Parte IV
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Skyfall is where we start
A thousand miles and poles apart
Where worlds collide and days are dark
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Os olhos de Tony demoraram a se acostumar com as cores douradas do lugar. Tudo ali parecia reluzir, como se até mesmo o chão fosse coberto de ouro. Estavam em uma câmara peculiar, as paredes eram ovais e havia um homem com uma armadura também cor de ouro. Até mesmo os olhos dele eram dourados, e estavam atentos a qualquer movimento por parte do grupo, até mesmo um movimento ínfimo.
Tony julgou que aquele homem era o responsável pela jornada deles ali. Não queria admitir a si mesmo, mas minutos antes ficara muito nervoso com a possibilidade de viajar para outro planeta, principalmente porque ele já tivera a experiência de visitar outras dimensões, e aquela experiência fora a pior de sua vida.
Ele não estava de armadura. Pepper insistira que seria mal educado ele se esconder por trás de todo o equipamento, mas a armadura estava atrás de si, e o seguia a cada passo dado, o que não foi muito, já que os Vingadores pararam logo quando sentiram o olhar de Heimdall os perfurarem.
Tony olhou para o grupo, visivelmente divertido. Onde moravam, pareciam saber exatamente o que estavam fazendo e como proceder em cada missão ou momento. Mas não ali. Naquele momento, pareciam um bando de deslocados.
Bruce não estava entre eles, alegara que não se arriscaria a se submeter àquele tipo de pressão e responsabilidade em outro planeta, não sabendo o real dano e o real risco, caso ocorresse uma tragédia. Natasha era a mais calma, olhava com curiosidade o lugar onde estavam, mas suas mãos permaneciam fechadas em punhos, como se ela estivesse esperando por algo. Clint parecia desconfortável, assim como Steve. Tony o olhou, o Capitão América estava vestido de forma casual, e focava seus olhos no homem de armadura dourada.
Não permaneceram esperando por muito tempo, logo sons de passos reverberaram pela câmara e um grupo de asgardianos entrou, sendo seguido de Thor. O Deus do Trovão carregava um sorriso sincero no rosto, e logo que parou em frente ao grupo, cumprimentou-os com cordialidade, como se aquele momento fosse de amigos que não se viam há tempos.
Tony apenas gesticulou com a cabeça, tentando ignorar a curiosidade que se apoderara do seu corpo ao perceber que Loki não estava ao lado do irmão. Depois, tarde demais, ele lembrou-se de que Loki estava trancafiado em uma cela.
- Sejam muito bem vindos a Asgard. Espero que não estejam cansados, meu pai os espera.
Com isso, ele gesticulou para que o grupo peculiar o seguisse. Ninguém ousava abrir a boca, não sabendo qual seria a conduta certa naquele lugar, mas Thor estava em casa, e era mais que óbvio que ele estava à vontade e tentava deixar seus convidados daquela maneira.
Tony respirou fundo quando chegaram a uma ponte larga e de aparência estranha. Era colorida, e havia apenas o resto do mundo sob os seus pés, sem nenhuma segurança visível. Ele olhou para a armadura de forma discreta, apenas para ter certeza de que ela estava o seguindo e de que os localizadores em seus pulsos estavam funcionando normalmente.
No final da ponte, ele conseguia observar uma enorme construção que tinha uma aparência similar a de um palácio. Dourado, como tudo ali era. Ele não conseguia entender a arquitetura do lugar. Não sabia se estava em um planeta mais evoluído tecnologicamente e intelectualmente, ou se aquele planeta era ao mesmo tempo arcaico em certas coisas.
Ele respirou fundo, continuando a andar pela ponte singular.
Aquilo sim seria algo inédito.
Se a fama de reis e líderes era a de falar muito e de forma difícil, Odin não seguia esse parâmetro. Tony ficou bastante surpreso com a forma sucinta que ele discursou e como agradeceu a todos os Vingadores, se lamentando que Bruce não pudesse estar ali. Thor apenas ouvira seu pai falar, vez ou outra dizendo os feitos que seus mais novos amigos haviam feito no planeta que eles chamavam de Midgard.
