Capítulo 53

Bella POV

Meu marido. Marido! Nunca em toda a minha vida imaginei que fosse pertencer a alguém, com esta conexão. Que bom é se referir a alguém que se ama muito como meu marido!

Depois do meu marido ter-me feito ver estrelas de todas as cores, aproveitamos para tomar um banho regado a algumas carícias. Voltei a colocar o meu segundo vestido e Edward aproveitou e retirou o terno do casamento e colocou uma roupa mais leve, calça social e uma camisa branca, dando-lhe um ar arrumado, mas não pomposo. Sem falar que ele estava extremamente gato. Com os meu hormônios completamente alterados, tive vontade de enfiá-lo de novo no quarto e iniciar nossa lua de mel algumas horas antes.

Quando voltamos para a festa, parecia que ninguém tinha dado pela nossa falta. Todos conviviam alegremente, apenas Emmet e Rosalie, não conseguindo ficar calados, fizeram algumas das suas piadas, mas Edward sempre tinha resposta para eles. Não sei quanto tempo depois de termos voltado para a festa, Alice solicitou a nossa presença junto da mesa do bolo. Apenas nesse momento percebi que havia uma enorme mesa retagunlar com alguns embrulhos, mas a maior pilha eram envelopes. Questionei Edward sobre aquilo e ele sorriu.

"Amor." Ele falava com carinho em sua voz. "Aquela mesa destina-se aos presentes que os convidados querem deixar".

"Mas há tantos envelopes lá." Falei com inocência.

"Oh, minha Bella!" Edward gargalhou. "Os envelopes certamente contêm dinheiro." Abri minha boca, estupefacta.

"Então as pessoas não sabem o que oferecer e oferecem dinheiro?"

"Não, meu amor." Ele pegou minha mão e levou-me à mesa, escolheu um envelope no meio de muitos e entregou-me. "Abra, por favor".

"Edward." Eu olhei para ele. "Eu não posso".

"Por quê?" Ele perguntou com um sorriso nos lábios. "Você não é a noiva?"

"Mas..."

"Mas nada, minha linda. Abra".

Peguei o envelope e vi, pelo sobrenome, que pertencia à familia. Elizabeth Cullen. Quando o abri, quase caí para trás.

"Edward?"

Ele olhou para mim, pegou o envelope, retirou o cheque e lá estava impresso a quantia de 4.000 dólares.

"Acho que ela foi um pouco contida." Ele falou com um sorriso nos lábios. "Este valor ela deve ganhar em apenas algumas horas".

"Desculpe?" Olhei para ele incrédula. "O que você quer dizer com algumas horas?"

Ele voltou a arrumar o cheque dentro do envlope e então virou os nossos corpos para os convidados.

"Vê aquela senhora que está de vestido e chapéu amarelo? Na segunda mesa ao lado da nossa?" Eu assenti e ele continuou. "Ela se chama Elisabeth Cullen, pode-se dizer que no momento é a matriarca da familia, ela é a minha bisavó." Eu olhava inigmática para aquela senhora que já aparentava ter alguma idade, mas ainda se apresentava bem disposta.

Edward suspirou profundamente, pegou minhas mãos e voltou meu corpo para ele para que eu o encarasse.

"Bella." Ele começou a falar com alguma preocupação na voz. "Eu nunca te contei isso, mas a minha familia é muito importante na sociedade".

"Eu já tinha percebido, baby." Pensei em acalmá-lo, mesmo sendo dificil para nós falar sobre aquele tempo. "Quando aconteceu aquilo no Brasil e depois voltamos para cá, se vocês fossem uma familia como a minha, não teriam os repórteres à nossa volta. Por isso, naquele momento eu percebi que você, seus pais, irmão e irmã, eram bastante conhecidos".

"Não tem apenas a ver conosco, baby." Ele alisava minhas bochechas e olhava dentro dos meus olhos. "Tem a ver com a familia Cullen".

"Não estou entendendo, amor".

"Bella." Ele suspirou mais uma vez. "A familia Cullen é uma das familias mais poderosas e ricas da América".

"Desculpe?" Questionei surpresa. "Não estou entendendo".

"Não desmaie, está bem?" Ele foi cauteloso nas suas palavras, eu apenas dei um leve aceno. "A familia Cullen tem um patrimônio que está avaliado em mais de 800 milhões de dólares".

"Edward!" Desprendi as minhas mãos das suas e as coloquei sobre o meu peito.

"Eu sei que já deveria ter falado com você sobre este assunto." Ele comentou triste.

"Eu não entendo." Falei mais para mim do que para ele.

"Aconteceu alguma coisa?" Esme e Carlisle apareceram perto de nós.

"Eu estava contando para Bella sobre o patrimônio da nossa familia." Edward falou como se estivesse com vergonha.

"Você ainda não tinha contado a ela?" Carlisle perguntou surpreso.

"Carlisle." Esme falou. "Edward sabe tão bem como todos nós que Bella não é muito ligada aos bens materiais." Ela soriu e caminhou até mim. "Por isso compreendo a sua apreensão em contar a ela sobre esse assunto".

