Título: Teddy's Game

Autora: Watashinomori

Rate: PG-13

Summary: Oh, pobre Teddy. Ele tinha um vício. Um terrível e vergonhoso vício que nenhum homem em plenos 26 anos admitiria ter. Mas claro que ele tinha tal horrendo e terrível vício. Afinal, quando se é um filho de lobisomem, metamorfomago e afilhado do escolha-seu-título-favorito não se pode ter um vício normal. Ah não, não mesmo. Teddy Lupin era um otaku! Isso por si só era terrivelmente embaraçoso. Mas ele não era um otaku normal. Ele era otaku de sim dates... e se a coisa pode ficar pior, ela sempre fica. Sim dates YAOI.

NA: Como o prometido: www(ponto)watashinomori(ponto)xpg(ponto)com(ponto)br(barra)teddygame(barra)teddy(ponto)html o mini site [ctrl c e ctrl v no navegador e façam as substituições]. Ainda não fiz tudo, mas pretendo terminar a casa no The Sims 2 e tirar as fotos deles baseado nas ocorrências da fanfic (ou seja... lá vou eu usar cheat no ts... hehehehe) Te uma dica de quem é o personagem que aparece no meio do jogo no site. Pretendo colocar os links para os capítulos com possíveis capítulos extras de rates diferentes. O site eu fiz por diversão e para ter uma base, logo, se não quiser acessar sinta-se livre, eu vou postar todos os textos relativos a fic no FF.

PS.: Quem descobrir primeiro quem é o personagem secreto pode pedir uma cena lemon com o personagem da fic que preferir!

NA²: Desculpem a demora, a maior parte do capítulo tava pronta tinha muito tempo, mas minha gatinha morreu e eu fiquei sem conseguir fazer nada.

NA³: Diálogos em itálico é a pessoa do outro lado do telefone.

Capítulo 2

"He said: "My life's not to lead

Through power or greed

I am but a poor man when I'm cut I bleed

A more humble man you never will meet

And here is my heart for only you to keep""

Blackmore's Night - Peasant's Promise

Assim que aparataram no quarto de hotel um feitiço passou de raspão por suas cabeças. Ryuuki Namitori estava furioso, o quarto inteiramente destruído. Prontamente Teddy ergueu uma barreira defensiva contra os ataques, mas o pobre coitado do Howard, muggle como era, só podia correr e pular.

-Namitori - tentou chamar o homem.

-NUNCA OUSE DESLIGAR O MALDITO TELEFONE NA MINHA CARA DE NOVO! CRUCIO! - contra esse Teddy pulou. Nenhuma barreira era muito efetiva contra imperdoáveis.

-NAMITORI!

Howard não sendo bruxo, apenas havia ouvido por longe sobre maldições imperdoáveis, mas pela expressão séria que os bruxos faziam aquilo provavelmente era uma. Vendo que o alvo não era ele tratou de deixar que os magos se resolvessem e correu quarto a fora. Embora tenha ficado observando pela porta.

Num movimento fluido e rápido Ryuuki colocou-se diante de Teddy o prensando contra uma parede o rosto terrivelmente perto. Seus olhos brilhavam com uma fúria assassina. Algo rígido estava espetando sua barriga, e os anos de experiência de Teddy sabiam que não era a felicidade de Ryuuki em vê-lo.

-Namitori, por favor.

-Eu não sou o tipo de homem que perdoa facilmente - seu olhar era frio. - Eu vou deixar bem claro, em sua pele, que você me deve, muito, respeito - ele sussurrava de maneira assustadora e Teddy esperou o pior.

Seu corpo inteiro estremeceu quando sentiu uma dor aguda em sua barriga. Primeiro acreditou ser um cruciatus, mas depois, quando conseguiu abrir os olhos, viu o asiático ainda numa postura de quem acabara de dar um soco. Ele parecia querer absorver cada minúscula partícula de prazer em ter causado dor a outra pessoa, e aquilo assustou Teddy. Namitori se recompôs e com um aceno de sua varinha tudo retomou ao seu lugar, inclusive Howard que olhava a cena toda da porta.

