Capítulo Final

Formatura

Um resumo muito prático do que são as formaturas, sejam elas de qualquer porcaria que seja: amigo, não se iluda. Isso tudo é para gastar dinheiro. Sejamos francos, precisamos realmente fazer praticamente um book fotográfico na faculdade? Para que? E outra: tirar foto com aquela camisola que eles nos fazem colocar no dia da colação de grau serve apenas para nós vermos como estávamos ridículos, todos os alunos combinando. É, porque eu não vejo nada de bom nisso, sabe? E, inacreditavelmente, você estava muito feliz, mesmo que as cinco primeiras camisolas tenham ficado "justas" (porque falar "apertado" é algum tipo de ofensa feminina).

Em resumo, as festas não me agradam. Muita gente que não gostamos e que retribuem o desgosto, comida cara e com pessoas que saem falando mal! Mesmo que comam de graça! Mas, admito que pegar o canudo foi de uma emoção maior do que eu esperava sentir. Quando chamaram meu nome e o holofote quase me cegou, senti meu rosto esquentar. Ok, eu sei que foi devido à luz forte também, mas era a emoção, quase um alívio. Eu tinha tirado meu diploma. Eu era oficialmente um psicólogo. Poderia dizer que consegui tudo sozinho sem a ajuda do meu pai, mas seria mentira. Eu tive o apoio da esquisita da minha meio-irmã e até da Ino. Mas tudo o que eu fiz foi por sua causa. Dar minha cara a tapa em qualquer serviço, engolir desaforos e abaixar a cabeça para patrões, pessoas como eu, mas que pagavam – mal – meu salário e depois, graças a Deus, meu sogro. Caminhei na direção dos professores sentindo tudo em câmera lenta. Os aplausos, a música de fundo, o seu sorriso... Os últimos meses rodaram como um filme na minha cabeça e quando me cumprimentaram apertando minha mão com vontade me senti o mais orgulhoso e realizado homem do mundo.

Virei-me para a multidão e ergui o braço, exibindo minha vitória. Sorri. Não fiquei lá por muito tempo, mas foi o suficiente para perceberem a mensagem mal-educada que eu estava passando: "Isso é muito mais importante para mim do que para vocês". Sei que não é nada legal, mas convenhamos que ninguém ali lutou tanto quanto eu para conquistar a aprovação. Noites em claro, trabalho cansativo e eu cheguei até mesmo a guardar as moedas que tinha contado para comprar um salgado no centro, para poder comprar o cobertor que Aiko iria tanto precisar. Acho que ao pegar o certificado do meu curso, enfim me senti um adulto, um pai. Abrir mão de pequenas coisas em pró de quem ainda nem deu as caras. Então, se você ainda se pergunta por que ao chegar à mesa, eu estava chorando, a resposta é que sim, eu estava e o motivo foi esse. Obrigado por me dar um motivo para crescer, Hinata. Eu realmente te amo. Te amei acho que desde o primeiro momento. Obrigada por me deixar fazer parte da sua vida.

Mas antes de qualquer outra coisa, quero relembrar daquele dia, um pouco mais cedo. Véspera de formatura e Amaya mais você acordaram cedo DEMAIS para começarem a se aprontar para a formatura. DEMAIS para começarem a se aprontar para a festa. Rindo muito alto, falando muito alto e até os passos estavam muito alto. Eu queria mesmo era dormir, até faltar meia hora para irmos, mas não... Eu tive mesmo que abrir os olhos para tudo o que estava acontecendo.

- Vocês não dormem não? – eu, rabugento logo cedo.

- Pode pegar a lixa de unha no banheiro pra mim, porco-espinho? – Amaya, tão adoravelmente amável.

- Tá. – respondi monossílabo e voltei com uma lixa grande, a maior que tinha visto. Sofro bullying por isso até hoje.

- Isso é uma lixa de pé, Sasuke! - e vocês riram de mim, como se eu estivesse vestido de palhaço com uma placa escrita "mané" pendurada no meu pescoço.

