Capitulo 4

PS: Achei uma musica para vocês ouvirem a partir de quando Booth entra no quarto dos filho Seen Enough - Dryer

- Bones! Bones! - Booth procurava Brennan pelo Jeffersonian.

Sem obter resposta decide ir até a sala da Angela.

- Angela, você viu a Bones?

- Não, eu ia te fazer a mesma pergunta - Booth viu o olhar preocupado de Angela

- Aconteceu alguma coisa, Ange?

- Booth eu recebi uma mensagem da Brennan, ela falou que independente do que acontecesse era para eu cuidar dos gêmeos...

- Como assim?

- Isso mesmo Booth, desde quando a Brennan fala isso...

- Não... É que ela me mandou uma mensagem também, era : Booth eu te amo, independente do que aconteça.

- Booth, o que aconteceu com a Brenn? - Angela já se desmanchava em lagrimas, quando sua caixa de e-mail apitou, indicando que ela tinha recebido mais um. - E-mail desconhecido?

Assim que abri, Angela grita, eram imagens da Brennan sendo seqüestrada. E rapidamente um vídeo começa.

- Olá, você já deve ter visto o que aconteceu com sua namorada Agente Booth. Devo lhe dizer, é uma pena fazer isso com uma mulher tão bonita, mas você não me deu escolha. Pare de mexer com esses corpos, e terá a sua mulher inteira... Caso contrario, seus filhos serão órfãos de mão, e a culpa será sua...

Nada mais foi dito. Angela já estava em lagrimas, Booth já estava extremamente nervoso, e já tinha ligado para todo o FBI. Sua Bones, mãe de seus dois filhos, a mulher de sua vida, estava na mão de um psicopata.

Precisava mudar isso e rápido. Primeiro, iria mandar agentes para casa de Rebecca e para a de Brennan, assim seus filhos estariam protegidos. Mas primeiramente, deveria avisar a Maria, já que ela não sabia muito sobre seu trabalho no FBI.

Era muita coisa para assimilar. Com a raiva exalando , socou a parede, mas não se importou com a dor. A única coisa que importava era encontrar Temperance Bones Brennan.

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Já haviam se passado 12 horas desde o sumiço de Brennan. Parker já havia ligado várias vezes perguntando o porquê de sua mãe estar tão preocupada e o porquê de ter vários agentes na casa dele, mas não disse nada, não queria preocupar o filho, como tinha preocupado Rebecca, que nesse tempo de gravidez de Brennan, tinha se aproximado muito dela e de Angela, e as três acabaram boas amigas.

Já Maria, baba dos gêmeos, estava totalmente desesperada, ligou para Booth várias vezes para saber o que estava acontecendo, e Booth teve que explicar tudo, desde o caso, até o seqüestro e a ameaça, disse que agentes acompanhariam Maria até o final do caso para que ela não corresse perigo.

E agora lá estava ele totalmente impotente para ajudar alguém. Precisava muito esvaziar a cabeça, ter uns momentos de sossego , mas nunca conseguiria isso enquanto Brennan estava na mão de um psicopata.

Até que decidiu ir para o apartamento dela, e liberar Maria, mas antes passaria na casa de Rebecca para pegar o filho, ele ficaria mais seguro com o pai.

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- Bones desapareceu há umas 14 horas mais ou menos - Dizia Booth para Rebecca enquanto o filho ia fazer sua mochila para sair com o pai.

- Vocês vão acha - lá Seeley. Vocês sempre acham... - Ela tentava consolá-lo, mas nada adiantava

- Se algo acontecer com ela, Becca, não sei o que faço, não sei se vou conseguir viver sem a mãe dos meus filhos, sem a mulher que amo... - Booth se deixou chorar pela primeira vez desde o ocorrido.

Rebecca tentava consolar o ex, mas ela sabia o quanto foi difícil para Booth poder ficar com Brennan, e perde-la agora, seria demais para ele suportar.

Chegando de surpresa, Parker acaba pegando o pai chorando, que ao perceber a presença do filho, se recupera rápido.

- Papai? O senhor está chorando? - Pergunta garoto.

- Não filho, papai está só triste, vem vamos, vamos para casa de Brennan, tenho uma coisa importante para te falar.

Rebecca olhou para o homem com um ar de preocupação.

- Tenho que dizer a verdade para ele, ele vai perceber assim que chegarmos lá - Booth sussurrou para ela.

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Assim que voltou para a sala, após dispensar Maria, e mandar os agentes ficarem do lado de fora do apartamento, seu filho o encheu de perguntas.

- Papai, cadê a Bones? Por que Maria estava chorando? Por que tem agente para todo o canto? O que está acontecendo?

- Parker... Filho, a Bones, ela foi seqüestrada por um cara muito mau, esses agentes estão aqui para proteger seus irmãos e Maria, e tem agentes na casa da sua mãe para a mesma função...

- Quer dizer que a Bones sumiu?

- Sim, Parker - Booth abaixou os olhos, não agüentava ver o olhar de dor do filho.

