Capítulo 5
O tempo ia passando e os alunos se dirigiam para suas respectivas aulas. Cada um deveria tomar sua direção. Havia dois prédios para as aulas especiais. Um deles era para a área de Artes e o outro para a Acadêmica. Os alunos da área de Esportes faziam suas aulas ao ar livre nos ambientes específicos de cada esporte. As instalações eram de ótima qualidade. Havia suporte para todas as atividades serem realizadas com louvor. Os prédios tinham várias salas organizadas especificamente para cada modalidade. No prédio de Artes, as aulas de Músicaeram realizadas em salas isoladas acusticamente, estúdios e em alguns auditórios. Já no prédio da área Acadêmica, as aulas como Química e Biologia variavam entre salas normais e laboratórios. A área de Esportes não ficava para trás. Todas as modalidades tinham espaços tanto abertos como fechados - para os eventuais dias de chuva - com exceção de esportes que necessariamente eram realizados em ambientes fechados, como Esgrima e Boxe. Tudo cooperava para o desenvolvimento das habilidades dos alunos. E por isso as aulas da tarde eram tão esperadas e tão conceituadas.
Mu, Isabelle, Rebecca, Annabel, Dália, Aryanne e Deba saíram do refeitório e caminhavam juntos, conversando. Não demorou quase nada e já estavam em frente ao prédio de Artes.
- NÃO! Eu quero que a Isa-chan venha comigo para torcer por mim! Não vou me separar dela! – Rebecca batia o pé e não soltava Isabelle.
- Eu também não me separo do Deba! Ele terá que ir comigo para apreciar minhas magníficas habilidades de atuação! – Aryanne também não queria ceder.
- Ai, ai, ai! Becky, solta a Isa. Vocês se verão assim que as aulas terminarem. E ainda terá a festa dos novatos. Você vai poder ficar apertando ela a noite toda. – dizia Mu tentando, em vão, convencer a garota.
- Não! Eu quero ver a Isa-chan torcendo por mim! Eu até já imaginei ela vestida de líder de torcida pulando, balançando os pompons e gritando: "A BECKY É DEMAIS! A BECKY É A MELHOR! VAI BECKY, VAI! VAI BECKY, VAI!". – Rebecca pulava e gritava.
- A Isa? – perguntou Mu num tom bastante incrédulo.
- Pulando e gritando? – Annabel perguntou no mesmo tom.
- De... de líder... de torcida? – Isabelle ficou vermelha só de pensar.
- É! Qual o problema? – Rebecca não estava entendo.
Mu e Annabel se encararam. Não demorou nem três segundos para caírem na gargalhada. Rebecca não entendeu qual era o motivo de tanta graça. Isabelle apenas ficou ainda mais corada.
- Imagina só! A... a Isa... Tentando torcer... sem... sem cair... – Mu não conseguia falar de tanto rir.
- Nã... não... tenta imaginar... ela... ela com os pompons nas mãos... su... super vermelha... Toda travada... – Annabel também ria.
Isabelle ficou muito sem graça. Até Deba, Aryanne e Dália riam, mesmo que de leve. Rebecca ficou revoltada. Isabelle ficou emburrada por um tempo, mas acabou rindo também.
- Desculpa, Isa. Mas não deu pra evitar. – disse Mu bagunçando os cabelos da menina.
- É mesmo Isa. Desculpa. – disse Annabel.
- Vocês são uns toscos! Viu só, Isa-chan? Só eu que sou sua amiga aqui! Deixa esses bobos rindo e vem comigo! – disse Rebecca segurando na mão da menina e puxando.
- Espera Becky! Eu agradeço por você me defender. – disse Isabelle sorrindo docemente. – Mas eles meio que têm razão. – ela falava meio sem graça, como se aceitasse uma infeliz realidade.
- Que injusto! – Rebecca fazia bico.
- Não fica assim! Vamos nos esforçar para alcançar nossos sonhos, juntas! – Isabelle segurava nas mãos de Rebecca e sorria docemente.
- KYYYAAAAA... Que fofa! – Rebecca apertava Isabelle. – Tá bom! Tá bom! Eu vou me esforçar! Mas você promete que um dia vai lá só pra torcer por mim?
- Claro! Desde que eu não tenha que me vestir de líder de torcida, será um prazer. – disse Isabelle rindo de leve.
- Vivaaaaa! Viram só?! Ela vai lá pra torcer por mim! SÓ pra mim! Vocês nunca vão conseguir isso! Por que ela vai lembrar esse dia em que vocês ficaram rindo dela! Aí ela não vai torcer por vocês! SÓ pra mim! – Rebecca se gabava.
- Tá bom, Becky. Tá bom. – disse Mu dando razão para a menina só pra acabar com o assunto.
- Mas Isa não ficou chateada com a gente, né Isa? – perguntou Annabel.
- Claro que fiquei! Muito injusto vocês ficarem me zoando só porque sou tímida e um pouquinho desastrada. – Isabelle fazia bico e cara de emburrada.
- Sério? – perguntou Mu num tom mais preocupado.
- Eu tenho cara de quem tá brincando? – perguntou Isabelle bem séria.
- Ah não Isa! Desculpa! Eu não queria te magoar! Desculpa! Desculpa! Desculpa! – dizia Annabel num tom bem arrependido.
- É Isa, desculpa. A gente não fez por mal. Você sabe que jamais diria algo para te magoar. – disse Mu no mesmo tom que Annabel.
- Não perdoa eles não, Isa-chan! É muito bem feito pros dois. – disse Rebecca se agarrando no braço de Isabelle.
- Eu vou pensar no assunto e depois informo a vocês. – disse Isabelle cruzando os braços e virando o rosto.
- Hahaha... Se deram mal! – Rebecca tirava sarro dos dois que pareciam bem arrependidos.
- Desculpa Isa. Sério mesmo! Eu nunca mais brinco desse jeito! Prometo nunca mais rir de você! É que não deu pra evitar. Eu fiquei imaginando a cena e foi bem engraçado na minha cabeça. Mas eu não faria nada que pudesse te magoar. Desculpa! Desculpa! Desculpa! – Annabel praticamente implorava o perdão da menina.
Isabelle olhou de canto de olho para Annabel. Ela realmente parecia implorar pelo perdão da menina. Isabelle não conseguiu segurar o riso. Acabou caindo na gargalhada. Annabel ficou confusa com a reação da menina.
- Nossa! Estou tão patética assim? – perguntou Annabel.
- Eu não acredito que vocês caíram nessa! – Isabelle ria de leve. – Eu não fiquei chateada com vocês. Eu tava brincando.
- Ah! Sua pestinha! Preocupando a gente à toa! – disse Mu fazendo cafuné na menina.
- É. Acho que a gente mereceu essa, Mu. – disse Annabel um pouco mais aliviada.
- Concordo. Foi justo. – disse Mu.
- Nossa Isa! Você podia fazer teatro, até que você leva jeito. Claro que para chegar ao meu nível você teria que ensaiar muito, muito, muito. Mas até que seria legal. – disse Aryanne.
- É! Até eu acreditei que você ficou chateada. – disse Dália.
- A Isa não é mole não. Vai brincar com ela achando que não vai receber o troco. Ledo engano. – disse Deba fazendo todos rirem.
- Não é assim também. – disse Isabelle um pouco corada.
- Mas você perdoou a gente, né Isa? Diz que sim! Sim...?! – perguntou Annabel novamente.
- Chega de pedir desculpas Bellee! Nossa! Como você é repetitiva. – disse Rebecca.