Agora estavam todos sentados em uma mesa de aparência nobre, carregada de bebidas e frutas. Tony nunca havia visto tanta comida em sua vida. Todos conversavam de forma acolhedora e relaxante, parte disso por culpa do vinho e do Hidromel que eram consumidos em doses cada vez maiores, parte porque o pior já havia passado, o primeiro contato dos Vingadores com Odin, que era nada menos que um deus.
E aquele deus estava na ponta da mesa, parecendo divertido ao ver a mudança de companhia naquela noite. Sua mulher estava ao seu lado, sempre com um sorriso amável no rosto. Tony dava a ela quarenta anos, mas sabia que ela devia ter mais de mil. De qualquer forma, era uma das mulheres mais belas que ele já havia posto os olhos. Havia algo de diferente nela, ele só não sabia dizer se era a classe ou o modo sábio como olhava todos ali.
Thor falava falto, visivelmente mais à vontade em seu próprio planeta do que no que estava na batalha de Nova Iorque, derramava um copo de Hidromel ou de vinho em meio às risadas, sorrindo de forma aberta para todos.
Tony observava tudo com atenção. Os quatro guerreiros estavam ali. Um conseguia ser mais gordo que o cozinheiro da indústria Stark. Possuía uma barba longa e ruiva, bem estranha para os parâmetros de onde Tony morava. Em Asgard ele não sabia se isso poderia ser peculiar. O outro era loiro, e olhava para Natasha com uma fome visível, se aproximando da ruiva a cada palavra trocada. Ela estava visivelmente desconfortável com aquilo, mas sua reação não era de um modo negativo. Para ela, era diferente ser cortejada. Natasha já devia estar cansada de lutar, e parecia ter vontade de ser apenas uma bela mulher, que era o que ela era.
Havia um homem ao lado do loiro. Possuía olhos puxados e lembrava a Tony os orientais de seu planeta. Era o único sério da mesa e não havia dado nenhuma palavra com ninguém. Tony o achou no mínimo mal educado e antipático. O cara nem mesmo bebia. Como ele conseguia ficar daquele modo com uma mulher como a que estava ao seu lado?
Tony deixou a morena por último, ficando completamente desconcertado ao ver como ela olhava para ele. Parecia saber de algo, mas não tinha coragem de iniciar uma conversa. Seus olhos claros corriam pela mesa e pousavam na armadura de vez em quando, permanecendo ali de forma desconfiada. Era linda, no mínimo. Seu corpo e sua postura eram perfeitos, seus lábios rosados um pouco cheios e suas mãos graciosas. Ela bebia pouco, mas estava sendo simpática com todos. Seus cabelos escuros caíam como cascata nos ombros. E lembravam muito os cabelos de outro moreno, que não estava presente, mas indiscutivelmente não saía da cabeça de Tony Stark.
Ele bebeu um longo gole de vinho, achando que com aquilo, o rosto de Loki desapareceria de sua mente. Mas aquilo apenas piorou. Ele correu os olhos castanhos pela mesa, buscando de forma inconsciente algum assunto que pudesse lhe dar uma pista de onde o moreno estava. Mas todos ali conversavam trivialidades, e não pareciam muito aptos a falarem do ocorrido em Nova Iorque que não fosse para contar sobre os feitos heroicos.
- Sabe... um dia ofereci um drinque a Loki. Ele não aceitou... Acho que era mais inteligente que eu, afinal. Isso nos deixa tontos demais.
Tony disse. Não era conhecido pela sua delicadeza com as palavras, e naquele momento tal fama poderia ser útil. O efeito foi o desejado silêncio. Todos pararam de falar e observaram-no com visível atenção, uns irritados, outros surpresos. Mas o próprio Odin estava calmo, e Frigga parecia até mesmo chateada.
- Não fale o nome desse... monstro.