- É a mesma coisa!

- Não é, não. - essa era você, falando calma, mas com um quê de ironia no fundo da frase.

- Não serve para lixar?

- Sim, mas para lixar pés... - Amaya ainda ria.

- Não serve para lixar? - repeti ainda seco.

- Os pés... - Amaya já recuperava o fôlego, limpando as lágrimas.

- Repito: não serve para lixar?

- Sim... - e suspirava de tanto rir.

- Então, sem mais - e me retirei. Confesso com dor no coração que essa frase "sem mais" e o ato seguinte de se retirar do local eu aprendi vendo seu primo quando ainda estagiava com ele. Na sentença final, em que ele deu o melhor argumento que já ouvi na vida, ele declarou o "sem mais" e se retirou, sem esperar o veredicto. E o mesmo deu a ele vitória em mais um caso.

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- Estou bonita? - quase duas horas depois, você apareceu no quarto, me levando um copo de leite. Acho que o leite era pretexto, só pra eu te elogiar, não?

- Está linda. - sorri pegando o copo.

- Não vai se arrumar?

- Só preciso de vinte minutos. - você riu

- Vai usar o mesmo vestido com que casou?

- Eu tenho outro? - e seus risos se repetiram. Me senti um pouco culpado. Nem mesmo para a formatura eu tinha conseguido dinheiro para alugar uma roupa melhor para nós dois. Eu não senti falta, mas imagino até hoje se você não se envergonhou ao chegar ao salão com ele. Se sim, me perdoe. Se não, sou um completo babaca por ter me preocupado com isso todos esses anos.

- Com dor de cabeça, Amaya? - perguntei, terminando de colocar os sapatos. Não levei os vinte minutos que havia dito, e ainda consegui fazer a barba e cortas as unhas do pé e das mãos. Vamos lá, homens merecem prêmio sim pela agilidade natural que têm.

- Fiquei até mais tarde lendo com a luz fraca... - me disse, tomando o terceiro comprimido para dor do dia.

- Não exagera, pode fazer mal.

- Ê, porco-espinho, deu de cuidar de mim agora? - ela sorriu brincalhona.

- Fez o check up?

- Ainda não saiu o resultado... Por que? Preocupado? - riu mais uma vez.

- Lógico. É minha irmã caçula, minha responsabilidade. - e mais uma vez, ela sorriu e veio me abraçar. Esse tipo de gesto de carinho assim era raro de sua parte, mas creio que com Aiko ela seria do tipo coruja.

- Amo você, porco-espinho.

- Também. - me resumi a isso. Frases de afeto ditas inteiras por mim são meio demais para minha cabeça. Hoje eu acho que deveria ter passado dos meus limites e dito que também a amava. Mas ela sabia, de qualquer forma. E ela deve saber, onde quer que esteja.

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- Hinata? – estranhei ao te ver vermelha e com a respiração pesada, certa altura do jantar. Todos estavam vestidos com roupas normais – graças a Deus – e eu nem tinha reparado na sua situação até aquele momento – Tudo bem com você?

- Tu...do – você respondeu dividindo a palavra em sílabas, ditas uma em cada fôlego.

- Comeu algo apimentado? – Ino perguntou preocupada, já te abanando. Naquele momento, todos na mesa estavam te olhando preocupados. Seu rosto estava congelado numa expressão de surpresa e todos tentavam decifrar o que estava se passando.

- Sasuke... A bolsa estourou. – declarou você, ainda em dúvida com o que tinha dito.

- Ai meu Deus, alguém pega o carro! – Ino gritou estridente, de pé e olhando para os lados. Parecia querer que todos vissem.

- Eu pego! – gritou Amaya. Sua dor de cabeça parecia ter passado milagrosamente com a anunciação de que seu sobrinho estava querendo dar as caras assim, na frente de toda a faculdade.

- Consegue andar? – perguntei baixo e com voz calma, mesmo estando com o coração na boca.

