Disclaimer: Beatas, padres e vovós, agradeçam aos céus que os personagens e lugares citados não nos pertencem, mas pertencem ao Kishimoto no baka. Se nos pertencessem, Itachi estaria vivo, Sakura estaria morta e o mangá serviria como um veículo de propagação hentai para acabar com a inocência do mundo.

Sumário:Por obra do destino, um rico empresário cruza o caminho de uma jovem que, em meio às dificuldades, faz uma tentadora proposta que marcou para sempre suas vidas. "O senhor gostaria de me comprar por uma noite?" (U.A)

Rate: M, - por palavreado chulo ou considerado impróprio além das cenas picantes. Sendo mais direta... DA PUTARIA


Importante: Esse fic foi inspirado em All The Pain Money Can Buy feito por Blanxe. Qualquer frase ou acontecimento parecido não é um mero acaso. Devido a isso escrevo aqui os créditos a autora que por sinal fez o melhor fic que já li.

Casal yaoi: DuoXHeero (anime Gundan Wing)



Legenda:

Era a terceira vez que olhava para o relógio naquela noite – Narração normal

-O senhor gostaria de me comprar por uma noite?- Fala normal

-Eu não quero saber, venha AGORA! – Voz ao telefone

"Esse cara gostou mesmo de mim!" - Pensamentos.

OoOoOoOoOoOoOo – Mudança de tempo e espaço


J'aurais tant voulu ne jamais exister

(Eu realmente desejo nunca ter existido)

Ni jamais avoir cru pouvoir aimer

(Nem mesmo ter pensado que podia amar)

(Dark Sanctuary - Cet Enfer Au Paradis)

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Quanto custa seu amor?

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Por Pink Ringo & Brighit Raven

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Capítulo Quatro – Funerailles

Não era rica, porém tinha uma condição de vida muito melhor do que da melhor amiga. Sua família era estável e completa. Seu pai e sua mãe moravam juntos como um casal feliz repleto de saúde e amor. Era dotada de uma inteligência que lhe permitia ser uma das melhores alunas do terceiro ano de sua escola. Obvio que passaria na faculdade sem muitos problemas. Seu destino em ser médica era algo previsível em seu promissor futuro.

Sakura era bonita na medida do possível, mas não o suficiente para ofuscar Ino. Isso definitivamente irritava a Haruno. Talvez nunca realmente tivesse apreciado a presença daquela que chamava de melhor amiga, apenas a suportava por que queria um pouco daquela atenção que involuntariamente a loira chamava para si. Pensava: Se andasse com a Yamanaka por apenas quinze minutos pelo menos poderia receber o olhar de admiração de todos. Mera ilusão! Aquela pobretona burra que só tinha uma bela aparência sempre era a primeira a ser chamada para as festas, entrar em grupos de trabalhos e ser pedida em namoro pelos rapazes. Só naquele ano seis rapazes já haviam se declarado a Ino, incluindo veteranos.

Inveja. Esse era o sentimento que dominava Sakura toda vez que pensava na melhor amiga. Uma amizade camuflada que no fundo era uma mera farsa. A colegial de cabelos róseos não se contentava em viver as sombras do brilho de Ino. Queria mais!Necessitava ser melhor que a loira para que seu ego inflasse. Ser superior a Yamanaka se tornara uma meta.

Naquela manhã decidira ir para escola sozinha. Em sua caminhada refletia sobre aquela "amizade" que a sufocava. Desde o dia que conhecera a loira se sentia engasgada em não poder ser melhor no requisito que mais apreciava. Perguntava-se: Como alguém que não tinha absolutamente nada conseguia ter tudo o que Sakura queria?Não fazia o menor sentido aquela indagação.

A colegial de cabelos róseos reclamava de barriga cheia, fazia parte de sua personalidade querer se sentir superior em todos os requisitos e infelizmente para sua agonia havia um que NUNCA conseguiria ganhar de Ino: BELEZA.

Aquele pequeno detalhe tão fútil era mais importante que a amizade da Yamanaka para a Haruno. Por mais que fosse cretino de sua parte admitir, sabia que havia saboreado ter visto o estado deplorável da amiga no dia anterior. Maldosamente esperava ver a loira no mesmo estado desleixado.

Como se seus pensamentos ruins chamassem aquela que lhe fazia nutrir tanta cobiça a imagem reluzente de Ino surgiu mais bonita do que nunca saindo de um luxuoso carro preto na qual provavelmente somente um milionário seria dono.

Os cabelos loiros sempre presos estavam soltos e lhe caiam pelo corpo em uma cascata dourada que ofuscava a visão tamanho brilho dos fios. Os olhos azuis estavam expressivos como se o mundo fosse perfeito e não existisse nada que lhe pudesse fazer infeliz. O sorriso rosado chamava a atenção deixando-se cativar aqueles em volta. Admirar a brancura dos dentes perfeitos era inevitável. Bonita e sensual sem precisar se esforçar. Essa era a essência de Yamanaka Ino, nascera com o dom de atrair olhares masculinos. Tinha a façanha de cativar a todos até mesmo garotas que se sentiam intimidas perante a sua aparência impecavelmente sedutora.

As grandes esmeraldinas visualizava com atenção a cena com uma grande inveja e indagação estampada em seu semblante. Invídia por Ino ter se reerguido tão rápido e estar mais bonita do que em todos os outros dias. Indagava para saber quem era o lindo homem de terno que lhe beijava nos lábios com certo pudor deixando claro a todos que olhavam a cena de que aquela colegial era seu território e quem tentasse ultrapassar a cerca teria grandes problemas.

Um homem intimidador e atraente que chamava a atenção de todos os olhares femininos. De Sakura não era diferente. Por alguns segundos também desejou ser beijada pelo ruivo e possuir o prazer de ter os lábios tocados daquela maneira.

Teria passado mais tempo sonhando caso não estivesse tão interessada em saber quem era o individuo misterioso de semblante indiferente, olhos gélidos, cabelos rubros e pose imponente.

-Quem quer que seja eu vou descobrir. - disse a Haruno para si sem conseguir tirar os olhos esmeraldinos de cima da imagem do empresário Turco.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Ela era como uma flor do campo que nascera em meio ao deserto por ironia do destino. Todo o dia lutava para sobreviver, uma gota de água que fosse já era o suficiente para que pudesse continuar a respirar em meio a toda a areia. Assim se contentava com pouco apesar de sonhar com muito.

Gaara era o seu deserto. A cada dia testava-a até onde ela agüentava a secura das areias que significavam nada menos que as ações sempre tão distantes dele. A colegial era resistente e muito mais forte do que imaginava, contudo uma hora a flor poderia murchar. Nada é para sempre e durável. Principalmente quando não se cuida.

Com esses pensamentos que passaram a assombrá-lo decidira por assim começar a tratá-la com mais cuidado. Depois da noite anterior na qual fizeram amor como dois apaixonados era difícil continuar tentando manter a barreira entre de sentimentos em relação a Ino. A necessidade de ficar mais tempo com ela aumentava a cada novo segundo. Necessitava senti-la como um fumante precisava dar uma tragada de nicotina.

