Capítulo 36

Edward POV

"Mano? Vamos mesmo precisar do que vamos comprar?"

"Emmettt, você quer que a sua mulher delire de prazer?"

"Ela já delira, mano!" Ele falou com um sorriso sacana nos lábios.

"Emmett, eu quero comprar para Bella. Quero que ela esteja bem excitada para quando chegar o momento".

"Desculpe a pergunta, mano." Fiz-lhe sinal para continuar. "Mas depois do que ela passou com o filho da puta." Cravei os dedos no volante e apertei minha mandíbula. "Como ela tem coragem para fazer com você?""

"Acredito que não tenha sido nada fácil para ela tomar a decisão que tomou." Ele concordou. "E eu a amo ainda mais por isso".

Estacionei o carro, mas não saí. Encostei a testa ao volante e suspirei.

"Sabe, Emmett." Levantei a cabeça e o encarei. "No início ela provavelmente terá mais dores do que qualquer outra mulher, por isso quero que ela esteja o mais excitada e relaxada possível".

"Mas o filho da puta não usou um-" Cortei-lhe a palavra.

"Emmett, lembra-se quando você tinha dores de ouvido?"

"Infelizmente lembro-me perfeitamente. Parece que foi ontem".

"E quando o pai pedia que você ficasse quieto para que ele te examinasse para ver se era necessário antibiótico. Você ficava calmo?"

"Nunca, mano. Eu sabia que por mais cuidado que o papai tivesse, sempre acabaria doendo".

"E o que distraía você?"

"Era a mamãe que conversava comigo sobre assuntos que me interessavam".

"Você acha que Bella ficará calma?"

"Porra, mano!" Ele falou como se uma luz se acendesse em sua cabeça. "Ela pensará que terá dor." Sua voz saía triste.

"Agora você entende por que eu preciso de um vibrador?"

"Claro, Edward! É para que ela esteja com os sentidos em outro ponto".

"Exatamente!"

"Mas, Edward?" Ele sussurrou. "Se você tem medo que ela fique com muitas dores, por que você aceitou?"

"Você sabe que eu nunca proporia sexo anal a ninguém, muito menos à minha Bella." Ele assentiu. "Mas foi ela quem sugeriu. Foi ela quem pediu. E eu não recuso nada que ela peça." Encostei a cabeça no banco do carro e as lágrimas começaram a pinicar meus olhos. "Fiz isso uma vez e dei-me mal. Muito, muito mal!"

"Foi quando Alice-?" Não foi preciso dizer mais nada.

"Foi, Emmett." Levei as mãos ao meu rosto e enxuguei algumas lágrimas que estavam lá. "E nesse dia jurei a mim mesmo que aquilo que minha Bella quisesse, minha menina teria!"

"Ela teve muita sorte com você, mano! Não é por ser meu irmão, mas você é especial! Você sabe que eu te amo muito, certo, mano?"

"Eu também te amo muito, Emmett, mas aqui quem teve sorte fui eu, irmão. Bella é tudo aquilo que sonhei para mim e ainda mais".

"Bom, vamos deixar de sentimentalismos. Pelo local onde estamos estacionados ainda pensarão que somos um casal de gays".

"E casados!" Gargalhei. "Temos o mesmo sobrenome!"

Emmett não aguentou e sua gargalhada estrondosa fez eco por todo o estacionamento. Saímos do carro e entramos na loja. As funcionárias nos avaliaram da cabeça aos pés e vieram cumprimentá-lo.

"Bom dia, Dr. Cullen!" Acho que se Bella e Rosalie estivessem aqui, não gostariam nadinha da forma como elas olharam para nós. "Podemos servi-lo de alguma forma?"

"Bom dia, este é o meu irmão." Ele falou enquanto apontava para mim.

"Bom dia, senhor." Uma das funcionárias colocou o cabelo para trás da orelha e bateu os cílios. "Se houver alguma coisa que eu possa fazer por você?"

Olhei para o meu irmão e ele retribuiu o olhar com um encolher de ombros. Encaminhamo-nos para o interior da loja quando ouvimos.

