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Título: Teddy's Game

Autora: Watashinomori

Rate: PG-13 (algumas palavras feias, mas com 13 anos eu tinha ouvido coisas piores... embora eu lesse nc17... crianças não repitam isso!)

Summary: Oh, pobre Teddy. Ele tinha um vício. Um terrível e vergonhoso vício que nenhum homem em plenos 26 anos admitiria ter. Teddy Lupin era um otaku! Isso por si só era terrivelmente embaraçoso. Mas ele não era um otaku normal. Ele era otaku de sim dates... e se a coisa pode ficar pior, ela sempre fica. Sim dates YAOI.

Nota da Autora: The game is on!

Capítulo 2

"A dangerous game

To know her name,

She was wild, she was free

She was calling to me,

Sister Gypsy we're one and the same."

Blackmore's Night - Sister Gypsy

-TEDDY! - Howard gritou em desespero.

Todos os olhares se voltaram para a porta que dava para a sala. Os mais jovens pularam da mesa, exceto pelo convidado que apenas ergueu uma sobrancelha loira de forma arrogante, o mais velho levantou-se com elegância e maturidade enquanto caminhava em sua direção. As garotas viraram-se na pia e sorriram amplamente, tanto de felicidade por ver o jovem, como de diversão pela cena de seus filhos/irmãos se jogando no rapaz que ainda estava aturdido.

-Quando chegou? - perguntou um moreno de olhos incrivelmente verdes. Seus cabelos um pouco mais longos do que quando saíra da Inglaterra.

-Esquece isso, vai ficar pra festa? - perguntou o outro puxando seu braço. Seus cabelos avermelhados e rebeldes. Levemente sardento e bem mais musculoso do que lembrava.

-TEDDY! - Howard gritou novamente ao não ser atendido da primeira vez.

-Eita! - e correu até o amigo (NA: não seria inicialmente eita, mas quando a palavra passou pela minha mente eu fui obrigada a colocar e rir por imaginar o Teddy falando isso).

Dickens estava um pouco cambaleante e precisou se apoiar numa poltrona. A família acompanhou o jovem até a sala para encontrar o amigo de Teddy próximo a enorme poça de algo indescritivelmente nojento, o qual sumiu rapidamente graças ao poder do evanesco.

-Howard, tudo bem? Melhor agora?

Teddy segurou o amigo pelo braço e o trouxe pra perto. Ele passou direto pelo amigo com passos firmes novamente e abraçou Lilly e Ginny pelos ombros e sorriu de maneira maliciosa.

-Muito melhor agora. Olá, eu sou o Howard, amigo do Teddy Bear, podem me chamar de Howie - e sorriu para todos, olhou para as duas mulheres intensamente. - Vocês podem me chamar de 'Oh meu Deus' ou 'Isso' se quiserem - e piscou para elas.

Lilly enrubesceu e Ginny riu levemente divertida. Teddy o puxou de lá, ele voltou cambaleando, e sussurrou para ele que se comportasse.

-Ele é muggle e nunca viajou de portal. E está indo para um hotel.

-Mas...

-Agora! - e guiou o amigo para a porta.

-Teddy! Quem te ensinou esses modos. Se é seu amigo ele também fica, a casa é grande o suficiente para todos! - Ginny bateu o pé trazendo o rapaz de volta. Ela parecia muito com a mãe nessas horas. - Agora vamos todos para a cozinha e vamos ter um ótimo almoço.

Incapaz de discutir com sua tia Ginny eles todos se dirigiram para a mesa. O jovem loiro ainda estava sentado na mesa esperando eles retornarem, a cabeça levemente virada e um sorriso sarcástico no rosto adornado por cabelos platinados.

-Muggle? - ele perguntou nem bem pisaram na cozinha.

-Ai não, - Albus reclamou. - Scorp, sem entrevistas.

-Mas, Al... - o rapaz se tornou levemente desapontado. Mas pouco se notava em seu rosto.

-Sem! Scorpius é viciado no mundo muggle. Principalmente com os mobiles.

Howard sentou do lado do loiro prontamente e entregou o próprio celular para ele. Albus revirou os olhos e sentou do outro lado do amigo.

-Scorpius, padrinho? - ele perguntou sentando ao lado de Harry que deu de ombros. - Mas o único Scorpius que eu conheço é Malfoy...

