Oiiiii!

Adorei saber que estão gostando e por isso to chegando cedo com mais um cap.

Cheiva, nem tanto, nem tanto kkkkkk obrigada flor.

A Sara, sim meu anjo, vai valer a pena, essa estória é tudo de bom e mais um pouco.

Laila, obrigada querida, eu tento fazer o melhor para vcs.

Crhistye, ta aqui anjo, obrigada.

Barbara, são seus olhos baby kkkkkk obrigada.

Patti, que bom que gostou anjo,obrigada.

Ana Carol, ai ai, fiquei nas nuvens com seu comentário, que isso baby, nem tanto, nem tanto. Obrigada anjo.

Vcs São Demais

OBRIGADA

Meus lábios se separaram

enquanto meu pulso acelerou, batendo através de cada ponto do meu corpo.

Ele me olhou do jeito que ele disse que Mike olhava para mim.

Edward nunca olhou para mim assim.

Os músculos da minha barriga apertaram e houve uma acentuada sensação serpenteando pela minha espinha. Meus joelhos estavam bambos.

— Jesus.

Sua voz era uma explosão forte que abalou o senso comum em mim. Eu mergulhei em direção à cama, puxando um suéter de tamanho grande para fora dela e segurando-o na minha frente.

— Você não sabe bater?

Ele enfiou os dedos pelos cabelos.

— Merda.

Eu olhei para ele, todo o meu corpo queimando por duas diferentes razões. Merda? Isso é tudo que ele tinha a dizer? Não Baby, eu quero lamber seu corpo ou cobre essa merda. Pelo menos com esse último, a palavra merda tornava-se uma parte viável de uma frase.

E então Edward riu – riu tanto que eu achei que ele iria fisicamente se machucar.

— Sinto muito — ele disse ofegante. — Mas você deveria ver o olhar em seu rosto.

Minha boca caiu aberta.

— Saia.

Sua risada aumentou um pouco, risos profundos que causaram arrepios patinando sobre a minha pele. Eu agarrei a primeira coisa para fora da cama e joguei em cima dele.

A mão de Edward disparou e ele pegou meu projétil no ar. Suas sobrancelhas subiram, e meu estômago bateu em meus dedos dos pés. Algo vermelho, rendado e volumoso pendurado na ponta de seus dedos.

Oh, doce menino Jesus em um carrossel.

Era o meu sutiã – meu sutiã de enchimento da Victoria Secret's. O tipo que tinha tanto preenchimento nas taças que acrescentava mais 2 kg quando eu o colocava.

Eu apertei minha boca para parar o grito se acumulando na minha garganta.

O olhar de Edward desviou do sutiã para mim, e depois de volta para o sutiã.

— Você usa essa coisa?

Incapaz de responder, porque eu tinha certeza que minha resposta seria toda ignorante, eu não disse nada.

Ele andou para a cama e o jogou como se fosse algum tipo de animal selvagem prestes a envolver-se em volta de seu rosto. Seus cílios arrastaram, seu olhar encontrou o meu. Humor dançou em seus olhos.

— Não admira que sua mala estivesse tão pesada.

— Saia! — gritei.

Rindo baixinho, ele afastou-se lentamente.

— Você não quer saber sobre o porquê Emmett ligou?

Mudei o meu peso de um pé para o outro.

— E se eu disser que não?

— Ainda vou dizer a você. — Ele abriu um sorriso. — Eles se encontraram com o resto do grupo, mas ficarão o resto da noite em Frederick. Está nevando realmente ruim lá embaixo.

Neste ponto, eu esperava que tudo daria errado.

— Merda. Você acha que vai ficar ruim aqui?

— Não sei. Acho que vou verificar as notícias enquanto você coloca algumas roupas. — Edward foi para a porta e acrescentou: — Sem vergonha.

— Cale a boca, você que é indiscreto e não bate na porta.

— Calcinhas legais, a propósito — disse ele, baixando a cabeça para trás no quarto. — Eu gosto do esquema de cores. Será que tem o dia da semana nelas?

Eu gritei.

Ed

Fechando a porta do quarto atrás de mim, inclinei a cabeça para trás contra ela e olhei para as vigas expostas no teto. Mamãe gostava da coisa rústica. Eu pensava que isso fazia a casa parecer inacabada. Concentrei-me nas vigas de carvalho profundas, tentando desesperadamente tirar a imagem de uma Bella quase nua fora da minha cabeça. Não estava funcionando. As vigas se transformaram em quadris e seios.

Jesus. H. Cristo.

Santa Mãe de Deus! Isso não era o que eu esperava encontrar quando abri a porta. E também não imaginava que Bella fosse tão cheia de curvas... Ela era tão pequena, mal alcançava meu peito e eu pensava que era reta, sem nenhum indício de corpo. Mas também, a última vez que eu a vi seminua foi na escola secundária. Desde então, sequer a vi vestida em um maiô.

Rapaz, a minha suposição foi tão longe que era ridículo.

A garota tinha quadris sobre ela, docemente queimando a partir de uma cintura estreita. Para alguém tão baixa, as pernas pareciam ter um quilômetro de comprimento, quando não havia nada as cobrindo. E aqueles seios?

Esfreguei minha mão na boca e fechei os olhos.

Eram pequenos, mas o tamanho ajustava a sua perfeição, e eu aposto que eles eram alegres como o inferno sob esse sutiã branco puro, e as pontas seriam de um doce escuro rosa – whoa. O que no inferno? Eu precisava parar de pensar em seus seios. Totalmente fora dos limites.

Mas eu era um cara e uma vez que a imagem tomou conta dos meus pensamentos, eu retratei aqueles seios em minhas mãos e as costas dela arqueando-se sobre os meus toques...

— Merda — eu rosnei. Luxúria agitava com uma vingança – que aquecia, quase enlouquecia, era aquele tipo de desejo que nunca traria nada de bom.

E o jeito que ela olhou para mim? Não. De jeito nenhum! Eu deveria estar imaginando essa merda, porque ela era a Bella, pelo amor de Deus! Ela era a minha Bella, mas nunca dessa forma. E não tinha como, ela jamais poderia olhar para mim com aqueles malditos olhos azuis bebês que ela possuía, olhos esses que estavam preenchidos com desejo. Como se ela quisesse que eu fizesse alguma coisa sobre o fato de que ela estava lá de pé praticamente nua.

Como se ela quisesse que eu a visse.

Ah, inferno, eu a vi.

E havia uma boa chance de que eu estava enlouquecendo, porque Bella nunca olhou para mim assim. Ela simplesmente não pensava em mim dessa forma, ou – até onde eu sabia – qualquer cara desse jeito. Não desde que o miserável do Jacob ferrou com ela. Sempre, desde então, ela simplesmente não namorava. E eu estava bem com isso, porque eu não havia encontrado um cara que era bom o suficiente para ela, e especialmente, eu não era esse cara, não depois do que ela disse no carro no caminho até aqui.

Eu me empurrei para fora da porta e atravessei o quarto. Arranquei meu moletom e minha blusa e os joguei sobre a cama. Fui para o chuveiro, não porque realmente precisava e sim porque eu tinha que fazer algo antes que cometesse um ato estúpido.

E havia um monte de estupidez em mim – um monte.

Quando entrei no jato de água quente, eu ainda estava sacudindo o tesão do meu corpo, que afirmei para mim mesmo que não tinha a ver com Bella. Provavelmente, tinha mais a ver com o fato de que não consegui extravasar ontem à noite. Sim, isso soa bem. Havia apenas uma maneira de corrigir isso sem uma ducha fria.

Descansando minha cabeça contra o azulejo liso, abaixei-me e fechei os olhos.

Foi rápido. Foi difícil. E eu pensei na pessoa errada o tempo todo.

Bella

Olhei para a parte de trás do bar, diretamente para as garrafas de licor, como se elas fossem as únicas coisas que poderiam curar a minha humilhação. E podiam mesmo, porque se eu bebesse bastante, provavelmente não me importaria com o fato de que Edward me viu de calcinha e riu.

Ele riu.

O bar estava lotado, todo mundo falando sobre a tempestade de neve que agora estava, aparentemente, indo fazer de West Virginia, sua própria cadeia de neve pessoal. Era tarde demais para sair e tudo que podíamos fazer era esperar que isso não fosse tão ruim quanto todos estavam imaginando.

Espiando uma abertura, eu me espremi entre uma garota com um monte de cabelo loiro e um cara com uma jaqueta de flanela. Olhei pelo meu ombro e suspirei. Edward estava onde eu o deixei, sua atenção concentrada na ruiva escultural que aparentemente ele conhecia desde muuuito tempo atrás. O nome dela era Victória.

Eu a assisti colocar a mão em seu ombro e inclinar-se, de modo que seus seios – muito maiores do que os meus – pressionaram contra seu braço. Ela disse algo e ele sorriu. Não é o sorriso cheio que exibia aquelas covinhas, era mais como o gato que estava prestes a comer uma caixa inteira de canários.

Edward olhou para cima por um momento, seu olhar me encontrou através das mesas lotadas. Eu me virei e me encontrei olhando para a gravata preta fina do bartender. Fantasia.

Ele sorriu.

— O que eu posso conseguir para você, querida?

Uma vez que o cérebro não era fornecido em uma garrafa, eu fui com a próxima melhor coisa.

— Uma dose de Jose Cuervo.

As sobrancelhas do barman subiram um pouco.

— Identidade?

Eu cavei a minha licença e entreguei.

Ele a verificou, e, em seguida, entregou-a de volta.

— Mal completou vinte e um. — Surpresa coloria sua voz. — Eu teria apostado em dezoito anos.

— A história da minha vida. — Eu me inclinei contra o bar, entregando meu cartão de crédito para abrir uma comanda. O garçom riu quando se virou para pegar a garrafa de uma das prateleiras. Eu nunca soube o que fazer em bares. Não queria me destacar, mas também não queria que transparecesse o fato de que eu não pertencia ao lugar. Porém, minha aparência juvenil não ajudava e eu acabava parecendo uma isca ali.

— Tequila? — Disse uma voz atrás de mim. Eu me virei e olhei para cima. Um cara alto estava atrás de mim

e não se tratava de alguém vestindo uma jaqueta de lenhador. Ele tinha o cabelo loiro ao longo de sua testa e têmporas e não se parecia em nada com Edward– era mais baixo e mais largo. Perfeito.

— Você é um fã de tequila? — Eu perguntei, finalmente encontrando minha voz. Um sorriso fácil apareceu.

— Nada aquece você tão rápido como tequila. Você precisa disso por aqui.

— Você é um local?

Ele acenou com a cabeça.

— Eu trabalho aqui durante os invernos.

— Instrutor de esqui?

— Como você adivinhou?

Pensando sobre o meu desejo de conectar-me com um instrutor de esqui mais cedo, eu quase ri. A dose de tequila foi posta no balcão e eu a peguei. Posso não ser completamente adepta a exuberância como todo mundo, mas eu sabia como tomar uma dose. Derrubando minha cabeça para trás, coloquei o pequeno copo nos meus lábios. O que eu não esperava, no entanto, era que minha garganta fosse pegar fogo.

A tequila correu minha garganta como se fosse gasolina e inflamou minhas entranhas. Com os olhos lacrimejando, voltei-me para o bar, inalando goles profundos de ar, tentando desesperadamente parar o meu reflexo de vômito.

– Puta merda...

O Sr. Instrutor de Esqui riu ao acariciar minhas costas.

— Você está bem? A primeira dose é geralmente brutal.

— Sim — eu engasguei, expulsando as lágrimas dos meus olhos. Uma vez que eu estava certa de que não ia jogar a dose de volta sobre ele, eu me virei.

— Uau.

Ele sorriu.

— Não é tão ruim assim.

— Oh não de todo. — Eu acho que eu já estava inflamável.

— Eu não me apresentei — disse ele, estendendo a mão livre. Uma garrafa de cerveja ocupava a outra. — Meu nome é James.

— Isabella. — Eu apertei sua mão. Sua palma estava um pouco calejada.

Ele segurou a minha mão com um pouco mais de força do que o necessário. Quando finalmente a deixou ir, ele apoiou o quadril contra o bar.

— Então, você não é, obviamente, uma local.

— Não. — Eu prendi meu cabelo para trás e sorri.

— Você está com ele? — Ele fez um gesto por cima do ombro em direção a Edward com um empurrão de seu queixo. Quando eu balancei a cabeça, ele inclinou a cabeça para o lado.

— Amigos, ou...?

— Amigo — respondi automaticamente, e a queimação da tequila pareceu diminuir a dor de dizer isso.

As sobrancelhas de James subiram.

— Eu acho que nunca soube de Edward ser apenas amigo de uma garota bonita antes.

Seu elogio foi perdido na realidade da sua declaração.

— Bem, eu conheço Edward por toda minha vida. — Eu respirei e deixei lentamente. — Então você o conhece também?

Ele acenou com a cabeça.

– Desde os tempos que ele vem aqui, mas não o conheço muito bem. Então... Vocês dois estão sozinhos?

— Estamos aqui por um par de dias com alguns amigos. Bem, a maioria deles não chegou ainda. Eu sou de Hagerstown.

— Oh. Cidade muito legal. — Ele tomou um gole de sua cerveja. — Onde estão os seus amigos?

— Fora de Frederick — eu disse a ele enquanto olhei por cima do meu ombro. Eu não podia ver Edward através da confusão de pessoas. Não que eu estivesse procurando por ele. — Eles foram pegos pela neve, assim tentarão chegar amanhã.

James balançou a cabeça.

— Ah, eu não sei se eles vão fazer isso. É provável que a neve venha para cá durante a noite e eles estão dizendo que vai ser uma grande tempestade.

Eu estava tentando tanto não pensar sobre isso.

Seu sorriso fácil aumentou, e eu percebi que ele era realmente bom de olhar.

— Acha que é hora de uma segunda dose? É por minha conta.

Meu olhar passou de James, para onde Edward estava, ainda com a Sexy Victória. No entanto, ele não estava prestando atenção a ela agora. Em vez disso, ele estava olhando para mim como se estivesse a poucos segundos de se levantar e gritar em frente ao bar dizendo que passou da minha hora de dormir.

Ele não ousaria. Os olhos de Edward estreitaram. Ele faria.

Um par de meses atrás, enquanto comemoramos meu aniversário e durante um dos momentos muito raros em que eu bebi,

ele me fez ir para casa antes mesmo de eu chegar ao segundo Sex on the Beach, dizendo que a multidão no clube estava ficando muito turbulenta.

Raiva e frustração rodaram, misturando-se com a dose de tequila. Edward disse que eu não sabia como me divertir. Eu era aparentemente tão interessante quanto uma fórmula de estatística na segunda-feira. Talvez fosse meio que verdade. Naquele momento, uma parte de mim queria voltar para casa e pegar o livro que eu estava lendo. Talvez comer um pouco de pipoca amanteigada, também. Oh, e eu trouxe esse par de meias difusas que eram tão quentinhas e ...

— Isabella?