Naquela manhã resolvera leva - lá a escola para mostrar que a loira não estava sozinha. Havia alguém a qual ela pertencia esse alguém era Sabaku no Gaara.O ciúmes crescia assim como os sentimentos e o empresário achava que aquela era a hora de mais pessoas saberem que o turco não perdoava quem pisavam em seu território.

-Vou mandar o motorista vir te buscar no final de sua aula. - não era uma pergunta e sim um comunicado. O ruivo não correria o risco de que sua "propriedade" fosse novamente atacada.

-Nunca precisei de uma escolta para voltar para minha casa. – com as mãos na cintura e a voz petulante a Yamanaka contestou. – Não vai ser agora que as coisas vão mudar.

Ela ainda teimava em não entender que era ele quem mandava. Regras eram escritas por Gaara e seriam aplicadas de acordo com as vontades dele até o dia em que não necessitasse mais de Ino para suas necessidades. Aquele contudo não era o momento , ainda precisava MUITO dela.

-Eu não perguntei se você quer ou não. Só estou te informando que meu motorista vai lhe levar para casa. - com a voz ríspida e um olhar ameaçador complementou antes que a colegial abrisse a boca para complementar. – Esteja aqui Ino!Não ouse me desobedecer.

Não era um bom momento para entrar em uma discussão com o empresário por muitos motivos. O primeiro era pelo fato de estarem em frente à escola repleto de outros estudantes. Caso alguém ouvisse a conversa e suspeitasse do tipo de relacionamento que tinha com o Sabaku as coisas poderiam ser levadas a polícia com um inquérito de pedofilia.

O segundo motivo era tão importante quanto o primeiro, principalmente por se relacionar aos sentimentos da Yamanaka. Havia acabado de fazer as pazes com o ruivo, estava feliz e satisfeita com a noite anterior na qual se sentira correspondida em relação ao amor que nutria pelo homem mais velho apesar dele não ter dito qualquer declaração que mencionasse um "eu te amo!". Estragar o momento seria o mesmo que pedir para ser torturada.

O terceiro era que talvez ele estivesse certo em querer escoltá-la. Ainda arrepiava-se ao se lembrar do que quase havia acontecido. Sentia nojo, medo e agonia ao imaginar outro homem a tocando, possuindo-a.

Admitia para si mesma que havia se tornado um domínio de Gaara. Não se importava em ser rotulada assim o tanto que pudesse ficar ao lado dele.

Com um sorriso felino colocou a cabeça dentro da janela do carro, aproximou os lábios da orelha do empresário e fez questão de deixar o hálito quente bafejar a cartilagem daquela região do corpo masculino. Atiçava-o de maneira sapeca! Ino notava a respiração de Gaara ficar mais pesada devido a excitação em relação aquele pequeno mas estimulante ação.

- Eu aceitaria uma carona se certo ruivo muito sexy viesse me buscar. - lidibinosa mordiscou o lóbulo da orelha masculina conseguindo enfim arrancar um suspiro mais alto do ruivo. Ino aprendera fácil como seduzir um homem, bastava ser ela mesma. - Sexo antes do almoço! Depois de uns bons amassos poderíamos apreciar uma comida juntos.

Era uma proposta MUITO tentadora. Deixou um meio sorriso escorregar em seus lábios ao escutar a voz feminina manhosa pedindo a presença dele para compartilharem mais alguns momentos de prazer. A língua passando por seu pescoço como se aquele gesto pudesse convencê-lo. Convenceria caso a responsabilidade do trabalho não falasse mais alto.

-Vou viajar essa tarde a trabalho. – comentou o ruivo sendo direto fazendo a loira se afastar o suficiente para quebrar o deleitoso contato entre eles. O turco praguejou por ter estragado o momento exatamente quando recebia uma carícia tão gostosa. - Vou ficar três dias fora. Será uma viajem rápida.

-Por que não me contou antes? - Ino parecia ter levado uma paulada. Gaara iria viajar e somente a comunicava naquele momento. Como odiava aquele descaso dele em relação a ela. "Ruivo cretino!". Somente podia xingá-lo mentalmente nessas situações. Três dias era muito tempo.

-Eu não preciso lhe dar satisfação sobre a minha vida. – respondeu ríspido involuntariamente. Pedir para que Gaara mudasse totalmente seu jeito prepotente e áspero em relação a ela seria desejar muito. O mesmo que ansiar por sol em plena noite.

A Yamanaka se afastou do carro. Abaixou a cabeça e mordeu os lábios impedindo que o choro lhe subisse até os olhos. Prometera a si mesma que não choraria mais na frente dele. Mostrar que tudo nele lhe afetava tanto era humilhante e mais um motivo para que o empresário pisasse em seus sentimentos. Havia cansado de chorar por alguém que só sabia lhe descartar quando não queria alguns minutos de sexo.

-Ok então vá com Deus seu idiota estúpido! – falou controlando a voz de choro. Gritou aquelas palavras virando-se para caminhar em direção ao portão do colégio.

-Ino venha aqui! – chamou o ruivo autoritário. Dera-se conta do modo rude que havia tratado a Yamanaka e o quanto aquilo a magoara. Como odiava aquele gênizinho difícil da colegial. Entretanto amava poder tocar naquela garota e ouvi-la gemer entregue perante seus toques lascivos e cheio de desejos.

-Não!- caminhando com passos duros sem olhar para trás a loira continuou o seu caminho praguejando Gaara e todas as suas gerações ruivas de homens maravilhosos e hipnotizantes – Que você se divirta na sua viajem. Espero que arrume outro brinquedinho para se divertir por que eu vou SUMIR me entendeu?- ameaçava por impulso, pela raiva e magoa.

O empresário não esperou a Yamanaka dar mais nenhum passo. Saiu do carro e a puxou com força sem se importar com os olhares de alguns dos alunos que miravam a cena assustados. Ino tentava se desvencilhar das mãos fortes e pálidas que a puxava pelo braço bruscamente até o luxuoso carro preto. Por mais que tentasse se soltar, Gaara era mais forte e parecia empenhado em fazê-la obedecê-lo.

-Me solta seu grosso ou eu vou gritar!– ameaçava apesar de temer os olhares repressores dos colegas de escola que imaginavam mil e uma respostas para aquela situação: Ino sendo arrastada sem qualquer delicadeza por um homem ruivo bem mais velho e de aparência burguesa.

Abriu violento a porta de trás do carro, jogou a Yamanaka com força sobre o banco. O grito de raiva da colegial foi abafado pela sirene do sinal que comunicava que estava na hora da aula começar. Os alunos que admiravam a cena perplexo e curiosos em saber quem era o empresário que subjugava Ino daquela maneira, nenhum mais havia restado, todos sem exceção entraram na escola.