Sif foi a primeira a falar, e logo depois olhou para seu rei e sua rainha, pedindo com os olhos desculpas pelo modo rude que havia falado. Loki podia ser um monstro, um assassino, mas ainda assim era soberano a ela, e filho dos reis.
- Loki está no lugar que merece, cumprindo sua pena como qualquer asgardiano, e pagando pelo mal que fez.
Thor deixou claro. O sorriso já não estava mais no seu rosto. Ele olhava para Sif quando deu a notícia, como se aquele fosse um assunto interno de Asgard. Tony conseguiu o que desejava, todos ali pareciam ter se esquecido sobre o que falavam e agora o Deus da Trapaça era o assunto principal.
Até o momento em que Odin levantou a mão. Era uma ordem, que foi acatada tanto por asgardianos quanto por midgardianos. Novamente o silêncio se instalou no grande salão. Odin gesticulou para que o guarda se aproximasse. O homem enorme deu grandes passadas em direção ao seu rei, parando com a postura perfeita perto da mesa, mas em uma distância educada.
- Vá buscar Loki.
A ordem de Odin pegou todos de surpresa. Principalmente Tony. Quando tocara no nome do moreno, estava com um plano em mente: descobrir qual era seu paradeiro naquele planeta, julgando que ele visitava a Terra quando queria e Thor achava que ele ainda estava cativo. Mas Tony nunca esperara que Odin chamasse Loki até aquela sala.
A tensão no salão aumentou consideravelmente. Tony olhava de vez em quando para a armadura, para logo depois fitar Thor, que permanecia sério.
Apenas alguns minutos se passaram, mas devido à ansiedade de todos ali, aquele pequeno espaço de tempo pareceu séculos. Logo depois o guarda voltou e a atenção de todos voltou para a porta. Um barulho estranho de correntes arrastando pelo chão foi ouvido pelos presentes, e segundos depois ele apareceu.
Loki estava longe de ser o Loki que visitara Tony em Midgard dias atrás. Ele não usava sua roupa habitual, mas parecia usar gibão e calças de algodão negro e verde, suas cores. Seus cabelos estavam impecáveis, como sempre. Mas seus pulsos e tornozelos estavam presos por grossas correntes, como se ele a qualquer momento fosse puxar os braços e quebrar aquilo. Ninguém conseguiria quebrar aquilo. Aquela corrente era o suficiente para prender até mesmo um gorila, não?
Tony não pensou muito nisso. A voz arrastada do moreno interrompeu sua linha de raciocínio.
- Ora... boa noite.
Aquilo pegou todos desprevenidos, menos os asgardianos. Na certa todos os Vingadores achavam que Loki se sentiria no mínimo humilhado por estar naquelas condições em frente aos responsáveis por aquilo. Mas não, ele estava confortável. Muito confortável.
- A que devo a honra dos heróis de Midgard? Vieram ver se Asgard cumpre suas promessas? Ou apenas dar um passeio...
- Loki, não piore as coisas.
Frigga o interrompeu antes mesmo de Odin levantar a mão. Mas logo quando o rei de Asgard o fez, todos prenderam a respiração. Odin olhou brevemente para Thor, que assentiu discretamente com a cabeça e logo desviou os olhos para o chão, como se esperasse por aquele momento, mas não tivesse coragem de presenciá-lo.
- Loki, convidei esses midgardianos honrados para que eles possam me ajudar em sua real pena.
Silêncio.
Tony conseguia ouvir até mesmo sua própria respiração, os dedos de Natasha estalando à medida que ela os apertava, aquele loiro estranho coçando a barba. Loki não parecia incomodado, apenas ficou mais surpreso do que normalmente ficava. Raramente se sentia fora do controle da situação. Ele olhou para seu pai, e parecia controlado demais para um comunicado tão peculiar.
Tony estava inquieto. Loki não havia olhado para ele em nenhum momento desde que entrara no salão. Não gostou daquilo. Algo lhe dizia que aquele tipo de conduta não era bom. Estava acostumado com Loki o olhando de forma maldosa, esperava sempre uma resposta ácida ou algum truque cretino.