-Hey, hey, hey, hey! - ele reclamou sendo arrastado pela magia.

-Agora que estamos todos aqui devemos continuar com a reunião.

-Peraí seu maluco! - Howard começou a reclamar, mas Teddy o parou.

-Não o irrite mais - deixou sua mão um pouco mais de tempo no braço do amigo, retirando depois com um roçar suave, o que o fez erguer uma sobrancelha.

Namitori estava olhando a interação entre eles com um pouco de desprezo. Arrumou sua gravata, usava um terno bem cortado hoje e cabelos muito compridos presos numa trança. Sua aparência era a mesma do dia anterior, o que, depois que Teddy ficou quase que babando por ele depois de acalmar Howard, ele trocou por uma aleatória.

-Isso me assusta até o dedão do pé - Dickens resmungou, ele também estivera calado. - Pelo menos o Teddy não faz isso na minha frente, brrrr.

-Creio que até bruxos fiquem assustados com a mudança de aparência, algo natural para nós - e trancou os olhos nos de Teddy, deixando claro quem eram o 'nós'. - Ainda não entendi sua função nessa missão, senhor Dickens. Não é bruxo e seu corpo não aguentaria nem um polissuco, mas ainda assim está numa missão de infiltração.

-A CIA tem outras maneiras além de magia para se infiltrar, Namitori - Howard resmungou por entre os dentes.

-Howard vai ser nossa base - Teddy se adiantou antes que aqueles dois começassem uma briga.

Antes que Howard ou Ryuuki pudessem comentar qualquer coisa que os levasse a outra discussão, um celular tocou. Era uma música cafona, um jingle de um supermercado próximo a casa de Teddy. Howard atendeu e saiu rapidamente do quarto. Logo depois o celular de Teddy tocou.

"Teddy Bear, fui para a sede. Aparentemente ser a base dá trabalho. ps. mata o desgraçado por mim. abçs Howie"

-Ele foi chamado para a sede.

-Sério? - ele pareceu verdadeiramente impressionado. - Posso voltar a minha aparência normal? Essa está me dando nos nervos - ele reclamou.

E sem esperar por uma resposta ele voltou a sua aparência de antes, deixando Teddy levemente desconfortável.

-Nós devemos sincronizar nossas falas. Pois não pode parecer atuação - ele estava compenetrado no trabalho, o que era difícil para Lupin.

-Talvez, devêssemos improvisar?

Namitori ergueu uma sobrancelha como resposta e estendeu um mapa sobre a mesa de centro sentando ao lado de Teddy no sofá. Ele se inclinava para mostrar onde deveriam ir e o que deveria ser dito em cada lugar. Em um determinado momento ele foi apontar para um cômodo que estava na outra ponta do mapa, ele se debruçou sobre o colo de Teddy enquanto discursava sem nem perceber o que fazia. O pobre Lupin corou furiosamente enrijecendo o corpo todo, recitando mantras e pensando em qualquer coisa para evitar notar o homem sobre seu colo. Namitori emanava um cheiro suave de folha, como se ele tivesse ficado muito tempo deitado sobre a grama. A trança escorregou por suas costas mostrando a pele pálida da nuca. Meio inebriado e sem pensar muito, Teddy ergueu a mão e tocou aquele pedaço de pele. O homem pulou para seu canto do sofá, os olhos arregalados e completamente corado.

-O que... você...por que...? - e sem falar mais nada o socou novamente no estômago e levantou. - Eu volto quando você parar com essa terrível mania de me irritar, Lupin - e aparatou antes que o outro respondesse.

Xingando a si mesmo, Teddy retornou para a casa de Harry. Todos estavam se preparando para sair. Ginny tinha mandado que fossem para sua casa para um almoço.

-Teddy! - Harry sorriu. - Me poupou o trabalho de te procurar. Vamos, vamos! - puxou o rapaz pelo braço.