Fechou a porta do carro, trancou-a para que a loira não pudesse fugir. Rápido averiguo se todos os outros alunos haviam adentrado a escola. - mesmo que houvesse alguém ainda tentando olhá-los não conseguiriam com o vidro escuro. – Voltou a admirar a irritada jovem que tentava destrancar a porta do outro lado e assim fugir.

-A onde pensa que vai?Eu mandei ficar!- O Sabaku puxou-a pelas coxas fazendo com que a colegial abrisse as pernas para que ele pudesse se acomodar entre elas. Fora um gesto brusco típico da maneira selvagem e arredia que Gaara gostava na hora do sexo.

-O que pensa que vai fazer seu imbecil?Eu vou gritar está me ouvindo? – queria muito senti-lo tocá-la. Seriam três longos dias de total abstinência daquele homem, contudo ainda estava contristada com a maneira que ele lhe tratara alguns minutos atrás.

- Grite meu nome até perder a voz. - com habilidade as mãos masculinas que antes grosseiramente prendiam os delicados pulsos femininos deslizaram daquela região para adentrar as vestes da colegial fazendo-a se arrepiar com o contato que se iniciaria. Mais um momento de prazer que compartilharia com aquele homem. Mais uma vez ele gozaria dentro dela demarcando território. – Eu vou fazer com que o orgasmo te consuma tamanho prazer que você vai sentir. Terá motivos suficientes para gritar então grite!- terminou pronunciando algumas sacanagens.

Ino não tivera tempo para rebater apenas murmurar um sonoro "hum" deliciado quando o ruivo prendeu o lábio inferior dela entre os dentes puxando-o para chupá-lo. Gaara passou a língua provocante contornando a boca da amante até que a colegial perdesse a paciência e roubasse um beijo feroz onde as línguas brigavam freneticamente por espaço e os dentes mordiscavam toda a extensão da carne dos lábios. Possessos e agressivos expressando a saudades que já os dominava antes mesmo da separação.

Imaginava que enquanto ela estaria ali o esperando voltar dessa viagem de negócios o amante poderia contratar uma prostituta para satisfazê-lo no local onde estivesse esquecendo completamente de Ino. Se não tivesse a colegial por perto era só pagar outra para ter prazer por alguns instantes. Isso fora o que o empresário sempre deixou bem claro desde que contratara a loira para o trabalho de satisfazê-lo carnalmente: Ele poderia ter outras mulheres se quisesse, ela poderem poderia apenas se deitar com ele!Como pensar nisso irritava-a.

Parando o beijo de súbito a loira rodeou a cintura do ruivo com as pernas querendo prende-lo a si. Com a voz de uma adolescente apaixonada pediu doce.

-Me promete que você não vai procurar outras durante esses três dias?

-Não posso prometer isso. – respondeu rápido sem ao menos pensar na hipótese de atender aquele pedido. Voltou a tocar a colegial dessa vez dando uma atenção especial a pele arrepiada do pescoço. Marcava ali um chupão que demoraria pelo menos dois dias para desaparecer. O ego do empresário subia a cada gemido que a amante exclamava, a cada abraço, a cada beijo desesperado que ela roubava.

-Por favor... – não era apenas um pedido era muito mais. Ino implorava!

Mais uma vez se humilhava por alguém que jamais se ajoelharia perante ela. Subjugava-se daquela maneira como um mero objeto todas as vezes que Gaara ordenava e sem nunca reclamar. Sempre se deitou com o ruivo pensando primeira mente no prazer dele e por último em seu próprio. Só daquela vez queria algo em troca: Fidelidade. Será que seu significado era tão pequeno assim para não poder pedir ao menos isso?

-Não vamos trocar os papéis Ino. - puxando a loira pelos cabelos com força na intenção de fazê-la arquear o pescoço e deixar a região acessível para sua boca voraz Gaara em meio às mordidas selvagens colocou um ponto final aquela conversa. – Entenda de uma vez por todas, você é minha, mas eu não ou seu. Você é quem me deve fidelidade!

O empresário Turco somente conseguia fazer comentários infelizes em relação à Ino. Nada romântico muito menos que indicasse alguma espécie de sentimentos por menor que fosse. Gaara não se importava em magoá-la!Fora essa a conclusão que Ino chegara.

Para a surpresa do ruivo que imaginou que a Yamanaka lhe empurraria de cima dela e iniciaria uma nova discussão a loira apenas sorriu. O típico sorriso de decepção de alguém que ouviu o que menos queria escutar. Isso afetou o empresário muito mais do que qualquer crise de choro ou briga que acontecesse naquele momento. Era um cretino idiota que magoava alguém que nutria os mais sinceros sentimentos por ele. Sentimentos puros nos quais era indigno de receber. Afinal toda aquela situação e rotulo de puta de luxo que Ino possuía era graças aos hormônios dele.

-Vou ter que convencê-lo então que nenhuma outra poderá satisfazê-lo como eu.

As posições agora estavam invertidas. Ino tomara as rédeas daquele joguinho sexual deitando o ruivo sobre o banco e sentando-se sobre o abdome masculino. Involuntariamente o empresário passava a língua pela boca imaginando a próxima atitude de sua pequena mulher.

Lentamente a loira desabotoava a blusa branca que Gaara usava por de baixo do terno assim que conseguiu expor a pele branca do peitoral e os músculos ali esculpidos com um riso de lado travesso a Yamanaka se curvou para sussurrar felina.

-Vou fazer você ter o melhor gozo da sua vida que durante esses três dias a única coisa que vai conseguir fazer e pensar em mim.

Se para ter Sabaku no Gaara ela precisa usar palavras sujas, conquistá-lo através do sexo então ele gostava que ela fosse rotulada como a puta de luxo dele então seria.O importante era que aos poucos invadisse a essência daquele homem exatamente como ele havia invadido a dela.

Invasiva lambeu a ponta do próprio dedo de uma maneira depravada e com um sorriso malicioso. Fincou a unha sobre o peito do ruivo que soltou uma exclamação de dor. A colegial, porém não parou apenas por ai, desceu a unha pela pele sensível deixando assim um caminho descrito por uma linha rosada por onde sua unha percorrera. Em fim o caminho levou até o início da calça.

Brincava com o botão da vestimenta dando risadinhas "inocentes" enrolava o máximo ali torturando o ruivo que se remexia impaciente esperando a loira abrir a calça que começava a ficar apertada à medida que se excitava e o membro aumentava em baixo da veste.

-Ino...

Seu nome fora chamado em um rosnado. Ele queria que ela fizesse "aquilo" logo. Não era no botão da calça que Gaara desejava os dedos de Ino. Ela atendeu ao pedido indireto dele, abriu o botão da calça social e abaixou o zíper expondo a cueca boxer vermelha e justa que escondia a protuberância saliente e já desperta na virilha do empresário.