"Dr. Cullen?" Nós dois viramos a cabeça para a voz. "Dr. Edward Cullen?" A Srª. perguntou novamente.

"Sim?" Respondi com uma interrogação.

"Dr. Cullen!" Ela falou um pouco rápido demais. "Eu tenho tentado marcar consulta urgente com o Sr., mas a sua secretária disse que só poderia atender daqui um mês".

"Sim, é verdade. Vou para um congresso e só retorno daqui um mês".

"Oh!"Suas feições ficaram um pouco alegres para quem precisava de uma consulta urgente. "Obrigada mesmo assim".

A Srª. saiu um pouco apressada. Emmett olhou para mim e fez sinal que ela era maluca, provocando risadas nossas. Dirigimo-nos para a seção de vibradores e escolhemos o que queríamos. Voltamos à recepção e fizemos o pagamento. As funcionárias quando perceberam que eu também era médico e ginecologista quiseram saber onde eu atendia para que fossem examinadas.

"Ele é meu irmão e colega na clínica Cullen." Emmett disse com ar muito profissional.

De repente o celular dele tocou e ele começou a sorrir, dizendo que era Rosalie. A princípio parecia que ele estava nervoso, mas aos poucos começou a tentar relaxar. Ele dirigiu-se à porta e olhou para algum artigo que estava exposto. Alguns minutos depois ele desligou e encaminhou-se para mim.

"Edward, desculpe, mano." Ele tentou parecer calmo, mas alguma coisa não estava bem. "Mas Rosalie pediu-me uma coisa." Enquanto falava, ele caminhou para o interior da loja e pediu a minha companhia.

"E o que Rosalie quer?"

"Ela pediu-me alguns itens para apimentar as nossas noites no Brasil." Ele não falou, simplesmente despejou as palavras.

"Está tudo bem, Emmett?"

"Claro que sim." Ele sorriu, mas foi forçado.

Eu o ajudei a escolher uma quantidade de coisas que ele via. Percebi perfeitamente que ele não estava calmo, nem estava brincalhão como é do seu costume, mas pensei que tivesse a ver com alguma coisa que Rosalie lhe tivesse dito. Espera aí, como é que Rosalie sabia onde nós estávamos?

"Emmett?" Voltei-me para ele e olhei dentro dos seus olhos. "Como Rosalie sabia que nós estávamos aqui?" Quando ele percebeu que eu estava desconfiado de alguma coisa, suas feições mudaram completamente.

"Mano, desculpe." Eu o encarei. "Mas não posso deixá-lo sair desta loja".

"Que besteira, Emmett!" Eu esbravejei. "O que está acontecendo realmente?"

Bella POV

Eu estava a cerca de dez passos de distância deles. Parei e olhei para a minha aliança de noivado. Lembrei-me da aliança que eu tinha comprado para oferecer ao meu amor no dia do seu aniversário. Fechei os olhos e em segundos recordei todos os momentos de carinho, amor e paixão que Edward e eu trocamos. Emiti um ruidoso suspiro, abri os olhos e voltei a caminhar.

"Aro? Rachel?" Eles voltaram-se para a voz e deram um sorriso que certamente faria até mesmo Emmett se encolher.

"Minha querida Isabella!" Aro chiou.

"Minha querida sobrinha!" Rachel sibilou!

"Posso saber o que vocês estão fazendo aqui?" Perguntei.

"Minha querida." A voz de Aro dava-me náuseas. "Estávamos preocupados com você".

"Sabe, demoramos alguns anos até encontrá-la, minha querida." Rachel falou com falsa calma.

"E por que vocês se deram ao trabalho de me procurar?" Perguntei, com medo.

"Minha querida, depois que você nos abandonou," ele falou ironicamente, "quando nós te dávamos tanto, a escola nos perguntou o que tinha acontecido com você. Como é que eles a descreveram, doçura?" Ele perguntou para Rachel.

"Ah, sim. Perguntaram onde é que a melhor aluna daquela instituição tinha ido." Rachel falava com nojo.