- Acho que não... – murmurou você baixinho.

- Segure-se em mim – pedi te erguendo da cadeira. – Naruto, abra caminho. – foi a pior besteira que já falei na vida.

- SAIAM DA FRENTE! GRÁVIDA PASSANDO! – fechei os olhos respirando fundo. Você deu um riso abafado e eu continuei seguindo o palerma loiro, que continuava gritando a plenos pulmões – ELA TÁ PARINDO, MINHA GENTE! SAIAM DAQUI! – vergonha alheia – sim ou com certeza?

O trânsito parecia de brincadeira comigo. Naruto buzinava enlouquecido, mas nem assim, os carros pareciam não querer passar dos vinte por hora. Tentar desviar não era possível, pois era via de mão única. Amaya se desesperava com o celular na mão, os dedos tremiam tanto que eu me lembro de ter a visto ligar para o mesmo número três vezes. Que saudades dela...

- Conseguiu? – perguntei, sobre ligar para seu pai.

- Se eu parar de tremer, talvez consiga...

- Tenha força amiga, força, muita força! – Ino gritava para apoiar você, e eu ainda lembro-me do comentário quase desesperado que fez ao ouvir a frase.

- Mais força e o bebê nasce!

- Não pode nascer no meu carro! – Naruto entrou num desespero maior – Quero dizer, placenta é muito difícil de limpar?

- ALI! ENTRA NAQUELA VIA ALI! – Amaya gritou, apontando enlouquecida para uma entrada à direita que apareceu, depois de quase vinte minutos dirigindo em linha reta.

- De quanto em quanto tempo você tem uma contração? – perguntei agoniado. Sinceramente, acho que nem uma caixa de calmantes me faria relaxar.

- Cinco em cinco minutos.

- Isso significa o quê, Amaya?

- Que ela está tendo contrações, oras!

- Isso eu sei, quero saber se temos tempo, caramba!

- Se o hospital aparecer em cinco minutos, temos sim! – ok, eu esqueci de manter a calma naquele momento. Sim, eu gritei de forma monstruosa e sim, a vibração das minhas cordas vocais podia ser vista, mas como teria dito Naruto: "você estava dando cria". Dá para perdoar, não é?

Não pudemos todos entrar na sala de cirurgia, como desejávamos. Sim, porque a cesárea de Aiko quase teve toda uma equipe cinematográfica para registro especial, se duvidasse, até mesmo com edição em blu-ray e comentários do diretor. Entrei quase tropeçando no jaleco que me deram, enquanto ajeitava a máscara e a touca que me deram para evitar infecção. A única coisa visível do vídeo foi seu rosto, mais ou menos destorcido. É que eu tremi demais enquanto segurava à bendita e não consegui registrar nada com precisão. Mas foi emocionante sim. O som de seus batimentos cardíacos, os médicos conversando entre si sobre qual o material utilizado e então, um choro abafado. Depois disso, nem mais a dor por ter tido minha mão esmagada por você eu sentia. Lá estava ele, pequeno, frágil, mas gritando com toda a força do mundo. E sim, ouvir seu filho chorar pela primeira vez é mais bonito do que ouvi-lo chorar todos os dias seguintes. Sejamos francos, Hinata, nosso filho gritava vinte e quatro horas por dia! E se o dia tivesse, sei lá, quarenta e oito horas, ele teria chorado todas as quarenta e oito horas. Engraçado como só pensam na mãe nesse momento. Até parece que eu não tenho audição. Saí da sala de cirurgia para anunciar os três quilos e duzentos do mais novo Uchiha, mas vi todos tristes. Até Neji já estava ali.

- Oi Neji. - cumprimentei, esquecendo que até então eu estava sorrindo. Meu coração apertou e eu acho que, naquela hora eu já sabia o que tinha acontecido - Onde está Amaya?