-Diz o que você quer meu ruivo? - com sutileza a mão direita da colegial adentrava lentamente o tecido que escondia o rígido membro do Turco. – Sou eu?São meus toques?Diga-me meu Gaara! – e a ênfase na palavra "meu" era cada vez mais forte.

-Ino...

Ele não iria pedir, não imploraria pelo toques dela o orgulho não deixaria que chagasse aquele ponto. Entretanto todos tinham seus limites e como qualquer outro ser humano e homem que apreciava navegar na barca do pecado chegaria o momento que Gaara não resistiria. Poderia demorar, mas a hora chegaria.

-Peça!- falou novamente a Yamanaka segurando com firmeza a carne quente do sexo do amante.

-Ino... - rouco em mais um rosnado arrebatado e impaciente pronunciou o nome dela, entretanto não pediu.

-Tudo bem. Não precisa ser agora, pois eu sei que um dia você vai pedir.

Sem deixá-lo mais na expectativa começou o ato de masturbá-lo. Movimentos frenéticos e rápidos com as mãos. Dedos que começavam a ficar habilidosos com a maneira que deslizava pelo membro masculino. Os olhos azuis da moça já conseguia visualizar o prazer na expressão do amante, uma gota de suor escorrendo na lateral da face e suspiros alterados. Ela lhe dava prazer!Pelo menos para isso servia.

Aquele ato não durou muito tempo, meros apenas segundos. Gozou, contudo ainda não estava satisfeito o suficiente. Só se satisfazeria depois de se enterrar dentro de Ino e ouvi-la gemer alto por mais. Satisfação somente após sentir o próprio quadril se chocando com o dela mostrando com o gesto que a colegial era a mulher dele.

Hostil arrancou as roupas de Ino quase às rasgando. As dele, porém foram retiradas desengonçadamente pela moça que sentia seu corpo ser agarrado com mais força, ser mordido com mais veracidade, lambido com mais malícia, beijado com mais vontade. Ela não conseguia raciocinar o suficiente para concluir qualquer outra coisa, conseguia apenas se concentrar em sentir os toques.

Logo a roupa de ambos não estavam mais em seus corpos, as peça de vestimentas foram parar no chão do carro ou embaixo de seus corpos sobre o banco. O vidro embaçara com o calor que acumulava dentro do veículo. Os gemidos cada vez mais altos eram abafados pelo ambiente fechado. O carro movimentava-se de acordo com a brutalidade dos movimentos dos corpos dentro dele que estavam famintos em busca de deleite.

Sentada sobre o quadril do ruivo a loira se posicionava para ser preenchida. Melhor dizendo Gaara firmemente a segurava pela cintura empurrando-a para baixo em direção ao pênis ereto para ser penetrada. Ambos excitados, ele, contudo mais fervoroso e apressado para iniciarem o ato sexual.

Fora de uma maneira bruta à entrada dele dentro dela o que conseqüente resultou em um gemido agonizado e prazeroso da parte da loira. As mãos femininas agarraram os ombros largos, as unhas longas fincaram contra a pele branca e macia. A cabeça jogada para trás, os olhos azuis fechados e a boca entreaberta em uma respiração acelerada demonstrava total rendição.

Entocadas fortes, fundas, rápidas, bruscas. Suor banhando os corpos, escorrendo de uma pele para outra misturando os odores. Gemidos mais altos sem qualquer inibição. Respirações tão ofegantes que parecia que o coração sairia pela boca. Beijos e sussurros lutavam para ver quem ganhava aquela disputa acirrada.

Enfim o enlevo dominou o corpo da loira estremecendo-a da ponta dos dedos dos pés até o último fio de cabelo. Sua pele se arrepiou e seus lábios pronunciaram uma última vez o nome Gaara. Ela sempre alcançava o orgasmo primeiro e paciente esperava o ruivo se saciar.

Vai e vem. Os quadris continuavam a se chocar. Para ele ainda não era o bastante. Nunca era!Precisava de Ino por inteira. Enquanto seu membro entrava cada vez mais forte na pequena cavidade úmida entre as pernas da moça seus lábios famintos lambiam cada gota de suor que a pele dela expelia, suas mãos com habilidade manipulava os seios que estavam muito maiores de quando eles haviam transado pela primeira estava virando uma mulher.SUA mulher!

Gaara gozou. Havia acabado o ato como tantas outras vezes. Terminara de maneira rápida, dolorosa e gostosa para ela. Puro orgasmo para ele. Era sempre assim! Unindo-se de maneira sublime, saboreando o gozo maravilhoso que apenas um poderia fornecer ao outro.

Alheio a eles, uma criatura invejosa assistia ao movimento frenético e suspeito do carro.

- Puta! – murmurou.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Já passava das sete e meia quando Ino finalmente conseguiu entrar na sala de aula. Atrasada, amassada, e extremamente satisfeita. Com um gozo tão sublime quanto aquele não havia como não estar. Não importava o olhar que as colegas de classe lançaram a ela, nem a expressão reprovadora do sensei.

Porém, uma coisa lhe importava: o olhar que seu querido amigo Shika lançou-lhe quando se sentou ao seu lado e ao de Sakura. O Nara a olhava com um misto de curiosidade e tristeza no olhar. Doía-lhe o coração ver tal expressão no rosto de quem amava... Tanto que nem reparou que a Haruno levantou-se e foi para o outro lado da sala olhando-a com um misto de nojo e invídia.

Mas aquela expressão... Ela imaginava o que seria. Ele a conhecia bem demais para o seu próprio bem, sua inteligência e a vitalidade com a qual a Yamanaka aparecera na sala naquela manhã entregaram tudo a ele. Todavia, custava a acreditar que ela tivesse voltado a fazer o que fez. Ela prometeu! E, bem lá no fundo, ele ainda queria acreditar que ela cumpria sua promessa, por isso a dúvida em seu olhar. E também a tristeza, por saber que, caso perguntasse, suas únicas esperanças se acabariam.

- Shika... – chamou a Yamanaka, sussurrando. – Você pode passar na minha casa hoje de noite? Eu queria conversar com você.

-... Problemática... Tem que ser de noite? Eu não posso te levar pra casa?

- NÃO! – a loura colocou a mão na boca depois da ênfase dessa resposta, que saíra alta demais. – Não, Shika. Eu vou ao hospital, então não vou ter tempo. Passa lá de noite, por volta das sete.

- Eu não sei se vou. Meu velho não gosta que eu saia de noite por causa de marginais. É problemático.

- Ah, Shika, por favor. – a garota fez beicinho. – Passe lá, sim? É muito importante!

As manhas de Ino sempre fizeram efeito em todos os homens, sem exceção. Desde seu pai, até Shika. Parecia que apenas Gaara era a exceção, infelizmente!

- Tudo bem. Não sei por que eu sempre cedo às suas vontades.

Um sorriso maroto brincou nos lábios da colegial ao brincar com o amigo:

- É porque você me ama.

-... É talvez seja isso mesmo.