Fora de todos os momentos loucos para pensar sobre Jacob Black, ele surgiu na minha cabeça naquele momento. Eu não tinha realmente pensado nele por mais de um ano. Ele foi meu único namorado de verdade, o cara que eu estive junto por dois anos na escola e a maior parte do meu primeiro ano na faculdade.

Olhando para trás, eu não poderia dizer se eu estava apaixonada ou não. Na época, pareceu que sim. O único cara por quem me interessei, exceto que Jacob esteve fora dos limites – ainda estava – e ele foi isso para mim. Paciente. Engraçado. Inteligente. Bonito. Embora tivesse feito outras coisas – ou seja, me fazendo outras coisas, então eu não sentia como a pior namorada no mundo – tínhamos esperado até o nosso primeiro ano na faculdade para fazer sexo.

Não foi algo bom para detalhar. E, aparentemente, não foi para ele também. O sexo doeu, e quando parou de doer e começou a quase fazer eu me sentir bem, tudo estava acabado. Ele terminou comigo uma semana depois.

Através de uma mensagem de texto.

Poucos dias depois da mensagem, Edward ouviu Jacob conversando em uma festa da fraternidade. Ele supostamente estava dizendo para os caras que eu era tão frígida que mal conseguia mantê-lo duro.

E essa foi a luta que terminou com Edward tendo o nariz quebrado e Jacob com uma mandíbula quebrada e um mancar grave que durou várias semanas.

Jacob Black pode ir se ferrar.

Eu sabia como me divertir. Eu sabia como perder o controle. E eu não era frígida.

Sorrindo, voltei-me para James e disse:

— Outra dose seria ótimo.

Outra dose acabou transformando-se em várias outras e eu sinceramente perdi a conta de quantas foram. Em algum momento, descobri que James era a pessoa mais engraçada da face da Terra, ou pelo menos era o que parecia, já que eu não conseguia parar de rir. Então, tenho certeza de que riria mesmo se estivesse em um engavetamento em massa na interestadual.

Quando alguém ligou a jukebox e County Roads começou a tocar, eu não tinha ideia de como as letras eram, mas cantava junto de qualquer maneira. E quando James pegou minha mão e me puxou em direção a uma pequena pista de dança perto do corredor que levava aos banheiros, eu não protestei.

Mas o barman protestou.

— Você pode querer ficar fora dessa, querida.

— Eu estou bem. — Um sorriso grande e velho estava estampado em meu rosto.

James puxou minha mão.

— Você já ouviu ela falar. Ela está bem.

O olhar do barman mudou de mim para ele.

— Ela não é uma local, James.

— Ele sabe disso — eu apontei.

— Mantenha isso em mente, James. — As palavras soaram como um aviso para mim, mas isso não fazia sentido, e James me puxava para o adesivo quadrado do piso de qualquer maneira.

Começamos a dançar e nossas pernas encostavam uma na outra. Quando me virei ao redor dele, suas mãos pousaram em meus quadris e eu não me importei. Acho que não me preocupava com nada ali, pois a música, ou talvez a tequila, zumbiam nas minhas veias. De qualquer forma, isso não importava. Em minutos, o suor pontilhava minha testa e levantei o cabelo do meu pescoço. O movimento levantou minha blusa, expondo uma fatia de minha pele.

Dedos insinuaram ao longo do meu estômago, me assustando.

— Você é tão incrivelmente quente — James disse, a palma da mão achatando contra a minha barriga, dedos subindo ainda mais no meu estômago.

— Sério.

Minhas sobrancelhas arquearam ao ouvir esse comentário. Eu não era uma presa fácil como Victória, mas me sentia quente enquanto balançava meus quadris ao ritmo da música.

James abaixou a cabeça, esfregando o queixo na lateral do meu rosto. A ligeira barba me fez tremer.

— Devemos conseguir...

Minha bunda vibrou, me distraindo.

— Espere um segundo — eu disse, afastando-me enquanto puxava meu celular do bolso de trás. Era uma mensagem de Rose. Olhei para cima. — Eu já volto. É minha amiga.

O sorriso de James caiu um pouco, mas ele balançou a cabeça.

— Estarei à espera.

Deslizando de volta para o corredor, estava um pouco mais frio e mais silencioso.

Sua mensagem dizia:

―Entediada. E Você?‖.

―Em um bar. Dançando com um instrutor de esqui.‖ Mandei isso com um grande sorriso, pateta.

―Sério? Onde está Edward?‖

Isso tirou o sorriso do meu rosto.

―Com uma garota chamada Victória.‖

Trocamos um par de mensagens, enquanto eu ocupava o espaço de outras pessoas que ali dançavam, mas eu estava feliz, pois só tinha tropeçado um pouco. Na hora em que voltei ao corredor, Rose quis saber o que mais eu planejava fazer com James.

―Eu não sei. Talvez dançar mais?‖

―Mostre a ele suas tiya.‖

— Mostre a ele as minhas tiya? — Eu disse em voz alta. Eu não poderia estar tão bêbada. Balançando a cabeça, lhe enviei um texto rápido de volta dizendo:

―Tiya?‖

Um segundo depois:

―Tetas! Droga de auto corretor!‖

— Oh. Tetas. Isso faz sentido — murmurei, deslizando meu celular no bolso de trás. Rose deu um grande conselho.

— Você está de pé falando sobre tetas sozinha? — Edward perguntou atrás de mim.

Eu dei um pequeno grito e me virei.

— Deus...

Um meio-sorriso sexy apareceu.

— Eu preciso manter um olhar melhor em você, se é sobre isso que você fala quando está sozinha.

Posso apenas rastejar sob um banquinho de bar e morrer?

— É Rose.

Ele inclinou a cabeça para o lado.

— Você está falando dos peitos de Rose?

— Não. Meus peitos.

Interesse brilhou nos seus olhos, escurecendo a tonalidade.

— Bem, isso continua ficando cada vez melhor.

Eu apertei a minha boca fechada, querendo me machucar fisicamente.

— Não – não importa. Eu tenho que ir.

— Ir para onde? — Ele pegou meu braço enquanto eu passava por ele, me parando inesperadamente. No corredor apertado, nossas coxas se encostaram. Ele abaixou a cabeça, estreitando os olhos. Um sorriso lento dividindo seus lábios.

— Você está bêbada.

— Estou apenas um pouco tonta. — Tentei puxar meu braço livre, mas ele o segurou. — Eu tenho que voltar para James. Nós estávamos dançando. E ele disse que eu era extremamente quente, então eu gostaria de dançar mais com ele.

— Repete? — Disse ele, com os olhos arregalados.

— Ele disse que eu era quente. — Olhei para ele. — O quê? Isso parece tão difícil de acreditar?

Com a mão livre, Edward estendeu a mão e puxou minha blusa para baixo da minha cintura. Eu me contorci mais longe.

— Eu não estou dizendo isso. Victória o conhece. Disse que ele é um idiota e eu tenho que concordar.

— Ah. — Eu comecei a rir. — A Victória o conhece? Como?

Edward franziu a testa.

— Porque Victória é daqui e sim, eles costumavam namorar ou algo assim, Bella. Eu disse a você que eu a conhecia.

— Eu aposto que você a conhece, que realmente a conhece.

Seus lábios franziram e ele não respondeu por alguns segundos.

— Não assim, Bella. Victória e eu não somos assim.

Ele não teve relações sexuais com Victória? Uau, nós devíamos ser as últimas duas mulheres na face da Terra.

— Bem, você deve voltar para Victória. Eu vou voltar para o idiota.

Ele suspirou e inclinou a cabeça para trás. Com seu cabelo caindo de volta em seu rosto assim, ele parecia um anjo olhando para os céus.

Tudo bem. Muito possivelmente eu estava realmente bêbada.

— Por que você não vem e se senta comigo? — Ele me puxou mais perto, e por um momento eu parei de tentar fugir. Minhas coxas ricochetearam suas pernas, e eu olhava para seu peito novamente. Infelizmente, ele estava usando seu moletom com capuz.

Inclinei-me, pressionando meu rosto contra seu peito. Ele tinha um cheiro incrível. Fechei os olhos e respirei-o profundamente.

Edward riu baixinho.

— Quanto é que você bebeu, baby?

— Eu não sei — murmurei. — Um par.

Ele soltou meu braço e deixou cair o dele sobre meus ombros.

— O que você estava bebendo?

— Tequila. — Eu suspirei.

Ele soltou uma risada de surpresa.

— Tequila? Oh, merda.

Eu ri.

— Não é tão ruim assim. Na hora queimou, mas você sabe, agora eu não sinto nadinha.

Edward riu novamente.

— Eu aposto que você não sente.

— Hmm...

Ele tinha uma mão entre seu peito e meu rosto, colocando os dedos na ponta do meu queixo. Levantou minha cabeça para cima.

— Você vai voltar e se sentar comigo e com Victória?

Me afastei e cambaleei um passo para trás. Ele me tinha até a parte Victória e eu. Decepção infiltrou, ameaçando matar minha agitação. Eu sabia que não deveria me sentir mal – ou sentir nada – mas eu senti.

— Eu vou dançar um pouco mais. Até mais.

Palavrões cabeludos de Edward foram perdidos no bater do meu coração. Assim que saí do corredor, James estava lá, segurando a minha mão.

— Eu pensei que você tinha se perdido.

— Não — eu disse, deixando-o me puxar para a pista de dança. — Eu estava...

Um braço serpenteou em volta da minha cintura, me fazendo parar. Pela primeira vez na minha vida eu estava literalmente presa entre dois garotos. Huh. E eu pensava que seria mais divertido do que isso.

— Hey agora. — A respiração de Edward agitou o cabelo em volta da minha têmpora. — Onde você pensa que está indo?

Boa pergunta.

James se virou, franzindo a testa quando viu Edward.

— Eu estava me divertindo. O que você acha que está fazendo?

— Não é realmente da sua conta. — O braço de Edward apertou em volta da minha cintura.

Oh querido...

O aperto de James era firme.

— Bem, prazer em vê-lo novamente, mas estamos prestes a sair para dançar.

— Eu acho que ela precisa se sentar. — Edward deu a volta, para que ele parcialmente me bloqueasse. — Tudo bem?

A indignação aumentou.

— Eu não preciso me sentar.

— Bem, você ouviu sua amiga — James respondeu, me puxando para frente. — Ela não quer se sentar, então acho que você deve deixá-la fazer o que ela quer.

Edward riu – uma risada fria, desagradável, que alertou problema quando ele pegou meu outro braço, me segurando no lugar.

— Sim, eu não dou a mínima para o que você pensa, e eu tenho certeza que você já sabe disso, mas posso dizer a você agora, o que está em sua mente não vai acontecer.

Whoa. Isso foi estranho. Para duas pessoas que mal se conheciam, havia um monte de hostilidade aqui.

— Desculpe-me? — James disse, estreitando os olhos.

— Sim, você me ouviu perfeitamente.

Eu não sei o que aconteceu depois. O aperto de James na minha mão apertou, e eu gritei de surpresa. A próxima coisa que eu percebi era que Edward soltara meu braço e suas mãos bateram no peito de James, jogando-o para atrás.

— Você não toca nela — Edward rosnou. — Você entendeu isso? Nem agora. Nem nunca.

Eu estava bastante certa que Edward estava exagerando.

— Você não sabe com quem diabos você está lidando — James avisou, dando um passo à frente.

— Ele é um instrutor de esqui — senti a necessidade de explicar. Sim. Fonte de conhecimento útil aqui.

Edward acertou o rosto de James. Bem, ele era muito alto, assim ele praticamente olhou para baixo de seu nariz para o cara.

— Eu sei exatamente com quem eu estou lidando, companheiro.

— É isso mesmo? — James começou a avançar, mas Edward foi muito rápido. Ele pegou o instrutor de esqui pelo ombro e empurrou-o para trás contra a parede de painéis. O alvo quadriculado sacudiu ao redor do prego em que estava pendurado.

— É melhor pensar de novo — disse Edward. — Não tenho nenhum problema com limpar o chão com seu rosto.

Eu puxei as costas do suéter dele.

— Edward, vamos lá. Vamos embora.

Edward me ignorou.

— Você acha que riquinhos metidos podem vir aqui e empurrar as pessoas? Yeah, isso não vai acontecer. — Os olhos de James caíram sobre o ombro de Edward. — Isso vale para pequenas oferecidas, também. Parece que o seu gosto em mulheres é o mesmo.

— O quê? — Agora chateada por uma razão totalmente diferente, eu tentei dar a volta em Edward. — Eu não sou oferecida, seu estúpido.

— Que seja. — James ignorou a mão de Edward e se deslocou ao redor dele, a ponto de dobrar as costas e fugir, mas não antes de falar: — Vocês dois tenham uma ótima estadia aqui em cima.

Edward parecia prestes a segui-lo através do bar, mas os rostos hostis que começaram a prestar atenção – provavelmente locais – o fizeram mudar de ideia.

— Deus, onde você encontra estes idiotas, Bella?

— Ei! — Eu bati em suas costas. — Ele não foi um idiota até que você se envolveu.

— Que seja. Você não o conhece. — Ele se abaixou e pegou minha mão. — Vamos lá. Vamos voltar para a casa.

Seu tom carregado não deixou espaço para discussões. Parando ao lado da mesa, ele disse adeus a uma amuada Victória e depois fomos para a porta. Um grupo inteiro de caras enormes estava nos encarando, James entre eles, mas Edward não percebeu. E essa coisa de ser encarado por um grande grupo de caras podia ser muito assustadora e trouxa a minha cabeça imagens de túmulos e valas rapidamente cobertas.

Tremendo, percebi que estava assustada.

Assim que saímos, o vento forte me deu um tapa no rosto. Engoli em seco.

— Caramba, é frio como bolas aqui fora!

— Bolas não são frias, Bella. Confie em mim — disse Edward. — Eu não disse que você devia usar um casaco?

— Bah! — Eu me soltei e comecei a pisar na neve fresca que caíra desde que entramos. Era apenas um par de centímetros, mas eu a chutava em todos os lugares. — Nós deveríamos ter dirigido até aqui.

— Você queria andar. — Ele puxou o moletom sobre sua cabeça e tirou. — Aqui, coloque isso.

Eu balancei negativamente minha cabeça e comecei a descer as colinas, mas Edward suspirou quando entrou na minha frente, a mandíbula numa linha determinada.

— Levante seus braços.

— E se eu disser que não?

Seus lábios se contraíram enquanto ele segurava seu moletom.

— Eu vou te segurar e vesti-la.

Isso meio que soava divertido. Na verdade, Edward me segurando e me despindo soava ainda melhor. Eu suspirei, completamente perdida na fantasia. Nós poderíamos estar mandando ver como coelhos na neve.

Edward se aproximou, inclinando seu queixo para baixo.

— O que você está pensando?

— Coelhos na neve — respondi.

Ele soltou uma risada profunda.

— Vamos, levante os braços e me diz por que é que você bebeu tanto? Por favor?

