Oi gente! Chegando com mais um cap.

Agradecendo a todas que estão acompanhando a fic.

Fico super feliz de ver que estão gostando. São mais de quinhentas leitores neste momento.

Jesstew, são perfeitos mesmo. Que bom que vc esta gostando. Mais um cap. longo para te fazer feliz flor. bjim e obrigada

Laila, oi baby, acalme seu coração que um novo cap. ta na área. Acho que mais uns 4 cap. e a fic chega ao fim. beijos e obrigada

Cheiva, ressuscita pra poder ler esse cap. que ta tudo de bom. Só não garanto se vc irá chegar viva até o final do

Beijos e Obrigada flor.

Ana Carol, que isso miga, fica de mal não que me magoa. Ta aqui o nosso tratado de paz. Obrigada linda. beijos

Barbara, kkkkk muito quente, e se prepare que as coisas vão esquentar mais ainda. Beijos

Cristina, oi baby, mais uns 4 cap. Não tenho dia certo de postar. Sempre que tenho tempo sobrando, acabo de adaptar, reviso e posto. obrigada e beijos

A sara, ta aqui baby. kkkkkk adoro seus comentários. Beijos e obrigada

Agora ""BORA LER"".

Edward mordiscou a lateral do meu pescoço.

— Você... você merece coisa melhor do que isso, baby. Caramba, você merece algo melhor do que isso.

Eu tinha certeza de que estava recebendo exatamente o que merecia. Uma de suas mãos deixou meu peito e viajou para baixo do meu estômago. Com o dedo em apenas um movimento, ele desfez o botão superior e enfiou a mão em meu jeans.

— Me diga para parar — disse ele, beijando ao longo de minha mandíbula. — Me diga.

— Não — eu respirei. — Eu não quero que você pare.

Ele murmurou alguma coisa além da minha compreensão, e então beijou onde meu pulso batia. Sua mão deslizou sob minha calcinha e então colocou seus longos dedos dentro dela. — Você está tão pronta para mim, não está?

Eu corei, meio que envergonhada, porque eu estava oh-tão- pronta, mas, em seguida, ele moveu o polegar contra meu centro e eu gritei o nome dele, tremendo enquanto prazer docemente afiado subiu tão rapidamente que eu estava tonta.

— Deus — ele gemeu, seus quadris movendo contra mim enquanto ele trabalhava um dedo dentro de mim lentamente. — Se você continuar dizendo meu nome assim, isso vai acabar antes de começar.

— Edward — eu implorei, porque sério, eu estava a ponto de explodir.

Seu dedo curvou, e eu já estava tão perto. Ele começou um ritmo lento, que era tão suave que beirava a loucura.

— Você é tão apertada — disse ele, e eu nunca ouvi a voz dele assim. Crua. Primitiva. — Droga, baby, você não fez nada desde que...?

Eu balancei minha cabeça.

— Não. Nem uma vez desde ele.

— Isso é o que eu pensei, mas... — ele estremeceu, mas sua mão... o seu dedo não quebrou o ritmo. O lento e constante impulso construiu um fogo dentro de mim que rapidamente se espalhou. Meus quadris se moveram contra sua mão, e eu podia ouvir sua respiração suave no meu ouvido, e cada vez que seus quadris empurraram contra o meu, ele me trazia a um passo mais perto do lançamento. Cada músculo apertou, e eu ia explodir. Eu ia...

Um forte estalo chicoteou pela sala como um trovão, e a janela na frente de nós explodiu.

Vidro e neve voaram no ar enquanto deixei escapar um grito de surpresa. Esse não era que o tipo de explosão que eu estava buscando.

Edward virou-se, usando seu corpo para bloquear o meu, mas não antes de pequenas faíscas de dor incendiar meu peito e estômago. Engoli em seco quando o ar frio rugiu na sala e o vento arrancou ao nosso redor. A luminária de chão tombou. Os quadros na parede agitaram.

— Puta merda — ele gritou, trazendo-nos para baixo de modo que ele estava quase agachado em cima de mim. — Você está bem?

— Sim. — Eu cuidadosamente coloquei minhas mãos no chão frio, úmido. — E você?

— Eu estou bem. — Suas mãos deslizaram pelas minhas costas nuas, e então ele colocou o meu suéter em cima de mim, envolvendo- o em volta dos meus ombros. — Fique abaixada, ok?

Eu balancei a cabeça enquanto puxava o suéter. Lançando-me de joelhos para o sofá de vime, olhei por cima do meu ombro. Edward se levantou devagar, com as mãos fechadas em punhos em seus lados.

— O que aconteceu? — Eu perguntei, tremendo.

Ele se aproximou para a parte quebrada do vidro. Uma seção inteira foi embora. Bordas irregulares aumentaram a partir do painel de madeira.

— Eu não vejo nada nem ninguém lá fora.

— Ninguém?

— Não há árvores perto o suficiente para fazer qualquer dano para o fundo da casa.

— Mas o vento...

— O vento é forte o suficiente para atirar um galho caído, mas não tem nenhum galho lá embaixo. — Ele se virou, tirando os cabelos de seu rosto. Quando ele me viu encolhida contra o sofá, a mandíbula endureceu. — Você tem certeza que está bem?

Puxei o suéter mais perto, ignorando a matéria pungente enquanto roçava determinadas áreas. Havia questões mais importantes. Como, por exemplo, como uma janela acabara de explodir.

— Eu estou bem, de verdade. O que você acha que aconteceu?

Edward balançou a cabeça enquanto se ajoelhou na minha frente.

— Eu não sei. Talvez a janela ficou tão fria que quando... — Ele estava corando? — Quando você empurrou contra ela, ela quebrou? Eu não... que inferno?