Ino não percebeu, mas havia mais verdade por trás daquela afirmação do que sua felicidade a permitira ver.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Hora da saída. Ah, finalmente. E finalmente poderia falar com Sakura – a amiga lhe estivera evitando durante todo o dia, o que era estranho vindo de alguém que só sabia falar e falar. Algum problema estava acontecendo, e Ino iria descobrir! Era amiga da Haruno, e o que quer que fosse, ajudaria a garota.

Ao sair da sala, dirigiu-se ao banheiro feminino, onde sabia que a rosada sempre passava antes de ir embora. Era um ritual diário: Ao sair, Sakura ia ao banheiro feminino e passava uma boa meia hora se arrumando e se enfeitando sem nenhum motivo declarado. Ino suspeitava que devesse ser para atrair rapazes. Testuda vaidosa.

O caminho até o banheiro era longo, pois o banheiro usado por Sakura era sempre o do último bloco – mais quieto. Mas Ino caminhou até lá e, de fato, encontrou a Rosada tentando arrumar seus cabelos de modo a esconder a testa.

- Esconder um problema só o torna maior. – Disse Ino, atrás de Sakura.

A Haruno apenas encarou a amiga pelo espelho, espantada. E então suas feições endureceram.

- O que quer Yamanaka? – perguntou seca.

- "Yamanaka? O que essa garota tem?" – O que você tem Sakura? Qual é o problema? Nós somos amigas, pode me contar qualquer coisa!

- Nós éramos amigas, Yamanaka. – disse a colegial, virando-se para a loira. – Eu não sou amiga de nenhuma puta! – gritou a dona dos orbes esmeraldinos, para a surpresa de Ino.

A colegial loira não podia acreditar no que estava acontecendo. Então Sakura descobriu tudo? E a recriminava? Ino julgara que eram amigas, e que Sakura entenderia seus problemas. Mas, ao contrário de Shika, a Haruno apenas recriminava a ex-amiga, e jogava em sua cara tudo o que pensou.

- JÁ NÃO BASTAVA CHAMAR A ATENÇÃO DE TODOS OS GAROTOS DO MUNDO, AGORA TINHA QUE SAIR DANDO PRA ELES TAMBÉM! – gritou Sakura. – SEMPRE TEM TUDO SÓ PRA VOCÊ! PENSA QUE EU NÃO VI VOCÊ COM AQUELE CARA NO CARRO HOJE?

- Você... Viu? – sibilou Ino apenas.

- VI! VOCÊ É BAIXA, FAZENDO ESSE TIPO DE COISA NA FRENTE DA ESCOLA. NÃO TEM VERGONHA, É UMA VAGABUNDA MESMO! – gritava a Haruno, com toda a sua raiva.

Ino começou a sentir seus olhos arderem... E então, as lágrimas vieram. Lágrimas decepcionadas com a atitude de alguém a quem sempre ajudara e fora amiga. Sakura, por sua vez, parou de gritar tanto, e falou novamente, dessa vez mais dura e ferinamente cruel.

- Você chegou a esse ponto porque é uma loira burra, só tem notas medíocres. Sempre só com o necessário para passar, nunca passaria em uma boa universidade... No final é nisso que mulheres como você se tornam. Nunca serão como as mulheres inteligentes como eu. Mas homens gostam de vagabundas mesmo.

Nesse momento, Ino perdeu o resto de paciência que tinha. Em um momento em que a raiva superou sua decepção, esbofeteou a Haruno com toda a sua força, lançando a garota contra a pia. Diria verdades avassaladoras para ela, que se revelara uma invejosa, porém suas lágrimas ameaçavam afogá-la diante de tamanho desapontamento com a falsa amizade que a ex melhor amiga mostrara. Sim, era sua ex melhor amiga a partir daquele momento. NUNCA perdoaria Sakura pelas barbaridades que havia lhe falado.

Sakura virou-se lentamente, arrumando as melenas róseas bagunçadas. Foi com um olhar de fúria que olhou para a criatura patética que chorava incontrolavelmente. A lateral de sua face avermelhada e ardendo devido ao tapa que Ino desferira contra si, depois de tamanha atitude da loira não precisava mais fingir que gostava perfeito para mostrar qual era realmente o verdadeiro sentimento de "amizade" que nutria pela outra garota.: DESPREZO!

- NUNCA MAIS ME TOQUE! – gritou, empurrando a outra contra a parede. Porém, foi calmamente que adicionou as palavras seguintes. – Nunca mais me toque, vagabunda. Imundice pode ser contagioso. E eu tenho um futuro brilhante pela frente pra ser contagiada por uma vadia. "Vaca desgraçada!" - Pensou completando suas ofensivas verbais contra a loira. Ainda se vingaria pelo tapa que recebera.

Dizendo isso, virou-se novamente para o espelho e pôs-se a se arrumar novamente, tentando esconder sua feiúra por debaixo das camadas de cosméticos.

- De hoje em diante, somos rivais. – sacramentou a invejosa. – Disputaremos pra ver quem é melhor mulher... Eu, com minha inteligência... Ou você, com suas pernas abertas.

As palavras da Haruno assustaram Ino. Mas, se era assim que ela queria, assim seria. Cansada de ser humilhada, Ino correu para fora, para bem longe daquele banheiro. Para longe daquela que um dia chamou de amiga.

Chegando ao portão da escola, a Yamanaka passou correndo por todos, e nem notou o carro que a esperava ao virar a esquina. Porém, mal conseguiu dar dez passos, e o carro parava ao seu lado, uma mão puxando-a para dentro.

- G-gaara? – gaguejou a loira, ao ver-se dentro do carro encarando o empresário. – Pensei que estivesse viajando.

- O vôo foi transferido para o fim da tarde. Tenho algumas horas livres. – falou simplesmente o rapaz.

Aquele fora o momento mais feliz de sua tarde. Gaara fora buscá-la no colégio, surpreendendo-a. Por algumas horas, poderia afogar suas mágoas no corpo alvo do amante, de seu dono, agradecendo por ele estar em sua vida, por tê-la surpreendido, por tê-la feito feliz. Proporcionaria a ele horas de prazer, prazer em conjunto com o seu próprio, e o gozo a ajudaria a esquecer dos problemas daquele dia.

- Gaara,... – porém, suas palavras foram interrompidas pelo celular que tocava em sua bolsa. Pegando-o, viu ser o número do hospital onde seu pai estava internado. Atendeu-o imediatamente. – Alô... Olá, Natsumi, algum problema?

-Senhorita Ino estou ligando para comunicar que o estado de saúde de seu pai agravou. – a enfermeira do outro lado da linha possuía uma voz preocupada, o estado de Inoichi era um dos piores provavelmente não passaria daquele dia seu último suspiro. -Não sei por mais quanto tempo ele vai agüentar, peço que venha para o hospital o mais rápido possível.

No segundo em que Ino ouviu as palavras: "Não sei por mais quanto tempo ele vai agüentar..." o desespero pulsou em seu peito. A única pessoa que ela sabia que realmente a amava independente do que fazia ou deixava de fazer era seu pai e neste momento Inoichi estava à beira a morte.