-Sim, é esse mesmo - James sentou ao seu lado. - Papai, se você ia chamar o Teddy tinha que ter me dito!

-Ele não tinha confirmado e você é um boca mole. Se eu te contasse todos os Weasley saberiam. E, bem Teddy, algumas coisas mudaram desde o meu divórcio. Draco, por exemplo, ele se tornou meio que um amigo da família. Já que Scorpius é o melhor amigo do Al.

-Wow - foi tudo que conseguiu dizer antes de Ginny o interromper com o almoço.

/

-Família legal - Howard disse no quarto do hotel.

Demorou, mas ele convenceu a família em manter Howard no hotel. Ele, no entanto, tinha que ficar em casa. Com a desculpa de que tinha trabalho eles saíram logo depois do almoço, depois de feito o check-in eles foram para o quarto para entrar em contato com a Interpol.

-Aquele garoto, o loirinho, uma gracinha ele. Quando tava passando pela galeria ele viu uma das fotos de ontem a noite e ficou todo vermelhinho. Se ele não fosse um garoto eu com certeza teria saído com ele...

-Você tem ideia que são todos menores de idade? - perguntou irritado.

Um péssimo momento para comentar aquilo, no entanto. Do outro lado do celular Ryuuki Namitori tinha acabado de atender.

-Desculpe? - veio a voz do celular.

-Ah, sinto muito, eh... senhor Namitori? - e olhou irritado para o colega.

Eles conversaram por algum momento e quando finalmente Teddy desligou o celular ele suspirou sentando na cama. Onde foi prontamente abraçado por Howard.

-Me larga! - ele o empurrou levemente divertido, levemente irritado. - Por sua culpa ele acha que sou um tarado potencialmente pedófilo!

-Minha culpa? Quem fica atentando para a idade deles é você! - e riu pulando em cima de Teddy.

-Caham - alguém tossiu.

E o pobre Lupin não poderia ficar mais envergonhado. De fato, a vergonha fora tanta que ele ficou imediatamente, dos pés a cabeça, com a mesma cor dos lençóis. Howard Dickens, no entanto, nem se incomodou e apenas sentou-se e sorriu para o estranho, absurdamente lindo, que havia aparatado dentro do quarto.

-Ted Lupin? - ergueu uma sobrancelha.

-Não, eu sou o Howard - e sorriu para ele.

-Isso eu notei, afinal aquele ali conseguiu mudar de cor. Eu não me incomodo com seus hábitos, senhor Lupin, mas por favor, os refreie durante os horários de trabalho. Se o senhor, senhor Howard... - e esperou que ele respondesse o sobrenome.

-Dickens - o que fez o outro revirar os olhos.

-Senhor Dickens, se pudesse se retirar eu tenho trabalho a discutir com o senhor Lupin - e caminhou tranquilamente para o sofá.

Ele usava belos trajes asiáticos com longas vestes de cetim vermelho e calças brancas. Ele era visivelmente oriental e estarrecedoramente belo. Ao ponto de ser inacreditável.

-Eu também trabalho nesse caso! - Howard reclamou entendendo a indireta do homem. - E alguém que não se identifica ao aparatar no quarto dos outros não tem o menor direito de sair ditando ordens!

-Senhor Dickens, não creio que apresentações sejam necessárias aqui. Eu fui convidado a vir pessoalmente entregar os documentos sobre o caso, além que dois agentes da CIA deviam saber prontamente quem eu sou.

-CHEGA! - Teddy gritou retomando a coloração normal. - Howard, puxe a mesa e pare de reclamar. Senhor Namitori, mil perdões pela forma como nos encontrou, mas por favor evite insinuações prejudiciais ao trabalho - Ryuuki ergueu uma sobrancelha incrédulo. - E se puder por favor, poderia assumir uma outra aparência?

-Algum problema com minha aparência? - seu olhar parecia uma mescla de ira com diversão. Por algum motivo tanto Teddy, quanto Howard, que trazia a mesa de centro arrastando uma vez que ninguém lembrou que ele era o único muggle no quarto, sentiram que seriam mordidos até a morte.

-É só que eu não consigo me concentrar - ele corou levemente.

Namitori soltou um riso abafado e copiou a aparência de um jovem que viu passando na rua pela janela.

-Melhor assim? - seu ar de superioridade chegava a ser irritante.

-Muito - suspirou aliviado.

