Capítulo 8 – O Salão de Espelhos
"Mágico"
Foi à primeira palavra que veio a mente de Harry quando ele entrou no Salão de Espelhos que tanto Amelie falava.
Entrando e observando o salão ele sentia como se olhasse para um pedaço esquecido da magia, era como ele já estivesse visitado esse lugar em outra vida.
O lugar em si só já era uma obra de arte, os espelhos espalhados nas paredes davam a impressão do salão ser maior do que ela já era. Castiçais com vários tipos de velas enfeitavam as colunas que sustentavam o lugar e no teto lustres de cristal enfeitavam dando ao lugar um ar místico e antigo.
Mas com certeza o que chamava mais atenção era o que dava nome a esse lugar. Os espelhos de vários tipos e tamanhos como diversas formas e desenhos, transformavam o salão num lugar único onde sua mais remota fantasia poderia se tornar realidade.
Harry imaginava várias situações que poderiam acontecer nele, enquanto Amelie contava algumas historia que aconteceram para tornar esse prédio único.
- Harry você está me ouvindo?
- O que? – disse meio confuso.
- Hum... Você escutou alguma coisa que eu disse? – disse Amelie um pouco chateada.
- Desculpe querida, acho que estou tão impressionado com este lugar, que minha parte artista não consegue prestar atenção em outros assuntos.
Corando devido ao jeito que Harry a chamou, Amelie concordou com a lógica da resposta dele.
- Certo, entendo o seu ponto de vista. Mas eu estava dizendo é que eu preciso resolver uma coisinha na festa e preciso te deixar sozinho aqui, você não se incomoda, não é?
- Não, pode ir, você disse que é uma coisinha, não deve demorar muito.
- Não vai, é que vou perguntar aos meus pais quando é o horário dos parabéns.
- Tudo bem, pode ir, vou ficar aqui olhando, não precisa se preocupar.
- Volta já – disse Amelie já correndo para a saída, mas na porta, ela volta-se um pouco e diz – Não se perca viu, não quero dar uma de babá num marmanjo. – disse rindo e saindo.
Harry somente riu devido ai comentário da menina, e continuou sua contemplação no salão.
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O jovem observava o salão com um ar de tédio, não queria está presente, mas sua mãe e pai fizeram o favor de lhe informar que ele era essencial. Dizendo em termos simples, era ele ir ou seria obrigado.
Não era que tinha algo contra festas, mas só se manteve presente por causa de sua irmã caçula, e não queria a fazer sofrer devido sua ausência. Sabia que tinha uma grande lacuna entre ele e Amelie, pois desde que Helena morrerá, ele se tornou apenas um fantasma vagando entre os membros da família.
Às vezes pensará em abandonar tudo e viver sozinho, mas sempre se lembrava dos olhos tristes e cheios de lágrimas de Amelie para mudar de idéia.
Mas algo que sua mãe lhe contara o deixou apreensivo, se de fato o restaurador do quadro tinha deixado Amelie observá-lo, ela seria capaz de estragá-lo por vingança, pois desde que nascera, ela tinha entendido que ele se preocupava mais com o quadro do que a família.
Teve um episódio, quando Amelie tinha por volta de sete anos, ela estava tão furiosa por ter esquecido de um passeio que o procurou no quarto, mas ele não se encontrava, percebendo que a porta ficara aberta, coisa que raramente acontecia, entrou no recinto e olhou para o causador de seu irmão não gostar dela.
Resumindo, quando Draco retornará a seu quarto presenciou uma cena que fez ver vermelho. Sua irmã. Sua pequenina irmã estava tentando botar fogo no quadro dela... De sua amada.
Na hora não percebera o que fizera. Só reparou quando escutou um soluço estrangulado no canto do quarto. Amelie olhava para ele com medo, pois em seu estado de fúria tinha dado um tapa em pequeno rosto, que mostrava uma coloração avermelhada.
Quando tentou se aproximar para se desculpar, virá terror puro no rosto da pequena dama. E desde aquele dia, Draco tentava ao máximo de desculpar, mas sempre em algumas ocasiões a dor de perder seu bel ange, son amour1, que esquecia que sua família existia e se entregava a dor.
Mas somente os membros mais próximos sabiam desse estado em Draco ficava, pois ele tinha plena consciência que não era digno se comportar dessa forma.
- DRACO!
O "rapaz" levara um susto quando sua pequena dama gritara seu nome para chamar sua atenção.
- Amelie, você tem que se comportar, isso não é uma atitude de uma Malfoy – disso de modo frio, típico de sua personalidade.
