Capítulo 43
Bella POV
Conversamos mais um pouco em meio a tantos carinhos e acabei por fechar os olhos e adormecer. Não faço ideia quanto tempo dormi, mas quando acordei, Edward estava deitado ao meu lado e dormia pacificamente. Mexi-me um pouco e senti-me um pouco dolorida, mas nada que não pudesse suportar.
"Já acordou, amor?" Edward perguntou ainda de olhos fechados.
"Hum hum." Respondi com a voz sonolenta.
"Já volto." Ele depositou um beijo na minha testa e dirigiu-se ao bar do quarto e pegou um refrigerante. Ele caminhou ao guarda-roupa e retirou sua maleta, abrindo-a e pegando dois comprimidos de uma cartela. Ele dirigiu-se até mim e com um sorriso nos lábios, que não chegava aos seus olhos, estendeu-me eles.
"É melhor você tomar estes analgésicos, amor." Olhei surpresa para ele. "Imagino que você esteja um pouco dolorida." Ele falou com a voz triste.
"Estou bem, amor." Falei e sentei-me na cama, mas conforme me sentei, emiti um gemido que tentei reprimir na hora.
"Não seja teimosa, baby." Ele insistiu. "Tome estes comprimidos e depois vou preparar um banho para nós".
Peguei os comprimidos e o refrigerante e os tomei. Eu me sentia triste e com raiva de mim mesma.
"Bella." Ele sentou-se à minha frente e colocou sua mão no meu rosto, fazendo carinhos. "Eu não vou me culpar, eu prometo".
"Edward." Falei com a voz chorosa. "Eu não quero que você se responsabilize." Uma lágrima caiu pelo meu rosto e foi apanhada pelo seu dedo. "Eu preciso, eu necessito que você não se martirizes, baby".
"Amor, essa decisão foi tomada pelos dois." Ele falou com calma. "Eu percebo e compreendo que é perfeitamente normal o seu corpo se sentir desconfortável, porque..." Ele engoliu em seco, "independentemente do que aconteceu, ele sofreu uma invasão um pouco agressiva".
Baixei minha cabeça e olhei para os lençóis enrugados.
"Baby." Ele colocou um dedo debaixo do meu queixo e levantou minha cabeça. "Da próxima vez você não se sentirá tão dolorida".
"Sério?" Perguntei esperançosa. "Você promete que vamos repetir?"
"Sempre que você quiser." Ele foi sincero. "Eu te amo muito e a quero de todas as formas".
"Oh, Edward!" Agarrei-me ao seu pescoço e dei-lhe um beijo carregado de emoções.
"Você me acompanha em um banho?"
"Agora eu te acompanho." Eu disse alegremente.
"Fique na cama descansando." Ele falou enquanto retirava o refrigerante da minha mão e deitava o meu corpo na cama. "Quando o banho estiver pronto eu venho buscá-la".
Tenho a sensação que voltei a adormecer, pois comecei a ouvir muito ao fundo a voz de Edward.
"Bella adormecida." Ele sussurrava e sorria. "Acorde, minha Bella, o nosso banho está pronto".
Abri os olhos e encontrei duas esmeraldas examinando o meu corpo. Olhei para baixo e reparei que durante o meu sono eu retirei o lençol de cima de mim e encontrava-me nua em cima da cama. Olhei para ele e espreguicei-me sedutoramente, levantando os braços por cima da minha cabeça e esticando a perna que estava do seu lado e encolhendo a outra, dando-lhe um vislumbre da minha intimidade. Reparei que ele bebia do meu corpo, não pestanejava e engolia em seco.
"Baby?" Eu o chamei.
Ele levantou seus olhos verdes de paixão, prendendo-os aos meus.
"Eu não faço ideia do que fiz para merecê-la." Ele disse com intensidade. "Mas agradeço todos os dias por tê-la em minha vida".
"Vem cá, amor." Abri meus braços, convidando-o a aninhar-se ao meu corpo.