Ele entregou os papéis referentes ao caso, embora Howard teve que olhar por cima do ombro do amigo já que havia só uma cópia. Explicou o que deveria ser feito e mostrou as fotos dos nobres que eles assumiriam a aparência. Depois de muita discussão ele levantou para partir.

-Como vamos ficar com a parte mais prática talvez devêssemos repassar as ideias mais vezes, aqui, o meu telefone pessoal e meu endereço, sinta-se livre para aparecer sempre que necessário - ele deu um olhar de desprezo para Howard, voltou a sua aparência inicial e aparatou.

/

-QUEM ELE ACHA QUE É? Fica dando em cima do meu Teddy Bear assim!

Todos os rapazes estavam juntos no apartamento de Harry no fim da noite para uma garrafa de Firewhisky, Teddy e Howard bebiam cerveja já que estavam mais que acostumados com isso.

-Como assim, dando em cima? - James perguntou risonho.

-Ficava dando olhadas mortais e sorrisinhos insinuantes! Ainda passou o número dele! Hnf! Só porque pode mudar de cara acha que é o bam bam bam - e virou uma lata de cerveja inteira. - E pra piorar ele achou que eu era um prostituto!

Harry ria gostosamente da conversa. Antes da bebida estavam todos muito acanhados e a conversa fluía pouco, depois de um pouco de incentivo, alguém perguntou sobre como Teddy estava nos Estados Unidos, e por algum motivo estranho que apenas o álcool pode explicar a conversa estava naquele assunto.

-Ele não estava dando em cima de mim, Howie. Era apenas trabalho! - resmungou, um pouco desapontado.

-VOCÊ TEM QUEDA POR ASIÁTICOS? Como eu nunca soube? - e puxou o canto dos olhos. - Agora você quer me levar para a cama? - e todos riram. Teddy jogou uma almofada nele.

Todo mundo fez a mesma coisa, enquanto repetiam "E eu?". Depois de um pouco mais de amolação o sono começou a se fazer presente. Howard foi o primeiro a sucumbir, provavelmente uma mistura de lado-aparatar, viajar com chave de portal e viajar com flú pela primeira vez, e a mudança de fuso horário só piorou. Albus foi em seguida e James o acompanhou. Enquanto Harry carregava os filhos para a cama quentinha deles, Teddy se viu sozinho com o jovem Malfoy, que o olhava interrogativo por sobre a borda do copo de firewhisky.

Ele sentiu-se enrubescer dos pés a cabeça. Tomou um gole da sua latinha para disfarçar. Notou como o rapaz parecia completamente sóbrio, mesmo depois de tomar tantos copos. Notou o corpo delineado do rapaz, notou sua altivez, notou como seus cabelos eram tão loiros que pareciam prateados, notou que sua pele era tão clara que a luz da lareira parecia arder em chamas nela, notou, por fim, que os olhos tremendamente azuis dele estavam lhe mirando e haviam notado tudo que ele notara. Naquele instante toda o efeito da bebida sumiu.

-É verdade? - sua voz suave e arrastada perguntou.

-O-o quê? - ele se amaldiçoou por gaguejar.

-Que você tem queda por asiáticos - ele se aproximou, rastejando pelo tapete, ignorando um ronco de Howard.

-Bem, um pouco eu acho - seu instinto lhe dizia para recuar, mas seu orgulho o pregara no chão. Já estava pagando mico suficiente agindo feito um adolescente para agir covardemente.

-Que pena - ele sussurrou quase em cima dele.

Seus lábios estavam quase juntos, Teddy estava paralisado. Havia muito, muito, mas muito mesmo, tempo que não entrava num jogo de flertes e normalmente ele quem conduzia os flertes, mas desde que Victorie o deixou ele não se sentia confiante a guiar esse jogo. Scorpius lambeu os próprios lábios e Teddy engoliu em seco. O olhar lânguido do jovem Malfoy era o suficiente para deixar suas pernas bambas.

-Scorpius, você vai dormir aqui também? - Harry vinha descendo as escadas. Teddy empurrou o outro rapaz a tempo de não serem pegos daquela maneira.

-Tem espaço para mim, tio Harry? - e o pobre Lupin quase desmaiou com a vertiginosa velocidade que aquele jovem mudara de lascivo para angelical. E como ele era convincente.

-Sempre - Harry sorriu da forma calorosa e paternal de sempre. - Mas receio um de vocês terá que dividir o quart-.

