Título: Teddy's Game
Autora: Watashinomori
Rate: PG-13 (algumas palavras feias, mas com 13 anos eu tinha ouvido coisas piores... embora eu lesse nc17... crianças não repitam isso!)
Summary: Oh, pobre Teddy. Ele tinha um vício. Um terrível e vergonhoso vício que nenhum homem em plenos 26 anos admitiria ter. Teddy Lupin era um otaku! Isso por si só era terrivelmente embaraçoso. Mas ele não era um otaku normal. Ele era otaku de sim dates... e se a coisa pode ficar pior, ela sempre fica. Sim dates YAOI.
Capítulo 1
"Old familiar faces, everyone you meet
Following the ways of the land
Cobblestones and lanterns lining every street
Calling me to come home again"
Blackmore's Night - Home Again
-Só um momento! - Teddy gritou de sua cozinha.
Enquanto ele corria para desligar seus aparelhos. Atualmente ele contava com um tablet (NA: ou seja lá como vão chamar na época que se passa a fic..), um celular, um notebook que usava como desktop, dois portáteis novos da Sony e Nintendo, um DSi rosa "-Maldita maníaca por sim dates e seus acessórios rosas... maldita venda de garagem!", um psVita da Miku Hatsune "-Eu preciso muito de um desses!" e todos os grandes consoles da última geração. Sendo que aproximadamente mais da metade deles estava ligados em simdates yaoi ou walkthroughs. Após desligar sua TV e colocar tudo em standby ele correu para o quarto e voltou pulando em uma perna enquanto colocava sua calça e tentava pegar seu café novamente, um feito tremendo, já que estava pulando.
-Nota mental: Não ficar de cueca em minha própria casa! - resmungou. A campainha soou novamente, um pouco mais prolongado e impaciente desta vez. - EU DISSE JÁ VAI! São 2 da matina, caralho! - e abriu a porta irritado.
-Bom, em minha defesa, são 7h da manhã em Londres - um homem de cabelos negros e belos olhos verdes sorriu para ele.
-Padrinho! Céus, entre, entre! O que o traz a Nova Iorque? - deu espaço para o homem entrar.
Harry Potter ainda mantinha um ar um tanto quanto brincalhão, seu sorriso encantador tirava o fôlego de muitas de suas colegas no Ministério da Magia e estampava algumas capas do Witch Weekly. Um pouco mais alto que quando salvara o mundo e bem mais maduro ele com certeza se enquadraria dentre os homens mais desejados da Inglaterra, ao ponto que um certo príncipe de nome semelhante ao seu odiava partilhar das mesmas festas que ele, diga-se de passagem.
-Uma chave de portal, Teddy! - e riu da própria piada enquanto sentava no sofá.
Bom, Harry nunca seria um grande nome no stand-up, mas ele sobreviveria a isso. Teddy sentou ao seu lado e sentiu-se como um garotinho de novo. Ele lembrou-se de vários finais de semana épicos com seu padrinho. Das histórias sobre seu pai e amigos e sua mãe, dos mini campeonatos de quadribol Potter-Lupin contra Weasley. Um pouco injusto se considerar que uma artilheira profissional e o apanhador mais jovem do século estavam em um dos times, além é claro de um metamorfomago capaz de iludir até os mais inteligentes, mas, ei, eles tinham Bill Weasley, e bem, Bill Weasley era perfeito (NA: antes que resolvam brigar comigo sobre favorecer um personagem sobre os outros, lembrem-se que a Rowling própria o descreveu como sendo perfeito, e whatever, eu adodo o BILL!).
-Sério, padrinho - resmungou de forma infantil.
Harry abraçou o afilhado e riu suavemente.
-Eu finalmente consegui seu endereço. Não acha que deixou sua família um pouco afastada de sua vida? Eu sei que a situação com Vicky foi meio difícil, mas nós todos te amamos, Teddy - ele apertou um pouco o afilhado. - Al está se formando de Hogwarts e queríamos a família reunida para uma festa. Eu diria que seria uma festa com poucas pessoas, só a família... - e riu novamente.
-Todos os Weasley? - em vez de repreender mentalmente o padrinho por outra piada ruim, ele sentiu o estômago afundar.
-Sim - Harry ficou sério, sabia de quem o afilhado falava. - Vicky vai vir, ela já confirmou. Eu não falei a ninguém que consegui seu endereço.
