Capítulo 15 – Descobrindo a Verdade
O coração de Harry estava batendo tão forte que ele sentiu que estava indo pular para fora de seu peito.
Tum-tum, tum-tum.
A sensação dos lábios do loiro sobre os dele foi diferente de tudo o que tinha experimentado em sua vida. Draco deslizava a ponta da língua pelos lábios de Harry e o moreno ficou sem fôlego em sua boca. Malfoy aproveitando, afundou a língua na boca dele. Seus lábios eram flexíveis e exigentes; suas línguas provando e brincando uma com a outra. Uma multidão de sensações e sabores estalou sobre a língua de Draco quando Harry o provou.
Movendo uma mão para baixo pelo corpo do outro para encontrar a barra da camisa, ele há puxou um pouco para cima, para ter contato com a pele do garoto. Já as mãos deste queimavam-lhe a pele, quando as sentia passar por seus ombros e costas, mesmo por cima da camisa que usava.
Draco afastou-se e olhou os olhos meio fechados, surpreso pelo desejo ardente que podia ver na profundidade daqueles olhos de cor de esmeralda.
Draco então se aprofundou novamente na boca de Harry, empurrando a sua língua contra os dentes do moreno, querendo que ele a abrisse. O loiro passou a língua, e lambeu o céu da boca de Harry, começando a provocá-lo com sua língua.
Harry gemeu, aproximando e envolvendo seus braços para cima e em volta do pescoço de Draco enquanto sua mente girava e rodava ante o sabor delicioso do homem segurando-o em seus braços.
Depois de alguns minutos, Draco libertou-se de Harry para encontrar seus olhos, e o mesmo sorriu. O mais belo sorriso que alguma vez alguém tinha lhe dado. Então o loiro segurou o rosto de Harry e o olhou como se fosse uma preciosidade.
Já Harry observava o rosto de Malfoy com bastante atenção. Ele não acreditava que este belo homem o tinha beijado. E que beijo.
Mas tinha algo estranho na atitude dele.
- Eu não acredito... É você... – sussurrou baixo Draco – Está aqui... Comigo...
Se afastando de Malfoy e estranhando as palavras ditas por ele, Harry manteve uma distância segura.
- Do que você está falando?
- Helena...
- O que tem ela?
- A essência dela está em você. Por isso são tão parecidos. Você é reencarnação dela, da minha Helena.
- Você está louco. Isso não é verdade – mas essa afirmação de Harry não soou muito convincente, nem para ele.
- Até você acha que essa possibilidade existe – o loiro falou tentando se aproximar, mas parando quando o outro se afastou.
Harry pensara nessa possibilidade. Mas que era uma loucura. Contudo, como os recentes acontecimentos, ele começou a rever este conceito.
- Draco, você me beijou por que parte de Helena está em mim ou por que gosta de mim?
Draco ficou calado, pois de um lado sentia que tinha sua Helena de volta, mas por outro, ele percebera que tinha gostado de beijar Harry, que fora algo único.
Esse beijo foi tão explosivo, que todos os seus poros ficaram em ebulição. Nem com Helena, ele sentira-se assim.
Mas demorando em dar uma resposta, fez Harry pensar que ele o beijou por causa de Helena.
Quando percebeu o rosto do outro ficar triste, tentou se aproximar.
- Harry... – mas foi interrompido pelo moreno.
- Eu não sou Helena. Eu até posso ser sua reencarnação, sei lá, mas não quer dizer que somos a mesma pessoa.
- Eu sei... - tentou falar, sendo interrompido de novo.
- Não... Não sabe. – Harry disse de modo triste – Antes de me beijar, você me olhou como fosse algo que recuperou.
Dando alguns passos para se afastar de Draco e dando um grande suspiro tentando se acalmar.
- Harry... Sei que você não é Helena. Na hora que o beijei, pensei que estaria beijando-a de novo, mas confesso que foi totalmente diferente. Foi tão explosivo, tão passional. Nunca tive essa sensação com Helena.