"Você quer saber o que nós respondemos?" Aro perguntou. "Respondemos que você tinha mudado para a nossa casa de campo".

Fechei os olhos e lembrei-me que sempre que eles abusavam de mim, informavam à escola que tínhamos ido passar uns dias na bendita casa.

"Posso perguntar uma coisa?" Olhei para os dois.

"Claro que sim, minha sobrinha querida" Aro aproximou-se mais de mim e levantou a mão para me tocar.

"NÃO ENCOSTEM UM DEDO EM MIM!" Falei um pouco alto demais e com desdém.

"Puxa, Bella, quanta raiva pelos seus tios que tanto te amaram." Ele respondeu como se sentisse ressentido.

"Se vocês me amavam tanto como diziam e ainda dizem, por que fizeram todas aquelas coisas horrorosas comigo?" Perguntei enquanto segurava as lágrimas para que elas não denunciassem o nervosismos que eu sentia.

"Que coisas horrorosas, querida?" Rachel perguntou ofendida.

"Isabella!" Aro chamou-me. "Nós nunca te fizemos mal nenhum, querida." Fiquei olhando para ele de boca aberta.

"Nós sempre te amamos." Ela voltou a insistir na loucura.

"Querida, não abra muito a sua boca que me faz lembrar quando eu enfiava o meu pau nela e você engasgava com o meu gozo".

"É dessas merdas que estou falando." Apontei para eles. "Como vocês conseguiram violar-me e maltratar-me vez após vez?"

"Isabella, você está nos ofendendo." Rachel falou. "Olhe que você ainda está com idade para levar umas boas palmadas nessa bunda".

"Ah, querida, lembra-se?" Aro colocou um braço ao redor da cintura de Rachel. "Lembra-se quando você enfiavas o plug pelo ânuz dela, que estava sempre apertadinho, para prepará-lo para o meu pau? Hum, que saudades".

"Nojento!" Eu os encarei. "Vocês dois são nojentos!"

"Nojento, Isabella..." Rachel inclinou-se para mim e eu recuei. "Nojento era quando o seu tio gozava no seu ânus e você estava sempre perdendo os sentidos. Isso era nojento".

"O amor que nós te dávamos e que," ele olhou com ar misterioso para Rachel, "ainda estamos dispostos a dar é dado de coração".

"Vocês são loucos!" Olhei incrédula para eles. "Descobri neste momento que vocês só podem ser loucos!"

Rachel olhou para mim, mas não consegui identificar seus sentimentos. Em seguida ela olhou para Aro. Acompanhei seu olhar e encarei os olhos daquele monstro.

Não sei como eles conseguiram, mas enquanto eu tentava decifrar o que os olhos daquele monstro continham, Rachel deu-me um tapa tão forte que minha cabeça girou e meu corpo deu um passo para trás. Aro colocou-se por trás de mim e encostou seu corpo ao meu, prendendo o meu cabelo em uma mão e com a outra torcendo o meu braço, provocando uma dor horrível.

"Já temos saudades de vê-la amarrada e recebendo o pau do seu tio na sua boceta, no seu ânus e na sua boca." Rachel falou com nojo enquanto cuspia no meu rosto.

"Você acha que somos estúpidos, Isabella?" Aro sussurrou ao meu ouvido. "Nós sabemos muito bem que você mora com um docinho que neste momento está lá dentro comprando sabe-se lá o quê." Tive vontade de vomitar. Eles sabiam de Edward!

"E sabe por que ele tem que recorrer a sex-shops, minha querida?" Rachel pegou rudemente no meu queixo e o levantou. "Por que você está completamente danificada por nós".

As lágrimas saíam dos meus olhos por várias razões. Primeiro de tudo, eles sabiam de Edward! Se eles sabiam dele, também sabiam que eu faria tudo por ele. Depois porque eu estava com dores, muitas dores que já não sentia há muito tempo. E, finalmente, porque me senti abandonada.

