Capítulo 3
O primeiro sinal tocou. Com isso, o movimento na biblioteca aumentou. Vários alunos entraram para pegar livros para as aulas seguintes. Dohko já havia saído de lá e seguia para sua turma. Sabia que se a biblioteca ficasse muito movimentada, não teria paz para estudar. Saiu na hora certa. Andava sem pressa pelos corredores. A biblioteca ficava no segundo andar, teria que subir para o terceiro. Mas ainda tinha meia hora, então não tinha necessidade de se apressar. Andava um pouco distraído, pensando em como esse ano seria cheio. Estava se História na universidade e se esforçaria ao máximo para isso. Mas também gostaria de aproveitar o último ano com seus amigos. Já sentia que seu ano seria memorável.
Mas o destino reservava mais que apenas estudos e diversão. Estava tão pensativo que, ao virar em um corredor, acabou trombando com alguém. Ele não chegou a cair, mas a pessoa sim. Era uma garota. Ela estava no chão em meio a vários livros e procurando seus óculos que acabaram caindo.
- Desculpa. – Disse a garota procurando os óculos e nem sequer olhando para Dohko.
A garota se atrapalhava. Não sabia se procurava os óculos ou se pegava seus livros espalhados no chão. Optou por juntar seus livros. Quando terminou de fazer, foi pegar seus óculos, em vão. Dohko já havia pegado.
- Aqui estão seus óculos. – Disse Dohko entregando o pertence da jovem.
- O... Obrigada... – Disse a jovem ainda no chão e um pouco corada.
- Vem. Eu te ajudo. – Disse Dohko dando-lhe a mão.
A jovem se sentiu um pouco acanhada, mas acabou aceitando a ajuda. Reparou bem no jovem a sua frente. Por que alguém tão lindo como ele ajudaria uma garota como ela? Jamais recebera aquele tipo de gentileza de da parte das pessoas. Provavelmente pela sua aparência de NERD. Ela usava óculos de armação grossa, camiseta branca, caça jeans, All Star e um casaco amarrado na cintura. Isso impedia que a moça mostrasse sua verdadeira beleza. Ela tinha um corpo muito bem moldado, sua cintura fina e tudo proporcional ao seu tamanho, nada exagerado. Tinha os cabelos curtos e muito lisos e de cor castanho. Ela prendia sua franja para trás, mostrando seus belos e expressivos olhos verdes. Ela tinha a pele pálida e era baixa, dando um ar de fragilidade. Tudo isso dava uma brecha para preconceitos e piadinhas de mau gosto com relação à garota. Mas Dohko não parecia se importar com aquele fato.
- Você é novata, não é? – Perguntou Dohko.
- Sou... Sou sim... – A garota ainda sentia-se um tanto retraída.
- Prazer. Meu nome é Dohko. – Disse ele sorrindo amavelmente.
- Pra... Prazer... Sou Milena... – A garota corava e desviava o olhar.
- Precisa de ajuda para encontrar sua turma?
- Bem... Na... Na verdade sim... Estou um pouco perdida.
- Eu posso lhe ajudar.
- Sério? Por quê? – Ela ainda não acreditava na gentileza do jovem.
- Como "por que"? É tão estranho assim eu querer ajudar? – Perguntou Dohko sem entender.
- Por que um cara como você se importaria com uma novata como eu? – Ela foi bem direta. A sinceridade dela apenas fez Dohko rir.
- Vou te responder com outra pergunta. Por que não me importar? – Dohko sorria confiante.
Milena parou por um momento como se estivesse refletindo aquelas palavras. Mas isso não durou nem mesmo um minuto. Logo eles conseguiram ouvir alguns jovens comentando e fazendo piadinhas sem graça em relação à Milena. Diziam coisas maldosas sobre o jeito como ela se vestia, sobre ela ser NERD e não se parecer nenhum pouco com uma menina normal. Eles não faziam a menor questão de falar baixo. Pareciam ter a intenção de fazê-la ouvir palavra por palavra. Milena já estava cansada de ouvir aquilo, nem se surpreendia mais. Apenas sorriu ironicamente e olhou firmemente para Dohko.
- Está aí a sua resposta. – Disse Milena se afastando.
- Espera. – Dohko tentou impedir, mas a garota nem sequer olhou para trás.
Dohko ficou chateado com aquela situação. Não suportava aquele tipo de coisa. Por algum motivo sentiu que precisava conhecer aquela garota. Sentiu que precisava ficar ao seu lado. Não sabia por que, mas em breve descobriria. Naquele momento tinha coisas mais importantes para resolver. Aproximou-se dos jovens que antes falavam de Milena. Eles estavam perto dos escaninhos. Dohko chegou bem perto e deu um murro em um dos escaninhos, quase acertando a cara de um deles.
- Com licença, será que vocês poderiam repetir o que estavam falando agora a pouco? Eu estava meio longe e não consegui ouvir. Podem dizer isso na minha cara? – Dohko sorria sadicamente.
- Que... Que isso cara... A... A gente não falou nada não... – O garoto tremia e os outros também.
- Ah! Sinto muito. Desculpem-me a grosseria. Não sabia que estava lidando com covardes. Com licença. – Dohko apenas se virou para voltar a falar. – Otários.
Ele saiu ainda cabisbaixo. Milena com certeza devia estar chateada e ele não pôde fazer nada. Não suportava injustiças.