Ele colocou um joelho em cima da cama, seu membro já estava bem acordado. Colocou os braços em volta do meu corpo e, como se eu pesasse uma pena, pegou-me e nos encaminhou para o banheiro. Edward sentou-me na banheira e em seguida entrou, colocando-se por trás de mim. Nós nos lavamos em meio a carícias sensuais.
Quando saímos do banheiro, Edward ligou para o serviço de quarto encomendando o nosso jantar. Eu nem tinha percebido o tempo passar com as nossas atividades e quando ele pediu o serviço de quarto já passava da meia-noite. Nós jantamos alimentado um ao outro. No meio dos nossos jogos de sedução, terminamos a noite ofegantes, após mais uma sessão intensa de sexo.
Edward POV
Acordei na manhã seguinte com o corpo de Bella nu espalhado pela cama. Eu nunca a tinha visto dormir assim e vários sentimentos vieram à tona. Possessividade, ela era minha. Amor, o meu coração era dela, o dela era meu. Orgulho. Desejo.
Ela estava de barriga para baixo, seu rosto voltado para mim, olhos fechados serenamente, boca ligeiramente aberta revelando uma respiração calma e relaxada. O mar de cabelos castanhos estava espalhado pelo travesseiro e pelo seu corpo, um dos seus braços estava recolhido por baixo da sua cabeça, o outro esticado e repousando sobre o meu travesseiro. Suas costas tinham um leve ondular devido à sua respiração. Sua bunda redonda e perfeita mostrava uma ligeira coloração avermelhada no local onde ontem eu lhe tinha dado uma mordida. Nunca imaginei que tivesse sido com tanta força. Engoli o arrependimento e continuei a viagem pelo seu corpo. Sua perna direita estava esticada sobre os lençóis enrugados. Sua perna esquerda estava dobrada. Seu joelho estava sensivelmente ao nível do seu quadril.
Levantei-me sorrateiramente e ajoelhei-me no chão do quarto, na direção do seu corpo. Como ela tinha as pernas afastadas, um vislumbre de toda a sua intimidade estava exposto para vagina estava lisinha e fechada. Sua bunda começou a mexer-se.
"Hum... Edward!" Ela murmurou.
Levantei-me num salto e olhei para ela. Ela continuava de olhos fechados, mas seus lábios estavam ligeiramente mais abertos. Em um movimento lento e bastante sexy, pelo menos aos meus olhos, ela virou seu corpo, ficando de barriga para cima. Seus cabelos espalharam ainda mais por toda a cama, uma mecha deles estava cobrindo um dos seus seios. Seus braços ocuparam uma posição totalmente diferente e fodidamente provocadores. Um deles estava curvado por cima da sua cabeça e sobre os seus cabelos revoltados, o outro desceu e sua mão estava aberta repousada sobre sua barriga plana.
"Sim! Edward, sim!" Ela levantou o quadril e suas pernas estavam estendidas. As duas. Uma delas permaneceu assim e a outra, que estava na direção da sua mão, dobrou e tombou para o lado.
Ofeguei com a visão que tive. Levei a mão ao meu pau que estava ficando terrivelmente duro. Acariciei-me e ponderei tomá-la mesmo com ela dormindo. Sim, porque ela dormia. Suas feições permaneciam extremamente suaves, apenas sua respiração estava ligeiramente alterada. Olhei para o seu sexo e tive de fechar os olhos imediatamente. Sua vagina estava tão lisinha e tão brilhante. Passei a língua pelos meus lábios e tive a nítida sensação de sentir o gosto dela neles. Seu corpo deu um solavanco e ela gemeu o meu nome. Secreções começaram a ser expelidas pelo seu sexo.
"Porra!" Eu gemi. "Isabella, acorde!" Chamei pelo seu nome na posição onde me encontrava.
Olhei novamente para o seu sexo e o brilho pelas suas secreções aumentou a quantidade de sangue no meu membro. Aumentei a velocidade e a intensidade da fricção e gritei seu nome novamente.
"Isabella! Acorde! Agora!"
