Título: Teddy's Game
Autora: Watashinomori
Rate: PG-13
Summary: Oh, pobre Teddy. Ele tinha um vício. Um terrível e vergonhoso vício que nenhum homem em plenos 26 anos admitiria ter. Mas claro que ele tinha tal horrendo e terrível vício. Afinal, quando se é um filho de lobisomem, metamorfomago e afilhado do escolha-seu-título-favorito não se pode ter um vício normal. Ah não, não mesmo. Teddy Lupin era um otaku! Isso por si só era terrivelmente embaraçoso. Mas ele não era um otaku normal. Ele era otaku de sim dates... e se a coisa pode ficar pior, ela sempre fica. Sim dates YAOI.
NA: Desisto, ou eu largo o fandom de vez ou vou num terreiro fazer um passe. É só começar a escrever uma fic que o PC quebra! O HD! Sério, como eu consegui quebrar a peça mais difícil de um PC? Eu tenho 2 por sinal, um deles tem 10 anos, e foi o mais novo que deu defeito . Por causa disso meu photoshop não funfa mais e nem sei s meu TS2 também tá pegando.
NA²: A baranga aparece nesse capítulo, espero... eu ainda não escrevi o capítulo (aparece mesmo). E como o Teddy vai reagir a saraivada de beijos que levou! Vamos adiantar a bagaça pra o Teddy Bear ganhar mais beijoquinhas!
Capítulo 3
"The past is so familiar
But that's why you couldn't stay
Too many ghosts, too many haunted dreams
Beside you were built to find your own way...
But after all these years, I thought we'd still hold on
But when I reach for you and search your eyes
I see you've already gone..."
Blackmore's Night – Now and Then
-Repita para mim, por favor, qual a parte de "não conversar nada que não seja relativo ao trabalho" você não entendeu, Lupin? – Ryuuki perguntou calmo, uma mão segurando Teddy uns 5 centímetros do chão pelo colarinho e outra apontando a varinha para seu pescoço.
-Namitori, eu sinto muito, eu só... por favor... eu estou sem ar – ele resmungou.
O asiático o soltou e voltou a servir o chá. Eles estavam na casa de Namitori para a reunião, Teddy chegou mais cedo (o que lhe rendeu uma bronca absurda com um "melhor adiantado que atrasado" no final). Naturalmente o asiático lhe perguntou onde estava o "inútil do seu parceiro" e antes que pudesse se segurar Lupin detalhou tudo que tinha acontecido.
-Certo, pelo que pude entender sua vida amorosa vai de vento em popa. Mas você não pensa dessa forma. Ao menos você sabe de qual deles você gosta mais? Ou se você quer voltar com sua esposa? Ou se quer passar a vida inteira jogando essas porcarias?
-Achei que você tinha dito que não era para conve... – um feitiço passou de raspão pela sua orelha explodindo algo a suas costas.
-Se eu não resolver esse problema primeiro acredito que o trabalho não irá render nada. Além do mais a reunião está marcada para as três, temos tempo – e entregou uma xícara com chá para o rapaz.
-Eu não sei de quem eu gosto mais. Faz muito tempo que eu não penso em ter um relacionamento – respondeu meio amuado.
-Então você teve um contra tempo na sua vida amorosa e agora vai desistir de tudo? Eu odeio esse tipo de pessoa, me faz perguntar se você vai fazer a mesma coisa durante a missão. Se tropeçar vai sair chorando do castelo e me largar sozinho para completar a missão? – ergueu uma sobrancelha acusadoramente.
-Não! Eu levo minhas responsabilidades muito a sério – replicou indignado.
-Essa é a resposta dos seus problemas, Lupin. Da mesma forma como faz o seu trabalho, você deve diligentemente cuidar de sua vida amorosa. Você tratou como se fosse um jogo, essa sua seduçãozinha barata, agora deve colher as consequências.
-Certo, mas como eu faço pra resolver o problema? Você só me disse o que causou.
-Se eu fosse resolver o seu problema melhor se eu vivesse logo sua vida toda! – e bebeu o chá.
O silêncio perdurou por longos 5 minutos, enquanto bebiam de suas xícaras. Depois de uma intensa troca de olhares, Ryuuki pousou sua xícara e suspirou.
