Disclaimer: Não é nosso. Se fosse, Raikage e Bee teriam vencido o Sasuke, Sakura nem ao menos existia, e Itachi estaria vivo. Em suma, não é nosso.

Sumário: Por obra do destino, um rico empresário cruza o caminho de uma jovem que, em meio às dificuldades, faz uma tentadora proposta que marcou para sempre suas vidas. "O senhor gostaria de me comprar por uma noite?" (U.A)

Rate: M, - por palavreado chulo ou considerado impróprio além das cenas picantes. Sendo mais direta... DA PUTARIA


Importante: Esse fic foi inspirado em All The Pain Money Can Buy feito por Blanxe. Qualquer frase ou acontecimento parecido não é um mero acaso. Devido a isso escrevo aqui os créditos a autora que por sinal fez o melhor fic que já li.

Casal yaoi: DuoXHeero (anime Gundan Wing)


Legenda:

Era a terceira vez que olhava para o relógio naquela noite – Narração normal

-O senhor gostaria de me comprar por uma noite?- Fala normal

-Eu não quero saber, venha AGORA! – Voz ao telefone

"Esse cara gostou mesmo de mim!" - Pensamentos.

OoOoOoOoOoOoOo – Mudança de tempo e espaço


You let me violate you

(Você me deixa te violar)

You let me desecrate you

(Você me deixa de profanar)

You let me penetrate you

(Você me deixa te penetrar)

You let me complicate you

(Você me deixa te complicar)
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(Nine Inch Nails – Closer)

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Quanto custa seu amor?

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Por Pink Ringo & Brighit Raven

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Capítulo Cinco - Violação

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-Acha que vou deixar você me recusar dessa forma sua putinha?Se você abre as pernas para o Gaara, vai abrir para mim também. - as mãos nodosas e famintas de Kankurou foram em direção ao fino vestido de Ino com á intenção de rasgá-lo. Com facilidade, conseguiu deixar os seios da moça a mostra.

-SOCORRO!- mais uma vez a loira tentou apelar a alguém, quem sabe Deus, embora suspeitasse que novamente seria abandonada na chuva.

Ino olhava para o homem suplicante, não agüentaria sofrer aquela humilhação. Kankurou passava a língua depravadamente nos próprios lábios como se já pudesse sentir o sabor da pele daquela jovem.

Os orbes cerúleos da loira inundaram-se de lágrimas, um combustível perfeito para o monstro lascivo sobre seu delicado corpo. As mãos pesadas mapearam cada pedaço exposto da pele feminina, deliciando-se com os gemidos agoniados da jovem.

Os seios joviais ainda em desenvolvimento eram deliciosamente tentadores devido a sua sensibilidade e maciez. O cheiro de tristeza e flores com um misto de inocência que a tez feminina expressava servia apenas para deixar a virilidade do sedento sexual em chamas. A vontade de possuí-la apenas crescia.

Porém, apesar de toda a silhueta, gestos e cheiro de Ino incentivá-lo a sentir os desejos obscenos pela colegial, o que realmente o impulsionava a cometer aquele ato imperdoável de monstruosidade em violar a jovem era o fato de ela ser o "fruto proibido". Aquela garota pertencia a Gaara, e tudo que pertencia ao irmão mais novo era de preceito proibido.

O mais novo dos Sabaku sempre fora egoísta, principalmente com suas amantes. O prazer de ter algo que era do irmão caçula era o que realmente mantinha Kankurou ali, sem qualquer remorso de cometer um estupro.

-Vamos abra logo essas pernas vadia! - Kankurou enfiou a mão luxuriosa entre as coxas da loira, tentando abri-las para se posicionar entre elas.

-Pare... Por favor, pare!- gritava a Yamanaka, tentando repelir a mão que a tocava sem seu consentimento.

A língua úmida e faminta do excitado homem deslizou pela pele do pescoço da jovem, lambendo a chuva de seu corpo; um sôfrego chupão foi dado no local a fim de marcá-lo. A tez alva de Ino ficaria marcada. Kankurou deixava ali a presença de que ela fora de outro homem, e não teria como ela se explicar a Gaara.

O mais velho dos Sabaku se orgulharia quando dissesse ao irmão que fora ele que tocara na colegial, que havia ouvido-a gemer, que tinha gozado dentro dela.