Ela deu um sobressalto na cama e sentou-se ereta, ficando com as pernas dobradas e abertas.
"Porra!" Gemi mais uma vez com tal visão intensa.
"Edward?" Ela perguntou sonolenta e preocupada. "Aconteceu alguma coisa, baby?"
"Sim!" Continuei a acariciar meu pau. Coloquei a cabeça para trás e fechei meus olhos.
"Baby?" Sua voz saía com um ligeiro toque de sorriso. "Por que você está se masturbando?"
Abri meus olhos e a encarei, ela prendeu a respiração com a intensidade do meu olhar para ela.
"Só assim consegui evitar..." Falei com dificuldade, "tomá-la enquanto você estava sonhando!"
"Hum!" Ela colocou-se de joelhos abertos sobre a cama, desviou seu olhar para o meu pau que, putamerda, ficou ainda mais duro, e passou a língua pelos seus lábios.
Ela levou uma mão ao seu seio e a outra à sua intimidade e começou a tocar-se.
"Oh... Porra, Isabella!" Aumentei ainda mais a fricção.
"Sabe, baby?" Ela perguntou manhosa. "Eu estava tendo um sonho tão bom." Ela disse com a voz rouca enquanto apertava seu mamilo e introduzia dois dedos dentro dela. "Você estava me fodendo tão forte, baby".
"Porra, Isabella." Encaminhei-me para ela, coloquei dois travesseiros, um por cima do outro, no centro da cama.
"Deite-se de barriga para baixo." Ordenei-lhe. "Com a sua barriga sobre os travesseiros".
Ela olhou para mim com os olhos carregados de luxúria e sensualmente deitou-se como lhe pedi.
"Tente segurar-se em alguma coisa." Falei enquanto me posicionava por trás dela.
"Vem, Edward!" Seu corpo se contorcia de prazer e antecipação. "Fôda-me na realidade como no sonho".
"Coloque suas mãos nas grades da cama, Isabella." Ela fez como lhe pedi. "Quero que você me mostre como está ansiosa para que eu te fôda forte." Ela empinou ainda mais a sua bunda.
"Fôda-me, Edward! Por Deus, fôd... Ahhhhhhhhh!" No momento em que introduzi meu pau no seu sexo, ela ofegou.
Esperei alguns segundos dentro dela sem me mover, caso contrário, eu daria duas estocadas e gozaria. Com as mãos nas grades da cama, ela impulsionou os quadris contra mim. Respirei fundo, retirei-me quase por completo e voltei a investir num movimento rápido e agressivo.
"Ohhhhhhhh! Hummmmmmm! Edward! Tão bom! Mais, baby! Mais!"
"Oh, Isabella!" Empurrei-me novamente com vigor. Deitei-me sobre o seu corpo. Coloquei minhas mãos junto das suas nas grades da cama e impulsionei meu corpo com vigor.
Coordenamos os nossos movimentos, quando eu me empurrava para dentro dela, ela empurrava o seu corpo contra o meu. Quando eu me retirava quase por completo do seu corpo, ela puxava o seu para cima.
"Baby!" Eu a chamei com dificuldade. "Não vou aguentar muito mais".
"Toque-me!" Ela pediu quase em um sussurro.
Nunca diminuindo as investidas, retirei uma mão da grade e a levei ao seu clítoris, apertando-o.
"Isso, baby, mastiga o meu pau".
"Oh… Edward!"
"Oh, porra, Isabella! Isso, amor! Envolva-me!"
"Ahhhhhh... Edward! Ahhhhh... eu vou…"
"Vem, amor!" Gritei para ela. "Goza comigo!"
"Ahhhhhhhh!"
"Hummmmmmm!"
Dei mais duas ou três investidas com o corpo tremendo devido à potência do orgasmo. Tentei não pressionar mais o seu corpo esgotado com o peso do meu. Comecei a beijar-lhe o pescoço e clavícula molhados de suor, enquanto aos poucos saía do seu corpo. Joguei-me deitado na cama e puxei seu corpo para junto do meu. Ela abraçou-me com os braços e as pernas.