Milo ainda continuava na sua caçada. Depois daquela palhaçada não deixaria Aiolia sair sem uns belos de uns tapas na cabeça. Se ele já não estivesse meio cansado de ter corrido tanto, com certeza já teria pegado sua "presa". Mas já estava conseguindo se aproximar. Eles corriam pelos corredores, às vezes até esbarravam em algumas pessoas, mas nada muito grave. Milo já estava quase pegando Aiolia, que já demonstrava sinal de cansaço. Por fim, Aiolia acabou desistindo. De um jeito ou de outro Milo ia alcançá-lo, afinal ele era um atleta de corrida. Milo pegou Aiolia e enlaçou o braço ao redor do pescoço dele, tentando enforcá-lo.
- Quem sabe se você implorar eu pegue leve. – Dizia Milo sorrindo vitorioso.
- Ah... Me... Me larga... Milo... – Mesmo que Milo não estivesse colocando muita força, era o suficiente para sufocar Aiolia.
- Diga: "Eu sou um idiota e peço perdão ao meu senhor Milo."
- Nu... Nunca...
- É mesmo? – Milo usou um pouco mais de força. – E agora?
- Você... Você nunca... Nunca vai conseguir... Me fazer falar... Isso...
- Veremos seu leonino orgulhoso.
Milo aproximou-se do ouvido de Aiolia e, bem devagar e suavemente, soprou. Aiolia arrepiou desde a ponta dos pés até o fio de cabelo. Milo dava gargalhadas, mas ainda mantinha Aiolia preso.
- Is... Isso é... Golpe baixo... – Resmungava Aiolia.
- É só falar o que eu quero ouvir que eu te solto. – Milo mantinha-se firme em sua decisão.
- Que coisa bonita! Dois belos rapazes se agarrando na frente de todo mundo. – Dizia uma bela jovem que se aproximava. – Tem espaço para mais uma aí? – Sua pergunta era cheia de segundas e terceiras intenções.
- Claro! Sempre tem espaço para mais uma. – Dizia Milo já soltando Aiolia.
- Va... Valeu... Fanny... – Disse Aiolia recuperando o fôlego.
- Fanny não. – A garota se aproximou perigosamente de Aiolia e disse bem baixinho em seu ouvido. – Me chame de Hime.
Aiolia novamente se arrepiou todo. Parece que todo mundo gostava de abusar de seu ponto fraco. A garota apenas ria, juntamente com Milo.
- E aí Mi? Preparado pra festa de hoje à noite? – Perguntava Fanny voltando-se para Milo.
- Você está me convidando? – Perguntou Milo malicioso.
- Depende. Você acha que está no meu nível? – Ela aproximou o rosto do de Milo.
- E você? – Milo a enlaçou pela cintura. – Acha que está no meu? – Fanny apenas gargalhou e se desvencilhou dos braços dele.
- Por que não tenta descobrir a resposta?!
Fanny saiu andando. Milo a devorava com os olhos, juntamente com Aiolia que já havia recuperado o fôlego. Ela era uma garota extremamente bonita. Sabia como deixar os homens aos seus pés. Tinha uma aparência doce e angelical. Sua pele branquinha e levemente rosada, dando um ar de suavidade e graciosidade. Possuía um corpo belíssimo. Era magra, de estatura um pouco abaixo do normal, cintura fina, seios de tamanho médio e braços, pescoço e pernas finas. Ela andava como se fosse uma modelo, balançando seus enormes cabelos lisos de cor azul claro. Seu rosto tinha traços delicados e perfeitamente delineados, que eram realçados pela franja que cobria-lhe os olhos azuis um pouco mais escuros que os cabelos. Tinha bochechas rosadas, nariz e boca pequenos e muito bem desenhados. Era como uma diva. E também se vestia como uma. Usava um vestido listrado, de preto e branco, bem justo, tomara-que-caia e que batia no meio de suas coxas. Também usava uma sandália "gladiador" de cor preta que ia até seus joelhos. Chamava bastante atenção.
-Cara! Você tá pegando ela? – Perguntou Aiolia incrédulo.
- Quem me dera! Somos apenas amigos. – Dizia Milo já não vendo mais a moça.
- Ih! Entrou na zona da amizade. Se ferrou! – Disse Aiolia rindo.
- É mesmo? Ah! Agora me lembro que você não disse o que eu mandei! – Disse Milo olhando desafiadoramente para Aiolia.
- Aff... E lá vamos nós de novo! – Disse Aiolia já correndo.
Dessa vez Milo não foi atrás. Apenas ficou rindo do amigo. Estava meio suado. Quem sabe ainda dava tempo de tomar um banho antes das aulas começarem?! Começou a correr novamente, dessa vez em direção à saída do prédio.
O terceiro andar estava bastante movimentado. O andar dos formandos. Talvez fossem os alunos mais inquietos do colégio. Era um misto de felicidade por estarem concluindo essa etapa da vida e também de tristeza por terem que deixar o tão amado colégio e muitos amigos para trás. Mas uma coisa eles podiam dizer; valeu à pena. Simplesmente porque estavam a um passo de realizar sonhos, de seguir em frente e conquistar o tão esperado lugar de satisfação. Claro que não eram todos que sentiam essa nostalgia, afinal, os novatos nem sabiam como era prazeroso estudar naquele colégio. Mas logo descobririam as mais inusitadas sensações de realização que os veteranos sentiam. E era justamente isso que certa jovem queria. Sentir-se parte de um novo ambiente. Ela caminhava um pouco apreensiva pelos corredores, carregando um grosso livro de química avançada. Já havia percebido que aquele colégio era diferente dos demais em que estudara. Mas será que as pessoas também eram? Existiam dois motivos para que ela estivesse ali. Primeiro que ela soube do alto nível acadêmico do colégio e, claro, não poderia perder uma oportunidade como aquela, mesmo sendo seu último ano. Segundo que estava fugindo da realidade cruel em que vivera presa durante um bom tempo. A realidade onde as pessoas tinham preconceito da sua aparência, da sua origem, de praticamente tudo relacionada a ela.