Meu coração pulou uma batida.

— O quê?

Ele se inclinou para a direita e pegou algo que estava no chão. Na palma da mão aberta, eu vi uma pequena pílula esférica.

— Filho da puta — disse ele, de pé e girando em um movimento gracioso que eu já o vi fazer em um snowboard. — Eu não sou um ávido caçador nem nada, mas isso parece ser uma maldita munição de espingarda de caça.

— O quê? — Meu grito deveria ter estourado seus tímpanos. — Você está falando sério?

Ele acenou com a cabeça.

— É o que parece.

Eu não podia acreditar.

— Mas se é um projétil, como se espalhou por fora? Nós não seríamos atingidos?

— Eu não sei. — Ele inclinou a cabeça para trás, e as bordas de seu cabelo castanho roçaram a gola de seu capuz. — Se alguém apontou para parte superior da janela, pode ser possível que a pulverização tenha nos perdido.

Eu tremi de novo, mas desta vez não tinha nada a ver com o frio.

— Você realmente acha que alguém estava apontando para nós?

Edward não disse nada.

— Isso é loucura — eu sussurrei, e depois acrescentei mais alto: — Você acha que é uma boa ideia estar de pé na frente da janela, se esse é o caso?

— Ninguém está lá fora agora, e nenhum de nós estava prestando atenção antes... Alguém poderia ter estado de pé bem na frente por todo esse tempo.

— Nos observando? — Eu estava quente e fria ao mesmo tempo. Nossos olhos se encontraram, e então eu desviei o olhar, engolindo contra a náusea repentina. Eu estava de topless e sua mão estava... Alguém poderia ter assistido isso?

Alguém com má pontaria?

— Poderia ter sido alguém caçando? — perguntei, esperançosa.

Suas sobrancelhas formaram um V profundo

— Neste tipo de clima? Há uma nevasca lá fora.

— É West Virginia. Pessoas caçam aqui em todos os tipos de condições.

Edward voltou-se para a vidraça quebrada.

— Se esse for o caso, um urso devia estar pendurado em nosso teto. Eu preferia acreditar nisso ao invés de considerar que alguém realmente tentara atirar em nós. Mas, depois do cara dirigindo o snowmobile, já não tinha certeza de que tudo isso fosse coincidência. Por outro lado, não conseguia imaginar alguém que estaria com tamanha raiva de nós dois. Tão gelado como o vento, estava o medo que escorria dentro de mim.

E se o tiro realmente foi de propósito?

Filho da mãe! Meu sangue fervia onde minutos antes um tipo diferente de raiva estivera me iluminando por dentro. Luxúria misturada com descrença e indignação. Bella queria me foder em um caso de apenas uma noite? Como se eu fosse bom apenas para isso e seria suficiente para ela?

Que porra é essa?

Mas, realmente, essa não era a questão mais urgente no momento. Eu lidaria com isso mais tarde.

Meu olhar viajou sobre a janela quebrada, parando no canto superior esquerdo. Havia um pequeno buraco e o vidro rachava a partir desse ponto, formando uma teia de aranha que se espalhava até a borda do fragmento irregular. Eu poderia apostar minha bunda de que havia buracos menores do lado de fora, perto da sarjeta. Alguém apontou a porra de uma espingarda para minha casa. Se tiveram ou não intenção de atingir qualquer um de nós, eu não sabia. Mas tinha conhecimento que o projétil da bala poderia ir a qualquer direção que a pessoa quisesse.

Filho da puta. Quem quer que fosse o responsável por isso, deveria ter estado lá fora, nos observando por sabe Deus quanto tempo. E com certeza acompanhou toda nossa cena, com Bella estando parcialmente exposta.

Minhas mãos fecharam-se em punhos quando calor viajou pela minha espinha. Eu ia matar alguém.

— Tudo bem se eu levantar? — Bella perguntou.

Eu balancei a cabeça, em seguida, olhei por cima do ombro enquanto ela ficava de pé. Bella parecia incrivelmente pequena levantando-se dali, segurando o suéter pesado em seu peito com os ombros curvados. Raiva me deu um soco no estômago, rapidamente seguido pelo sabor acentuado de medo, o tipo de medo que eu nunca havia experimentado antes. Ela poderia ter sido ferida ou coisa pior, eram dois atentados em dois dias. Horror e indignação misturavam-se dentro de mim, formando uma bola que se instalou em meu estômago. Eu poderia tê- la perdido e sinceramente não sabia como seria a vida sem Bella. Sequer queria pensar isso.

— Você tem certeza que está bem? — perguntei novamente. — Você não está machucada ou qualquer coisa, certo?

Ela balançou a cabeça lentamente.

— Estou muito bem. Só um pouco assustada.

Empurrei meus dedos pelo meu cabelo.

— Eu quero que você fique fora desta sala, Bella. Inferno! Fique longe de todas as janelas.

— Não tem problema. — Ela avançou em direção à porta, parando.

Nossos olhos se encontraram, e um rubor doce apareceu em seu rosto e para baixo de sua garganta, até a borda do suéter que ela ainda segurava. Eu queria ir com ela, pegá-la em meus braços e dizer que tudo ficaria bem, mas não me mexi. Ela desviou o olhar primeiro, mordendo o lábio inferior. Me virei rigidamente de volta para a janela, sabendo que deveria falar algo — algo sobre o que havia acontecido entre nós, sobre a luxúria que ainda fervia, mas não encontrei nada que pudesse dizer nesse momento... pelo menos, nada que eu estivesse disposto a dizer.