Teddy ficou amuado nos braços do padrinho, sua fisionomia ficou amuada e ele parecia pequeno e frágil, inconscientemente ele mudou a própria aparência para algo próxima a de um bishonen de seus jogos (NA: Bishonen = garoto bonito, mas é mais sobre garotos que parecem meninas. Procurem Shiro Takayama de Re: Alistair++, pois foi ele em quem eu pensei.).
-Vamos, Teddy, não fique assim. Eu sei como você se sente, Ginny vai estar lá também - ele fez uma pausa. - Ah, você não soube sobre o divórcio!
-Padrinho? - ele olhou confuso dentro dos olhos verdes do homem e este lhe deu um sorriso reconfortante.
-Ginny e eu tivemos uma briga, muito, muito feia. Você sempre soube como sua tia Ginny é independente. Depois que Lilly entrou em Hogwarts ela se sentiu mal por ter largado o emprego. Acho que no fundo ela sempre me culpou por ter feito ela desistir da carreira, e agora com todos os filhos encaminhados ela não sabia mais o que fazer - ele deixou um sorriso melancólico transparecer seu rosto. - Bom, eu sempre tentei incentivar ela a voltar ao trabalho, mas ela estava "velha demais" para competir com as jogadoras mais novas. No fim Ginny não superou a perda do trabalho e acabamos nos separando por não aguentar mais as brigas e o ódio.
-Eu... eu sinto muito, Harry - ele empertigou-se voltando ao seu eu normal no processo.
-Tudo bem, tem algum tempo, foi pouco depois que você sumiu, na verdade. Bom, agora ela treina as Holyhead. E parece bastante feliz assim - ele sorriu. - Mas agora você vem?
-Eu acho que... bom, se eu conseguir uma folga. Mas, bem... eu... eu não sei - ele assumiu baixando a cabeça. - Ainda dói um bocado.
-Se você aparecer poderá finalmente dar um basta nisso. Acho que seria melhor para todos - ele levantou. - Bom, se seu relógio está certo eu devo ir. Aqueles bruxos das trevas não se caçam sozinhos! - e riu. - Foi ótimo te rever, Teddy. Espero que apareça - e abraçou o afilhado desaparecendo pouco depois.
Com um suspiro Teddy recolheu todas as suas coisas e retirou-se para a cama. Quando esticou a mão para o controle da televisão, viu caído no sofá um bonequinho velho que tinha quando pequeno, era parte do "set dos Marauders edição de luxo para herdeiros", como chamou seu padrinho ao lhe entregar. Amarrado ao pescoço de Moony tinha um pergaminho com uma data e um horário. Só seu padrinho para guardar essas coisas velhas e ainda usá-las como chave de portal.
/
-Ted, será que eu tenho que lembrar do valor do seu trabalho e de quanto você é insubstituível? - seu chefe olhava fixamente para seus olhos.
-Eu sei, mas seria apenas alguns dias. Eu nunca tirei férias, senhor - respondeu.
O homem suspirou tirando os óculos e esfregando os olhos. Ele analisou alguns papéis atenciosamente por alguns momentos. Quando voltou seus olhos para o rapaz a sua frente ele suspirou perdido.
-Certo, posso não conseguir férias para você, mas tem um caso em Londres, se isso ajudar eu posso mandar você para lá.
-Claro! Obrigado, senhor! Não vou desapontá-lo, senhor!
-Que seja, só saia do meu escritório e vai trabalhar.
Teddy quase correu da sala. Chegou ao seu cubículo e seu parceiro sorriu para ele. Ele acenou para o colega e pegou o copo de café que ele oferecia, sentou em sua cadeira e começou a redigir seus enormes relatórios. Teddy trabalha para a CIA. Ao contrário do que muitos amantes de conspiração acreditam a CIA era apenas uma agência de inteligência incorporada ao Ministério da Magia e servia para o Ministério de Defesa do país, uma vez que diferente da Inglaterra o presidente dos Estados Unidos sabia e tomava decisões do mundo mágico também. O motivo que ninguém falava sobre o que acontecia é que bruxos não deviam falar sobre a magia e ninguém acreditaria o quão chato era o trabalho. Tirando um ou outro caso que envolvia diretamente espionagem (e isso nem era grande coisa, já que Teddy era metamorfomago) a maioria era apenas escrever longos relatórios sobre falhas do sistema e possíveis fatores de risco para o país.