"Você está bem, baby?" Perguntei enquanto tirava uma mecha de cabelos molhados de suor do seu pescoço.
"Hum-hum." Ela levantou a cabeça e olhou para mim, levou uma mão aos meus cabelos e retirou alguns fios que estavam colados à minha testa pelo mesmo motivo.
Depositei um beijo em seus cabelos.
"Vamos tomar um banho, amor? Tenho de ir para o congresso".
"Nããão." Ela respondeu sonolenta. "Vá você. Ficarei dormindo mais um pouco." Eu gargalhei e nos virei, pairando sobre ela.
"Se eu pudesse, também ficaria aqui com você nessa cama maravilhosa".
"Hum." Ela começou a fazer-me carinhos na cabeça e nas costas. "Eu também queria que você ficasses comigo".
Eu a beijei com amor e carinho. Se pudesse hoje eu nem iria mesmo para o congresso. Estávamos nos beijando quando bateram à nossa porta com alguma violência.
"Edward? Meu pai? "Edward, filho, você está aí?"
"Acho que seu pai não quer que você falte ao congresso." Ela sorriu contra os meus lábios.
"Mano?" Emmett? "Mano, se você estiver aí, venha rápido!"
"Eu não gostõ de me apressar." Falei com ar sacana para ela. Ela sorriu e empurrou-me de cima dela.
Coloquei o lençol ao redor da minha cintura e abri um pouco a porta.
"Eu já ia para o… não consegui dizer mais nada, Emmett e meu pai entraram no quarto".
"Ah!" Olhei para Bella e ela gritou, pegando o lençol e cobrindo-se rapidamente.
"Vocês estão doidos?" Perguntei alterado.
"Edward?" Meu pai disse aflito. "Desculpem, meus filhos, mas se a situação não fosse tão urgente nós nunca incomodaríamos vocês".
"O que está acontecendo?" Bella perguntou preocupada.
"Mano?" Emmettt colocou uma mão sobre o meu ombro. "Alice foi para o hospital".
"O QUÊ? POR QUÊ?" Perguntei dando um passo para trás.
"O que aconteceu com Alice?" Bella enrolou o lençol ao seu redor e caminhou para mim. Enrolei seu corpo nos meus braços e acariciei suas costas.
"Ela começou com contrações a cada dez minutos." Meu pai informou.
"Dêem-nos cinco minutos e já vamos encontrá-los no corredor." Pedi.
Bella saiu dos meus braços e correu para o banheiro. Meu pai assentiu e saiu para o corredor. Emmett encarou-me.
"Este quarto cheira a sexo pra caralho!" Ele sorriu.
"Ok, Emmett." Sorri de volta. "Obrigado pela constatação".
"Abra uma janela, por favor." Ele brincou. "Caso contrário a camareira terá um ataque só com o cheiro." Ele saiu do quarto fechando a porta.
Quando me desloquei para o banheiro, Bella já estava saindo dele.
"Dois minutos e fico pronta, baby." Ela disse.
"Obrigado pelo apoio, amor." Eu a abracei e dei-lhe um selinho, deslocando para o banheiro de forma a lavar-me.
Alguns minutos depois estávamos entrando na emergência do hospital. Nós nos deslocamos para a ala de obstetrícia. Na sala de espera estavam Rosalie e minha mãe.
"Oh, Edward." Minha mãe dirigiu-se até mim e abraçou-me. "Alice está no quarto 12".
"Obrigado, mãe." Voltei-me para Bella e coloquei um beijo em sua testa. "Volto já, amor".
"Dê um beijo meu a eles." Ela pediu.
Concordei e saí da sala de espera, deslocando-me para o corredor dos quartos. Quando entrei, havia um médico e uma enfermeira ao redor da minha irmã.
"Boa tarde." Cumprimentei.
"Edward!" Avozinha da minha irmã, suspirando de alívio.
"Então, maninha?" Dei um beijinho em sua testa e coloquei minhas mãos na sua barriga. "O que Ashley quer?"
"Desculpe?" O médico falou. "Mas quem é o senhor?"
"Edward Cullen." Apresentei-me estendo-lhe a mão. "Ginecologista, obstetra, irmão e médico da paciente." Ele olhou-me surpreso. "Como é que está a minha irmã?"
"Dr. Cullen." Ele falou apressado. "Antes de mais nada, é uma honra tê-lo em nosso hospital".
"Obrigado, Dr...?"
"Santos, Emerson Santos".
"Vamos deixar de formalidades e tratar-nos pelo nosso nome." Ele concordou. "Então diga-me, como está a minha irmã?"
"Ela chegou há aproximadamente 20 minutos e estava com algumas contrações. Demos um remédio para controlá-las e neste momento estamos monitorando os batimentos cardíacos do feto".
"Já foi efetuada alguma ecografia?"
"Ainda não".
"Vocês têm aparelhos portáteis, ou é necessário deslocá-la?"
"Sasha?" O médico voltou-se para a enfermeira. "Você pode, por favor, trazer o aparelho de eco?"
"Claro, doutor. Ela saiu do quarto.
"Maninha, você sente algum desconforto?"
"Apenas na região lombar. Uma dor que não passa".
"Emerson?" Voltei-me para o médico. "Onde eu posso me desinfectar?"
"Siga-me, por favor." Ele levou-me a uma porta dentro do quarto, que dava acesso a uma sala equipada. Havia mais dois médicos que estavam se desinfectando.
"Quem é ele?" Um dos médicos perguntou, não imaginando que eu sabia falar português.
"Edward Cullen." Respondi, deixando-os de boca aberta. "Minha irmã está no quarto 12".
"A senhorita Hale é sua irmã?" O outro perguntou preocupado.
"Sim, por quê?"
"Nada não." Ele foi rápido em responder e saiu da sala.
"Emerson?" Perguntei em voz alta. "Quem atendeu a minha irmã primeiro?"
"Foi o Dr. Salvatore".
"O que saiu daqui?"
"Sim".
Desinfectei-me rapidamente, coloquei um uniforme de hospital e vesti as luvas cirúrgicas, tudo em questão de segundos.
"Aconteceu alguma coisa, Edward?" Emerson estava preocupado.
"Faça-me um favor?" Ele assentiu. "Peça ao meu pai para entrar. Ah, e meu irmão também".
"Os Drs. Cullen estão todos aqui?" Ele perguntou surpreso.
"Sim, estamos." Falei rápido. "Você pode me fazer esse favor ou eu peço a outra pessoa?"
"Não, claro que não. Imagino que eles estejam na sala de espera".
"Sim." Não respondi mais nada e dirigi-me para a minha irmã.
"Edward?" Alice perguntou preocupada quando me viu entrar como um foguete no quarto.
"Jasper?" Olhei para o meu cunhado. "Pegue nessa perna de Alice e a apoie o pé no estribo".
"O que está acontecendo, Edward?" Ele também já estava preocupado.
"Primeiro tenho que ver uma coisa".
Sentei-me no banquinho e levantei o lençol. Alice ainda estava de calcinha, mas já tinha uma mancha muito grande de sangue e líquido.
"Jasper? Consiga-me uma tesoura, um canivete, qualquer coisa".
"Eu tenho sempre comigo um canivete".
"Edward?" Alice falou com a voz preocupada. "Estou assustada".
"Edward?" Meu pai e irmão entraram no quarto. "O que está acontecendo?"
"Jasper, o canivete?"
"Edward, você está louco?" Meu pai chegou perto de mim quando me viu pegar o canivete e levá-lo debaixo do lençol. "Ainda não tiraram a calcinha dela?" Ele perguntou ofendido.
"Pior, pai." Não parei de cortar a calcinha enquanto falava. "Deram-lhe o medicamento sem antes confirmar se ela estava pronta para dar à luz ou não".