- Olha só quem está falando isso. – disse Mu incrédulo. Rebecca apenas mostrou a língua pra ele.
- Não se preocupe Bellee, eu não fiquei chateada. Pra falar a verdade eu fiquei foi meio que surpresa.
- Surpresa? – perguntou Annabel.
- Sim. Não pensei que a gente fosse ficar amiga, tão rápido. – disse Isabelle sorrindo.
- É mesmo! Lembro que quando conheci a Isa fiz uma brincadeira assim com ela. Pra que?! Arrependi-me profundamente. Ela ficou chateada por uma semana. – disse Deba.
- É mesmo. Se a Isa já tá soltinha desse jeito, a ponto de dar o "troco", significa que ela já te considera amiga. – disse Mu sorrindo.
- Mesmo? – Annabel sorria largamente.
- Sim. – disse Isabelle um pouco corada.
- Eu também já sou sua amiga, né Isa-chan? Né? Né? Né? – perguntava Rebecca.
- Claro. – Isabelle sorria docemente.
- Vivaaaaaa! – Rebecca apertava Isabelle.
- Tá bom gente! Esse momento tá muito lindo e fofo, mas é melhor nos apressarmos. – disse Deba.
- Ah não Deba! Você tinha que lembrar isso? Não quero que você vá embora! – disse Aryanne fazendo birra.
- Mas eu preciso ir! Eu sou o capitão do time titular. O treinador não me deixa faltar nem quando estou doente. Prometo que vejo você atuando outro dia, pode ser? – disse Deba.
- Tá bom! Mas você tem que me prometer que irá dedicar todos os gols que fizer para mim! – disse Aryanne.
- Pode deixar! Toda vez que eu fizer um gol vou gritar seu nome. – disse Deba.
- Ai que fofo! Mas tem que gritar BEM alto! Pra eu escutar! – disse Aryanne se agarrando no braço de Deba.
- Vou tentar. Mas agora tenho que ir. Becky, você sabe onde é sua aula? – perguntou Deba.
- Não sei não.
- Então vamos que eu te deixo lá! – disse Deba.
- Sério? Então vamos! Vamos! Vamos! – disse Rebecca puxando Deba.
Os dois se afastaram, acenando para Mu e as meninas.
- Vocês duas são do Teatro, não é? – perguntou Mu.
- Somos sim! As melhores! – disse Aryanne.
- Vocês sabem onde é a sala?
- Eu não sei não. – disse Dália.
- Pode deixar comigo que eu seu. – disse Aryanne.
- Que bom. Então é melhor nos apressarmos também.
Mu e as meninas entraram no prédio e cada um seguiu para sua respectiva sala. O Teatro era no primeiro andar, a sala de Música no segundo e as salas de Artesanato e Literatura no terceiro.
Dite, Maeja e Suely já estavam bem perto do prédio de Artes. Eles conversavam animadamente. Suely já estava um pouco mais solta, apesar de ainda estar bastante retraída. Ficara encantada com a doçura e educação de Dite e com a meiguice e simpatia de Maeja. E o melhor de tudo é que os dois faziam aulas na área de Artes. Por isso era mais fácil puxar assunto com eles do que com pessoas de áreas diferentes.
- Eu acho um máximo Desenho e Pintura. – disse Maeja.
- Mesmo? – perguntou Suely um pouco corada.
- Claro! Eu acho muito interessante ver o modo como os artistas retratam as coisas. Sei lá, acho que porque os artistas têm uma sensibilidade muito grande e vêem o mundo de uma maneira toda diferente.
- Concordo. – disse Dite sorrindo docemente.
Suely olhou atentamente para Dite. Como ele era lindo! Seria um modelo perfeito. Sorrindo suavemente daquele jeito com os cabelos azuis balançando com o seu andar. Perfeito! Só precisava de uma paisagem ao fundo. Mas será que deveria pedir para ele servir de modelo? E se ele se recusasse? E se ela começasse a gaguejar e não conseguisse falar nada? Talvez fosse melhor deixar as coisas do jeito que estavam. Era muito tímida para ousar uma coisa assim. Quem sabe com o tempo...
- Ah! Eu já sei! Que tal se a Suely desenhasse você, Dite? – disse Maeja muito animada.
- O... o... o... o que? – Suely ficou extremamente corada.
- Sim, sim! Seria muito legal! Pensa só, o Dite já é lindo aos olhos de todos, imagina aos seus olhos?!
- Para com isso Maeja. – disse Dite meio sem graça.
- Mas ia ser perfeito! Eu até penduraria na parede do meu quarto! – disse Maeja.
- Não acho que a Suely esteja interessada em me desenhar. – disse Dite tentando desconversar.
- Bem... eu... você... pensei... podia... não... Quer dizer... desenho... e... – Suely não conseguia formar uma frase, tamanho seu nervosismo.
- Olha só o que você fez Maeja! Deixou ela sem graça. – disse Dite.
- Desculpa, Suely!
- Não... eu... quer dizer... gostaria... desenho... você... eu... – Suely colocava o cabelo atrás da orelha freneticamente.
- Eu acho que ela está tentando dizer alguma coisa. – disse Maeja tentando decifrar o que Suely tentava dizer.
- Fica calma Suely. Respira. – Dite tentava acalmar Suely.
Suely respirou fundo, mas só de pensar no que estava prestes a falar ficou nervosa novamente. Desse jeito não conseguiria falar. Essa era uma oportunidade única.
- Eu... quer dizer... desenho... você... – Suely ficava mais vermelha a cada palavra.
- Você quer desenhar o Dite? – perguntou Maeja esperançosa.
- SIM!!! – Suely vibrava por ter conseguido transmitir o recado.
- Sério? – Dite ficou levemente corado.
- Mas... não precisa se não quiser. – disse Suely um pouco cabisbaixa.
- Não é isso. É que fiquei meio surpreso com o pedido, mas eu topo. – disse Dite sorrindo amavelmente.
- Sério? – Suely perguntou animada.
- Claro, é só a gente combinar tudo direitinho.
- Não! Quer dizer... Você não precisa posar nem nada. Eu gosto de pegar o lado mais bonito das pessoas, então tem que ser bem natural.
- Entendo. Então, quando estiver pronto me avise, ok? – disse Dite.
- Claro! – Respondeu Suely sorrindo.
- Tem que avisar pra mim também! Eu quero o desenho pra mim! – disse Maeja.
- Claro que não! O desenho tem que ficar comigo. – disse Dite.
- Não é justo! Fui eu quem deu a idéia. – disse Maeja emburrada.
- Eu deixo você tirar uma cópia.
- Não é a mesma coisa.
- Tudo bem. Eu tiro a cópia e dou o desenho para você. – Rendeu-se Dite.
- Brigada Dite! – disse Maeja se agarrando no braço do amigo.
Suely sorriu docemente. Não costumava ver as pessoas tão animadas com um de seus desenhos. Isso a deixava muito feliz. Daria o melhor de si para realizar seu sonho e não desperdiçar o voto de confiança que ganhara, não só dos novos amigos, mas também de sua família.
Os três continuaram caminhando e conversando. Não demorou muito para que chegassem ao prédio de Artes. Dite deixou Suely no primeiro andar, onde era a sala de Desenho e Pintura. Maeja seguiu para o segundo, na mesma sala onde Isabelle se encontrava. E Dite seguia para sua sala no terceiro andar.