Senti mais do que ouvi Bella sair da sala, e isso me deixou ainda mais tenso. Possivelmente ser baleado era realmente um assassino de libido. Precisava chamar alguém – a polícia estadual – e ver o que devíamos fazer. A probabilidade de alguém investigar por isso era leve, mas eu precisava relatar o fato.

Meu olhar se estreitou no chão coberto de neve. Não queria pensar isso, mas eu era um realista e tinha certeza de que não estávamos mais seguros aqui. E também sabia que tudo mudaria entre Bella e eu. E essa mudança seria irreversível.

Bella

Apressando-me para fora da marquise, fui para o segundo andar. Estava muito mais frio lá em cima, tanto no corredor quanto no meu quarto. A escuridão estava se aproximando mesmo que ainda fosse só final da tarde. Entrei no banheiro, empurrando a porta e fechando-a atrás de mim. Bastante luz vinha a partir da janela acima do chuveiro para eu ver o que estava acontecendo adiante.

Em pé na frente do espelho, eu lentamente desembrulhei meu suéter e fiz uma careta quando dei uma boa olhada em mim mesma.

Meus pobres peitos!

Minúsculos cortes vermelhos furiosos estavam perigosamente perto de meus mamilos – como isso poderia ser muitíssimo mais doloroso visto de perto. Havia manchas de sangue no meu peito e na parte de cima do meu estômago. Passei a mão sobre minha barriga e fiz uma careta. Logo acima do meu umbigo, havia um pequeno pedaço de vidro embutido na minha pele. Nada exigindo grande cirurgia ou pontos, mas o sangue me deixou enjoada. A dor foi ainda pior. Eu não tinha tolerância, pois nunca havia quebrado um osso ou experimentado nada maior em minha vida.

Eu mancava de uma perna para a outra, congelando meus mamilos expostos enquanto meus dedos pairavam sobre o caco de vidro. Eu poderia fazer isso. Tudo o que precisava fazer era retirá-los. É isso aí. Nada grave. Mas não conseguia nem puxar uma lasca sem pedir a Rose ou a minha mãe para fazê-lo.

Estendi a mão para ele, e então fiz uma careta, puxando minha mão para trás. Eu fiz mais e mais durante pelo menos cinco minutos, até que derrubei minha cabeça para trás e soltei um sonoro gemido frustrado.

— Bella? Você está aí?

Saltando com o som da voz de Edward, eu bati meu quadril na borda da pia.

— Merda!

A porta se abriu, evitando por pouco uma colisão frontal comigo. Eu gritei, cruzando os braços sobre o peito – não sabia qual o ponto disso, considerando que ele estava todo em cima deles 10 minutos atrás – quando ele invadiu o banheiro, parecendo que estava pronto para ir contra um urso raivoso.

Seus olhos verdes vasculharam cada centímetro de mim que estava exposto. Em seguida ele estava bem na minha frente, segurando meus ombros.

— Você está sangrando.

Ele parecia chateado.

Os olhos de Edward estreitaram quando um músculo bateu em sua mandíbula.

— Você me disse que estava tudo bem.

— Eu estou — eu disse em uma voz baixa.

— Quando alguém está sangrando, isso normalmente significa que ele não está, na verdade, bem. — Ele balançou a cabeça quando soltou meus ombros. — Jesus. Sente-se e me deixe cuidar de você.

— Eu não posso me sentar. — Eu estremeci.

Ele abaixou a cabeça, assim, ele estava quase em nível visual comigo.

De perto, eu não poderia dizer a diferença entre as pupilas e sua íris.

— Porque você não pode se sentar?

Eu embaralhei de um pé para o outro, sentindo-me incrivelmente vulnerável sendo que eu não tinha nenhuma camiseta nem nada.

— Há uma parte de vidro presa na minha pele, e eu acho que me sentar vai deixá-lo pior.

— O quê? — ele gritou, e eu vacilei. — Por que diabos você não me disse isso lá embaixo?

— Porque eu não sabia que estava preso na minha pele, e isso realmente não é uma grande coisa, mas...

— Mas você não gosta de lascas. Jesus, Bella... onde está?

Eu apontei para onde a partícula de vidro estava.

Edward caiu de joelhos, e meus olhos se arregalaram. Todos os tipos de pensamentos sujos explodiram em minha cabeça, totalmente inapropriado naquele momento, mas o botão do meu jeans ainda estava desfeito e, bem...

—Eu não posso vê-lo — disse ele. — Você vai ter que descer para onde há mais luz.

— Eu estou...

— Você não está bem e você não vai discutir comigo sobre isso. — A mandíbula definida numa linha determinada, ele chegou perto de mim e pegou uma toalha da prateleira. Colocou-a sobre meus ombros, dobrando-a em minhas mãos. — Vamos lá.

Percebendo que havia uma boa chance dele acabar me arrastando para baixo, eu o segui para fora do quarto. Ele me disse para esperar enquanto desaparecia no banheiro do corredor e voltou com água oxigenada e um pequeno kit de primeiros socorros em sua mão.

Eu suspirei. Isso ia doer. Poderia ser pior, eu sabia disso. Ele poderia estar arrancando munição de espingarda de caça.

Acabamos na cozinha, para minha grande consternação. Havia monte de janelas lá, mas nós realmente não tínhamos muita escolha.

Edward me posicionou de modo que eu estava logo abaixo da janela, mas perto o suficiente para que ele pudesse ver. Descendo de joelhos mais uma vez, ele separou as bordas da toalha com o cenho franzido.

— Droga, isso é um pedaço de vidro.

— Eu te disse.

Sua cabeça inclinou e vários fios de cabelo caíram sobre sua testa quando ele procurou dentro da pequena caixa com uma cruz vermelha.

— Você não pode deixá-lo em sua pele, Bella. Ele vai ficar infectado.

