Capítulo 5 – Perdido na Escuridão

Desde o dia que conheci o professor Potter, já se passou 1 semana e no momento eu estava indo para um chalé na praia que meu pai possuía.

Somente ele e Snape, além de mim, visitamos esse lugar. Parece que papai não quer que mamãe não ponha os pés dela lá. Bem até agora ele conseguiu. E sinceramente não quero que ela corrompa esse lugar.

Quando cheguei, fui recebido por um elfo domestico que imediatamente guardou minhas coisas no meu quarto e me informou que os outros chegariam depois do almoço.

Dispensado o elfo, decidi dar um passeio para passar o tempo.

Na hora do almoço, voltei para o chalé e encontrei papai olhando fixamente para as escadas e se não me engano, ele estava corado, que para mim pareceu inacreditável, pois eram poucas coisas que o abalavam.

- Pai? – o chamei curioso.

- Draco! Onde você estava? – perguntou um pouco sem graça.

- Passeando na praia. Mas, mudando de assunto, por que estava olhando para a escada tão fixamente?

- Por nada. Vamos almoçar – falou dirigindo-se para a sala de jantar.

Quando sentamos, Snape entrou.

- Padrinho, o senhor chegou agora?

- Não. Cheguei com seu pai, por quê?

- Nada não – respondi olhando de modo questionador para papai, que ficou desconfortável, pelo que pude perceber.

- O que está havendo Lucius?

- Nada Severus, vamos almoçar – desconversou.

O almoço ocorreu tranquilo, depois daquele momento. Conversamos amenidades e depois fomos para a sala.

Chegando a sala, vi papai olhar para Snape como se pedisse apoio e depois se virando para mim.

- Draco, temos algo importante para te contar. Algo de grande importância.

- Lucius...

- Não Severus, eu não aguento mais guardar esse segredo.

- Papai, o que está acontecendo? Por que vocês estão brigando? – perguntei receoso, porque era raro papai brigar com Snape e agir estranho.

- Draco... – começou, quando a porta da sala foi aberta bruscamente.

- Olá querido! – falou minha "querida" mãezinha.

- O que está fazendo aqui? – Snape falou com desprezo.

- Não te interessa. Vim atrás de Draco.

Estranhei quando ela falou, porque nunca tinha se preocupado comigo.

- O que quer com ele? – papai perguntou de modo duro.

- Vim buscá-lo.

- E por quê?

- Está na hora dele se ajustar e ajudar nas questões que são importantes.

Não gostei d jeito que ela falou, parecia que sou um objeto para barganha.

- Do que está falando? – antecipou-se papai em perguntar.

- Arrumei um encontro com uma família apropriada para acertar o casamento de Draco. Uma família que segue os ideais do Lord.

- O QUE? NÃO PODE FAZER ISSO! – gritei inconformado.

- É claro que posso. Está tudo quase acertado.

- Como você ousa! – declarou papai friamente – Você não tem nenhum direito sobre ele.

- Não tenho? – zombou – Tem certeza?

Nessa hora vi papai vacilar e uma expressão angustiada tomou seu rosto. Fazendo-a dar um sorriso vitorioso.

- Vamos Draco! – mandou.

- Não! – disse com convicção, pois não queria acompanhá-la.

- Como assim não, me obedeça e vamos agora! – ela falou agarrando meu braço e me puxando.

- Narcisa, o solte agora! – mandou Snape.

- Não! Ele é meu. O pai de Lucius o deu para mim, se me casasse com você maldito – declarou furiosa.

Soltando-me dela e me afastando de todos, os olhei assustado.

- Do que vocês estão falando?

- Você não sabe? Eu não sou sua mãe, você me foi dado por seu avô para fazer o que quiser. Essa é a verdade, "querido filho".

- O que? – sussurrei.

- Narcisa – falou papai em tom de aviso.

Não se importando com as consequências, ela continuou zombeteiramente.

