Capítulo 42
Bella POV
Depois de todas as comemorações e informações partilhadas, nós nos despedimos e saímos do salão. Edward estava sendo extremamente carinhoso, mas não atrevido. Ele beijava minha testa, cabelo, dava-me beijinhos carinhosos, mas não os intensificava.
"Você me acompanha em um passeio pelas ruas do Rio?"
"Claro!" Respondi um pouco apreensiva. Edward estava sendo um pouco invasivo. "Está acontecendo alguma coisa, amor?"
"Não!" Ele respondeu prontamente, mas não me encarou.
"Tem certeza? Estou achando voc6e um pouco distante"
"Está tudo bem, Bella." Ele não disse mais nada.
Passeamos por várias ruas e vimos várias coisas. Edward estava calado e aéreo. Decidi esperar mais um pouco e aguardar que ele falasse comigo. Quando passamos por uma ourivesaria, ele parou na loja e encarou-me.
"Já que você me comprou a aliança e eu te ofereci o anel de noivado da minha avó, será que você permite que eu te ofereça um presente?"
"Amor." Quando falei, coloquei minhas mãos em seu rosto e olhei para os seus olhos verdes. "O melhor presente que você me dá todos os dias e todos os minutos é o seu amor por mim".
Ele abraçou-me apertado e começou a deslizar suas mãos pelas minhas costas, mas antes de alcançar o final dela, recomeçou a subi-las.
"Por favor, Bella." Ele pediu com carinho. "É uma peça simples que está nesta loja, mas que teria muito significado para mim se você a usasse".
"Tudo bem, Edward." Seu sorriso intensificou. "Desde que não seja nada extravagante".
"Não será." Ele garantiu.
Ele pegou minha mão e encaminhou-me para dentro da loja. Quando as portas se abriram, li o nome da loja que estava desenhado na parede, TIFANNY'S.
"Você está louco, Edward?" Sussurrei para ele. "Aqui tudo é caríssimo".
"Você prometeu." Ele colocou um beijo na minha testa.
"Boa tarde, senhor!" O homem falou em português.
"Boa tarde!" Edward respondeu em português, com um sotaque como se tivesse nascido aqui. Olhei para ele de boca aberta. "Eu gostaria de ver aquela pulseira em ouro branco e o pingente em formato de coração".
"Excelente escolha, senhor".
Vi o homem virar-se, abrir duas gavetas e colocar o que Edward pediu em cima do balcão de vidro. Ofeguei quando vi as duas peças. A pulseira era simples, composta por oitos entrelaçados, mas o pingente em forma de coração devia ter no mínimo uns dois centímetros, e aposto a minha vida como era um diamante!
Edward colocou o pingente na pulseira e voltou-se para mim, estendendo suas mãos para que eu esticasse meu braço para ele. Quando Edward colocou a pulseira no meu pulso, olhei para ele e ofeguei com o que encontrei em seus olhos verdes. Eles transmitiam paixão, dedicação, orgulho, devoção, carinho e amor. Muito amor.
"Gostou, amor?" Sua voz saiu cheia de emoção.
"Adorei, Edward." Respondi com emoção. "Mas não é necessário, amor, eu sei que você me ama muito".
"Eu sei que você também me ama muito, baby." Ele colocou suas mãos no meu rosto e deu-me um beijinho. "Mas eu ficaria extremamente orgulhoso se você usasse o meu coração com você".
"Oh, Edward." Eu o abracei com todas as minhas forças. Edward correspondeu ao abraço, mas, mais uma vez, notei o seu cuidado para não colocar as mãos no final das minhas costas.
"Vamos levar." Ele virou para o vendedor e estendeu o seu cartão de crédito.
Depois do pagamento, voltamos a caminhar, mas desta vez na direção do hotel.
"Você quer tomar alguma coisa?" Ele perguntou-me quando passamos perto de um restaurante.
