SALTUS GLACIES
Título: Saltus Glacies
Autor(a Brinco de Princesa
Gênero: Ação, Amizade, Lemon, Romance, Yaoi, Realidade Alternativa
Sinopse: Durante a detenção que sofreu no primeiro ano, Harry é atacado por algo muito antes de encontrar o unicónio ferido. Ele só não sabia que esse ataque mudaria por completo sua vida e seu destino.
Link da capa: www . fanfiction . com . br userfile capa _ 159209 _1338310560 . jpg
N/T: Harry Potter não me pertence ç.ç Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo u.u Essa fanfic está participando do Concurso Melhor Autor(a) 2012/
CAPITULO 02
O castelo de Hogwarts estava em caos. Cada aluno comentava sobre a grande fofoca do ano, talvez do século: Harry Potter é atacado por um animal enquanto cumpria uma detenção. Hagrid não parava de chorar em frente à porta da Ala Hospitalar, desde que havia levado um Harry inconsciente e sangrando para lá. Isso havia acontecido há quase três semanas e desde então Harry havia entrado em uma espécie de coma.
McGonagall, que sempre havia se dito uma mulher fria, não conseguia deixar de transparecer a preocupação e o remorso que sentia, toda a vez que ouvia qualquer comentário sobre o aluno. Isso devido ao fato de ter sido ela a escolher a detenção do rapaz. Seu estado de espirito só havia piorado, quando foi descoberto o que havia atacado o jovem bruxo. Se culpa matasse, McGonagall teria morrido naquele dia.
Rony e Hermione eram outras duas pessoas que estavam arrasados com a situação do amigo. Hermione já havia lido todos os livros que a biblioteca de Hogwarts oferecia sobre o assunto, mas não havia encontrado nada que pudesse servir de consolo para quando o amigo acordasse. Talvez a pessoa que menos havia se mostrado satisfeita com a situação, havia sido Dumbledore. Aqueles que sempre conheciam o gentil e sorridente diretor de Hogwarts, assustaram-se ao vê-lo enfurecido, descontando em todos que passavam a sua frente.
Dumbledore não sabia o que faria. Seria impossível manter segredo de tudo o que havia acontecido. Os repórteres cairiam em cima dele como grifos. Por mais que ele tentasse encontrar uma saída, para que o Ministério não tentasse tomar qualquer atitude contra ele ou a escola, nada parecia lhe surgir. Ele teria de tomar alguma decisão que tentasse amenizar tudo aquilo. Teria de fazer com que a roleta do destino voltasse a jogar ao seu favor.
Mas a deusa do destino não permitia que ninguém escolhesse sua sorte. Era ela que girava a roda da sorte e era ela que escolhia os caminhos por onde todos caminhariam.
oOoOoOo
A primeira coisa que Harry sentiu quando sua consciência retornou, foi que seu corpo estava pesado e um tanto que dolorido. Abriu os olhos, vendo com uma nitidez surpreendente o teto branco, que reconheceu sendo o da Ala Hospitalar. Tentou mover o corpo para se sentar, mas sentiu todos os seus músculos rígidos como pedra, acabando por deixar um gemido dolorido escapar de sua boca.
- Sr. Potter! exclamou a enfermeira, adentrando o pequeno cubico onde estava a cama de Harry. Ela tinha uma expressão de alivio e preocupação. Não faça movimentos bruscos, mocinho. O senhor passou por poucas e boas.
- O que houve? A última coisa da qual tenho uma lembrança clara é em estar na detenção e depois… nada falou baixo, a voz um pouco roca e fraca, devido ao tempo em que ficou inconsciente.
Harry percebeu que o olhar da enfermeira tremeu diante de sua pergunta. Seja lá o que houvesse acontecido, ele já podia afirmar que não era algo bom.
- Você foi atacado, Sr. Potter… por uma criatura… durante a sua detenção respondeu ela, parecendo tomar um extremo cuidado com as palavras que estava usando. Isso foi a três semanas. Você está aqui desde então. O diretor vai vir vê-lo mais tarde, para conversar com você. Por enquanto, vou fazer alguns exames e lhe dar algo para comer.
Harry concordou em silêncio. Observou a curandeira erguer a varinha e lançar vários feitiços em seu corpo, alguns lhe causando cocegas, outros lhe dando um grande alívio muscular. Durante o tempo em que a enfermeira o examinou, Harry tentou relembrar o que havia acontecido naquela noite, mas as lembranças daquela noite pareciam ter evaporado de sua mente e as únicas coisas que se lembrava, ainda estavam um pouco embaralhadas.
Depois de completar os exames e comprovar aquilo que já sabia, Madame Pomfrey conjurou uma bandeja com comida para o moreno. Assim que viu a bandeja com comida, Harry sentiu sua boca salivar. Não havia imaginado estar com tanta fome, até ver a bandeja com ovos mexidos, torradas, bacon, leite e alguns pedaços de frutas.
- Coma tudo Sr. Potter, assim poderá se recuperar mais rapidamente falou, mesmo sabendo que em partes era uma mentira. A doença que ele havia contraído não tinha cura, nem mesmo no mundo dos bruxos.
Ela não precisava ter dito aquilo, pois Harry não pensou duas vezes antes de atacar a bandeja, começando tudo o que havia ali. Não costumava ter um bom apetite, talvez por er se acostumado ao pouco alimento que os Dursleys lhe davam, mas começou tudo o que havia na bandeja e se houvesse mais, certamente teria comido de bom grado.
Quando Pomfrey recolheu a bandeja com o café, mando Harry voltar a deitar para descansar. A bruxa nem mesmo havia aberto as cortinas da cama do moreno, quando a porta da Ala Hospitalar foi aberta de forma brusca, revelando um sério diretor.