-Sei que vou me arrepender, mas nesse jogo imaginário. Quem são os personagens? Além do menino Malfoy, o menino Potter e o estúpido.
-O irmão e o pai do Albus e... bem... – olhou longamente para o asiático.
-Eu? – Teddy respondeu um 'sim' num fio de voz. – SÉRIO LUPIN? Eu estou aqui de bom grado me esforçando pra te ajudar enquanto VOCÊ FICA TENDO PENSAMENTOS PERVERTIDOS SOBRE MINHA PESSOA? – ele deu um soco, sem mira muito, que acertou em cheio no rosto de Teddy que não conseguiu esquivar.
-Espera, ei! Namitori! – com algum esforço, ainda tonto com o golpe, ele segurou as mãos do outro bruxo e o empurrou no sofá. – Calma! Eu não fiz nada com você. Eu sinto muito. Mesmo. Mas a culpa é sua. Por que usa uma aparência tão... tão... deslumbrante?
Contra todas as expectativas (Teddy esperava uma cabeçada no seu nariz) Ryuuki corou. Ele murmurou um maldito e um "então é assim que você caça" e virou o rosto para mirar o encosto do sofá.
-Eu nasci com essa aparência, não que eu tenha escolhido – sussurrou. Lupin arregalou os olhos.
-Eu não sabia. Quer dizer, é bonito demais para ser natural – ele próprio corou do que disse.
Eles ficaram naquela posição por um tempo. Nenhum dos dois parecia querer se mover por qualquer que fosse o motivo. Quando Teddy fez menção de se afastar Namitori virou o rosto para olhar para ele.
-Então, que tipo de personagem sou eu?
-Tsu... Tsundere – o olhar de Ryuuki era intenso. – É o personagem que...
-Céus, eu sou japonês, eu sei o que é tsundere – suspirou. – Eu tenho outra dúvida – disse enquanto lentamente ergueu o próprio corpo, num movimento súbito ele trocou de posição com o outro metamorfomago. – Por que tantos homens estão se derretendo por você? O que pode ter de tão bom em você?
-/-/-/-
Teddy voltou para casa por volta das 5 da tarde. Nem bem aparatou no hall e esbarrou com James. Estava com a cabeça nas nuvens, mas o rapaz, ao contrário, parecia muito no chão, principalmente pela forma como pisava fundo.
-ÓTIMO, SE VOCÊS VÃO AGIR ASSIM ENTÃO EU LEVO O TEDDY COMIGO! – e antes que pudesse perguntar qualquer coisa o rapaz aparatou.
-James, onde estamos? – perguntou assim que conseguiu.
-No campo de treino do meu time. E... eu não consegui pensar em outro lugar para ir, desculpa – ele parecia mais calmo depois de ter saído de casa.
Teddy se aproximou do rapaz e tocou gentilmente o ombro do outro.
-Aconteceu algo?
-Aconteceu! E vai acontecer mais! Eles são uns estúpidos e são ridículos! – ele esbravejou apontando para qualquer lugar. – Como eles podem aceitar aquilo? Eles não pensam! Nem pararam um minuto para pensar que você ia se machucar! Mas nããããããããão... a mimadinha, ridícula e frívola – parou quando notou Lupin rir. – Teddy?
-Desculpe, é que eu esqueci como os ingleses tem tão pouco costume em xingar. Quer dizer, nos Estados Unidos estaríamos chamando ela de vadia, puta, vaca e outras coisas piores. Está tudo bem, James, eu acredito que possa encarar a Vicky.
-Ela tudo bem! Mas você está pronto para encarar o futuro marido dela? – aquilo caiu como uma bomba. – É ridículo. Eles sabiam que você estaria na festa e deixaram ela trazer o novo noivo dela! Eu não posso permitir uma coisa dessa! Teddy?
O jovem estava calado, ele sentiu os olhos marejarem, mas o que ele poderia ter esperado. Victorie não iria esperar até eles resolverem o assunto para seguir com a vida. Ainda mais quando ele tinha tentado fugir do 'resolver o assunto'. Sentiu uma mão contra suas costas o empurrando e o colocando sentado. Assim que sentou James se afastou, as luzes do campo se acenderam e algo gelado foi colocado em sua mão.
