Capítulo 28
Bella POV
"Oh… Ahhhhhh... Eu vou... Eu vou... Ahhhhhhhhh... Edward... Ahhhhhhhh".
"Isabella, o seu gosto é maravilhoso. Eu não me importaria de beber de você para sempre. Agora, vem aqui, baby, deixe-me abraçá-la".
"Bella, você está bem? Eu te machuquei?"
"Não, baby, estou bem, desculpe, mas-"
"Não peça desculpa. Se alguém tem de pedir desculpa, esse alguém sou eu. Você está com ardor, baby?" O que eu fiz para merecer tanto amor?
"Edward, é tão bom estar com você. Você a cada dia me mostra que no amor não há erros. Eu só..."
"Fale, Bella, fale comigo, baby".
"Eu… às vezes penso no que fizeram comigo e..."
"Sshh, baby. Se eu pudesse, apagaria das suas memórias todas as maldades que fizeram com você, mas não posso, baby. Porém, posso te prometer que sempre terá o meu amor e se houver alguma vez que eu empure demais os seus limites, preciso que você me diga".
"Não, Edward. Eu amo quando você força os meus limites. Eu confio a minha vida a você, baby, mas há momentos em que penso se você não está mal por eu ter entrado na sua vida".
"Isabella Marie Swan, eu a poríbo de pensar isso. Você me ouviu?"
"Mas, Edward, você nunca pensa no mal que me fizeram, as marcas que me deixaram?"
"Bella." Edward envolveu meu rosto em suas mãos grandes e quentes. "Você esqueceu que foi a minha família que tratou de você na parte vaginal e ana? Esqueceu que fui eu quem te deu alta? Você não imagina o ódio que senti quando meu pai e meu irmão me contaram a forma que te encontraram".
"Você sentiu?" As lágrimas caíam com mais força. "Sentiu ódio de mim?"
"Nunca, baby! Isabella, ouça-me, eu sei que nós nunca tivemos esta conversa, mas acho que está mais do que na altura de tê-la".
"Edward, você nunca me contou como é que eu estava. Eu… eu preciso saber, amor".
"Bella, não é fácil para mim abordar esse assunto." Edward afastou-se de mim.
"Por favor, amor." Eu pedi, com as lágrimas caindo.
"Baby, vamos apenas dizer que-" Edward queria enrolar, mas eu já não aguentava mais, eu precisava saber a verdade.
"Não, Edward, eu quero a verdade. Nua e crua!" Ele permanecia com os olhos cheios de lágrimas e com a mente distante. Só me restava uma alternativa.
"Edward, por favor? Ou você tem assim tanta vergonha de mim?
"Nunca, Isabella." Ele aproximou-se de mim. "Eu nunca poderia ter vergonha de você, amor. Só é muito difícil..."
"Por favor, Edward".
"Baby." Ele levantou a cabeça, fungou e passou as mãos pelos olhos. "Você conhece a anatomia sexual da mulher, certo?"
"Sim".
"Que é constituída por…" Onde é que ele queria chegar? Mas eu sabia e responderia a ele.
"Clitóris, lábios externos, internos e... ânus".
"Você conhece o períneo?" Balancei a cabeça negativamente. "O períneo é uma pele que existe entre a vagina e o ânus. Normalmente é esse pedaço de pele que é cortado quando a mulher vai dar à luz e a cabeça da criança é muito grande. Você entendeu até aqui?"
"Sim".
Edward suspirou fundo e abaixou a cabeça. As palavras seguintes foram ditas de forma automática e sem vida.
"Baby, seus lábios internos estavam maiores que os lábios externos. O períneo não existia e seu ânus tinha imensas fissuras".
Minha mente bloqueou.
"Baby, fale alguma coisa, por favor." Edward ainda não se tinha aproximado, mas eu sentia seus olhos em mim, e minha mente continuava não conseguindo processar nada.
"Bella?" Ergui minha cabeça e encarei seus olhos, que estavam com tantas lágrimas quanto os meus, mas eu ainda não conseguia processar tudo aquilo que Edward me contou.
"Isabella." Ele se aproximou de mim e segurou meu rosto com suas mãos quentes e olhou profundamente nos meus olhos. "Por favor, diga-me o que passa na sua cabeça, baby".
"Estou esperando que você me condene, Edward".
"Desculpe? Eu não entendi." Suas feições eram confusas.