"Pode ser." Sentamos na varanda e Edward solicitou um refrigerante para mim e um uísque para ele. Definitivamente alguma coisa não estava bem.
Edward praticamente engoliu o líquido dourado de uma só vez. Estava na hora de saber a razão de tais atitudes.
"Baby?" Coloquei minha mão por cima da sua sobre a mesa. "Fale comigo, amor. O que está acontecendo com você?"
Edward POV
Quando Bella me perguntou o que estava acontecendo comigo, abri minha boca para dizer que não era nada, mas ela encarou-me de uma forma que eu senti que se mentisse seria bem pior.
"Desculpe, amor." Pedi com sinceridade.
"Você está assim porque não te consultei em relação à data do casamento?" Olhei para ela incrédulo. "Se for esse o motivo, não faz mal, Edward, marcamos para outra data, baby." As palavras saíam disparadas da sua boca. "Se você achar que é muito cedo, marcamos apenas para o final do ano, ou para o outro ano." Uma lágrima caiu pelo seu lindo rosto. "Não me interessa a data, amor. Eu apenas marquei porque você me pediu uma data, mas se não estiver de acordo com ela, não há problema. Eu te amo muito, Edward, mas se você não estiver preparado, não me interessa, eu…" Eu a cortei quando coloquei um dedo em seus lábios.
"Bella!" Suspirei profundamente e levei meus olhos aos seus. "O que eu mais quero é me casar com você, amor." Ela parecia desconfiada. "Se VOCÊ quiser, vamos neste momento à capela do hotel e casamos aqui e agora".
Um sorriso brilhou em seus lábios, mas não foi o seu sorriso que me indicou que estava tudo bem.
"Então, amor?" Sua voz saía baixa. "O que está acontecendo com você?"
"Você se importa de conversarmos no quarto?"
Ela concordou. Paguei a conta e nos levantamos. Eu ia colocar uma mão na parte inferior das suas costas, mas lembrei-me do corpete e a coloquei na sua cintura. Bella olhou para mim desconfiada, mas não falou nada. Entramos no hotel e, para nossa surpresa, nossa família estava saindo dele.
"Então, pombinhos?" Rosalie falou. "Pensei que vocês estivessem no seu ninho do amor".
"Edward decidiu fazer-me uma surpresa e comprou-me um presente." Sua voz saía carregada de emoções. Amor, decepção, carinho, tristeza, paixão, desalento.
Rosalie encarou-me e eu baixei os olhos.
"É lindo!" Minha mãe falou. "Imagino que seja o coração do meu filho que carrega com você".
"Foi essa a única razão pela qual permiti essa loucura." Ela disse sorrindo, mas era um sorriso triste.
"Nós vamos passear um pouco." Meu pai falou. "Vocês querem vir conosco, ou vão subir?" Ele sorriu.
Olhei para Bella, que me encarou. Seus olhos diziam que precisávamos conversar. Rosalie falou por mim.
"Acho que estes dois deveriam comemorar o aniversário de Edward umas horas sozinhos, sogrinho!" Olhei para ela, mas não consegui dizer nada.
"Está tudo bem com vocês?" Minha mãe perguntou preocupada.
"Acho que sim." Bella respondeu com a cabeça baixa.
"O que está acontecendo?" Meu pai perguntou. "Edward?"
Olhei para a minha família, eu não poderia conversar com eles sobre o meu dilema.
"Sim?" A resposta saiu como uma pergunta. "Está tudo bem".
Emmet aproximou-se de mim e sussurrou.
"Algo correu mal?" Sua voz saiu preocupada.
"Não aconteceu nada, Emmet." Falei com a voz embargada. "Nem sei se vai acontecer." Sussurrei mais para mim do que para ele.
"Minha querida." Minha mãe abraçou Bella. "Há alguma coisa que eu possa fazer?"
Bella nada respondeu, apenas disse que não com a cabeça enquanto abraçava minha mãe também. Meu pai caminhou até mim e colocou uma mão sobre o meu ombro, eu olhei para ele.