Empurrou-a com mais força contra a parede, ignorando por completo os gritos agoniados da loira. Em meio à escuridão da noite, encobertos por aquele beco, ninguém veria o crime. Com o barulho da chuva, ninguém ouviria os apelos de socorro de Ino. Nada poderia ser feito para impedir o abuso.

Puxou a cabeça da Yamanaka para trás através dos cabelos, fazendo com que, assim, tivesse mais acesso à pele do colo. O grito de Ino se intensificou quando a boca depravada mordeu-lhe o mamilo descoberto. Outro local em seu corpo que ficaria marcado. Kankurou não queria apenas tocá-la, ele queria destruí-la. Afinal, ela o havia rejeitado, fato que feriu o ego masculino.

A saliva do homem que famintamente a devorava escorria entre os seios como uma demarcação de território. As mãos apertavam o corpo esbelto e jovial, deliciando-se com a vitalidade da pele aveludada. Ignorava o choro feminino. Pena era o sentimento que passava longe de sua falta de racionalidade no momento.

Tentou erguê-la através das coxas para, assim, prender as pernas da jovem em sua cintura e ter mais acesso à posição ideal para iniciar o ato sexual. Ino, contudo não colaborava, ainda tinha forças para lutar e se debater, tentava ao máximo repelir os beijos e toques de Kankurou.

Perdendo a paciência, o possesso homem socou o rosto da jovem, deixando-a tonta com a pancada. Ino amoleceu, por alguns segundos sua cabeça ficou zonza. Não sabia onde estava, o que acontecia e quem era aquele que a erguia, pressionando-se contra ela. Só recobrou a consciência quando o incomodo entre suas pernas alertou-a da invasão de seu corpo. Violada sem qualquer respeit!

Era tão doloroso, sexo não era assim tão bom, pelo menos não daquela forma. Já não tinha mais voz para gritar, seu corpo começou a se contorcer de agonia e uma ânsia de vômito começou a dominar seu estômago, como uma forma de demonstrar o nojo que sentia daquele momento, em que o homem desfrutava-se dela como se fosse uma boneca inflável. Por que não acabava logo? Ino sentindo cada segundo como uma eternidade. Cada gemido de prazer do nojento que a estuprava era uma sentença de morte.

Quando Ino achou que aquele momento torturante duraria para sempre, enfim veio, quente e pegajoso: Kankurou havia conseguido alcançar o orgasmo. Retirou-se ainda semi ereto de dentro dela, e, quando a moça julgou que seu pesadelo havia acabado, o monstro ainda encontrou como humilhá-la ainda mais.

Ajoelhando-a no chão, forçou seu pênis contra seus lábios e rosto, lascivo.

- Isto estava dentro de você até poucos minutos atrás. – ele disse, maligno. – Veja o que fez com ele. Vamos, limpe-o! – provocou, apertando a mandíbula da garota para fazê-la abrir a boca.

A menina nada podia fazer, se não obedecer. Com lágrimas em seus olhos, executou a tarefa que já sabia tão bem desempenhar, deixando que ele movesse sua cabeça para frente e para trás, pelos cabelos.

Logo, ele novamente alcançou seu ápice, espirrando o gozo nos lábios e face da garota, com um gemido lânguido, humilhando-a.

Ele permaneceu naquela posição menos de meio segundo e então se afastou. Deixou o corpo mole, cheio de hematomas e até de um pouco de sangue despencar no chão áspero molhado. A imagem de Ino era deplorável, digna de pena. Destruída por completo!Alma, coração e corpo.

-Uma delícia!- disse ele, fechando o zíper da calça. De um bolso do paletó, tirou a carteira e jogou algumas notas na poça de água em frente a Ino. O monstro ainda tratava-a como se aquilo tivesse sido um programa aceito por ela.

Ino não respondeu, nem se mexeu. Permaneceu jogada ao chão, deixando a chuva encharcá-la. Não passava de um corpo inanimado, e quando voltasse para a realidade não iria querer mais viver. A morte parecia melhor, mais fácil.

Antes de entrar em seu luxuoso carro Kankurou destilou veneno e maldade em suas palavras elaboradas unicamente para destruir aquela garota que o rejeitara obrigando-o a usar a força para ter o que tanto desejava.

-Homens ricos não se apaixonam por putas, tão pouco se casam com elas.