Ouvindo Malfoy confessar, que beijá-lo o trouxe tantas sensações diferentes e que nem sua amada Helena conseguiu fazer, o trouxe um pouco de esperança sobre os sentimentos de Draco.
- Certo. Se o que está dizendo for verdade...
- Mas é verdade, por isso, peço que dê uma chance a nos, por favor, juro que não o farei sofrer.
- Não sei... – mas olhando a expressão do loiro, Harry decidiu dar uma chance, mesmo que se depois o outro o abandona-se e ele fosse sofrer – Mas, se você não me comparar com Helena, acho que poso dar uma chance para você – pronunciou dando um sorriso.
Aliviado com a resposta de Harry, Draco fez a única coisa que queria fazer desde que desgrudou seus lábios dos lábios de Harry.
O beijou novamente.
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- Estamos entendidos, Amelie?
- Sim, papai.
- Então já pode ir.
- Certo – falou, fazendo uma pequena reverencia e despedindo-se.
Já estava saindo, quando Narcisa Malfoy a chamou.
- Amelie?
- Sim, mamãe.
- Poderia chamar seu irmão e o senhor Potter, para comparecerem ao jantar?
- Certamente.
- Então vá querida.
- Sim, senhora.
Quando se aproximou do quarto de Harry, a menina percebeu que a porta estava meio aberta e escutou a voz do irmão dentro do quarto.
- Eu não acredito que ele ainda está falando com o Harry.
Porém, se assustou quando escutou um barulho alto, parecia que algo tinha chocado a parede.
Pensando que Draco estava machucando Harry, entrou no quarto apressada. Mas a cena que viu a deixou sem fôlego.
Draco e Harry estavam no maior amasso. O loiro tinha prensado o moreno na parede, por isso o barulho, e atacava sua boca com fome.
Amelie não sabia o que fazer, por isso ficou olhando a cena com certa curiosidade. Mas quando o moreno soltou um longo gemido, não aguentou e comentou.
- Minha nossa – disse assustando o casal – isso foi tão excitante – falou abanando o rosto.
- Amelie! O que está fazendo aqui? – o loiro pronunciou, tentando recuperar a compostura.
- Eu vim falar com Harry e chamá-lo para jantar – encarando o irmão e depois o moreno, disse de forma tranquila.
- Tudo bem, pode ir, eu acompanho o Potter até a sala de jantar.
Olhando para o casal de forma desconfiada, a garota concordou. Mas antes de sair, provocou Harry.
- Puxa! Você fica vermelho com muita facilidade.
- O que? – falou o moreno de olhos verdes, ainda meio aéreo por causa do beijo e do flagra que Amelie tinha dado.
- Draco, cuide dele. Acho que você o desnorteou. – disse rindo.
Tendo um pouco de pena do moreno, o loiro arrastou a irmã para fora do quarto e pediu que ela avisar-se para os pais que já estavam indo.
- Potter, não ligue para a maioria das coisas que ela fala.
- Certo – disse um pouco mais calmo – Mas... – apontou para o loiro que tentava se aproximar – Vamos com calma. OK?
Concordando com a cabeça, se aproximou e puxou para um abraço, Draco sorriu feliz sobre os novos acontecimentos de sua vida.
- Vamos jantar.
- Mas vocês...
- Depois explico melhor, vamos – comentou, puxando o outro de forma calma para fora do quarto.
Mas antes de se dirigirem para a sala de jantar, parou Harry no meio do caminho e refez sua promessa.
- Vou fazer você feliz, essa é uma promessa que pretendo cumprir. E nunca vou fazê-lo sofrer.
Dando um doce sorriso, Harry só confirmou com a cabeça e deu um breve beijo nos lábios de Draco.
Com essa resposta, o loiro segurou a mão do outro e juntos foram para a sala de jantar.
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Algumas semana depois...
- Eu não acredito que Draco era um meloso apaixonado.
- Você está exagerando.
- Exagerando? – decretou descrente a menina – Não estou, mas... Por que estou tentando me explicar para você! Você é pior do que ele e fica suspirando nos corredores e em qualquer canto do castelo.