"Posso ajudar em alguma coisa?" Ele perguntou preocupado.
"Não, pai, este é um dilema meu. Bella nem sabe a razão".
"Você não conversou com ela?" Emmet perguntou.
"Não, Emmet." Olhei para Bella e ela estava conversando com Rosalie enquanto a abraçava. Olhei nos olhos do meu irmão.
"Tenho medo de maachucá-la." Eu finalmente desabafei.
"Medo de machucá-la, por quê?" Meu pai perguntou preocupado.
"Bella pediu-me uma coisa e não sei se eu serei capaz de fazer".
"Bella?" Meu pai chamou. Ela olhou para nós com os olhos tristes. "Você se importa se Emmet e eu roubarmos o aniversariante por uns minutos?"
"Não." Sua resposta saiu baixa.
"Vamos até o bar beber alguma coisa, minha querida?" Minha mãe convidou. Acho que ela percebeu que eu estava com algum problema interno.
"E Alice e Jasper?" Perguntei, preocupado com a minha irmã.
"Alice quis descansar um pouco." Meu pai respondeu. "Mas não se preocupe, eu mesmo medi a pressão dela e está tudo bem com elas".
"Amor?" Chamei Bella. "Se você quiser, nós já subimos".
"Não, Edward." Ela caminhou até mim e abraçou-me. "Eu sinto que algo não está bem com você." Ela deu-me um beijinho na bochecha. "Talvez você precise ficar um pouco sozinho. Desculpe se eu te sufoco".
Ela ia sair dos meus braços, mas eu não permiti.
"Deus!" Falei em geral para os quatro, enquanto olhava nos olhos dela. "Eu e Bella precisamos ficar sozinhos. Agradeço o seu cuidado e carinho. Até amanhã".
Bella encarou-me, mas não disse nada. Coloquei minha mão na sua cintura e nos encaminhei para o elevador. Quando chegamos ao nosso quarto, Bella sentou-se no sofá, puxou suas pernas para cima e encostou sua testa nos joelhos. Pensei como poderia começar o diálogo sem magoá-la ainda mais. Caminhei até ela e ajoelhei-me em sua frente. Puxei suas pernas para baixo e a fiz me encarar.
"Amor." Comecei a falar com calma. "Desculpe, baby".
"Como é que você quer que eu te desculpe se não sei o que está acontecendo?"
"Sou eu, amor. O problema sou eu".
"Meu Deus, Edward." Ela olhou para mim com os olhos arregalados, colocou a mão por cima da boca aberta e começou a balançar sua cabeça. "Você... você... você me traiu?" Olhei para ela de olhos arregalados. "Por isso este coração?"
"Não, Bella, que loucura." Respondi ofendido. "Eu nunca na minha vida trairia você. Eu nunca traí nenhuma mulher que esteve comigo, muito menos você que é tudo na minha vida".
"Então eu não entendo, Edward." As lágrimas caíam pelo seu rosto. "Por favor, explique-me porque eu não entendo".
"Bella." Levantei-me e fui sentar na cama. "Estou com medo de te machucar".
Ela olhou para mim, levantou-se calmamente e caminhou até mim.
"Mentira!" Ela acusou com dor na voz. "Mentira, Edward!" Eu ia abrir minha boca para falar, mas ela continuou. "Você tem nojo de mim." Levantei-me furioso. "Você tem nojo do que eu permiti que fizessem comigo." Eu ia caminhar até ela, mas ela deu um passo para trás. "Mas deixe-me dizer-lhe..." Sua voz saía com raiva e vergonha. "O que me fizeram atrás, também me fizeram à frente!"
Ela ia fugir para o banheiro, mas peguei seu braço e puxei o seu corpo, que caiu em cima da cama. Ela ficou de barriga para cima. Joguei o meu corpo por cima do seu.