- Você é um nascido bastardo. Na verdade um acidente, um mestiço, não um sangue puro, como seu amado pai fala. Você tem sorte de está vivo, por que se parece demais com Lucius.

- Você está mentindo!

Não podia ser verdade, ela só queria me machucar, mas quando olhei para papai esperando a negação daquilo, vi ele ficar pálido e me olhar culpado.

- Não... – sussurrei – Papai, diga que isso não é verdade. Por favor... – literalmente supliquei.

- Desculpe filho, mas você é um mestiço, mas isso não diminui quem você é.

- Desculpá-lo! Toda a minha vida eu vivi uma mentira. Se ela não é minha mãe – gritei apontando para Narcisa – Quem é? Eu exijo saber.

- Draco, você é meu filho – começou – mas...

- Você é filho de dois homens – sentenciou Snape, olhando para mim preocupado.

- Não pode ser... Mas... – ia falar quando a verdade apareceu diante dos meus olhos.

- Você? – falei não acreditando.

- Sim.

Olhei chocado para os ocupantes da sala e não aguentando mais estar naquele lugar e a situação toda, sai correndo para longe daquela casa.

Escutei meu pai e Snape gritando para voltar. Mas eu não queria escutar.

Então não liguei para seus chamados e continuei correndo. Porém vi que Snape veio atrás de mim.

Não queria que ele me alcança-se, pois isso entrei na primeira entrada de caverna que apareceu. Não me importei com os possíveis perigos que havia nela e me perder.

A cada avanço que dava mais escuro ficava a caverna. Não escutava mais os gritos de Snape pedindo para não fugir.

Estava sozinho e perdido dentro uma escuridão que cercava a caverna, iluminada somente pela ponta da minha varinha, parei e fiquei pensando na reviravolta que minha vida deu.

Fui enganado durante todos esses anos. Minha vida agora parecia uma grande mentira. Eu não acredito que papai mentiu para mim. Ele é a pessoa que eu mais confiava.

E Snape... Ele é... Eu não conseguia pensar direito.

Estava tão transtornado, que não percebi para onde estava indo. Caminhava naquele lugar aleatoriamente, querendo me afastar da minha nova realidade.

Então dei um passo em falso e senti o chão faltar e nessa hora cai num abismo.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxX

- Draco? Você está bem?

Escutei uma voz chamar longe. Mas meu corpo todo doía. E não queria abrir os olhos.

- Draco? Por favor?

A voz falou de novo, um pouco preocupada.

Tentando abrir um pouco os olhos, gemi de dor, mas uma mão cálida segurou o meu rosto, nesse momento abri os olhos e encontrei duas esmeraldas me encarando com preocupação.

- Draco? Consegue me ouvir?

- Harry? – sussurrei um pouco mais rouco que o normal – É você?

- Sim... – sussurrou, com lágrimas não derramadas em seus belos olhos. - Eu pensei você não ia acordar.

Enquanto fixava melhor a visão no garoto na minha frente, percebi que ele não mudara nada, estava do jeito que o conheci, não envelhecera um dia.

Quando tentei levantar, gritei de dor, pois meu corpo todo parecia estar quebrado.

- Calma – falou Harry, me fazendo deitar de novo – Coma isso.

Não olhei para o que ele estava segurando e só fiz abrir a boca.

Senti algo macio na minha boca e pude perceber que era uma pétala. Mastiguei um pouco e engoli.

- Harry... – comecei a dizer, quando senti meu corpo melhorar. Então olhei para ele de modo questionador.

- "Beladona Noturna" – falou sorrindo.

- O que? – perguntei confuso.

Sorrindo de forma doce, ele disse.

- A Flor da Noite.

- A flor da cura...

- Isso!

- Como? – mas ele não respondeu.

Somente ficou olhando para mim. Foi quando senti uma sonolência se apoderar de mim.

Mas antes de apagar, vi uma coruja das neves pousar no ombro dele e depois me encarar, depois disso a escuridão me levou.