— Eu não estava sugerindo isso. Eu estava apenas meio que esperando que minha pele rápida e naturalmente o rejeitasse.

Ele riu quando tirou um par de pinças, levando-me a engolir em seco. Imagens de mim correndo gritando para minha mãe quando criança sempre que ela pegava esses pequenos instrumentos de dor me assaltaram. Ele segurou-as em seus dedos finos quando olhou para cima.

— Você está ficando um pouco verde, Bella.

— Eu não gosto de pinças — eu gemi.

Um pequeno sorriso apareceu.

— Não vai doer.

— Isso é o que todo mundo diz, mas eu sei que não é verdade. Vai doer, porque você vai começar a cavar em volta e ...

— Eu não vou cavar em volta. Eu vou entrar e sair antes que você saiba o que eu estou fazendo. Prometo.

Eu queria correr do quarto, mas me forcei a ficar lá, como uma adulta.

— Ok.

— Você parece lamentável — ele comentou enquanto colocava as bordas da toalha na parte de trás da minha calça jeans, expondo todo o meu estômago. Ele colocou os dedos em cada lado da lasca de vidro e esticou a pele.

As pinças pairaram sobre a minha pele, e eu me encolhi para longe.

— Seu bebê grande, pare de se mover.

— Cale a boca.

Ele riu.

— Isso não vai funcionar se você continuar se contorcendo para longe de mim cada vez que eu entrar dentro de uma polegada do vidro. Você está deixando isso pior, adiando.

Parecia lógico, mas eu não era uma fã de pensamentos lógicos agora. Depois de conseguir mover um pé inteiro antes de Edward me encurralar entre ele e o balcão, ele me distraiu.

— Eu tentei usar o telefone para ver se poderia conseguir algo no prédio principal. Você sabe, perguntar se alguém tem tido problemas com janelas sendo estilhaçadas ou psicopatas em snowmobiles.

— Tudo bem. — Eu obsessivamente olhava para o alto de sua cabeça curvada.

— Eu não consegui uma chamada externa. Parece que a tempestade está mexendo com o serviço de celular também. Não pude nem entrar na maldita internet, mas pelo que me lembro do alerta meteorológico, temos cerca de mais um dia de neve pesada e, em seguida, ela deve desaparecer.

— Quanto tempo você acha que vai levar para limpar... — Havia uma sensação de beliscar que me causou um grito.

A cabeça de Edward disparou.

— Desculpe, mas uma boa notícia, baby, eu peguei isso. — Ele acenou com a pinça ao redor. — Está vendo? Não foi tão ruim.

— Não foi. — Eu sorri quando ele voltou a estudar o corte menor. Seus longos cílios abaixaram. — Obrigada.

— O prazer é meu. — Ele pegou a garrafa de água oxigenada e molhou uma bola de algodão. — Ainda vai levar um dia para as rodovias ficarem limpas e outro para conseguirem esvaziar as estradas por aqui.

Queimou um pouco quando ele atingiu o corte.

— Mais três dias?

— Provavelmente. — Ele se levantou graciosamente e colocou a garrafa sobre o balcão, junto com mais um par de bolas de algodão. Deixe-me dar uma olhada no resto de você.

Eu empalideci.

— Eu não tenho mais nada de vidro preso em mim.

— Perdoe-me por pensar que você pode mentir para evitar a pinça. Ele inclinou a cabeça para o lado, e eu senti meu coração viajar. — Eu quero ver o resto.

Mas isso significaria que eu teria que expor os meus seios, e enquanto ele foi todo amigável com eles anteriormente, isso era diferente. Fomos pegos no momento. As coisas eram quentes, e isso era quase tão quente como uma tempestade de gelo. Sem mencionar que ele não disse nada sobre o que aconteceu entre nós. Nem eu, mas eu perdi minha coragem após a janela explodir.

Edward suspirou.

— Você tem que deixar tudo tão malditamente difícil.

— Não, eu não.

Ele me lançou um olhar brando e, em seguida, agarrou meus quadris. Não me dando outra escolha, me levantou em cima do balcão.

— Aqui está.

— Bastardo — resmunguei.

Ele ignorou isso.

— Deixe-me ver o seu peito.

Eu corei cerca de mil tons de vermelho.

— Eu preciso salientar o fato de que eu acabei de ver seu...

— Não! — eu gritei, horrorizada. — Não aponte isso. Isso não deixa mais fácil.

Seus lábios tremeram como se ele estivesse lutando contra um sorriso.

— Eu prometo que vou ser totalmente clínico sobre isso.

Bem, isso realmente não me faz sentir melhor também.

Ele ergueu as mãos.

— Que tal isso? Eu te trato como se você fosse um gato ou um cão que precisa ser examinado?

— O quê? — Eu fiz uma carranca. — Nossa. Obrigada.

Edward riu.

— Vamos lá, Bella, deixe de ser uma garota.

— Eu sou uma garota!

— Confie em mim, eu sei. — Antes que eu pudesse decifrar a rouquidão de sua voz, suas mãos saíram em disparada, segurando as bordas da toalha macia.

— Solte a toalha.

— Não. — Eu me agarrei com mais força.

— Isabella — ele rosnou. — Solte-a.

Vendo que ele não deixaria isso ir, porque ele estava em pleno modo quero ―ser cuidador, me concentrei em seu ombro largo enquanto afrouxava meu aperto sobre a toalha. O material separou na frente.

Em vez de puxar a toalha, ele investigou os pequenos cortes que estavam abaixo dos meus seios e no ligeiro vale entre eles. Praguejando baixinho, puxou um pano limpo de uma gaveta e correu sob a água.

Voltando para onde eu estava sentada, ele sacudiu a cabeça.