- Ela... Faleceu, Sasuke. - Naruto disse como se as palavras lhe pesassem. E deviam. Ele está sempre acostumado a rir e, chorar, era coisa nova, quase defeito de fabricação em casos como o dele.

- Teve morte cerebral, uma artéria rompeu. - Ino completou de cabeça baixa, olhos fechados.

- Sentimos muito, Sasuke. - foi a primeira vez que Neji abaixou a guarda em relação a mim.

Sentei no sofá da sala de espera e fiquei olhando pela janela enquanto, acho que foi Ino, me dizia que ligações estavam sendo feitas para providenciar a autópsia o quanto antes. Foi até aí que entendi. Estava chovendo e eu não sei se aquilo tinha começado enquanto estava com você ou enquanto seguíamos para o hospital. Enfim, tal como seu nome, Amaya havia partido numa noite chuvosa... Em casa, enquanto eu separava suas coisas numa caixa a pedido de nossa mãe, eu lia um ou outro papel. Gaara teria escrito pelo menos umas três cartas para ela. E eu achei o check up que ela disse não ter recebido. Ela o tinha em mãos fazia três dias. A expansão do tumor tinha chegado quase ao limite. Estava marcado um estado de alerta no papel e, com o tempo, já era esperado a morte cerebral. Mas não queríamos ter esperado nada disso. "Boa sorte" tinha sido a frase final que eu tinha ouvido dela naquela noite. Amaya é minha boa sorte.

Resolvi finalizar essa carta, pulando seis anos depois do acontecido. No meio de uma multidão se batendo e se esmagando por vontade própria, eu tentava procurar uma cabecinha correndo por entre as pernas dos convidados. Acho Aiko muito rápido para a idade que tem, mas a gente releva e até admira ele se locomover no meio de tanta gente. Enfim, um pontinho preto e eu consegui pegá-lo de qualquer jeito, jogando por cima do ombro:

- Ah, papai... - ele riu decepcionado, abrindo os bracinhos como se fosse um avião.

- Comporte-se, Aiko, isso aqui é coisa séria, não pode ficar correndo por aí.

- Mas é chato, só tem velho! - resmungou quando o coloquei sentado ao seu lado na mesa redonda.

- Ué, mas você não me disse que já era velho o bastante até mesmo para segurar sua irmãzinha? - você começou, em tom de ironia.

- Mas eu sou! - gritou manhoso, esticando as mãos para nossa pequena Amaya, embalada num cobertor rosa. Dois meses e já passeava mais do que muamba de porta em porta.

- Certo. Certo, agora me passe essa moça pra cá - pedi, embalando-a cuidadosamente. Parecia um travesseiro, somente o rostinho aparecendo.

- Já volto, ouviu bem? - você pediu para Aiko - Comporte-se mocinho. - disse antes de tocar a ponta do nariz do pequeno rabugento...

- Mini-Sasuke! -... Ou mini-Sasuke, como Ino me lembrava sempre. - Sasuke-mór! - e esse outro apelido infeliz.

- Ino! Trouxe seus demônios hoje? - eu PRECISO ser sarcástico com ela, é uma questão de honra.

- Claro que trouxe, mas para sua sorte, compadre, eles ainda estão no carro com o pai, tá? - disse ácida, sentando-se na cadeira e pondo a bolsa em cima da mesa. - Hinata já foi para o palco?

- Acabou de ir.

- Caiu à chupeta, pai. - era nosso filho, atravessando a conversa.

- Obrigado, filho - a chupeta, maior que o rosto de Amaya.

- As luzes se apagaram... Sinal de que ela vai entrar em cena...