"Quem foi o filho da puta?" Emmett perguntou exaltado.
"Um tal Salvatore, que quando descobriu que Alice era minha irmã, fugiu com o rabo entre as pernas".
"Eu vou matar esse filho da puta!" Emmett ia sair do quarto.
"Não, Emmett!" Gritei para ele. Alice já chorava. "Maninha!" Olhei dentro dos seus olhos. "Nós não deixaremos nada de mal acontecer com você e com Ashley, mas você terá de permanecer calma e confiar em nós." Ela assentiu. "Emmett, preciso de você neste quarto, depois tratamos da saúde do filho da puta".
"Tudo bem, Edward! O que você precisa que eu e o pai façamos?"
"Dirijam-se àquela porta e desinfectem-se, depois venham imediatamente para o quarto".
"Dois segundos, minha filha." Meu pai falou com Alice.
"Oh, merda!" Fechei meus olhos quando vi que Alice estava completamente coroada e já tinha três dedos de dilatação.
"Posso entrar?" A tal enfermeira e o médico entraram com o aparelho portátil de eco.
"Emerson? Preciso de uma intravenosa. Enfermeira, ajuste o aparelho".
"Já estamos prontos, filho!"
"Pai, faça a eco em Alice. Urgente".
"Edward, eu posso fazer." Emerson falou.
"Se mais algum de vocês colocar a mão na minha irmã, o processo que colocarei em vocês será de tal ordem que o hospital será fechado!" Emmett esbravejou.
"Ashley está bem, Edward".
"E o cordão umbilical?"
"Não está enrolado".
"Alice?" Levantei a cabeça e falei com ela. "Preciso que você faça muita força quando eu disser, ok?"
"Hum-hum!"
"Você quer que eu faça alguma coisa?" Jasper perguntou.
"Quero que vá para trás da sua mulher e, quando eu mandar, empurre ligeiramente a barriga dela para baixo. E você tem que contar até dez, estamos combinados?"
"Claro!" Jasper colocou-se atrás de Alice e fez-lhe carinhos e transmitiu-lhe palavras de incentivo.
"Pai, Emmett, precisarei da sua ajuda. Ashley vai nascer de oito meses".
"O QUÊ?" Emmett gritou. "Cambada de incompetentes!"
"Calma, meu filho." Meu pai tentava manter a calma dele e de todos os outros.
"Vou precisar..."
"Ai, Edward!" Alice interrompeu-me. "Edward? Eu quero que..."
"Vocês têm programa para guardar as células embrionárias?" Perguntei.
"Sim, temos o kit".
"Arranjem um." Emmett falou, calmo demais para o meu gosto.
"Ai, Edward!" Constatei que sua vagina estava mais dilatada.
"Jasper, ajude sua mulher a contar até dez. Agora!"
"Aiiiiiiiiiiiiiiii! Você nunca mais tocará em mim, Jasper Hale! Aiiiiiiiiiiiiii!"
Ao fundo ouvi Jasper contar baixinho.
"Empurre, Alice, eu quero a minha sobrinha aqui fora".
"Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Filho da mãe! Aiiiiiiiiiiiii! Se não fosse por você eu não estaria nestas condições! Aiiiiiiiiiiii!"
"Maninha, quando Sebastian nasceu você disse o mesmo, amor." Começamos a sorrir.
"Vocês estão rindo? Ai! Ai! Ai! Ai!"
"Ok, Alice! Preciso que você faça toda a força do mundo. Já estou vendo a cabecinha! Jasper, mais dez".
"Força, amor! 1… 2… 3…"
"Vai chamar outra de amor! Aiiiiiiiiiiiii." Ela lançou a ele um olhar assassino. "A próxima vez que você quiser sexo… Aiiiiiiiiiii! Vou comprar-te uma boneca inflável! Aiiiiiiii!"
"Alice, concentre-se! Ashley está a um empurrão forte de nascer! Quando eu te pedir, você vai fazer força, muita força! Não concentre em Jasper, concentre-se em Ashley".