Ela mesma não sabia se agüentaria uma perda daquele porte. Seu próprio coração não agüentava mais sangrar.

Desligou o celular e segurou Gaara pelas roupas com força. As lágrimas já escorriam fervorosamente por sua face assustando o empresário diante do desespero e do tremor que a colegial ingressara. Seja lá quem tenha ligada para Ino lhe disse algo terrível exatamente como um presságio de morte.

-Gaara rápido manda o motorista ir para o hospital Suna Hana.

-Por quê?- apesar de preocupado Gaara se encontrava ainda mais curioso. O que havia acontecido de tão grave para que a colegial estivesse em tamanho desespero e pedindo para ir para um hospital.

-Meu pai está morrendo. RÁPIDO!

O empresário piscou por alguns segundos, segundos preciosos para Ino que temia que seu pai morresse sem poder ao menos dizer adeus. A colegial ameaçou a sair do carro, se Gaara não queria levá-la iria correr mesmo que no final não tivesse mais pernas ou fôlego para chegar ao seu destino. Contudo antes que pudesse sair do veículo o ruivo lhe puxou pelo braço aproximando o corpo tremulo da loira de encontro ao seu. Não disse nada a ela apenas se dirigiu ao motorista.

- Baki mudamos nosso percurso. Ao Suna Hana o mais rápido que puder.

-Sim senhor! – pisando no acelerador o chofer mudou o percurso em direção ao hospital de burguês da cidade de Tóquio como lhe fora ordenado.

Gaara rodeou os ombros de Ino em um terno abraço o que fez com que a loira fechasse os olhos e se agarrasse com força contra o homem mais velho. Seus soluços melancólicos e desesperadores, as lágrimas que molhavam o terno do amante seu corpo que parecia vidro tamanha fragilidade do momento era o pior martírio para o empresário.

Odiava ver Ino chorando.

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Independente de ser o melhor hospital de Tóquio ainda sim não deixava de ser um hospital. O forte cheiro de morfina parecia impregnar nas narinas e na pele. O Ambiente pesado que causasse calafrios, os gritos agonizados daqueles que se encontravam com a morte. As lamúrias de famílias que perdiam um ente querido. Enfermeiras e médicos todos vestidos de brancos com o semblante carregado de preocupações. Pessoas chegando com uma simples gripe, outras com a perna amputada. Pacientes recuperados saído do hospital emocionados agradecendo a Deus por mais uma chance de viver. Corpos sendo retirados daqueles que não conseguiram essa segunda chance e tiveram que partir para o outro mundo. Ino não desejava que esse último fosse o destino de seu pai.

Deus seria muito injusto se também lhe tirasse Inoichi.

Assim que o carro parou em frente ao luxuoso hospital Ino desceu do carro às pressas nem ao menos esperou o amante. Correu pelos corredores em busca de Natsumi a enfermeira que havia entrado em contato lhe relatando o estado doentio de Inoichi.

Ela podia sentir os olhares de pena dos funcionários do hospital sobre si. Todos ali já a conheciam de tantas horas e vezes que Ino permanecia ali ao lado do pai. Aquele hospital se tornara quase uma segunda casa, uma boa parte do seu dia era ali que permanecia zelando pela saúde do pai.

Finalmente encontrou a enfermeira Natsumi conversando com a diretora Tsunade, ambas com o semblante de perda. Sabiam que em breve outro paciente iria padecer e para a tristeza de Ino era justamente o seu pai.

-Natsumi onde está o meu pai?- eufórica a Yamanaka se aproximou. Olhou suplicante para a enfermeira querendo a resposta rápido. Não podia perder um segundo se quer.

Maternalmente a enfermeira colocou as mãos sobre os ombros da colegial e lhe disse com o sonoro timbre de "sinto muito". Aquele tom era exatamente o que a loira não queria ouvir, pois sabia exatamente o que significava.

-Não podemos fazer mais nada, tudo depende de Inoichi e o quanto o seu corpo vai agüentar. - pausadamente a enfermeira complementou – Vá dizer adeus ao seu pai Ino.

Ino agressiva repeliu as doces mãos da enfermeira que tentava consolá-la, ou melhor, alertá-la de que falsas esperanças eram descartáveis no momento. Sentia raiva de todos aqueles médicos no momento. Eram incompetentes que nem ao menos podiam salvar Inoichi de uma tuberculose. Tinha raiva dos seres divinos por quererem que ela sofresse uma provação tão dura como aquela.

-Você não pode estar falando sério!VOCÊS PRECISAM SALVAR O MEU PAI!- gritou a loira escondendo o rosto entre as mãos. Sentia o corpo fraquejar como se uma grande pedra a esmagasse.

Teria estrangulado aquela enfermeira até ela dizer que poderia salvar seu pai. Não fez nada, antes que pudesse tomar qualquer atitude duas mãos fortes a puxaram de encontro a um forte corpo masculino. Ino olhou para cima e lá estava Gaara com toda sua altiveza e seriedade no semblante álgido.

-Você no meu hospital Sabaku?Não te vejo aqui desde que sua mãe morreu. - Tsunade até então em silêncio olhou atenta as mãos de Gaara sobre Ino.

-Deixamos a conversa para outra hora Tsunade. - disse ríspido, contudo formal. – Leve a menina até o pai dela. Se puder fazer algo para salva-lo faça, o custo será por minha conta.

Ino olhou agradecida para Gaara, murmurou um fraco obrigada e com um pequeno sorriso nos lábios insinuava que mais tarde ele teria o merecido agradecimento por aquele perfeitamente como o amante iria querer o agradecimento.

Assim que a colegial e a enfermeira sumiram pelo fúnebre e frio corredor o dialogo venenoso entre a médica e o empresário se iniciou com Tsunade interessada na presença de Gaara diante daquele trágico episódio da família Yamanka.

-Eu sabia que aquela menininha fazia algo impróprio para conseguir dinheiro para pagar esse hospital só não suspeitava que fosse justamente do seu bolso que essa pequena fortuna saía.

-O pai dela está aqui há quanto tempo?- perguntou duro tentando ignorar as insinuações da médica.

-Alguns meses. Veio transferido de um hospital da periferia, chegou aqui definhando. Seu estado de tuberculose é muito avançado não tem como salva-lo. - comentou Tsunade seria lembrando-se do combalido Inoichi. - Tenho pena dessa menina! É uma boa moça, o que ela faz com você provavelmente é para pagar esse hospital.

O estômago do Turco embrulhou. Pela primeira vez se sentiu sujo e cretino pelas horas de prazer que pagava para Ino lhe proporcionar. Agora sabia de toda a verdade. A colegial não se prostituía simplesmente por dinheiro, havia muito mais por trás daquela "profissão". Ela se vendia para salvar a vida do pai.