- Nós vamos acha - lá papai, vai ficar tudo bem...

Após Booth fazer uma comida rápida para o filho, brincar um pouco com ele e os irmãos, o põe para dormir. Ele também pensou em descansar, mas ao passar pelo quarto dos filhos, e sentir o cheirinho de bebe emanando de lá, decidiu entrar e passar um tempo lá, sabia que se fosse para o quarto, não ia conseguir dormir. O cheiro e tudo o que lembrava a Brennan estaria lá...

Pegou a cadeira e a arrastou até o meio dos dois berços. De um lado David dormia tranquilamente, dormia como uma pedra, era muito parecido com Parker. Já Emily estava um pouco agitada, até que Booth passou a mão entre as grades do berço até pegar a mãozinha pequena da filha. Ela parou e deu um pequeno sorriso. Devia ser isso que Brennan fazia para a filha dormir tranquilamente.

Os cabelos dos filhos eram parecidos com os seus, David até já tinha um topetinho. Booth sorriu, só podia ter sido obra da Maria na hora de dar banho nele. Já sua filhinha era bem parecida com a mãe. Uma coisa na qual tiveram sorte foi a cor dos olhos, era um misto de azul com castanho. Era verde, mas Booth tinha certeza que quando crescessem ia ser azul da com do de Temperance.

Tudo em seus filhos lembrava a ela. Booth não se agüentou e permitiu derramar sua lagrimas de dor, de ódio e raiva. Tudo o que estava segurando nessas horas de trabalho, se permitiu chorar ali, na frente deles, as pessoas mais importantes de sua vida, incluindo Parker.

De repente percebeu a presença de uma terceira pessoa, mas antes que sacasse a arma, sentiu o aroma de criança se aproximar. Virou-se para ver seu filho mais velho com os olhos vermelhos de tanto chorar, derramar mais uma lagrima.

- Parker... - Booth o puxou para seu colo, o consolando

- Não quero a Bones morra, papai - Dizia Parker, chorando compulsivamente - Eu amo a mãe Bones, papai... Não quero que ela morra...

- Eu não vou deixar isso acontecer Parker... Prometo, que Bones vai estar com a gente o mais rápido possível...

Após minutos, Booth percebe que Parker havia dormido. O garoto ainda possuía marcas de lagrima, seu filho gostava muito de Brennan, se algo acontecesse a ela, Parker ficaria muito mal.

O levou a cama, e deitou junto com ele. Seu filho estava arrasado assim como ele. Não conseguia dormir, virou para o lado da cabeceira, e viu uma foto dela e dele como um casal, e dela e dele com os gêmeos. O sono estava o vencendo...

Seu único objetivo no momento era trazer seu porto seguro, sua amada, sua vida de volta. De volta para ele...

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No dia seguinte

Booth chega ao FBI após deixar Parker em casa, e já acaba recebendo boas noticias.

- Agente Booth! - Diz Agente Martin

- Fala Agente Martin, novidades sobre o caso?

- Ontem de madrugada recebemos uma ligação do seqüestrador, ele ficou mudo mas ouvimos uma voz feminina ao fundo, conseguimos rastrear a ligação apenas agora de manhã, e descobrimos que veio de uma chácara um pouco afastada de Washington...

- Muito bom Agente Martin, você vem comigo, mais alguém sabe desta informação?

- Não senhor, decidi apenas informar ao senhor

- Ok ,então você pegue o endereço e venha comigo para essa tal chácara.

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Cativeiro

Brennan já estava a ponto de vomitar naquele lugar. Era quente demais, o cheiro era insuportável, e a dor que sentia era imensa, parecia que alguém tinha passado com um caminhão por cima dela.

Não se lembrava de ter tido muito contato com os seqüestradores, mas de algum modo sabia que não eram burros.

Estava extremamente preocupada, e se tivessem feito algo a Maria e seus filhos? Ao Booth? Angela? O pessoal do laboratório? Parker? Rebecca? Não agüentaria saber que algo tinha acontecido a casa um deles por causa dela.

Mas sabia também que Booth era esperto. Já devia ter colocado 50 agentes em sua casa, 50 na casa de Rebecca, 100 no laboratório...

Se pudesse chamaria o FBI inteiro para proteger quem importava para ele.

Precisava achar um meio de sair dali. Ao tentar se levantar do chão pela primeira vez, percebe que não daria certo. Seu pulso estava quebrado, sua perna latejava de dor, e sua testa sangrava. Sim, era quase impossível... Mas tinha que tentar por seus filhos... Pelo motivo de seu viver...

Emily e David... Os seres que estavam aqui há apenas 1 mês, mas que já conquistaram muitos corações. E que são o motivo de vida da mãe.

Booth...

Precisava lutar por Booth, quantas vezes ele já salvou sua vida? Precisava mostrar para ele que era forte... Que era forte por ele...

Precisava tentar por Emily, David, Booth, Parker e todos os seus amigos...

Porque por eles tudo vale a pena... Tentar até a morte...

Continua...