"Eu entendo perfeitamente se você me disser que tomou uma decisão precipitada quando me pediu em casamento. Eu não sou boa o bastante para você." Eu sabia que não era a pessoa indicada para ele. Edward merecia uma mulher que não tivesse marcas e sem um passado nojento.
"Isabella." Nesse momento suas feições eram raivosas. "Você não disse o que eu acabei de ouvir, não é?"
"Edward, eu compreendo, eu..."
"Não, Isabella." Ele cortou-me e enxugou as lágrimas que ainda caíam pelo seu rosto. "Agora você vai me deixar falar".
"Eu senti um ódio enorme das pessoas que fizeram isso com você e, infelizmente, não tenho capacidades para alterar o seu passado, mas se você me permitir, eu quero alterar o seu futuro".
Olhei nos olhos de Edward e vi todo o amor que ele sentia por mim, mas eu sentia nojo de mim.
"Bella, quando você contou sobre o seu passado na sala da minha casa para mim, minha irmã e meu cunhado, eu senti um orgulho enorme de você!"
"Orgulho, Edward?" Ele só podia estar louco. "Orgulho por ter permitido que abusassem de mim?"
"Permitido? Edward afastou-se de mim e foi até a outra extremidade da biblioteca. "Você está louca, Isabella? Você era uma criança! Como é que você poderia ter permitido alguma coisa?"
"Mas eu podia... não sei... podia ter feito alguma coisa." Pelo menos eu achava que sim.
"Bella, neste momento você é uma mulher adulta, não é uma menina, mas se eu, como homem, desse uma enorme surra em você..."
"Edward?" Eu não tinha medo dele, mas suas atitudes estavam me deixando confusa.
"Imagine que eu a deixasse sangrando, amarrasse as suas mãos e os pés e abusasse de você? O que você poderia fazer?"
"Edward, eu não compreendo." Minha cabeça dava voltas e mais voltas. Eu não conseguia entender o que passava em sua mente.
"Estou esperando que você me responda, Isabella?" Edward deu um passo em minha direção e eu instintivamente recuei. "O que você poderia fazer se eu te desse uma enorme surra, te deixasse sangrando, amarrasse as suas mãos e os pés e abusasse de você? O QUE VOCÊ PODERIA FAZER?" Ele gritava comigo e eu comecei a chorar, mas o meu instinto tornou-se agressivo e eu gritei de volta para ele.
"NADA! EU NÃO PODERIA FAZER NADA! POIS VOCÊ TERIA ME INCAPACITADO PARA ISSO!" Eu o acusei com todas as minhas forças.
"ENTÃO VOCÊ NÃO ESTAVA PERMITINDO QUE EU ABUSASSE DE VOCÊ?"
"ÓBVIO QUE NÃO! EU LUTARIA..." Meu consciente percebeu onde Edward queria chegar e as últimas palavras saíram em um sussurro, "Lutaria com todas as minhas forças!"
"Era aí que eu queria que você chegasse, amor." Senti suas mãos limpando minhas lágrimas que não cessavam e ele encostou seu corpo ao meu, permitindo que eu me sentisse completamente segura.
"Edward? Então, por quê? Se eu não permiti, por quê? POR QUÊ?"
"Isso eu consigo responder, baby." Edward beijou minhas bochechas ao mesmo tempo enquanto limpava minhas lágrimas. "Mas você nunca permitiu que eles fizessem mal a você!" Ele segurou meu rosto e obrigou-me a olhar em seus olhos. "Você permite sim que nós nos amemos! Às vezes somos loucos e eu fico pensando se o seu subconsciente aguenta, mas você sempre me surpreende mais. E me faz amá-la mais! E me faz respeitá-la sempre mais! E me faz honrá-la sempre mais!" O beijo que ele me deu em seguida fez todos os pelos do meu corpo arrepiarem.
"E... Isabella?" Ele disse, enquanto salpicava beijos pelo meu pescoço.
"Sim?"
"Para mim…" E suas orbes verdes encaravam as minhas castanhas. "Eu fui o seu primeiro. E eu quero ser o seu primeiro em tudo".
"Edward, para mim você é o único, baby. Faça amor comigo. Eu te amo tanto".