Minha chamada família certamente tinha se retirado quando ouviram todas as coisas nojentas que estes dois me fizeram. Eu me daria por vencida quando ouvi a voz mais maravilhosa do mundo.

"RETIREM SUAS PATAS NOJENTAS DE CIMA DA MINHA MULHER!" Edward rosnou.

Edward POV

Comecei a caminhar para a saída quando Emmett me segurou por um braço.

"Não vá, mano!" Ele implorou-me. "Por favor, não vá!"

"Por que você está me segurando nesta loja, Emmett?"

"Não posso dizer, mano." Ele estava triste, muito triste.

"Tem alguma coisa a ver com Bella, não tem?"

"Não, mano, não tem." Mas quando ele respondeu, não olhou nos meus olhos.

"Emmett." Fechei meus olhos e apertei a ponte do meu nariz. Quandoos abri, encarei-o e gritei para ele. "Emmett Cullen, eu te adoro, irmão, mas se nos próximos cinco segundos você não soltar o meu braço...

Ele apertou com mais força e encarou-me.

"Eu só vou deixá-lo sair daqui se você me prometer ouvir até ao fim e não tomar qualquer atitude precipitada." Ele falou bastante sério.

"Você tem cinco minutos, Emmett." Ele soltou meu braço e eu o encarei.

Ele encarou-me, mas não abriu a boca. Suas feições estavam carregadas.

"Emmett, estou perdendo a paciência." Eu ia dizer-lhe mais alguma coisa quando ouvimos as funcionárias gritando.

"OH, MEU DEUS! Olhem lá para aquela mulher sendo agredida por aquele casal".

Emmett foi o primeiro a dirigir-se para a porta. Eu o segui, mas meus olhos não queriam acreditar naquilo que estava vendo.

Bella! Minha Bella estava com sangue escorrendo da sua boca e nariz.

Ela estava presa nas garras de um homem, e uma mulher estava segurando-lhe o queixo. Dava para ver que ela não estava a ajudá-la, mas sim a infligir-lhe mais dor. Eu ia correr para a minha Bella quando Emmett olhou para mim, e apontou para um carro.

O que aconteceu a seguir deve ter ocorrido no espaço de cinco a dez segundos! Reparei que o carro pertencia a Rosalie e lá dentro estavam ela, meu pai, Jasper e um homem que nunca tinha visto.

Rosalie chorava horrores e meu pai fazia carinho nos seus cabelos. O homem que eu nunca tinha visto quando reparou que eu estava encarando o carro, colocou a mão de fora e mostrou seu distintivo. Ele era da policia.

Olhei para Emmett, ele olhou para mim e compreendi na hora por que eles não interferiram para ajudar a minha Bella. O policial precisava que estes filhos da puta confessassem todas as barbaridades que fizeram com a minha menina.

O pior foi quando vi uma mão daquele filho da puta apalpar um seio da minha Isabella. Rosnei e caminhei para eles.

"RETIREM SUAS PATAS NOJENTAS DE CIMA DA MINHA MULHER!"

"Ora, ora!" A mulher falou. "Se não é o doutorzinho!"

"E-Edward! Amor!" Minha Bella gaguejou as palavras com os soluços. "Sai daqui, amor! Na-não deixe que te façam mal. Por fa-favor, amor! SAI!"

"Então, Edward." A voz do homem saiu nojenta. "Você tem que recorrer a uma sex-shop para se satisfazer? A minha sobrinha não te dá prazer?"

Quando o homem se identificou como o tio de Bella, olhei para ele, depois para a mulher que estava com ele. Ambos tinham feições de depravados. Encarei os olhos da minha Bella, que estavam cheios de dor, mas ela fechou os olhos, não conseguindo me encarar.

"Vocês são Aro e Rachel?" Perguntei com nojo.

"Vejo que a minha querida sobrinha gostou tanto do nosso amor que falou de nós." A mulher falou com ironia. "Olhe para mim, puta!"

Dei mais alguns passos e falei novamente. Desta vez a minha voz saiu raivosa.

"Soltem a minha mulher!" Emmett aproximou-se de mim e segurou-me pelo braço. Ele sussurrou ao meu ouvido.

