Ola gente este é o último cap da fic oooooh :(
Agradeço a cada recadinho deixado e também ao carinho de todos/as vcs...
Sábado que vem posto a epílogo da fic...
E talvez poste o primeiro cap da próxima adaptação...
Bora ler gente bjs
CAPÍTULO TREZE
O clima na sala ficou pesado.
— Minha mãe me vendeu para meu pai quando eu tinha cinco anos. Por dez milhões de libras. Um valor alto na época. Esse foi o preço que cobrou para se di vorciar. Se ele tivesse recusado, ela brigaria, lutaria pela minha custódia em todas as cortes da Europa. Sabia que ganharia. Qualquer juiz lhe daria ganho de causa. Ela era uma mãe amorosa, totalmente devota da. Eu era seu queridinho, seu bebê adorado. Vivia me beijando e me abraçando. Pelo menos quando al guém estava olhando. Ou melhor, alguém que ela quisesse impressionar.
"Na frente dos empregados, não. Nem na frente dos amantes. O problema é que não apenas os que precisava impressionar foram enganados. Eu tam bém me enganei. Então, quando me vendeu, não en tendi por que ele não me deixou voltar a vê-la. Come cei a odiá-lo. Até ele me contar o que tinha aconteci do. Aí passei a odiá-la e a amar meu pai. Mas ele não queria meu amor. E nunca me deu o dele. Porque no dia em que ela pegou o cheque também confessou que eu não era filho dele, mas de um dos inúmeros amantes. Ele apenas me manteve para não passar vergonha, para que não rissem por ter sido abandonado e traído por uma mulher que lhe vendera o filho bastar do por uma fortuna. Ele me disse isso à beira da mor te. Foram suas últimas palavras."
Ela pôde ver, enfim, tudo o que não vira antes.
Que tudo que Edward fizera não tinha sido para pro teger Dylan dela, mas de sua própria mãe. O demô nio que ainda o assombrava.
Ela o observou. Estava deitado olhando para o teto. Lembrando-se de tudo. Cada gota de dor.
— Meu Deus! — ela exclamou.
Lentamente deitou-se a seu lado, pegando a mão de Edward. Uma enorme onda de compaixão invadiu-a. Mais do que isso: perdão.
Porque compreender era perdoar. Compreender os fantasmas que o perseguiam, os motivos que o leva ram a sujeitá-la àquilo tudo.
— Agora compreendo o porquê de seu comporta mento. Compreendo o porquê de ter pensado mal de mim, de não ter acreditado que eu fosse inocente das coisas de que me acusava, de me testar. Mas não pre cisa me testar novamente, Edward. Eu não sou sua mãe, assim como você não é meu pai. A crueldade, a frieza, o egoísmo deles não nos pertencem. Dylan nunca vai sofrer como você. Ele tem a nós dois, que o amamos e o protegemos.
"Quero dividir a custódia dele com você. Dylan é seu filho e meu. Agora que sei o que o levou a desconfiar tanto de mim e a fazer tudo o que fez para protegê-lo da mulher que temia que eu fosse, posso confiar em você. Confiar que não vai tentar tirá-lo de mim — disse, com lágrimas nos olhos."
Os dele estavam pousados nela, com uma expres são que nunca tinha visto antes, o que fez com que as lágrimas aumentassem.
— Por quê? — perguntou suave, a voz tão estranha quanto os olhos. — Por que eu ia querer tirar meu filho da mulher que escolheria para ser a mãe dele? Sim, eu me sentia assustado pelo que aconteceu comigo — e isso me tornou receoso de que você pudesse ser tão cruel quanto minha mãe. Mas você é diferente dela. Seu amor por Dylan brilha mais do que uma estrela no céu. E você sofreu tanto por ele em minhas mãos... Não quero nem lembrar... Você sabe o quanto me arrepen do de tudo que fiz? Imploro que acredite!
Apoiou-se no cotovelo, segurando-lhe a mão para que não se afastasse.
— Eu disse que queria uma prova, mas isso nada tinha a ver com o que você pensou. Queria provar algo bem diferente. Que o que aconteceu entre nós no passado ainda está vivo.
Ela ficou gelada.
— Você quer dizer sexo — retirou a mão. Era como se fosse esbofeteada. — Não vejo por que pre cisava ter certeza de que podia me possuir. Quando se trata de sexo casual, não há motivos para protelar. O quanto antes for para a cama, o quanto antes pode ir embora. Exatamente como você agiu.
— Sexo casual? Foi isso que achou?
— É o que você planejava. Eu estava lá, lembra-se? Mesmo antes de abrir a boca de manhã para tentar falar sobre negócios, você estava dizendo "tchau e obrigado" pelo sexo. A clássica frase depois de uma aventura.
Ele apenas a olhava de modo estranho.
Depois, deu um suspiro prolongado e se sentou. O torso nu brilhava como ouro na luz suave, mas ela não prestou atenção. O coração pesava. Por que ele a torturava assim? Parecia tão cruel. Não tinham deci dido fazer as pazes? Qual o sentido de reviver a noite em que Dylan foi concebido? O futuro precisava ser resolvido, não o passado.
— Uma aventura? Um caso rápido com uma mu lher que atravessou meu caminho? Foi isso o que pensou durante esses anos? Meu Deus, Bella, você não sabe o que aconteceu na noite em que nos conhecemos? É verdade, eu me comportei impulsiva mente, arrastando você para a cama, mas não podia resistir. Nunca tinha encontrado uma mulher que de sejasse tanto, que exercesse tamanho poder sobre mim. E você parecia tão ansiosa, tão ardente quanto eu. Achei que seus sentimentos eram iguais aos meus. Embora agora saiba que as razões de ter me se guido eram diferentes. Quando a tomei em meus braços, você se entregou por inteiro. E eu sabia que algo fantástico estava acontecendo. E não foi, Thee mou, uma simples aventura! Para nenhum de nós! Suspirou profundamente.