"Não há nada nesse mundo que eu queira mais, baby." Seus olhos, além de mostrar muito amor, também mostravam desejo. "Pode acreditar que não há nada neste mundo que eu mais ame do que estar dentro de você e provocar tantas emoções no seu corpo! Saber que a minha boca, minhas mãos e o meu pau te levam ao delírio, mas você sabe que, neste momento, não podemos. E estando nós dois nus nesta sala, acho que você consegue ver como eu te desejo e te quero".
Não pensei em mais nada e o beijei com todo o meu amor enquanto levei minha mão ao seu pau. Edward gemeu na minha boca e levou sua mão à minha intimidade, provocando um gemido meu. Já que nós não poderíamos fazer amor, pelo menos eu teria que ter o seu pau em mim, se não fosse dentro da mim, seria na minha boca. Então, sem pensar em mais nada, interrompi o beijo, ajoelhei-me e o tomei na minha boca.
"Porra, Isabella... Sua boca... Levante-se, baby, também quero beber de você".
Mas eu não o queria largá-lo e não o fiz.
"Baby, pare. Eu estou quase lá. Porra, Isabella".
"Edward, eu quero senti-lo, por favor, vem. Eu adoro o seu sabor".
"Bella, eu também adoro o seu sabor, deixe-me prová-la. Ah... Isabella! Assim eu vou... Ahhh!"
Depois de tê-lo limpado, dei mais um beijo na sua cabeça. Edward desmoronou em frente a mim, nós dois ficando de joelhos e, com uma violência que eu nunca tinha sentido da parte dele, mas sem me provocar medo, ele agarrou meus cabelos e plantou um beijo nos meus lábios, fazendo-me quase perder os sentidos.
"Edward, faça amor comigo, por favor".
"Baby, você sabe que não podemos." Seus lábios não saíam do meu corpo, neste momento estavam no meu pescoço e clavícula.
"Mas vamos devagar, por favor, Edward. Eu preciso sentir você, por favor".
"Bella?" Ele olhou dentro dos meus olhos com amor, proteção, carinho, respeito e desejo, muito desejo. "Se há uma coisa que eu mais desejo neste momento é fazer amor com você, mas você precisa descansar um pouco".
Fiz beicinho e Edward gargalhou.
"É para o seu bem, baby. Acredite quando digo que a minha vontade é ser egoísta e deitá-la neste chão e amá-la até não ter mais forças. Mas, Bella, por você, pense em você, baby".
"Obrigada, amor, obrigada por você ser quem é e obrigada por me amar tanto".
"Eu te amo muito, Isabella." E seus lábios voltaram aos meus.
Edward POV
A minha vontade era deitar Bella no chão e fodê-la de tal forma que ficasse inconsciente, mas ela precisava que, neste momento, eu me tornasse Edward o médico, e não Edward o amante. Eu sabia perfeitamente que se abusássemos mais um pouco, depois ela é quem sofreria as consequências. Iniciamos a nossa atividade sexual ontem e sei que temos parecido como coelhos, mas eu já não transava há mais de oito meses e estava entrando em colapso, e Bella… Bella nunca tinha feito amor. Fui sincero com ela quando lhe disse que considerava que eu era o seu primeiro e queria ser o seu único.
"Edward?
"Sim, baby?" Enquanto me vestia, minha mente divagava.
"Seus pais vão perguntar onde nós estávamos?"
"Óbvio que não, baby." Aproximei-me dela e enlacei sua cintura nos meus braços. "Meus pais devem imaginar o que estamos fazendo".
"Edward!" Ela bateu no meu braço e seu rosto ficou vermelho como tomate, enquanto eu gargalhava.
Quando saímos da biblioteca, colei meu corpo ao de Bella e quando chegamos à piscina, estávamos sorrindo e aos beijos, mas as feições da minha família era intrigantes. Eles tentaram sorrir, mas o sorriso não chegou aos olhos de nenhum deles, exceto do meu afilhado, que correu para os braços de Bella, que o pegou e abraçou.
Fomos até as espreguiçadeiras junto de Rosalie, Alice e minha mãe e nos sentamo. Passados alguns minutos, meu pai, irmão e cunhado juntaram-se a nós e engatamos uma conversa de banalidades. Minha mãe, Bella e Rosalie foram preparar alguma coisa para o nosso lanche, mas Alice permaneceu deitada, informando-nos que não se sentia muito bem. Perguntei-lhe se ela desejava que eu a examinasse, mas, teimosa como é, ela disse que era apenas uma indisposição. Porém, não pude deixar de notar as expressões que todos os outros lançavam a ela.