— Já que você disse por favor... — eu levantei meus braços e o senti dar um passo à frente. Ele deslizou a abertura sobre a minha cabeça e, em seguida, mudou para os braços. — Eu só queria me divertir.

— Não há nada de errado com isso. — Ele pegou meu braço esquerdo na manga e, em seguida, começou a trabalhar no braço direito, as sobrancelhas franzidas em concentração. — Mas você se divertiu antes, sem beber muito.

— Então? — enrolei meu punho, e ele suspirou, tentando trabalhar a manga em volta dele. Eu ri quando endireitei a minha mão.

— Qual é o grande problema?

— Não há um. — Ele puxou o capuz para baixo e me tampou, terminando um pouco acima dos meus joelhos. — Aqui está.

Quando olhei para cima, ele deu um passo atrás e tinha esse estranho olhar em seu rosto – como aprovação.

— Você não está com frio? — perguntei.

Ele deu de ombros, esticando o tecido preto da térmica que ele tinha sob o capuz.

— Eu vou ficar bem.

Eu abri minha boca para dizer tudo bem, mas algo totalmente diferente saiu.

— Eu não quero mais ser chata.

— O quê? Merda. — Edward empurrou seus dedos por seu cabelo. — Baby, você não é chata.

— Sim. Eu sou.

Seus olhos apertaram nos cantos.

— Isabella, você está tão longe disso. Eu não deveria ter dito essa merda no carro. Você é perfeita...

— Do jeito que eu sou? — Eu terminei para ele. — Não é a partir de Bridget Jones?

— Talvez. — Um lado de seus lábios inclinou-se.

— Você é um covarde.

Edward me cutucou.

— Mas falando sério, Bella...

— Eu não quero falar. — De repente eu estava muito desconfortável. Andando novamente, o ouvi me acompanhar alguns passos atrás. — Conversar. Conversar. Conversar — eu murmurei.

Neve continuava caindo em uma chuva leve e constante que revestia minha cabeça e ombros. Eu tinha vontade de virar minha cabeça para trás e pegar flocos de neve na minha língua, mas acabei jogando meus braços, inclinando a cabeça para trás, e cantando:

— Se você quer uma mulher com uma gatinha apertada, então encontre uma com peitos pequenos!

Edward tem um braço em volta da minha cintura, rindo.

— Deus, isso é um lixo.

— Você ainda não ouviu a música. — Eu me inclinei para ele, envolvendo meus braços em torno de sua cintura, mas meu aperto acabou em torno de suas coxas. Estranho.

— É de Haven Palen Pole.

Ele me levantou.

— Isso seria David Allen Coe, baby.

Eu fiz uma careta.

— Isso é o que eu disse.

—Ta certo.

Andamos – ou arrastamos – cerca de um metro e, em seguida, entrei direto em uma caixa de correio. Eu resmunguei.

— Filha da puta, pulou para fora na minha frente!

Edward parou, sacudindo a cabeça.

— Você é um perigo para si mesma agora.

— Eu estou bem. — Eu acenei para ele, contornando o complicado objeto inanimado enquanto eu atirei um olhar sombrio a ele — Eu estou te observando.

— Deixe-me ajudá-la — ele ofereceu. — Tudo bem? Eu vou te carregar para casa e nos manter longe de caixas de correio ninja.

Parecia um bom plano, mas quando Edward passou os braços em volta da minha cintura e me levantou, praticamente me jogando por cima do ombro, eu tão não esperava isso. Eu soltei um grito e imediatamente comecei a me contorcer.

— Comporte-se. — Ele bateu na minha bunda.

— Ei!

Ele bateu de novo, e eu dei um bom soco nos rins. Minha bunda estava muito fria para realmente queimar, mas seu grunhido trouxe um sorriso ao meu rosto. Esta posição de todo não era muito boa para o álcool chapinhar ao redor no meu estômago, apesar de tudo.

Edward deu três passos, e eu decidi que precisava descer. Eu recuei de repente e ele cambaleou para o lado. Ele entrou em um monte de neve. Mexi para baixo na sua frente, fazendo com que nossas pernas enredassem.

— O que você está fazendo? — Ele perguntou, tentando conseguir controle sobre mim.

— Desce. — Eu balancei para trás e acabei provocando nossa queda. Edward se torceu, no último momento, levando o peso da queda, e eu caí em cima dele.

Nenhum de nós se moveu por um segundo, e depois suas mãos prenderam abaixo dos meus quadris. Embaixo de mim seu peito começou a se mover lentamente e em seguida, mais rápido. Uma gargalhada saiu de sua garganta, trazendo um sorriso feliz na minha cara.

Eu plantei minhas mãos sobre seu peito e ergui minha cabeça.

Ele olhou para mim, sorrindo. Minha respiração ficou presa e me senti tonta.

— Você é lindo.

Edward estendeu a mão, tirando o cabelo do meu rosto e colocando-o de volta atrás da minha orelha.

— Eu acho que essa é a minha fala.

— Você acha que sou linda?

Seu olhar vagou sobre o meu rosto como se ele estivesse memorizando cada sarda. Tontura passou por mim, como se eu estivesse presa em uma bolha.

— Eu sempre achei você linda, Bella.

O mundo estava claro e brilhante de novo.

— Sério?

— Sim — respondeu ele, afastando a mão do meu cabelo, e de volta ao meu quadril. — Sim, eu acho.

Não havia mais nada para eu fazer. Eu só tinha uma opção. Edward disse que eu era linda e eu sempre esperei ouvi-lo dizer isso.

Então eu o beijei.

Ou pelo menos eu tentei.

Errei completamente meu alvo. Meus lábios colidiram com sua bochecha fria.

— Bella — disse ele, e a maneira como pronunciou meu nome, como se estivesse preso entre uma maldição e uma oração, abriu um buraco em meu estômago.

Suas mãos deslizaram até a minha cintura, sob o capuz e meu suéter. Seus dedos tocaram minha pele nua e eu senti o contato na maneira mais nítida, mais deliciosa. Minhas costas arquearam, e tudo parecia como luz verde para mim. Eu rolei a parte inferior do meu corpo mais para baixo e respirei fundo quando o senti pressionando contra a minha parte mais suave. Edward fez um som profundo em sua garganta, seus dedos cavando em meus quadris e incendiando os meus nervos.

Edward se moveu tão rápido. O mundo virou de cabeça para baixo, e de repente eu estava de costas e ele estava em cima de mim, seu cabelo caindo sobre sua testa de forma bagunçada. Ei agora! Eu gostei de onde isso estava se dirigindo.

Pequenos flocos de neve cobriam sua cabeça, brilhando na fraca lâmpada da rua. Neve fria rastejava debaixo da minha roupa, mas eu quase não sentia. Eu estava em chamas. Estava queimando por dentro, meus sentidos estavam em todo o lugar, e foi a melhor sensação que eu já tive. Eu subi, deixando meus dedos correrem através de seu cabelo macio. Sua reação parecia ser por instinto. Ele fechou os olhos e inclinou o rosto para a palma da minha mão. Calor floresceu no meu peito.

— Você não tem ideia do que está fazendo — Edward disse, pegando uma das minhas mãos e segurando-a para baixo na neve, ao lado da minha cabeça. Seus dedos circularam meu pulso em um aperto firme.

Eu me mexi embaixo dele.

— Sim, eu tenho.

Seus olhos se fecharam novamente e quando reabriram, estavam brilhantes.

— Você está tão bêbada, Bella.

— Não estou — Coloquei minha perna debaixo dele, mas em seguida, ele se sentou, puxando-me junto com ele. Um segundo depois, eu estava de pé e o céu rodou.

— Whoa.

— Sim, whoa, exatamente — ele disse, sua voz mais profunda do que eu jamais ouvi. — Vamos para casa.

— Mas...

— Isabella — ele retrucou, e eu vacilei. — Você está bêbada. A única coisa que eu vai acontecer é que vou te levar para casa.

Havia aquele tom de novo – o tipo que diz cale a boca e faça o que eu digo. Normalmente eu resistia a isso, mas fiquei chocada em ouvir. Ele pegou minha mão novamente e começou a caminhar de volta para a casa. Eu tropeçava ao lado dele, a confusão me corroendo junto com a tequila. Eu não entendia. Ele estava atraído por mim. Ele disse que eu era linda e que sempre me achou bonita, e eu o senti. Eu senti o quanto ele era atraído contra mim. Não tinha como esconder isso, mas ele me rejeitou.

Edward me rejeitou.

E ele não rejeitava nenhuma mulher.

Eu queria chorar – sentar na neve e chorar. Humilhada, confusa, e ainda um pouco excitada, eu me forcei a ficar calma e continuar caminhando. Ambos eram igualmente difíceis. Vômito estava construindo na minha garganta. Nada de bom podia vir dali. Não demorou muito para chegarmos na casa e até então eu não conseguia sentir minhas mãos ou pernas e eu acho que a neve não tinha nada a ver com isso.

Edward soltou a minha mão assim que acendeu as luzes. O brilho áspero me bateu forte, fazendo a sala girar. Ele estava ali – era o momento perfeito também, porque eu tinha certeza que minhas pernas pararam de funcionar.

Me levantando, ele me segurou perto de seu peito enquanto se dirigia para as escadas.

— Você não deveria ter bebido tanto, Bella. Não tinha nenhuma razão para isso.

Eu enterrei o rosto em seu ombro. Ser repreendida por beber demais por Edward Cullen era o cúmulo da ironia e vergonha, mas ele estava certo.

Ele não disse nada enquanto me carregava para o quarto em que eu estava hospedada. Proferiu alguma coisa quando me colocou na cama, mas no momento em que minha cabeça bateu no travesseiro, eu felizmente desmaiei.

Ed

Que diabos aconteceu?

Sério. Eu estava esperando por alguma intervenção divina para oferecer uma explicação. Fiquei olhando para Bella totalmente convencido de que quando chegamos em Snowshow, devíamos ter entrado num tipo de realidade distorcida, na qual ver Bella seminua, observá-la ficar extremamente bêbada e em seguida tê-la tentado me beijar era algo excepcional. Eu estava absolutamente impressionado e meio chateado também. Se não estivesse com ela hoje à noite, ela teria ficado com algum instrutor de esqui aleatório. E logo com o maldito James? Ácido queimou no meu estômago. Puta merda, eu não me sentia nada bem. E além disso tudo, eu estava excitado e ela tinha apenas se mexido no meu colo como milhares de garotas já tinham feito. Mas ela parecia muito boa mexendo no meu colo – malditamente boa e foi realmente difícil de recusar.

Cara, eu não podia ficar pensando sobre isso. Claro que eu era atraído por ela, mas não podia ir adiante com isso, porque se eu admitisse esse fato, teria que lidar com muitas coisas.

Eu esfreguei a minha mão sobre meu rosto. Bella estava bêbada, estava realmente bêbada. Ela precisava ficar longe de Jose Cuervo.(marca de Tequila)

Ela mudou de posição, as sobrancelhas beliscando enquanto ela gemia baixinho. Eu estava ao seu lado antes mesmo de perceber que me movera.

— Bella?

Não tive resposta dela, mas podia deduzir de que não estava confortável. Me endireitando, segurei pra não dizer um palavrão. Eu não podia deixá-la assim. E se ela ficasse doente? Agarrando um travesseiro da cabeceira da cabeça, coloquei uma mão sob sua cabeça e o pus debaixo dela. Ela não acordou, mas caiu de costas.

Eu sorri e me perguntei se ela sabia que havia se deitado do lado errado da cama. Eu apostaria que não. Movendo-me para a cabeceira da cama, sentei-me e puxei suavemente suas botas. Elas eram um tipo de pele de carneiro falso ou algo assim e aproximavam-se de seus joelhos. As solas de cunha estavam úmidas da neve.

Colocando-as perto da cadeira, me virei a tempo de vê-la tentando sentar-se.

— Bella?

Ela resmungou alguma coisa e eu só entendi uma única palavra: quente. E então ela começou a puxar o moletom que eu a fiz vestir. Em poucos segundos, ela o prendeu ao redor de sua cabeça sem realmente conseguir tirá-lo de si.

Eu ri quando seus braços caíram para os lados.

Sua voz foi abafada, mas não parecia amigável. Em seguida, ela curvou, tentando puxá-lo dessa maneira. Meu Deus, ela sufocaria a si mesma.

— Espere — eu disse, sentando ao lado dela. — Deixe-me tirar isso.

Ela bateu em minhas mãos, mas eu consegui libertá-la. Suspirando, agarrei seus pulsos.

— Bella, deixe-me fazer isso para você.

Seus olhos estavam completamente vidrados, e eu duvidava que ela tivesse alguma ideia do que estava acontecendo, mas se acalmou o suficiente para que eu fosse capaz de tirar seu suéter, deixando-a em sua camisa e jeans.

— Eu preciso... — ela murmurou, inclinando-se e apoiando a testa contra meu ombro. — Eu preciso tirar a roupa.

Eu ri quando passei um braço ao redor dela para trás, segurando-a.

— Baby, você acabou de tirar dois suéteres.

— Calças. — Ela mexeu-se no meu colo, então suas pernas estavam em cada lado das minhas e suspirou.

— Eu vou dormir.

Virando para que ela não escorregasse para fora do meu colo e caísse no chão, eu sorri contra o topo de sua cabeça inclinada.

— Você vai dormir assim?

— Uh-huh.

Eu ri novamente.

— Você não pode dormir no meu colo.

Ela enterrou mais perto, curvando-se em uma pequena bola. Arrepios espalharam por seus braços.

— Por que não? — Ela resmungou lamentavelmente.

— Isso não vai ser muito confortável. — Eu afastei o cabelo de seu rosto quando me inclinei para trás, meu olhar procurando seu rosto. Onze sardas. Muitas eram espalhadas através de seu nariz e bochechas. Cílios espessos espalharam em suas bochechas. Ela estava dormindo?

— Bella?

— Mmm... calças.

Minhas sobrancelhas se levantaram.

— Você quer que tire seu jeans?

Ela apertou sua bochecha contra meu peito e bateu na minha perna uma vez. Imaginei que era uma espécie de código Morse bêbado para sim. Praguejando sob a minha respiração, eu sabia o que teria que fazer. Algo que eu nunca pensei que faria com ela.

Deitando Bella de costas, eu assisti seus cílios vibrarem para cima. A cor de seus olhos era como os claros céus azuis de verão.

— Você é tão... bonito.

— De novo? — eu disse, engasgando com minha risada. — Você acabou de me chamar de bonito?

Ela começou a rolar para o lado dela de novo, mas parou.

— Calças — repetiu ela, descendo, seus dedos mexendo no botão de sua calça jeans. — Fora.

Eu congelei por um segundo, não tenho certeza se eu deveria rir de suas respostas monossilábicas ou me atirar da janela mais próxima. Despir Bella era algo que eu nunca pensei que faria, especialmente com ela bêbada. Mas não queria que ela acordasse e em estupor bêbado, quebrasse a cabeça tentando se despir. Com Bella, tudo era possível.

Merda.

