Capítulo 7

Bella POV

Ouvi Jasper e comecei a pensar. Será que se eu contar eles continuarão gostando de mim? Tenho que pensar que sou professora do filho de duas pessoas que estão nesta sala e afilhado de outra. E se eles ficarem tão enojados que farão queixa de mim para a direção do colégio? E se eu perder ainda mais do que já perdi?

Não sei se por verem as minhas feições, eles começaram a falar, primeiro Edward, em seguida Alice e por último Jasper.

"Bella, não se preocupe. Como médico eu já vi muitas coisas horríveis, repugnantes. Não é o passado que define uma pessoa, mas o seu caráter e virtude".

"Bella? Você está entre amigos. Lembra-se de combinar com Sebastian que fora do colégio é para ele chamá-la de madrinha? Pois bem, hoje é sexta-feira, você só voltará a ser professora de Sebastian na segunda de manhã. E, mesmo assim, não vai alterar o carinho que sinto por você".

"Bella, como médico psicólogo, independentemente de estar em horário de consultas ou não, a minha doutrina não me permite levar este assunto para outras paredes sem serem estas. Confie em nós, por favor. Você acha mesmo que permitiríamos que Sebastian continuasse no colégio quando foi para lá se achássemos que você não era respeitável? Você tem de perceber, e vai começar a aprender, que eu estudo sempre tudo e todos. Inclusive, se quiser, posso lhe dizer desde já quem foram as pessoas que lhe fizeram tanto mal. Não posso apontá-las por si só, mas posso lhe dizer qual o grau de parentesco".

Fiquei abismada, petrificada. "Tudo bem." Eu comecei a chorar. "M-mas, por favor, n-não tenham no-nojo de mim." Quando acabei de falar, senti os braços de Edward apertarem-me ainda mais e dizer.

"Nunca, Bella. O que quer que tenha lhe acontecido, não poderíamos sentir nojo de você. De quem lhe fez tais barbaridades sim, mas de você, nunca!"

"Vamos sentar." Disse Jasper.

Edward encaminhou-me para o sofá.

Edward POV

Quando Bella começou a falar, ficamos em estado de choque.

"Tudo começou quando eu tinha 16 anos." Alice colocou as mãos na boca e abafou um grito. Jasper puxou o corpo dela para o seu colo e a envolveu em seus braços.

"Os meus pais, Renée e Charlie, faleceram em um acidente de carro. Eles vinham para casa depois de mais um dia de trabalho. Charlie era policial e Renée era empresária. Nós vivíamos em uma cidade de Washington. Quando eles estavam praticamente chegando em casa, em uma curva, um caminhão perdeu a direção e passou por cima da viatura de Charlie. Eu estava na escola e quando cheguei em casa, em vez de ver a viatura de Charlie, vi a viatura do colega dele, Ben".

"Assim que olhei para Ben, percebi que alguma coisa não estava certa. Junto dele estava uma mulher e um outro homem que eu nunca tinha visto. Ben explicou-me que se tratava do psicólogo da polícia e da assistente social por parte da polícia. Eu comecei imediatamente a chorar e chamar pelos meus pais. Ben agarrou-me pelos ombros e pediu que entrássemos. Dentro de casa, Ben sentou-se no sofá ao meu lado, do outro lado a assistente social e em frente o tal psicólogo".

"Foi ele quem me contou o que tinha acontecido com meus pais. Depois de muito chorar, gritar, não admitir a verdade, a assistente social voltou-se para mim e disse que sabia que a minha mãe tinha uma irmã que era casada, sem filhos, e que viviam em Chicago. Ela informou-me que eles já tinham conhecimento do acontecido e que vinham para cá, de forma a me levar com eles, pois eu ainda era menor e não poderia ficar sozinha. Ela ainda disse que eu ficasse tranquila, pois já tinha falado com a segurança social daquela região e que, independentemente de não haver nada contra os meus tios, eles ficariam de olho durante um tempo".