A repugnante criatura entrou no carro de luxo e abandonou a jovem que violentara na chuva,caída na rua a mercê do destino.Não importava se ela viveria, o que ele queria já havia conseguido: Uma dose de prazer do que lhe foi proibido.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Preocupado com Ino, com medo de que a melhor amiga fizesse alguma besteira, Shikamaru fora até a casinha humilde dela para lhe fazer companhia e lhe oferecer um ombro amigo para chorar, caso ela precisasse. Nem se importou com o avançado da hora, tinham intimidade o bastante para não se prenderem a horários.

Ao chegar a frente do minúsculo casebre apagado, imaginou que a loira talvez estivesse dormindo. Para ter certeza de que a amiga estava bem, o rapaz pegou a chave reserva que ficava escondida em baixo de um vaso na soleira da porta e entrou na casa. Procurou Ino por todos os cômodos e ficou desesperado – fato raro para alguém tão preguiçoso como ele – quando notou a ausência da Yamanaka.

Onde ela estava em uma noite de temporal? A hora avançava rápido, logo daria meia-noite. Sabia que a amiga não estava com o empresário com que circulava nos últimos meses, a loira comentou que Gaara não estava na cidade.

Com um enorme guarda-chuva e um casaco nos braços Shikamaru saiu pelas ruas em busca da amiga. Não voltaria para casa até encontrá-la. Ino era importante para ele, não podia abandona-la mesmo sabendo que ela amava outro.

Conhecia a Yamanaka desde os quatro anos, passaram a infância inteira brincando juntos. Naquela época não tinha fôlego para agüentar a amiga que nunca parecia cansada, por mais que corressem em uma brincadeira sem sentido. Era um molenga como ela dizia. Ao entrar na puberdade, Ino passara a ficar terrivelmente problemática, principalmente com a chegada da TPM, época na qual muitas vezes Shikamaru lembrou ter apanhado sem qualquer motivo aparente.

Quando a adolescência enfim chegou, Ino deixou de ser a menininha magricela para se tornar uma jovem de lindas curvas que fazia qualquer pessoa do sexo masculino se apaixonar por ela .Com ele não foi diferente: assim como tantos outros rapazes, também se apaixonou por Yamanaka Ino.

Estava com o peito apertado. Algo lhe dizia que a melhor amiga precisava dele mais do que nunca naquele momento. Algo terrível havia acontecido, sabia sem que ninguém precisasse lhe dizer.

Foram duas horas e meia de procura, andado debaixo de chuva, antes de, por intuição, adentrar um beco escuro cheirando a podre perto do local onde Inoichi havia sido enterrado. Lá, Ino finalmente foi encontrada. Shikamaru estava chocado com a visão que tinha da amiga. Com a roupa toda rasgada, e grande parte do corpo machucado e a mostra, estava claro a o que Ino fora submetida aquela noite.

-Ino!- o rapaz correu até a amiga jogada ao chão sujo e molhado.

Ela não respondeu, continuou com os olhos azuis vidrados e o corpo tremulo de dor e frio. Somente por causa desse pequeno movimentou foi que Shikamaru teve certeza que a Yamanaka estava viva.

Sua alma, porém, parecia estar morta.

Não adiantava Shikamaru fazer perguntas, a loira não respondia, nem ao menos se dava conta da presença dele. Com o máximo de cuidado, o rapaz cobriu o corpo machucado da colegial com o casaco que trouxera, antes de colocá-la em suas costas para tirá-la daquele beco imundo.

Havia um hotel barato ali perto, alugaria um quarto por uma noite e na manhã seguinte levaria Ino á um hospital. - os hospitais eram longe, e não havia mais ônibus àquela hora da madrugada.

Em dez minutos chegou ao hotel, que era simples e feio, mas limpo o suficiente para aquela noite. O velho dono do lugar estava mal humorado de ter sido acordado às três da manhã para atender aos dois jovens estranhos que chegava naquela situação tão suspeita. Sem muitas perguntas, mas com um olhar desconfiado, o velho alugou um quarto no primeiro andar. Shikamaru lhe pagou adiantado – o que foi exigido pelo dono do hotel – e subiu com a loira pelas costas.

Ao entrar no minúsculo quarto, fechou as janelas e depositou o guarda-chuva encharcado em um canto qualquer. Deitou Ino na cama, olhando-a com mais atenção. Quem quer que tivesse feito isso com ela tinha destruído-a tanto psicológica como fisicamente. Sentindo vontade de chorar, Shika engoliu o choro, tinha que ser forte para ajudá-la naquele momento crítico em que a vida dela dependia exclusivamente dele.