Eu poderia fazer isso. Eu poderia fazer isso, não seria estranho e eu não estaria excitado por isso, porque era Bella, ela estava bêbada e não era uma grande coisa. Nós crescemos juntos. Eu tinha certeza de já ter feito xixi na frente dela em mais de uma ocasião. Inferno, eu acho que fiz isso cerca de um mês atrás, depois de uma noite de bebedeira ao luar. Eu poderia tirar suas calças e não me sentir como um total pervertido da porra.

Eu devia ter bebido mais esta noite.

Respirando fundo, rapidamente desabotoei sua calça jeans e abri seu fecho. A calcinha listrada começava a aparecer enquanto o material se separava. Duas vezes merda. Fechei meus olhos enquanto puxava para baixo dos seus quadris. Ela não estava ajudando. Nem um pouquinho. Estava fria. Coloquei uma mão sob suas costas e levantei-a o suficiente para passar o jeans por sua bunda e mantive meus olhos fechados quando o puxei para baixo de suas coxas. Meus dedos roçaram suas pernas, e eu realmente não pensei em quão suave sua pele era, porque isso era realmente impróprio.

Merda tripla.

Parecia eternamente enlouquecedor antes de eu tirar os malditos jeans, e só então percebi que ela estava deitada de forma errada novamente. Xingando baixinho, eu fui até a cadeira e peguei o cobertor que estava dobrado ali. Eu o espalhei sobre ela, colocando-o ao longo de seus lados, e então coloquei o travesseiro de volta sob sua cabeça.

Pegando seu jeans, senti seu celular. Toda a parte de trás de sua calça jeans estava molhada. Eu puxei o telefone e bati na tela. Nada. Inferno.

Desci as escadas, tentando fazer seu celular ligar enquanto verificava se a porta da frente estava trancada. Liguei o aquecedor e fiz meu caminho para a cozinha. O telefone ainda não funcionava. Recordando algo que Emmett dissera sobre arroz, encontrei uma pequena chave de fenda e tirei a parte de trás do aparelho e coloquei as duas peças na tigela de arroz e esperei que desse certo. Se não, eu tinha alguns celulares extras em casa que ela poderia usar.

Precisando verificar Bella, voltei para o quarto no qual ela estava. No momento em que a vi, eu estava preso ao chão. Tudo que eu podia fazer era olhar para ela. Meu coração estava batendo muito rápido e sem nenhuma razão aparente.

Finalmente, sentei-me ao lado dela e puxei o cobertor para cima de seu ombro nu. Eu não queria que ela sentisse frio. Comecei a levantar, mas e se ela ficasse doente ou se precisasse de algo, no meio da noite? Bella nunca bebeu assim. Só Deus sabe o que iria acontecer. Eu até podia estar exagerando e havia uma boa chance disso, mas mesmo assim me deitei ao seu lado. Um segundo depois, em meio a seu sono, ela rolou na cama até chegar a mim, de modo que sua cabeça estava aninhada em meu peito e cruzou as mãos sob seu queixo. Droga. Eu poderia ter levantado e ido para meu quarto.

Poderia ligar o alarme e verificá-lo em algumas horas. Poderia ter colocado uma lata de lixo ao lado da cama.

Mas não fiz nada disso.

Eu fiquei.

Bella

Minha cabeça latejava como se meu cérebro tivesse seu próprio concerto de rock pessoal em algum lugar perto de minhas têmporas. Minha boca e garganta pareciam uma lixa. E eu estava congelando. Não queria abrir meus olhos, mas havia este estranho ruído – um zumbido suave. Levou-me um par de segundos para reconhecer a música.

Dave Matthews, Tripping Billis.

Edward.

Forçando para abrir meus olhos, encontrei-me olhando para o teto... no pé da cama. Estranho. E o quarto estava escuro, como se ainda fosse noite lá fora. Ainda mais estranho foi o fato de que eu estava de top e calcinha. Nada mais.

Oh Deus...

Eu nem sequer me lembro de chegar na cama ou tirar minhas roupas. Partes inteiras da noite passada não eram nada mais do que um borrão. O que me lembra de orar a Deus por só um sonho estranho.

— Olha quem decidiu agraciar o mundo com sua presença.

Ao som da voz dele, eu virei minha cabeça. Edward estava sentado ao meu lado, de frente para as grandes janelas. Ele estava vestindo um suéter de mangas compridas e parecia muito melhor do que eu me sentia.

— Ei — eu resmunguei.

Virando-se para a cabeceira da cama, ele pegou algo fora do criado-mudo e me entregou um copo de água e duas aspirinas.

— Tome isso e beba. Você vai precisar deles.

Empurrando o cobertor para baixo, levei-os e estremeci.

— Por que está tão frio aqui?

Edward inclinou-se sobre o cotovelo, me observando.

— Eu tenho uma má notícia, notícia malvada, e notícia pior.

— Malvada e pior não são palavras. — Eu terminei a água, devolvi o copo e puxei as cobertas até os ombros ao mesmo tempo em que puxava minhas pernas até meu peito, tentando sugar um pouco de calor.

— É bom ver que a tequila não danificou as células do seu cérebro.

Eu estremeci.

— Eu não sei nada sobre isso.

Um sorriso carinhoso apareceu.

— Bem, aqui está a má notícia. Ontem à noite, quando você decidiu nos jogar na neve

– Ah, inferno, então não foi um sonho,

— e rolar por aí? Você conseguiu encharcar seu telefone celular.

Fechei os olhos.

— Merda.

— Eu o peguei e o coloquei em um pouco de arroz na noite passada. Esperançosamente ele irá ligar depois disso. — Ele cutucou meu braço coberto pelo cobertor. — Tenho grandes esperanças de que ele irá.

— Obrigada — murmurei, abrindo meus olhos. — Qual é a notícia malvada?

— Bem, isso é uma coisa de duas partes que inclui a notícia malvada e a pior. Lembra-se daquela maldita tempestade de neve? Deram-lhe um novo nome – Santo Snowmas.

— O quê? — Eu fiz uma careta. — É um nome estúpido.

— Eu concordo. — Ele sentou-se. — Mas a tempestade Santo Snowmas virou para o nordeste com força. Se você olhar para fora, agora, você irá ver que está nevando bastante – nada muito ruim, mas eles estão dizendo que vai ficar muito pior e em pouco tempo. Aqui está a parte mais cruel: a turma voltou esta manhã. Ninguém pode subir até aqui.

Eu suspirei.

— Bem, pelo menos essa é a decisão segura e inteligente. Vamos embora logo em seguida?

Ele afastou o cabelo da testa.

— E aqui está a parte pior. Mesmo que não esteja o apocalipse lá fora agora, não temos chance de fazer isso. Estamos presos por vários dias antes de podermos tentar sair.

— Aqui?

— Aqui. — ele repetiu, balançando a cabeça. — A tempestade está se movendo lentamente. Eles estão dizendo que ela irá despejar a maior parte da neve amanhã e até quarta-feira.

— Puta merda. — Meu estômago caiu. — Quanto de neve eles estão considerando?

— Em algum lugar entre bastante e puta merda.

Eu caí em minhas costas e olhei para o teto.

— Podemos estar presos aqui toda a semana no meio de uma tempestade de neve?

— Pode ser. Acho que seria mais cedo do que isso, mas depende de quão rápido eles trabalham em tudo. — Ele cutucou minha perna. — Eu dobrei o aquecimento, por isso deve ficar mais quente aqui. Esperamos que quando o impacto da tempestade chegar aqui, não vamos perder a energia.

Meus olhos se arregalaram.

— Temos um gerador de reserva que irá executar o essencial se perdermos, mas não vamos pensar nisso agora.

— Claro.

Estar presa sozinha com Edward não estava nos meus planos. Geralmente eu teria grandes expectativas em relação a isso e não esse medo incômodo que estava sentindo na boca do estômago.

Fiz uma careta, tentando lembrar de algo que fizesse sentido. Lembrei-me das doses de tequila e o Senhor Instrutor de Esqui.

— Você entrou em uma briga na noite passada com o cara com quem eu estava dançando?

Os lábios de Edward estreitaram.

— Você quer dizer o idiota com quem você estava dançando? Nós não entramos em uma briga, por si só, mas nós não nos separamos em termos amigáveis.

Balançando um braço livre, eu esfreguei minha testa. Minha pele parecia grossa. Não poderia ser por isso que eu me sentia tão desconfortável. Havia mais. Tinha de ter. Me lembro de ir para fora e Edward me fazendo vestir seu capuz. Falando nisso...

— Por favor, me diga que eu mesma me despi na noite passada.

Um meio-sorriso formou.

— É isso que você quer ouvir?

Eu bati minha mão sobre meu rosto.

— Oh, meu Deus...

Ele riu suavemente.

— Você ajudou a despir e eu não espiei. E eu já vi seus""imencionáveis"" seios mais cedo, então...

Eu gemi.

— Obrigada por me lembrar.

— De nada. — Ele fez uma pausa e, em seguida, respirou fortemente. Meus músculos se apertaram em advertência. — Como você está se sentindo?

Essa pergunta inocente não combinava com o seu tom de voz. Havia algo sobre a noite passada. Que diabos aconteceu... e então tudo voltou em uma corrida terrível. Eu praticamente o molestei em um estupor bêbado.

Meu corpo derrapou em uma posição sentada, e eu quase derrubei Edward da cama, mas foi a menor das minhas preocupações. O movimento sacudiu meu pobre cérebro e horror me inundou.

— Oh, meu Deus. Oh, meu Deus, eu... tentei... você... — Eu estava tão envergonhada que eu não conseguia nem falar as palavras.

Edward recostou-se, flexionando um músculo em sua mandíbula.

— Eu meio que esperava que você não se lembrasse.

Ele esperava que eu não lembrasse? Eu bati as duas mãos sobre meu rosto e gemi. Se eu tivesse sido tão ruim assim? Se tivesse sido tão ruim para ele?

— Ei. — Sua voz se suavizou e seus dedos em volta dos meus pulsos, gentilmente puxaram minhas mãos. — Está tudo bem, Bella.

— Não, não está. — eu gemi, abaixando o queixo. — Eu molestei você.

Edward riu.

— Você não me molestou. Ok. Talvez apenas um pouco, mas você não seria a primeira garota...

— Não é engraçado! — eu chorei.

Dois dedos caíram embaixo do meu queixo, e ele inclinou minha cabeça para cima.

— Não é grande coisa, Bella. As pessoas fazem um monte de coisas que elas normalmente não fazem quando estão sóbrias, e você estava realmente bêbada.

O problema era que eu queria fazer isso enquanto eu estava sóbria e, aparentemente, era apenas uma grande brincadeira para ele. Lancei meus olhos para o cobertor.

— Eu sinto muito.

— Você não precisa se desculpar, baby. Não foi uma experiência horrível — acrescentou secamente.

Meu olhar voltou-se para ele e foi aí que me lembrei do melhor momento da noite passada – ele me dizendo que eu era linda, que ele sempre me achou linda. Alguns dos desconfortos deslizaram para longe.

— Não foi?

Seus lábios se curvaram naquela maneira adorável dele.

— Eu nunca vou reclamar de uma garota engatinhando sobre mim.

Ok. Isso não foi uma declaração de mútuo prazer sexual, mas era algo que eu poderia trabalhar.

— Então por que... então por que você me parou?

Ele piscou uma vez e, em seguida, duas vezes, como se não pudesse acreditar que eu estava fazendo essa pergunta.

— Eu bebi Bella, mas não estava tão bêbado.

Uma fatia de dor bateu no meu estômago e eu congelei, olhando para ele.

— Você... você não estava tão bêbado?

— Não. — Ele parecia confuso.

Eu devia engolir, mas o caroço que havia crescido em minha garganta ficou preso. Desde que Edward se tornou sexualmente ativo, eu já o tinha visto levar garotas para casa em vários estados diferentes: sóbrio, embriagado, extremamente bêbado e tudo mais. Ele dava oportunidades iguais para todas que se aproximavam sexualmente dele. Sejam elas baixas, altas, magras, arredondadas, brancas, negras, bronzeadas, pálidas e com qualquer outra característica feminina.

— Isso não impediu você antes. — E eu não conseguia parar de falar.

Edward enfiou os dedos pelos cabelos e, em seguida, apertou a parte de trás do seu pescoço. Os fios mais curtos caíram para trás em sua testa. Ele não respondeu de primeira e quanto mais o silêncio se arrastava para fora mais eu gostaria de ter mantido minha boca fechada.

— Você é diferente, Bella.

Então, eu era diferente e, aparentemente, ele precisava estar realmente bêbado para ficar comigo. Lágrimas correram dos meus olhos, e eu precisava ficar longe dele. Estávamos muito perto. Eu precisava de espaço antes de me perder completamente e me humilhar muito mais. Comecei realizando manobras em cima da cama, agarrando o cobertor para me cobrir. Eu precisava fugir.

— Ei. — Edward ficou de pé. — Isabella, o que você está fazendo?

— Eu preciso ir ao banheiro. — Eu deslizei minhas pernas para fora do cobertor. A respiração que eu tomei foi instável e curta, enquanto eu passava a colcha de retalhos em torno de mim. Meus pés tocaram o chão frio e eu dei um passo vacilante, batendo meu pé na borda da mala. Eu assobiei e uma lágrima saiu furtivamente, rolando no meu rosto.

Ele começou a contornar a cama.

— Deixe-me ajudar.

— Eu estou bem. — Aquele maldito caroço estava no topo da minha garganta. Cheguei à porta do banheiro. Talvez eu fosse vomitar em vez de chorar. Eu não sabia o que era melhor.

— Você não parece bem.

Abrindo a porta, deslizei para dentro e rapidamente a fechei atrás de mim, trancando-a. Eu não conseguia nem olhar no espelho. Apertei meus olhos fechados, mas era impossível. Lágrimas ganhavam, escorrendo pelas minhas bochechas.

— Bella? — Ele estava do lado de fora da porta. — O que está acontecendo?

— Vá embora, Edward. — Sentei-me na borda da banheira, eu puxei a colcha até o queixo. Meu estômago estava agitado. Eu levantei a tampa do vaso sanitário.

A maçaneta sacudiu, e eu caí de joelhos. Eu não podia sequer ver o vaso sanitário, mas eu esperava ter acertado.

— Isabella!

A colcha escorregou dos dedos e agarrei nas laterais do vaso sanitário.

— Vá embora!

Um momento de silêncio se estendeu em minutos. Então todas aquelas doses estúpidas voltaram, deixando minhas entranhas destruídas e meu coração – bem, ele estava rachado por uma razão completamente diferente.

Ed

Estremecendo com os sons vindos de dentro do banheiro, eu me movi para longe da porta e depois voltei, tentando novamente a maçaneta da porta. Ela me bloqueou. Deus sabe que eu poderia ajudá-la, segurar seu cabelo e essa merda, mas ela verdadeiramente me bloqueou para fora.

Dane-se para o inferno e vice-versa, eu queria chutar a porta e entrar.

Mas não o fiz, pois vi o olhar em seu rosto, como se eu a tivesse esmagado. Mas eu não entendia o porquê.

