SALTUS GLACIES

Título: Saltus Glacies

Autor(a Brinco de Princesa

Gênero: Ação, Amizade, Lemon, Romance, Yaoi, Realidade Alternativa

Sinopse: Durante a detenção que sofreu no primeiro ano, Harry é atacado por algo muito antes de encontrar o unicónio ferido. Ele só não sabia que esse ataque mudaria por completo sua vida e seu destino.

Link da capa: www . fanfiction . com . br userfile capa _ 159209 _1338310560 . jpg

N/T: Harry Potter não me pertence ç.ç Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo u.u Essa fanfic está participando do Concurso Melhor Autor(a) 2012/


Capitulo 03

O dia estava amanhecendo quando mais de vinte homens retornavam para a vila protegida em meio à floresta gélida. Aqueles eram os meses mais difíceis para eles, pois durante cinco meses, o solo seria todo coberto de neve. No entanto, eles não eram homens comuns, eram lobisomens. Sua força e suas habilidades eram superiores a de qualquer outra criatura. Tanto que não foi difícil conseguirem retornar com a caça daquela noite: dez alces e três bisões.

A frente do grupo estava o alpha da vila, Fenrir Greyback. Ele era um homem alto, com quase dois metros de altura. Seu corpo era desenhado por músculos salientes. Seus cabelos eram de um tom castanho claro, assim como a barba que se desenhava toda a linha de seu rosto. Os olhos eram estreitos, em um tom azul escuro. Mesmo com o frio que fazia naquela terra gelada, a única coisa que cobria seu corpo, era uma calça de tecido confortável. Seus próprios pés estavam sem qualquer proteção, tento contado direto com a neve que cobria cada centímetro de terra.

Na alcateia não havia um único membro que não sentisse orgulho de ter Fenrir como alpha. Ele era o mais velho, o mais forte e o único que lobisomem que havia se atrevido a ir contra o Ministério da Magia abertamente. Fenrir tinha orgulho de lobos que faziam parte de sua alcateia. Alguns haviam sido crias suas, outros haviam sido mordidos por algum infante. Ele odiava os bruxos, não por serem bruxos, mas por pensarem que eram superiores a tudo.

O Ministério a muito já havia posto um preço por sua cabeça, desde que havia mordido o filho do sobrinho do ministro anterior. Isso foi há quase oito anos, atualmente, o menino era um dos membros de sua alcateia e um dos que mais lhe oferecia respeito e obediência. Na época, Fenrir havia atacado a criança como forma de vingança, pois o pai da mesma havia aprovado uma lei contra os lobisomens. Quase riu ao ler nos jornais, dois dias depois do seu ataque, que o homem havia anunciado que seu filho havia sido morto, quando na verdade o jogará para morrer no meio da floresta. No entanto, Fenrir jamais deixava uma cria sua morrer. Todos sempre eram acolhidos por ele. Apenas um não havia aceitado a vida como um dos seus filhotes, agora vivia uma vida de mentiras, tentando fazer com que lhe aceitassem em um mundo ao qual não pertencia.

Quando chegaram ao centro da vila, Fenrir se virou para o grupo de caça. A expressão de todas era de cansaço, algo que era de se esperar. A noite anterior havia sido a primeira lua cheia do mês, era quando tinham mais energia, mas em compensação, quando amanhecia todos estavam exaustos.

- Levem a caça para que os carniceiros cuidem delas, depois descansem. Ao pôr-do-sol quero todos aqui para sairmos novamente – ordenou, antes de se virar e se dirigir para sua própria casa.

Sua casa ficava quase no centro da vila. De longe era a maior de todas, sendo que muitos dos filhotes que acolhia viviam inicialmente com ele, antes de encontrarem sua própria vida na vila. Era uma casa de dois pisos ampla, sendo que o primeiro piso era feito de pedra de granito e a superior era de troncos de árvores.

Mal havia dado sete passos em direção a sua casa, quando um dos lobos jovens, Louis, venho correndo em sua direção. Louis era justamente o menino que havia transformado como forma de vingança há oito anos. Hoje, ele era um lobo de dezesseis anos, com os cabelos longos em um tom vermelho carmim. A pele era clara e os olhos eram castanhos esverdeados.