-Desculpe ser só chá, mas não permitem a venda de bebidas alcoólicas aqui. Beba um pouco – e o rapaz secou as lágrimas que ele sequer notara. – Desculpe, eu devia ter pensado numa forma melhor de te contar.
Teddy colocou o chá no banco e segurou o rosto do jovem.
-James, não é sua culpa. Só você ter se preocupado comigo me deixou feliz – e sem pensar puxou o rosto do rapaz para junto do seu e o beijou.
Ele poderia culpar o dia insano que estava tendo. Talvez mais provável fosse culpar a tarde que passara com Namitori, afinal ninguém conseguiria passar tanto tempo no paraíso e sair imune. A quantidade de hormônios agitados em seu corpo equivalia a de um adolescente num show de uma Idol (NA: Idol é um tipo de artista japonês que se dedica totalmente aos fãs. As cantoras ou cantores devem sempre se manter puros e nunca entrar num relacionamento. Normalmente os fãs de Idols são otakus e pervertidos). Quando James o empurrou foi que percebeu o que fizera.
-Desculpa, James! Eu sinto... eu sinto muito. Eu não queria. Eu... eu...
-Tudo bem – não olhava no seu rosto e parecia magoado. – Imagino que foi um choque a notícia. Eu vou na frente, ok? Quando tiver pronto apareça na festa – e aparatou sem mais nenhuma palavra.
Batendo a cabeça contra a parede, furioso, confuso e triste, Teddy resolveu se levantar e ir para a festa.
-/-/-/-/-
Ele aparatou uma rua antes. Estava se preparando psicologicamente para encarar o garoto que se declarou para ele, pro melhor amigo que o agarrou, para o rapaz que fizera uma aposta com seu melhor amigo e o garoto que ele agarrou a força. Isso sem contar sua ex-esposa e o futuro marido novo dela. Ele bateu a cabeça contra a parede furioso. Um dos vizinhos olhou para ele como se fosse um louco e voltou para sua novela, nem sabia ele que a novela da janela estava bem mais emocionante.
Teddy estava pensando em como causar uma impressão terrível na sua ex-esposa e novo marido. Era a coisa mais fácil de se resolver. Como lidar com os garotos viria depois que estivesse muito bêbado e se sentindo satisfeito por ter feito Vicky se sentir mal por ter deixado ele. Depois dessa linha de pensamento ele se sentiu tão infantil que praticamente ouviu a voz de Namitori lhe passando uma bronca.
-NAMITORI! – o vizinho olhou para ele novamente, para desprezá-lo com os olhos por puro prazer, e desmaiou de susto ao notar que o rapaz estava mudando de aparência. Pela próxima semana ele ficaria balbuciando loucuras sobre alienígenas terem errado o 21 de dezembro e ficaria dois anos na terapia.
Caminhou em direção a casa, era muito difícil achar a casa de sua tia Ginny naquele dia. Você poderia pensar que era a casa que piscava com luzes de boate, som alto e grandes decorações em neon que diziam "parabéns pela graduação Albus e Scorpius", mas na verdade a casa de sua tia Ginny era aquela mesmo. Soltando os cabelos (ele não entendia como Namitori mantinha cabelos tão bonitos presos) e verificando se estavam na coloração certa (não pegaria nada bem de Howard o chamasse de Namitori enquanto se exibia) e que tinha outras características que o reconhecesse. Quando abriu a porta um silêncio aterrador se formou. Provavelmente só ele ainda não tinha chegado, provavelmente Vicky e o noivo estavam por lá e provavelmente, só provavelmente, estavam todos loucos pelo próximo capítulo da novela Teddy e Vicky.
O silêncio se quebrou com um Howard (NA: desculpem a linguagem, mas não tem outra forma melhor de expressar) se mijando de tanto rir. Pelo menos ele não o denunciou. Logo depois ele sussurrou algo para Scorpius que também riu. Então Teddy retirou mentalmente o "pelo menos". Os Weasley que faltaram vê-lo mais cedo foram cumprimentar. Ele ouviu tremendos elogios pelo bom gosto de sua aparência. Quando chegou a vez de cumprimentar Victorie ele engoliu em seco. Ele também encontrou com o noivo dela.
Era um cara normal. Ninguém nunca viraria para vê-lo se passasse por ele na rua. Nem ninguém lhe pagaria uma bebida no bar. Céus, você até poderia confundi-lo com qualquer vizinho que um dia você já teve. Ele era o ápice da normalidade e com isso Teddy percebeu que nunca poderia competir com ele. Não importa o quanto ele pudesse mudar sua aparência, Teddy Lupin não era normal.
-Teddy Lupin, muito prazer – ele estendeu a mão. O noivo de Vicky estava levemente babando por ele. Mas quem poderia culpá-lo. Ele ficara da mesma forma a primeira (e todas as outras) vez que viu Ryuuki.
-John Williams (NA: Desculpe meu amado autor das melhores trilhas sonoras do mundo, mas eu não consegui pensar num nome mais comum que o seu). Vi, eu vou conversar um pouco com o seu pai – e com um sorriso ele sumiu na festa.
Eles ficaram em silêncio por um tempo, até que Harry, com Ginny a tiracolo, levou os dois até o escritório.
-Você acha que um dia a gente possa ser assim? Que nem o Tio Harry e a Tia Ginny? – Vicky perguntou numa voz suave. Um leve sotaque francês se fazia presente, o que a deixava muito parecida com a mãe.
-Duvido – ela fechou os olhos numa mistura de cansaço e tristeza. – Eu moro em outro continente, não temos filhos, acho que nunca tivemos nada em comum.
-Você quer dizer que foi um erro? Desde o começo? – Teddy pegou a garrafa de firewhisky e colocou dois copos. Victorie recusou.
-Não disse que foi um erro, eu amava você. Muito, eu teria sido tudo que você desejasse.
-Eu só queria que você fosse você – ela sentou. – Nunca quis nada além disso. Mas estar com você sempre me fazia perguntar quem era você. Eu nunca sabia. Não pela aparência, mas você mudava tanto sua personalidade quanto mudava de cara. Você queria tanto me agradar que se perdeu.
-Você podia ter conversado. Nós podíamos ter resolvido! – grunhiu.
-Eu sei. Não foi só sua culpa. Eu fiquei com medo do futuro. Eu fiquei com medo de chegar um dia em casa e não saber quem era você. Eu sei que devia ter sentado e discutido isso. Mas eu tive medo.
-Você podia ter entrado em contato.
-Eu não sabia como. Quero dizer. Como eu podia te ligar e falar "Hey, Teddy, lembra de mim? Sua mulher? Pois é. Eu fui embora! Se cuida". É meio ilógico.
Teddy riu levemente. Não que tivesse qualquer graça, mas era a famosa situação rir para não chorar. Ele tomou um longo gole.
-Você não vai pedir que voltemos? – Vicky perguntou.
-Não – virou o resto do copo. – Eu entendi que terminou, no instante em que eu vi seu noivo e você. Não vamos dar certo mesmo que tivéssemos uma nova chance. E tem o bebê.
Ela arregalou os olhos.
-Como...?
-Você nunca recusou bebida – ele sorriu. – Acho que de certa forma esses anos que se passaram eu me agarrei numa imagem de casamento ideal que nunca tivemos. Eu te culpei e não quis ver minha própria culpa. Fico feliz que tenha seguido sua vida. Bem mais do que quando eu ouvi que seguiu sua vida – rindo ele encheu o copo.
-Eu não entendo.
-Eu estou dizendo que estou feliz por você. Porque você foi alguém importante pra mim, não vou deixar uma raivinha estragar esse sentimento.
-Não, isso eu entendi. O que não entendo é como você está tão maduro, quando me falaram que você tava agindo mais infantil que meu irmão mais novo – ele praticamente cuspiu a bebida.
-Quem disse isso?
-Albus, James, o amigo do Albus, seu amigo , que é uma gracinha por sinal, Tia Ginny, Lilly... – ele se apoiou nos ombros de sua ex-esposa.
-Ok, pode parar por aí, já entendi, todo mundo tava me chamando de criança – colocou a mão na cabeça. Ela sorriu suavemente e lhe deu um suave beijo na testa.
-Eu fico feliz pelo que me disse, mas ainda tem algo que eu preciso que você faça – e tirou os documentos do divórcio de dentro do casaco.
Ele assinou. Logo depois de assinar (e rubricar aqui, aqui, aqui. Assinatura completa aqui e repita nessa cópia agora) ele percebeu que realmente tinha acabado tudo. Ela lhe sorriu meigamente e saiu. Era visível que ele queria ficar um tempo sozinho.
Depois de beber praticamente a garrafa toda ele sentiu-se bem o suficiente para sair da toca. Verificou-se num espelho conjurado diversas vezes para garantir que não teria marcas de choro e que sua aparência estava impecável. Quando se deu por satisfeito abriu a porta. Considerando a localização do escritório a primeira coisa que viu foi Ginny, Fleur e Vicky conversando animadas na cozinha. Deu um passo na outra direção sem olhar e bateu com alguém.
-Ohohooo, o que temos aqui – ele viu um sorriso estonteante em sua frente. Aquele sorriso não garantiria um prêmio na Witch Weekly, mas sim um Nobel da Paz. – Potter, você nunca me disse que tinha algo que valia a pena na sua família – ele gritou na direção da sala e pôde ouvir um resmungo. O tal homem não soltava sua cintura.
-Draco, esse é o Teddy, filho da sua prima – Harry chegou resmungando.
-O metamorfomago?
-Esse – ele segurou a mão do loiro e separou os dois. – Teddy, faça o favor de voltar ao normal.
-Por quê? Eu adorei ele assim – e sorriu de novo.
-Por isso mesmo! E chega de bebida para você se já chegou ao ponto de avançar em garotos.
-Se você prefere que eu avance em você, Potter, é só falar – e ele inclinou-se para beijar Harry.
-DRACO! Eu não quero você em ninguém!
-Precisamente, eu estou tentando avançar em alguém e não em ninguém!
Teddy não sabia dizer se podia se mexer e sair do meio daqueles dois ou se devia ficar parado até o perigo passar.
-DRACO! Não distorça minhas palavras! Céus, seu filho está aqui. Que belo exemplo.
-POTTER! – imitou o tom de voz. – Meu filho é crescidinho e sabe das coisas, assim como os seus! O jovem metafomago... ME-TA-MOR-FO-MA-GO aqui já é um adulto.
-Eu não vou deixar que você abuse do meu afilhado.
-Não vai ser abuso se ele gostar – e sorriu de uma maneira tão perigosa que seu padrinho bambeou.
-Você está bêbado, Draco! Vá tentar dá em cima do Charlie, vai – ele suspirou.
-Não sabia que você era sádico... – teve uma pausa longa, durante a qual Draco se inclinou contra o ouvido de seu padrinho. Então ele sussurrou "Harry" e se afastou.
Harry Potter corou dos pés a cabeça com a mão sobre a orelha contra a qual Malfoy falara. Ele resmungou alguma coisa inaudível sobre o homem e virou-se para o afilhado.
-Desculpe por isso. Draco fica incontrolável quando bebe – ele suspirou. Não que Teddy achasse seu padrinho controlado depois de beber, mas achou melhor guardar isso para si mesmo.
-Tudo bem, obrigado por me salvar – Harry sorriu aquele bom e velho sorriso do herói salvador da pátria e passou o braço ao redor do ombro do sobrinho. – Então aquele é o pai do Scorpius?
-Eu sei, não tem nada a ver com o anjinho do Scorp, né? – Teddy pensou no quanto ele estava errado. "Mais pra: agora faz todo o sentido".
Harry colocou um copo em sua mão e saiu.
-/-/-/-/-
NA: Tivemos pouco Howard... Mas tivemos muito Namitori! Eu sei, eu sei. Eu adorei os personagens que eu criei, mas não posso largar a fic tão OC assim. Agora que a temporada caça ao beijo acabou vamos voltar para a programação normal onde todos vão ficar se estranhando... menos o Namitori... ele tá nem aí... Início BOMBÁSTICO no próximo capítulo! Eu já queria ter terminado a fanfic. Eu juro que vou adiantar o máximo porque no mês que vem as aulas voltam!
