Capítulo 13 – Esclarecendo Certos Assuntos – Parte 2
Draco olhava para o rapaz na frente dele com verdadeira descrença. Ele não acreditava que Potter a essa altura do campeonato fosse virgem. Praticamente a maioria dos homens acima de 21 anos nesse século evitava esse status.
Do outro lado, Harry olhava para Draco mortificado, como o outro falava aquele assunto como se fosse um crime.
- Você não precisa falar desse jeito.
Recuperando a compostura, Malfoy olhou para o outro e pensou o que fazer com essa nova informação. Se ele era mesmo virgem, a situação se complicava.
- Tem certeza que é virgem?
- É claro que tenho. Uma pessoa sabe desse tipo de assunto, não acha.
- Mas como? Praticamente...
- Eu sei... Mas é que eu nunca encontrei a pessoa certa para... Você sabe...
- Então você é inocente dentro do assunto?
Harry observava o outro descrente pelo seu ultimo comentário. E respondeu ultrajado.
- Cara... Eu posso ser virgem. Mas não sou um completo ignorante quando o assunto é sexo.
- Desculpe, não foi minha melhor colocação do assunto.
- Tudo bem – disse o rapaz relaxando.
- Você sabe que sua situação agora piora, não é?
- Como?
- Você tem conhecimento da história de sua família?
- Por que você está perg... – Harry começou a perguntando, quando percebeu a insinuação do outro – Você não está dizendo que... Eu não posso ser.
- Bem, é possível. Você tem premonições, acalma as pessoas pelo que Amelie me disse e você é... – falou desconfortável – E se você tiver algum parente parte lobo ou vampiro, torna você nessa situação um oráculo.
- Mas eu acho que não tenho parentes assim. Meus tios eram estranhos, mas nunca fizeram algo mais estranho do que são acostumados. Meu primo parece um porco, mas isso não conta.
- Certo. Mas esses seus tios são parentes de que parte?
- Da minha mãe. Da família do meu pai não sei muita coisa.
- Então deve ser da família de seu pai alguma das descendências.
- Malfoy, se o que você diz e acha é verdade, então...
- Você é um oráculo com algumas habilidades necromancistas, que diz que tem parte de sangue mágico.
Harry não acreditava no que estava acontecendo. A situação toda estava fazendo sua vida virar ao avesso.
Enquanto esperava o outro se acalmar, Draco percebeu que a situação estava ao contrário, Harry estava entrando em pânico.
- Fique calmo.
- Calmo? Você sabe o que acabou de falar? Se eu sou um oráculo, eu fui o culpado pela morte dos meus pais! Voldemort estava atrás de mim! – gritou Harry, se levantando da poltrona.
Quando o moreno terminou sua explosão e sentou na poltrona derrotado, que Draco percebeu a gravidade da situação. Se o jovem na frente dele for mesmo um oráculo, Voldemort estava com a pessoa que queria e não sabia.
- Harry, Voldemort sabe que você...?
- Não. Se nem eu sabia. Eu não acredito que matei meus pais. – decretou de forma desolada.
- Nunca diga isso – argumentou Draco de maneira firme, sabendo que o moreno agora se culpava por algo que ele não sabia – Voldemort é o culpado de toda essa desgraça.
- Mas...
- Não diga nada, você não é culpado, seus pais morreram tentando protegê-lo, aquele que eles mais amavam. Então não se sinta assim.
- Está bem.
- Bom. Você quer continuar ou quer pensar sobre a nossa conversa.
- Acho que vou pensar, mas antes vou saber o que Amelie quer falar comigo.
- Certo. Até logo – disse ao ver o moreno sair do escritório.
No momento em que a porta bateu informando que o outro ocupante tinha ido embora. Draco deixou transparecer em sua face o tormento que essa conversa trouxe. Ele não acreditava que Voldemort tinha matado sua Helena por causa de uma lenda.
O tormento se transformou em raiva.
Ele faria aquele monstro pagar, custe o que custar.
Também tinha a situação do garoto, que era gravíssima.
Se Voldemort tivesse ideia que o que ele queria estava na frente dele, a coisa toda iria desencadear eventos de grandes proporções. Por isso, decidiu ir conversar com seu pai e Severus, para saber como devia agir.