Ele tirou seus desenhos da mochila e seguia, distraído, olhando para os mesmos e tentando organizá-los. Estava quase acabando. Deixara de assistir algumas aulas apenas para organizar aquilo. Não pensara que iria terminar a tempo, mas acabou conseguindo. Estava contente, pois entregaria para o professor e ficaria livre daquilo. Mas estava enganado. Ao passar na frente de uma das salas, alguém saía também distraída. Acabaram se esbarrando e as folhas de ambos se espalharam pelo chão. Eles não chegaram a cair, pois foi um esbarrão de leve, mas foi o suficiente para jogar todo seu trabalho e o da pessoa, no chão.
- Hoje realmente não é o meu dia. – disse Dite suspirando.
- Eu sinto muito. A culpa foi minha. Eu estava distraída.
- Tudo bem. Eu já tinha me acostumado com a idéia de não entregar isso hoje mesmo. – disse Dite sorrindo amavelmente. – Eu te ajudo a pegar suas folhas.
Dite e a jovem começaram a juntar os papéis. Uma das folhas chamou a atenção de Dite. Era um poema. Acabou por lê-lo.
- Que lindo poema. Foi você quem fez? – perguntou Dite.
- Que poema? – A jovem olhou para a folha e ficou levemente corada. – Sim, fui eu.
- Então você deve ser Annabel Lee Millano, certo?!
- Como sabe?
- Você assinou o poema. – disse Dite sorrindo.
- Ah... Ah é! – disse Annabel um pouco sem graça.
Ela voltou a recolher suas folhas e um desenho lhe chamou atenção. Ela pegou e começou a admirá-lo. Dite percebeu que ela olhava atentamente para um de seus desenhos.
- Gostou? – perguntou Dite curioso.
- Sim, sim. É um lindo vestido. Você que fez, não é? – perguntou Annabel entregando o desenho para Dite.
- Foi sim. Eu faço Moda. E esse é um dos modelos que fiz que mais gosto.
- Não é para menos. – disse Annabel sorrindo.
- Por que você gostou dele? – Dite parecia intrigado e esperançoso.
- Bom, eu gostei muito do jeito que você delineou as pétalas da rosa que tem na alça do vestido. E mesmo que seja apenas um croqui, ele está muito bem desenhado. Fora que eu gosto muito de azul.
- Você gosta de rosas? – Dite se mostrava interessado.
- Amo!
- Você quer esse vestido?
- Hã?
- Quer o vestido para você?
- Como assim? Não posso ficar com seu desenho.
- Não o desenho. O vestido.
- Você o tem pronto? – Annabel parecia animada com a idéia.
- Tenho sim. Vem que eu te mostro. – disse Dite segurando a mão da menina e a puxando em direção a sua sala.
- Espera! Eu nem sei seu nome.
- Afrodite. Mas pode me chamar de Dite. Acho que todo mundo me chama de Dite. – disse sorrindo lindamente.
- Ah... Espera um pouquinho!
Annabel parou e sacou seu inseparável bloquinho. Ao ver o sorriso de Dite acabou tendo um de seus "insights". Dite ficou um tanto quanto intrigado com aquilo, mas apenas riu do repentino "surto" da menina.
- Pronto.
Eles continuaram seguindo. Logo chegaram a uma sala onde havia enormes cabides com várias roupas e alguns manequins. Não demorou muito para Annabel reconhecer o vestido que tanto gostara. Ficara surpresa. O desenho era bonito, mas o vestido era deslumbrante. Ele estava em um manequim. Pelo tamanho, devia bater um pouco acima dos joelhos. Era em cetim de cor pérola, possuía apenas uma alça com uma rosa azul-marinha pregada nela, na cintura, um grosso cinto de cetim azul-marinho que era amarrado nas costas em um belo laço, justo da cintura para cima e solto da cintura para baixo, com uma seda azul-marinho por cima do cetim. Annabel olhava para o vestido com os olhos brilhando. Dite sorria.
- Então...?
- Ele é lindo! Ainda mais bonito que no desenho! – Annabel estava encantada.
- Você o quer?
- Claro que quero! Mas... Você o daria para mim? Quer dizer, a gente nem se conhece direito.
- Não seja por isso. Podemos nos conhecer a partir de agora. Além do mais, até onde eu saiba, eu posso dá-lo para quem eu quiser, não é? – perguntou Dite sorrindo docemente.
- Bem, sim, mas...
- Então não há o que se discutir. – disse Dite categórico.
- Nesse caso acho que só posso dizer: Obrigada. – disse Annabel sorrindo.
- Eu que tenho que agradecer. Ver uma moça tão bela vestindo uma de minhas obras é uma grande honra. Além do mais... – Dite segurou suavemente no queixo de Annabel. – Esse vestido vai realçar seus belos olhos.
- O... obrigada. – Ela ficou um pouco desconsertada com o olhar intenso de Dite.
- Bom, venha buscá-lo quando a aula terminar, ok?
- Tá bom. A gente se vê depois da aula então.
Annabel saiu da sala pensativa. Nunca encontrara um rapaz tão bonito e educado antes. Sentia que aquele era o início de uma bela e doce amizade.
Shion, Hikaru e Lillian já estavam bem próximos do prédio de Artes. Eles passaram no prédio da área Acadêmica antes, para deixar Shihyo, e seguiram para onde teriam suas aulas. Eles conversavam bastante. Pelo menos Shion e Lillian, porque Hikaru apenas escutava e sorria forçadamente. Estava um pouco ansiosa. Não conhecia ninguém e por ser muito tímida tinha um pouco de receio de acabar sozinha.
- O Cavaleiro da Armadura Brilhante...?! – perguntou Lillian.
- Da Jude Deveraux. Muito bom. – Respondeu Shion.
- As duas Vidas de Adrienne...?! – Insistia Lillian.
- Da Nina Beaumont. Também já li e gostei bastante. – Shion sorria vitorioso.
- Minha última tentativa: Um Segredo sob as águas...?!
- Da Sandra Paul. Li, mas não me agrado muito de romances assim. – disse Shion.
- Eu desisto! Eu já devo ter dito uns quinze livros e você já leu todos! Estou realmente impressionada. – disse Lillian.
- Acho bem improvável você dizer algum livro que eu não tenha lido. – disse Shion se gabando.
- E você Hikaru? Conhece algum livro que ele possa não ter lido? – perguntou Lillian à amiga que parecia estar no mundo da lua.
- Hã? Acho que não. – disse Hikaru um pouco avoada.
- Alguma coisa lhe preocupa? – perguntou Lillian vendo que Hikaru parecia um tanto quanto inquieta.
- Não, não. Estou bem. – dizia ela sorrindo.
- Tem certeza? Você é tão calminha. Estou te achando um pouco agitada. – insistiu Lillian.
- Só estou ansiosa pela aula de Música.
- Está com medo de ficar sozinha? – Lillian parecia ler os pensamentos de Hikaru.
- Um pouco. – disse Hikaru um pouco corada.
- Não precisa se preocupar. Eu te disse que lhe apresentaria uma pessoa. Tenho certeza que se darão super bem. – disse Shion.
- Mas é que... bem... eu sou... meio tímida... Você sabe, né? – Hikaru gaguejava um pouco e mantinha-se corada.
- Eu percebi. – disse Shion rindo do jeito da menina. – Mas você não vai conseguir manter essa timidez perto da minha amiga.
- Por que não?
- Acho que ela é muito mais tímida que você.
- Mas como eu vou conversar com ela então? Vamos ficar as duas caladas. – disse Hikaru.
- Não se preocupe. Você vai entender assim que conhecê-la. – disse Shion sorrindo.