— Você poderia ter perdido um olho.

Ou um mamilo, mas não acho que acrescentar isso seria útil.

— Isso vai ser um pouco frio. Não quero usar a água quente. — Quando eu balancei a cabeça, ele delicadamente limpou o sangue antes de levar a bola de algodão embebida para os cortes.

Ele trabalhou em silêncio e de forma diligente, lançando as bolas de algodão utilizadas no lixo quando terminou. Então voltou para o seu lugar na frente de mim. Seus olhos encontraram os meus por um breve segundo antes de deslizar os dedos sob a toalha, escovando a pele dos meus ombros. Eu tremi e rapidamente desviei o olhar, mordendo o lábio.

Isto... isto estava prestes a ficar interessante.

Edward não disse nada, nem pareceu ter se movido uma vez que a toalha juntou em torno de meus quadris. Eu mantive meu olhar treinado no tapete em frente a pia da cozinha enquanto sentia seus olhos se afastarem do meu rosto e pescoço, seguindo a vermelhidão, viajando rápido por todo meu seio. A vontade de me cobrir era difícil de reprimir, mas eu queria que ele olhasse.

Eu queria que ele gostasse do que via.

Embora soubesse que isso era para ser clínico, as pontas dos meus peitos enrugaram sob seu escrutínio, e a dor não satisfeita no meu centro zumbia a vida com uma vingança. Eu estava sem fôlego quando ele pegou o pano e se inclinou.

— Você está com frio? — ele perguntou.

Eu acho que eu o odiava.

Sua risada foi baixa e profunda, me irritando ainda mais.

—Vou fazer isso rápido.

— Sim, faça isso. — Me contorci, dividida entre estar extremamente excitada, irritada e desconfortável ao máximo.

Edward moveu o pano em pequenos círculos entre os meus seios, cada passe chegando mais perto e mais perto de suas pontas doloridas. Minha respiração foi aumentando e agora eu não tinha certeza se queria que ele soubesse que eu estava confusa com o que aconteceu entre nós. Ele me queria – obviamente – mas nada foi falado sobre isso desde que deixamos a marquise. Ele mudou de ideia, uma vez que esfriou?

Com o próximo círculo, a manga de sua camisa escovou meu mamilo enquanto eu chupei uma respiração afiada. Aconteceu de novo, do outro lado, e eu não tinha ideia se ele estava fazendo isso de propósito.

Eu agarrei a borda do balcão até meus dedos doerem. Meu pulso batia quando ele se moveu de modo que estava entre as minhas pernas. Sua mão tremia enquanto varria suavemente o pano sobre meu seio direito, e, em seguida, o esquerdo. Eu fechei os olhos e tentei pensar em algo nojento, mas tudo que conseguia pensar era nele me tocando e como seus dedos me sentiam.

Tenho certeza de que eu estava além de limpa pelo tempo que ele jogou a toalha de lado e a queimação da água oxigenada veio em seguida. Poderia ter me feito uma aberração completa e absoluta, mas as pequenas picadas de alguma forma aumentaram minha excitação.

— Perfeito — Edward murmurou.

Eu olhei para ele e uma antecipação febril inchou como se fosse minha própria manhã pessoal de Natal.

— Perfeito?

Ele estava olhando para o meu peito, e então arrastou os olhos para cima.

— Tudo está perfeito.

Ele colocou a garrafa de lado e, em seguida, puxou a toalha em volta dos meus ombros, me cobrindo.

— Você vai ficar bem.

A bolha de ânsia explodiu em uma chuva de fracasso épica.

Edward começou a recuar, seus movimentos bruscos.

— Eu vou... procurar na garagem um daqueles rádios do tempo, acho que minha mãe tinha um aqui. E eu preciso de uma lona. Sim, uma lona para a janela.

Olhei para ele.

Ele chegou à porta, parou e esfregou a palma da mão ao longo de sua mandíbula.

— Você pode colocar um suéter agora. Por favor, coloque um suéter.

Eu não sei o que fez as próximas palavras saírem da minha boca. Talvez tenha sido a sobra de adrenalina da janela explodindo, misturada com hormônios em fúria que tiveram um gostinho do que seria estar com Edward. Sinceramente, não sei, mas eu estava chateada e confusa.

E Deus sabe que é uma combinação terrível, mas eu tinha a minha coragem de volta.

— Por que você quer que eu coloque o meu suéter de volta, se foi você que o tirou?

Edward abaixou o braço lentamente, com a mão formando um punho solto. —

Bella, eu... realmente não sei o que dizer.

Sentada na bancada como uma criança, eu me senti em desvantagem. Então, pulei para baixo, mantendo a toalha apertada perto de mim.

— O que você quer dizer, você não sabe o que dizer? Acho que praticamente cobrimos as bases mais cedo.

Ele deu um passo medido para frente, seus ombros tensos.

— Olha. Esta não é a hora para isso. Eu preciso conseguir a lona e preciso descobrir se alguém realmente atirou lá de fora na maldita...

— Como é que você vai descobrir isso? Esteve se formando em investigação criminal sem eu saber?

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Não precisa ser uma espertinha.

— E não há nenhuma razão para que nós não possamos falar sobre isso agora. Eu quero...

— Eu sei o que você quer, Bella. — A raiva brilhou em seu rosto marcante, mais uma vez. — Confie em mim, eu entendo perfeitamente. Você quer que eu te foda como uma bêbada de uma noite.

Eu recuei. Isso não era o que eu realmente queria.

— O quê? Você não gosta do jeito que soa? Bem, eu não gosto da maneira como isso soa, também. — Sim, ele realmente estava chateado. Um músculo pulsou em sua mandíbula e seus olhos eram de um negro perigoso. — Eu não deveria ter deixado chegar tão longe como o fiz, porque isso não vai acontecer. Não faremos isso. Nunca vamos fazer isso.