Nem bem chegaram na casa de sua tia Ginny e fora apertado e puxado por todos os primos e tios. Todos os Weasley estavam ali. Não demorou muito para encontrar o tio Bill e a tia Fleur, era um pouco difícil não reparar em uma veela no meio do mar de ruivos. Seu estômago despencou. Não era a melhor das sensações depois de ter sido socado duas vezes no mesmo. Ele procurou pela ex-esposa na sala.

-Vicky apenas vai apenas vir para a festa a noite, querido - Fleur disse, simpática como sempre.

William Weasley era um homem bonito, a medida que envelhecia parecia apenas mais bonito. Ele soltou a cintura de sua esposa lhe depositando um suave beijo na testa e puxou Teddy para uma sala mais privada, sob os protestos dos parentes que ainda não tinham esmagado ele.

-Tio Bill... - ele começou sem saber o que falar, quase a ponto de chorar. Depois de tanto tempo, ele ainda não tinha superado.

-Sente, rapaz. Eu sinto muito - o homem parecia muito triste. Andou até um armário de bebidas e tirou um scotch e dois copos. - Não tivemos ainda a oportunidade de conversar desde que... desde que Vicky fugiu.

-Não é sua culpa tio - sem conseguir evitar, perdendo o controle de suas emoções e poderes, foi ficando cada vez mais novo, parecendo um garoto. - Eu não sei o que houve. Eu podia ser tudo que ela quisesse. Mas talvez... eu não fosse o que ela queria. Eu...

-Não é sua culpa também - ele entregou o copo para o rapaz e virou o próprio. - Ninguém esperava que ela fosse fazer isso. E todos sabemos que você era um bom marido.

Por um longo tempo eles ficaram em silêncio, apenas bebendo. Bill terminou o quarto copo e sorriu de maneira animadora para ele.

-Vamos deixar o assunto mórbido de lado. Estou feliz em rever você! E vou rever minha filha no mesmo dia. Só queria saber, de verdade, se você está bem com tudo isso.

Teddy pousou o copo e ponderou por um tempo.

-Não - respondeu com sinceridade. - Mas eu resolvi vir para Inglaterra para poder ficar bem. Para terminar de verdade com a Vicky, sei lá, quem sabe receber uma resposta - recebeu um senhor tapa nas costas.

-Assim que se fala! Agora vamos voltar que tem mais de um Weasley querendo puxar suas bochechas! - e riu.

Eles retornaram a sala. O clima de festa preenchia o ar. Não estavam todos os Weasley ali, alguns só conseguiriam chegar para a festa a noite, George e a família, por exemplo, mas ainda assim tinha mais gente do que ele lembrava. A mesa da sala de jantar tinha sido ampliada com magia e um monte de cadeiras invocadas. Ginny gritava a plenos pulmões com James e alguns garotos ruivos. Lilly estava com as primas, sussurrando, provavelmente sobre garotos. Harry ria e bebia com o avô Weasley. Albus e Scorpius estavam sentados no chão perto da lareira conversando com alguém.

-Teddy! Venha! Venha! Arthur quer ver todas aquelas parafernalhas que você trouxe dos Estados Unidos! - Harry chamou rindo.

O senhor Potter afastou a cadeira e conjurou uma nova entre ele e Arthur. Assim que Teddy sentou, Harry passou os braços ao redor do afilhado, colando os corpos falando por cima do ombro do mais novo. Ele falava sobre as coisas que Teddy mostrara quando chegou em sua casa e gesticulava freneticamente. A sobriedade nunca esteve mais longe do menino-que-sobreviveu. O problema foi, ao menos para Teddy era um problema, quando ele se calou e parou de gesticular ele deixou sua mão cair, ela pousou sobre a coxa de Teddy e, num ato ébrio, Harry começou a acariciar sua coxa.

-Pa-padrinho - ele gaguejou tentando fazer o homem parar. Bom, depois de tantos anos sem nenhuma companhia qualquer carícia, mesmo que não tivesse a intenção, tão embaixo era muito perigosa.

Piorando a situação inteira, seu celular tocou. Harry tentou tirar o aparelho do bolso do rapaz para mostrar a Arthur. Teddy não conseguia nem afastar o padrinho. Em meio a sua situação ele acabou cruzando o olhar com o jovem Malfoy que o fitava de cima a baixo, o loiro sorriu de maneira maliciosa e voltou-se para a lareira.

-Pronto! Ih, é o Howie! Atenda, Teddy! - e entregou o aparelho para o afilhado, que prontamente aceitou e saiu para outra sala.

-Howie? - esganiçou.

-O que foi Teddy Bear? Algum problema? Foi o maluco do asiático? Se ele...

-Não, é só que eu bebi um pouco. Estou na casa de Tia Ginny - ele falou mais aliviado.

-Ah, sim - a voz do outro lado pareceu um pouco emburrada. - Cheguei no hotel e nenhum dos dois estava aqui. Fiquei preocupado.

-Quer que eu vá te buscar? - ele perguntou, sua voz adquiriu um pouco de urgência quando viu Scorpius entrar na sala.

-Seria legal, vou tomar um banho, depois você vem. Tchau - e o outro desligou antes que pudesse protestar.

-Howie? - Scorpius perguntou caminhando lentamente até ele.

-É, eu vou buscá-lo no hotel.

-Tão rápido? Deixe que ele espere um pouco - parou diante do mais velho e passou os braços ao redor do pescoço de Teddy. – Me deixe brincar com seu celular um pouco. Por favor - sussurrou contra o ouvido dele.

-Eh? - aquilo o pegou de surpresa. Ele só queria o celular? - Ah, tome - ele tentou entregar o aparelho, mas era uma posição complicada.

De maneira lânguida Scorpius pegou o aparelho, soltando apenas uma mão do abraço, e colocou no bolso de trás. Ele empurrou Teddy contra a escrivaninha. Colou os corpos e acariciou o rosto do homem, então girou o corpo lentamente e pegou o celular. Inclinado contra Teddy ele começou a xeretar o aparelho.

-Me diga, Teddy Bear, quanto tempo realmente você está sozinho? - perguntou enquanto passava, perigosamente, pela lista de aplicativos.

Todos os alarmes em Teddy ligaram. Se ele abrisse uma pasta que tinha ali toda a vergonha de seus jogos apareceriam. Mas para sua sorte ele entrou na galeria de imagem.

-Algum tempo, não muito - desconversou. Ele se inclinou contra a costa do loiro para vigiar se ele acabaria entrando na pasta errada.

Scorpius virou agilmente, deixando o celular cair na escrivaninha,

-Se você se descuidar e responder as minhas investidas, eu posso me aproveitar - aproximou o rosto de maneira muito perigosa.

Teddy queria empurrar o rapaz, ao mesmo tempo em que queria puxá-lo. Antes que pudesse tomar uma decisão o celular tocou. Empurrou rapidamente o jovem Malfoy e atendeu.

-Tou pronto, venha me buscar!

-O-ok - respondeu suavemente. - Scorp eu estou indo - e aparatou.

/

Teddy permaneceu em silêncio desde o momento em que voltara do hotel com Howard. Este entretinha sua família com diversas histórias (muitas mentirosas) sobre o mundo da espionagem muggle. Teddy reconheceu algumas cenas de Missão: Impossível durante a narrativa, mas manteve-se calado e olhando para seu prato. Respondia monossilabicamente para qualquer um que tentasse puxar assunto e aos poucos todos desistiram de falar com ele.

-Eu preciso fazer uma ligação, com licença – e saiu da sala.

Escondeu-se no escritório. Estava cada vez mais se aproximando da noite e ele estava prestes a entrar em pânico. Respirando fundo, discou o número de Namitori.

-O que é, Lupin?

-Eu queria me desculpar por hoje mais cedo, bom, seria possível continuar com aquela reunião? – ele ouviu um suspiro cansado.

-Tudo bem, mas venha para minha casa. Ás três, sem atraso. Você tem o endereço?

-Sim, você me entregou.

-Ótimo. Então até mais.

-Até.

Ele se virou e viu Howard parado sob os umbrais.

-Se enterrar em trabalho não vai te fazer perder a festa – seu tom e semblante eram sérios. O que raramente era visto no amigo.

-Eu sei, mas no momento...

-Sem 'mas', Ted. Eu te conheço. Nosso trabalho depende da nossa empatia e compatibilidade. Você acha que eu não sei que você pretende se afundar no trabalho e esperar que sua ex-esposa volte pra de onde quer que ela veio? – ele se aproximou e tocou o ombro dele.

-Howard... eu não... – ele sabia que só inventaria mentiras, aquele tinha sido seu plano.

-Por que você acha que eu vim? Eu sou seu suporte, não sou? Confia em mim, eu vou ficar do seu lado durante essa crise, e assim nós vamos mandar a baranga tomar naquele lugar e te achar uma gatinha nova! Ou gatinho, eu não sou preconceituoso! – e Teddy lhe socou divertido no ombro.

-Aaaaaaaaaaah, Howie, isso é golpe sujo – veio uma voz da porta, junto com o barulho dela sendo trancada.

-Scorpius? – Teddy pulou assustado.

-Você fica usando sua amizade, e como ficam os outros? – ele aproximou-se, um sorriso adornava seu rosto e sua voz soava falsamente indignada.

-Ei, ei, loirinho, você criou esse acordo sozinho – Howard passou a mão na cintura de Teddy que estava confuso. – Teddy Bear é meu ursinho, sempre foi, sempre será. Quem quis uma aposta perdida foi você.

-Sim, sim – e ele deu de ombros. – Como se eu fosse acreditar num velho feito você.

Sem saber o que estava acontecendo ali, e sem a chance de contra-argumentar qualquer coisa que aquilo fosse. Howard o beijou. A primeira reação de Teddy foi se indignar, o que foi um erro, pois essa reação sempre foi seguida de um queixo caído, o que permitiu que Howard aprofundasse o beijo. A segunda reação foi pensar "Agora a popularidade desse cara faz sentido". A terceira foi empurrá-lo. E a quarta foi se irritar por ter terminado (o que era uma contradição muito clara, já que foi ele quem o empurrou).

-HOWARD!

-Só estava provando um ponto – ele falou risonho.

Teddy enrubesceu do pé à cabeça. Olhou para Scorpius que parecia muito, mas muito mesmo indignado.

-Como se isso fosse grande coisa – ele resmungou de forma infantil.

-Para um pirralho que nem você, é! – e Dickens mostrou a língua para ele.

-Ei! Eu acho que... – Teddy não conseguiu reclamar.

Scorpius, indignado como estava, o puxou pelo colarinho e o beijou. Não foi tão bom quanto o de Howard, provavelmente porque o rapaz estava usando muita força em seu acesso de raiva. Ele sentiu uma mão no seu ombro e se viu separado do rapaz. Dickens e Malfoy começaram a gritar um com o outro. Antes que sobrasse para si, de novo, resolveu sair dali. Abrindo a porta e trancando depois de sair, se encaminhou para a sala.

-O que ele fez? – uma voz perguntou ao lado da porta.

-Albus?

-Scorp pode ser um péssimo amigo – ele parecia ferido.

-Al, o que...?

-Eu disse a ele que não você, você era especial – ele mordia o lábio inferior e fechava os punhos com força. – Mas ele prefere ouvir a parte de baixo dele do que o melhor amigo!

-Al, eu estou meio confuso aqui – ele disse colocando a mão sobre o ombro do rapaz. Ele bateu na mão com força e o olhou, segurando o choro.

-Eu te amo – e o beijou.