-Ino, pode me ouvir?- tentou o Nara inutilmente mais uma vez. Não obteve resposta, exatamente como nas outras vezes.

Até as quatro da manhã Shikamaru cuidou de Ino. Achou um cobertor extra no armário velho do quarto, depois de lhe dar um banho quente e limpar os ferimentos do corpo violentado o rapaz enrolou-a no cobertor para lhe cobrir a nudez. Deixou as roupas penduradas no banheiro para secarem, e deitou-se na cama juntamente com ela esperando a loira dormir, porém adormeceu primeiro.

Durante o sono, o rapaz a abraçou involuntariamente, o toque em que prendia-a ao corpo masculino tirou Ino do transe causando pavor na moça. Estava com medo, quem a tocava daquela maneira? Não queria que o estranho a tocasse! Por um impulso de terror a Yamanaka começou a se debater e a gritar assustando o sonolento rapaz ao seu lado.

-ME SOLTA, EU NÃO QUERO! - Socava o peito do rapaz sem reconhecê-lo – NÃO ME TOQUE!

-Ino sou eu, calma! - Shikamaru tentava acalmar a Yamanaka segurando-a apenas o suficiente para que ela não machucasse a si própria no desespero. Somente depois de olhar com muita atenção nos olhos do rapaz a sua frente foi que reconheceu a cor castanha do melhor amigo.

-Shika? - a voz falhada da jovem parecia não acreditar na presença do melhor amigo. Estava segura!

Com ímpeto Ino se jogou nos braços de Shikamaru, o pranto veio violento, ela não conseguia respirar, engasgando com o próprio choro. Gentil, ele a abraçava como se quisesse protegê-la de um mal que já tinha sido executado contra o corpo frágil. Somente quando o dia amanheceu ambos adormeceram exaustos com a noite anterior.

A loira não conseguiu dormir por mais de duas horas – sempre que fechava os olhos e o sono começava a se tornar profundo, a dor, o desespero e a imagem do estupro vinha feito um pesadelo em sua cabeça pronta para tortura-la - acordou às sete da manhã querendo não fazer parte daquele mundo.

Admirou Shikamaru dormir em um sono profundo. Imaginou como o amigo havia a achado e as horas em que ficou andando sem parar em baixo de chuva até encontra-la naquele beco nojento em estado degradante.

Não se lembrava das horas em que Shikamaru cuidou dela, mas sabia que ele havia feito com muito carinho – e provavelmente desesperado em vê-la naquele estado – Sabia que os sentimentos do amigo ultrapassavam o limite da amizade, agradecia por isso internamente. Era muito bom saber que alguém a amava!

Se pudesse mandar no coração escolheria amar Shikamaru. Com ele sabia que podia ser feliz, construir uma vida digna em que seria amada respeitada e que sua imagem seria de uma mãe de família, com muitos filhos frutos das noites de amor dos dois.

A vida, no entanto não era assim tão fácil. Ino amava um empresário rico que a tratava como um objeto sexual, que não tinha qualquer intenção de se casar com ela, muito menos ter filhos. Aos olhos do homem que amava, ela era uma puta que servia para lhe dar prazer nas horas vagas.

Tocou com a ponta dos dedos o rosto de Shikamaru. Jamais esqueceria o que ele havia feito por ela aquela noite. Em um gesto de agradecimento beijou-lhe a testa, gesto que o despertou do sono.

-Hum...- bocejou ainda com sono – Ino?

-Bom dia Shika! - respondeu ela com a voz fraca.

-Deve estar com fome. - levantando-se da cama rapidamente, não parecendo o rapaz preguiçoso de sempre. Ele passou a mão no rosto tentando manter-se mais acordado , então disse com a mão já na maçaneta da porta – Fique quietinha ai, não banque a problemática ouviu?Eu vou buscar alguma coisa para você comer!

-Shika... .- chamou Ino com a voz fraca, o rapaz permaneceu imóvel esperando ela falar. A jovem levantou-se com dificuldade da cama, estava dolorida e a cada movimento gemia. Seus ossos rangiam, por um momento ela pensou que fosse se partir. Andando até Shikamaru, ela apoiou-se no corpo do rapaz e lhe beijou suave nos lábios dizendo com os olhos lacrimosos – Obrigada!

