Capítulo 3 – O Professor de Feitiços

- Será que ele não vai terminar esse discurso?

- Pare de reclamar Parkinson.

Ela me olhou ultrajada.

- Mas eu estou com fome.

- Pensei que você estava de dieta.

- Estou... Mas não comi direito ontem e hoje. Por isso quero que esse discurso termine logo.

Rodei os olhos diante das reclamações de Pansy. Ela não tomava jeito mesmo. Quando ela disse que estava de dieta, não pensei que ela literalmente pararia de comer.

Percebi que o discurso estava acabando e cutuquei Pansy para parar de falar.

- Agora os avisos do começo do ano letivo. Alunos novos, é terminantemente proibido entrar na floresta... – começou o diretor a falar sobre as regras da escola, depois de alguns minutos de avisos, ele pediu silencio – Bem, agora todos estão se perguntando quem será o nosso novo professor de feitiços, já que o anterior se aposentou – quando Dumbledore disse essas palavras, todos começaram a murmurar todas as possibilidades de quem seria o professor, então Dumbledore levantou a mão pedindo silencio e continuou a falar – Sei que todos estão muito curiosos sobre quem é, mas infelizmente ele não está presente hoje, pois teve que resolver alguns problemas. Por isso só irão conhecê-lo amanhã durantes as aulas. Sim, senhor Malfoy?

- Qual é pelo menos o nome dele?

- Sim... Isso é importante.

Eu juro que aquele velho fica mais louco a cada dia.

- O nome dele é James Potter, e antes que perguntem, ele é o marido da professora Lilian.

- O QUE!? – gritou o filho da professora na mesa da Grifinória – Por que a senhora não me disse nada mãe? – eu ri com a cena que o garoto estava fazendo. A professora sem perder a compostura, respondeu.

- Era para ser surpresa – ela disse simplesmente, calando o filho, que olhou ao redor e percebeu que todo mundo no salão o olhava, então o garoto ficou na cor de um pimentão, sentou e voltou a ficar quieto.

Então o jantar começou e todos comentavam sobre o professor Potter.

- Isso vai ser interessante.

Olhei para meu lado e vi uma menina que olhava atentamente a mesa dos professores.

- O que vai ser interessante? – perguntei curioso.

- O professor Snape e o professor Potter ensinando no mesmo lugar.

- Eu não vejo nada de interessante.

Os olhos exóticos da garota olharam diretamente para mim e me estudaram com bastante atenção, me deixando desconfortável.

- Você vai descobrir que tem. A propósito... – disse quando se levantou, pois todos já estavam indo para seus dormitórios - ... Está chegando o dia que você ansiava muito, então tome cuidado e o mais importante, o proteja...

- Do que você está falando? – perguntei se entender. Mas a garota não respondeu, pois já estava indo em direção as masmorras.

- O que ela queria com você, Draco?

Quando olhei para Pansy, ela me olhava de modo estranho.

- O que foi?

- Você não sabe quem ela é?

- Eu deveria? É só uma menina do quarto ano.

- Aquela não é uma menina qualquer. Aquela é Meredith.

- A vidente?

- Exato.

- Como ela conseguiu entrar na sonserina? Ela não é mestiça?

- Não. Os pais eram bruxos sangue puro. Só que o pai morreu quando ela tinha 5 anos e a mãe se casou com um trouxa depois.

- E como você sabe disso?

- Tenho meus contatos.

- Certo... Eu estou indo pro meu quarto, pois hoje foi um dia cansativo.

- Posso ir...

- Não.

- Por quê?

- É o meu quarto e quero privacidade.

- É muito injusto você ter um quarto próprio e outros tenham que dividir.

- Essa é a vantagem de ser um Malfoy.

- Tudo bem. – falou dramatizando – Até amanhã.

- Até... – me despedi indo para meu quarto.

Acordei cedo para o primeiro dia de aula e a primeira aula que iria assistir seria de Defesa Contra as Artes das Trevas ou DCAT, como todos chamavam, com o professor Snape, mas a aula seria dividida com a Grifinória.

Horas depois até achei que a aula foi tranquila. O pico da aula foi ver Granger ralhar com Weasley sobre ser um bom aluno.

Estava indo para a sala de transfiguração quando escutei a conversa de algumas corvinais.

- Merlin! Que aula foi aquela. Foi perfeita. O professor Potter sabe tanto e ele é tão bonito.

- Não me fale. Ele tem um ar tão despojado.

- Vocês não acharam legal aqueles feitiços que trabalham em conjunto com poções.

- Sim. Queria aprender...

Não continuei a ouvir os comentários, mas parecia que o novo professor começou com boa impressão.

Eu teria aula de feitiços depois do almoço. Por isso decidi não levar muito a sério os comentários que se espalhavam rápido.

Na hora do almoço, na mesa da Grifinória parecia estar fazendo um julgamento. Todos os alunos ficavam perguntando para o filho dos Potter sobre o novo professor. Parecia que o menino ia ter um colapso.

Quando deu o horário para o começo das aulas da tarde. O menino saiu correndo do salão como estivesse fugindo de um bando de hipogrifos.

Foi engraçado.

Decidi ir mais cedo para a sala e conferir como era o senhor Potter em pessoa. Mas quando cheguei, meu padrinho estava conversando com Potter. Eu escutava somente alguns trechos da conversa.

-... Ele vai me matar...

- Até parece... Ele só tem aquela pose... Mas não faz nada.

- Eu sei que não faz, mas quando descobrir que somos...

- Amigos?

Eu não acreditei quando ouvi. O senhor Potter e Snape eram amigos. Mas e a famosa rixa?

Fiquei tão chocado que acabei batendo em algum móvel e chamando a atenção dos dois.

Meu padrinho me olhou questionador.

Mas foi o rosto que apareceu no lado de Snape, que chamou minha atenção e sem perceber acabei dizendo surpreendido.

- Harry?