Andava olhando de um lado para o outro e acabou esbarrando em alguém. A primeira coisa que veio em sua cabeça foi que com certeza ouviria um comentário infeliz. Mas ao olhar em quem esbarrara, sentiu seu rosto queimar levemente.
- Cuidado, você pode se machucar se andar distraída assim. – Disse o jovem.
- Eu sei me cuidar. – A garota falava friamente.
- Calma, só quis ajudar.
- Não preciso de ajuda.
- É mesmo? Então acho que seria bom que soubesse que na sua testa está escrito: "Sou novata e estou perdida." – O jovem sorriu levemente fazendo com que a garota corasse novamente.
- Se você sabe disso, então não me faça perder tempo. – A garota tentava esconder seu constrangimento com sua habitual frieza.
- Tudo bem, tudo bem. Mas se precisar de alguma coisa, meu nome é Saga e sou do terceiro ano, turma C.
- Obrigada, mas acho que não precisarei de nada.
- Pelo menos posso saber seu nome? – Perguntou Saga, receoso.
- Arya, Arya Ylli.
- Ora, muito prazer.
- Igualmente. – Disse a menina ainda friamente. – Agora, se me der licença.
- Claro. – Disse Saga dando abertura para que a jovem pudesse seguir seu caminho.
- Obrigada. – Disse Arya já andando.
- Ah! A propósito, você tem belos olhos. – Disse Saga também se virando e seguindo seu caminho.
Arya olhou para trás na hora. Ouviu aquilo mesmo? Alguém realmente gostou de seus olhos? Não estava acreditando! Aquilo só podia ser uma pegadinha. As pessoas sempre se assustavam com seus olhos, por isso sempre andava com a cabeça meio baixa. Será que as coisas finalmente mudariam? Poderia criar esperanças de ter uma vida escolar normal? Era melhor não. Não queria se machucar. Preferia manter sua frieza. Pelo menos se protegeria das desilusões. Incrédula, voltou a seguir seu caminho. Realmente tinha uma aparência um tanto quanto exótica. Tinha a pele morena bem suave. Alta, em seu 1,74m de altura, com um corpo sensual e bastante chamativo. Possuía seios fartos, cintura fina, quadril proporcional ao corpo e coxas grossas. Qualquer homem se derreteria se não fosse seu rosto. Não que ela fosse feia, de forma nenhuma. Porém, as pessoas se assustavam um pouco com seus olhos. Eram muito diferentes sendo, o da esquerda, de cor prateado esbranquiçado e, o da direita, um prateado mais escuro. Além de possuir um olhar bastante misterioso e felino, o que deixava aquela peculiaridade ainda mais viva. Apesar disso possuía traços suaves e muito bem definidos. Seus cabelos lisos e compridos, de cor vermelha com algumas mechas pretas, apenas realçavam sua beleza exótica. Suas roupas também eram chamativas. Usava um top tomara-que-caia branco, uma saia de cor preta que batia na metade das grossas coxas e que tinha um laço branco do lado direito como enfeite, luvas brancas de rede, sapatos de fivela no estilo boneca de cor preta e um colar prateado com um pingente de uma serpente a morder a cauda.
Ela seguia seu caminho e finalmente chegou a sua classe. Estava meio apreensiva. Apesar de que Saga havia conseguido animá-la um pouco, mesmo que ela não admitisse. Ao entrar deparou-se com Saga novamente. Ficou olhando para ele como se quisesse uma resposta.
- Eu sei que causo esse efeito nas mulheres, mas encarar desse jeito é falta de educação, sabia?! – Disse o suposto Saga.
- Engraçado, no corredor você não parecia tão convencido. – A garota falava friamente.
- Hã? Do que está falando?
- Por acaso você tem perda de memória recente? Acabamos de nos esbarrar no corredor.
- Como assim? Estou aqui na sala já faz uns dez minutos. E pra falar a verdade eu nunca te vi na vida. Se tivesse visto com certeza me lembraria. Afinal, uma garota tão linda. – Disse ele pegando no queixo dela e aproximando o rosto.
- Não se deixe enganar, Arya. Eu posso me parecer com essa coisa na sua frente, mas não sou eu. – Disse alguém atrás de Arya.
- E quem é você? Um clone? – Disse Arya vendo que agora via dois Sagas a sua frente.
- Eu sou Saga e esse outro aí, infelizmente, é meu irmão gêmeo, Kanon. – Disse o verdadeiro Saga.
- Eu dispenso suas apresentações, Saga. – Disse Kanon ralhando o irmão com o olhar.
- Que isso maninho, eu te apresentei até bem para o seu nível de inteligência. – Disse Saga fazendo com que Arya sorrisse bem de leve, quase que imperceptível.
- Fala sério. Você quebrou completamente o clima! – Disse Kanon revoltado. – Teremos muito tempo para conversar, não é? – Disse dando um beijo na mão da jovem para depois se afastar dos dois.
- Ele é sempre assim? – Perguntou Arya.
- Infelizmente.
- Sinto pena de você.
- Eu também. – Disse Saga sorrindo, deixando Arya meio sem graça. - Acho que você foi a única garota que conheci que não caiu na lábia do meu irmão de primeira. Realmente você sabe se cuidar. – Disse Saga sorrindo levemente e saindo da sala.
Arya corou. Não sabia dizer por que, mas Saga conseguia deixá-la encabulada. Jamais sentira uma coisa assim. Sempre conseguia controlar suas reações através da frieza. Então por que com ele era diferente? Isso a intrigou.
