Capítulo 46

"Você é tonta".

Edward bufou, deslizando suas mãos sobre os meus pés para colocá-los em seu colo. Estávamos sentados em sua cama jogando Uno, em Berlim. Mais cedo naquele dia, nós passeamos com Felix e James, depois eles tocaram no show, e a exaustão finalmente bateu. Quase três meses de turnê sem parar estava finalmente tomando o seu preço em todos nós.

Emmett e Jake tinham estado doente durante a semana passada. Riley parecia que tinha entrado em uma briga com um chupacabra e perdeu. Pobre James parecia mais magro e mais pálido que o normal. Nossos corpos não foram feitos para estar tanto em movimento, mas nossos corações estavam.

Eu acho que a única coisa que me manteve seguindo em frente foi o meu Calças Agradáveis.

E o pau dele.

Desde aquela noite em Zurique, nós nos transformamos em adolescentes com tesão. Nenhum banheiro, beco escuro, ou quarto de hotel foi poupado. Ele puxava meus vestidos nos corredores vazios, jogava minha perna por cima do seu ombro, e fundia sua boca na minha boceta mais vezes do que eu poderia contar. Era fodidamente fantástico. Mágico. Um sonho molhado virando realidade.

Meu coração não era páreo para esse cara.

"Não é minha culpa que eu sei como jogar o jogo." Eu ri.

Ele deu um peteleco na minha testa. "Não há estratégia para o jogo, você está apenas conseguindo sorte".

Pegando uma carta do baralho, eu joguei no seu rosto. "Há uma estratégia. Você não pode continuar colocando para baixo todas as suas cartas de Quatro e Dois quando você as consegue, duh. Você precisa esperar até que você só tenha algumas cartas restantes, e depois me fazer comer merda".

"Isso não faz qualquer sentido." Ele franziu a testa, cutucando-me no lado antes de colocar para baixo um Quatro azul. "É a mesma coisa".

Eu gemi e coloquei um salto azul. "Diz o homem que não me venceu uma vez".

Edward riu. "Eu posso vencê-la em muitas outras coisas".

O que era a verdade, mas eu encolhi meus ombros, sorrindo. "Talvez, mas não no Uno, Calças Agradáveis".

Quatro jogadas depois, eu ganhei novamente. Ele agarrou a pilha confusa de cartas e as atirou no ar com um grunhido. "Isso é o que eu penso sobre você ganhar".

"Você não presta".

Ele caiu de costas na cama, puxando-me para baixo ao lado dele. "Você chupa muito melhor do que eu chupo*." Ele murmurou, beijando meu pescoço.

*Na frase anterior, Bella usou "you suck", que significa tanto "você não presta", como "você chupa", por isso ele faz o comentário de que ela chupa melhor que ele.

Eu tremi, inclinando minha cabeça para que ele pudesse obter um melhor ângulo para mais pele. "Verdade".

Edward riu, arrastando sua língua quente sobre a concha da minha orelha. "Bella?"

"Sim?"

Sua mão acariciou lentamente pelo meu braço. "Nós só temos uma semana restante." Ele disse em uma voz suave, lembrando-me que o nosso tempo juntos estava chegando ao fim.

Movi minha cabeça para beijar seu queixo. "Eu sei".

"O que vamos fazer?"

Olhos verdes-cinzentos encontraram os meus, algo como preocupação ou tristeza preenchendo nas bordas dos seus cílios. Eu estive querendo perguntar a ele sobre isso, mas eu era uma covarde. Naquele momento, eu lamentei não ter trazido isso à tona mais cedo. "Fazer isso funcionar?" Eu ofereci a ele.

Ele jogou a cabeça para trás e riu. "Não brinca." Dedos enrolaram no meu pulso, puxando minha mão para o seu peito. "Isso tem que funcionar".

"Ah, é?"

Edward acenou com a cabeça, ainda sorrindo. "Sim, Baby Ruth. Tem".

Beijei sua bochecha, esgueirando uma perna entre as dele. "Eu sei." Beijei sua bochecha novamente. "Quem mais vai mantê-lo entretido se você não me tiver?"

Após uma breve pausa sem resposta, nós nos entreolhamos e rimos. "Felix?"

Ele beijou meu nariz enquanto seu peito vibrava com a risada descontrolada da nossa repetição. "Eu te amo".

A admissão estava esmagando meu coração, achatando-o e arruinando-o para o resto da minha existência. "Eu sei".

"Você sabe?" Ele perguntou-me suavemente.

"Sim." Eu me afastei dele para ter uma melhor visão da maciez do seu rosto e dos longos e escuros cílios que emolduravam seus estranhos olhos coloridos. "Eu te amo. Muito".

Seu sorriso era do tamanho de Júpiter e mais brilhante que o sol. "Eu-" Ele gaguejou, corando. "Eu-"

"Você pode dizer isso." Eu o provoquei.

Edward sorriu. "Quanto?"

"Quanto o quê?"

Revirei meus olhos. "Eu acabei de dizer muito. Demais. Um monte." Eu cantarolei na minha garganta. "Por quê?"

"Porque se você não me amar muito, eu tenho muito mais trabalho a fazer até que você o faça." Ele afirmou.

Isso era suspeito. "Por quê?"

"Porque eu não acho que vou gostar de estar longe de você quando a turnê acabar." Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha, envolvendo seu braço em torno da minha cintura para içar-me em cima dele. Ele já estava duro, pressionando contra o material fino da sua cueca boxer.

"Eu não acho que vou também." Eu admiti para ele, tentando muito não balançar sobre a sua grossa ereção, mas falhando miseravelmente. "Mas você não precisa fazer uma turnê novamente por pelo menos alguns meses depois desta, certo?"

Ele acenou com a cabeça contra mim. Seus dedos deslizaram por baixo da barra da minha camisa. "Não. Vamos apenas escrever até que estejamos prontos para o próximo álbum".

"Nós vamos descobrir isso." Eu disse, deixando-o tirar minha camisa. Seus polegares escovaram sobre os meus mamilos lentamente. Desviando o olhar do movimento dos seus dedos, eu sorri para ele. "Nós temos que descobrir".


Nota da Tradutora:

Eu morro com a fofura desses dois... eles continuam sendo muito engraçados juntos, e o principal, não deixam de provocar um ao outro.

Amanhã eu posto mais.

Deixem reviews!

Bjs,

Ju