Uma esperança acendeu no coração aquele fosse o início de finalmente poder ter Ino como algo mais do que á melhor amiga. Com um sorriso disse constrangido.

-Não seja problemática, volte para cama antes que eu tenha que colocá-la com minhas próprias mãos. - ele esperou que a amiga concordasse, então se retirou do quarto para comprar um café da manhã reforçado para a Yamanaka antes de levá-la ao médico para ser devidamente examinada e tratada.

O beijo havia sido uma despedida que Shikamaru não havia percebido. Depois de alguns minutos Ino colocou a roupa rasgada que ainda estava molhada e saiu do quarto com a intenção de desaparecer.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Uma BMW parou à porta da escola pública, no momento da saída. O ruivo dentro do veículo observou enquanto algumas garotas saíram pelo portão principal. Esperou por cerca de dez minutos, quando percebeu que nenhum outro estudante saía. Desceu do carro, e ia caminhar até o colégio, indagar ao porteiro, porém...

- O senhor está procurando a Ino? – uma voz feminina indagou, e ele olhou na direção do som para ver uma garota de cabelos róseos parada ao seu lado, segurando vários cadernos junto ao seu peito. – Ela não veio hoje. Nem o Shika. – adicionou, com um brilho de malícia em seus olhos.

O empresário percebeu a indireta... retesou o corpo. Então, ela estava com o preguiçoso? A garota sabia mais do que queria dizer.

- Não veio... Obrigado, então, vou procurar na casa dela. – informou, se virando para sair. Todavia, a moça de orbes verdes chamou-o novamente.

- Moço... Se não for muito incômodo... Eu moro perto da casa dela. – disse, tirando os livros da frente do peito, e sorrindo com um olhar... diferente. – Poderia me dar uma carona?

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Ino fora até o píer andando descalças com o pouco de força que seu corpo dolorido possuía. Havia poucas pessoas na rua naquele horário da manhã, alguns idosos correndo em uma ginástica matutina, outras saindo para o trabalho.

Aquela caminhada precedia a morte, iria dar fim a própria vida.A vontade de viver tinha sido drenada de seu corpo, cada segundo que respirava lhe doía a era difícil para alguém fraca como ela, morrer era mais convidativo.

Tinha sido egoísmo e até crueldade não dizer a Shikamaru que se mataria, depois dele ter cuidado com tanto carinho dela durante toda madrugada. Sabia, porém, que se o amigo soubesse das intenções dela não deixaria que ela tentasse encontrar a paz eterna com a morte.

Gaara provavelmente não sentiria falta dela; talvez ficasse desapontado com o dinheiro que fora investido e no final desperdiçado com uma garotinha suicida. Ino riu amarga ao pensar no ruivo. Ele encontraria outra mulher para satisfazê-lo e com o tempo esqueceria que a Yamanaka fez parte da vida dele por um tempo. "Eu sou substituível!".

O mar escuro parecia convidativo, com um mergulho desejava se afogar deixando o seu corpo perdido no fundo das águas. Se posicionou na ponta do píer. Tinha poucos homens no porto descarregando os navios, os funcionários não notaram sua presença o que aumentava suas chances de não ser resgatada.

Finalmente o sofrimento terminaria.

Um passo, e a moça mergulhou nas águas negras, sendo engolida por completo. Porém, morrer não era tão fácil quanto parecia. Por mais que seu desejo fosse afundar, seu corpo involuntariamente boiava de volta para a superfície, e então a agonia pela falta de oxigênio comandava seu corpo, que se debatia debaixo d'água.

Ouviu um rebuliço sobre sua cabeça, vindo do píer. Os orbes ardentes pela água impregnada pelo diesel vazado dos barcos puderam ver várias cabeças na superfície da água, e alguns braços tentando puxá-la de volta.

A loira se debateu, tentando voltar para a água. Mas os braços insistiam em puxá-la, e então, sentiu-se erguida, e suas costas bateram contra o chão duro. Abriu lentamente os orbes cerúleos, e percebeu dois homens. Um loiro e um moreno. Mas foi só o que pôde distinguir.

Um deles, com a voz mais clara, fez algumas perguntas ao outro, que nada disse por um bom tempo, apenas ficou pensativo.

Então, ouviu apenas uma ordem grossa do outro, que apalpava suas vestes, à procura de alguma coisa. Seus documentos.