-EuficocomoHoward! - Teddy pediu tão rápido quanto entendeu o que o padrinho dizia.

-Teddy, o quê?

-Eu divido com o Howard - Scorpius sorriu para ele. Compreendendo que seu pequeno flerte tinha sido efetivo.

-Okay, então vocês ficam com a sala e Scorpius fica com o quarto ao lado do de Al. Bom, eu não sei vocês, rapazes, mas estou indo dormir - e deu um abraço em cada um e voltou escada acima.

Teddy, horrorizado em ficar sozinho com Malfoy novamente, tratou de tentar acordar o amigo.

-Eu não mordo - Scorpius disse se levantando. - A não ser que você peça - murmurou contra o ouvido dele e subiu para seu quarto.

/

Era tarde da noite. Ele podia dizer pela forma como a lua aparecia na janela da sala. Como aquela janela era voltada para o oeste e a lua estava quase na metade da janela, devia ser quase cinco da manhã. Então voltou o pensamento para o que o acordou. Havia um peso sobre o seu peito. Não parecia que alguém o estava subjugando, mas sim como se alguém estivesse deitado em seu peito. De repente o que acontecera mais cedo com Scorpius voltou a sua cabeça e ele pulou, sentando.

-Ai, Teddy! - Albus resmungou sonolento sentando também.

Era quase insuportável, de tão adorável, a forma como garoto esfregava os olhos.

-Al! - sussurrou para não acordar Howard. - O que faz aqui?

Ele corou e se aproximou do garoto mais velho o abraçando.

Teddy lembrou, naquele momento, o porquê de Al estar fazendo aquilo. Quando novo ele tinha problemas de ansiedade, que piorara na época próxima de entrar para Hogwarts. Um dia Teddy pegou o jovem Al de quatro anos encolhido escondido num armário. Ele chorava profusamente e soluçava. Gentilmente ele fez o jovem confessar os seus problemas.

"-Todos dizem que eu não sou bom o bastante para ser filho do grande Harry Potter." ele dizia. "-Que eu já devia ter mostrado sinal de magia. E se eu for um aborto?"

Mesmo depois de mostrar sinais de magia ele sempre se comparava com o irmão e com os primos. E depois que Lilly mostrara suas habilidades em controlar magia desde muito nova ele sentiu-se pior. Seus irmãos e primos eram ótimos em alguma coisa e ele...

-Al, o que foi? - ele abraçou o jovem carinhosamente.

Ele culpou-se por ter esquecido do garoto dessa forma. Teddy sempre o protegera e cuidara, mas desde que entrara em Hogwarts ele dedicava cada vez menos tempo ao menino e eventualmente ele esqueceu dos problemas de Albus.

-James - murmurou.

-O que tem seu irmão? - passou a mão pelos cabelos do garoto.

Albus apenas balançou a cabeça e a enterrou na curva do pescoço de Teddy. Desmontado pelo gesto do garoto, Teddy o apertou com força. Beijou sua testa levemente e começou a murmurar um rosário de elogios e encorajamentos.

-Mas mesmo assim - ele resmungou choroso contra o pescoço de Lupin o fazendo estremecer levemente. - Eu fiquei bêbado antes de todo mundo - e fungou suavemente.

Teddy empurrou o garoto, ainda o segurando pelo ombro e olhou para ele, antes de cair na gargalhada.

-Não acredito, eu... desculpe, Al. Mas eu esperava que... - e riu.

Albus corou levemente e bateu em seu braço.

-Teddy! É sério!

-Al, a capacidade de ficar bêbado ou não, não é hereditária. Se você visse como minha avó bebia... e ainda assim eu fico bêbado no primeiro gole - ele apertou o jovem contra o próprio corpo novamente. - Mas mesmo assim, eu fico feliz que tenha vindo até mim. Mesmo por algo tão pequeno.

-Eu senti sua falta - ele murmurou. E Teddy percebeu, quando Albus o abraçou de volta, que talvez, sequer tivesse sido algum problema que levara Al até ele e sim a saudade.

/

Teddy acordou com o celular vibrando e um jovem resmungando. Se desdobrou para pegar o celular sem acordar Albus. Colocou o jovem contra seu travesseiro e alcançou o aparelho em seu bolso.

-Oi?

-Precisamos conversar. Por que não está no hotel?

-Quem fala? - perguntou levantando e indo até a cozinha para não acordar ninguém.