Depois de elas voltarem, eu e Emmett puxamos uma mesa para que ficasse ao lado de Alice, para que ela descansasse, mas estivesse comendo alguma coisa. Estávamos todos brincando e nos divertindo. Aos poucos as feições de preocupação de cada um foi suavizando.
Já passava das 18hs quando decidimos que deveríamos ir embora e, é claro, mamãe Esme fez uma carinha triste e pediu que não encerrássemos o domingo e que ficássemos para jantar todos juntos. Olhei para Bella e, com o seu sorriso, decidimos ficar, assim como todos outros. Mais uma vez, Bella, Rosalie e minha mãe foram preparar o jantar, enquanto nós fazíamos companhia a Alice e combinávamos a viagem ao Brasil, que ocorreria dali a três semanas.
"Aiiiiiii!"
"Amor?" Jazz pulou para o lado da mulher.
"Alice?" Emmett e eu perguntamos.
"Querida?" Meu pai falou.
"O que aconteceu?" Minha mãe perguntou, com Bella e Rosalie vindo atrás dela.
"Aiiii. Jazz. Que dor!"
"Alice, o que você está sentindo?" Perguntei enquanto me dirigia para ela e colocava a minha mão na sua barriga.
"Edward..."
"Oh Meu Deus!" Foi minha mãe quem falou. "Querida, você está sangrando".
"Oh, Jazz!" As lágrimas da minha irmã caíam com bastante intensidade.
"Edward?" Chamou meu pai. "Vamos levá-a à emergência?"
"Mana?" Segurei seu rosto, enquanto tentava enxugar suas lágrimas. "Quais são os sintomas que você tem?"
"Edward." Sua vozinha estava ansiosa e assustada. "Sinto cólicas e uma dor no baixo-ventre".
"Mãe?"
"Sim, querido?"
"Preciso que me arranje uns lençóis brancos e que os coloque na cama de Alice".
"Vou já cuidar disso".
"Eu a ajudo." Disse Bella.
"Edward, estou com medo".
"Querida, eu não vou deixar nada de mal acontecer. Nem a você e nem ao bebê. Você confia em mim?"
"Sim. Aaaaii. Sim".
"Alice, vou pegá-la e levá-la para o quarto. Segure no meu pescoço".
Ela fez o que lhe pedi.
"Boa garota. Querida, vou subir os degraus bem devagarinho. Se você sentir alguma dor mais forte, me avise, ok?"
"Hum hum!"
"Edward?" Jasper chamou-me. "O que está acontecendo com ela?"
"Sinceramente, não sei, mas vamos descobrir, certo, mana?"
Alice não disse mais nada, apenas acenou com a cabeça.
"Pai?"
"Sim, Edward?"
"Minha maleta está no meu quarto, você pode pegá-la, por favor?"
"Claro, filho, nos encontramos no quarto de Alice".
"Obrigado".
"Como você se sente, pequenina?"
"As dores melhoraram um pouco".
"Você sente alguma pressão na região lombar?"
"Não, apenas dor".
"Emmett?"
"Sim, mano?"
"Ligue para a farmácia e peça que mandem entregar com urgência um Brycanil*!
* Brycanil: medicamento intravenoso administrado às gestantes, para inibir as contrações.
"Edward?" Emmett perguntou. "Você acha mesmo que é necessário?"
Não consegui responder, pois Alice perguntou com a voz assustada, "O que você mandou pedir, Edward?"
"Emmett, por favor?"
"Claro, mano." E Emmett dirigiu-se ao telefone e ligou para farmácia para pedir o remédio que pararia as contrações de Alice.
"Edward? Estou assustada".
"Não, querida, não fique. Estamos quase chegando ao quarto e eu vou examiná-la, está bem? Tudo vai ficar bem com vocês. Eu prometo, Alice." Eu disse, olhando em seus olhos marejados.
"Mas... o que é que você pediu?"
"É apenas um calmante, querida, um calmante que as gestantes podem tomar. Você confia no seu irmão?"
"Sim, Edward. Aaai, Edward. Ai. Outra dor".
"Já estamos chegando, querida".
Quando entramos no quarto, todos já estavam à nossa espera. Deitei Alice com muito cuidado e coloquei um lençol sobre ela.
"Jasper, tire por favor o biquíni dela, enquanto eu desinfeto minhas mãos?"
"É pra já, Edward".