"Ben ficou essa noite comigo. Ele ficou no sofá e eu fui para o meu quarto. No dia seguinte bem cedo aparecerem Aro e Rachel, meus tios. Eu não tinha muito contato com eles, pois viviam em outro estado. Eles ajudaram a fazer a minha mala e, após mais alguns esclarecimentos por parte da assistente social e do psicólogo, lá fomos nós rumo a Chicago".

"Durante os primeiros meses correu tudo bem, dentro do normal. Eles deram-me um quarto que era pequeno, mas em boas condições. De vez em quando a assistente social passava lá em casa para falar comigo e com os meus tios. Mas, ao fim de seis meses, eles deram poderes totais aos meus tios para continuarem a cuidar de mim. Eu sempre pensei que aquela casa fosse apenas de um andar até que, ao fim de aproximadamente sete meses vivendo com eles, eles passaram-me para um quarto no porão, dizendo que precisavam do meu quarto para fazer um escritório. Como eu estava vivendo de favor na casa deles, mudei-me e ainda agradeci, pois o quarto era bem maior. Mal desconfiava eu a razão de terem me passado para aquele quarto".

Eu já desconfiava que fosse alguns "tios" que praticaram tantas maldades a Bella, mas nunca me passou pela cabeça que fossem sangue do seu sangue. E quanto mais Bella contava, mais nojo eu sentia daquelas pessoas.

Bella contou a primeira vez que Aro tocou seus seios, contou a primeira vez que Aro enfiou os dedos em sua vagina, a maldade que a própria tia lhe fez quando introduziu três dedos dentro dela e a fez perder a virgindade daquela forma. Ela contou a primeira vez que a violentaram e lhe colocaram o plug anal de dimensões catastróficas para uma virgem.

Bella contou tudo sempre de cabeça baixa e chorando.

De vez em quando eu atirava um olhar para Alice e, sempre que Bella comentava alguma atrocidade praticada com ela, Alice encolhia-se e seu rosto vincava de dor, náuseas, horror. Quando Bella contou da cadeira de surra, Alice agarrou-se ao marido e começou um choro que não tinha fim.

Foi extremamente complicado ouvir Bella contar como o "tio" ficava satisfeito sempre que praticava sexo anal com ela de forma violenta que provocava-lhe desmaios constantes. E a forma grosseira como a acordavam destes desmaios. Doeu muito ouvir que a "tia", às quartas-feira à noite, introduzia-lhe o plug para que no dia seguinte ela estivesse pronta para receber o "tio".

Por fim Bella contou como conseguiu fugir.

Bella POV

Eu já tinha contado praticamente tudo e veio-me à memória a última vez que fui violentada.

Era quarta-feira, eu estava dormindo. Não sei que horas eram, mas ouvi a porta do meu quarto ser aberta e a minha tia entrar com um saco nas mãos. Bem, não era um saco, era O saco. Continha lubrificantes, giletes, cordas, algemas e o plug anal.

"Vamos, Bella, acorde! Está na hora de se preparar. Amanhã é dia!"

"Tia, por favor, eu peço só desta vez, esta semana não, ainda não consegui defecar, estou cheia de dores, não vou aguentar!"

"Você sabe que isso é bom, certo? É sinal que o seu ânus é apertadinho como o teu tio gosta… Vá, pare de reclamar e coloque-se na cadeira de surra, eu ainda tenho que te depilar".

"Tia! Eu lhe imploro, por favor. Eu ainda nem consigo me sentar".

"Ok, você escolheu. Você já sabe que pode ser por bem ou por mal, você escolheu por mal, não é? Então prepare-se e não grite, não emita nem um sopro e eu garanto que não te corto… caso contrário-" Enquanto ela falava, pegou nos meus cabelo e colocou-me na cadeira de surra. Ela começou a fazer a depilação, mas desta vez não usou nenhum produto e senti a gilete cortar meus pêlos púbicos provocando uma dor alucinadora.