- Ora, Odin, acabe logo com isso.
Loki disse, referindo-se ao rei pelo primeiro nome. Nenhum dos Vingadores sabia se aquilo fora dito com ironia, se era um protocolo ou se Loki realmente não considerava Odin como pai.
Odin nem mesmo respondeu àquilo, apenas juntou as mãos. E foi aí que começou. O discurso que Tony e todos ali estavam acostumados a escutar por líderes políticos e reis contemporâneos e de outras épocas. Uma fala rica e cheia de palavras difíceis, como se todo líder quisesse esconder seu real propósito atrás dos dizeres.
Odin citou os crimes de Loki. Um por um. De forma vagarosa, como se quisesse ter certeza de que todos ali estavam escutando e não perderiam nada. Citou Nova Iorque, bem como quase todas as vítimas em outros países. Mas seus crimes não se limitaram a Midgard. Loki já disseminara muita ruindade em Asgard e em outros planetas. Ao ouvir aquilo tudo, Tony teve a certeza de que estava em frente a um monstro.
Monstro esse que não pronunciava uma palavra. Estava sério, mas Tony jurou que um sorriso discreto e quase invisível parecia querer dançar nos lábios finos, como se Loki não estivesse levando aquele discurso burilado a sério, ou como se ele estivesse bolando um plano para burlar a possível pena que ele iria ter que pagar...
- Morte. Por ter tirado a vida de muitos.
A voz de Odin soltou no final do discurso, fazendo Tony se sobressaltar. E ele percebeu tarde demais que fora o único a ter aquela reação. Natasha e Steve estavam um pouco assustados, bem como Clint. Mas os asgardianos não pareciam surpresos, nem mesmo Thor. Tony conseguiu ver o olhar triste e traído de Frigga, e ficou preocupado com ela, mesmo sabendo que Odin e Thor já deviam tê-la alertado da possível pena de morte.
A sentença fora dada de forma calma demais. Naquele momento, era um rei julgando um condenado, e não um pai julgando um filho, se é que Odin ao menos considerava Loki um filho. Pelo modo como olhava para o moreno, mesmo com apenas um olho, todos conseguiam ver o desprezo gravado na orbe clara.
Loki não disse mais nada, nem ao menos tentou argumentar ou se defender. Tony ficou inquieto com aquilo, parte porque jurava que Loki iria sair daquela situação, parte porque também acreditava que o moreno não era de se importar muito com tudo ao seu redor. Aquela parte deixou-o temeroso. Loki daria sua vida de bom grado apenas para ver a decepção no olhar de Odin quando a sentença fosse concluída?
Ele não teve tempo de achar a resposta. Logo a voz do rei interrompeu seus pensamentos.
- Leve-o daqui. Você será executado amanhã, pela parte da manhã.
O guarda puxou novamente as correntes, obrigando Loki a se virar. Naquele momento, em apenas um segundo, ele olhou para Tony. Um olhar sério e estranho, um olhar que Tony nunca havia visto no Deus da Trapaça. Frigga nem ao menos pediu permissão e licença ao sair da mesa, voltando-se para o guarda e seguindo seu filho para passar o que parecia o último momento com ele, a sós.
O silêncio voltou a se instalar, todos pareciam um pouco anestesiados com o que acabara de ocorrer. Thor parara de beber, e olhava de forma séria uma fruta em cima da mesa, como se a comida a qualquer momento fosse lhe dar respostas. De repente Tony sentiu-se extremamente cansado. Passou as mãos no rosto e respirou fundo, conseguindo a atenção de Thor.
- Está cansado? – o Deus do Trovão perguntou.
- Sim... um pouco.
Tony mentiu. Na verdade, estava exausto. Mas sua exaustão era mais emocional do que física. Thor levantou-se e gesticulou para que os Vingadores o seguisse. Naquele momento, todos voltaram a se reunir, o time imbatível de Nova Iorque. Mas nenhum ousou dizer uma palavra, tampouco tocar no assunto do que havia ocorrido no salão minutos atrás.