- Fico? – disse de forma casual, por que desde que começou a morar com os Malfoys, tinha acabado se acostumando aos comentários de Amelie.
- Sim – respondeu de forma petulante, mas com um grande sorriso no rosto, pois desde que Harry e Draco ficaram juntos, ela nunca tinha visto seu irmão tão feliz. A única coisa que a incomodou foi não poder por seus planos de juntá-los em ação.
- Amelie?
- O que?
- Por que você está me perturbando mesmo? – falou sem mesmo olhar para a garota.
- Quero passar algum tempo com você. Desde que você e meu irmão viraram um casal, quase não se separam. E como Draco teve que viajar para resolver alguns assuntos, posso ficar mais tempo com você.
Sorrindo com a resposta, Harry parou o que estava fazendo e olhou de maneira simpática para a menina.
- Então você está carente?
- Não exatamente. Só entediada.
- Claro – falou olhando para seu trabalho, o que fez atiçar a curiosidade da jovem Malfoy.
- O que está fazendo? – perguntou se aproximando e olhando para um quadro que Harry estava trabalhando.
- Pintando.
- Isso eu sei.
- Então por que perguntou? – zombou.
Tentando não cair no jogo dele, a menina respondeu.
- Quero saber exatamente o que é?
- Não sei. Vim sonhando com esse lugar há alguns dias.
- É bonito. Pelo que você pintou, parece ser...
- Sim?
- Eu não sei, mas me parece familiar, não lembro exatamente o que.
- Bem, já é um começo, quando se lembrar me avise, mas... – começando a arrumar suas coisas.
- Vai sair?
- Sim, vou comprar alguns pinceis e tintas novos, para terminar esse quadro.
- Posso ir junto?
- Claro, assim tenho uma grande companhia e você não fica carente.
- Ei! – gritou indignada.
- Certo, acalme-se, vá pegar suas coisas, que vou avisar que vamos sair.
Com a resposta de Harry, Amelie girou e saiu correndo para dar retoques na maquiagem e pegar sua bolsa.
Já Harry, foi atrás de alguns dos homens que cuidavam de sua segurança, como Draco fez questão de salientar.
Mas quando entrou na sala em que geralmente eles ficavam descansando, acabou levando um susto quando alguém segurou seu braço.
Virando-se para ver quem o tinha assustado, acabou encontrando Draco.
- Você me assustou.
Dando um abraço no loiro, Harry teve uma sensação estranha, e no momento que ia perguntar o que estava havendo, Amelie entrou na sala.
- Harry? Vamos... – mas parando de falar, estranhando a presença do irmão – Draco, você voltou cedo.
- Amelie... – interrompeu Harry – vá para a entrada, que só vou avisar ao senhor Malfoy aqui aonde vamos.
- Certo.
Dirigindo-se para a entrada do castelo, pois desde que aqueles dois começaram a namorar e seus pais concordaram, foram morar no castelo por tempo indefinido.
Mas ao se aproximar da porta principal, acabou esbarrando em alguém.
- Olhe por onde anda... Draco?
- O que foi Amelie? – perguntou curioso.
- O que está fazendo aqui? – perguntou com certo receio.
- Resolvi os problemas mais rápidos, para voltar mais cedo. Por quê?
- Mas você não estava com Harry?
- Amelie, do que você está falando, eu acabei de entrar.
- Mas se você está aqui comigo, quem é que está com o Harry, pois eu juro que era você.
Quando escutou o que a irmã acabara de falar, Malfoy saiu correndo atrás de Potter. Mas antes escutou a irmã gritar algo sobre a sala de segurança.
Foi quando escutou o som de janelas sendo quebradas e entrando apressado na sala, encontrou Voldemort segurando um Harry Potter desacordado.
Então Voldemort deu um sorriso sarcástico, antes de sumir com Harry.
Draco tentou alcançá-los e tirar Harry dos braços daquele monstro. Mas eles tinham sumido.
Nesse momento foi escutado em todo o castelo um grito assustador, que abalou e assustou alguns residentes do castelo.
Um grito de dor e raiva.