-Poupe-me de suas insinuações venenosas Tsunade o que a Ino faz comigo convém unicamente a mim e a ela. – com um timbre ameaçador Gaara olhou de lado para médica alertando-a que era para a mulher ficar longe dos assuntos pessoais dele.

-Eu podia te denunciar. - comentou a médica tentando amedrontar o empresário. Inútil , ameaças não faziam efeito em pessoas com o status de Gaara.- Não sente vergonha de usar seu dinheiro para isso?

-Poupe-me do sermão moralista. Onde eu enfio meu dinheiro não é da sua conta. – sorrindo maldoso complementou deixando uma ameaça indireta no ar – Se você é inteligente e presa por esse hospital não vai me denunciar.

-Nojento!- cuspiu a palavra a médica.

-Ande logo, me leve até onde Ino está. – falara em um timbre de ordem na qual Tsunade não teve escolha a não ser fazer o que Gaara ordenava.

Silenciosos não querendo continuar a conversa nada amigável de minutos atrás a médica e o empresário andaram juntos ao lado um do outro pelos corredores. Gaara nunca gostara de andar por lugares daquele tipo, lhe trazia péssimas recordações de quando sua mãe adoeceu mortalmente. Em certo ponto isso ajudava a entender a dor de Ino.

Chegando ao quarto a qual Inoichi repousava em seu quase leito de morte Tsunade e a enfermeira Natsumi deixou o casal sozinho com o adoecido homem. Ino continuava a chorar compulsivamente, segurava firme as mãos frias e pálida do pai, sentia o calor fugindo do corpo doente juntamente com a vida dele. Tosses mais violentas, suor, delírios e medo estampado em seu semblante. Inoichi jamais iria para o outro mundo em paz sabendo das condições que deixava a filha.

Para Ino era ainda mais doloroso ver que seu pai sofria ao morrer. Nem mesmo morrer de uma maneira amena Deus estava permitindo.

-Por que não me contou Ino?

-Porque eu não preciso da sua pena! – disse áspera. Aquele não era um momento em que palavras doces de amor brotariam. Aquele era o momento da sua dor e queria que o amante respeitasse não pedindo satisfações.

O empresário não disse mais nada. Talvez aquela não fosse à hora de exigir satisfações. Pelo menos na morte do pai de Ino respeitaria as lágrimas da moça.

-Ino...m-meu cof cof an-anjo. – fraquinha e em meio à violenta tosse Inoichi tentou falar com a filha. As últimas palavras de um pai que amou de mais a sua criança.

-Eu estou aqui papai não se preocupe. Descanse para melhorar logo!- pediu a loira tentando sorrir encorajadora. Entretanto não possuía coragem nem ao menos para si própria muito menos passar isso ao pai conseguiria.

-Papai te ama! Cof cof cof m-me.... desculpe cof cof p-pelo sofrimento... que te causei.

-Não fale mais nada, por favor. – Não conseguia mais se controlar. Sentia-se sufocada. Cada segundo que passava a respirar agoniada de Inoichi era mais fraca. Sua voz mais distante.

Então aconteceu. Gritos de desespero. Inoichi parecia queimar por dentro. Arranhava a própria garganta com os olhos azuis arregalados, era como se a morte em pessoa estivesse diante de si estrangulando-o tentando terminar com seu sofrimento em vida. Sangue espumava de sua boca a cada nova tosse. Estava morrendo!

-PAPAI!- Ino o chacoalhou tentando trazê-lo e volta. Qualquer tentativa era inútil. Afoita olhou para Gaara e disse rápida antes de sair correndo do quarto em busca de Tsunade. – Vou buscar a médica fique com ele.

Não queria ficar sozinho com o pai da menina que desgraçara. Peso na consciência diante daquele homem invadia o empresário. Antes que pudesse dizer a Ino que iria ao lugar dela para buscar a médica a loira já havia saído do recinto e lhe deixado sozinho com o enfermo homem que sufocava.

Relutante Gaara se aproximou da cama temeroso em olhar nos olhos daquele homem. Para sua surpresa Inoichi o agarrou pelas vestes, parecia usar o restante das forças que possui para confrontar o empresário turco que estava perturbado com aquela ação do homem que morria diante de si.

-Você é um desgraçado! Cof cof ...e-eu s-sei o que faz... cof cof com a minha filha miserável.- um gemido de dor e Inoichi cuspiu uma grande quantidade de sangue em si próprio e no terno do a falar perdendo as forças.-Se fizer minha filha chorar...eu...volto do outro mundo para te matar.

-Acalma-se senhor. Gaara estava começando a ficar apreensivo. Inoichi morria o martirizando, reprimindo-o por usar a filha dele como objeto sexual.

-Deixa-a em paz!Suma da vida da minha filha. - ele engasga, e o acesso de tosse fica agressivo em excesso, o sangue flui de sua garganta como se esta fosse uma fonte rubra.

O desespero de ver o homem agonizante se abate sobre Gaara. Em um impulso instintivo, o empresário grita pelas enfermeiras. Chamava ajuda apenas para não poder mais ouvir os gritos e as palavras repressivas daquele senil.

Inoichi enfim silenciou-se. Sua respiração cessou. Seus olhos azuis não possuíam mais brilho de vida e seu coração parecia não bater. Ino juntamente com Tsunade e a enfermeira chegaram ao quarto que já fedia a morte. Seria tarde de mais?

-Papai! – Ino correu até Inoichi e segurou suas mãos buscando um pouco que fosse e calor no corpo adoecido. Nada!Havia morrido?

Foram segundos, apenas uma vez. A íris azul se moveu em direção à filha como se a contemplaste uma última vez. Era a silenciosa despedida entre pai e filha. Singela e solitária uma lágrima escoria na lateral do olho esquerdo do falecido homem. Inoichi havia morrido, contudo não havia partido em paz.

Ino sabia perfeitamente o significa daquela lágrima. Naquele momento o remorso correu a sua alma e coração. Seu pai sabia sobre seu erro e nada jamais poderia ser reparado. Ela viveria com a dor de seu pai para sempre.

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Gaara foi breve e seco em suas atitudes depois do fatídico acontecido. Deu-lhe um selinho frio e sem qualquer paixão, não pronunciou nenhum palavra de consolo apenas um rápido "Não se aproxime de outros homens em minha ausência" e partiu entrando no magnífico aeroporto Japonês. Viajava naquela mesma tarde para a Europa parecendo não se importar com Ino e com a dor de perda que ela carregava.

Logo após deixar o patrão no aeroporto a pedido de Ino, Baki a deixou novamente no hospital. A colegial queria ficar ali mais um tempo, esperando o corpo do pai ser preparado para o fechamento do óbito. Permaneceu o restante da tarde na capela do local. Não rezava, não pedia a Deus um bom lugar no céu para Inoichi. Fora na capela para questionar a divindade o motivo de tê-la deixada sozinha no mundo.

-Você por acaso sente prazer em me ver sofrer? – perguntou para a imagem do homem crucificado que olhava piedoso para a jovem.