A minha coragem certamente era superestimada. E a neve também.

Eu adorava a neve, mas agora a odiava, pois ela era a responsável por eu estar presa aqui. E esse era oficialmente o último lugar nesse planeta que eu queria estar.

As temperaturas caíram ainda mais a medida que a noite penetrava sobre nós. Andei ao longo da sala, de braços cruzados, apesar do calor do fogo. Mais três dias com Edward. Eu não poderia suportar aquilo.

O ouvi subir as escadas do porão e congelei na frente da lareira. Meu coração batia tão alto quanto o vento que zumbia lá fora. Então, ele apareceu carregando uma trouxa de lona azul. Nossos olhos se encontraram por um breve segundo enquanto ele se dirigia para a marquise, no lado oposto da sala.

— Posso ajudar? — perguntei, fazendo uma careta quando a minha voz rachou no meio da frase.

Surpresa cintilou em seu rosto de pedra e eu não tinha certeza do por que. Claro, eu estava envergonhada, chateada e muito confusa. O que ele realmente tinha feito? Eu que me joguei pra ele – mais de uma vez. Pedi para ele me foder como se estivéssemos em um encontro barato e ele era um cara! – um cara que provavelmente estava acostumado a ter relações sexuais quase todos os dias. É claro que ele iria agir sobre isso no calor do momento. Ele não tinha feito nada de errado, pelo contrário, era o único nessa situação que estava tentando fazer a coisa certa. Aparentemente, nossa amizade Edward valorizava nossa amizade mais do que eu fazia.

A culpa era toda minha.

Edward desviou o olhar, balançando a cabeça.

— Eu peguei isso. Basta ficar aqui e se mantenha quente.

Eu o vi fechar a porta atrás de si deixando meu peito apertado. Assim que a ouvi travar, me dei um tapa na testa.

_ Deus. Eu sou péssima.

Passando pela porta, puxei minhas mãos pelo meu cabelo e estremeci com a maciez. Havia uma boa chance de que sua cabeça apagasse quando ele percebesse que eu não havia tomado banho esta manhã. Tudo aquilo de conservação da água quente era chato. Ele tomou banho frio esta manhã e percebi que eu provavelmente poderia fazer a mesma coisa, para tirar a sujeira.

E também seria a distração perfeita.

Apressando-me no andar de cima, ignorei o frio e tirei minhas roupas no quarto. Antes de ir para o banheiro, coloquei um par de moletons e o suéter de cor creme pelo qual eu havia me apaixonado.

Eu queria usá-lo aqui junto com meus jeans apertados e botas. Na ocasião que o comprei, esperava que quando o usasse, de alguma forma, despertasse algo em Edward, algo que fizesse ele se atrair por mim.

O que a minha mãe sempre dizia? Se os desejos fossem peixes...

Suspirando, fui para o banheiro, ignorando a forma que minha garganta ardia. Eu queria voltar os últimos dois dias e começar tudo novamente. Não poderia mudar a maneira como eu me sentia sobre Edward, isso era uma causa perdida, mas pelo menos, poderia ter ficado longe da bebida no bar e poderia também ter mantido minha boca fechada depois.

Pena que não havia um botão de rebobinar a vida. Se ele existisse, eu o estaria apertando até dizer chega.

Ajustei a água até que ela estivesse morna e entrei no chuveiro, estremecendo com a frieza sob meus pés. Imaginei que manter a temporada da água baixa fosse ajudar e sem perder tempo, peguei meu shampoo e me ensaboei. Os pequenos cortes em meu peito e estômago picaram, servindo de lembrete do que havia acontecido.

Alguém realmente atirou contra a janela? Alguém esteve apontando uma arma para nós? Eu tremi enquanto passava condicionador pelos meus cabelos e sabonete pelo meu corpo. Espumas de sabão estavam por toda parte, deslizando pela minha barriga e coxas, reunindo na bacia da banheira.

Eu queria ir para casa.

Lágrimas encheram meus olhos e eu apertei-os fechados. Eu queria ir para casa e esquecer esses dias tão ruins, mas no fundo, sabia que seria inútil, pois eu nunca esqueceria aqueles momentos com Edward.

Foder você como um caso de uma noite.

Isso não era o que eu queria, mas sim, eu teria aceitado de bom grado. Não sabia que poderia amar tanto alguém a ponto de aceitar qualquer migalha dessa pessoa. Isso não era certo. Era o ápice da covardia, mas mesmo assim, não mudava o fato de que, se Edward entrasse no chuveiro agora, eu ia deixá-lo fazer o que quisesse comigo. Meu peito doía de um jeito que estava se tornando familiar para mim.

Água gelada caiu sobre mim de repente, forçando um grito de surpresa no mesmo instante em que dei um salto no ar. Subi na parte de trás da banheira com meus pés escorregando para fora...

Ah, não...

Eu perdi o equilíbrio. Agitando os braços, peguei a primeira coisa que entrou em contato com meus dedos: a cortina do chuveiro. E por um segundo, alívio tomou conta de mim. Então, os pequenos ganchos estalaram e a cortina rasgou me levando junto. Eu bati na banheira escorregadia com sabão em minha bunda. Uma dor frágil atravessou meu cóccix quando respirei, a cortina se agitava ao meu redor, criando um escudo fraco contra a água gelada. O pequeno orifício do aquecedor no banheiro parou de fazer barulho e o pouco calor que saía dele, mantendo os tubos descongelados, desapareceu.

A porta se abriu e eu tive uma sensação de déjà vu quando Edward entrou no espaço.