Aiolia já havia parado de correr. Tinha ido encontrar com o irmão na sala do terceiro ano, na turma D. Quando chegara seu irmão estava conversando com uma garota. Conhecia-a, afinal, vivia grudada em Aiolos. Os dois faziam o mesmo esporte, mas como Aiolos era mais experiente, a garota sempre ficava perto dele para buscar conselhos. Seu nome era Patrícia Souza. Era uma garota de estatura média, 1,60m de altura, com um corpo muito bem equilibrado; magra, cintura normal, quadril e seios médios. Tinha uma excelente postura o que a deixava com um ar de elegância. Tinha a pele negra igual aos cabelos, que eram lisos na altura dos ombros. Seus traços eram normais, um pouco exóticos devido a sua origem. Possuía olhos cor de mel e levemente puxados, como os olhos de um gato. Isso apenas realçava seu largo sorriso e sua expressão sempre alegre. Vestia roupas típicas de ginástica; uma calça preta com detalhes brancos, uma regata de malha de cor branca e tênis.
Aiolia se aproximou dos dois e pôde ouvir sobre o que falavam.
- Você acha que a minha postura é ruim? Quero mais dicas para melhorar meu aproveitamento no Arco e Flecha. O técnico falou que eu tenho muito potencial! – Dizia a menina animadamente.
- Bom, pelo que pude observar você precisa colocar menos peso nos seus calcanhares. A maior parte do peso deve se concentrar na parte dianteira dos pés. Se você colocar muito peso nos calcanhares, seu centro de gravidade vai se modificar para trás deles e isso causa instabilidade. – Dizia Aiolos com bastante calma e firmeza na voz.
- Ah! Entendi! Brigada Olos! – Patrícia pulou nos ombros do rapaz em um meio abraço.
- Podem mudar de assunto porque eu não entendo nada de Arco e flecha. Meu negócio é Handball. – Disse Aiolia se intrometendo na conversa.
- Pensei que ficaria fugindo do Milo até as aulas começarem. – Disse Aiolos rindo do irmão.
- Ah! A Fanny o distraiu, aí consegui escapar.
- O Milo é mesmo um safado de marca maior! – Disse Patrícia.
- E mesmo assim ele ficou bravo por causa da minha superimportante informação. – Disse Aiolia revoltado.
- Que informação? – Perguntou Patrícia curiosa.
- Segredo de Estado, Paty. – Aiolia sorria como se fosse algo realmente importante.
- Vai por mim Paty, você não vai querer saber. – Disse Aiolos não acreditando no quão bobo era o irmão.
Nesse momento entra uma garota na sala. Ela não era conhecida por ninguém. Era bem bonita. Uma garota alta e de corpo bastante curvilíneo. Tinha 1,70m de altura, seios fartos, quadril e coxas muito bem delineados de tamanho médio e cintura fina. Sua pele era bem branquinha, o que realçava seus traços suaves. Tinha olhos azuis bem desenhados. Seus longos e ondulados cabelos de cor castanho escuro moldavam seu belo rosto. Uma maquiagem bem leve realçava sua beleza. Ela vestia-se com muito bom gosto. Usava um vestido azul claro, justo no busto e solto logo abaixo, um pouco decotado e na altura dos joelhos. Usava uma sandália rasteira preta com detalhes azuis.
Ela parecia um pouco perdida e um pouco indecisa. Ela se aproximou dos três amigos, um pouco retraída.
- Com licença. Poderiam me informar se essa é a turma A, do terceiro ano?
- Não. Essa é a turma D. Você é novata? – Perguntou Aiolos.
- Sou sim. Meu nome é Monise e estou um pouco perdida. Será que vocês podem dizer onde fica a turma A? – Ela era tímida, mas não era de gaguejar.
- Claro. Eu posso te levar lá. – Ofereceu-se Aiolos.
- Mas Olos, você disse que ia me dar dicas. Lembra? – Disse Patrícia fazendo a posição de tiro do Arco e flecha.
- Hoje à tarde eu te ajudo. Será até melhor já que poderei te auxiliar de perto e na hora do treino. – Aiolos bagunçou os cabelos da emburrada menina.
- Promete? – Ela fazia carinha de cachorro abandonado.
- Prometo. – Aiolos sorria docemente fazendo Monise corar levemente.
- Vivaaaa! Olha Monise, dessa vez eu libero o Olos, mas da próxima eu vou cobrar uma taxa, tá? – A garota sorria largamente.
- Obrigada. – Disse Monise um pouco sem graça.
- Bom, de qualquer forma eu vou para minha sala! A propósito, meu nome é Patrícia. Prazer em conhecê-la.
- O prazer foi meu.
- Bye bye! –Patrícia se despediu e saiu dando pulinhos de alegria e cantarolando, ansiosa pelo treino.
- Então, deixe-me apresentar. Meu nome é Aiolos e esse é meu irmão, Aiolia.
- Prazer.
- O prazer é todo meu. – Disse Aiolia olhando fixamente para a garota, deixando-a sem graça.
- Ai, ai, ai! Vamos antes que essa criança te coma com os olhos. – Disse Aiolos revirando os olhos em sinal de desaprovação.
- Não fale assim! O que ela vai pensar de mim? – Aiolia ficara emburrado.
- Com você olhando assim para ela, com certeza ela não pensará nada de bom.
- Valeu pela força, viu maninho?
- De nada. – Aiolos sorria docemente, nem ligando para o olhar emburrado do caçula. – Então, vamos?
- Vamos.
Aiolos e Monise saíram da sala, deixando Aiolia com cara de bobo para trás. Monise achou aquela cena bem familiar. Lembrava-se do irmão que deixara para trás. Sentia falta daquele calor fraternal. Mas faria de tudo para tornar seu sonho realidade e dar orgulho não só ao irmão como também a seus pais.