"Jasper?" Ele olhou para mim. "Não mexa muito nela".
Ele acenou para mim e pediu ajuda à minha mãe. Quando voltei ao quarto, meu pai também já tinha as luvas colocadas para me ajudar a colocar as minhas.
"Edward?" Emmett entrou. "Disseram que dentro de dez minutos estarão aqui".
"Obrigado, Emmett".
"Precisa de ajuda, filho?" Meu pai perguntou.
"Por favor, você pode medir a pressão dela?" Ele assentiu e tirou o estetoscópio da minha maleta e dirigiu-se à sua menina.
"Vai ficar tudo bem, querida".
"Eu sei, pai." Mas suas palavras saíram cheias de emoção e preocupação.
Neste momento todos se aproximaram da minha irmã e deram-lhe um beijo e palavras de incentivo. Bella foi a última e quando virou para mim, suas lágrimas caíam. Aproximei-me dela, mas não pude tocá-la, pois já estava com as luvas, e sussurrei.
"Vai ficar tudo bem, baby. Minha irmã e seu bebe ficarão bem".
"Eu sei, amor." Sua mão fez uma carícia no meu rosto. "Se há alguém que não vai deixar nada de mal acontecer, eu sei que é você".
"Baby!" Minha voz saiu um pouco embargada. "Eu te amo muito".
"Eu também amor. Boa sorte e até já".
Aos poucos todos foram saindo do quarto, ficando apenas, eu, Jasper, Emmett e meu pai. Dei um longo suspiro e dirigi-me à minha irmã. Eu precisava verificar se o medicamento que tinha pedido para ela faria efeito, ou se a minha sobrinha nasceria muito antes do tempo, o que seria um risco enorme. Uma gestante de seis meses dar à luz era bastante prejudicial para o bebê. Existiam artérias e outros órgãos que não estavam completamente desenvolvidos, já que dentro da barriga da mãe o bebê não precisava usá-los.
"Pai?"
Não precisei dizer mais nada, ele apenas respondeu, "18 por 10".
Esta era a pressão tensão arterial da minha irmã, um tremendo risco. Algo definitivamente tinha acontecido para que Alice ficasse tão nervosa. Mas, neste momento, não era hora para perguntas.
"Ok, mana. Vou fazer o exame de toque e-"
"Toque?" Ela disse, assustada.
"Calma, querida. O exame de toque é feito em muitas situações, não apenas em mulheres grávidas." Por favor, acredite na minha mentira.
"Eu confio em você, Edward. Ai, Edward, está doendo".
"Ok, linda, vou colocar suas pernas em cima da cama, certo?"
"Eu ajudo, filho." Meu pai pegou uma perna e eu a outra e, calmamente, nós as colocamos em posição.
Jasper estava ajoelhado ao lado da cama enquanto segurava uma mão da minha irmã e de vez em quando a beijava. Suas lágrimas desejavam sair, mas Jasper controlava-se o mais que podia para dar força à esposa. Depois de Alice estar na posição correta, levantei o lençol e vi que ela já estava com dilatação, não muito, mas já estava.
"Emmett? Ligue para a farmácia e peça que entreguem com urgência." Tentei falar com segurança, mas a minha calma estava abalada.
"Edward?" Alice não conseguiu dizer mais nada.
Enquanto eu tentava ganhar coragem para falar com Alice, ouvi a voz de Emmett.
"Boa tarde, aqui fala Emmet Cullen, identidade nº 0089745, liguei agora pouco para solicitar o Brycanil? Certo, preciso dele com urgência. Sim, minha irmã. Ok, obrigado".
"Edward?" Levantei a cabeça para Emmett.
"Um minuto." Apenas agradeci, balançando a cabeça.
Ganhei coragem e olhei para Alice.
"Querida, antes de qualquer coisa, preciso que você se acalme. E, principalmente," olhei dentro dos seus olhos, "que não faça força".
"Edward, vai nascer? O meu bebê não vai sobreviver".
"Mary Alice Cullen Halle." Eu disse o seu nome todo, mas com carinho na voz. "Eu não vou permitir que a minha sobrinha nasça antes do tempo".
"Sobrinha?" Jasper perguntou, já com lágrimas nos olhos.
"Sim, Jazz. No último ultrassom eu vi que era uma menina. Eu não disse nada a vocês porque vocês ainda estavam indecisos sobre saber, mas, sim, é uma menina".