— Você acha mesmo que era tudo o que eu queria? Você diz que eu estava me despedindo, mas quando a acordei com um beijo, dizia que tinha que ir a uma reunião que não podia desmarcar porque era impor tante para outras pessoas, embora para mim isso fos se terrível, pois ia me afastar de você por duas agoni zantes horas. E depois disso — os olhos lançavam faíscas — eu ia voltar para você.
"Ia convidá-la para vir para a Grécia comigo. O que aconteceu aquela noite foi tão mágico, tão ex traordinário, tão precioso que eu não suportaria me afastar de você! Queria descobrir o que era aquela magia que tinha me virado pelo avesso em uma única noite! Descobrir, cheio de esperança, que a noite que passamos juntos tinha sido maravilhosa para você também.
Aquela sombra impenetrável que conhecia tão bem caiu sobre os olhos. Depois, eles clarearam e voltaram-se para ela com dor.
— E foi isso o que tentei provar hoje. Que não tí nhamos perdido o que tivemos naquela noite. Para provar que sobrevivi, de um jeito ou de outro, durante todos esses anos, enquanto você criava meu filho, so zinha e desprotegida, condenada a uma pobreza causada por minhas injustas acusações. Que eu sobrevivi apesar da minha atormentada infância. Deu um longo e angustiado suspiro.
— Eu ansiava por um milagre. Conquistá-la de pois de tudo que lhe fiz. Dia após dia. Sabia que você tinha todas as razões do mundo para me odiar. Mas achava que você podia acreditar que eu tinha percebi do meu engano. Fui estúpido, insensível, mas não queria correr o risco de ser rejeitado. E ontem, Thee mou, não a beijei porque fiquei morto de medo de não conseguir parar. Porém, sabendo que finalmente você me correspondia, resolvi correr o risco hoje. Ti nha que pegá-la desprevenida, não lhe dar chance de resistir. Tinha que provar que o que tivemos ainda está vivo! E eu provei. Você não pode negar. Você se entregou de forma tão ardente e apaixonada quanto naquela primeira noite. Prova de que o que começou há cinco anos ainda existe. Sempre existirá. Durante toda a vida.
Fez uma pausa e, quando voltou a falar, foi cari nhoso:
— É amor, Bella. Você não sabe? Começou na quela noite miraculosa, mas que crescesse. Vamos deixar que renasça agora.
Ele se aproximou. Ela não deveria deixar que ele a abraçasse e encostasse sua cabeça no coração dele. Mas deixou.
Não deveria deixar que a lembrança daquela noite longínqua voltasse. Nem deixar que a vergonha que sentira por ser tão fraca e ter sucumbido ao irresistível desejo se transformasse em gratidão e arrependimento.
Era bem mais que isso. Uma emoção muito mais forte a possuía. Uma emoção que não conseguia es conder. Que a dominava completamente.
Sentia o coração dele batendo, os braços estreitando-a. As lágrimas rolaram.
Ele também chorava, silenciosamente.
— Bella...
Ela não podia ouvi-lo. Os soluços a sacudiam e ele a abraçou de maneira afetuosa e protetora.
Acariciou-lhe os cabelos e as costas, e as lágrimas finalmente cessaram. Ele a manteve nos braços.
— Eu amo você. Por toda a vida. A mãe de meu fi lho, o tesouro do meu coração.
Ela o beijou muito delicadamente.
Depois, começou a fazer amor com o homem que amava.
A aurora dourada do Egeu penetrava no quarto. O quarto deles. Para sempre deles. Em qualquer lugar do mundo. Por toda a vida. Era pura felicidade, paz, alegria e, acima de tudo, amor.
Ela acariciou-lhe a cabeça. Ele estava aconchega do nela, a cabeça nos seios. Foi surpreendida pela alegria...
Eu não sabia. Eu não sabia que estava me apaixo nando por ele. Havia tanto ódio, raiva, desconfiança, medo.
Mas estava lá todo o tempo, guardado em segredo em meu coração.
Mas o coração sabia. Sabia melhor do que ela.
O cabelo negro parecia seda. Em seus braços, o corpo forte descansava como o de uma criança ador mecida. Ele me deu um filho e agora se dá. E vou cer cá-lo de amor para sempre.
Alguém sacudia seu ombro.
— Mãe! Acorda! Papai está atrapalhando. Está na sua cama e não tem lugar para mim!
A voz demonstrava indignação. Isabella mexeu-se enquanto Edward pegava o fi lho.
— Sempre tem lugar para você, Dylan.
O filho olhou para ele com desaprovação.
— Você não tem nem um pijama.
Isabella procurou a camisola debaixo do traves seiro e vestiu-a.
— Por que papai está aqui?
— Por que você está aqui? — retrucou o pai. Olhou o relógio e viu como era cedo.
— Quero carinho — disse Dylan. Subiu na cama e ajeitou-se entre os dois. Edward estendeu o braço so bre os dois, o filho e a mulher que amava.
— Mamãe, Dylan, papai — disse o menino, e caiu dormindo.
Isabella procurou a mão de Edward.
— Famílias felizes! — disse. Ele lhe apertou os dedos.
— Famílias felizes — murmurou.
Os dois voltaram a dormir. Sonhando um com o outro, com o filho e com os longos anos de felicidade à frente.