- Então, em que área você está? – Aiolos puxou assunto.
- Estou na área acadêmica, Biologia. – Disse Monise sorrindo belamente.
- Hum... Interessante. Gosto de Biologia, mas sou uma negação nos estudos. – Dizia Aiolos um pouco sem graça.
- Ah! Biologia é tão fácil. A propósito, qual é seu tipo sanguíneo? – Monise perguntou como se fosse algo normal.
- Hã?
-Ah... Quer dizer... Desculpa... Eu meio que tenho essa mania... De... De perguntar o tipo sanguíneo das pessoas... Se... Se não quiser não precisa responder... – Monise ficara completamente encabulada. Corou ao ver Aiolos rindo.
- Você é engraçada. Mas, não vejo problema nenhum em responder sua pergunta. Meu tipo sanguíneo é O.
- Obrigada. – Monise ainda estava um pouco corada.
- De nada. Acho que será interessante te conhecer. Podemos almoçar juntos? Bom que te mostro todo o campus.
- Cla... Claro.
- Ótimo. – Aiolos parou em frente a uma sala. – É aqui. Está entregue senhorita bióloga.
- Obrigada por me acompanhar.
- Não há de que. A gente se vê no almoço. Quer que eu venha te buscar? Afinal, tem três refeitórios diferentes.
- Se... Se não for incomodá-lo.
- De forma nenhuma. Bom, já vou indo. Até mais.
- Até.
Monise ficou observando Aiolos se afastar. Foi bom conhecer alguém tão simpático. Pelo menos não se sentia mais tão deslocada.
Afrodite, depois de organizar alguns de seus desenhos, caminhava para a sala. Ele observava claramente cada pessoa que passava. Pensava em como algumas pessoas se vestiam completamente mal, outra se vestiam bem e outras eram extremamente estilosas. Afrodite realmente reparava em cada acessório, cada peça de roupa, cada calçado. Não tinha muitas pessoas que o agradavam. Sempre tinha alguma coisa errada. Mas ao ver uma jovem, vindo ao longe não pôde deixar de sorrir. Ela se vestia perfeitamente bem e tinha estilo. Usava um vestido no estilo Lolita de cor preto. Ele tinha babados brancos nas mangas, que eram curtas e afofadas. Também tinha babado na barra e na cintura. O decote era quadrado e bem aberto, mas tinha duas fitas cruzadas na parte da frente do tórax, do decote até as mangas. Era um vestido bem boneca, sendo justo da cintura para cima e rodado e afofado da cintura para baixo. Tinha duas fitas brancas trançadas do busto até o umbigo que era amarrado em um laço logo abaixo das rosas negras que enfeitavam o decote. Meio curto, ia até metade das coxas. Mas ela usava meias brancas, com babados pretos, até os joelhos, disfarçando o tamanho do vestido. Usava sapatos de fivela pretos e de salto plataforma. Como enfeite usava uma munhequeira preta com uma cruz bordada de branco e babados brancos. Usava também uma grossa gargantilha preta amarrada no pescoço e um headdress preto com babados brancos.
Afrodite se deliciava com um visual tão bem trabalhado e rico em detalhes. Ele, particularmente, amava roupas naquele estilo. Eram as que ele mais gostava de desenhar e fazer.
- Mais uma vez você conseguiu me deixar sem palavras. Arrasou nesse vestido. – Disse Afrodite à garota.
- Brigada Dite. – Disse a menina sorrindo docemente.
- Por que nunca me deixa fazer roupas pra você? Sei que você faz as suas e muito bem por sinal, mas não custa nada usar um modelo meu pelo menos uma vez.
- Tudo bem Dite. Eu visto o que você quiser. Mas eu tenho que ver primeiro.
- Não confia nas minhas habilidades? – Perguntou Afrodite um pouco temeroso pela resposta.
- Claro que confio Dite! Mas o quê que tem eu ver a roupa antes de usar?
- É porque quero que seja surpresa. – Afrodite picou um olho, divertido.
- Tudo bem. Eu aceito sua proposta. – Disse a garota sorrindo.
- E aí Dite?! – Shura se juntava aos dois. - Pensei que não ia aparecer hoje. Você estava uma pilha de nervos quando te liguei mais cedo.
- Pois é, mas a responsabilidade vem primeiro. – Disse Afrodite.
- A propósito, o que você faz conversando com essa coisa? – Disse Shura apontando para a garota com desdém.
- "Aff... Esse cara tinha que aparecer pra me irritar!" – Pensou a garota. - Dite, olha como ele me trata! – Disse a menina fazendo bico e se escondendo atrás de Afrodite.
- Não fale assim com a Maeja! Ela é minha amiga e não lhe dou o direito! – Disse Afrodite bastante bravo.
- Dite, abra os olhos! Essa garota é uma falsa! – Disse Shura irado. Ficou ainda mais furioso quando viu a menina sorrindo sarcasticamente por cima dos ombros de Afrodite.
- Mentira! Olha pra mim Dite. Eu pareço ser falsa? – Disse Ela fazendo cara de piedade.
- Claro que não minha flor. Você é uma das meninas mais doces que conheço. – Disse Afrodite passando a mão suavemente no rosto de Maeja. – Escuta aqui Shura, eu não sei o que você tem contra o resto do mundo, mas não desconte sua raiva na Maeja. Até hoje não entendi o que você tem contra ela.
- Você é um cego Afrodite! Essa garota esconde alguma coisa. Não sei o que, mas esconde. Você ainda vai me dar razão! – Disse Shura revoltado.