— Isabella, o que... ?

Eu desliguei as torneiras enquanto tentava manter a cortina de plástico em volta de mim. Mas, ela era praticamente transparente, por que eu esperaria outra coisa? A humilhação ficava cada vez mais forte.

A água escorria do batente da banheira enquanto eu levantava a cabeça olhando através de meus cabelos molhados e frios para Edward. Ele estava agachado ao meu lado com os olhos arregalados.

— Você está bem?

Apertei ainda mais a cortina em volta de mim.

— Acho que... acho que quebrei minha bunda.

Seus lábios estalaram quando ele olhou para o lado, pegando uma toalha da pilha em frente ao vaso sanitário.

— Aqui — disse ele. — Deixe-me ajudá-la.

Pequenos solavancos se espalharam em toda a minha pele quando bati o braço pedindo distância.

— Eu estou bem.

— O que aconteceu?

Eu atirei um olhar fulminante.

— Eu caí.

— Eu entendi essa parte. — Ele levantou a toalha grande e seca.

— A água ficou gelada, e eu não estava no chuveiro há muito tempo. Nem mesmo um minuto — resmunguei, tentando descobrir como pegar a toalha sem me expor completamente.

Com as sobrancelhas unidas, ele colocou a mão na frente do respiradouro e aproveitei esse momento para arrebatar a toalha e sair debaixo da cortina. Envolvendo-a em torno do meu peito, eu estava com as pernas trêmulas e meu traseiro realmente doía.

— Merda — Edward disse, levantando. — Acho que o maldito gerador de reserva acabou. Caralho. Eu não precisei perguntar o que aquilo significava. Os canos iriam congelar, a comida poderia estragar, aliás, isso não, porque com as temperaturas tão baixas como estavam a comida continuaria resfriada. A única fonte de calor viria da lareira.

Edward agarrou meu braço e me ajudou a sair, como se esperasse que eu caísse de novo e quebrasse o pescoço. Nesse ponto, tudo era possível. O pouco de calor que havia no andar de cima rapidamente desapareceu. Calafrios espalharam por mim quando entramos no quarto.

Ele passou a mão pelo cabelo.

— Eu tenho que ir lá fora e verificar. Fique aqui, ok?

— Espere. — Comecei segui-lo ao redor da cama. — Isso é inteligente? E se alguém realmente atirou pela janela, Edward? Eu não quero que você saia de casa.

— Eu vou ficar bem. — Ele se dirigiu para a porta.

— Edward...

— Alguém tem que dar uma olhada, Bella. Eu vou ficar bem. Basta esperar por mim lá embaixo, onde é ... mais ou menos quente.— Ele fez uma pausa, e sua expressão perdeu a maior parte da aresta dura. — Sério. Eu vou ficar bem.

Não gostei disso, mas ele já havia saído e se havia algum psicopata caipira lá fora, eu certamente não o queria lá.

Trocando rapidamente de roupa, eu corri para as escadas e coloquei minhas botas de neve. Se Edward estava lá fora com a situação ruim como estava, eu também poderia ir lá. Pelo menos para ver ele colocando um pouco de gás no gerador.

Puxei meu casaco das costas da cadeira da cozinha e o vesti. Abri a porta da frente e dei de cara com um monte de neve soprando. — Puta bolas de neve do inferno!

Os passos de Edward mal marcaram a neve que cobria os degraus que levavam para fora da varanda. Recusando-me a cair novamente, eu segurava o corrimão enquanto cuidadosamente andava pela neve. Na luz fraca eu podia ver o pinheiro caído à minha esquerda e as linhas elétricas rompidas chicoteando no vento. Havia um pequeno caminho na neve, traçado por Edward.

Eu segui ao redor da casa, mais vasculhando do que andando. Minhas mãos estavam emboladas em meus bolsos, mas mesmo assim sentia o frio pinicando-as. Não conseguia mais sentir meu nariz ou bochechas enquanto circulava do lado da casa.

Ele estava agachado ao lado de uma pilha de neve, uma pá cerrada firmemente em suas mãos, enquanto olhava para o gerador reserva.

— Edward? — O vento levou minha voz a ele.

Sua cabeça estalou em minha direção e ele se levantou rapidamente.

— Bella? O que no inferno você está fazendo aqui? Eu disse a você...

— Eu sei. — Ginguei para mais perto dele com os dentes batendo. — Mas nem você deveria estar aqui. — Puxei a minha mão, levando meu cabelo molhado e gelado para trás do meu rosto. — Eu posso vigiar.

— Jesus, você vai pegar uma pneumonia! —Manchas vermelhas coloriam suas bochechas.

— Isso n-não é verdade. Você não pode pegar um resfriado por uma cabeça m-molhada.

Fungando, voltei minha atenção para o gerador, meus olhos se estreitando contra o vento pungente.

— Está s-sem gás?

Ele olhou para mim por um momento, a expressão tempestuosa quando se virou para o gerador.

— Não. Há gás nele, mas alguém cortou a porra dos fios que vão para a casa.

Minha mente rebelou contra o que ele havia dito, mas vi uma longa interrupção na neve, saindo do gerador para a floresta circundante – uma trilha que parecia ter sido feita por esquis.

— Não. Sem c-chance.

Edward moveu-se pela neve à deriva com mais facilidade do que eu e chegou atrás do gerador, puxando para fora os fios cortados.

— Completamente cortados.

Olhei para os fios, coração afundando. Medo cortou seu caminho através do meu sistema.

— Isso não é b-bom.

— Não. — Ele deixou cair os fios e se virou para mim. — Precisamos voltar para dentro. Agora.