Hikaru não entendeu, nem Lillian. Mas isso acabou atiçando a curiosidade das duas. Eles continuaram seguindo até chegarem ao prédio de Artes. Seguiram para o segundo andar onde Hikaru ficaria. Shion, da porta, procurou por sua amiga, ao vê-la sorriu. Ela estava sentada no canto da sala tocando Violoncelo.
- Isa! – Shion chamou por ela.
- Shion.
Isabelle sorriu largamente ao ver o amigo na porta. Ficou tão eufórica que, na pressa em ir de encontro a Shion, acabou por derrubar o Violoncelo em cima do próprio pé. Lillian e Hikaru, vendo a cena, tiveram que se segurar para não rir. Shion apenas balançou a cabeça em negativa. Isabelle, por sua vez, aproximou de Shion um tanto quanto envergonhada, já que o barulho do Violoncelo caindo chamou a atenção de todos da sala.
- Você está bem? – perguntou Shion um pouco preocupado.
- Estou sim. Acho que já consegui resistência depois de tanto me machucar. – disse Isabelle um pouco corada e sorrindo.
- Só você mesmo. – disse Shion sorrindo de leve.
- O que lhe traz aqui? Você não costuma me visitar, apesar de estarmos no mesmo prédio. Aliás, você é o único que ainda não viu um ensaio meu. – disse ela fazendo bico.
- Prometo que um dia eu venho. – disse Shion bagunçando os cabelos de Isabelle. – Mas estou aqui para te apresentar a uma amiga nova.
Isabelle ainda não havia notado a presença de Hikaru e Lillian. Quando se deu conta de que Shion estava acompanhado, corou violentamente.
- Essas são Lillian e Hikaru. – disse apresentando as duas. – Lillian, Hikaru, essa é a Isabelle.
- Prazer Isabelle. – disse Lillian sorrindo docemente.
- Pra... prazer Isabelle. – disse Hikaru um pouco corada.
- Pra... pra... prazer. – disse Isabelle extremamente vermelha.
- Olha Isa, a Hikaru vai fazer aula de Música também. Então vou deixá-la em suas mãos, ok? – disse Shion.
- O... o... o que? Mas... eu... ela... você... e... – Isabelle estava ficando quase roxa de vergonha.
Hikaru observou bem o jeito de Isabelle. Parecia uma criancinha indefesa e bastante atrapalhada. Sorriu.
- Vejo que já entendeu o que eu quis dizer, não é? – perguntou Shion vendo a reação de Hikaru.
- Acho que sim. – Respondeu Hikaru. – Isabelle, estou a seus cuidados. Espero que sejamos boas amigas.
- Cla... claro. Tam... também espero...
- Bom, eu já vou indo. Vamos Lillian. – disse Shion.
- Vamos sim. Tchau pra vocês. – disse Lillian se despedindo.
Os dois deixaram a sala. Isabelle ainda estava bastante corada. Hikaru se segurava para não rir. Não tinha como ficar tímida perto dela. Seu ar infantil e meigo criava um clima muito gostoso e instigava certa vontade de protegê-la. Hikaru voltou ao seu jeito calmo e paciente. Ela se sentia a veterana.
- Então...? – Hikaru começou.
- O... o que?
- Você toca Violoncelo, não é?
- Bom... na... na verdade... É apenas um hobby... – disse Isabelle um pouco menos corada.
- Sério?
- Sim... É que... eu toco apenas... apenas por complemento...
- Então o que você faz aqui de principal?
- Eu... eu canto...
- Sério?
- Acredite! Essa garotinha tímida aí canta e muito bem por sinal. – disse mais uma entrando na conversa. – Não é, Isa-chan?
- Não exagera Maeja. – disse Isabelle sorrindo.
- Você é novata, não é? – perguntou Maeja se dirigindo à Hikaru.
- Sou... sou sim... – Hikaru começou a gaguejar e ficou um pouco corada.
Na presença de Isabelle, Hikaru era meio que "obrigada" a se soltar. Mas foi só mais alguém aparecer que ela voltou a sua timidez habitual.
- Prazer, meu nome é Maeja. E o seu? – disse a menina sorrindo.
- É... é Hikaru...
- Mais uma tímida para a turma. Mas você parece ser mais tranqüila que a Isa-chan. Até hoje não consegui fazê-la deixar de ser tímida. Mas eu ainda vou conseguir! – disse Maeja abraçando Isabelle.
- A... acho meio... meio impossível... – disse Isabelle.
- Pelo menos você já está mais soltinha. Mas vamos voltar à Hikaru. Então, você toca algum instrumento ou você canta?
- Eu... eu toco Violino...
- Sério? – perguntou Isabelle bastante interessada.
- Sim. Por quê?
- Você poderia nos fazer um favor? – Isabelle pereceu esquecer-se da timidez.
- Bem... de... depende... se estiver ao meu alcance. – Hikaru assustou-se um pouco com a mudança de Isabelle.
- Você está pensando o mesmo que eu, Maeja? – perguntou Isabelle sorrindo largamente.
- Acho que captei a mensagem. – Maeja sorriu de volta.
Hikaru ficou um pouco confusa no meio daquilo. O que será que elas queriam?
Milo, Kanon, Annika e Fanny já estavam em frente ao prédio de Artes. Kanon e Fanny foram logo entrando, já que faziam aula juntos. Milo e Annika ficaram ainda mais um tempo, conversando. Mas Milo não poderia ficar muito mais, pois tinha que ir para o treino mais cedo.
- Bom, vou indo nessa. O técnico disse que tem algo para me pedir. Preciso me apressar pra não levar bronca. – disse Milo.
- Ah, não! Fica mais um pouco. – disse Annika, manhosa.
- Não posso. Tenho realmente que ir.
- Pelo menos me leva na minha sala. – Annika insistia.
- Não posso, sinto muito! Prometo que vou te compensar depois, ok? – disse Milo tentando animar a menina.
- Mesmo? O que você vai me dar? – Annika animou-se na hora.
- Surpresa. – disse Milo piscando um olho. – Mas agora eu vou mesmo. Tchauzinho, minha bonequinha.
Milo afastou-se mandando um beijo para a menina que, por sua vez, sorriu docemente e acenou de volta. Viu ele se afastando rapidamente e logo desanimou. Esperava fazer algum amigo na aula de Literatura. Não queria mais ficar sozinha. Admitia que muitas vezes não sabia lidar com as pessoas, mas queria ter mais amigos. Suspirou. Talvez não fosse tão simples. Sabia que nem todo mundo era extrovertido e amigável como Milo, Fanny e Kanon. Mas teria que se virar para não ficar sozinha em sua aula.
Annika logo entrou no prédio. Sabia que sua sala ficava no terceiro andar, mas não sabia onde. Teria que procurar. Subiu logo para lá e foi passando de sala em sala. Em uma delas viu um jovem de longos cabelos lilases olhando fixamente para um bloco feito de mármore, de tamanho médio. Ele parecia bastante concentrado, ora olhava para o bloco, ora escrevia algo em uma folha. Annika achou aquilo interessante. O olhar do rapaz mostrava que ele tinha prazer no que fazia. Ele parecia um típico protagonista de uma de suas histórias. Resolveu se aproximar.
- O que está fazendo? – perguntou ela, curiosa.
- Ah! Oi. Estou planejando fazer uma escultura. – Respondeu o jovem educadamente. – Deseja alguma coisa?
- Sim. Eu estou procurando a sala de Literatura. Pode me levar lá?
- Claro. Você é novata, não é?
- Sou sim. Meu nome é Annika. – disse ela sorrindo.
- Prazer. Sou Mu.
- Prazer.
Os dois saíram da sala. Annika queria conhecer melhor aquele rapaz.
- Você faz aula de que?
- Artesanato. Meu pai era artesão e fazia esculturas muito perfeitas. Sonho em ser como ele. – Mu dizia isso com os olhos brilhando, fazendo Annika sorrir. – Você faz Literatura, não é?
- Sim, sim.
- Tem preferência de escrita?
- Romance. Eu amo escrever romances! Romances cheios de aventuras, amizades e MUITO amor. – disse Annika sorrindo largamente.
- Gostaria de ler uma história sua. Acho que uma boa história começa no prazer que o autor tem de escrever. E isso parece que você tem de sobra. – Mu sorria amavelmente.
- Sim, sim. Eu AMO escrever. – disse Annika muito animada. – "Acho que é o único jeito de vivenciar aquilo que nunca tive." – Pensou.
Não demoraram muito para chegar à sala. Não era muito distante da sala de Artesanato.
- Pronto. É aqui. Está entregue.
- Obrigada.
- Não há de que. – disse Mu já se virando para voltar a sua classe.
- Espera! – Annika segurou a mão dele de leve.
- Sim?
- Será que você poderia me apresentar para alguém?
- Claro.
Mu adentrou a sala e Annika o seguiu, escondendo-se atrás dele. Shion estava na sala, mas Mu não sabia se Shion seria uma boa companhia para Annika, levando em consideração que ele era sério demais e que já estava conversando com outra pessoa. Achou melhor apresentá-la para alguém mais tranqüilo. Ao ver Annabel sorriu. Seria perfeito! Aproximou-se da menina, que lia um livro no canto da sala. Ela nem parecia se dar conta do mundo ao seu redor. Estava completamente concentrada na leitura.
- Bellee? – Mu chamava.
- ... – Bellee não teve nenhuma reação.
- Eu já previa isso. – disse Mu rindo da garota. – Bellee. – dessa vez Mu a chamou, retirando o livro de suas mãos.
- Ah, Mu! Estava na melhor parte. – disse a garota, emburrada.
- Desculpa, mas você parece ir para um universo paralelo quando está lendo. Não tive escolha. – disse ele ainda rindo.
- O que faz por aqui?
- Vim lhe apresentar uma pessoa. Essa é a Annika. – disse apresentando a menina que olhava para Annabel com curiosidade. – Annika, essa é a Annabel.
- Muito prazer Annika. Pode me chamar de Bellee. – disse Annabel sorrindo amavelmente.
- Prazer também. – disse Annika.
- Bom, vou deixar que conversem. Até mais tarde. – disse Mu se retirando.
Annika ficou olhando para Annabel como se esperasse que alguma coisa acontecesse. Mas acabou desviando sua atenção para o livro que a garota tinha em mãos.
- Manuel Bandeira?! – disse Annika num tom meio crítico.
- Sim, gosta? – perguntou Annabel interessada.
- Odeio. São poemas cheios de angústia, melancolia e medo da inexistência mascarados por uma dose de humor negro e ironia. O fato de ele descrever coisas tão profundas em tom de piada me desagrada muito. – Annika falava seriamente.
- Nossa! Estou surpresa. Mas eu gosto do jeito como ele escreve. Foge daquela coisa melodramática que vários poetas utilizam ao deparar-se com a angústia e a morte.
- Não vejo muita graça nisso. Acho que é um jeito tosco de tentar fugir de uma realidade cruel e dura.
- "Ih! Já vi que ela é bem crítica. Não sei se essa será uma relação muito saudável... Mas darei uma chance. Vai dar tudo certo no final." – Pensou Annabel.
- Tem algum outro tipo de leitura que você goste? – perguntou Annika interessada no assunto.
- Bem. Sou bastante eclética na leitura.
As duas continuaram conversando. Annabel sentia-se um tanto quanto intimidada pela opinião crítica de Annika, mas levava a conversa tranquilamente, sem maiores problemas. Annika, por usa vez, estava gostando de expor seu ponto de vista. Soltava sua opinião sem nenhum receio. Gostava de conversar sobre escrita e Literatura. E estava gostando ainda mais por Annabel se mostrar uma pessoa bastante entendida do assunto.
Milena andava em direção ao prédio da área Acadêmica. Ela andava com a cabeça baixa, como sempre. Porém, ela sorria de leve. Estava mais animada depois da conversa com Dohko. Por algum motivo ela sentia que algo bom finalmente aconteceria. Depois de sofrer preconceitos de todos os tipos, algumas vezes até mesmo Bullying, sentia-se um pouco mais animada por conhecer alguém como Dohko. Não era de ficar criando expectativas com relação a outras pessoas, mas via uma boa oportunidade de conseguir um amigo.
Ela andava bastante distraída, divagando em pensamentos. Acabou trombando com alguém. Foi um baque e tanto, pelo menos para ela que foi jogada ao chão. Seus livros se espalharam e derrubou os óculos.
- Sin... sinto muito... – Ela ajuntava seus livros bem depressa.
- Deveria olhar por onde anda, sua NERD desastrada. – disse a pessoa em quem trombara.
- Des... desculpa... eu... foi... foi sem querer... – disse ela indo pegar seus óculos.
Antes que alcançasse o objeto, a pessoa o pegou, mas não foi com a intenção de ajudá-la. Ele apenas ficou com os óculos nas mãos, como se quisesse que ela implorasse por eles. Milena olhou para o enorme garoto a sua frente. Pelo visto ele queria se divertir as suas custas. Não estava a fim de perder seu tempo, mas não era de ficar criando confusão.
- Pode devolver meus óculos, por favor? – Ela pediu educadamente, mas num tom bastante frígido.
- Por que eu deveria?
- Porque eu preciso deles e eles não são seus. – Milena mantinha o tom.
- Não gosto desse seu tom. Você devia implorar meu perdão. Tem sorte de hoje eu estar de bom humor.
- Eu só quero meus óculos de volta.
- Pois terá que implorar se quiser realmente que eu os devolva, sua NERD atrevida. – O rapaz parecia bastante decidido.
Milena usava de todo seu autocontrole para não perder a paciência. Já estava acostumada com aquele tipo de comportamento, mas estava começando a se irritar com a inconveniência do rapaz.
- Ela não terá que fazer nada! – Mais alguém se aproximava.
Milena olhou para trás e deu de cara com um belo rapaz loiro de olhos extremamente azuis. Apesar de não parecer do tipo que entraria em uma briga, ele parecia bastante confiante e firme em suas palavras.
- Quem você pensa que é? – perguntou o rapaz desafiadoramente.
- Eu penso que sou Shaka, um dos membros do conselho estudantil. E se você não quiser ser expulso, acho bom você devolver o pertence dessa jovem.
O rapaz pareceu hesitar. Devolveu os óculos de Milena e se retirou. A garota ficou impressionada.
- Você está bem? – perguntou Shaka num tom preocupado.
- Es... estou... sim... o... obrigada... – disse ela um tanto quanto sem graça.
- Não suporto esses idiotas sem cérebro que acham que podem se aproveitar da fraqueza dos outros. Não permitirei esse tipo de atitude diante de meus olhos. – Shaka parecia revoltado.
- Já... já me acostumei... com... com isso... não... precisa se... preocupar...