Então se levantou e seguiu atrás de seu objetivo.
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Harry estava tão confuso com sua atual situação. Ele pensava no que ele tinha se metido. Essa confusão toda começo quando tinha se mudado para trabalhar no castelo.
Mas agora compreendia certas coisas a respeito da morte de seus pais, James e Lilian.
Então ele dirigiu-se ao quarto de Amelie para saber o que ela queria falar com ele.
Bateu na porta e esperou a mesma ser aberta. Mas não esperava ser puxado para dentro com tanta rapidez que acabou o fazendo tropeçar.
- Amelie! Cuidado! Só por que você é uma vampira, não precisa mostrar suas habilidades.
- O que? – Perguntou a garota chocada – Vampira? Harry, de onde você tirou essa história.
- Seu irmão.
- Draco?
- Sim. Você não tem outro irmão, não é?
- Claro que não.
- Então por que perguntou? – disse provocando.
- Eu...
- Não precisa dizer nada. Seu irmão falou de algumas coisa enquanto conversamos e não me incomodo se você é uma "sanguessuga" – disse zoando para fazer a garota reagir.
- SANGUESSUGA! – apontou ultrajada – Como você ousa dizer uma coisa dessas. Eu pensei que você era meu amigo. Nunca pensei... – parou de repente quando viu que o outro prendia uma risada e depois percebeu a intenção – Você está me provocando, não é?
Harry acenou com a cabeça confirmando, pois ele sabia que se abrisse a boca ia começar a rir.
- Isso não teve graça – falou chateada.
- Desculpa, eu não aguentei – disse Harry se acalmando – mas você deveria ter visto a sua cara.
- Tá certo, você está perdoado.
- Sei – Olhando o quarto – Então essa é a floresta mágica.
- É um bosque encantado... Droga Harry, pare com isso.
- Você cai muito rápido em uma provocação. O conselho vampiro vai sofrer ou se divertir muito com essa situação.
- Claro que não, o cons... – olhando espantada o moreno – Draco contou tudo mesmo?
- Humm... Humm...
- Nossa...
- Eu sei... Então porque estava tão afoita para falar comigo Milady.
- Hã... Isso... É que você demorou muito e logo iria amanhecer e...
- Irá dormir – terminou simpático.
- Mais ou menos, não podemos controlar o sono, é muito forte, não importa onde estamos. Se amanhecer caímos no sono imediatamente.
- Como assim?
- Draco não contou.
- O que? Ele só falou algumas coisas, mas não terminamos de conversar. Ele pediu para pensar sobre um assunto importante.
- Que assunto?
- Calma... Eu vou falar... Agora me explique essa história de mais ou menos.
- Não sei direito. Acho que nem Draco sabe muito. Mas tem haver sobre sair a luz do sol. Parece que é uma maldição que nos foi imposta há muito tempo. Só sei que se sairmos à luz do sol, nossa pele começa a queimar. Não nos mata, como nos filmes, mas machuca muito.
- Vou perguntar depois para seu irmão.
- Então... O Que Draco queria?
- Bem... Ele quer que eu more com vocês?
- Não! Sério! Isso seria demais! – Amelie exclamou eufórica.
- Espere um pouco pequena. Ainda não aceitei.
- Por quê?
- É complicado.
- Mas você vai pensar no assunto, não é?
- Vou. Prometo – disse dando esperanças para a garota – Agora, o que você queria falar comigo?
- Eu queria pedir só uma coisinha – falou e mostrando com as mãos que era pequeno.
- E o que é?
- Só um beijinho.
- Hã...
- Um beijo.
- Deixa ver direito se eu entendi. Você quer me beijar.
- Sim. Mas não um beijo na bochecha. Mas um na boca.
- Você está brincando?
- Não.
- Amelie, eu gosto de você como amigo, não do jeito que está pensando.
- Mas por que não? Você não me acha bonita?
- Acho.
- Então o que? – disse se aproximando de Harry e perseguindo pelo quarto – Se você me acha bonita e gosta de mim, por que não me dá uma chance? Pois eu gosto muito de você.
- Por que... – falou Harry, fugindo da garota. – Por que você é do gênero errado.
Amelie parou na mesma hora de perseguir Harry, quando a verdade através daquela frase penetrou seus pensamentos.