Olhei para a porta, respirando fundo.

―Por que você me parou?

Ela realmente me perguntou isso? Ela ainda estava bêbada? Isso parecia óbvio para mim. Bella estava muito bêbada para ainda considerar a masturbação, e muito menos o sexo.

Afastando-me da porta, me virei e desci as escadas. Verifiquei seu telefone – ainda não funcionava – e, em seguida, fui conferir as notícias. A tempestade ainda era considerada a pior do século, e lá fora a neve começava cair com força.

Fiz de tudo para me impedir de ir verificar Bella, ou de realmente pensar sobre o que ela havia me perguntado. Resolvi até ligar para minha mãe.

Ela atendeu no segundo toque, parecendo sem fôlego.

— Ei, querido, por favor, me diz que você não está vindo para casa. Eu não quero que você tente dirigir através de uma nevasca ou que coloque Isabella em um carro.

Meus lábios dividiram em um sorriso.

— Nós vamos esperar, mãe.

— Bom. — Alívio era evidente em sua voz. — Carl e eu estávamos tão preocupados que vocês tentariam sair daí e pegar a tempestade no caminho.

Eu andava através das várias salas, parando na marquise.

— O que está acontecendo por aí?

— Nevando como nunca, querido. — ela respondeu. — Alguém chegou aí em cima?

— Não. — Eu mudei uma planta de lugar. — Eles pegaram a neve chegando.

— Então, está só você e Isabella?

— Sim.

Houve uma pausa.

— Interessante.

Eu fiz uma careta.

— O que é que isso quer dizer?

— Nada — disse ela, mas disse isso de maneira muito inocente. — Você está cuidando de Isabella?

Pensei na noite passada.

— Sim, eu sempre cuido.

— Isso é verdade. — Mais uma pausa e minhas sobrancelhas se fechariam. Então, não confiava em seus silêncios. — Você sabe, ela te trata muito bem, querido.

Minha boca se abriu, mas não saiu nada.

— Ela é uma boa garota, com uma boa cabeça em seus ombros. Você ficaria...

— Ok — eu cortei. Eu não estava tendo essa conversa com ela. Havia apenas outra conversa que eu temia mais do que falar sobre garotas com minha mãe.

Mamãe riu e então ela disse:

— Oh. Antes que eu esqueça, Carl quer levá-lo para o clube em Bethesda, estamos olhando para remodelação. Ele quer ver o que você pensa sobre isso.

Parei completamente.

— Por quê?

— Porque nós provavelmente não vamos fazer uma oferta a ele até o final da primavera — explicou ela, e eu podia ouvir a TV em segundo plano. Ela deve estar em seu escritório em casa. — Os proprietários estão querendo sair e pensam que tem dinheiro suficiente para mantê-los por mais quatro meses, mas veremos. De qualquer forma, ele funciona perfeitamente. Pode ser a sua primeira restauração.

— Humm?

— Você está se formando na primavera, ou você se esqueceu disso? —Excitação cantarolava em sua voz, e meu estômago afundou. — Isso funciona perfeitamente. Você começa a mostrar-nos o que sabe com o clube em Bethesda. Carl quer levá-lo até lá, enquanto você estiver em casa durante as férias.

Meus olhos se arregalaram quando me virei das janelas.

— Eu não sei, mãe. Eu posso não ter tempo para isso.

— Oh, deixe disso. Você terá tempo.

Eu não disse nada.

Mamãe voltou a falar sobre o tempo, mas eu mal a ouvia. Desde que o negócio de restauração decolou, era apenas assumido que eu seria uma parte disso. No início, eu realmente não tive nada contra. Bom dinheiro – muito dinheiro – meus próprios horários, e eu poderia viajar, mas isso não me atraía.

Não era o que eu queria, o que eu gostava.

Mas minha mãe me mandou para a faculdade para isso. Dizer a ela que eu queria fazer outra coisa com a minha vida era equivalente a jogar todo aquele dinheiro de volta em seu rosto – o dinheiro que começou com o seguro de vida do meu pai.

Eu tive de desligar o telefone rapidamente e depois me encontrei no porão, segurando o meu violão em minhas mãos e olhando para o nada. De volta para Bella – sempre de volta para Bella. Uma grande parte de mim estava confusa. Uma parte de mim estava completamente, totalmente confusa com a pergunta que ela havia me feito. Mas e a outra parte? Eu estava chateado. Ela pensava que eu normalmente dormia com garotas que estavam tão fora de si que não conseguiam andar em linha reta? Havia uma enorme diferença entre isso e estar bêbado. Era isso que ela realmente pensava de mim?

Nojo rolou por mim, e minha mão apertou ao redor do braço do violão. Eu nunca dormi com uma garota que não sabia o que estava fazendo. Se eu pensava por um segundo que a garota estava muito bêbada, nada acontecia. Assim como ocorreu com Mindy. Então, novamente, a percepção era tudo que importava. Tudo que Bella via era eu indo para casa com as garotas após beberem. Eu dormi com um monte de mulheres, por isso era lógico para ela pensar que eu dormi com cada uma dessas garotas, e que ela não seria diferente.

— Porra. — eu murmurei enquanto estava sentado no sofá em frente à mesa de bilhar coberta.

Os músculos do meu estômago se apertaram. Como Bella poderia pensar que eu a trataria como uma bêbada de uma noite? A ideia disso me enojava. Eu não era perfeito, mas foda-se isso, era Bella.

Bella sempre mereceria mais do que isso, e muito mais do que eu, não importa o quão profundo ela vivesse dentro de mim.

Bella

Eu fiquei escondida em meu quarto até o final da tarde. Tinha parado de vomitar e chorar horas antes e pelo que pude ver pela janela do quarto, a neve caía em ondas e o vento estava forte.

Descendo, eu parei na parte inferior da escada e me esforcei para ouvir onde Edward poderia estar. Havia um zumbido distante da TV vindo do porão, de modo que o caminho estava livre. Corri através do hall de entrada e na cozinha.

O espaço estava mais frio, devido às janelas do chão ao teto na frente. Passei meus braços em volta de mim mesma e me aproximei do vidro. Olhando pela janela, vi o vento pegar os flocos, girando-os em pequenos funis e os jogava em toda a calçada coberta de neve. Deveria haver vários centímetros de neve desde ontem à noite. E ainda deveria ficar pior?

Cara, escolhemos o pior momento para vir aqui.

Afastando-me da janela, fui até a geladeira e a abri. A mãe de Edward nos fez bem, apesar de tudo. Alimentos e bebidas estavam empilhados na geladeira e freezer. Eu contornei o material mais complexo e fui com mortadela e queijo. Mas quando fui colocar os itens de volta na geladeira, eu suspirei e fiz um para Edward – presunto, queijo e maionese extra. Eu não sabia se ele já havia comido ou não e nem sei por que fiz isso – talvez por força do hábito – ou talvez fosse apenas porque, embora Edward tivesse olhado para mim como se eu fosse louca por perguntar por que ele não ficou comigo, eu ainda o amava.

Deus, eu era idiota.

Envolvendo o sanduíche em um guardanapo de papel, eu comi o meu rapidamente e tomei uma lata inteira de refrigerante em questão de minutos. A comida caiu estranha no meu estômago, e imaginei que era resultado de beber a metade do meu peso em tequila. Não podia acreditar que eu bebi tanto e não morri, considerando que eu não tinha nenhuma tolerância para o álcool.

Quando terminei não sabia o que fazer. Eu não queria voltar lá para cima, e não estava pronta para enfrentar Edward ainda. Será que eu estaria pronta depois de ter tentado beijá-lo e ser então rejeitada pelo sujeito que praticamente tinha seu pau em quase tudo? Seu pênis esteve em uma garota há duas noites?

Deus, eu devia ter nojo, mas realmente só me fez sentir mais idiota.

Enquanto percorria o andar de cima, pude ouvir um dedilhar ou dois vindo do andar de baixo. Eu calmamente segui para a borda da escada que levava ao porão.

Edward estava tocando violão.

Encostada contra a parede fechei meus os olhos. Edward tinha um talento para tocar instrumentos. Mesmo quando criança, ele poderia pegar quase qualquer instrumento e aprender a tocá-lo em tempo recorde. Eu, por outro lado, fazia instrumentos musicais correrem em outra direção.

Ele estava tocando uma música de Dave Matthews, não perdendo uma nota. Um sorriso puxou em meus lábios enquanto ouvia. Cada nota era perfeita, subindo o ritmo enquanto a música continuava. Não sei quanto tempo fiquei lá e ouvi, mas quando ele parou, eu estava desolada.

Com mais nada para fazer, eu escorreguei em minhas botas, jaqueta e chapéu. Saindo pela porta da frente, puxei minhas luvas de meus bolsos e as coloquei. Neve sempre me fez sentir melhor. Eu gostava de pá. Era estranho, mas me ajudou a pensar.

No entanto, estava brutal lá fora. O vento soprava para baixo do vale. Não havia quaisquer outras casas perto desta, e exceto a floresta que estava cheia de pinheiros, a terra estava vazia.

Desci cuidadosamente as escadas até o chão. Ontem à noite, a neve estava baixa, mas agora ela vinha até minhas panturrilhas e estava molhada e pesada. Eu contornei as escadas e segui para frente da garagem. Olhando em volta, vi a pá encostada na parede sob as escadas.

Oh vida.

Embaralhando de volta, me inclinei, peguei a pá e virei, levando uma folha de neve na cara. Doeu pra caramba.

— Jesus — eu murmurei, sacudindo a cabeça.

Arrastando a pá para fora da garagem, comecei a abrir um caminho. Não havia nenhum ponto para isso. Vento soprava neve de volta para a pequena seção que limpei, e quando Santa Neve-idiota, ou o que quer que eles estejam chamando, finalmente chegasse aqui, seria um branqueamento total, mas eu gostava da queimação em meus braços, e como tudo parecia diferente lá fora, congelando a minha bunda e suando ao mesmo tempo.

Talvez tentar beijar Edward e ser rejeitada não era uma coisa tão ruim. Eu poderia aprender com essa experiência. Ter alguma perspectiva ou algo assim, porque estava, provavelmente, passando da hora de deixar de lado essa coisa estúpida de amor não correspondido.

Ele não me queria.

Eu queria ele.

A única maneira de corrigir isso era encontrar alguém. E ali estava Mike. Nada havia de errado com ele, e antes de Edward me sequestrar do bar, havia uma boa chance dele me convidar para sair. Pelo menos foi assim que soou, e de acordo com Edward e Rose, Mike era atraído por mim. Ele não precisa estar nadando em cerveja para me querer, então ele tem pontos de bônus certos lá.

Pena que Mike não estava aqui.

Oh, quem eu estava enganando? Mesmo que Mike estivesse aqui, não era como se eu tivesse que passar o tempo todo em sua cama ou algo assim, mas ele poderia ter sido a distração perfeita.

Eu parei, escovando a neve do meu rosto. Usar Mike como uma distração era realmente errado, mas se eu pudesse deixar Edward ir, eu poderia me apaixonar por Mike. Não poderia? Ele era bom, bonito e divertido. Até onde eu sabia, ele não dormia por aí com qualquer uma. Tínhamos objetivos de carreira em comum.

No entanto, meu coração não gostou da ideia. Era como se eu estivesse traindo Edward ou algo assim, o que era muito estúpido. Mas eu me senti... nojenta por até mesmo considerar isso.

Tudo na minha vida estava onde precisava estar. Eu me graduaria na primavera, entraria na pós-graduação, e na maioria das vezes, eu tinha minhas coisas, mas relacionamentos? Eu perdi o barco nesse ponto. Era a única coisa que eu não poderia consertar ou descobrir. Eu tinha vinte e um anos, mas era como se eu estivesse presa nos dezesseis, quando se tratava de minha vida amorosa.

Na realidade, eu estava presa em uma palavra: frígida.

Parecia estúpido ser tão afetada por um cara dizendo isso, especialmente com meu conhecimento de psicologia, mas essa única palavra resumia anos de um relacionamento e meu verdadeiro agir sexual.

Eu não poderia esquecer isso, assim como eu não conseguia esquecer Edward.

Meio-tentada a me jogar de cara na neve, comecei a usar a pá com vigor. Eu tinha a metade da neve afastada de uma seção decente da garagem quando ouvi algo estrondoso à distância.

Virando-me, eu segurei as pontas do meu cabelo para trás do rosto e tentei ver através da neve.

Que inferno de barulho foi esse? Não havia nada por aqui. Nós estávamos muito longe da rua para ouvir qualquer coisa e eu duvidava que alguém estivesse nas pistas hoje. Deixando cair a pá quando o ruído – o zumbido de um motor – ficou mais alto, eu ainda não conseguia ver nada. Pensando que eu poderia ter alguma tequila ainda deixada em minhas veias, eu virei, e então eu vi.

Dois pequenos faróis pertencentes a um snowmobile a um par de metros de distância de mim, voando sobre a neve e levantando flocos soltos.

Meu cérebro se recusou a compreender o que estava acontecendo no início, mas o instinto entrou. Ar expeliu para fora dos meus pulmões em uma corrida dolorosa. Ele estava vindo rápido – muito rápido. Eu congelei talvez só por um segundo e então eu comecei a recuar, o pânico deixando meus movimentos desajeitados.

— Ei! — gritei, acenando com os braços, mas o vento levou minha voz a distância.

O snowmobile vinha direto para mim! Será que eles não me veem? Meu coração virou.

Pensando em me afastar, eu me virei e tropecei no cabo da pá. Meus joelhos se afundaram em meio à neve e eu rapidamente me empurrei para cima, medo revestindo minhas entranhas no gelo quando olhei por cima do meu ombro. Ele vinha diretamente sobre mim, tão perto que eu podia ver o capacete branco com a faixa vermelha e amarela sobre o centro e o protetor escuro cobrindo a face. Eu não podia sair do caminho. Ele iria me atropelar.

Uma pequena parte do meu cérebro, que não foi completamente desligada com pânico, não podia acreditar que fosse assim que eu iria morrer. Ser atropelada por um snowmobile trapaceiro durante uma tempestade de neve? A vida era tão cruel.

Algo me atingiu na cintura e eu estava voando de cabeça para baixo. Eu bati na parte da calçada que eu havia acabado de liberar sem nenhum motivo. Cubos pretos encheram minha visão, e a última coisa que eu lembrava era de ouvir o meu nome, e em seguida, não havia nada.

Eu devo ter estado fora do ar apenas por alguns segundos – tempo suficiente para me deixar desorientada. Quando abri meus olhos, as mãos de Edward estavam em meu rosto, seus olhos verdes apavorados.

— Isabella! Diga alguma coisa, baby. Fale comigo.

Minha língua parecia uma escova de lã.

— Ai.

Ele olhou para mim um momento, e então riu. Um segundo depois, puxou-me em uma posição sentada e em seu peito. Ele era tão quente que eu queria rastejar para ele.

— Jesus, você me assustou demais.

O que eu fiz, exceto quase ser atropelada? Eu enterrei minha cabeça na frente do seu agasalho enquanto segurava seus quadris.