-Opa, Teddy Bear! - seu parceiro sorriu para ele. - Recebi um memo que vai pra um caso na Inglaterra.
-Sim, Howard - suspirou entediado.
Howard Dickens era um homem interessante. Apesar de ter um senso de humor ridículo e não fazer idéia de quão irritante podia chegar a ser, ele era um ótimo amigo e parceiro incrível. Mais de uma vez salvou a vida de Teddy, embora apenas uma vez a vida dele estivesse realmente em perigo, de resto ele apenas terminou relatórios que Teddy esquecia pela metade.
-Também queria a viagem, viajar em primeira classe, andar naqueles ônibus legais de dois andares, visitar a rainha. E sempre tomar chá quando der cinco horas - disse sonhador. Teddy empurrou o teclado do computador e voltou-se para o parceiro.
-Você tem idéia de que eu vou viajar com magia, aqueles ônibus não tem nada de legal, em absoluto, e eu nunca entraria no castelo da rainha assim fácil - ele fez uma pausa. - Ok, eu, entraria, mas uma pessoa normal não. E ingleses não tomam chá pontualmente ás cinco da tarde, chega a ser ofensivo. E eu prefiro café - voltou ao relatório.
-Não seja chato, Teddy Bear, não estraga meus sonhos ingleses.
-Eu odeio esse apelido e você nunca teve sonhos ingleses - resmungou. Sentiu o colega se jogar sobre ele. - HOWARD!
-Poxa, Teddy Bear, me leva com você vai. Eu nunca fui pra Inglaterra! Vai, eu quero pelo menos conhecer Hogwarts! Eu nunca viajei com magia também. Me leva, vai! - ele puxava o cabelo castanho de Teddy, que a cada puxão ficava mais longo numa tentativa de evitar a dor.
-OK! Vai falar com o chefe e veja se ele deixa você ir!
-Paaaaaaaai! - e correu para a sala do superior.
Não que ele fosse filho de verdade do chefe, mas durante o discurso de boas vindas aos novos agentes o superior disse que a agência era como uma família, ele sendo o pai e eles os filhos que deveriam aprender com os erros, e blá blá blá. Ninguém ouviu mais nada do discurso motivacional, pois Howard Dickens, e seus problemas com autoridade, gritou "PAPAI! É VOCÊ PAPAI!" e todos caíram na gargalhada. Desde então ele vem inventando uma história fictícia de como seu pai o abandonou na infância e reencontrou ele como adulto e sendo seu chefe. Claro que ele só fazia isso para irritar o superior, mas o escritório inteiro achava graça e sempre o incentivava na criação de novos elementos para a história. Teddy ajudara com a parte em que, durante a ausência, o pai havia enfrentado um dragão e para escapar dele precisou deixar seu senso de humor com o dragão.
O relatório estava quase na metade quando Howard chegou aos pulos, talvez não literalmente, entretanto, era sempre assim que Teddy imaginava Howard chegando.
-Teddy Bear, quando vamos?
-Ele deixou? - engasgou levemente surpreso.
-Claro, eu o convenci quando disse que se eu não fosse você não entregaria os relatórios. Adivinha! - disse alargando o sorriso.
-O quê? - respondeu.
-Nós vamos pro castelo da rainha! - e começou a fazer uma dancinha muito estranha que levou as garotas do escritório a rirem.
-Ótimo, mas agora vai fazer o seu relatório, ainda falta muito para a viagem - resmungou. Como aquele cara louco e irritante sempre conseguia a atenção das garotas? Nem Merlin sabia.
/
No dia certo Teddy ligou para o parceiro. As instruções do trabalho haviam sido dadas, assim que chegasse a Londres Teddy ligaria para um número e falaria com Ryuuki Namitori, outro metamorfomago que trabalhava para a Interpol, depois de pegar todos os dados, ele iria para uma festa no castelo da rainha, onde deveria pegar uma informação. Ao contrário do que Howard pensava, apenas os dois metamorfomagos iriam para a festa disfarçados de um conde e um duque que tinham aceitado colaborar com o serviço. Como a festa não seria no dia de chegada ele já tinha declarado para Howard que ele ficaria no hotel passeando como turista o quanto quisesse, enquanto ele iria para a festa de Albus.
-Howard, cadê você? - silabou assim que o telefone foi atendido.