Eu continuava estática olhando para aqueles rostos que me estudavam cautelosamente.

"Bella." Carlisle suspirou e virou-se para mim, estendendo as suas mãos para que eu as pegasse, o que eu fiz. Ele sorriu e começou a história. "O tataravô do meu tataravô saiu de Itália em direção aos Estados Unidos com uma mão na frente e outra atrás. Aqui ele arranjou trabalho em uma mina de ouro. Não sei se por ele ter tido sorte, ou por ter se empenhado mais, ele era um dos funcionários que mais trabalhava e mais ouro recolhia. Devido ao seu esforço, ele foi recompensado pelos seus superiores passando a ser nomeado o chefe encarregado. Alguns anos passaram e ele foi subindo de categoria, chegando a ser sócio-presidente da empresa. Entretanto, chegaram as lutas loucas com os índios e ele, como conhecia as minas como as palmas da sua mão, escondeu-se durante três dias." Fiquei admirada com a história da sua família e a esperteza que sempre acompanhou a família Cullen.

"Quando ele voltou a ver o sol, várias pessoas tinham se apossado da mina e retiravam o ouro aleatoriamente, mas como ele sempre foi muito valente, conseguiu reunir um grupo de funcionários que trabalhavam com ele e conseguiu expulsar todos os marginais. Daí nasceu a Cullen Joalheria".

"Entretanto, Jackson Cullen conheceu Yasmin, que após alguns meses passou a ser Yasmin Cullen. Eles compraram mais algumas minas de ouro e pedras preciosas e abriram uma fábrica que, a princípio, limpava o ouro e as pedras preciosas, depois abriram outra fábrica e, já com desenhos feitos pelos seus filhos, deram início à fabricação de peças. Eles aceitavam encomendas de cordões, colares, pulseiras, anéis e todas as outras coisas que você possa pensar que podem ser feitas com ouro e pedras preciosas. As fábricas foram passando de geração em geração até que chegaram às mãos dos meus avós, Elisabeth e Edward Cullen." Olhei para eles com lágrimas nos olhos, eles deram o nome do avô ao meu amor. "É óbvio que as fábricas passaram a ser empresas e, hoje em dia, continuamos proprietários de várias minas de ouro e pedras preciosas em vários pontos do globo".

Carlisle pegou no meu pulso que continha a pulseira que Edward tinha me dado no Brasil e pediu-me para ler com atenção. Eu ofeguei na hora. A pulseira e o coração tinham desenhado o brasão da família.

"Edward?" Eu não sabia o que queria que ele me dissesse.

"Amor, perdoe-me." Ele foi sincero nas suas palavras, caminhou até mim e colocou suas mãos suaves no meu rosto. "Quando pedi a você para ir comigo à Tifanny, eu sabia que nós tinhamos este presente que eu queria dar a você".

"Boa tarde!" Ouvimos de repente e eu dei um salto.

"Vovó, vovô!" Edward falou com tanto carinho na voz que eu me emocionei. "EU gostaria de apresentar a vocês a minha esposa." Ele enlaçou seu braço na minha cintura. "Isabella Cullen".

"Eu já gosto dela apenas pelo seu nome." A senhora falou. "Lembra os nossos antepassados italianos." Eu corei na hora.

"Bella, estes são os meus avós, Marie e Peter Cullen".

"Espero que você não tenha feito a mesma besteira que o seu pai fez." O senhor falou.

"Pai." Carlisle falou. "Edward não seria um Cullen se não cometesse o mesmo erro que eu." E sorriu. "Bella acabou de saber sobre o nosso patrimônio".

"Minha pobre menina, você deve estar chocada." Marie falou sorrindo.

"Muito prazer. Sra. Marie e Sr. Peter." Eles cortaram-me a palavra na hora.

"Se você não se importar." Marie pegou minhas mãos. "Nós gostaríamos que você nos chamasse de vovó e vovô".

"Será um prazer para mim, vovó." Falei com a voz embargada.

"Ela é uma preciosidade, Edward." Peter falou sério. "Se não tratá-la com o devido respeito, garanto que vou deserdá-lo".

Todos começamos a sorrir.

"Podemos nos juntar?" Outro casal se aproximou de nós.

"Bella?" Edward chamou-me para perto dele. Apertei as mãos de Marie e coloquei um beijo na sua bochecha e ela sorriu. "Estes são os meu avós maternos." Novamente, Edward enlaçou a minha cintura. "Vovó Jules e vovô Richard Masen, esta é a minha esposa." Edward sorriu para mim e depositou um beijo na minha fonte. "Isabella Cullen".

"Muito prazer, Sr e Sra. Masen".

"Oh, por favor." Jules falou. "Você também pode nos tratar por vovó e vovô".

"Será um verdadeiro prazer, vovó." Ela sorriu e abriu os braços para que eu desse um abraço e eu a abracei com carinho.

"Meu Deus, que preciosidade você tem aqui, Edward." Jules falou enquanto me desprendia do seu abraço.

Olhei para ela com alguma curiosidade.

"A vovó tem a capacidade de, quando abraça uma pessoa, saber se ela é sincera, honesta e se tem caráter." Edward esplicou.

"Tenho livrado os meus compadres de muitos maus negócios." Vovó Jules comentou e todos nós começamos a rir.

"Agora que já conhece o resto da familia, você pode me perdoar por não ter contado imediatamente?" Edward falou com um pouco de receio.

"Não me diga que você cometeu o mesmo erro que o seu pai?" Vovô Richard perguntou com um sorriso e então virou-se para mim. "Sabe, eu achei que teria que matar Carlisle no dia do casamento." Olhei para ele com as sobrancelhas levantadas. "Sabia que ele escolheu a festa para contar à minha filha que a sua família era tão rica que, se ela pedisse para ir à lua, ele teria capacidade para satisfazer o seu sonho?"

Olhei para Esme e Carlisle e eles tinham um sorriso melancólico nos lábios, então olhei para Edward, que mantinha um ar preocupado, pois eu ainda não tinha lhe dado a minha resposta. Olhei para os avós paternos de Edward que, além de poderem ter aquilo que quisessem, ainda mantinham os pés bem no chão e eram muito simples. Não aguentei mais e desatei a rir com gosto.

"Bella?" Edward estava preocupado que eu tivesse enlouquecido de vez.

"Meu amor." Caminhei até ele e coloquei minhas mãos em seu rosto. Você pode ser multimilionário, ou pode ser pobre, eu não me apaixonei pela sua conta bancária." Ele soltou um suspiro de alívio, deu o meu sorriso preferido e colocou suas mãos na minha cintura. "Eu me apaixoneu por você e por aquilo que você é!"

"Baby, eu te amo tanto." Ele falou enquanto me beijava com carinho.

"Eu não vou me importar se, de um momento para outro, você ficar pobre." Eu disse séria. "A única coisa que não perdoarei é se o nosso amor ficar pobre".

"Então você pode ficar descansada, amor." Seus olhos brilhavam com emoção. "Você é a minha pedra mais preciosa".

Não me controlei e nem me importei que estivéssemos rodeados pela sua família, agarrei os cabelos do meu amor e puxei seu rosto na direção do meu para beijá-lo com todo o meu amor, desejo e paixão.

"Tem certeza que ela não tem sangue italiano?" Ouvi a voz do vovô Peter. "Ela tem sangue quente".

Separei-me na hora de Edward, que ria a plenos pulmões, e escondi meu rosto no seu peito. Ouvi várias risadas diferentes e fiquei mais corada ainda quando a voz da vovó foi ouvida.

"Ainda bem que ela tem sangue quente. Caso contrário, não aguentaria um Cullen!" Foi aí que todos caíram na gargalhada.

Edward POV

Felizmente a minha Bella me perdoou por não ter contado que os Cullen eram uma das famílias mais ricas do país, mas, após conhecer meus avós, Bella entendeu que todo o dinheiro que possuímos não seria nada se não tivéssemos esse amor todo em nossa família.

O dia do nosso casamento foi o mais feliz de toda a minha vida, sem dúvida nenhuma. Bella estava linda e radiante e eu estava ansioso para que a nossa vida, efetivamente como marido e mulher, começasse.

Nossa lua de mel foi, para dizer o mínimo, deslumbrante! Fomos para Bali e aproveitamos as praias, mas também passamos muito tempo no quarto nos amando, desfrutando de cada pedacinho um do outro.

Após voltarmos para casa, as coisas retornaram à sua normalidade. Eu voltei a trabalhar no hospital e Bella na escola. Porém, conforme o tempo passava e sua barriga aumentava, ficava mais difícil para ela fazer as atividades normais, então eu fazia questão de ajudar no que eu pudesse, principalmente proporcionando o máximo de conforto à minha amada esposa.

Nós decidimos que não queríamos saber o sexo do bebê, essa seria a nossa surpresa, afinal, o que nos importava é que o bebê viesse com saúde, pois seria muito amado por toda a família.

O tempo havia passado e Bella já estava no seu nono mês de gravidez, nosso filho amado poderia nascer a qualquer momento.

Era um sábado de manhã e eu estava na cozinha preparando o café da manhã para levar para a minha esposa na cama. Bella havia se levantado para cuidar da sua higiene pessoal enquanto eu preparava tudo. Após preparar uma bandeja com torradas, geleia, frutas, suco e café, eu estava subindo as escadas em direção ao quarto quando ouvi um grito. Imediatamente corri para o nosso quarto e encontrei Bella curvada, apoiada na pia do banheiro.

"Bella, amor, o que aconteceu?" Perguntei precoupado, aproximando-me dela.

"Edw- aaaaaaaaaiii." Ela ofegou.

"Amor, por favor, diga-me o que houve." Eu estava frenético com a preocupação.

"Acho que está na hora de conhecermos nosso filho." Ela conseguiu dizer.


Nota da Ju:

Desculpem pela demora, espero que tenham gostado do capítulo e de conhecer os avós do Edward... agora podemos nos preparar para conhecer o bebê.

Bem, o próximo capítulo será o último... tentarei postá-lo ainda essa semana.

Deixem reviews!

Bjs,

Ju