— Eu acho que vi a minha vida passar diante dos meus olhos. Foi muito estúpido.

Seu abraço me apertou tanto que eu pensei que ele ia quebrar alguma costela minha.

— Eu achei que não ia conseguir pegar você a tempo, que... — Ele parou, pressionando seus lábios contra minha testa gelada. — Eu sabia que deveria ter vindo para fora, quando vi

você pegar a pá, mas sei como você gosta de fazer essa merda. — Houve uma pausa e, em seguida, ele amaldiçoou novamente. — Bella...

— Eu estou bem. — E eu estava, além de um pouco abalada e ter uma bunda encharcada e congelando. — Eles não me viram. Por um triz.

— Não te viram? — Edward se afastou, fúria gravada nas linhas marcantes do rosto. — Não tem com aquele idiota não ter visto você.

— O quê?

Edward se levantou, me levando junto com ele. Eu estava um pouco vacilante, então ele me segurou enquanto o vento soprava para nós, jogando folhas de neve gelada em torno de nós. — O idiota tinha que te ver. Eu podia vê-la da varanda!

Meu coração disparou para cima.

— Mas...

— Ele te viu. — Raiva endureceu sua voz, dando um tom assustador.

— Vamos lá. Vamos entrar e deixá-la aquecida.

Antes que eu pudesse processar o que ele estava dizendo, ele me apanhou e encaminhou-se para os degraus da varanda.

— Eu posso andar — eu protestei.

— Isso faz com que eu me sinta melhor, por isso nem sequer discuta comigo.

Comecei a discutir, mas quando abri a minha boca, acabei pegando um bocado de neve, o que me fez tossir sem parar. Atraente.

Uma vez dentro, Edward não me colocou para baixo até que estávamos na sala de estar e na frente da lareira.

— Você quer dizer que a pessoa do snowmobile me viu? — perguntei enquanto ele trabalhava nas toras na lareira.

— Isso significa que eles estavam fazendo isso de propósito.

— Isso é o que eu disse — ele quase rosnou. Houve uma faísca brilhante enquanto ele golpeava as chamas para vida, aliviando um pouco o frio de gelar os ossos. — Ele viu você. Eu não sei por que alguém iria fazer isso, mas eles fizeram.

Eu abri minha boca novamente, mas nada saiu. Eu não sabia o que dizer. Eu não podia acreditar que alguém teria propositalmente tentado me atropelar. Não era tão paranoica como Edward, mas eu não conhecia ninguém aqui, então não era como se eu tivesse a chance de irritar alguém o suficiente para querer atropelar a minha bunda.

— Eu não quero que você saia de casa por conta própria — disse ele, suas costas ainda para mim enquanto ele mexia com o fogo.

— Ok — eu disse, só porque eu não queria começar uma discussão.

Ele se levantou, sacudindo os flocos úmidos de seu cabelo.

— Você deve tirar essas roupas antes que fique doente.

Sentindo-me como uma criança mal comportada e não sei por que, eu fiz o que ele pediu, uma vez que já era tarde e eu duvidava que fosse a lugar algum, eu troquei para um par de calças de pijama de flanela e uma camisa de mangas compridas. Quando voltei, Edward vestia moletons secos e o fogo ficava mais forte.

Ele me entregou um cobertor e eu o enrolei em torno de mim agradecida. Parecia que a neve estava dentro do meu corpo. Sentei- me ao lado da lareira, observando as chamas lamber os tijolos. Lá fora, o vento estava realmente aumentando e sacudindo a casa. Eu apertei mais o cobertor em volta de mim enquanto me aproximava do fogo, tremendo. Edward me observou por um momento, e então ele se levantou de onde estava sentado no sofá. Pegando outro cobertor, caminhou até onde eu estava e sentou-se atrás de mim. Eu endureci.

— Está tudo bem — disse ele. — Eu tenho uma ideia. — Ele abriu as pernas em cada lado de mim, e depois colocou um braço em volta de mim. Puxando-me para trás, ele enrolou o cobertor em torno de nós. — Está vendo? Somos como um burrito.

Eu fiquei onde estava, não inclinando contra ele, mas eu já podia sentir o calor vindo sobre mim. Estar tão perto dele era desesperador, de uma forma que nunca foi antes, então me levou alguns minutos para encontrar a minha voz.

— É um burrito muito legal.

— Eu acho que sim. — Um par de momentos passou. — O que você acha que a turma está fazendo em casa?

Concentrei-me sobre as chamas.

— Provavelmente, saindo com a família. Eu acho que Rose iria para a casa dos pais de Emmett.

— Eles estão juntos? — Confusão marcou a sua pergunta. — Eu nunca sei o que está acontecendo entre os dois.

Eu ri e comecei a relaxar, aliviando meu aperto no cobertor.

— Eu realmente não sei também. É uma incógnita.

— Esses dois são loucos. Eu nem acho que eles saíram em um encontro.

— Eles não saíram. Eu não acho que eles fizeram alguma coisa, mas eu ainda aposto que eles vão acabar se casando e ter uma tonelada de bebês.

Edward riu quando se encostou ao pé da cadeira atrás dele.

— Você sabe o que eu estava pensando?

Olhei por cima do meu ombro para ele. Sua cabeça estava inclinada para trás, expondo a extensão do pescoço. Ele tinha uma garganta sexy, inferno, o menino tinha que ser sexy em tudo. Um sorriso apareceu em meus lábios enquanto meu peito aquecia.

— O quê?

— Eu estava pensando em mudar de curso.

— Huh? — Eu ri. — Você vai se formar na primavera, Edward.

Ele sorriu quando abaixou o queixo. Seus olhos eram de um marrom quente.

— É tarde demais para isso?

— Provavelmente. — Eu mexi em torno dele de modo que havíamos ficado quase de frente um para o outro. Ele estendeu uma perna, me dando mais espaço. — Você não quer fazer gestão de negócios? Como sua mãe e seu padrasto?

Aqueles lábios cheios que ele tinha franziram pensativamente.

— Honestamente?

— Sim.

Gestão de negócios pode parecer ruim para algumas pessoas, mas havia muitos empregos estáveis e dava dinheiro. Especialmente para alguém como Edward, que possuía as conexões necessárias para iniciar seu próprio negócio, que de acordo com a mãe dele, estava seguindo seus passos. Eu realmente tentei não pensar sobre isso, porque uma vez que nos formássemos, eu ficaria em Esmeland para obter meu doutorado, e Edward começaria a viajar, como sua mãe. Depois de passar mais da metade de minha vida com ele ao meu lado, eu não tinha certeza de como lidaria com a separação.

Isso meio que me atingiu, assim como, a minha incapacidade súbita de ignorar o meu desejo selvagem por ele e meus sentimentos mais fortes do que amizade. Estaríamos separados, mais cedo ou mais tarde. Nós preencheram meu estômago.

Seus olhos encontraram os meus, a expressão de repente séria.

— Eu não sei.

A verdade era que Edward tinha o luxo de mudar de ideia. Sua família tinha dinheiro suficiente para que ele pudesse adiar a graduação. Ele poderia voltar e pegar outro grau, assim como podia não fazer nada. Meus pais estavam longe de serem tão ricos quanto os dele. Meu pai conduzia seu próprio escritório de seguros e minha mãe ensinava na escola particular local, então não precisei de um fundo de faculdade para mim, mas se eu decidisse mudar de ideia agora ou demorar alguns anos antes de graduar na faculdade, meus pais chutariam a minha bunda daqui para casa e vice-versa.

— O que você quer fazer? — perguntei, mas eu já tinha uma suspeita.

— Viajar pelo mundo como um milionário playboy?

— Ha. Engraçado.

Ele esboçou um sorriso rápido.

— Sério?

Eu balancei a cabeça.

— Restaurar antigos bares de merda? Eu não sei sobre isso. Não me entenda mal. Não é um trabalho ruim.

— Não, não é. Mas?

A luz no teto piscou enquanto o vento soprava. Ele sorriu, e eu soltei a respiração que eu não sabia que estava segurando.

— Você sabe que são poucas as aulas de biologia, certo? E que eu fui adicionando a um monte de aulas de matemática?

— Sim — eu disse, relaxando contra ele. Ele parecia estar bem com isso, porque se deslocou de modo que minha cabeça estava contra seu peito e seus braços estavam unidos em volta de mim. — Eu apenas imaginei que algo estava errado com seu cérebro por assistir essas aulas.

Ele riu.

— Não, meu cérebro funciona normalmente, a maior parte do tempo. — Houve uma pausa, e então ele disse: — Eu estava pensando em ir para a escola de veterinária depois de me formar.

Meus olhos se fecharam enquanto meu coração fez esta coisa estúpida de apertar e flutuar. O maior ponto fraco do Edward sempre foi animais. Uma vez, na terceira série, ele encontrara um pombo do lado de fora no parque infantil. Sua asa estava quebrada, e, deixado sozinho, ele certamente teria morrido. Ele fez de tudo, e eu quero dizer, recusando-se a sentar-se em sua mesa e tudo mais, até que o professor desenterrou uma caixa pequena.

Edward marchou para fora no playground e pegou o passarinho. E também fez sua mãe levá-lo ao veterinário. Um pombo – uma criatura que ninguém teria dado a mínima. Ele se tornara meu herói naquele momento.

— Bella? — Havia uma incerteza em sua voz, como se achasse que eu poderia pensar que desistir de uma carreira onde poderia fazer milhões para uma onde o retorno principal seria ajudar os animais era uma loucura.

Eu inalei uma respiração instável e me aconcheguei. Não poderia ter Edward do jeito que eu queria, eu sabia e aceitava disso. A versão bêbada de mim não, obviamente, mas ainda assim, eu estava orgulhosa de chamá-lo de amigo.

— Eu acho que é uma ótima ideia.

— Você acha? — Ele parecia surpreso.

Eu sorri.

— Eu acho que é maravilhoso. É algo pelo qual você é apaixonado. Você deve fazê-lo.

Edward não respondeu, mas senti alguma tensão escoar fora dele.

Algo que eu não havia notado realmente até então. Talvez era isso que ele precisava. Afirmação. Apoio.

Enquanto nós nos sentamos lá, no silêncio, observando as chamas criarem sombras, dançando ao longo das paredes de madeira, eu percebi uma coisa. Mesmo que soubesse que só havia amizade entre nós, eu o amava.

Oh cara...

Eu sempre amaria Edward Cullen.

Eu estava tão ferrada.

Nós ficaríamos sem energia. O vento estava ficando louco lá fora, batendo na casa e nas linhas de energia. Eu não entendia o porquê ninguém havia pensado sobre o funcionamento dessas tubulações subterrâneas.

Luzes piscaram por toda a noite. Por volta das nove, a neve começou a descer de uma forma tão rápida que eu não conseguia ver nada do lado de fora das janelas. O material branco cobria os galhos sobre os pinheiros, pesando-os para baixo. Eu fui para a cama horas antes, mas não conseguia dormir. Minha mente estava obcecada com tudo – eu molestando Edward, o snowmobile assassino, e quanto tempo ficaríamos presos aqui. O vento não estava ajudando. Parecia que a casa ia desabar sobre mim.

Frustrada, me afastei da janela e apertei a colcha que eu tinha em volta dos meus ombros. Arrastei-me para fora do corredor, não querendo acordar Edward.

Porém, quando cheguei no meio do corredor, ouvi um rangido de porta abrindo.

— Bella?

Suspirando, me virei e quase comecei a babar. Edward estava na porta do quarto, sem camisa e em calças de pijama. Sua barriga... por que sua barriga tinha que parecer assim? Toda ondulada, dura e outras coisas...

— Bella? — Ele saiu, fechando a porta atrás de si. — Você está

ok?

— Você não está com frio? — Eu meio que queria me bater depois de dizer isso.

Ele sorriu.

— Não estava até que eu saí da cama.

— Bom ponto. — Mudei o meu peso, me sentindo como uma merda. — Sinto muito. Eu não quis acordá-lo.

— Está tudo bem. — Ele passeou por mim, todo cem por cento masculino, e eu meio que o odiava por isso. — Você não consegue dormir?

Eu balancei minha cabeça enquanto reprimi um bocejo.

— O vento, parece ele está rasgando a todo...

Um estalo alto interrompeu e me fez saltar. Da janela no final do corredor, o céu se iluminou com uma chuva de faíscas, e, em seguida, a casa inteira tremeu por alguns segundos. Lá em cima, a luz do corredor piscou duas vezes e, em seguida, desligou, mergulhando o hall em completa escuridão.

— Merda — Edward disse, e eu senti a mão nas minhas costas. — Acho que a energia acabou nocauteada. O gerador de reserva deve ligar.

Pisquei, tentando fazer com que meus olhos se ajustassem, mas eu só podia ver sua silhueta. As luzes não voltaram, mas podia ouvir algo se preparando, como um zumbido de baixo nível. Ar soprava fora das aberturas no hall, nem perto do poder de antes, e não coibia o frio sorrateiramente na casa.

Ele xingou novamente.

— Fique aqui.

Ouvi-o caminhar de volta para a janela.

— Bem, merda tripla. Um dos pinheiros caiu, atingindo as linhas de energia. — Ele virou- se, nervoso. — A reserva irá rodar apenas em modo de emergência – aquecimento no mínimo, o suficiente para impedir os tubos de congelar e a geladeira – coisas como essas. — Ele estava de volta na minha frente outra vez, seu hálito quente contra a minha testa. — Volte para o quarto enquanto eu verifico as escadas e me certifico que tudo está bem.

— Ok. — Nervosa, eu apertei meu domínio sobre o cobertor. Meu coração estava batendo rápido. — Você... você tem que ir?

Sua mão estava na minha novamente.

— Eu voltarei em apenas alguns minutos.

— Desculpe, mas tudo que eu posso pensar são as pessoas que estavam encalhadas na neve e precisaram comer uns aos outros.

Edward riu profundamente.

— Baby, isso foi há"" trocentos"" anos ou algo assim. Nós vamos ficar bem. Eu já volto.

— Você não estará dizendo isso quando eu começar a mastigar sua perna como um zumbi. Mas eu coloquei minha mão sobre a parede, usando-a como um guia para a sala, enquanto ele se movia através da escuridão como um maldito gato.

Uma vez dentro do quarto, eu corri para a janela. Neve caía em rajadas de vento, mas com ela cobrindo tudo, todo o terreno brilhava à fraca luz do luar e meus olhos tentavam se ajustar ao escuro. Um pinheiro gigante havia se partido ao meio, uma silhueta preta contra a neve. Eu tremi. Estar presa já era muito ruim, mas ter apenas energia de reserva com a tempestade do século começando? Acho que Deus simplesmente nos atingiu.

Eu voltei para a cama e para debaixo das cobertas, colocando-as sob meu queixo. Eu estava do meu lado, olhando para a porta. Quando ouvi seus passos, alguns minutos depois, eu fiquei tensa.