Ouvi o saco ser remexido e senti uma coisa áspera passando na minha vagina com força e ouvi a minha tia, "Costumo molhar a toalha para tirar os pêlos que não caem, mas hoje, ops… esqueci".

"Então, querida Bella, está gostando do tratamento VIP? Sabe, estou aqui pensando, será que utilizo lubrificante para colocar o plug em você, ou vai assim a seco mesmo?" Como ela mandou que eu não fizesse barulho, eu não disse nada. "Hum. Não responde, então será-"

"Não, tia, eu respondo, por favor…"

"A seco, não é? Bem que achei que você gostaria assim".

"Tia, por favor." Eu implorei, chorando alto.

"Eu não te disse que se fizesses barulho seria muito pior?" Comecei a levantar-me da cadeira de surra para fugir da minha tia, mas não percebi que o meu tio tinha entrado no quarto. Quando eu estava fazendo força nas pernas para me erguer, meu tio puxou meus cabelos, obrigando-me a permanecer na mesma posição, e ordenou à minha tia.

"Quero essas pernas presas agora." O que ela prontamente fez. "Agora, Rachel, enquanto eu a seguro, quero ver você enfiando o plug nela, mas, primeiro, quero que Bella o chupe bem, para que fique bem molhado".

"Bella, quanto mais você o chupar e molhar, melhor será para você quando ele entrar nesse seu ânus apertadinho. Agora, chupe!" E com todas as forças que possuía, lambuzei bem o plug para que a sua entrada não fosse ainda mais dolorosa. "Isso. Você está ficando boa em chupar... Agora, Rachel, enfie o plug".

E a minha tia fez força para que plug entrasse, mas como estava seco e eu estava tão dolorida que me encolhi mais, o plug não entrou. Cheguei a pensar por um momento que este fosse um minuto de sorte, talvez eles desistissem, mas…

"Rachell, venha aqui segurar esta vagabunda. Vou te ensinar a enfiar o plug quando está seco".

"Primeiro você abre bem este buraquinho lindo que ela tem aqui, depois você enfia a ponta do plug, começa a rodar e a enfiar, a rodar e a enfiar, quando perceber que ele já não sai, você dá uma palmada com força nele e, pronto! Entrou ou não?"

Querem que descreva a dor? Não tem palavras!

"Agora, Rachel, pegue-a pelos cabelos e a traga aqui".

"Quer que eu a deite na cama?" Enquanto perguntava, ela colocou meu corpo em pé, sempre puxando-me pelos cabelos, "Quer que desamarre os tornozelos dela?"

"Não, querida. Ela não disse que não aguentava as dores e que ainda não tinha conseguido sentar-se?"

"Sim".

Virei meu rosto para ele. Ele lambeu meu rosto, rasgou minha camiseta, chupando e mordendo meus mamilos, e disse, "Então aperte-me bem esse ânus e reze para que o plug não saia, senão repetimos tudo de novo…" E quando acabou de falar, ele soltou meu corpo que, devido às dores, caiu num baque no chão, fazendo, é claro, o plug sair.

"Bella! Bella! Bella! O que foi que eu disse?"

Não consegui falar, eu sentia que de semana para semana as torturas estavam ficando mais dolorosas. Meu corpo era tratado pior que o de uma prostituta. A frieza dos meus tios não poderia ser comparada a nada que eu me recordava.

"Agora, Bella, vou colocar o plug no chão e você vai sentar em cima dele!"

"NÃO! N…"

"Não quero ouvir um pio." E ele levantou meu corpo pelos cabelos, dando-me um tapa com tanta força que meu rosto foi projetado para o lado.

"Sabe o que eu mais gosto nesse seu ânus?" E conforme falava, ele apertou meu mamilo com as unhas, cravando-as e arrancando sangue, "É que por mais que eu enfie o plug, e por mais que eu tome o seu ânus, ele está sempre apertadinho. Uma verdadeira beleza".