- Fenrir! – gritou ele, quando estava mais perto do lobo alpha.

- Aconteceu alguma coisa? – indagou estreitando os olhos de forma perigosa, já se preparando para alguma 'bomba'.

- As sentinelas acharam um filhote a três quilômetros da fronteira da águia – respondeu Louis, parando para puxar o folego novamente. – O levamos até a casa de cura, mas ele ainda está desacordado.

Fenrir quase gemeu. Estava cansado da caçada, mas era seu dever como alpha ir verificar. Um filhote sempre era responsabilidade sua, mesmo que não houvesse sido ele a transformá-lo. No momento em que estava dentro do seu território, era ele que dizia o que aconteceria com o filhote.

- Quantos anos? – indagou enquanto mudava seu curso para a direção contraria a qual seguia, sendo acompanhado por Louis.

- Ainda é jovem. Não deve ter dez anos pelo tamanho – respondeu, seguindo o alpha a passos rápidos. – E tem mais uma coisa. Quando estavam limpando os ferimentos dele, descobriram uma cicatriz…

- Todos os lobisomens têm cicatrizes – rosnou Fenrir, achando que aquela última parte era irrelevante.

- Na testa – completou sua voz um pouco tremida, como se aquele fosse um assunto proibido.

Fenrir sentiu seu corpo congelar por um segundo ao escutar aquilo, para então apressar ainda mais o passo e entrar na casa de cura como um furacão. Sua chagada foi tão abrupta que assustou Andrew, que era o lobo responsável por fabricar poções e remédios para todos da vila.

- Fenrir, não imaginei que fosse vir tão rápido – comentou Andrew, parecendo realmente surpreso, se levantando da cadeira em que estava sentado.

Andrew era um lobo de quarenta anos. Possui-a uma estatura alta, mas seu físico não era muito forte. Os cabelos negros eram curtos e ajeitados para trás. Diferente de Fenrir, ele usava roupas fechadas e quentes, consideradas comuns diante daquele clima frio.

- Onde está o filhote? – indagou sério, sem dar quaisquer chances do outro de iniciar uma conversa sem proposito.

- Dormindo – respondeu, guiando-os para trás de um biombo de madeira, onde havia cinco camas, sobre uma das delas estava o filhote. – Ele estava um pouco machucado quando as sentinelas o trouxeram. Apliquei um pouco de unguento de losna nas feridas e apliquei administrei algumas poções para que ele recuperasse as energias. Agora ele está dormindo.

Fenrir passou pelo médico e foi em direção à cama, olhando com atenção para o garoto que estava dormindo na cama. Seu corpo era realmente pequeno e não aparentava ter mais do que dez anos. Os cabelos negros rebeldes apontados para todos os lados. A pele era clara e delicada. Ele estava usando um pijama de lã cinza escuro.

Ele andou até o lado da cama, erguendo a mão e afastando a franja da testa, revelando a cicatriz em forma de raio. Não havia quaisquer duvidas. Aquele era Harry Potter. Mais de mil pensamentos passaram pela mente do alpha naquele momento. Mas aquele não era o melhor lugar pensar. Não estando tão cansado como estava.

- Quando ele acordar mande-o a minha casa – ordenou, se virando e saindo da casa de cura.

Caminhou a passos firmes em direção a sua casa. Assim que entrou, fechou a porta e se jogou sobre a primeira poltrona que viu, apoiando a cabeça sobre as mãos.

Harry Potter. O Menino-Que-Sobreviveu. O inimigo mortal do Lorde das Trevas. Esse garoto havia sido transformado em um lobisomem e havia ido parar no seu território. Tinha que pensar no que fazer. Tudo o que decidia atingia diretamente a alcateia.

Ter Harry Potter ali poderia ser extremamente perigoso para a segurança de todos, mas também poderia ser algo frutífero para a alcateia. Tinha que colocar tudo na balança e pensar no que iria fazer.

oOoOoOo

Harry se espreguiçou sentindo seu corpo um pouco dolorido, mas muito mais descansado do que já havia sentido antes. Abriu os olhos e se deparou com um teto de madeira rustico. Sentou-se e olhou em volta, vendo-se em uma sala ampla com cinco camas uma delas sendo ocupadas por ele. Havia um biombo de madeira que parecia separar a sala de outro ambiente.