- Pois não devia se acostumar! Não vejo nenhum problema em ser inteligente e gostar de estudar! Isso é algo do qual deve-se orgulhar. – Shaka continuava firme em suas palavras.
- Eu... eu sei...
Milena falou cabisbaixa. Queria ser confiante e firme como aquele rapaz. Queria poder demonstrar que tinha orgulho do que era e não se sentir intimidada pelo que os outros falavam de si. Shaka vendo que acabara se exaltando demais, achou melhor abrandar um pouco as coisas.
- Desculpa, acho que me exaltei demais.
- Tu... tudo bem...
- Posso saber seu nome?
- Mi... Milena...
- Muito prazer. Meu nome é Shaka.
- Pra... prazer...
- Pelo que vejo você faz matemática, não é? – disse Shaka vendo o livro de matemática que ela carregava.
- Pois é. Matemática é minha vida! Se tem uma coisa que eu sempre digo é que os números nunca mentem. – disse Milena muito animada.
- Concordo com você. – disse Shaka rindo de leve, deixando Milena corada.
- Ah... quer dizer... você sabe... eu...
- Não se preocupe. Também faço Matemática e acho que nos daremos muito bem.
Milena sorriu. Sentiu-se à vontade perto de Shaka. Sentia como se ele a entendesse. Algo que jamais encontrara em ninguém. Talvez aquele colégio tivesse justamente o que estava procurando: mudança.
Os dois seguiram para o prédio da área Acadêmica conversando.
Aiolos, Monise e Patrícia estavam em frente ao prédio da área Acadêmica. Aiolos tentava convencer Patrícia a esperá-lo do lado de fora. Ele queria acompanhar Monise até a sala de Biologia. Mas Patrícia estava irredutível.
- Não! Você prometeu que ia me dar dicas! Durante a aula não dá, tem que ser agora! – dizia Patrícia.
- Paty, entenda! A Monise é novata. É bom que um veterano ande com ela para mostrar tudo. Eu não vou demorar. Será bem rápido. – Aiolos tentava ser paciente.
- Não! Você prometeu e agora vai ter que cumprir!
- Tudo bem Aiolos. Eu sei onde fica minha sala. Eu agradeço sua gentileza, mas não precisa se preocupar. – disse Monise tentando acabar com aquela situação.
- Não! De jeito nenhum! Prometi que te acompanharia. – Aiolos voltou-se para Patrícia. – Pare de agir assim! Você sabe que não gosto de pessoas mimadas! Eu não sou exclusivo seu! – Aiolos usava um tom um tanto quanto repreensivo.
- Eu sei. Mas o que tem demais em gostar de ficar perto de você? – Patrícia falou em um tom magoado.
A menina acabou correndo dali. Aiolos suspirou. Sentia-se como um pai repreendendo a filha. Mas tinha que admitir que passara um pouco do limite.
- É melhor você ir atrás dela. – disse Monise, ponderada.
- Eu sei. Não devia ter falado aquilo. – disse Aiolos num tom arrependido.
- Ela parece ser bem apegada a você.
- E é. Eu a conheço desde que ela entrou no colégio. E como a gente faz a mesma aula, ficamos juntos o dia todo praticamente. E quanto mais a gente fica junto, mais ela quer atenção. E às vezes preciso de um tempo pra conversar com outras pessoas. – Aiolos parecia desabafar.
- Entendo.
- Desculpa. Não queria te envolver nisso e acho também que você não deve estar muito interessada nos meus problemas.
- Que isso! Assim você me ofende. – Ela falava seriamente, mas logo soltou um suave sorriso. – Somos amigos. Sempre que precisar tô aí.
- Obrigada. – disse Aiolos sorrindo docemente, deixando Monise um pouco corada.
- Agora vai lá consolar sua filhinha, papai. – disse Monise rindo de leve.
- Engraçadinha. Vou indo nessa.
Aiolos saiu correndo. Monise ficou apenas olhando ele se afastar e sorrindo. Mas essa visão não demorou muito tempo, pois Aiolos pareceu ter se esquecido de alguma coisa e voltou. Monise já ia perguntar por que ele voltara, mas nem deu tempo. Aiolos deu um beijo estalado no rosto de Monise, que ficou completamente vermelha.
- Boa aula. – disse ele piscando um olho.
Ele deu meia volta e se afastou novamente. Monise ficou parada com cara de boba e olhando para o nada durante um bom tempo. Parecia completamente fora do ar. Não sabia explicar o que estava sentindo. Não era a primeira vez que alguém lhe dera um beijo no rosto. Mas por algum motivo, aquele mexera consigo. Talvez por ser tímida e por ter conhecido Aiolos há pouco tempo. Ou talvez por ele ser um rapaz muito simpático, educado e bonito. Não sabia dizer. Apenas que ficara tão surpresa quanto feliz com aquele gesto. Pelo menos era um sinal de que já tinha um amigo.
Resolveu deixar aquilo de lado, por enquanto. Entrou no prédio e seguiu para sua sala. Andava lentamente pelos corredores. Sua sala ficava no primeiro andar mesmo. Estava ansiosa pela aula de Biologia. Talvez não começasse com genética, mas pelo menos era Biologia. Monise andava distraída, mas parou de repente. Viu uma garota muito linda, vindo na direção contrária a dela. O que mais chamou a atenção de Monise não foi a beleza da jovem e sim o fato da garota ter olhos de cor diferentes. Monise ficou completamente eufórica com aquilo.
- Com licença, desculpa incomodar, mas posso saber seu nome? – Monise se aproximou da garota com um largo sorriso no rosto.
- Por quê? – perguntou a garota friamente.
- Eu sei que pode parecer estranho, mas eu amei seus olhos! São realmente muito lindos! – Monise dizia com os olhos brilhando.
- Isso realmente é estranho.
- Eu sei. – Monise corou um pouco.
- Arya.
- Hã?
- Meu nome é Arya.
- Ah! Muito prazer, meu nome é Monise. – disse sorrindo docemente.
- Por que acha meus olhos bonitos? – Arya não parecia acreditar naquilo.
- Você tem Heterocromia! Isso é super raro em humanos! Diria que você foi privilegiada! E pra falar a verdade, a tonalidade dos seus olhos é muito bonita. – Monise falava animada.
- Deixa eu entender. Você está me dizendo que eu sou uma aberração e que deveria me sentir feliz por isso?! – Arya falava em um tom incrédulo.
- Não! Aberração jamais! Como uma futura geneticista devo dizer que estou muito emocionada por ter o privilégio de presenciar tal peculiaridade genética. É algo tão... tão... tão perfeito! Não acha a genética maravilhosa?!
- Pra falar a verdade acho isso um verdadeiro incômodo. – Arya dizia em seu habitual tom frígido.
- Por quê? Eu adoraria ter olhos assim!
- Você suportaria a pressão dos preconceitos e de ser isolada da sociedade por ser diferente?
- Hã? Que pressão? Por que as pessoas teriam preconceito disso? O fato de você ter olhos de cores diferentes não muda o fato de que você é uma pessoa muito bonita. Acho até que a genética te favoreceu porque isso te deu um charme a mais. – Monise era sincera em suas palavras.
Arya ficou olhando para Monise com uma interrogação na cabeça. Será que ela estava falando sério? Arya tinha impressão que Monise estava tirando sarro da sua cara. Mas ao ver os olhos de Monise brilhando e um largo sorriso em seus lábios, não pôde deixar de sorrir mesmo que levemente. Aquele colégio era cheio de pessoas estranhas. Mas tinha que admitir que estava gostando.
- Você é estranha.