"Rachel, aponta o plug ao ânus lindinho. Aponte e lambuze o ânus dela para que o plug entre de primeira." E a minha tia lambuzou e encostou o plug no meu ânus e o meu tio continuou.

"Agora, abra esse buraquinho lindo que ela tem." E ela assim o fez. Quando meu tio deixou meu corpo cair, senti o plug rasgar-me por completo. Ah! Como eu queria desmaiar agora. Comecei a balançar meu corpo de forma a ficar deitada de lado, mas meu tio mais uma vez segurou-me pelos cabelos e disse.

"QUERO VOCÊ SENTADA COM O PLUG ENFIADO NESSE SEU BURAQUINHO LINDO! VOCÊ SÓ TEM DIREITO A SAIR DESSA POSIÇAO DE DUAS MANEIRAS, OU DESMAIADA, OU ENTAO AMANHÃ QUANDO EU TE COLOCAR NA CADEIRA DE SURRA. ESTAMOS ENTENDIDOS?"

"EU FIZ UMA PERGUNTA! ESTAMOS ENTENDIDOS?"

Não tive tempo de responder, pois a dor foi tão avassaladora que nem dez segundos depois eu estava desmaiada.

"Como eu já tinha referido, meus tios passariam os quatro dias da minha tortura longe, eles sempre iam para a casa de campo. Meu tio deixava-me de tal forma que mesmo na terça-feira quando eu voltava às aulas, mal conseguia sentar. Não me perguntem como consegui forças! Mas no sábado levantei-me da cama, fui ao armário dos medicamentos e tomei logo um, fui ao pote de bolachas e retirei todo o dinheiro que eles tinham. Fui ao meu quarto e peguei algumas roupas. Eu não tinha forças para carregar muito peso e saí de casa".

"Andei um pouco e quando encontrei o primeiro ônibus, nem perguntei para onde ia. Comprei a passagem e vi a rua dos meus tios ficando para trás. Fui parar em Seattle. Terminei o ensino médio. Fiz faculdade através de bolsa de estudos e conheci uma garota chamada Jane, ela informou-me que era de Forks e, quando terminamos a faculdade, concorremos e conseguimos trabalho onde vocês já sabem"

Quando acabei de contar a minha vida nos últimos nove anos, levantei a cabeça e olhei para os três rostos.

Edward e Jasper tinham as feições que transmitiam dor e incredulidade, algumas lágrimas escorriam sorrateiras dos seus olhos.

Alice, não sei se por ser mulher, tive a nítida sensação que sentia toda a dor, angústia, medo, sofrimento que eu senti. Ela tinha o rosto coberto de lágrimas. Seus olhos mostravam uma dor tão grande que devia espelhar a minha ao longo destes anos.


Nota da Autora:

Obrigada por todo o carinho e apoio que vocês têm demonstrado!

Sinceramente, eu estava extremamente nervosa e apreensiva que a fic não fosse bem aceita, mas mais uma vez a minha amiga Ju deu-me força e alento! Quando enviei os primeiros capítulos, os que são mais puxados, fiquei muito contente quando Ju me disse que os tinha lido de rajada. Podem crer que me deu garra para continuar a imaginar esta fic!

E agora sentir todo o vosso apoio está-me a dar energia para que Bella e Edward fiquem bem, mesmo com tantas adversidades que ainda vão passar!

Beijinhos a todas e mais uma vez OBRIGADA!

Suzy


Nota da Ju:

Bem, aí está a Suzy, a autora dessa fic! : ) O que acharam da Bella contando tudo aos Cullen? Parece que agora ela vai começar a se curar de tudo o que sofreu...

Desculpem por não ter postado ontem, mas tive reunião o dia todo e acabei esquecendo de postar! Mas... para "compensar", se chegar às 10 reviews, eu posto mais um cap. hoje a noite quando chegar em casa...

Deixem reviews!

Bjs,

Ju