- Harry, você está dizendo que... Isso é verdade?
- Sim.
- Droga... Mas que... Eu não acredito... – disse apontando para o moreno – A culpa é sua!
- O que foi que eu fiz? – perguntou Harry não entendendo a reação de Amelie.
- Por que Harry, Por quê?
- Amelie, eu não estou entendendo nada.
- Por que você gosta de homens?
- Bem, nenhuma garota chamou minha atenção, se é que me entende. Não é nada com você. É que nasci assim. E Amelie... Acho você linda e gosto muito de você, mas como amiga.
- Que desperdício... Tem certeza que...
- Sim. Tenho.
- Mas que droga.
- Desculpe.
- Tudo bem.
- Você muda de opinião muito rápido.
- Sou contraditória. Me processe.
Rindo, Harry observou Amelie com simpatia.
- Então, meu caro amigo, você tem namorado?
- Amelie, você não tem jeito mesmo.
- Eu sei. Mas você não respondeu minha pergunta.
- Não.
- Tem alguém que você goste?
- Eu... – Harry estava começando a responder a pergunta quando ouviu uma batida na porta do quarto de Amelie.
- Entre – gritou a garota.
- Amelie, você viu a mamãe? – Perguntou Draco para a irmã e depois olhou para Harry.
- Sim. Ela veio a alguns minutos e depois disse que papai e tio Severus querem falar com você.
- Certo. Obrigado. Até mais tarde. - Acenando para Harry com a cabeça se despediu.
Quando Draco foi embora, a garota voltou-se para falar com Harry e notou que ele estava vermelho e olhava na direção da porta.
- Você gosta do Draco!
- É claro que não - tentou desconversar.
- Está mentindo.
- Sou tão obvio assim.
- Humm... Humm...
- Droga.
A garota ficou rindo da reação do amigo. Ela não acreditava que a primeira pessoa que ela gostara de verdade era gay e alem disso estava gostando de seu irmão.
Foi quando uma ideia apareceu em sua mente. Era uma ideia bem maluca em sua opinião, mas se desse certo, todos os envolvidos ficariam felizes.
Ela faria Draco e Harry ficarem juntos.
Como Harry já gostava de seu irmão, já era um passo dado. O complicado seria convencer Draco a ceder sem saber.
Amelie sabia que o irmão precisava ser feliz e aprender a sorrir mais, e com Harry ele agia diferente.
- Por que está sorrindo desse jeito?
- Hã... Por nada, lembrei de algo engraçado.
- Claro.
- Harry, você disse que Draco convidou para morar com a gente?
- Sim.
- Por que não aceita?
- Eu não sei.
O moreno observou Amelie bocejar e decidiu deixá-la dormir.
- Amelie, vou deixar você descansar, depois a gente conversa, certo?
- Certo. Até depois Harry.
- Bons sonhos, pequena dama – falou antes de sair do quarto da garota e ir para o seu.
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- Senhor, o rato que mandou para o castelo dos Malfoys voltou com uma informação importante.
- Tomara que seja mesmo.
- Meu Lord – disse um homem de baixa estatura e corpo arredondado.
A atitude desse homem exalava medo. Ele era um verdadeiro covarde.
- Rabicho, me disseram que você tem uma informação muito importante.
- Realmente é, meu Lord.
- Eu decido se é boa ou não.
- Sim senhor.
- Então me diga que informação é essa?
- No castelo está o boato que a Sugadora de Almas perdeu sua habilidades.
- Do que você está falando rato?! – exclamou furioso – Aquela árvore nunca perderia suas propriedades malignas.
- Foi o que pensei senhor, mas vi um dos guardas carregando um galho cheio de flores.
- E ainda pergunto, é importante por quê?
- As flores eram lírios.
- Por que eu gostaria de saber que as flores são lírios...
Foi quando um pensamento passou pela cabeça do Lord, que fez o mesmo dar um sorriso diabólico.
- Pode sair Rabicho.
- Sim, meu Lord.
Na que o servo saiu. Voldemort começou a pensar num plano para conseguir o que queria. Pois agora ele tinha certeza, achara o que estivera procurando depois de tantos anos.
- Meu pequeno Harry, você irá me ajudar muito em breve.