Foram sendo acomodados um por um, até Thor apontar para uma grande porta e indicar o quarto de Tony. O loiro desejou boa noite e deu as costas, o que Tony ficou bastante grato, pois pôde logo fechar a porta sem parecer rude.
Sua armadura acomodou-se em um canto e ele desligou-a por ora, sentindo-se extremamente desprotegido logo depois de fazê-lo. Tentou se controlar, estava ficando louco.
Passou novamente as mãos no rosto e fitou o grande quarto que seria dele por poucos dias e escassas horas. E ele viu a banheira logo ao longe, em frente à porta do banheiro. Uma porta grande para os parâmetros do seu próprio planeta.
Não pensou muito em caminhar até lá.
Precisava de um banho. Principalmente, precisava do que o banho iria lhe proporcionar. Descanso, prazer e uma sensação falsa de tranquilidade.
Acordou sobressaltado novamente, mas sentiu-se extremamente confuso ao perceber que seu coração não estava acelerado como nos dias anteriores. Pelo contrário, seu corpo lhe passava calma, mas sua cabeça parecia ser preenchida com besouros barulhentos.
Tony saiu da cama, sentindo uma gota pequena de suor escorrer pelas costas. Andou até o banheiro, jogando água gelada no rosto e escovando novamente os dentes. O sabor peculiar do Hidromel insistia em ficar na sua garganta, lembrando-o do jantar formidável que havia tido horas atrás.
Aquele jantar...
Tony não queria pensar naquilo. Naturalmente, logo quando tomou a decisão de voltar a dormir, sua mente foi bombardeada com pensamentos antagônicos. Por que Loki estava tão tranquilo ao ouvir a sentença? Por que Odin fez questão de mostrar aos Vingadores que estava tirando a vida do próprio filho?
Tudo aquilo era pra mostrar o poder de Asgard?
Sentiu uma estranha sensação de formigamento no peito, e antes que pudesse controlar seus movimentos, suas pernas começaram a se mexer, e ele andou diretamente até a porta do quarto, saindo dali e encontrando o grande corredor. Sua armadura ficara para trás, mas algo dizia a Tony que ele não iria precisar dela naquele momento.
Todos estavam dormindo, e o palácio de Asgard estava mergulhado em silêncio e escuridão.
Ele andou calmamente pelos corredores, ficando vez ou outra fascinado com os objetos metálicos que havia ali. De que eram feitos? Ele não podia retirar nada para estudá-los. Aquele não era o momento...
Suas pernas o levaram para outro andar. Um andar abaixo do que ele estava. E quando Tony percebeu, estava diante de uma porta diferente da porta do seu quarto. Bastante diferente. Essa era de uma madeira escura escovada, e parecia ainda maior.
Sem pensar muito, ele a abriu.
O quarto era gelado, o que ele achou extremamente agradável. Estava com calor ao acordar, e parte disso era devido ao formigamento no peito, que surpreendentemente havia acabado logo quando ele entrara ali.
Seus olhos atentos procuraram por algo. Havia uma cama intocada no centro do quarto, bem como uma mesa cheia de adagas. Tony sentiu falta de sua armadura no mesmo momento. Uma varanda à esquerda deixava a claridade da noite entrar no cômodo, a ausência de porta fazia as cortinas finas e negras voarem.
Ele estava sentado em uma poltrona ali perto. Seus pulsos e tornozelos estavam livres. Mas Tony pôde ver as correntes jogadas em um móvel ali, bem como o aparelho peculiar que Thor colocara na boca do irmão quando ele finalmente fora capturado em Nova Iorque.
Os olhos gélidos encontraram os olhos castanhos de Tony, e antes que o Homem de Ferro pudesse fazer algo, Loki sorriu. Um sorriso estranho. Desanimado, mas ao mesmo tempo malicioso. Um sorriso de alguém que tinha poucas horas de vida, mas que não parecia se importar muito com isso.
- Boa noite, Tony.