Ele carregava uma vela e seu brilho fazia suaves sombras sobre as suas maçãs do rosto. Colocando-a na mesa de cabeceira, ele se sentou ao meu lado.

— Eu sinto muito por isso.

— Por que você está triste?

— Vir aqui todos os anos é ideia minha. Você poderia estar em casa, mas agora você está presa aqui, pensando que vamos começar comer um ao outro.

Eu ri baixinho.

— Eu realmente não acho que começaremos a comer o outro.

— Bem, eu espero que se você fizer isso, você não precise começar com a minha cara. Me disseram que é o meu bem mais precioso. — Eu podia ouvir o sorriso em sua voz e me fez sorrir. — Mas está ficando frio, Bella.

— Eu sei, mas não é culpa sua. Eu gosto de vir aqui.

Ele ficou em silêncio por um momento.

— Sabe, eu nunca entendi porquê. Você nem sequer gosta de esquiar ou fazer qualquer coisa assim.

Mordi meu lábio inferior.

— Eu gosto de passar mais tempo com você – com todos. — Minhas bochechas aqueceram. — Eu gosto de fazer isso com todos.

Edward estendeu a mão e sob a luz fraca, ele encontrou um fio de cabelo contra minha bochecha e colocou-o no lugar.

— Estou feliz que você veio.

Eu tive todos os tipos de calor ao ouvir isso.

— Só porque você estaria completamente sozinho agora.

Ele riu profundamente, e, em seguida, lançou um olhar para a janela enquanto o vento gritou. — Não, essa não é a única razão.

Agora meu coração estava fazendo polichinelos.

Edward pegou a borda do cobertor.

— Chega para lá.

Meus olhos se arregalaram.

— O quê?

— Ficará frio aqui, e eu sei que você não vai dormir por causa do vento. Eu vou ficar com você até que você durma. — Ele pausou. — E, além disso, sem camisa, estou congelando minha bunda agora.

— Ok. — Eu gaguejei essa palavra como uma idiota enquanto saía do meu lugar. Então eu rolei sobre o meu outro lado, porque eu tinha certeza que eu não poderia enfrentá-lo na cama.

Ele deslizou para debaixo das cobertas, e apesar dos poucos centímetros que separavam nossos corpos, eu podia senti-lo. Totalmente estranho, mas as minhas costas aqueceram e a vontade de mexer para trás e realmente senti-lo era difícil de ignorar.

— Você está bem com isso? — Sua voz soava como se fosse direta em meu ouvido. — Acho que eu deveria ter perguntado isso antes de pedir para você se mover, né?

— Sim — eu sussurrei. — Eu estou bem com isso.

— Bom. — Ele se estabeleceu para o seu lado, e eu sabia que ele estava de frente para mim. Estávamos de conchinha! Mas nós não estávamos nos tocando, então eu acho que não contava. — Porque eu acho que essa cama é muito mais confortável do que a minha, e eu meio que não quero sair.

Eu realmente não queria que ele saísse. Aquilo era como o céu para mim. Fechei os olhos, absorvendo sua proximidade como se ele fosse o meu próprio sol pessoal.

— Você se lembra de fazer isso quando éramos crianças? — ele perguntou.

— Sim, eu lembro. — Mas era muito diferente agora. Naquela época, ele era tão casto, e éramos duas crianças se divertindo durante uma festa do pijama. Antes de eu querer saltar sobre ele e fazer todos os tipos de coisas feias para ele.

E agora eu estava pensando sobre essas coisas más que podíamos fazer. Eu rolando e pressionando contra ele, colocando meus lábios contra os dele, o tocando enquanto ele me tocava, nós dois nos despindo.

Eu realmente precisava parar de pensar sobre esses tipos de coisa.

— Bella?

— Sim?

Houve uma pausa.

— Eu prometo que não vou monopolizar os cobertores desta vez.

Sorri mesmo com meu peito apertado.

Não sei como consegui dormir com o objeto do meu desejo ali ao meu lado, mas devo ter adormecido, pois percebi que horas se passaram quando acordei com o vento rugindo. Comecei a me sentar, mas não podia me mover. Quando o que me segurava afundou, meus olhos se abriram e ar correu para fora dos meus pulmões.

O braço de Edward estava enrolado em volta da minha cintura, mas mais do que isso, todo o seu corpo estava encostado no meu. Cada respiração profunda, constante que ele tomava movia através de mim. Seu hálito quente dançava ao longo das costas do meu pescoço, provocando arrepios na espinha. Não havia nenhuma maneira de eu conseguir dormir ao lado dele enquanto estávamos ali de conchinha – sim de conchinha. Eu duvidava até mesmo que uma freira poderia ter esse tipo de força de vontade. Me mexi para longe, ganhando um par de centímetros entre nós, antes que o braço em volta da minha cintura aumentasse o cerco.

Prendi a respiração.

Edward me arrastou com ele, ajustando minhas costas à sua frente e – santo coelho da neve – ele estava excitado. Eu podia senti-lo através dos nossos pijamas, longo e grosso, pressionando contra o meu traseiro.

Meu corpo respondeu imediatamente, passando de sonolento para alerta em questão de segundos. Mesmo que eu tentasse impedir, calor inundou minhas veias e uma dor bateu no meu centro.

Isso não era nada como as festas do pijama que tivemos quando crianças.

— Edward?

Ele murmurou alguma coisa e conseguiu aproximar-se, o queixo encontrando o seu caminho para a área sensível entre meu pescoço e o ombro. Arrepios correram pela minha pele. Acho que eu poderia ter parado de respirar. O braço em volta da minha cintura deslocou, e sua mão deslizou pela parte inferior do meu estômago. O movimento amontoou minha camisa, expondo um pedaço decente de pele. Coração batendo contra minhas costelas, eu mordi meu lábio até que senti o gosto de sangue.

Os dedos de Edward roçaram minha pele nua, me fazendo tremer em resposta. Um som profundo e sexy saiu dele e ele rolou seus quadris para frente, me pressionando enquanto seus dedos se estenderam, deslizando sob a banda solta dos meus pijamas. Nunca fui uma grande fã de usar calcinhas para dormir, eu estava nua, e seus dedos estavam tão, tão perto.

Eu deveria estar sonhando, porque isso não poderia estar acontecendo, e eu não queria acordar nunca.

Seus lábios quentes roçaram a lateral do meu pescoço. Num primeiro momento, eu pensei que era acidental, e, em seguida, sua boca estava na minha pulsação, depositando um beijo quente lá. Esses minúsculos beijos continuavam chegando, viajando pela minha garganta. Me movi inconscientemente, expondo mais do meu pescoço enquanto arqueei contra ele e então seus quadris se moveram de forma lenta, o impulso sensual me deixou girando. Se ele era capaz de fazer isso estando semiadormecido, eu não podia imaginar o que ele poderia fazer se estivesse completamente acordado.

Eu provavelmente seria uma mulher diferente.

E, em seguida, sua mão escorregou mais para baixo, roçando o centro de mim e o nó de nervos lá. Afiadas, requintadas sensações pulsaram, me roubando a capacidade de formar pensamentos coerentes ou reconhecer o que estava realmente acontecendo. Meu corpo ficou no piloto automático, chutando o meu cérebro fora da equação. Eu me inclinei para trás, pernas moles enquanto seus dedos roçaram a minha área mais sensível. Parecia tão fácil para ele saber o que fazer. Um dedo dividiu a umidade entre minhas pernas, movendo-se lenta e profundamente. Dentro. Fora. Oh Deus. Cada parte de mim pulsava. Meus olhos estavam arregalados, mas eu não estava vendo nada. Tentei manter a calma, mas um gemido gutural escapou.

A maravilhosa mão acalmou e o peito contra minhas costas aumentou bastante.

— Bella?

— Sim — eu não me mexi.

Edward recuou, e a cama afundou quando ele rapidamente levantou.

Caramba, eu nunca vi alguém se mover tão rápido. Eu rolei para meu lado e comecei a me levantar, mas o olhar em seu rosto me parou.

— Merda. Eu sinto muito. — Sua voz era rouca – profunda e grossa. — Eu estava dormindo. Pensei que estava sonhando – merda.

Decepção cresceu tão rapidamente que reprimiu o desejo. Ele estava dormindo, completamente adormecido. Não semiadormecido, o que era melhor, mas, pelo menos, então, ele teria sido meio consciente do que estava fazendo.

O que eu estava pensando? Que ele havia acordado no meio da noite e decidido que não podia mais resistir a mim e toda minha gostosura? Ele provavelmente estava sonhando com a Sexy Victória do bar.

— Diga alguma coisa, Isabella, por favor.

Na ansiedade em sua voz, eu percebi quão estúpida eu fui – quão estúpida eu continuava sendo. Eu fechei meus olhos.

— Está tudo bem. Não é grande coisa. Está tudo certo.

Não houve resposta, e depois de alguns momentos, eu abri meus olhos, esquadrinhando o quarto por Edward. Ele não estava mais lá. Eu estava sozinha.

Ed

Puta merda de tempestade, não havia palavras para o que eu acabara de fazer.

Eu não podia acreditar.

Meu coração saltava contra as minhas costelas quando eu fechei a porta do meu quarto e recuei. Me sentei na cama, mas foi mais como cair, porque minhas pernas estavam fracas.

Isso não estava bem. Isso foi uma grande coisa. E não estava tudo certo.

Eu estava duro e latejante, e ao mesmo tempo eu me sentia doente. Como eu poderia ter feito isso no meu sono? Havia uma resposta fácil, mas ainda assim. Eu estava sonhando com ela – com Isabella. Depois de vê-la de sutiã e calcinha, e depois de ontem à noite, não admira que ela estivesse estrelando em meus sonhos pornôs. Merda. Não foi a primeira vez que eu tive esse tipo de sonho com ela, mas agir sobre ela?

Eu estava com as minhas mãos sobre ela e meus dedos dentro dela – dentro de Bella.

— Oh merda.

E se eu não tivesse acordado? Até onde teria ido? Ela era intocável para mim.

Comecei a levantar para ir até ela e pedir desculpas mais uma vez. Mas, obriguei-me a ficar parado, porque depois que o choque passou, lembrei-me que tinha despertado de um dos melhores sonhos que já tivera e que acabou não sendo somente um sonho.

Bella tinha feito um som.

E o som que saiu dela não soava como medo ou desgosto. Cada célula no meu corpo reconheceu aquele gemido baixo e ofegante.

Ela estava gostando. Melhor ainda, Bella parecia estar acordada por um tempo. Ela deveria saber o que eu estava fazendo, e ela não me parou.

Puta merda, ela não me parou.

Não só ela não me parou, ela estava encharcada. E rapaz, eu sabia o que aquilo significava. Mas, pela primeira vez na minha vida, eu não fazia ideia do que fazer com isso. Meu cérebro não conseguia digeri-lo, mesmo que meu corpo sabia exatamente o que fazer.

Debatendo sobre minhas costas, eu gemi e o som ecoou no quarto. Olhei para o teto sabendo que era mais provável eu criar asas e voar do que conseguir dormir mais esta noite. Especialmente quando cada maldita parte de mim queria voltar para sua cama e continuar exatamente de onde eu parei.

Bella

Edward me evitou o dia seguinte, como se eu fosse uma garota feia e bêbada que ele trouxe de um bar para casa e não conseguia se livrar. Tudo estava muito estranho e eu queria que alguém me matasse ali mesmo só para acabar logo com isso.

Quando fiz para nós sanduíches de frios pelo segundo dia consecutivo, ele permanecia parado à beira da cozinha e quando entreguei o prato e nossos dedos se encostaram sem querer, ele o empurrou de volta, derrubando-o de minha mão. Presunto, mel e queijo suíço saíram voando e a maionese ficou espalhada ao longo do piso de cerâmica.

— Merda — disse, e ele vinha dizendo muito isso ultimamente. Ajoelhou-se e começou a limpar a bagunça. — Desculpe por isso.

Fiquei ali com as mãos tremendo. Queria chorar como se eu fosse um bebê gordo e irritado que queria ser alimentado. Murmurando algo que eu sequer entendi, fui até o balcão e peguei algumas toalhas de papel. Com a intenção de ajudar — e de alguma forma limpar o mais importante da bagunça — eu voltei para onde estava e me inclinei.

Naquele exato segundo, Edward levantou e o topo de sua cabeça bateu em meu queixo, atirando minha cabeça para trás. Uma dor explodiu em meu rosto e eu tropecei para trás, jogando as toalhas de papel enquanto Edward amaldiçoava como se os palavrões não tivessem fim. Levantando-se, ele estendeu a mão para mim, mas a lei da gravidade não estava a meu favor. Eu bati minha bunda na pesada mesa de carvalho da cozinha, sacudindo-a. Empoleirado no centro dela estava um vaso que sua mãe encomendara há mais de cinco anos, que começou a balançar de um lado para o outro.

Virei-me estendendo a mão para o estúpido trabalho de arte rosa e roxo. Parecia uma cena daqueles filmes realmente ruins, em que uma série de acidentes leva a algo de valor inestimável ser destruído. Eu praticamente mergulhei sobre a mesa, pegando o objeto um segundo antes dele cair sobre a borda da mesa.

— Oh meu Deus — sussurrei, sem fôlego.

Edward apareceu ao meu lado, ajudando a endireitar-me, sem fazer mais lesões corporais. — Você está bem?

Eu não conseguia sentir meu queixo.

— Sim.

Ele tomou o vaso de mim e esperou até que me afastei da mesa antes de colocá-lo de volta no lugar.

— Sinto muito. Eu poderia ter quebrado seus dentes.

Não havia nada para dizer, então eu fiquei lá, tentando não entrar em contato com qualquer coisa.

— Você está bem?

— Eu tenho uma cabeça dura.

Isso ele tinha.

E então o constrangimento da década estava de volta. Nós dois nos entreolhamos. O calor penetrou em meu rosto, o que foi incrível, uma vez que estava tão frio na casa.

Edward voltou para a bagunça e pegou as toalhas de papel. Eu comecei a fazer outro sanduíche para ele.

— Não — ele disse, olhando por cima do ombro. — Eu faço um para mim.

Eu não sei por que isso doeu como se uma vespa gigante tivesse pousado no meu nariz, mas doeu. Doeu, cortou direto através de mim. Com o apetite perdido, saí da cozinha e caminhei sem rumo, terminando na marquise do outro lado da sala de estar.

A sala estava congelando com suas janelas de vidro que iam do chão ao teto. Aconchegando-me mais ao meu suéter pesado, eu me sentei em uma das cadeiras de vime e olhei para o pátio coberto de neve. O vento soprava criando desvios de pelo menos seis metros de altura contra o galpão dos fundos. Além disso, a floresta rastejou para dentro. Eu podia ver os teleféricos a certa distância, balançando para frente e para trás enquanto o vento chutava em torno deles.

Respirei fundo e soltei o ar lentamente. Eu não podia deixar de pensar em como seria quando finalmente saíssemos daqui. Será que a nossa amizade nunca seria a mesma? Eu não podia imaginar como seria.

