeza. Certeza de que você não estava apenas interessada no dinheiro. Tinha que fazê-la escolher entre Dylan e o dinheiro.
Os olhos demonstravam pavor.
— Você ofereceu de propósito seu dinheiro imun do para ver se eu venderia meu filho? Era só um teste nojento?
— Eu precisava ter certeza, Isabella... E agora que tenho, podemos prosseguir. Dylan precisa de nós dois. E por mais que não aceitemos isso, é inevitável! Vou deixá-la pensando sobre o que eu disse. E por favor, prepare-se. Está na hora de contar a Dylan que sou o pai dele. Proponho fazer isso esta tarde.
Os olhos escuros fixaram-na.
— Seria melhor se você estivesse presente. Ele pode ficar confuso, mas adiar esta confissão apenas levará a um problema maior. Sua vida já mudou enormemente nas últimas semanas, e seria melhor que essa descoberta seja feita logo.
Deu um último olhar enquanto ela permanecia muda e, sem mais uma palavra, se foi.
— Mamãe, pode cortar um pêssego para mim, por favor?
Dylan escolheu o maior e estendeu-o com uma ex pressão de expectativa no rosto.
Ela o pegou e começou a cortá-lo. Sentado na ca beceira da mesa do largo terraço de onde se avistava a praia, estava Edward, relaxado, com um copo de Chablis gelado na mão.
O almoço tinha sido estranho. Entretanto, pareceu absolutamente normal, com Dylan conversando tanto com ela quanto com ele. Toda conversa era monopo lizada por Dylan e raramente ela e Edward trocavam uma palavra. E quando o faziam, a iniciativa sempre partia de Edward, nunca dela. Ele vinha se comportan do com bastante civilidade. Era irritante, totalmente falso.
Uma sensação de estranheza envolveu Isabella. Era como se todo sentimento, todo pensamento fosse suprimido. Como se ela perdesse a emoção, a vonta de para exercer qualquer função.
Quando Edward saiu do quarto, após soltar a bom ba, ela ficou simplesmente olhando o espaço que ele ocupara, a mente tentando absorver o que ele acabara de dizer. Emoções traziam descrença, uma fúria cega e extrema exaustão de espírito. Ela simplesmente não agüentava mais.
Ainda se sentia assim, cortando a fruta, tentando não ver a figura do outro lado da mesa.
— Pronto, querido — disse, entregando o pêssego a Dylan.
Ele começou a comer com vontade, murmurando um "obrigado" enquanto mastigava e depois, virando-se para a cabeceira da mesa, perguntou:
— Podemos nadar mais um pouco depois do almo ço? Por favor — acrescentou, franzindo a testa con fuso. — Por favor, senhor... senhor. Cuull... sr. Culuen...
Edward colocou a taça de vinho na mesa.
— Você não tem que me chamar de Sr. Cullen, Dylan.
Isabella ficou nervosa. Tentou desesperadamente mudar o rumo da conversa, mas já era tarde. Edward estava falando. A voz era cuidadosa, como se testasse o peso de cada palavra.
— Dylan, me diga uma coisa. Alguma vez sua mãe falou sobre seu pai?
Ela perdeu o ar. Ai meu Deus, ele ia contar agora. E eu não tive tempo de me preparar. Preparar Dylan...
— Dylan... — A voz dela era fraca.
O filho não a ouviu. Dylan mexia no pêssego. Olhou para o homem que lhe fazia a pergunta.
— Mamãe sempre disse que eu não tinha pai. Nem todas as crianças têm pais, ela falou.
— Você gostaria de ter um?
A voz de Edward saía contida. Agoniada, Isabella tentou atrair seu olhar para pedir que parasse. Mas era inútil. Ele tinha dito que ia contar.
Dylan franziu a testa.
— Só se ele for legal. Algumas vezes onde a gente morava os pais não eram legais. Eles gritavam e di ziam palavrões. Mamãe costumava entrar depressa e fechar a porta quando eles faziam isso.
Isabella viu Edward ficar pálido diante da confis são inocente de Dylan sobre o tipo de ambiente no qual crescera.
— Mas e se você pudesse ter um pai legal, que não gritasse?
— Ele ia ser doente como o vovô?
Havia uma nota de medo na voz de Dylan, e Isabella percebeu que Edward apertou os lábios mas forçou-se a relaxar.
— Não. Ele poderia jogar futebol, nadar, jogar pe dras que quicam.
Os olhos de Dylan se arregalaram.
— Como você!
Isabella podia ver as mandíbulas de Edward se con traírem.
— Isso, como eu. Na verdade... talvez eu pudesse ser um bom pai.
Ele ficou parado.
— Você acha que eu podia ser seu pai, Dylan? Se você quiser...
E de repente, do nada, lágrimas começaram a es correr pelo rosto de Isabella. Ela não queria que isso acontecesse. Mas não conseguia. Diante dela, Dylan ficou confuso.
— Só nas férias? Como agora? — disse a criança, cautelosa.
— Por quanto tempo você quiser. Mas podíamos começar agora, certo?
Por um longo minuto, Dylan apenas olhou. Depois deu um salto e correu na direção de Isabella.
— Mamãe? A gente pode? A gente pode ter um pai?
As pequeninas mãos abraçaram-na, o rosto ilumi nado, ansioso, em dúvida, esperançoso. Isabella engoliu em seco.
— Se é isso que você quer, fofinho, é claro que pode.
Sua voz tremeu. Não queria chorar porque Edward estava oferecendo ser o pai do filho deles.
— Mamãe! Agora a gente tem um pai! Eu tenho um pai! — Virou-se para o homem que fizera tão maravi lhosa oferta. — Podemos começar agora? Por favor!
Edward concordou.
— Podemos!
Por um momento, Isabella viu, através dos olhos embaçados, Edward apertar a boca com força e a gar ganta contrair-se.
E com isso sua visão ficou ainda mais turva.