- Ai, ai, ai! Eu não vou ficar aqui ouvindo suas sandices. – Afrodite virou-se para Maeja. – Você vem comigo?
- Pode ir à frente. Ainda tenho algumas coisas para resolver.
- Tudo bem então. A gente se vê na sala, minha flor. – Afrodite saiu andando sem nem ao menos se despedir de Shura.
Shura ficou olhando Afrodite se distanciar. Não acreditava em como ele era ingênuo. Maeja, por sua vez, olhava para Shura desafiadoramente.
- Escuta aqui seu projeto de gente! Não tente envenenar o Dite com esses pensamentos grotescos. Eu sou o que sou e, você, não tem nada com isso! – Ela sorria sadicamente.
- Não vou permitir que você engane o Dite desse jeito! Você não merece nem um pingo da minha confiança!
- Eu não pedi pra você confiar em mim, afinal não tenho a menor intenção de ser sua amiga. Mas não permitirei que me separe do Dite! – Maeja se aproximou bastante de Shura a ponto de seus narizes quase se encostarem. – Se alguma coisa acontecer, pode ter certeza que você não saíra ileso. – Ela sorria como se aquilo lhe desse prazer.
- Nã... Não tenho medo de você... – Shura falara isso, mas tinha calafrios.
- É mesmo? Que bom Shurinha. Não quero que você tenha medo de mim. Só quero que faça o que estou pedindo. Assim não teremos desavenças. – Maeja sorria docemente.
A garota saiu sorrindo feliz. Nem parecia que tinha acabado de intimidar um dos rapazes mais durões do colégio. Realmente ela não aparentava ter uma personalidade como aquela. Era baixa, 1,52m de altura, cintura fina, seios de pequenos a médios, quadril proporcional ao resto do corpo, uma verdadeira bonequinha de porcelana. Sua pele era bem clarinha e bem suave, cheirava à baunilha. Seus cabelos eram loiros, lisos e compridos até os joelhos, presos em Maria Chiquinha. Seus olhos tinham cores diferentes, o da direita era azul e o da esquerda era rosa. Seus traços eram bem delicados e suaves o que a deixava com uma aparência meiga. Era uma bonequinha que escondia uma personalidade bem forte. Por quê?
Do lado de fora, o movimento já estava diminuindo. O segundo sinal já estava prestes a tocar. Alguns alunos insistiam em ficar na quadra. As partidas estavam começando a ficarem mais empolgantes. Seria um tremendo sacrifício parar para ir às aulas. Mas uma hora ou outra teriam que parar. Alguns alunos que passavam, paravam para ficar assistindo. E era justamente isso que acontecia na quadra de futebol. Havia várias pessoas assistindo o jogo, mas havia uma em particular que já estava lá há um bom tempo. Uma garota, de estatura média e de boa aparência. Tinha um corpo normal, cintura nem muito fina nem muito larga, magra, seios e quadril de tamanho médio. Ela se destacava entre os outros alunos, pois sua beleza era completamente diferente e exótica. Sua pele era morena, bronzeada pelo Sol. Seus traços eram um pouco mais fortes que do que da maioria das garotas, mas nada grosseiro. Muito pelo contrário, isso só a tornava mais atraente. Isso combinava muito com seus olhos cinzentos e amendoados e seus cabelos negros, compridos e encaracolados. As cores fortes que usava combinavam com sua diferenciada aparência. Usava um vestido leve e solto estampado de cores vermelho, laranja e amarelo. Usava também uma sandália amarela de salto "Anabela".
A garota estava parada olhando para certo moreno que jogava. Ela viaja naquela cena como se fosse um drama. Ela se imaginava como em um drama colegial, onde a garota admirava seu primeiro amor. Ela olhava para ele com os olhos brilhando enquanto o vento batia em seu rosto e balançava seus cabelos. Ela até conseguia ouvir uma música romântica ao fundo. E isso se intensificou ainda mais quando o moreno marcou um gol. Naquele momento de comemoração os olhares se cruzaram. Ele ficou estático olhando para ela e ela olhando para ele. Dava para ver certa química naquele olhar. Era algo que nenhum dos dois saberia explicar, pelo menos naquele momento. O coração batia forte, a boca secou, as pernas estavam bambas, uma sensação diferente e arrebatadora. Mas isso não durou nem mesmo um minuto, pois de repente surge Milo, um corredor bastante apressado que não olhava para onde ia devido a uma linda moça que passou por ele. Acabou trombando fortemente com a jovem sonhadora, batendo sua cabeça na dela. Os dois foram ao chão com força.
- Ai, ai, ai... Isso está acontecendo muito ultimamente. – Dizia Milo massageando a cabeça.
- Ai... Essa doeu... – A garota também reclamava.
O moreno que antes observava a jovem, logo correu para socorrê-la ao ver aquela cena. Ele aproximou-se dela para ajudá-la. Ao ver aquele moreno preocupado consigo, corou levemente. Sentia-se uma sortuda. Talvez aquilo não tivesse sido de todo ruim, se não estivesse sentindo uma baita dor de cabeça.
- Você está bem?
A garota quase teve um ataque ao ouvir aquela voz grave e cavalheira lhe dirigindo a palavra. Como era uma garota completamente hiperativa, teve que fazer um esforço quase sobre-humano para se controlar.
- Es... Estou sim. Obrigada. – Ela respondeu.
- Milo! Tome mais cuidado quando estiver correndo! Poderia tê-la machucado! – Dizia o moreno revoltado.
- Foi mal aí Deba. Não foi por querer. – Dizia Milo se levantando.
