Capítulo 5 – Pequena Dama

Em uma mansão nos arredores de Paris, uma jovem de longos cabelos loiros platinados e hipnotizantes olhos de cor violeta, andava de um lado para o outro na sala de estar da mansão, devido sua recente descoberta.

- Eu não acredito... Como ele pode... Era pra ser minha festa...

A garota resmungava baixinho sobre a surpresa que seu não tão mais querido pai fizera.

- Querida, o que houve?

Perguntou uma mulher de aparência etérea, ela andava com uma elegância digna somente da mais alta realeza, que mostrava sua presença marcante.

- Ohh! Que susto que você me deu mãe.

- Tudo bem, meu anjo. Agora me diga, por que você está nesse estado? – perguntou a senhora em um tom suave.

Respirando fundo para se acalmar, a jovem respondeu:

- A senhora não imagina o que ele fez! Ele transformou a minha festa de aniversario em um encontro de negócios! NEGÓCIOS! Com aqueles velhos intrometidos.

- Não fale assim.

- Mas é verdade, ele não se importa com a minha felicidade, ele só se importa com os negócios, às vezes eu acho que ele não gosta de mim.

- Amelie Celine Malfoy – disse a mãe de modo reprovador – Você sabe que seu pai te ama, tanto você como seu irmão, por isso nunca repita isso novamente, está claro.

- Oui, maman1. – respondeu sussurrando a jovem. - Désolé, jê crois que j'ai exagéré.2.

- Tudo bem querida.

- Maman?

- Sim.

- Onde ele está?

A senhora calou-se perante essa pergunta, ela sabia que a filha perguntava sobre o irmão.

- Eu não sei querida, mas eu gostaria de saber.

- A senhora acha que ele vem para minha festa.

- Tomara que venha, pois se ele não aparecer, seu pai irá ficar muito furioso. – disse a senhora – Além disso, me precavi, mesmo não querendo, ele vai para aquele castelo.

- Do que a senhora está falando?

- Sabe, o tesouro do quarto dele... – falou sorrindo misteriosamente.

- Sei, sei, odeio aquele quadro, desde que nasci ele nunca ficou muito longe dele, dava mais atenção para ele e eu que sou sua irmã, ele nem se importava.

- Querida você tem que entender...

- Entender nada – interrompeu a jovem – já faz vários anos e ele nunca a esqueceu. Mãe, o que foi que a senhora fez?

- Nada de mais, só pedi para restaurarem o quadro.

- Mas ele não estava...

- Sim estava. Esperei seu Draco viajar e pedi para alguns amigos levarem ele pro castelo e esconderem. Bem já faz uns três meses agora.

- Três meses! E ele nem descobriu ainda, como?

- Pedi ajuda a seu pai nessa hora e ele enviou Draco para resolver alguns problemas.

- Deve ser muitos, para ele não ter voltado ainda.

- Seu pai sabe caprichar quando quer, por isso não sei onde seu irmão está.

- Humm...

- Amelie, por que...

Mas ela não conseguiu terminar à frase devido a um grito de ódio que foi ouvido.

- ONDE ELE ESTÁ!

Mãe e filha se assustaram com o grito repentino, e olharam para porta quando esta se abriu com um estrondo, devido à força que foi aplicada pelo visitante.

O homem que entrou aparentava ter aproximadamente 30 anos, possuía cabelos louros platinados e apresentava um porte aristocrático. Mas eram seus olhos que chamavam mais atenção, eram de um tom tão misterioso, que se assemelhava ao prata.

- Draco, querido, a viagem foi boa. – Disse a senhora.

- NÃO ME VENHA COM A VIAGEM FOI BOA – disse Draco num tom frio – ONDE ESTÁ ELE!

- Eu o mandei para restaurar, junto com alguns quadros da casa.

- VOCÊ O QUE!

- Draco Lucius Malfoy. Pare de gritar comigo, você está assustando sua irmã.

Foi depois desse comentário que ele percebeu a presença da irmã na sala.

- Amelie...

Draco tentou ser aproximar, mas o olhar assustado da irmã o fez recuar. Por isso falou em um tom calmo o iria acalmá-la.

- Désolé, ma petite dame ne voulait pas lui faire peur3.

- Tout à droite, frère4.

- Você me desculpa. Estou nervoso.

- Entendo que está nervoso, mas só vou desculpá-lo se você prometer que vai para minha festa.

- Eu prometo, pequena dama.

Vendo o sorriso que apareceu no rosto de Amelie, ele vira-se para a mãe.

- Sra. Narcisa, quer me fazer o favor de dizer para onde ele foi? – Disse tentando controlar a raiva.

- Ele está no castelo.

- A senhora levou ele para lá?

- Não. Pedi para Severus levar. – disse enquanto alisava a saia de seu vestido.

- Severus?

- Sim, ele.

- Mas ele...

- Ele não fala muito, mas concordou em me ajudar.

- Por quê?

- Ele não disse suas razões.

- Certo. Mas sobre esta restauração, quem está trabalhando nele.

- Humm... Pedi para que Severus conversa-se com o encarregado das restaurações e pedi seu melhor restaurador para trabalhar no quadro de Helena.

- Então ele está em boas mãos.

- Sim, querido. Daqui a dois dias você voltará a vê-lo.

- Espero que ele esteja perfeito. Pois se não estiver, eu arrancarei o coração desse restaurador.

- Draco não exagere.

- Não estou exagerando. Estou falando sério. Se aquele quadro for profanado, eu mesmo irei matar essa pessoa.

- Tudo bem, mas tenho certeza que o quadro voltará a sua antiga glória.

- Veremos – disse Draco se dirigindo à saída – Boa noite mãe, Amelie.

- Boa noite Draco. – Responderam as duas ao mesmo tempo.

Se dirigindo a seus aposentos, Draco Malfoy só pensava em recuperar o quadro de sua noiva falecida.

Mal sabia ele, que no castelo, um jovem rapaz de cabelos negros rebeldes e olhos verdes como esmeraldas, acabava de terminar seu trabalho no quadro. Indo descansar depois de dias trabalhando sem descanso, ele adormece imediatamente, e pela primeira vez em meses não tem pesadelos, ele sonha com um par de olhos prateados.

XxXxXxX

1. Sim, mamãe.

2. Desculpe, acho que exagerei.

3. Desculpe, minha pequena dama, não queria assustá-la.

4. Tudo bem, irmão.