"Cuidado, Edward, nós não sabemos se eles têm alguma arma".

"Então ela entregou este corpinho lindo aos dois irmãos?" Ele olhou para nós. "Eu não os censuro, ela é tão apertadinha, não é?"

"Desgraçado! Filho da Puta!" Inclinei-me mais para ele. Emmett acompanhou-me.

"Calma, doutores!" A mulher falou. Ela olhou para Bella e enfiou a mão no bolso, retirou uma navalha e a abriu. "Lembra-se, Isabella? Era com esta mesma navalha que eu te preparava para o seu tio. Você ficava tão lisinha".

Bella olhou para ela e gritou. Simplesmente gritou.

"VOCÊS NÃO TOCAM MAIS EM MIM!"

Então tudo aconteceu muito rápido. Bella deu um pontapé em uma perna da mulher, que caiu. Quando ela caiu, Emmett jogou-se para cima dela e prendeu-lhe os braços atrás das costas. Aro intensificou o aperto no braço de Bella, fazendo com que ela emitisse um grito de dor. Corri para ajudá-la, quando ouvi.

"POLÍCIA!" O tal homem estranho que eu nunca tinha visto apontou uma arma para Aro. "Solte imediatamente a senhorita Bella e entregue-se"

Tenho a sensação que o filho da puta borrou-se nas calças. Ele soltou o corpo de Bella e levantou as mãos.

"Não dispare, Sr. Policial." Ele falou borrado de medo. "Eu não fiz nada, ela é minha sobrinha".

"Sobrinha o caralho." Eu nunca tinha ouvido Bella falar assim.

Quando acabou de falar, ela levou as mãos ao estômago e olhou para mim, deu um pequeno soluço e desmaiou. Eu apenas tive tempo de me jogar ao chão e amparar o corpo inanimado da minha Bella.

"Atenção todas as unidades." O policia falou pelo intercomunicador. "Solicito a presença de dois carros patrulhas e uma ambulância na Av. Lambert. URGENTE!"

"Bella? Amor? Fale comigo, linda!" Pedi baixinho ao seu ouvido.

"Ela está se recuperando, Edward!" Jasper falou. " Deixe-a se recuperar da forma que ela sabe".

Ao longe ouvi um choro desesperado. Levantei a cabeça e Rosalie chorava abraçada ao meu irmão, como uma menina que tivesse perdido a coisa mais importante na sua vida. Ouvi pneus cantando e sirenes tocando.

Olhei para meu pai, acho que ele percebeu que eu não deixaria ninguém tocar na minha Bella, pois ele fez sinal que já tinha contactado o nosso serviço de ambulâncias.

Bella não acordava. Seu corpinho estava aconchegado ao meu corpo. Meus braços apertavam-na junto a mim e minhas mãos faziam-lhe carinho no seu cabelo e seu rosto.

Chegaram dois carros patrulhas e duas ambulâncias. Uma do estado e outra nossa.

Ambos os bombeiros vieram falar comigo. Os da clínica já sabiam que não deveriam aproximar de nós sem que eu desse autorização, o bombeiro do estado ajoelhou-se aos nossos pés e solicitou que eu soltasse a minha Bella. Olhei para ele e respondi-lhe sem qualquer tipo de educação.

"Se algum de vocês tentar tocar na minha mulher, vão ter de se ver comigo".

"Mas, senhor!" O policial falou. "A senhorita Bella precisa de cuidados médicos".

"Ouça, Sr..."

"Pattinson, Tenente Pattinson".

"Ouça, eu agradeço do fundo do meu coração o que fez pela minha mulher, mas eu, meu irmão e meu pai somos médicos e temos a ambulância da clínica à nossa espera".

"Mas..." O tal Tenente foi calado por Rosalie.

"Está tudo bem, Tenente Pattinson. Meu marido, meu cunhado e meu sogro são mesmo donos da clínica. E," ela voltou a chorar forte, "Edward e Bella já passaram por muita coisa." Emmett agarrou Rosalie por trás e beijou-lhe os cabelos. "Deixe que eles resolvam o assunto".