Olhou para seu próprio corpo, descobrindo-se usando um pijama acinza de um tecido grosso e aconchegante. Por um momento tentou pensar o que estava fazendo ali. A última coisa que se lembrava, era de estar na enfermaria de Hogwarts, enquanto Dumbledore lhe explicava que havia se tornado um lobisomem.

Foi quando Harry percebeu, finalmente, o que aquilo queria dizer. Não sabia como não havia raciocinado aquilo antes. Havia sido mordido por um lobisomem e agora era um! Em suas veias corria uma maldição! Não conseguia acreditar! O que faria agora? Não sabia nada sobre lobisomens… apenas aquilo que os muggles sabiam e isso não era informação segura no mundo dos bruxos. E para completar, nem mesmo sabia onde estava!

- Vejo que acordou filhote.

Harry arregalou os olhos, se virando para ver quem havia dito aquilo. Deparou-se com um homem que aparentava ter uns trinta anos, aproximadamente.

- Não precisa se assustar filhote, ninguém vai te machucar aqui – afirmou Andrew, sorrindo de uma forma que passasse confiança para o menor.

Harry não soube o motivo, mas sabia que as palavras daquele homem eram verdadeiras. Viu-o andar até uma prateleira, onde havia dezenas de garrafas e tirando uma garrafa com o conteúdo vermelho.

- Aqui, beba isso – mandou, enchendo um copo e entregando para o menor.

- O que é isso? – indagou curioso, olhando para o liquido vermelho no copo.

- Uma poção de vitaminas simples. Vai ajudar para que você fique cem por cento – afirmou Andrew, vendo o garoto beber.

- Quem é você? – indagou depois de beber o que havia no copo.

- Sou Andrew. Sou o responsável pela casa de cura – afirmou em um tom orgulhoso, afinal, era um orgulho ser o responsável pela saúde de todos da alcateia.

- Casa de cura? – indagou surpreso e curioso, afinal, não sabia o que era aquilo.

- Sim, é o lugar onde todos da vila veem quando estão doentes, ou machucados. É como um hospital – explicou rindo, sua primeira impressão do filhote era que ele era curioso. Filhotes curiosos sempre eram fofos.

- Que lugar é esse? Como vim parar aqui? – indagou olhando atentamente para o homem a sua frente, tinha certeza de que ele poderia lhe responder várias perguntas.

- Esse lugar recebeu o nome de Domus Lupos – respondeu, sem conter um sorriso ao dizer o nome. – Essa é uma vila de lobisomens, todos aqui são como iguais a você filhote.

Harry arregalou os olhos ao escutar aquilo. Como aquele homem sabia que era um lobisomem?

- Eu sei pelo seu cheiro – afirmou Andrew, como se ele pudesse ler os pensamentos de Harry. – Quando você começar a aceitar, você também vai conseguir sentir o cheiro das pessoas.

- Entendo… provavelmente… mas… como vim parar aqui? – indagou, ansioso para saber como havia chegado ali.

- Você não se lembra? – indagou Andrew, um pouco surpreso. – Parece que você não se aceitou ainda… bem, deixemos isso para depois. As sentinelas te encontraram próximo uma de nossas fronteiras. Você estava um pouco machucado, mas eu já dei um jeito.

- Obrigado – falou, vendo-se obrigado a agradecer.

- Não me agradeça, eu apenas fiz o meu trabalho. Agora você tem que ir até o alpha – falou Andrew, se virando e pegando um par de sapatos de couro marrom.

- Alpha? – indagou de forma surpresa, sem saber o que era esse tal de alpha.

- Ele é o líder da vila, ele pediu para que você fosse até ele assim que acordasse – respondeu ele sorrindo. – É a casa que fica no centro da vila. É a maior de todas. Não tem como você errar.

Harry concordou. Levantou-se e calçou os sapatos, para então sair e ir na direção que Andrew havia lhe indicado.


Oiiiiii \o/

Levanta a mão quem gostou o/

E agora? O que vocês acham que vai acontecer? Pessoalmente, nem eu mesma sei ainda =P

Também quero agradecer a Susu e a Karlla Darcy Culen por terem comentado ^^

Espero que estejam gostando

bjj