Capítulo 2 – Lembrando do Passado

- Draquinho!

Quando ouvi essa voz gritar meu nome. Juro que alguém lá em cima não gostava muito de mim.

Por que eu não arranjei uma amiga menos escandalosa.

Pansy é uma grande amigam, mas eu não suportava quando ela me chamava assim. Mas como eu sou um legítimo Malfoy, agi como isso não tivesse me perturbado.

- O que você que Parkinson? – falei indiferente.

- Não precisa ser chato Draco, eu não fiz nada com você – reclamou.

Isso é o que ela pensava.

- Então, o que você quer Pansy? – enfatizei seu nome para ela parar de reclamar.

- Você sabe quem é o novo professor de feitiços?

Essa era a pergunta que todos os alunos fizeram desde que o ultimo professor se aposentou.

Meu padrinho é o professor de defesa contra as artes das trevas. Antes ele ensinava poções, mas o velho gaga contratou essa nova professora quando eu estava no 4ª ano. O nome dela é Lilian. Até que ela ensinava bem, não tanto como Snape, mas dava para aturar. Esse foi o meu pensamento naquela época, agora dois anos depois, vejo que Dumbledore tinha razão em contratá-la, seus conhecimentos se aproximavam com o de Snape. Além disso, meu padrinho conseguiu o cargo que ele queria.

As aulas dela são bem didáticas e de fácil entendimento. Essa facilidade era o que os grifinórios mais gostavam.

Surpreendi-me que até mesmo a ameba do Weasley aprendesse. O que era realmente surpreendente.

Outra que adorava, era a sabe-tudo Granger, que estudava até a morte, só para mostrar que sabia do assunto.

Eu odeio esse tipo de atitude. Não tenho nada contra Granger, mas a forma que ela estuda me dá náuseas.

E ainda tem o diretor, eu juro que ele fica mais louco a cada ano que se passa. Quando estava no 3° ano, ele colocou o guarda caça para ser professor. E numa das aulas dele eu fui atacado por um hipogrifo. Tudo bem, eu provoquei o bicho, mas não acreditava que o "professor" Hagrid fosse mostrar esse tipo de animal.

Quando meu pai descobriu o que aconteceu, ficou furioso. Ele foi até o próprio ministro da magia para exigir uma retaliação para o que aconteceu comigo.

Parece que o hipogrifo foi sentenciado a morte, mas no dia da execução ele fugiu.

Estão dizendo que o filho da professora Lilian e o desmiolado do primo da minha "gentil" mãezinha, ajudaram ele escapar. Narcisa não gosta desse primo. Só por isso gosto dele por irritar ela.

Estamos no grande salão esperando o discurso do diretor. A professora Lilian está ao lado do professor Snape conversando e a cara dele parecia de espanto e incredulidade.

Então ele olha para mim, como faz todo ano desde que entrei em Hogwarts, era como ele quisesse assegurar que eu estava bem. Às vezes ele era pior que meu pai no departamento de cuidar da minha segurança. O que acho um exagero.

Meu pai e padrinho começaram a agir no episódio da caverna. Quando voltei para a mansão com a flor que a maldita cadela, que depois descobri que se chamava Vivienne Dupré, exigiu que eu pegasse.

Naquele dia, depois de Harry me levar para frente da mansão e desaparecer. Eu entrei na sala carregando a flor que ele tinha me dado. Meu pai olhou para mim não acreditando que eu tivesse voltado.

Foi a primeira vez que vi meu pai chorar.

Ele tinha se levantado da poltrona em que estava sentado e me abraçado.

Percebendo a flor na minha mão, ele a pegou e jogou na direção de Dupré, que olhou chocada para flor, mas a pegou e em seguida foi embora.

- Lucius, aonde você vai? – perguntou minha mãe, quando meu pai começou a sair da sala me levando.

- Vou cuidar de Draco e se você dizer alguma coisa vou azará-la de um jeito, que você nunca mais vai voltar a ser como antes.

Meu pai estava com tanto ódio e raiva que minha mãe não contestou. Essa atitude dele me assustou um pouco.

- Draco? – Me assustei quando me chamou – Vamos para o quarto, você precisa descansar.

- Sim, papai.

Quando chegamos ao quarto dele. Ele pediu para subir na cama, por que iria cuidar dos arranhões que sofri.

- Draco, você está bem?

- Sim. Mas meu corpo está um pouco duro.

- Como assim?

- Quando aquela senhora me deixou lá, ela apontou a varinha em mim. Depois eu senti muita dor.

- O que? – ele disse transtornado – Filho vá tomar um banho, está bem?

- Sim. Mas as minhas roupas.

- Eu peço para algum elfo levar, certo.

- Sim, senhor.

Saindo do banho, encontrei meu pai padrinho no quarto falando com papai.

Os dois percebendo a minha presença no quarto pararam de conversar e meu padrinho Severus veio falar comigo.

- Draco, como se sente?

- Estou bem padrinho, o papai já pergunto isso.

- Certo... Seu pai me disse que aquela mulher apontou a varinha para você e depois você sentiu dor. Isso mesmo?

- Sim. Parecia que meu corpo estava sendo picado por várias agulhas.

- Quanto tempo isso durou? – Snape me perguntou.

- Não sei. Mas quando a dor passou, eu estava deitado no chão.

Ele continuou a perguntar algumas coisas. Eu sabia que ele estava me examinando para ver se tinha alguma azaração, além do efeito da maldição da tortura.

Mais tarde ele tinha me explicado sobre ela.

- Filho, como conseguiu aquela flor?

- Eu... – não que queria dizer para eles sobre o menino que me ajudou, então decidi manter isso em segredo, como a flor que pedi para o elfo que trouxe minhas roupas guardar no meu quarto, a flor de pétalas brancas. -... Achei.

- Tudo bem – falou Snape calmamente – Pegue isso e beba.

- O que é isso? – perguntei.

- É só uma poção para dormir.

- Tá – falei e bebi a poção.

Na hora que bebi, fiquei muito sonolento, mas antes de cair num sono profundo, escutei uma voz masculina dizer:

- Durma bem, meu filho.

Mas essa não era a voz do meu pai.