- Eu sei.
As duas começaram a rir.
- Então, qual é o seu tipo sanguíneo?
- Hã?
Monise e Arya começaram a conversar. Arya achava aquilo estranho e provavelmente não mudaria de idéia. Mas Monise parecia ser uma boa companhia.
Já estava na hora. Finalmente as aulas se iniciavam. Todos os alunos já estavam em suas respectivas salas. Os novatos estavam ansiosos para aprenderem com os melhores. Estavam eufóricos por poderem demonstrar seus talentos. Era algo único, um dia que marcaria o começo de uma nova jornada. Alguns começavam bem, já outros nem tanto. Esse era o caso de Dália e Aryanne. As duas acabaram não encontrando a sala de Teatro.
- Você não disse que sabia onde era? – perguntou Dália.
- Eu achei que sabia, ué. – disse Aryanne um pouco sem graça. – Mas a gente vai conseguir achar! Tenho certeza!
- Não é melhor nos separarmos? – perguntou Dália.
- Boa idéia! Eu vou por esse corredor e você vai por aquele!
- Tudo bem.
As duas se separaram para procurar pela sala. Dália não corria, mas andava bem depressa. Olhava de sala em sala. Não conseguiu achar. Já estava perdendo as esperanças. Faltava apenas uma sala no fim do corredor. A porta estava aberta. Resolveu entrar e verificar. Ao entrar deu de cara com alguém que estava saindo. Por poucos milímetros Dália não deu um beijo acidental na pessoa. E ao perceber que era um rapaz, ficou completamente vermelha. Ela tentou se afastar, mas acabou tropeçando nos próprios pés e caiu em cima do jovem. Aí sim ela ficou sem graça.
- Sin... sinto muito... – disse Dália se levantando.
- Tudo bem. Não me importo de uma garota tão linda cair em cima de mim. – disse o jovem com um sorriso safado no rosto e se levantando também.
Dália observou bem o rosto do rapaz. Aquilo não era verdadeiro. Claramente estava encenando.
- Você faz Teatro. – afirmou Dália.
- Como percebeu?
- Sua entonação de voz te denunciou. – disse Dália sorrindo como se tivesse adivinhado. O rapaz também sorriu.
- Posso saber o nome da senhorita expert?
- Quando queremos saber o nome de alguém, é aconselhável se apresentar primeiro. – disse ela como se corrigisse o rapaz.
- Está certo. – disse ele rindo de leve. – Meu nome é Kanon. Agora posso saber o seu?
- Dália.
- Muito bem senhorita Dália. Já que você notou que eu faço Teatro com tamanha perspicácia, suponho que também seja uma atriz. Acertei?
- Sim. E como tal devo dizer que sua atuação de galã tem muitas falhas.
- Muito bom! – disse Kanon em um leve tom de ironia. – Mas só tem um probleminha na sua constatação.
- E qual é?
Kanon aproximou o rosto de Dália e apenas cochichou em seu ouvido.
- Eu não estou encenando.
Dália corou violentamente. Kanon apenas gargalhou alto, sabia deixar as garotas sem reação. Mas, mesmo envergonhada, Dália não se deixaria levar tão facilmente assim. De repente, uma nova Dália surge. Essa se esvaiu de toda timidez e deu lugar a um sorriso completamente provocante e um olhar extremamente sedutor. Kanon parou de gargalhar assim que notou a mudança.
- Se não está encenando, então você é um péssimo galanteador. – Ela aproximou-se perigosamente do rosto de Kanon.
- Você gostou. Admita. – disse Kanon também provocante.
- E se tiver gostado? Vai fazer o que?
- Quer experimentar?
- Não acho que valha a pena.
A esse ponto todos da sala pararam para ver os dois. Dália se afastou e virou-se como se estivesse de saída. Kanon sorriu e segurou no braço da menina. Sem um pingo de cuidado, a virou e segurou sua cintura.
- Vou fazer você mudar de idéia.
Dália ficou surpresa com o que estava prestes a acontecer. Kanon aproximava-se cada vez mais. Ele ia mesmo beijá-la? Será que ele percebera que ela estava encenando? Será que ele levara aquela cena tão a sério assim? Não esperava que ele continuasse, mas se continuasse não se importaria. Afinal, se queria ser uma atriz, deveria saber agir de forma profissional diante de algo como um beijo. Seria apenas encenação. Mas, então, por que seu coração batia tão acelerado? Aquele pequeno instante se tornou uma eternidade. Ela podia sentir a tensão no ar e o peso de vários olhares sobre eles. Kanon chegou a encostar de leve em seus lábios. Mas não durou muito tempo.
- SOLTA ELA SEU PERVERTIDO!
Aryanne aparecera do nada e pulou em cima dos dois, numa tentativa de parar com aquilo. Os três foram ao chão. Aryanne por cima de Dália que, por sua vez, caiu em cima de Kanon. Ficou silêncio na sala. Todos olhavam atentamente para aquela situação.
- Ai, ai, ai... O que foi isso? – perguntou Kanon meio desnorteado.
- SEU SAFADO! PERVERTIDO! TARADO! QUERENDO SE APROVEITAR DA MINHA INOCENTE AMIGA! – Aryanne gritava e sacudia Kanon com muita força.
- Aryanne, controle-se! Está tudo bem. Aquilo foi apenas uma encenação! – Dália tentava acalmar a amiga.
- ENCENAÇÃO?! Ficou louca?! Eu conheço esses tipinhos de longe! Ele estava se aproveitando de você! NÃO SE DEIXE ENGANAR DÁLIA!
- Ok! Acho que já vi o suficiente.
Alguém se levantou entre os alunos. Os veteranos já o conheciam, mas os novatos ficaram surpresos. Ele parecia ser um colegial como todos os outros. Tinha traços de um jovem, mas não parecia ser um estudante. Fanny, que antes conversava com o suposto aluno, resolveu se pronunciar.
- Então professor...? O que achou dos alunos novos? – disse ela sorrindo.
- Muito interessante. Não pensei que veria algo assim aqui hoje. Estou bastante impressionado. O que acha Kanon? – disse o professor.
- Estava tudo perfeito até essa louca estragar tudo. – disse Kanon apontando para Aryanne.
- LOUCA É A SUA MÃE QUE TE PÔS NO MUNDO! – Aryanne olhava com ódio para Kanon.
- Muito bem jovenzinha. Olhares de ódio só são permitidos durante alguma encenação. Caso contrário controle-se. – disse o professor. – Alunos, sentem-se em seus lugares. A aula vai começar agora. Gostaria de explicar o motivo do meu disfarce... – O professor começou a falar.
Dália, Aryanne e Kanon se acomodaram em seus devidos lugares.
Na área de Esportes, em um dos ginásios, a aula de Esgrima já estava a todo vapor. Havia várias pistas onde vários alunos lutavam entre si. Porém, muitos alunos que não lutavam se concentraram em um dos combates. Shura era um dos combatentes sua adversária era Lara. A luta estava bastante disputada. Shura, agressivo e ágil como era, usava mais da tática de desenvolvimento a fundo*. Lara, por sua vez, estava bastante concentrada e se defendia com destreza. Muitos diziam que Lara não tinha a menor chance, que Shura já a havia acuado demais. Mas Lara não se importava nem um pouco com os comentários. Permanecia concentrada.
- Você parece cansada? Por que não desiste? – dizia Shura enquanto golpeava Lara.
- Não cante vitória antes do fim, Shurinha. – disse Lara bastante sarcástica ao pronunciar o nome do adversário.
- Não estou cantando vitória antes do fim, pois este será agora!
Shura fez um movimento rápido. Lara fez uma parada** e logo em seguida usou o desenvolvimento a fundo. Shura conseguiu se defender, mas Lara o pressionava utilizando o batimento***. Shura acabou perdendo o controle de sua arma, dando uma brecha que Lara não desperdiçou. Ponto. Lara era a grande vencedora.
- Tem razão Shurinha! Esse foi o fim. O seu fim. – Lara tirou sua máscara apenas para que Shura visse seu sorriso de vitória.
- Hunf... Foi sorte. Não me rebaixarei ao nível de uma mulher! – Shura dizia, também tirando a máscara.
- O QUE? REBAIXAR?! EU É QUE TENHO QUE ME REBAIXAR PRA TENTAR NÃO TE HUMILHAR SEU INFELIZ MACHISTA! – Lara gritava com um tom de orgulho ferido.
- O QUE DISSE SUA MARIA-HOMEM?!
- Sem brigas, crianças. – disse o professor separando os dois.
- Você ouviu isso, professor? Ele nunca vai reconhecer que eu sou melhor que ele! – disse Lara revoltada.
- Não vou assumir porque isso não é verdade! – Shura também falava revoltado.
- É claro que é! Você não ganha de mim desde a primeira vez que lutamos! Nem uma única vez!
Shura calou-se. Apenas desferiu um olhar de frustração para a garota. Por um breve momento Lara sentiu um misto de compaixão.
- Às vezes me pergunto se realmente devo me sentir frustrado quando perco para você. Afinal, sinto como se lutasse com um homem. – Shura foi na direção de Lara e passou por ela, parando logo atrás dela. – Acho que se você fosse um pouco mais feminina talvez eu te respeitasse como você merece.
Ele continuou seu caminho. Lara apertava os pulsos com muita força. Como odiava aquele traste! Odiava muito! Odiava o jeito que ele falava. Odiava o machismo dele. Odiava o fato de ele ser orgulhoso e arrogante. Odiava quando ele a rebaixava por ser mulher. Mas, acima de tudo, odiava-o por ser tão irritantemente lindo.
Continua...
Yooooo ^^/
Finalmente acabei XD!! Eu dei uma travada essa semana, mas o cap saiu XD!! Pra falar a verdade, esse foi o cap mais gostoso de escrever *¬*!! Non teve nem uma cena q non gostei XD!! Foi tudo mto bom de escrever XD!! Finalmente voltei ao meu jeito normal de escrita... Vivaaaaa \^^/!!
Non tenho mto o q falar dessa vez, enton vamos logo ao comentário do cap XD
Como sempre as cenas da Becky/Bellee/Isa são super divertidas de bolar XD!! Um agradecimento especial a Lune Kuruta por ter me ajudado com a personalidade da Bellee *o*!! Ficou ainda melhor depois da sugestão q ela e me deu e eu amei o resultado final XD!!
A Suely é mto fofa XD!! Gostei tanto de fazer ela pedindo pro Dite ser modelo XD!! Ela é toda tímida e o Dite todo fofo *o*!! E com uma ajudinha da Maeja ficou ainda mais fofo *o*~~!!
Nyah... Primeiro contato entre Bellee e Dite *o*~~!! Non sei se a Lune vai gostar, mas eu AMEI XD!! Eu tbm qro o vestido do Dite XD!! Fui eu q pensei nele, por isso ele ficou do jeitinho q eu gosto XD!! E tenho certeza q vai ficar lindo na Bellee XD!!
A Hikaru e a Isa tendo um primeiro contato foi mto bom de fazer *o*~~!! Alguma coisa me diz q a Maeja e a Isa estão armando pra cima de Hikaru XD!! O q será q essa autora pretende fazer, hein? Surpresa XD!!
Annika, Annika, Annika *¬*!! Dessa vez consegui fazer ela do jeitinho q eu qria XD!! O primeiro contato dela com o Mu foi uma das cenas q mais gostei XD!! E ela com a Bellee tbm gostei MUITO XD!! Vai ser legal desenvolver a amizade das duas pq de início vai meio q ter um choque entre a personalidade tranqüila da Bellee e a personalidade forte da Annika XD!! Mas pro primeiro contato eu gostei mto XD!! E coloquei a Bellee lendo Manuel Bandeira pq ele é um dos meus escritores preferidos XD!! Eu amo os poemas dele XD!!
Milena e Shaka *o*!! A pose do Shaka de "eu sou o fodão" foi o melhor XD!! E os dois serão amiguenhows *o*!! Combinou tanto XD!! Eu gostei XD!!
Monise, Aiolos e Paty XD!! Tadinha da Paty, judiei um pouquinho dela, mas o Olos non fez por mal XD!! Ele só qria ficar um tempinho sozinho com a Monise *risadinha safada*!! Foi mto fofo a interação deles XD!! Adorei fazer a Monise e Arya conversando XD!! Acho q elas se darão mto bem juntas XD!!
Gente, mas com certeza o prêmio de melhor cena vai para Dália, Aryanne e Kanon XD!! Hauahauahauahauahauahauahau... XD!! Foi mto divertido fazer a cena deles XD!! E o primeiro contato da Dália com o Kanon eu gostei TANTO XD!! Espero q a Tenshi Aburame goste pq eu AMEI!!
Lara e Shura XD!! Oh my God *¬*!! Ficou meio curtinha a cena deles, mas ficou do jeitinho q eu qria *o*~~!! Esses dois vão ficar mto legais juntos XD!!
Enfim... Era isso q eu qria comentar do cap XD!! Espero q vcs gostem dele tanto quanto eu gostei de escrever XD!! Os q non apareceram ou tiveram uma participação pequena, non se preocupem pq aparecerão no próximo cap XD!! E o próximo cap será o último antes da festa de boas vindas aos novatos XD!! Enton preparem-se para a festa Ò___ó/!!
Agora alguns avisos XD!! O pessoal q faz aula na Área de Artes, Literatura (Annika, Lillian e Bellee), non é obrigatório, mas gostaria q me mandassem alguma coisa q suas personagens escreveriam (poemas ou parte/sinopse de alguma possível história)!! Seria bom para q eu pudesse usar XD!! Pode ser q eu non use nada por enquanto, mas futuramente posso precisar XD!!
Ah... Explicando alguns termos da parte da Lara sobre Esgrima XD
*Desenvolvimento a fundo - O desenvolvimento a fundo é o golpe rápido, explosivo, em que o atleta estica a perna de trás e lança a arma à frente com o intuito de tocar o adversário.
**Parada - a parada acontece quando o atleta pára o golpe do adversário com sua própria arma.
***Batimento - O batimento, por sua vez, ocorre quando o esgrimista bate na arma do adversário tentando fazer com que ele perca o controle da mesma por alguns segundos.
Bom... é isso aí XD!! Acho q o próximo cap deve demorar um pouquinho tbm XD!! Apesar de q eu tô de folga segunda, terça e quarta (PUC forever *¬*), acho q o próximo cap será um pouquinho grande u____u!! Enton devo postar só no próximo fim de semana ou talvez, sem ser nessa, na próxima semana XD!!
Ah!! Agora tenho uma Beta \^^/!! Ganhei alguém q vai revisar meus caps *o*!! Vivaaaaaa... Meus agradecimentos super-mega-hiper-ultra especiais a Lilly Angel88!!
Enfim... É só (só? XD) isso XD!! Até o próximo cap ^^/
=**
^^v