"Solte-me, Edward." Ela se debatia debaixo de mim.
Peguei sua mãos e puxei seus braços por cima da sua cabeça, prendendo-as com uma mão. Ela fazia alguma força para se libertar, mas eu não permiti. Minha outra mão foi para os seus cabelos, emaranhando-os nos meus dedos.
"Olhe para mim, Isabella!" Quando a chamei pelo nome, seus olhos arregalaram e ela encarou-me. "Preciso que você olhe dentro dos meus olhos enquanto tento fazê-la entender de uma vez por todas que você não permitiu nada, e que eu não tenho nojo de você".
"Mentira, Edward!" Ela levantou seu quadril de forma a dar um empurrão no meu corpo.
"Isabella?" Falei com raiva. "Você quer saber por que você não permitiu que te fizessem mal?"
Ela encarou-me desafiadoramente. Sem soltar suas mãos, retirei a outra dos seus cabelos e a levei por debaixo das suas saias.
"Liberte-se, Isabella!" Gritei para ela. "Impeça-me de fazer o que eu quiser com o seu corpo!"
Ela se debatia por debaixo de mim, xingava-me, tentava me morder, levantava seus quadris de forma a bater no meu corpo com violência. Quando alcancei sua intimidade, eu a encontrei seca pela primeira vez. Tal como eu, ela também não conseguia sentir prazer. Ela gritou, implorando para que eu a soltasse.
"Não, Isabella!" Gritei de volta. "Solte-se você! Impeça-me você!"
Rasguei seu fio dental e ela chorava, já sem forças.
Engoli as minhas lágrimas de sofrimento porque eu precisava de uma vez por todas que ela compreendesse que no passado, ela não tinha permitido nada. Levei minha mão às minhas calças, retirei o cinto e abri o zíper.
Quando ela ouviu o zíper da minha calça abrindo, suas lágrimas saíam dos seus olhos com muita intensidade e ela deixou de fazer qualquer força e deu-se por vencida.
Eu soltei suas mãos e as puxei para baixo. Beijei seus pulsos. Peguei umas das suas mãos e a levei ao meu membro. Quando ela o sentiu, arregalou os olhos. Minhas lágrimas já caíam, sufocando-me a voz.
"Como você pode constatar, Isabella." Eu disse, olhando dentro dos seus olhos, que provavelmente estavam com a visão turva devido ao choro, assim como eu. "Eu não me excito com a violência!"
Saí de cima do corpo dela e deixei-me cair ao lado do seu. Coloquei os braços sobre o meu rosto e me permiti chorar.
Bella POV
Quando Edward começou a chorar, pensei nas ações que ele fez alguns minutos atrás. Se ele fosse um porco, se ele fosse um filho da puta, ele teria me violentado! MAS, ele nem excitado estava. Seu membro estava mais flácido do que costuma estar normalmente.
Ele já tinha tentado abrir-me os olhos há algumas semanas quando gritou comigo na biblioteca. Mas hoje foi muito mais sério!
Se ele quisesse, poderia ter feito qualquer coisa com o meu corpo, pois a certa altura eu já não tinha forças nem para gritar. Mas ele apenas quis me mostrar mais uma vez que eu não permiti que Aro e Rachel me violentassem repetidamente.
E agora aqui estava ele ao meu lado, chorando como se tivesse me feito mal. E, no entanto, ele apenas me mostrou que um homem, se quiser, pode abusar de uma mulher, pois em certo momento nós ficamos com tanto medo e receio que deixamos de ter forças até para respirar.
Olhei para o seu corpo que balançava com os soluços do seu choro. Coloquei uma mão por cima do seu braço e fiz-lhe um carinho.
"Desculpe, amor." Sua voz saía com dor. "Desculpe! Desculpe! Desculpe!" Ele nunca descobriu seu rosto enquanto falava.
"Eu entendi a sua intenção, Edward." Eu também falei com a voz chorosa. "Desculpe-me também por tê-lo acusado".