- Yamanaka Ino... Leve-a para minha cabine, e não deixe ninguém ver. E traga o corpo da outra. Já sei como nos livrarmos dele.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

No dia seguinte, foi dada a notícia na televisão.

Yamanaka Ino, menina pobre, que havia acabado de perder o pai, e fora estuprada, suicidou-se. Se jogou do píer. Os trabalhadores de um navio cargueiro resgataram seu corpo, tarde demais.

Pelos documentos foi que descobriram seu nome. Por não ter nenhum parente vivo, foi enterrada na cova dos indigentes, sem nem mesmo maiores investigações. Era uma garota pobre, sem família. E o navio cujos trabalhadores a resgataram já havia partido do porto aquela noite. Nada mais havia a se fazer.

Apenas o Nara, ao saber de sua morte, desejou dar-lhe um enterro digno. Foi incapaz de tal feito, devido a burocracias e a falta de dinheiro. Restou-lhe apenas prantear a amiga em uma cova comunitária.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Longe dali, em um navio que seguia para a Inglaterra, uma loira abria os olhos para se encontrar em uma cabine confortável. Provavelmente de algum desses navios que estavam no porto... Mas nenhum deles parecia ser de passageiro.

Sentou-se na cama, tentando descobrir o que se passava.

- Onde estou? – murmurou, para o nada.

- Não interessa. – uma voz lhe respondeu, fria, do outro lado da cabine. Só então percebeu um homem que estava sentado em uma cadeira, observando-a frio.

Ele se levantou, e caminhou até a cama. A loira pôde notar o quanto era belo, mesmo carrancudo. Moreno, cabelos espetados, olhos obsídeos. Parecia examiná-la, como se fosse um material.

- Você caiu no píer. Nós te salvamos. – começou, rodeando-a. – Esperamos retribuição.

- Como assim? Nós quem? – perguntou a jovem, meio atordoada com tudo aquilo. Ia abrir a boca para continuar, porém, o rapaz levantou uma mão para silenciá-la.

- Eu a salvei. Então, a partir de agora, a sua vida me pertence

Continua...


N.A.: Credo, demorou, mas saiu. Puta que pariu, achei que essa fic não ia pra frente. Não que fosse por dificuldades cuja resolução estivesse ao nosso alcance, estávamos de mãos atadas. Mas, agora, a coisa vai pra frente, espero eu. Quero terminar isso antes de julho =D Soltando um spoiler, já temos programa (pra fic, não de putaria) pra quando QCSA terminar, e estou doida para colocar em prática.

Então, bandigay que ainda tem a consideração de ler: valeu pelas reviews, mas, daqui pra frente, eu, pelo menos, não pretendo responder nenhuma, a não ser que seja alguma pergunta direcionada a mim. Não por falta de consideração a vocês, pois é exatamente o contrário. Levo dois dias para responder antes de mandar pra Pink fazer o mesmo, então, temos ai um atraso de, pelo menos, três dias, para postar.

Ta, isso foi desculpa esfarrapada. Mas é o que acontece mesmo.

Então, djows, é só isso.

Kissus

Bris

OoOoOoOoOoOo

N/A: OH MY GOD! Estou vendo os fungos brotando nesse fic, que demora mais sacana dessas escritoras desnaturadas. XD ok, não culpem a coitadinha da Bri picolé, admito que eu sou a grande vilã.Estava sem pc, sem net ou seja não tinha como eu escrever. – a base de lan house é sacanagem, eu ficaria pobre em uma semana – De qualquer forma, estamos de volta e isso é o que importa.

Sei que muitas leitoras querem nos matar, estamos realmente judiando da Ino, contudo esse é o borogodó do fic.

A partir do próximo capítulo muitas coisas vão mudar. A Ino sofrerá uma grande transformação, esperem e se surpreendam. O JOGO VAI VIRAR! HAHAHAH – risada do ma – Gaara que nos aguarde.

Mas então com minha picolé falou já temos projetos de parceria para quando "Quanto custa eu amor?" terminar. Nós duas estamos fazendo um livro também, quem sabe colocamos o primeiro capítulo na net para que os leitores nos digam se realmente vale a pena publicá-lo.

Agradeço pelos comentário, vocês fizeram duas autoras tardas felizes, toda vez que lemos uma review gigante sentimos uma incrível vontade de começar a escrever o mais rápido o capítulo incentive e mandem reviews ;D

Kissus

Pink-chan – perva do borogodó.