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Dois dias haviam se passado. Gaara ligara apenas uma vez durante esse tempo. Agüentar aqueles dias foram penosos. Se Shikamaru o melhor amigo não tivesse ficado ao seu lado, lhe oferecendo um abraço protetor e palavras de consolo provavelmente teria cometido um suicídio em busca de alivio. Tinha muito que agradecer ao melhor amigo. Ele pelo menos parecia se importar com a sua dor.

O enterro fora naquela tarde chuvosa e mórbida. No funeral houvera poucos, apenas Ino, a família Nara, a família Haruno – apesar da amizade com Sakura ter chegado ao fim – alguns funcionários do hospital incluindo Natsumi a enfermeira e Tsunade e poucos professores. Não tinham parentes por peito para comparecerem ao velório. Ino era a única do mesmo sangue de Inoichi que estava ali jogando flores sobre seu caixão. Lírios brancos os favoritos do falecido homem.

Le froid envahit sa pauvre âme,

(O frio invade a sua pobre alma,)

Quand sa tombe se referme sur lui,

(Quando o seu túmulo fecha-se novamente sobre ele,)

La sculpture aux regards infâmes,

(A escultura aos olhares infâmes)

Após toda a cerimônia aos poucos as pessoas foram embora. Os últimos a deixarem Ino foram os Nara. Shikamaru pediu para que a amiga fosse embora com eles, que já estava tarde e era hora de voltar para casa antes que ficasse perigoso, mas a colegial loira ignorou e pediu para o amigo deixá-la sozinha. Precisava de um tempo só ela e o pai.

O tempo em que ficou de frente ao túmulo de Inoichi fora apenas um momento para se martirizar. Preferia que seu pai nunca tivesse suspeitado sobre a mulher suja que havia virado. Queria que ele ao menos tivesse morrido com a crença que ela uma jovem de boa conduta.

Saiu do cemitério sozinha em meio a chuva deixando as gotículas de água lavar sua tristeza e o pouco de dignidade que lhe restava. Seu vestido branco molhado grudava em eu corpo e seus passos cada vez mais lentos pareciam à marcha para seu deplorável destino em ser uma mulherzinha vulgar e qualquer que não possuía nada na vida além de uma bela aparência como meio de se vender e conseguir dinheiro para sobreviver.

Para afirmar aquele rótulo que dava a si própria um carro esporte de milhões de dólares parou ao seu lado chamando-lhe a atenção. O vidro baixou e a imagem de Kankurou surgiu com um sorriso depravado. Malicioso disse vulgarmente.

-Quanto você quer para deixar eu te comer?

Ino sentiu nojo. Repulsa de atrair homens que só pensava em si de maneira sexual. A imagem daquele homem lhe dava aversão só de imaginar os pensamentos indecentes que provavelmente ele estava tendo com ela.

-Não sou esse tipo de garota. Deixa-me em paz! – disse ela voltando a andar.

Rejeitado?Ele não aceitaria uma negação, afinal ia pagar para tê-la. Se Gaara pagava e a tinha por que Kankurou não poderia ter? Aquela vadiazinha não o recusaria daquela maneira. Seria por bem ou por mal. E por que não de surpresa?Riu maldoso com aquele pensamento. Fechou o vidro e acelerou o carro deixando a moça sozinha na rua.

Ferme les yeux, saluant minuit.

(Firme os olhos, cumprimentando meia-noite.)

Aujourd'hui est mort le paradis,

(Morreu o paraíso,)

Dans ce cimetière triste et si brumeux,

(Neste cemitério triste e tão sombrio,)

A colegial deu de ombros. Voltou a caminhar. Em meia hora caminhando afundada em seus pensamentos cruzou um beco e nesse momento sentiu ser jogada de maneira brusca e agressiva contra a parede. Gemeu de dor quando seu braço ralou na parede áspera, pequenos cortes se formaram em sua pele de seda. Levantou a cabeça procurando seu agressor e deparou-se com o mesmo homem de minutos atrás do luxuoso caro esporte.

-Acha que vou deixar você me recusar dessa forma sua putinha?Se você abre as pernas para o Gaara vai abrir para mim também. - as mãos nodosas e famintas de Kankurou foram em direção ao fino vestido de Ino a fim de rasgá facilidade conseguiu deixar os seios da moça de fora.

-SOCORRO!- mais uma vez Ino tentou apelar a Deus embora suspeitasse que novamente fosse abandonada.

Os olhos azuis de Ino olhavam suplicantes, não agüentaria sofrer aquela humilhação. Kankurou passava a língua depravadamente nos próprios lábios como se já pudesse sentir o sabor da pele daquela jovem.

Sous le pâle visage de Marie,

(Neste cemitério triste e tão sombrio, Sob o pálido rosto de Marie,)

En écoutant ce chant miséricordieux.

(Ouvindo este canto misericordioso.)

(Funerarailles - Dark sanctuary)

Continua...



N/A:Hello my loves!Eu e minha parceira pervertida pedidos humildemente desculpas pela demora do capítulo. Creio que vocês vão entender e nos perdoaram por tamanha demora, ainda mais por que o capítulo quatro foi MARA. Eu adorei escrever aquela cena de sexo selvagem entre Ino e Gaara dentro do carro. Ahh se o ruivo me pegasse daquele jeito eu morreria feliz!

Mas enfim falando sobre o fic, a primeira parte dele está chegando ao fim. No início da trama eu e minha parceira comentamos que o enredo seria dividido em suas partes. A primeira é até o capítulo cinco e a segunda do capítulo seis ao quinze. Fiquem então na expectativa, pois o próximo capítulo será o fechamento dessa primeira parte e promete muitas emoções e lágrimas naqueles que acompanharam com afinco a dura vida de Ino.

Agora uma notinha especial da titia Pink peço que leiam o fic Segundas intenções – HinaXNeji.O antepenúltimo capítulo está no ar e eu queria alguns comentários para me inspirarem nos dois últimos capítulos! Obrigada pela atenção.

Kissus da titia Pink. (10/01/2009) Feliz ano novo a todos!



N/A:Waaa,gente!Mais um capítulo, e o mais difícil de sair!Particularmente, este é o meu favorito – sou chegada em uma tragédia, pela demora, mas sabem como é,festas de fim de ano atrapalharam toda a vida...E ei o mundo não foi feito em um dia!Nossa demora é para fazer uma coisa maravilhosa para vocês o/

Obrigada pelas 100 reviews em apenas três capítulos!Isso me deixa muito feliz!

E galera do Rio e de Floripa - Aqui vou eu! Se vocês verem uma morena desengonçada com quase um metro de busto e cara de doida pela ruas ruas, esta sou eu o

Beijos Brii ( 10/01/2009)



Agradecemos a todos que comentaram, graças a vocês é que temos animo para continuar o fic. Aqueles que ainda não deixaram sua opinião sobre o enredo pedimos que cometem e façam duas autoras taradas felizes