Eu não ia discutir que de fato precisávamos voltar para dentro da casa e quando ele deixou cair o braço ao meu redor, me aproximando dele, me senti protegida. Não fazia ideia de como é que ele não estava frio, ou como seus dedos não estavam congelados. Talvez tivesse a ver com o tempo gasto esquiando e fazendo snowboad. Ou talvez eu que fosse muito fraca quando se tratava do frio.

Edward rapidamente abriu minha jaqueta e a tirou de mim.

— Você realmente não deveria ter vindo para fora, Bella. Eu disse que ia ficar bem.

— Mas alguém cortou os fios. Eles poderiam ainda estar lá fora. — Tremendo, eu o deixei me puxar para a sala de estar. — Você poderia ter sido atacado ou... coberto de neve.

Ele me puxou para baixo do tapete grosso na frente da lareira. Eu me encolhi de volta a partir do calor, era quase demais contra a minha pele cubo de gelo.

— Posso cuidar de mim mesmo — disse ele, agachando-se ao meu lado. — É você lá fora, que me preocupa.

— Não deveria. — Fixei meu olhar sobre as chamas laranja e vermelho brilhantes.

— Por que não? — Ele passou a mão pelo meu cabelo molhado, sacudindo os flocos de neve. Meus olhos se fecharam quando ele fez outra varredura e queria empurrar para o toque, como um gato buscando mais carinho. — Quando ouvi você dizer meu nome do lado de fora meu coração praticamente parou.

— Dramático — eu murmurei. Suas mãos permaneceram em meu cabelo, e nesse momento esqueci a bagunça que nos tornamos.

— É verdade. A ideia de você estar lá fora com algum psicopata idiota correndo próximo me assusta profundamente.

— Você acha que estamos seguros aqui?

Ele não respondeu imediatamente.

— Vai ficar frio e vamos ter que dormir aqui em função da lareira, mas não há madeira suficiente. Eu sei que não é isso que você quis dizer, mas acho que ninguém pode entrar aqui, aliás, se entrarem, eles não sairão.

Eu abri meus olhos e Edward acenava com a cabeça em direção a parede perto da lareira. Ali estavam várias espingardas em exposição.

— Elas realmente funcionam? Acenando com a cabeça a medida que se levantava, ele soltou uma das armas apoiando-a contra a parede.

— Ela está carregada, portanto, não mexa nela.

— Não estava planejando isso — meu olhar se mudou para onde as cortinas se abriam acima da janela. A noite chegaria em breve, uma noite muito fria, mas ele estava certo. Essa não era a minha grande preocupação.

— Eu não vou deixar nada acontecer com você — disse ele, seus dedos movendo-se sobre meu rosto. — Eu prometo isso.

Meu peito inchou.

— Eu sei, é apenas a ideia de alguém fazer essas coisas de propósito, é realmente...

— Assustador? — ele disse, afastando a mão do meu rosto. — Eu sei como usar uma espingarda. Como disse, se alguém entrar aqui, eles não estarão caminhando de volta para fora.

Estremeci ao ouvir isso, mas também me senti aliviada ao saber que não estávamos completamente desprotegidos.

— Provavelmente é só um idiota brincando com a gente. Nada realmente para se preocupar — ele se levantou novamente, correndo a mão ao longo de sua mandíbula. — Eu provavelmente devo tentar fechar esta sala antes de perdermos a pouca luz que temos.

Ficando de pé eu ignorei sua carranca.

— Vou ajudar.

— Bella...

— Não discuta comigo. Eu posso ajudar. O que precisamos fazer? Reunir alguns cobertores? Fazer uma cama fortaleza?

Ele esboçou um sorriso.

— Vamos lá então.

Nós usamos um lençol por cima da lona já que um pouco de ar frio estava passando por ela. Depois, recolhemos todos os cobertores, junto com um conjunto de sacos de dormir e um colchão king-size que fora arrastado lá de cima, criamos uma espécie de cama perto da lareira que teríamos partilhar – uma cama improvisada que tinha uma espingarda escondida em suas proximidades.

Caramba.

Quando arrumamos tudo, a tensão que emana de nós evaporou, mas depois voltou como uma vingança cada vez que nossas mãos ou corpos se encostavam. Quando olhava para ele, o encontrava me encarando, mas ele sempre desviava o olhar rapidamente para longe.

Eu não sabia o que fazer com isso. Nós brincamos e tivemos conversa inútil para matar o tempo e preencher o silêncio. Ele evitou falar sobre qualquer assunto que pudesse nos remeter de volta ao que tinha acontecido entre nós ou que poderia estar acontecendo lá fora. Até o momento em que fomos jantar (comida fria de novo), eu estava com o peito apertado e tensa.

Bati o armário de bebidas como alguém que saía de uma reabilitação forçada. Puxando a garrafa de Jack, me servi uma dose e bebi.

O líquido queimou como uma brasa, me fazendo tossir.

— Você está bebendo novamente? — perguntou Edward, pegando seu violão na sala de estar.

Peguei o copo e enchi.

— Sim.

Ele chegou perto de mim, tirando a garrafa de perto antes que eu pudesse derramar outra dose.

— Eu não acho que é uma boa ideia.

Fiz uma careta para ele.

— Eu acho que é uma ideia perfeita.

— Que tal a gente ficar longe de bebidas fortes esta noite? — Ele se curvou e puxou duas cervejas para fora do pequeno frigobar. Ele as abriu. — Podemos beber isso?

— Eu odeio gosto de cerveja — disse, pegando-a.

Ele sorriu quando voltou para o estojo do violão, colocando a garrafa em cima da mesa.

— E eu odeio vê-la bêbada.

Eu não sabia o que dizer sobre isso.

— Por quê?

Seus ombros enrolaram em um encolher preguiçoso.

— