Oi gente como foi a semana? Espero que mais tranquila que a minha hihiih

Gente desculpa por não ter postado ontem, tinha aula na facul e ainda correndo atrás das provas que já estão chegando oO

Mas aqui esta mais um cap...

Deixem sua marca ;)


CAPITULO ONZE

— Está vendo? Eu disse que o Dr. Paniotis ficaria satisfeito com seu progresso.

A enfermeira demonstrava confiança e satisfação.

Isabella sorriu, tímida. Sabia que deveria ficar tão satisfeita quanto a enfermeira esperava que ela ficas se. Recobrara as forças, sentia-se melhor, as dosagens dos remédios diminuíam a cada dia.

Mas estava deprimida. Estivera assim todo o dia. Um peso que nem mesmo a alegria de Dylan podia dissipar. Sabia a causa desse sentimento. Edward. Edward Masen Cullen.

Ainda desconfiando dela, ainda pensando o pior dela.

Tentou despertar raiva, mas não conseguiu. Só queria chorar.

— Agora, uma gostosa xícara de chá e depois pode se vestir.

Isabella concordou. O médico chegara cedo para examiná-la. Renne havia tirado Dylan do quarto e Edward aparentemente estava enfiado no escritório desde cedo. Ainda não tinha posto os olhos nele.

Agradecida, pegou o chá que a enfermeira lhe ofe recia. Ouviu passos e vozes abafadas do lado de fora. Depois risadas e batidas rápidas.

A enfermeira abriu a porta.

— Minha nossa! — exclamou a enfermeira. — Flores que andam?

Uma risada infantil fez-se ouvir por trás do buquê.

— Sou eu! Sou eu! — gritou Dylan, e abaixou as flores para mostrar o rosto. — Mamãe, mamãe, estas flores são para você! Papai é que falou!

Caminhou até a cama e deixou lá um enorme bu quê, envolto em celofane e fitas, no colo de Isabella. Ela olhou para as flores e para o rosto sorridente do filho. Depois, viu um vulto parado na porta.

— Você gosta, mamãe? Elas vieram de helicópte ro. Da cidade! Papai é que disse!

— São lindas — respondeu. As emoções estavam confusas, davam um nó na cabeça. — Obrigada — beijou-o.

— Eu e papai é que demos as flores — informou Dylan.

— O cartão é meu.

Edward tinha o dom de transtorná-la. Isabella per cebeu o cartão preso em um laçarote. Abriu-o. Por favor me perdoe. Edward.

Primeiro, não acreditou. Depois começou a enca rar o homem.

Viu uma expressão de...

Arrependimento...

Ele parou ao pé dá cama. Ela desviou o olhar. Stavros entrava carregado de caixas. A enfermeira apres sou-se em ajudá-lo a colocá-las na cadeira.

— Mamãe! Mamãe! Tem mais presentes! Posso ajudar a abrir? Por favor! Por favor!

Dylan pulava, alegre.

As emoções pareciam estar dentro de um liquidificador, mas não podia estragar o contentamento do fi lho. Concordou e imediatamente o menino abriu a tampa de uma das caixas. O rosto demonstrou desapontamento.

— São só roupas.

— Sua mãe vai gostar — disse Edward. Os olhos dirigiram-se a Isabella. — Pelo menos espero que goste.

Isabella apenas o fitou.

Dylan tirava com cuidado das caixas as roupas en volvidas em papel de seda. Era claro que tinham sido compradas em uma loja chique.

— Vou colocar as flores na água — anunciou a en fermeira, e tirou o buquê das mãos de Isabella, desa parecendo com Stavros.

Isbella ficou com Dylan, o pai do menino e um monte de caixas de roupas.

Roupas lindas. Roupas de praia em cores vibrantes em estilo simples, mas muito bem cortadas e ca ras. As roupas de praia que as mulheres do mundo de Edward vestiam. A léguas de distância das de seu guarda-roupa, compradas em brechó.

Dylan abria as caixas, jogando os presentes de qualquer jeito na cama. Edward achava engraçado. Su bitamente, perguntou para Isabella:

— Gostou? Renne me disse o seu tamanho, e pedi a um estilista que mandasse uma coleção para cá. Mas se não for do seu agrado, nós podemos trocar.

— Não posso aceitar isso — respondeu brusca mente.

Ele franziu a testa.

— Como assim, não pode?

— O que você acha?

A mãozinha de Dylan puxava a sua.

— Mamãe, você não gostou delas?

Edward intercedeu:

— Sua mãe acha que eu não deveria lhe dar rou pas. Eu acho que os pais devem dar presentes às mães, você não acha?

Deixe Dylan fora disso!, Isabella teve vontade de gritar. Mas era tarde. Dylan concordou prontamente.

— Eu gosto mais dessa — disse ele, e pegou uma blusa azul-real com um aplique. — Eu gosto de azul...

De repente, Edward debruçou-se e pegou outras duas caixas. Essas não traziam logotipos conhecidos. Elas eram embrulhadas com papel de bichinhos.

— Dê uma olhada aqui — disse Edward. Dylan tirou a tampa.

— Estas são para mim! — gritou, pegando um short de azul vivo e uma camiseta riscada de azul e branco, com um barco a vela estampado. Depois mer gulhou na caixa para descobrir o que mais continha.

— Nós dois ganhamos roupas novas! — disse, os olhos brilhando para Isabella.

— Roupas de férias — disse Edward. — Para en quanto estiverem aqui descansando.

Ah, que esperto!, pensou Isabella, irônica. Dylan já estava arrancando a camiseta desbotada e enfiando pela cabeça a camiseta cara. Edward o ajudou a vestir o novo short.

— Muito elegante — aprovou o pai. Dylan exultou.

— Estas são as melhores roupas que já tive! Estou elegante, mamãe? Papai disse que estou.

— Muito elegante — concordou, tentando escon der a emoção. — Por que você não vai mostrar a Renne?

Ela também podia ser esperta, pensou. Depois que ele saiu porta afora, virou-se para Edward.

— O que é isso? Outro teste? — A voz era perver sa. — Pois bem, pode pegar essas roupas e...

Edward levantou a mão.

— Não! Comprei-as para você porque... porque achei que ia gostar — disse, em tom apaziguador.

— Não quero nada de você!

A voz era aguda, o rosto vermelho.

Edward, sem cerimônia, sentou-se na cama.

Não podia entender o porquê, mas esse parecia um gesto muito íntimo. Edward, sentado na sua cama.

Sentiu a respiração arquejante, o estômago revi rado.

— Por favor, não tenha medo de mim — parecia triste. Deu um longo suspiro. — Isabella, ouça-me. Eu nunca deveria ter dito aquilo na noite passada. Mas pode acreditar: eu não estava testando você de novo. Eu estava pensando em Dylan, só isso. Nada mais. Mas não é preciso pressa para tomar uma deci são. Dylan está apenas se acostumando às mudanças em sua vida. Deixe que faça isso ao próprio tempo. E você ao seu.

Levantou-se.

— Vou chamar a enfermeira. Por favor, fique com as roupas. São apenas uma gentileza, nada mais. Além disso, acho que Dylan vai ficar chateado se não vesti-las. Fará com que se sinta estranho ao vestir as que ganhou. E ele precisava de roupas novas, Isabella, admita!

Ele pegou um vestido de verão. Era amarelo, com listras fininhas.

— Combina com seu cabelo — disse, meigo. Olhou-a.

Isabella sentiu o coração se agitar. A maneira com que a olhava... quase sorrindo, hipnotizando-a...

Depois a libertou, deixando o vestido na cama.

Quando voltou a falar, a voz estava muito dife rente:

— Poderia levar Dylan para nadar agora? O heli cóptero também trouxe alguns brinquedos de piscina, e aposto que ele vai adorar.

Ela engoliu em seco.

— Você tem que me perguntar? Ele adora nadar com você.

— É um prazer para mim também — respondeu. — E agradeço a Deus por não ter cometido erros, pelo menos com ele. Mas com você... — Isabella se sentiu perturbada. — Com você, cometi muitos erros. Não quero cometer um único a partir de agora. Acre dite em mim.

Saiu e ela continuou sentada, perplexa, desconcer tada. Tentava entender o que ele disse.

Edward Cullen pedindo desculpas?

Será que posso confiar nele? Será que posso real mente confiar nele agora?

A questão a atormentava, mas não conseguia en contrar resposta.

Apesar disso, nos dias seguintes, parecia que ele respondia à sua pergunta todo o tempo.

Ele era incrivelmente gentil com ela. Era uma pes soa diferente. Sorridente, aberto, espontâneo.

A princípio, ficou tensa. Como se esperasse que a máscara caísse e o verdadeiro Edward voltasse a sur gir. Mas isso nunca acontecia.

Era como se as palavras grosseiras nunca tivessem sido ditas. Como se ele nunca a tivesse acusado de nenhum dos crimes que lhe jogara na cara.

E aos poucos, dia após dia, a lembrança dessas pa lavras foram sumindo.

E assim, gradativamente, ela estava se comportan do como nunca julgara possível. Começava a confiar nele. A sentir-se... segura... com ele.

Era ainda mais fácil na presença de Dylan. Quando estavam comendo, no barco a motor, na piscina, na praia, na mesa do terraço jogando cartas Dylan animadíssimo quando ganhava, aborrecido quando perdia ou lendo para o filho na cama após mais um dia feliz. E mais fácil ao perceber um sorriso de Edward por algum comentário ou o prazer que Dylan sen tia em seus jogos e brincadeiras ou ainda quando ele espontaneamente demonstrava afeto por Edward, o pai que havia acabado de entrar em sua vida, mas que parecia sempre ter feito parte dela.

Mas mesmo quando Dylan não estava por perto, ela se sentia cada vez mais à vontade com Edward — esse novo e diferente Edward. Por vezes era tomada pela descrença. Teria realmente toda a hostilidade cessado? Por vezes achou que deveria refletir a res peito dessa extraordinária mudança de Alexis.

Mas como podia pensar nisso, quando aquele ho mem sorria para ela, relaxado e à vontade debaixo do sol quente do Egeu?

No entanto, ela devia se lembrar de que ele estava sendo gentil pelo bem de Dylan. E estava funcionan do. A felicidade da criança aumentava a cada dia e Isabella se orgulhava disso. Orgulhava-se por ele adorar o pai recém-encontrado. Orgulhava-se por Dylan morar no coração de Edward. Orgulhava-se por ele ter aceitado que ela também amava Dylan com devoção.

Então por que se sentia tomada por essa dolorosa nostalgia?

Eu tenho tanto! Tenho Dylan e ele tem Edward, e Edward é um bom pai que agora confia em mim. Não tenho motivos para sentir-me assim. Porém, por mais que tentasse, não se convencia. Cada sorriso que Edward lhe dirigia, cada risada que compartilhavam, cada batida do coração, cada olhar disfarçado admirando as pernas, a maneira como os longos dedos seguravam a taça de vinho, a maneira como a camisa pólo moldava os ombros lar gos, a maneira como a água brilhava em seu peitoral quando saía da água, o modo como o vento despenteava-lhe os cabelos no barco a motor, ensinando Dylan a pilotar... A cada minuto que passava com ele, era tomada por um sentimento de impotência. Estava tão indefesa quanto na primeira noite com Edward. E não havia nada que pudesse fazer.

Edward chutou a bola de praia para Dylan, que esta va montado em um golfinho inflável. Com o canto do olho, podia ver Isabella deitada na espreguiçadeira. Queria olhar com mais atenção, mas duas coisas o impediam.

A primeira era o fato de que o filho rebateria a bola a qualquer instante. O segundo era que olhar para Isabella, vestida com o biquíni branco e dourado que cobria os seios e expunha o corpo esguio e delicioso, não era uma boa idéia no momento.

Aliás, deixar-se deslizar pelo corpo dela nunca era uma boa idéia. Sua beleza vinha se revelando dia após dia. As últimas sombras de doença se foram e o corpo debilitado, graças ao sol quente e restaurador, recuperava a beleza escondida pela exaustão.

Toda vez que a olhava desejava-a mais. Porém, ti nha que exercitar a paciência. Impor controle ao desejo.

Autocontrole, como Edward estava descobrindo! Era uma tarefa muito árdua, embora essencial.

Afinal, foi à falta de controle na noite em que se conheceram que o colocara nessa situação. Ele a ti nha visto, desejado, possuído algo que jamais de veria ter se permitido. Não voltaria a fazer isso. Chega de erros, prometeu.

A aposta nesse jogo era muito alta. Era a última chance e ele devia jogar cuidadosamente. Passo a passo, dia após dia, ele se aproximava. Ganhando-a. Fazendo com que ela confiasse nele.

Porque não queria apenas Isabella na cama dele. Queria algo muito mais importante.

O sol queimava as costas de Isabella, Ela precisa va ir para a sombra, pois o sol do meio-dia, mesmo no início do ano, nessa latitude mediterrânea podia ser perigoso.

Mas estava tão gostoso ficar ali deitada, na cadeira macia, os olhos fechados, sentindo-se quente e lânguida, os raios batendo na pele, quase adormecendo. Daqui a pouco mudaria de lugar...

— Você vai se queimar.

Ela estremeceu levemente; devia ter cochilado. Mas estava se sentindo tão tonta, tão sonolenta que não conseguia acordar por completo.

Sentiu o friozinho do protetor solar nas costas. Emitiu um som baixo quando o creme entrou em cho que com a pele queimada.

— Aguente firme — disse a voz rouca.

E depois o creme foi espalhado nas costas, nos ombros, na curva dos quadris. Mãos fortes mas ma cias espalhavam o protetor em cada pedacinho da pele.

Estava delicioso.

Voltou a emitir um som baixo e por um instante muito breve as mãos pararam. Depois continuaram — dessa vez ainda mais suaves, mas ainda assim de licioso.

— Pronto! Chega de sol agora — disse Edward. Isabella se virou para agradecer, mas os lábios não emitiram nenhum som.

Ele estava agachado ao lado da espreguiçadeira, o corpo úmido, os ombros cintilando, o cabelo puxado para trás, molhado. Queria tocá-lo. Tocar-lhe a boca, passar os dedos no contorno do rosto.

A pulsação aumentou de ritmo, deixando-a surda para o resto do mundo...

Só havia ela, deitada ali na piscina, observando o rosto, a boca, os olhos escuros de Edward...

— Edward...

Era um suspiro. Uma súplica.

As pupilas dilataram-se, a boca ansiando pela dele.

O tempo parará. O mundo deixara de existir. Só existia ele, ali tão perto...

E ela o desejava tanto...

Ele começou a inclinar a cabeça, os cílios abaixando-se sobre os olhos cheios de desejo.

Ela também fechou os olhos, esperando com an siedade o momento em que as bocas se tocariam. Mas isso não aconteceu.

Ele acabou se levantando. Isabella ficou gelada.

— Hora do almoço — disse ele, de repente. — Tome sua canga. Vou tomar um banho.

Ela ouviu-o afastar-se.

Lentamente, afundou a cabeça nos braços.

A desolação a invadiu.

Alexis tomou um banho frio. Gelado.

Cristo, tinha chegado tão perto! Por um fio! Nunca deveria ter passado o protetor nas costas dela!

Mas não resistira. Ela parecia tão tentadora sob o sol. Nicky tinha sido levado por Karen para mudar de roupa para o almoço e ele tinha visto Rhianna quase adormecendo sob o sol do meio-dia.

Ele não queria que ela se queimasse... Não queria que nada atrapalhasse seu objetivo. Só faltava mais um dia.

Ah, foi bom, pensou, enquanto desligava o chuvei ro e enrolava uma toalha nos quadris. Era a prova de que ela estava pronta. Ele não estava preocupado achando que não poderia fazer o que pretendia com ela — afinal, há cinco anos...

Mas levá-la a soltar aquele manso e sensual gemi do, a olhá-lo daquele jeito, os lábios afastados, espe rando ser beijada, tinha sido tão bom...

Se tivesse perdido o controle e a beijado...

Conseguiria parar?

Não precisava responder. Conhecia a resposta.

Ao chegar para o almoço, Rhianna tinha se refeito. Captara a mensagem. Em alto e bom tom. Ela era a mãe de Nicky. Nada mais. Tinha que aceitar.

Assim como precisava aceitar que há cinco anos tinha sido uma aventura.

Não importava o que estava acontecendo com ela agora. Não importava que o coração vibrasse diante de um sorriso de Alexis.

Ele tinha sido claro desde o início. Mesmo quando tinha sido grosseiro, tinha sido pelo bem de Nicky. Pelo bem de Nicky estava preparado para tolerá-la embora a julgasse uma viciada em drogas e uma interesseira. E pelo bem de Nicky estava disposto a ser civilizado com ela, tentar uma convivência, embora achasse que ela havia usado o corpo para tentar per suadi-lo.

E embora admitisse agora que tinha "interpretado mal" seu comportamento naquela noite, embora dis sesse que não precisava submetê-la a nenhum teste, embora se comportasse extraordinariamente bem.

Tudo era para o bem de Nicky.

Como posso reclamar? Como posso reclamar por Nicky ser a pessoa mais importante da vida do pai quando é a mais importante da minha?

É a única. A única pessoa com quem me importo.

Mas sabia que mentia.