- OH IMBECIL! COMO OUSA ATRAPALHAR MEU MOMENTO ROMÂNTICO? – A jovem de repente explodiu, surpreendendo Deba e Milo.
- Foi mal. Eu estava meio distraído. – Disse Milo meio sem graça.
- Sei. Pela sua cara de idiota eu acredito.
- Hey! Sem ofensas! Eu já disse que foi sem querer!
- Jura? Pensei que você realmente queria bater sua cabeça na minha. – Seu tom era completamente irônico.
- Aff... Você também fica parada aí no meio do caminho!
- MEIO DO CAMINHO? Você já viu o tamanho desse colégio? Como que eu estaria parada no meio do caminho? Só um idiota pra falar uma coisa dessas!
- Ah! Eu não vou ficar discutindo com você não. Eu tô com pressa! Fui. – Milo saiu correndo.
- Idiota. – Murmurou a garota.
- Não ligue pra ele.
- Claro que não! Pelo menos ele me deu a oportunidade de conhecer você! Como se chama? Você é tão grande e fofo! E joga MUITO bem! Você fez quantos gols? Eu estava tão distraída que não consegui contar. – Ela falava rapidamente, nem parecia respirar. Aldebaran riu do jeito enérgico da garota.
- Bem, obrigado pelos elogios. Meu nome é Aldebaran. E na verdade também perdi a conta de quantos gols eu fiz nessa partida. – Aldebaran ficara um pouco sem graça. – Mudando um pouco o foco do assunto, acho que agora é sua vez de se apresentar.
- Meu nome é Aryanne, mas pode me chamar de Ary. Sou novata e não conheço ninguém, ou pelo menos não conhecia. Fico feliz de você ter sido a primeira pessoa que conheci. Você é tão legal! Tão másculo! Tão...
- Opa, opa! – Aldebaran ria do jeito que ela soltava as palavras. – Vai com calma aí ou daqui a pouco nós estaremos noivos. – Aldebaran falou brincando. – "Até que não seria má idéia." – Mas acabou pensando na hipótese.
- Sério? Você está me pedindo em casamento? Ah! Eu não sei... Quer dizer, você é tudo de bom, mas eu tenho que pensar seriamente. Afinal, casamento é pra vida toda e eu não quero tomar uma decisão precipitada. Mas parece que você será um bom marido, então é bem provável que eu aceite. – Aryanne falava como se estivesse realmente pensando no assunto. Aldebaran apenas ria.
- Você é bem viajada não é? De qualquer forma, que tal nos conhecermos melhor primeiro. Depois a gente pensa em casamento. – Deba sorria largamente deixando a garota ainda mais encantada.
- Tudo bem. – Ela disse sorrindo.
Os dois começaram a andar na direção do prédio principal. Conversavam animadamente. Deba ria do falatório e da energia da garota. Enquanto Aryanne se encantava com aquele HOMEM ao seu lado.
Milo corria para o dormitório. Se demorasse demais não poderia tomar banho. O segundo sinal tocara. Agora só tinha quinze minutos. Precisava se apressar. Não seria problema passar pelos corredores do dormitório, já que ninguém estaria no quarto àquela hora. Provavelmente todos já deviam estar nas salas, ou pelo menos seguindo para elas. Isso era o que Milo pensava. Ao passar por um dos corredores, ouviu alguém tocando teclado. Estranhou. Quem estaria no quarto, tocando teclado àquela hora? Parou em frente ao quarto de onde ouvia a melodia. Seja quem fosse, tocava muito bem. Queria conhecer o autor da música. Para uma pessoa extrovertida como Milo, isso não seria problema. Foi logo batendo na porta. Bateu duas vezes. Esperou, esperou e esperou. Bateu novamente, dessa vez um pouco mais forte. Esperou, esperou e esperou. Nada. Por fim, perdeu a paciência e esmurrou a porta com força.
- OH DROGA! ABRE LOGO! – Gritou Milo.
Milo ouviu a música parar. A porta se abriu bruscamente.
- MAS QUE SACO! NÃO ESTÁ VENDO QUE ESTOU OCUPADA?! VOCÊ ESTÁ ME PERTURBANDO! – Gritou a menina que atendera a porta, muito brava.
- É falta de educação não atender uma visita! Aliás, a culpa é sua por não ter atendido ao meu chamado da primeira vez. – Milo sorria provocador.
- O QUE? VOCÊ É UM IDIOTA! VÊ LÁ SE ISSO É HORA DE BATER NA PORTA DOS OUTROS! – A menina ficava mais brava ainda com a provocação.
- Como assim? Saiba você que faltam menos de quinze minutos para aula começar. Pelo visto você deve ser novata, afinal, está tocando teclado no quarto até agora. Se não se apressa vai se atrasar.
- ISSO NÃO É NEM UM POUCO DA SUA CONTA, SEU INTROMETIDO!
Milo revirou os olhos. Garota teimosa. Não parecia em nada com o que Milo imaginou quando ouviu a música. E por falar em música, Milo parou um minuto ao se lembrar do motivo de ter batido na porta.
- Era você que estava tocando a música? – Dessa vez ele perguntou em um tom mais sério e amigável.
- ERA SIM! O QUE VOCÊ TEM COM ISSO? – A garota ainda estava nervosa.
- Não precisa gritar! Só queria dizer que você toca muito bem. – Disse Milo desviando o olhar. – "Que menina problemática."