- Draco, você é meu irmão e eu te amo, mas se dizer isso de novo não digo onde está quem restaurou seu precioso quadro.
Quando ouviu essa resposta, ele estreitou os olhos para sua irmã que o olhava de modo provocador.
- Então, minha pequena dama, onde está essa pessoa? – falou de modo amargo, pensando que seu preciso tesouro longe de si.
- Eu o deixei no jardim enquanto vinha perguntar uma coisa.
- O que seria exatamente?
- Terá parabéns?
- O que?
- Sabe cantar em volta de um bolo e eu assoprar uma velas encima do mesmo.
- Você sabe que não.
- Por quê? – disse a garota com ar chateado.
- Por que hoje é o baile de apresentação e sua festa oficial é para ser feita no lugar em que nasceu para prolongar a proteção e respeitar a tradição da família.
- Certo... O Ritual...
- Esse mesmo.
- Então posso voltar despreocupada para meu novo amigo, já que as formalidade de hoje já foram cumpridas.
- Esse seu amigo não a pessoa que estou procurando não é?
Dando um sorriso zombeteiro quando ela congelou, Draco continuou:
- Acho que vou acompanhá-la. Quero conhecer esse sua amigo.
- Não precisa. Ele não é tão interessante assim.
- Não... Pois parece que é. Nossa mãe fez questão de me dizer todas a coisas que disse a respeito dessa pessoa – disse exagerando um pouco na historia, pois Narcisa não lhe contara aquilo.
- Está bem. Vamos. – disso chateada.
- Para onde exatamente?
- Para o Salão de Espelhos.
Na hora que ouviu o nome do lugar Draco congelara. Pois esse lugar trazia sensações ruins para ele. E de vez em quando algo extremamente sério acontecia. Foi naquele lugar que aquele monstro, pois os olhos em seu bel ange, pela primeira vez.
- Por que está com essa cara? – disse quando entraram no salão para procurar Harry.
Draco não respondeu. Só tinha a impressão que algo grande iria acontecer e que não seria muito bom.
- Que estranho? Ele deveria estar aqui.
- Que exatamente?
- Harry.
- Harry?
- Sim. Harry Potter. O restaurador. Aquele que trabalho naquele seu quadro maldito, que eu odeio admitir que está perfeito, parece que foi pintado ontem.
- Então a senhorita estava pensando em estragá-lo? – disse erguendo uma das sombracelhas.
- Bem... Pensei. Mas quando conheci o Harry, mudei de idéia. Parece loucura o que vou dizer, mas quando ele ficou por perto eu não tinha mais ódio de Helena. Ele apresenta uma energia que acalma, é como soubesse que precisava daquilo.
- Igual à Helena... – disse Draco sussurrando.
- O que? Ela fazia isso também?
- Sim. Você ouvia as historias que antes de nascer eu contra... Você sabe...
- Sim.
- Pois Helena, me fez perceber que eles não eram inimigos, só eram indivíduos.
- Entendo... Ela era?
- Sim. Mas não sabia disso. Iria contar para ela depois que nos casasse. Helena sabia da nossa condições, pois falei para ela. Mas não sabia da própria.
- Então pelo que eu disse, você acha que meu novo amigo poderá ser como ela?
- Possivelmente.
- O que acontecerá com ele, se for?
- Teremos que protegê-lo.
- Humm – murmurou a jovem pensativa.
Enquanto andavam pelo salão a procura do jovem amigo de sua irmão, que fez a questão de relatar que ele era humano e que não sabia do segredo, entraram na parte principal do prédio.
Foi quando Draco viu uma jovem próximo a uma estatua, ele estava de costas e parecia observa a escultura como se fosse uma jóia rara.
- Harry?
- Sim.
Quando ouviu a voz do mesmo algo o fez estremecer, era como já o conhecesse.
- Quero lhe apresentar meu irmão. – disse Amelie entusiasmada.
- Tudo bem – disse o rapaz se virando.
Como estava longe a princípio e a luz do ambiente estava fraca Draco não conseguiu visualizar o perfil do jovem, sim jovem pelo que pode perceber, parecia ter mais ou menos 20 ou 21 anos.
Mas foi quando o mesmo ficou a sua frente, pela primeira vez em anos viu olhos parecidos com de sua amada, que no rapaz o olhavam com curiosidade, mas quando bateu sua visão em todo seu rosto, assustara-se porque ele tinha a marca do raio, o mesmo que Helena possuía.
Draco observou quando o garoto corou ao observá-lo e depois disso o cumprimentou.
- Olá, eu sou Harry. Harry Potter.
- Prazer – disse segurando a mão de Harry em cumprimento – Meu nome é Draco Malfoy.
- Sim, sei quem você é, Amelie fez uma lista sobre sua pessoa.
- É mesmo? – disse olhando para a irmão que olhava a parede como se fosse a coisa mais bela do mundo.
Rindo Harry respondeu.
- Com certeza, mas ele falou muito bem.
- Sei.
Quando ia continuar a conversa, o celular de Draco tocara.
- Com licença. – disse indo atender. – Sim. Certo. Já mandarei. Sim. Ela está bem. Certo. Até logo.
- Amelie.
- Sim Draco.
- Mamãe que falar com você agora.
- Mas...
- Ela disse agora.
- Certo. Harry acho que não vou voltar, então estou me despedindo.
- Tudo bem. Até.
- Até. Nos vemos amanhã. Tchau.
- Tchau. – acenou para a jovem amiga que ira embora.
- Então você é restaurador?
Levando um susto com a pergunta repentina, Harry meio sem jeito respondeu.
- Sim.
- Então poderia me mostrar o quadro de Helena.
Levantando os olhos para encarar o irmão de sua amiga, Harry disse:
- Tudo bem, mas se não se importa, gostaria de olhar mais um pouco esse salão.
- Não será um problema. – disse Draco de modo arrastado.
Enquanto observava Harry se afastar, Draco o estudava. Ele era um pouco mais baixo que ele e usava uns óculos de aro redondo em seu rosto que cobria seus olhos verdes, possuía uma cicatriz em forma de raio e não uma marca como pensara na primeira vez e o que parecia ele o deixava bastante desconfortável.
Harry se afastou do homem um pouco para ver se seu coração voltava ao normal. Quando Amelie o chamara para conhecer seu irmão, ele não pensava que encontraria o homem mais bonito que tinha visto. Mas não fora pela aparência que chamara sua atenção fora a sensação se segurança que ele transmitia. Harry só se sentira assim com seus pais. Pois quando eles morreram Harry tinha cinco anos e só lembrava-se da alegria e a sensação de segurança e paz que seus pais mostravam. Nem mesmo Marissa tinha dado essa impressão. Não se lembrava do acidente que os matou, pois era muito pequeno, mas tinha medo de lembrar quando pequeno. Pois parecia que fora um monstro que arrancara seus pais dele.
Enquanto se afastava, decidiu esquecer seu acompanhante por um minuto e terminar de observar a estatua que estava contemplando.
Era a estatua de um anjo, mas ele tinha olhos tristes e em seu rosto descia uma única lágrima. Harry tinha ficado hipnotizado pela imagem e não reparara a presença de Draco a seu lado.
- É uma estatua de homenagem aos inocentes que nos foram tirados de forma violenta.
Olhando para Draco, concordou balançando a cabeça. Mas um movimento atrás dele o chamou atenção. Parecia que alguém o estava observando das sombras. De repente, sentiu uma náusea tão grande que não conseguiu se apóias em suas pernas e se não fosse por Draco, teria caído no chão.
- Você está bem?
- Não sei, pensei que tinha alguém nos observando.
- Tem certeza?
Harry estranhou o tom frio usado para a pergunta. Mas concordou com a cabeça.
- Fique aqui. Eu vou ver tem alguém mais entrou.
Dizendo isso Drac
o foi para o outra lado do salão. Mas quando um frio deslizou por sua espinha olhou de volta para o rapaz que esperara na frente de um dos espelhos.
Foi quando virou para chamá-lo para ir embora, parou em choque.
Onde Harry se encontrava, seu reflexo no espelho mostrava a silhueta de uma jovem vestida com vestido de festa. Os dois usavam as mesmas cores, os mesmos tons, pareciam ser a mesma pessoa.
Mas foi quando a imagem da garota desvaneceu, foi com terror estremo que viu uma par de braços saírem do espelho e olhos vermelhos sorrindo de maneira diabólica, agarrar o jovem que se assustara e tentava se libertar, o levar para dentro do espelho.
Eram os olhos do monstro que matara sua Helena.
Draco sabia onde ele o levara.
E dessa vez não deixaria nenhum inocente a mais morrer pelas as mão daquele monstro.
Pensou saindo para salvar o jovem com olhos cor de esmeralda.
1. belo anjo, seu amor
N.A: Desculpe a demora para atualizar, pois o estabilizador do meu computador queimou e tive que comprar um novo.
Espero que estejam gostando.