"Tudo bem, mas a senhorita Bella não poderá sair do país até que eu entre em contato com ela".

"Assim que ela se recuperar, eu mesmo ligarei para o senhor." Meu pai falou. "Nós temos um congresso no Brasil amanhã, e se Bella estiver com disposição para isso, ela nos acompanhará".

"Agora, se o senhor me dá licença." Falei para o policial. "Vou cuidar da minha mulher. Pai, você pode dar as ordens?" Pedi a ele.

"Bill? Condon? Podem trazer a maca".

"Vem, mano." Emmett falou. "Deixe-me ajudá-lo a levantar".

Agradeci e permiti que ele pegasse na minha menina. Levantei-me e observei Emmett colocar Bella na maca e meu pai procurar uma veia no braço dela e colocar-lhe o soro. Eu sabia que podia contar com eles para não deixar que ninguém mexesse no corpo inanimado da minha Bella.

Olhei para o rosto dos filhos da puta, que a esta altura já estavam algemados. O tal Tenente estava lendo os direitos deles. Que direitos estes filhos da puta do caralho tinham? Eles tinham o direito de apodrecer atrás das grades!

Recordei-me de algumas palavras de Bella,

"…e então o meu tio invadiu-me com tanta força que eu perdi os sentidos, literalmente…"

"…Quero que ela sinta tudo entrando nesse cuzinho..."

"…senti o pênis do meu tio entrando pela minha boca e batendo na minha garganta…"

Meus Deus, o que a minha menina sofreu! Não percebi muito bem, mas senti as mãos do meu pai amparando o meu corpo.

"Sente-se, meu filho." Ele falou preocupado. "Você está pálido. Condon?" Ele gritou. "Traga o aparelho de pressão. Rápido!"

"Edward?" Ouvi a voz de Jasper muito longe. "Edward, você consegue me ouvir?"

Senti meu pai colocar o aparelho no meu braço, eu sabia que tinha que ficar quieto, mas tudo me incomodava.

"Edward? Filho?" Meu pai puxou minha cabeça para cima e colocou uma luz forte nos meus olhos. "Sua pressão está 23 por 14".

"Edward?" Novamente Jasper. "Vou dar-te um calmante intra-venoso." Olhei para ele, mas não o estava vendo muito bem.

"Bella?" Consegui apenas falar estas palavras.

"Bella está bem, meu filho. Emmett está com ela a caminho da clínica".

Eu quis me levantar para correr para ela, mas conforme me coloquei em pé, caí novamente. O estrago só não foi maior porque os braços do meu pai e de Jasper me ampararam. Então senti a picada no meu braço. Olhei para eles e tentei encará-los, mas minhas pálpebras começaram a fechar. Apenas ouvi ao longe a voz do meu pai.

"Filho, quando você acordar estará ao lado da sua Bella".

Lembro-me de tentar sorrir. Não me lembro de mais nada.

Senti uma mão nos meus cabelos. Um fungar baixinho. Aos poucos abri meus olhos e um par de olhos verdes estava encarando o meu rosto.

"Oh, Edward!" Minha mãe falou baixinho, mas triste. "Como você se sente, meu querido?"

Lambi os lábios, pois os sentia muito secos.

"Bella?" Nada mais saía dos meus lábios.

Minha mãe apontou para o lado e segui o seu dedo. Minha Bella estava na cama ao lado da minha, ela permanecia com os olhos fechados, mas os batimentos na máquina informavam-me que ela estava calma.

"Preciso de água".

Minha mãe concordou, levantou a cabeceira da cama e encostou um copo aos meus lábios. Bebi como se estivesse no deserto por vários dias.

Voltei o meu olhar para a minha Deusa e esperei.


Nota da Ju:

Finalmente conseguiram prender os malditos Aro e Rachel, espero que eles apodreçam na cadeia... como será que Bella ficará depois desse reencontro horrível com eles?

Deixem reviews e até segunda-feira!

Bjs,

Ju