- Ele acordou? indagou Dumbledore, com a voz levemente irritada. Os repórteres finalmente havia descoberto o que havia acontecido e agora ele estava enfrentando uma série de investigações. Lucius Malfoy estava praticamente processando-o, já que o herdeiro dele havia estado exposto a tal perigo.
- Sim, acordou a pouco e comeu respondeu Pomfrey, parecendo um pouco mais nervosa agora. Eu… não tive coragem de contar nada a ele ainda.
- Eu vou falar com ele afirmou o diretor, passando pela enfermeira e adentrando o pequeno cubículo onde estava a cama de Harry.
Harry ergueu os olhos, um pouco surpreso ao ver o diretor ali. Mesmo que madame Pomfrey houvesse dito que ele viria, o moreno não imaginava que ele viesse tão rápido.
- Como se sente Harry? indagou, apenas para ter um meio mais fácil de começar a conversa, enquanto conjurava uma cadeira e se sentava próximo à cama.
- Bem uma resposta curta, que até mesmo poderia ser considerada um tanto que mal-educada.
Harry não conseguia entender. A primeira vez que havia visto o diretor, na cerimonia de abertura do ano letivo, pensou que ele era um bom homem. Um grande bruxo. Mas agora era como se um véu houvesse sido tirado de seus olhos. Sentia todos os sentidos de seu corpo mais aguçados do que antes.
Agora, o homem que estava a sua frente, aos seus olhos, parecia ser envolvido por uma aura obscura e gananciosa. Ele não conseguia entender o que estava acontecendo. Quando olhou para Madame Pomfrey, viu a mesma enfermeira gentil que conhecia, mas o diretor estava completamente diferente a seu ver.
- Você tem alguma noção do que o atacou, naquela noite, Harry? indagou Dumbledore, que havia notado o tom do garoto.
- Não outra resposta curta.
Dumbledore estreitou os olhos levemente. Precisava agir rápido.
- Naquela noite, você foi atacado por uma criatura conhecida como lobisomem falou o diretor, observando atentamente as expressões que o garoto fazia, mas não encontrando nenhum tipo de medo. Quando se é mordido por um lobisomem, Harry, seu corpo fica infectado com a maldição e você se torna um.
Harry se surpreendeu com aquilo. Então agora era um lobisomem? Bem… certamente aquilo não era uma boa notícia, mas ainda sim não conseguia ver um lado completamente ruim disso.
- Acima de tudo Harry, lobisomens são criaturas das trevas explicou Dumbledore, em um tom mais sério e ameno possível. Uma vez infectado, se você não lutar contra a maldição, você se tornará uma criatura das trevas. Um ser irracional, que não pensará duas vezes antes de atacar as pessoas que você, um dia, considerou seus amigos.
Harry sentiu todo o seu corpo tremer ao escutar aquilo. Aquilo significava que poderia machucar Rony e Hermione? Não queria aquilo. Eles eram seus amigos e a ultima coisa que desejava fazer era machucá-los. Já estava entrando em um estado de pânico, quando uma onda de energia passou por seu corpo, fazendo com que ele virasse o rosto na direção da janela que estava próxima a sua cama. Mesmo sendo dia, ele conseguia ver a lua cheia pairando no céu.
A presença dela fazia com que um sentimento quente percorresse o seu corpo. Era algo que ele não conseguia colocar em palavras.
- Se você lutar e tomar as poções certas a partir de hoje, poderá viver uma vida normal, ou quase normal afirmou Dumbledore, que não havia percebido a mudança de olhar do moreno. Vou pedir para o professor Snape lhe trazer as poções daqui a pouco. Com o tratamento certo, você vai conseguir reprimir a maldição e poderá continuar como um bruxo.
Harry não estava mais ouvindo o que Dumbledore dizia. Seus olhos estavam fixos na lua, até que sentiu como se alguma coisa o chamasse. Algo que ele não conseguia por em palavras. Era como se uma parte do seu subconsciente o chamasse e lhe dissesse para fazer algo. Fechou os olhos levemente, tentando ouvir com mais clareza aquilo que lhe chamava. Foi quando escutou as palavras se formarem em sua mente, com uma precisão que ele não acreditou existir:
Siga para o norte.
Sem saber exatamente o que o estava movendo, Harry afastou os cobertores se levando tão rápido que assustou o diretor.
- Harry, o que está fazendo? Você precisa descansar por agora alertou Dumbledore, estranhando aquela atitude.
Harry deveria ter ficado com medo e esperançoso com suas palavras, vê-lo levantar daquele jeito não era um bom sinal, na opinião de Dumbledore.
Como se houvesse ficado surdo para qualquer um ao seu redor, Harry andou em direção à janela, abrindo-a e olhando para baixo. Deveriam ser quase que trinta metros de altura. Uma queda longa até o chão da escola. Seus olhos passaram rapidamente pelas pequenas torres que pareciam formar uma espécie de escada.
Vá! Siga para o norte!
Aquela mesma sensação voltou a percorrer seu corpo. Ele estava surdo e cego para todos à sua volta naquele momento. Seu corpo se moveu por vontade própria, passando pela janela e se jogando em direção a torre mais próxima, repetindo o movimento vezes seguida, até que seu corpo alcançou o solo. Se ele estivesse mais consciente naquele momento, teria notado que havia acabado de saltar trinta metros de altura como se não fosse nada demais. No entanto, ele não estava consciente. Seu corpo se movia por vontade própria, correndo em direção à floresta.
Oiiiiii \o/
Levanta a mão quem gostou o/
O que vocês acham que vai acontecer com o Harry agora? Alguém tem alguma ideia?
Espero que estejam gostando
bjj