James estava na cozinha comendo. Ele pareceu culpado ao ver Teddy e sorriu com a boca cheia de comida. Teddy riu dele e sorriu de volta. James voltou a comer como se nada tivesse acontecido, Lupin bagunçou o cabelo do rapaz enquanto aguardava a resposta.

-Namitori. Achei que era mais sério com seu trabalho, senhor Lupin. Eu já não sou do mais entusiasta em trabalhar em conjunto, e ainda fui pareado com um inconsequente só por causa...

-Senhor Namitori! Não havíamos combinado reuniões diárias. Estou na casa de minha família e não no hotel. Se o que quis insinuar era que eu festejei a noite toda. Eu tomarei um banho e um café da manhã e logo, eu e Howard, iremos para o hotel. Tchau - e desligou na cara do homem.

-Trabalho? - sentou de frente para James.

-Uhum.

-O tal asiático? - ele perguntou divertido. Teddy o socou no ombro.

-Ele mesmo. O que faz acordado tão cedo? Achei que gostasse de dormir até tarde.

-Desde que entrei pro time de quadribol eu não tive mais essa oportunidade - e sorriu.

-No time? Qual posição? - sorriu pegando um pouco da comida.

-Batedor - e mostrou os braços definidos, o que lhe rendeu outro soco. - E em breve profissional. Você vem para a minha estreia, não vem?

-Claro! Qual time? E por favor não me venha com Chuddley Cannons - James ficou com o semblante triste. - Não? Sério?

-Claro que não! - e riu. - Mas tinha que ver sua cara! Puddlemere.

-WOW! Sério?

-Uhum - e sorriu orgulhoso. - Mamãe que me arrumou o contrato! Mas não vão pegar leve só pelo meu histórico familiar. Ou ao menos é o que ela me diz.

Eles comeram enquanto conversavam. O assunto fluiu principalmente sobre o quadribol nos Estados Unidos e a próxima Copa de Quadribol. James sentara mais perto de Teddy quando Harry e Howard entraram na cozinha para o café. Inicialmente ele sequer percebera, mas depois de um tempo aquilo passou a incomodar um pouco, ele e James estavam com as pernas juntas, o outro rapaz não parecia notar, e isso era o que mais incomodava Teddy. Enquanto ficava mal suportando aquele calor e o roçar da pele do rapaz contra sua calça. Ele sequer notara.

Quando Scorpius se juntou a mesa já lotada, Harry raramente tinha tanta gente jantando em sua casa, os ombros dos dois passaram a se tocar. Para Teddy aquilo era demais. Enquanto eram as pernas estava ainda, de certa forma, controlável, já que estava de calça, mas estava usando uma camiseta, assim como James, e quando sua pele tocou a do outro rapaz tremeu até a base e se levantou.

-Teddy Bear? - Howard chamou curioso.

-Vou tomar um banho. Namitori ligou e quer outra reunião. Se arrume - e praticamente correu até o banheiro.

Deixou a água escorrer sobre seu corpo. Aquilo estava parecendo absurdamente com a intro de algum simdate yaoi barato. E isso estava mexendo com todos os seus nervos. Ele contou nos dedos. Scorpius, o garoto sedutor e manipulador. Albus, o garoto meigo e desprotegido. James, o garoto esportivo e divertido. Howard, sim ele incluíra o coitado do amigo em seus delírios, o amigo que está sempre ao seu lado. Namitori, o tsundere (NA: é um termo japonês para um personagem que é inicialmente agressivo, que vai se tornando mais amável). Estavam todos ali. Faltava apenas o homem maduro e o personagem que aparece do nada no meio do jogo para ter o clichê. Com um suspiro Teddy fechou o registro e jogou o cabelo para trás.

-Challenge Accepted! The game is on! (NA: "-Desafio aceito! O jogo começou!" não consegui conceber a frase em português. Sorry)

NA: Problemas, mudanças e reviravoltas! Please, me mandem nas reviews! Vou fazer uns esqueminhas pra facilitar a leitura. Vai ser tipo o "menu" da fanfic. rsrsrs. Vou colocar mapinhas das casas e informações sobre os personagens. Quando eu aprontar os esqueminhas eu posto aqui.

Considerando minha pobreza e que sou bióloga e não engenheira vai ser tudo feito no The Sims 2... inclusive a base dos personagens eu vou tentar fazer por lá. Espero que gostem da fanfic!