Eu estava falando com eles para tentar acalmar a mim e minha irmã, quando bateram na porta.
"Dr. Emmett Cullen." Ouvimos do lado de fora.
Graças a Deus, eu disse para mim mesmo. Emmett foi até a porta, assinou a documentação e deu-me o medicamento.
"Ok, querida, agora já não precisa ter medo." Enquanto eu falava, preparava a medicação.
"Edward? Não deixe a minha menina..." Eu a interrompi com o meu olhar.
"Alice, este medicamento é um pouco forte e vai doer um pouco para administrar".
"Não importa, Edward".
"Vamos lá então, minha pequena corajosa".
Passei o álcool no seu minúsculo braço e espetei a agulha. Quando o líquido entrou em contacto com o seu sistema, o pequenino corpo da minha irmã termeu e suas lágrimas caíram em silêncio. Sei que eram lágrimas de dor de várias tipos. Dor por desconfiar que esteve muito próxima de dar à luz, com tão poucas semanas, e dor que o próprio medicamento provocava quando entrava em contato com o organismo.
Tirando o fato de estar detestando provocar tanta dor à minha irmãzinha, não consegui deixar de sorrir quando constatei que ainda não tinha administrado metade do medicamento e já estava surtindo efeito. O primeiro foi a interrupção do sangramento, depois a dilatação se fechando. Bastava apenas fazer o exame de toque para ter certeza que tudo voltaria ao normal.
"Está quase acabando, meu amor, eu prometo".
Alice nada disse, apenas continuou de olhos fechados, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela mordia os lábios, respirando com alguma dificuldade apenas pelo nariz.
Jazz apenas limpava as lágrimas dela com beijos, enquanto sussurrava palavras de amor e incentivo.
Meu pai e irmão faziam carícias na sua outra mãozinha e nos seus curtos e espetados cabelos. Quando o medicamento finalmente acabou e retirei a agulha do seu bracinho, Alice abriu os olhos e encarou-me.
"Dê-me dois segundos." Dei-lhe o meu melhor sorriso e fiz novamente o exame de toque. Como imaginei, o colo do útero tinha voltado ao normal.
"Minha irmãzinha mais amada, vou pedir apenas duas coisas. Não saia da cama pelas próximas 96 horas, a não ser para ir ao banheiro, e não volte a me pregar um susto destes".
"Então, quer dizer que…"
"Que a minha linda sobrinha está onde deveria estar por mais 10 a 12 semanas".
Alice abraçou o seu ventre e disse, "A mamãe te ama muito, Mary Ashley Cullen Halle." E olhou para o meu cunhado. Jasper deu um beijo em minha irmã e foi beijar sua barriga.
"O papai te ama, Ashley".
"Você tem um tio que fará de tudo para que você seja feliz." Eu disse, acariciando seu ventre. Alice deu-me um sorriso de orelha a orelha.
"Um avô babão." Meu pai disse, e também colocou sua mão na barriga de Alice.
"E um outro tio." Emmett também colocou sua mão. "Que não vai deixar nenhum rapaz chegar perto de você até que faça 30 anos".
Começamos a rir e Ashley, para se juntar à festa, deu um chute que foi sentido por todos nós.
"Obrigada, mano, não sei o que teria sido de mim sem você".
"Sim, Edward, muito obrigado por cuidar de Ashley e de Alice".
"Não fiz mais que o meu dever. Você sabe perfeitamente que é a minha irmãzinha preferida".
"Edward, eu sou sua única irmã." Ela disse, sorrindo. "Eu é que tenho dois irmãos que amo muito".
"Nós também te amamos." Disse Emmett.
"Jasper?" Falei com ele. "Vá preparar um banho relaxante para as suas garotas, elas estão precisando".
"Claro. Já volto, amor." Ele deu um selinho na minha irmã e dirigiu-se ao banheiro.
"Maninha, vou deixá-los a sós. Você precisa descansar. E não pense em sair da casa dos nossos pais. E pelo menos durante uma semana, nada de passeios de carro. Depois eu a examinarei novamente para ver como estão as coisas, combinado?"
"Claro que sim, Edward".
Nota da Ju:
Sim, o início foi um pouco repetitivo, mas serviu para sabermos o que Bella estava pensando durante toda aquela conversa... e que bom que Edward conseguiu cuidar de Alice...
Deixem reviews e até amanhã!
Bjs,
Ju