Foi com expectativa que nos ajeitamos na cadeira para prestar atenção em tudo. Até mesmo os gêmeos da Ino acompanharam - milagrosamente - o silêncio e nem sequer os vi chegando com o pai. O holofote iluminou o palco e você se aproximou do microfone. Nervosismo, ansiedade, expectativa e um Aiko muito preocupado com o barbante de sua blusa - foi como começou seu discurso:

- Boa noite. Agradecemos a presença de todos nesse dia tão especial. Há seis anos começamos um projeto que, por motivos pessoais, foi batizado de "Projeto Amaya", que ajuda pessoas de todas as idades a se recuperar das drogas através não só dos medicamentos, mas também com o incentivo da arte e cultura. Temos ao todo, vinte e quatro pacientes recuperados, dois na área de medicina e mais três na de ciências. O restante se divide em auxiliar outros pacientes na recuperação e também, a mostrar sua arte para o mundo. Nos últimos meses tivemos um apoio e divulgação muito importantes, que nos permitiu realizar bingos beneficentes, exposição e hoje, um leilão também beneficente, com o fim de juntar verba para a ampliação do projeto, que felizmente, tem crescido cada vez mais. Não temos valor inicial, portanto, sintam-se a vontade para dar o lance que quiserem. Queremos apenas a participação de vocês. E, para os nossos artistas, como diria a principal incentivadora deste projeto, boa sorte.

Você saiu do palco sob os aplausos e assovios, dando logo espaço às molduras e quadros de todos os tamanhos. Algumas esculturas – umas bonitas, outras, desculpa, sem poderem ser chamadas de arte – e o tempo foi passando mais rápido do que eu achei que passaria. Estava esperando por um quadro em especial e, quando Gaara colocou sua obra principal em destaque, dei meu lance cinco vezes. E teria dado ainda mais, pois o valor dele era inestimável. Ino também arrematou um vaso feio e um quadro bonitinho para o quarto dos filhos. Todas as crianças com exceção de Amaya tinham desmaiado de sono. Já ela, mantinha os olhos arregalados, parecendo saber que eu estava levando para casa algo importante, que lembrava a tia, pessoa maravilhosa que deu origem a seu nome. A rua estava tranquila e assim que chegamos Aiko logo se acomodou em sua pequena cama, abraçando automaticamente o dinossauro de pelúcia. Amaya ainda mantinha os olhos arregalados, olhando para os enfeites que giravam em cima do berço.

Seguimos então para a sala, onde a parede em cima do sofá bege estava vazia, esperando por esse quadro. Você me deu o martelo e pregamos um prego de tamanho médio, suficiente para pendurar o quadro, mesmo sem moldura. Os vizinhos reclamariam no dia seguinte, mas dane-se, aquilo era mais importante do que qualquer churrasco de domingo que eles fossem preparar. Eram os primeiros tímidos rabiscos de Gaara e eu tive a sorte de acompanhá-los de longe. A imagem era tão bonita quanto à cena tinha sido. Era minha irmã ali, eternizada naquela tela, de braços abertos, como se estivesse voando, prontos para abraçar o mundo. Eu me sentia abraçado. Acho que todos que vissem aquela tela se sentiriam assim. A tela tem o melhor nome que o ruivo poderia ter escolhido. Ela se chama "Minha Amada Imortal".

E fim. =D

Acabou gente, aloka \o/ (?)

Esse foi o último capítulo de "Minha Amada Imortal" e, pra quem se perguntava o porquê do título, eis a resposta ^^

Espero que quem leu tenha gostado, porque, particularmente, eu amei escrever ela. Teve o fim que eu sempre planejei, embora eu saiba que não vá agradar todo mundo...

Mesmo assim, agradeço novamente a quem acompanhou e deixo aqui meu abraço e beijo pra quem leu xD

Até breve.

Natália.

~Espaço da Beta~

ACAAAAABOU T-T

Eu sou suspeita pra falar, mas eu ameeei o capitulo, foi simplesmente maravilhoso todo o desenvolver da historia.

Fui e Sou apaixonada por essa FF, ela simplesmente me encantou...

E esse final foi simplesmente surpreendente. Fiquei Totalmente arrepiada. Ela me emocionou muito.

Bem...Muito muito obrigada pra quem acompanhou essa FF maravilhosa da Minha Nat *-*

Kisses&Hugs

Até breve.

Nina.