Ele descobriu seu rosto e olhou para mim. Seus olhos verdes estavam vermelhos de tanto chorar. Suas feições estavam carregadas de dor. Abri meus braços e ele jogou-se neles, abraçando-me com força. Ele colocou sua cabeça no meu peito, pedindo-me desculpas enquanto continuava chorando.
"Vamos conversar?" Pedi alguns minutos depois.
"Você me acompanha em um banho?" Ele perguntou.
"Acompanho você a qualquer lugar, meu amor!"
Edward levantou a cabeça e encarou-me.
"Eu te amo tanto, Bella." Ele disse com amor e devoção. "E me dói tanto que você duvide de si mesma".
"A partir de hoje, não vou mais duvidar de mim, amor. Obrigada por ter aberto meus olhos".
"Talvez tenha sido um pouco bruto, mas-" Eu o cortei.
"Foi verdadeiro." Falei com agradecimento. "Você me mostrou a verdade".
Edward beijou-me com amor.
"Posso apenas perguntar uma coisa?"
"Tudo, amor".
"Por que você mal me tocou após o almoço?"
"Exatamente pelo motivo que eu te disse." Ele falou com honestidade. "Tenho medo de te machucar, amor. Quanto eu a senti tão provocante, sedutora e pronta para mim no salão, quase perdi o controle e não poderia fazer isso".
"Mas eu te disse que estava preparada para a dor inicial." Ele ia dizer alguma coisa, mas eu não permiti. "E você me garantiu que faria tudo para que ela fosse mínima, ou nula".
"Você já sofreu tanto, baby." Sua voz saía com dor. "Eu não quero ser o causador de dores para você".
"Ah, não?" Perguntei com um sorriso nos lábios, tentando aliviar o ambiente.
"Claro que não!" Ele respondeu com firmeza.
"Então..." Peguei sua mão e a coloquei sobre a minha barriga. Ele começou a acariciá-la. "E quando eu estiver grávida?"
"Amor." Ele sorriu. "Fazer um bebê não dói".
"Mas dar à luz dói muito".
"Para isso existem medicamentos, baby".
"Mas se eu te disser que quero ter o nosso filho sem anestesia e outros medicamentos?"
"Eu diria que você é ainda mais corajosa do que eu imaginava".
Ele colou seus lábios aos meus e beijou-me com intensidade e paixão.
"Edward, eu quero!" Falei e levei minha mão ao seu membro.
"Quer o quê, amor?"
"Quero tudo com você!"
Edward POV
"Quero tudo com você!" Ouvir essas palavras proferidas pelos seus lábios, depois dos nossos atos, deu-me forças para lhe proporcionar o que ela queria.
"Vamos deixar o banho para depois?" Perguntei enquanto beijava seu pescoço e clavícula.
"Hum-hum. Tudo o que você quiser." Ela disse com amor enquanto acariciava meu membro
"Amor." Parei os beijos e a encarei. "Se eu te machucar ou se estiver desconfortável, você tem que me dizer na hora!" Isso não era um pedido.
"Eu confio em você, amor." Olhei para ele mostrando a minha decisão. "Mas você pode confiar que te direi na hora se estiver sendo desconfortável".
"Obrigado, amor." Dei-lhe um beijo. "Dê-me apenas dois segundos".
Dirigi-me à mesa de cabeceira e abri a primeira gaveta, retirando o lubrificante, uma camisinha, o vibrador e uma toalha.
"No dia em que eu e Rosalie fomos surpreendidas." Ela falou com a voz embargada, "Nós iríamos à sex-shop comprar isso." Ela apontou para o vibrador.
"Quando saí de casa com Emmet, foi isso mesmo que fomos comprar".
"Mas para que é o preservativo, amor?" Ela perguntou surpresa.
"O preservativo é lubrificado, baby." Falei com carinho enquanto começava a puxar o fecho lateral do seu vestido e olhava dentro dos seus olhos. "Além do lubrificante que vamos usar, ele permite uma penetração mais suave".
"Obrigada pelo seu carinho e dedicação, amor."Ela puxou-me pelos cabelos para um beijo cheio de luxúria.
Puxei seu vestido pela cabeça, encarando o seu corpo perfeito. Ela tinha uma cinta-liga que prendia as meias ¾, já não tinha o fio dental devido à nossa ação anterior, mas seu tronco estava protegido por um corpete azul. Sem falar na sua intimidade, que estava lisinha.
"Você é tão linda, baby." Falei enquanto depositava um beijo em sua parte íntima, provocando um arrepio e um gemido da sua parte.
"Ame-me, Edward." Ela pediu ofegante. "Ame-me sem restrições".
Puxei seu corpo para o meio da cama. Levantei-me e me despi. Ela apreciava o meu corpo.
"Vire-se, linda." Pedi com carinho.
Ela rebolou sobre o seu corpo e deitou-se de barriga para baixo. Abri suas pernas, expondo-a para mim, e ajoelhei-me no meio delas. Passei minhas mãos pelas suas pernas, sentindo a textura das meias sobre o seu corpo. Quando minhas mãos chegaram à sua bunda, eu apalpei e apertei.
Bella começou a levantar a levantar seu quadril, mostrando-me que estava gostando e estava entregue aos meus carinhos. Passei meus dedos pela sua intimidade e constatei que ela já estava molhada.
"Sempre tão pronta para me receber!" Falei com a voz rouca.
"Oh, Edward!" Meu nome foi proferido no meio de gemidos.
Continuei a minha viagem com as minhas mãos pelo seu corpo. Alcancei o final do corpete e puxei o cordão. Comecei a soltá-lo lentamente. Bella ofegava e gemia o meu nome.
Quando retirei o cordão de todo o corpete, coloquei uma mão na sua barriga e levantei um pouco o seu corpo. Com a outra mão puxei o espartilho do seu corpo. Coloquei beijos molhados por toda as suas costas, dirigindo-me para o final dela.
Peguei o vibrador e o liguei. Quando ela o ouviu, seu corpo estremeceu. Peguei o lubrificante e passei nele. Encostei-o à sua intimidade e empurrei um pouco.
"Oh, Edward!" Ela ofegava.
"Calma, baby!" Pedi enquanto levava os meus lábios ao seu cóccix. Mordi uma nádega ao mesmo tempo que introduzi o vibrador todo.
"Edward!" Ela gritou de prazer. Suas mãos agarraram a colcha da cama e ela impulsionou seu tronco para cima.
Ao mesmo que trabalhava nela com o vibrador, eu colocava beijos pelas suas costas.
"Mais, Edward!" Ela gritava e ofegava. "Eu preciso de mais!"
Molhei meus dedos com o lubrificante e o espalhei pela sua outra entrada. Ela engoliu uma respiração.
"Você continua bem, baby?" Perguntei preocupado.
"Não pare, amor." Ela pediu ofegante. "Por favor, não pare!"
Eu estava além de excitado. Meu membro implorava por atenção. Levei uma mão a ele e comecei a acariciar-me enquanto continuava a trabalhar o vibrador nela. Eu precisava me controlar um pouco, caso contrário poderia ser rude demais. Bella colocou uma mão por cima da minha que trabalhava o vibrador nela, parando os meus movimentos. Ela virou seu corpo de barriga para cima e olhou para o meu corpo.
"Baby, você quer parar? Nós não precisamos…"
"Sshh." Ela não disse mais nada, mas seus olhos não saíram da minha mão no meu pau.
Ela optou pela mesma posição que a minha, ficando de joelhos. Ela levou sua mão ao meu membro e retirou a minha mão, abaixando-se até levar meu pau aos seus lábios.
"Baby!" Minha voz saiu carregada de luxúria. "Hoje é sobre você, amor".
Ela passou a língua por todo o comprimento e quando falou, sua respiração quente bateu no meu pau.
"Mas é o seu aniversário." Ela falou decidida. "E este é o meu presente!" Ela voltou a fechar os lábios ao redor do meu membro, fazendo-me ofegar e levar uma mão aos seus cabelos, puxando-os para trás para eu ver o que ela estava fazendo comigo.
Ela se levantou e passou suas mãos pelo meu peito, elas pareciam fogo subindo por mim, ela emaranhou seus dedos em meu cabelo e puxou-me para um beijo cheio de desejo e paixão.
Minhas mãos faziam carinho e apalpavam seu corpo, do início das suas costas até a sua bunda, que eu apertava com desejo. Ela separou nosso lábios e olhou-me nos olhos. Os seus provavelmente transmitiam o mesmo que os meus. Desejo, entrega, paixão, confiança, luxúria e amor.
"Eu te quero dentro de mim, baby." Ela falou com a voz rouca, mas confiante. "E não quero barreiras entre nós".
"Bella." Não consegui dizer mais nada.
Ela retirou as mãos do meu corpo e pegou o lubrificante, nunca deixando os meus olhos. Espalhou lubrificante pelas suas mãos e as levou à minha ereção, deslizando para cima e para baixo. Nossas respirações saíam entrecortadas de prazer.
O homem das cavernas queria, mas engoli em seco. Prendi um punhado do seu cabelo na minha mão e a puxei para um beijo. Eu precisava extravasar por algum lugar.
Bella soltou o meu corpo e virou-se de costas para mim. Encostei meu corpo ao seu. Ambos ofegamos quando sentimos o meu membro tocar a sua bunda. Coloquei almofadas à sua frente. Ela virou o rosto para mim e sorriu perante os meus cuidados. Sorri de volta e puxei seus cabelos por cima de apenas um ombro, deixando o outro liberto para salpicá-lo de beijos. Bella apoiou as mãos na cama, à frente das almofadas. Seu corpo mostrava entrega e confiança. Engoli uma respiração quando a vi tão entregue. Peguei mais um pouco de lubrificante e apliquei em nós dois.
"Amor." Eu disse enquanto me posicionava. "Você vai comandar. Será no seu ritmo, na velocidade e profundidade que o seu corpo permitir".
Ela balançou a cabeça e suspirou profundamente, empurrando-se para trás. Ambos paramos de respirar quando entrei um pouco nela.
"Porra!" Ela praguejou.
"Você está bem, baby?" Falei enquanto peguei o vibrador. Eu o liguei e levei ao seu clítoris, ajudando-a a relaxar.
"Estou bem." Ela empurrou mais um pouco. "Não pare".
Quando ambos sentimos a cabeça deslizar, Bella tremeu o corpo, ofegou e enrolou as mãos nos lençóis. Eu fiz um esforço heróico para não empurrar contra ela.
"Está doendo, baby?" Perguntei ofegante, mas preocupado.
"Porra, Edward!" Ela empurrou mais um pouco. "Você é tão…"
"Quer que eu saia, amor?" Perguntei apreensivo, colocando minhas mãos nos seus quadris, mas ela não me deu oportunidade.
Ela empurrou mais um pouco e eu mordi os lábios conforme assistia o meu comprimento sendo engolido por ela milímetro a milímetro.
"Baby, por favor, fale comigo." Pedi desesperado.
"Estou bem, amor" Sua voz saía prazerosa, excitada, mas calma.
"Você está indo muito bem, baby!" Eu disse enquanto a sentia me engolir mais um pouco.
Continuei trabalhando nela com o vibrador e com a outra mão acariciava suas costas.
"Toque na frente, baby." Ela pediu.
Levei minha mão aos seus seios e os acariciei. Ela empurrou mais um pouco, até que senti a sua bunda descansar nos meus quadris.
"Oh, Deus!" Ela gemeu. "Edward!"
"Oh, porra, Bella!" Eu gemi quando ela balançou um pouco seus quadris.
Não parei de ministrar o vibrador nela e apertar seus seios.
"Mexa-se, Edward!" Ela pediu ofegante. "Por Deus, mexa-se".
Lentamente comecei a mexer-me, ela se empurrava para trás para engolir-me.
"Como você se sente?" Perguntei algum tempo depois quando aumentamos um pouco as investidas.
"Preenchida!" Ela gritou. "Mais Edward! Preciso de mais!"
Coloquei minhas mãos nos seus ombros e trouxe o seu corpo para junto do meu. Fiquei sentado em cima dos meus tornozelos, Bella sentada no meu colo.
"Eu sei como você se sente." Falei enquanto continuava relaxando o seu corpo com o vibrador e com meus dedos nos seus seios.
"Oh, Edward!" Ela gemia e gritava. "Oh, tão bom".
"Porra, baby!" Eu disse um pouco alto. "Eu não vou aguentar muito mais. Você é quente, apertada e…"
Ela impulsionou os quadris e deixou-se cair sobre mim, engolindo-me mais fundo.
"Goze, amor!" Ela gritou. "Goza comigo!"
"Oh, porra, Isabella!" Gritei quando senti que tínhamos atingido o orgasmo juntos.
Eu lentamente puxei-me para fora dela, provocando um gemido em nós e um tremor do seu corpo.
"Eu te machuquei, amor?" Perguntei preocupado enquanto via o seu corpo cair na cama, amparado pelas minhas mãos.
"Não." Sua voz saiu calma, um sorriso em seus lábios. "Estou bem, baby".
Soltei uma lufada de ar aliviado. Peguei a toalha e gentilmente a limpei. Bella ronronou, provocando um sorriso nos meus lábios. Eu também me limpei e em seguida deitei-me ao seu lado, abraçando seu corpo. Minhas mãos acariciavam suas costas e seu cabelo. Nossas pernas estavam entrelaçadas. Uma das suas mãos estava pousada sobre o meu peito, sentindo o meu batimento cardíaco tentando voltar ao normal.
"Obrigado por confiar em mim." Sussurrei quando coloquei um beijo em seus cabelos.
"Obrigada por aceitar o meu corpo." Ela falou com a voz embargada.
"Amor." Apoiei-me em um cotovelo e levei minha outra mão ao emaranhado de cabelos. "Por favor, diga-me que você não está machucada, ou desconfortável".
"Não estou, amor." Ela levantou os olhos e olhou dentro dos meus. "Se você me perguntar se no início eu pensei em recuar? Sim, pensei." Ela respondeu com a voz embargada.
"Então por que você não me disse nada?" Eu a questionei.
"Porque eu precisava ultrapassar mais este trauma." Ela foi verdadeira no seu olhar. "Quando eu senti você só encostar a cabeça, tive vontade de dizer NÃO!" Olhei para ela, estático. "Mas depois respirei fundo e o seu cheiro inundou minhas narinas e eu sabia que podia confiar com todo o meu coração e alma em você."
"Então quer dizer que eu te machuquei." Constatei com pesar.
"Não, amor." Ela respondeu prontamente. "Assim que senti suas mãos e seus cuidados no meu corpo, consegui relaxar por completo e foi apenas prazer. Mas tenho de confessar uma coisa..." Ela falou e suas bochechas ficaram muito vermelhas.
"Diga, amor." Pedi enquanto sorria para as suas reações, fazendo carinho em suas bochechas.
"Você é muito grande e muito grosso." Ela sussurrou envergonhada, provocando uma gargalhada da minha parte.
Nota da Ju:
Edward todo estranho no início, mas ainda bem que depois ele e Bella conseguiram esclarecer as coisas e superar seus medos... e finalmente ele recebeu o tão esperado presente, que foi bom para os dois... : )
Bjs!
Ju