-Desculpe, mas ele tá no banho. É o Teddy? - uma voz feminina respondeu.
Claro, mesmo com o horário apertado ele tinha que sair com uma mulher qualquer. Será que ele não entendia que chaves de portal não esperam? Ele aparatou diretamente na sala do parceiro e caminhou até o quarto. Olhou para os olhos da garota que sentou assustada e envergonhada.
-É, era o Teddy! - resmungou.
-Teddy Bear! - Howard saiu do banheiro, enrolado numa toalha. - Conhece Milla? A gente se conheceu no bar, ontem a noite.
-Acabei de conhecer, você entende que certas coisas são inadiáveis?
-Sim, mas você está aqui, não está? Então eu não vou mais me atrasar! Milla, querida, pode tomar um banho, Teddy vai esperar na sala.
Bufando e batendo o pé ele foi até a aguardou o amigo. A tal garota saiu apressadamente, passando por ele e dando um tchau confuso e envergonhado. Howard apareceu pouco depois que ela saiu. Usando roupas de turista.
-Você tem ideia que a Inglaterra... - e pensando duas vezes ele notou que o horário estava apertado. Melhor deixar esse sonho para o parceiro.
-Ideia que a Inglaterra o quê?
-Nada, esqueci. Podemos ir, falta alguns minutos para a chave ativar.
-Deixa eu trancar a casa. Wow, Teddy Bear! Está levando sua casa inteira? - disse ao passar pelas malas de Teddy.
Bom, ele não conseguiu pensar numa maneira de ficar afastado dos jogos então tinha uma mala pequena com roupas e acessórios de necessidade pessoal e o seu malão de Hogwarts aumentado magicamente com todos os video-games e computadores que tinha. Na verdade ele carregava alguns pósteres de edição limitada e algumas miniaturas raras de alguns jogos famosos, pois não queria arriscar, vai que alguém arromba a sua casa. Casa de um agente da CIA treinado em diversas magias poderosas e equipamente tecnológicos avançados. Agora parecia uma bobagem, mas era só lembrar o valor do que levava que ele voltava a ficar preocupado com a segurança deles.
-Ok, como fazemos agora? - Howard perguntou de frente ao parceiro.
-Bom, coloca o dedo no bonequinho, e não faça piadas sobre isso! Depois é só esperar, você vai sen...
E a chave se ativou.
-..tir tontura e... ah, deixa para lá - Howard colocava todo o conteúdo estomacal no belíssimo tapete da sua tia Ginny.
Deixando o amigo se recuperar de uma viagem de portal ele atravessou a sala e viu a família reunida na cozinha. Primeiro ele viu Lilly e Ginny na pia conversando e possivelmente cozinhando, era quase hora do almoço. Então ele olhou para a mesa. Oh céus. Ele podia tirar seu belo e precioso pôster da mala e colocá-lo sobre a cena dos Potter, e um convidado, na mesa que seria o enquadre perfeito. E antes que alguém pudesse notar sua presença ele tinha certeza que estava babando.
NA: Outro capítulo fresquinho para vocês. Como eu não pensei em muitos personagens para participar do meu harém particular... er... do harém particular do Teddy resolvi criar 2 personagens, eu vou tratá-los como estou fazendo com a fanfic inteira. Sem descrever muito, deixando vocês imaginarem, mas caso queiram saber minhas referências, o Ryuuki eu imagino como o Hibari Kyoya de Katekyo Hitman Reborn (adodo um D-18... quando os dois estiverem juntos podem imaginar o Teddy com a aparência do Dino) e o Howard como o Okiura-san de Kobato. Essas são as referências oficiais dos meus personagens, todos temos as referências oficiais dos da Rowling e imaginamos todos como nossos preferidos, sintam-se livres para fazer isso com os meus também (lembrando que o personagem oriental da minha fic é metamorfomago, então ele não precisa ser necessariamente asiático na cabeça de vocês).
Sim, na minha cabeça eles são todos personagens de anime! Eu sou uma otomeeeeeeee! rsrsrs, tirando essa brincadeira alguns avisos:
1 - Otaku nessa fanfic diz respeito ao termo original de otaku, onde é alguém repulsivo fanático por algo em específico, nesse caso simdates.
2 - Não foi betada, e eu tou escrevendo e postando... então qualquer coisa horrorosa, avisem, ignorem pequenos erros de typo!
3 - Reviews, please? Pretty please?