Se Milo estivesse olhando para a garota, perceberia que ela ficara um pouco corada. Isso era bem perceptível devido a sua pele clara e bem aveludada. Era uma garota muito bonita. Bastante alta e esbelta. Não possuía atributos físicos exagerados. Tinha cintura fina, seios de tamanho pequeno a médio e quadril fino. Parecia uma modelo. Tinha traços delicados que moldavam seu belo rosto. Seus cabelos eram ruivos, lisos até a cintura. Sua franja era comprida até o queixo e posta de lado, cobrindo um de seus belos olhos verdes com cílios longos e negros. Ela usava roupas bem simples, mas que realçavam sua beleza. Usava uma bata branca, short bege que deixavam parte de suas belas e longas pernas à mostra e um sapatinho fechado também branco. Realmente uma princesinha em corpo de modelo.
Milo admiraria mais se prestasse um pingo de atenção na garota a sua frente. Mas parecia bastante atônito a beleza da menina.
- Obrigada. – Disse a menina, bem baixinho.
- De nada.
Milo finalmente olhara para a garota. Seus olhos se encontraram causando certo arrepio nos dois. Foi bem passageiro já que Milo desviou o olhar, um pouco sem graça. Ficou silêncio durante um tempo.
- Então... – Milo tentava quebrar o clima que se instalara. – Você é pianista?
- Não. Sou escritora! Toco para me inspirar. – Disse a menina sorrindo docemente.
- A propósito, como se chama?
- Meu nome é Annika, mas pode me chamar de Anny.
- Bem, prazer. Meu nome é Milo.
- Prazer.
- Você é novata mesmo, não é?
- Sou sim. Eu estava me arrumando para sair, mas aí me surgiu uma idéia para escrever e eu acabei indo tocar teclado para me inspirar um pouco mais. Acho que se você não tivesse aparecido, provavelmente, eu teria perdido a noção do tempo.
- Que bom para você então, não é? – Dizia Milo, convencido, fazendo Annika sorrir.
- Bem, pra primeiro contato até que você não é tão ruim. – Disse a garota provocando.
- Não sou tão ruim? Que absurdo! Você não poderia ter um primeiro contato melhor que eu! Saiba que você está conversando com uma super estrela do atletismo.
- Mesmo? Estou chocada! – Dizia a menina irônica.
- Vou fazer você engolir esse seu tom. Espere só até o campeonato começar.
- Esperar? Ah nem! – Dizia ela manhosa. – Não dá pra você me mostrar isso agora?
- Como?
- Espera um pouquinho. – Ficou silêncio por um tempo. – Três, dois, um. – Logo que ela terminou de falar o último sinal tocou.
- Essa não! – Milo desesperou-se. – Isso foi golpe baixo, viu? A gente se acerta depois.
Milo saiu correndo, acompanhado do par de olhos verdes. Annika sorria largamente. Esperava ter bastante amigos e Milo era o começo de tudo.
As aulas finalmente começaram. Muitos alunos estavam ansiosos pelas aulas. Outros nem queriam saber, apenas esperavam ansiosamente pelo período da tarde. De qualquer forma, aquele era o início de um ano cheio de surpresas, paixões, realizações e novos laços de amizade. Toda essa ansiedade e expectativa fizeram com que o período da manhã passasse num piscar de olhos. Logo já estava na hora do almoço.
Continua...
Yooooooo ^^/
Finalmente terminei esse cap XD!! Aff... Já tava ficando aflita ¬¬!! Acho que, por enquanto, esse foi o cap mais difícil que eu fiz XD!! Non sei se foi pq tava em época de prova ou se foi pq tinha mais personagens com cenas independentes... Nyah mas pelo menos consegui terminar esse primeiro contato *pulos de alegria*!!
Bom, breve comentário sobre o cap!! Sorry... Dessa vez eu realmente non sei se consegui fazer as personagens direito XD!! Só pra vcs terem uma idéia, eu refiz a cena da Milena umas três vezes e a da Arya umas quatro XD!! Talvez pq são personagens um pouco mais difícil de trabalhar em um primeiro contato, mas no fim até q eu gostei das cenas das duas XD!! Acho que a cena mais divertida de escrever foi a da Fanny XD!! Eu tava doida pra expor o lado safado do Milo... hauhauahauahauahauahauahau XD!! A Monise é muito fofinha, enton foi bom escrever com ela XD!! Já a Paty, non sei se saiu direito, mas foi legal fazer ela amiga do Olos ^^! Só pra deixar claro: A Paty, a Fanny e a Maeja são veteranas XD!! Achei que ficaria mais fácil pra mim, espero q non se importem XD!! Nuuu... Foi mó difícil descrever a roupa da Maeja (pessoa q non entende nada de roupa XD)!! Mas ela ficou mto fofa XD!! A cena da Aryanne me veio assim do nada e ficou do jeitinho q eu qria XD!! A cena da Annika tbm foi bom de escrever, acho q pq gostei mto da personalidade dela XD!! Enfim, o cap non ficou todo do jeito q eu qria, mas gostei mto dele XD!!
Notícias: SEMANA SANTA FOR EVER \^^/!! Tô de folga a semana toda XD!! Non é lindo? Vou poder escrever pra caramba XD!! Mas (sempre tem uma notícia meio chata ¬¬) eu vou viajar quinta feira...
Vozinha ao fundo: Aaaahhh TToTT
Non sei quando vou postar o próximo, pq vou pra uma cidade do interior q non tem net ¬¬(infelizmente)!! Mas, vejamos pelo lado bom, lá non terá nada pra me distrair, ou seja, poderei escrever mais rápido XD!! E eu volto domingo, enton farei o máximo possível pra postar o próximo cap assim q eu voltar XD!!
Nyah... Acho q era só isso q qria falar msm XD!! Tô amando as reviews XD!! Obrigada por mandarem *ficwriter carente*!! Responderei a todas, viu?
Até o próximo cap ^^/
=**
^^v