"Hum-hum! Aiiiii!"
"Emmett, preciso que você coloque suas mãos na barriga de Alice e quando ela começar a fazer força, você ajudará com um empurrão forte, mas contido".
"Certo!" Ele dirigiu-se para a nossa irmã e deu um beijo em sua testa suada. "O tio vai ajudar a sua menininha a nascer." Ele falou orgulhoso.
"Eu os amo tanto!" Ela falou, chorando. "Jasper?"
"Estou bem aqui, amor." Ele deu-lhe um beijo na testa.
"Eu te amo muito, amor." Ela chorava copiosamente.
"Ok, pessoal. Pai, você tem a manta?"
"Estou pronto para a minha netinha".
"Emmett, você está pronto?"
"Mãos à postos!"
"Jasper, pronto para contar os últimos dez?"
"Pronto!" Ele chorava.
"Alice? Empurre!"
"Aiiiiiii! Aiiiiiiiiii!"
"Empurre, Alice! Empurre, mana!"
"Aiiiiiiii!"
"Emmett, agora!"
"!"
"Pai?" Ele colocou as mãos com a manta e pegou Ashley, que chorava muito.
Ashley emitia o som mais lindo do mundo!"
"Jasper, você quer cortar o cordão?"
Ele depositou um beijo nos lábios de Alice e veio ao meu lado. Pegou a tesoura com as mãos trêmulas e cortou o cordão.
"Parabéns, papai." Eu disse a ele.
"Posso ver a minha filha?"
"Dê-me um minuto, querida!" Meu pai pediu.
"Alice, mais um pouco de força para a placenta sair".
Ela fez força suficiente e a placenta saiu intacta. Emmett auxiliou-me e guardamos um pouco do cordão umbilical.
"Parabéns, maninha!" Coloquei um beijo em sua testa. "Ashley é linda!"
"E saudável!" Meu pai trazia Ashley embrulhada em um cobertor rosa e a depositou nos braços de Alice. "O índice de Apgar é 9/10".
"Ela é tão linda!" Alice chorava com a filha nos braços. "Bem vinda ao mundo, Ashley Marie Cullen Halle!"
"Parabéns, minha filha! Parabéns, Jasper!" Meu pai o abraçou.
"Eu… eu gostaria de dar os parabéns a todos vocês." Emerson falou. "Eu nunca tinha visto uma família trabalhar unida. Não admira a fama que vocês têm!"
"Obrigado, Emerson!" Eu agradeci.
"E agora vocês também vão conhecer quando a família Cullen se une em um processo!" Emmett falou, novamente calmo demais.
"Emmett?" Eu o chamei de lado. "O que está acontecendo com você?"
Ele nada respondeu, apenas abanou a cabeça. Peguei no seu braço e nos encaminhei para o banheiro do quarto, fechando a porta.
"Desembucha, Emmett!"
Seus ombros começaram a balançar e ele começou a chorar.
"Nós podíamos tê-la perdido, Edward. Perdido as duas!"
Eu o abracei e deixei que ele liberasse todas as emoções. Emmett era assim. Parecia que nada o afetava com os seus quase dois metros de altura e quilos de músculos, mas de nós todos, ele era o mais emotivo".
"Calma, mano." Eu o abracei com força. "Alice e Ashley estão bem. E depois cuidaremos daquele filho da puta. Mas agora precisamos informar às nossas mulheres e à mamãe que Ashley já está no mundo".
"Obrigado, mano." Ele deu-me uns tapinhas nas costas. "Obrigado pelo apoio!"
"Nós sabemos que podemos contar uns com os outros!"
Saímos do banheiro e Alice já estava com uma camisola limpa. Pelo visto, Jasper tinha trazido a mala da sua mulher e filha. Então nós seguimos para a sala de espera para dar a notícia.
Nota da Ju:
Os dois "coelhos" continuam a todo vapor... e agora a família Cullen já tem mais um pequeno membro...
Deixem reviews e até amanhã!
Bjs,
Ju