Abaixando meu queixo para que ele mergulhasse sob a barra do meu suéter, eu fechei os olhos. No momento em que fiz isso, me arrependi, porque naquela sala vazia, só o vento e nada mais para me concentrar, eu pensei sobre o que aconteceu entre Edward e eu ontem à noite. Como é que eu ia esquecer isso?

— Bella?

Ergui a cabeça ao som da voz de Edward. Ele estava de pé logo dentro da porta da marquise.

— Ei.

Ele passou a mão pelo cabelo. Algo que deve ter feito o dia todo, porque seu cabelo estava adoravelmente despenteado.

— Sinto muito sobre o que aconteceu na cozinha.

Meu corpo inteiro parecia ter caído em um espremedor de frutas.

— Você pode parar de se desculpar. Foi um acidente. Eu estou bem. Você também. Nada está quebrado.

— Você deixou seu sanduíche na cozinha.

— Não estou mais com fome. Vou buscá-lo mais tarde.

Ele olhou para mim por um longo momento, e então virou o seu olhar para as janelas.

— Está uma loucura lá fora, não é?

Eu segui seu olhar, sentindo-me à beira das lágrimas.

— Sim, está.

Alguns segundos se passaram, e, em seguida, ele se sentou ao meu lado. Inclinou-se para frente, colocando as mãos sobre os joelhos dobrados.

— Isabella, sobre a última noite...

— Por favor, não se desculpe por isso de novo. Ok? — Eu acho que eu não poderia suportar se ele fizesse isso.

Edward ficou tenso.

— Como você pode estar bem com isso? Eu senti você em meu sono. Espere. Eu não apenas senti você. Eu estava tocando você.

A maneira como ele disse isso me fez pensar naquelas bonecas que os serviços sociais mostram para as crianças que entram em seus escritórios. Eca. Meu olhar viajou sobre seu perfil. Pela centésima vez eu me vi desejando que as coisas fossem mais simples entre nós.

Ele olhou para mim.

— Isso não era o que eu pretendia quando fiquei na cama com você ontem à noite. Eu só quero que você saiba disso.

Eu respirei afiadamente. Bem, se eu achava que o meu coração não aguentava mais apanhar, eu estava muito, muito errada.

— Foi tão ruim assim?

— O quê?

Olhando para longe, me levantei e caminhei até a janela. Talvez eu só precisasse crescer e enfrentar isso de cabeça erguida. Obviamente, já tínhamos estragado a nossa amizade e a única forma de repará-la era passarmos por toda essa porcaria. Eu precisava dizer a ele que eu o queria, que estava atraída. Talvez depois que limpássemos o ar, eu poderia seguir em frente. Honestidade é sempre o melhor caminho a tomar, mas eu não estava certa de que poderia crescer tanto assim. Mas se eu não fizesse isso, nós continuaríamos desta forma. Tendo conversas pomposas.

Ouvi-o respirar.

— Você está pensando em alguma coisa — ele disse. — Você está pensando algo realmente importante. Se você está com raiva de mim por causa de ontem à noite, pode me dizer em vez de tentar proteger os meus sentimentos. Eu vou entender. Eu não iria segurar...

— Eu não estou brava com você. — Eu o enfrentei, cruzando os braços. Ele me olhou de forma distante. — E como eu poderia estar brava, quando tentei beijá-lo enquanto estava bêbada? Isso faria de mim uma hipócrita.

— Foram duas situações totalmente diferentes, Bella. Você não tentou me molestar.

Eu teria se tivesse melhores reflexos quando estava embriagada. Essa era a verdade – não era algo que eu admitiria, mas eu precisava reconhecer.

— Por que você parou na noite passada?

Ele olhou para mim como se eu fosse louca.

— Eu estava dormindo, Bella! Inferno, você pensou que me molestou enquanto estava bêbada? Eu realmente fiz isso com você.

— Eu não me importo. — Minha voz saiu fraca, quase um sussurro.

Edward recuou.

Eu balancei minha cabeça.

— Eu não estava dormindo, Edward. Eu sabia o que você estava fazendo. — Agora ele realmente, olhou para mim, e eu prendi a minha respiração. Era agora ou nunca. Tudo nesse momento levava a isso. Eu poderia dizer a ele que estava feliz por ele ter parado, dizer algo estúpido e mudar de assunto. Ou eu poderia dizer a ele o que eu queria, o que eu estive querendo por muito tempo. Se eu o fizesse, não havia como voltar atrás.

— Isabella... — sua voz carregava um aviso.

Eu tomei uma respiração profunda.

— Eu quero o que as outras garotas tiveram.

— O quê? — Seus olhos se arregalaram, escurecendo.

Meu rosto ardia como se eu estivesse tomando sol no inferno.

— Eu quero isso, eu quero você. Eu quero estar com você. — Eu o vi levantar e pensei por um segundo que ele ia sair da sala. Buracos formaram no meu estômago que ficou tão apertado que pensei que ia vomitar, mas ele apenas ficou lá.

— Eu não estou pedindo para você ser meu namorado ou para se casar comigo. Eu sei que você não gosta de relacionamentos. Eu sei que você não está nesse tipo de coisa.

— E você não está também? — Escárnio pingava essas palavras.

Agora, todo o meu corpo inflamou. Ele disse como se eu fosse a Miss Conservadora EUA. Isso me fez ficar na defensiva, e a necessidade de provar que eu não era um bombonzinho frio me machucava profundamente.

— Não com você. Eu só quero você. Por uma noite. É isso.

Edward estava muito quieto. Eu nem acho que ele respirava. Então os seus olhos estreitaram em mim.

— É isso que você quer?

Minhas mãos torceram na minha frente e eu sussurrei:

— Sim.

— E é isso? — Ele rondou um passo em frente, e meu coração disparou enquanto eu dava um passo para trás. — Diga isso um pouco mais alto, Bella.

Com a garganta seca, eu engoli e foi um pouco mais alto,

— Sim. Ele deu outro passo calculado e eu percebi que estava me afastando até acertar as costas na janela de vidro. Um sorriso predatório e lento agraciou seus lábios e calor inundou minhas veias em uma corrida alucinante.

— Desde quando?

As palavras eram tão difíceis de formular.

— Por... por um tempo.

— Quanto tempo?

— Há muito tempo.

Ele balançou a cabeça.

— Isso não me diz muito.

— O suficiente — eu disse.

— E o que, mais uma vez, que você quer?

Eu não tinha certeza se eu podia falar, não quando ele estava olhando para mim assim.

— Você.

— Você vai ter que ser um pouco mais detalhada do que isso, baby. — Ele parou na minha frente, e eu tive que torcer o pescoço para ver sua expressão.

— Esperando...

Ele realmente me faria dizer uma tese detalhada? Eu comecei a desviar o olhar, mas seus dedos pousaram no meu queixo, segurando o meu olhar para ele. Sua sobrancelha arqueada.

— Eu... eu quero você.

Seu olhar caiu e mesmo que eu estivesse um suéter pesado me senti nua e vulnerável. Eu tremia e meus mamilos apertaram, tudo em mim se apertou.

— Você já disse isso. Você também disse que deseja o que as outras garotas tiveram. Você sabe o que é isso?

Eu balancei a cabeça o melhor que pude.

Edward abaixou sua cabeça de modo que seus lábios ficaram a um escasso centímetro dos meus.

— Eu comi aquelas garotas. É isso aí. Sem relações. Sem compromissos. Nada. E é isso que você quer? Você quer que eu te foda?

Não. Eu queria mais, muito mais.

— Sim.

Ele respirou fundo quando deixou cair sua mão. Raiva atravessou seu impressionante rosto – raiva verdadeira, iluminando seu rosto. Eu sabia que havia estragado tudo então. Decepção bateu em mim com a força de uma bola de demolição. Era isso. Ele estava me derrubando novamente. A parte de trás da minha garganta queimou com a finalização disso, porque era isso – não era possível limpar mais o ar. Eu queria me chutar na cabeça. Eu trouxe isso em mim e, provavelmente, arruinei a nossa amizade, de verdade dessa vez. Psicologia fodida. Eu deveria ter continuado com a coisa toda de evitar.

— Vire-se — ele ordenou.

Eu pisquei.

— O quê?

— Vire. Ao redor. — A autoridade de sua voz enviou um tremor rolando através de mim, mas eu estava congelada lá, olhando para ele. Seus olhos estavam mais largos, e eles brilhavam como ônix polido. Eu estava presa em seu olhar. — Eu não vou dizer novamente.

Parte de mim queria perguntar o que ele achava que ia fazer se eu não ouvisse, mas eu me virei, porque vi o calor em seus olhos. Talvez eu estivesse alucinando tudo isto. Talvez eu tivesse tentado correr do quarto e caíra e bati com a cabeça. Sempre possível. Ou

talvez eu tivesse conseguido uma concussão do snowmobile assassino e teria que tirar Edward da minha cabeça dura-como-inferno o quanto antes.

— Assim é como eu faço isso. — Sua voz forte e profunda me fez saltar. Rindo, ele limpou a massa de cabelos do meu pescoço, jogando-o por cima do meu ombro e, em seguida, sua respiração era quente e calorosa ao longo da parte de trás da minha nuca. — Às vezes de pé, às vezes contra uma parede como essa, ou, por vezes, de joelhos, comigo por trás delas.

Oh. Meu. Deus. Totalmente me fazia a rainha das trepadeiras, mas eu sempre quis saber como ele fazia isso. Eu olhei para a neve, mas realmente não vi nada. Calor floresceu por baixo do meu estômago, correndo em minhas veias. Lambi meus lábios e, em seguida, mordi quando uma mão deslizou em meu quadril antes de se estabelecer sobre a curva de minha cintura.

— Eu não faço isso de outra maneira, não com garotas que eu apenas fodo. — Outra mão pousou no meu outro lado, seus dedos reunindo o tecido. — E isso é o que você quer, Bella? Você quer que eu te foda por trás?

Minha respiração engatou e uma dor profunda começou entre as minhas coxas.

— Eu...

— De qual jeito? — Ele perguntou e se aproximou. Seus lábios roçaram minha bochecha e eu podia senti-lo por inteiro ao longo de minhas costas, mesmo que ele não estivesse pressionando contra mim.

— Você quer fazer assim? Ou podemos ficar de joelhos. Eu estou bem de qualquer maneira.

Oh Deus! Oh Deus! Oh Deus! Eu não tinha ideia do que dizer. A única vez que tive relações sexuais foi missionário, e eu sinceramente não sabia como isso funcionaria com a diferença de altura ou...

— Você está pensando, Bella. Você mudou de ideia?

Era isso que ele queria? Ou será que ele apenas esperava isso de mim, porque ouviu o que Jacob havia dito? Eu era frígida, e as garotas frígidas com certeza não faziam isso. Eu fechei meus olhos.

— Assim.

Uma maldição murmurada saiu dele e meus olhos se abriram. Essa foi a coisa errada a dizer? Mas, em seguida, suas mãos estavam em meu suéter e antes que eu pudesse dizer "orgasmo', ele puxou minha blusa por cima de minha cabeça.

E então, lá estava eu vestindo meu jeans e sutiã e puta merda! Nós iríamos fazer isso — ele faria isso comigo. Nós iríamos foder! Um pequeno desconforto mexeu o seu caminho através de mim. Não havia nada romântico sobre isso, nada doce e afetuoso. Porra, era apenas isso — foder. E ele não parecia particularmente feliz com nada disso.

Isso estava errado.

As grandes mãos de Edward pousaram na pele nua dos meus quadris e eu estremeci com o contato.

— Coloque as mãos sobre o vidro, Bella.

Todos os pensamentos fugiram de minha mente quando o calor expandiu dentro de mim. Meu corpo respondeu descaradamente a sua ordem e o profundo timbre de sua voz. A vidraça estava fria sob as palmas das mãos.

— Bom. — Uma mão flutuou sobre a minha pele, movendo-se apenas abaixo do meu umbigo e sobre a borda dos meus jeans. Sua mão achatou.

— Mantenha as mãos na janela.

Ele se inclinou sobre mim e me puxou em sua direção para que eu ficasse curvada e aninhada contra ele, mas sem deixar de tocar a janela. Eu podia senti-lo quente e duro pressionando em minhas costas e a sensação vibrava em minhas veias.

— Você deveria ter dito alguma coisa antes, que isso era o que você queria. — Havia um aperto em suas palavras, uma borda dura que eu não entendia. Ele definitivamente estava incomodado, mas estava fazendo isso.

Confusão e luxúria rodou dentro de mim, e eu não sabia para que lado estava indo. Sua outra mão começou a se mover, deslizando ao longo de minhas costelas, provocando arrepios através de mim.

— Eu teria te ajudado... há muito tempo — disse ele.

Eu não conseguia pensar, não quando sua mão flutuava por cima do meu estômago e, em seguida, sobre a taça do meu sutiã. Um gemido escapou de mim quando minhas costas arquearam.

— Edward...

— Merda. — Sua mão acalmou enquanto seus quadris empurraram para frente. Com a outra mão ainda me segurando não havia como escapar da lenta bomba de tortura que ele me impunha. Não que eu quisesse escapar. Me empurrei contra ele e um gemido profundo saiu de sua garganta.

Sua mão moveu-se para longe do meu sutiã e eu gemi. Mas, então, ele ficou entre nós e com dedos incrivelmente ágeis, ele abriu minha peça íntima com menos tempo que eu levei para fechá-la. O material deslizou pelos meus braços e eu me soltei da janela tempo suficiente para que o sutiã batesse no chão. O ar frio bateu em meu peito e o duelo junto com o calor que eu sentia ia me espancando por dentro.

Ele não estava em minha frente, mas eu sabia que estava me olhando. Alto como ele era não demorou muito para que eu o visse. Havia um ligeiro reflexo de nós na janela e eu podia sentir a intensidade de seu olhar. As pontas de meus seios se apertaram ainda mais, tornando-se quase doloroso.

Então suas mãos estavam sobre mim e todo meu corpo despertou vivo. Seus dedos moviam-se, explorando delicadamente o inchaço dos meus seios, brincando com meus mamilos. Ele baixou os lábios até o ponto abaixo da minha orelha, pressionando um beijinho quente lá.

— Droga, Isabella.

Seus dedos pegaram um mamilo e eu gritei movendo meus quadris para trás contra os dele em um apelo silencioso. Arrastando beijos no meu pescoço, ao longo do meu ombro e por todo meu corpo. Ele continuou me tocando até que meus seios estavam pesados e inchados. Não foi assim com Jacob.

Edward mordiscou a lateral do meu pescoço.

— Você... você merece coisa melhor do que isso, baby. Caramba, você merece algo melhor do que isso.

Eu tinha certeza de que estava recebendo exatamente o que merecia. Uma de suas mãos deixou meu peito e viajou para baixo do meu estômago. Com o dedo em apenas um movimento, ele desfez o botão superior e enfiou a mão em meu jeans.

— Me diga para parar — disse ele, beijando ao longo de minha mandíbula. — Me diga.

— Não — eu respirei. — Eu não quero que você pare.

Beijos e Até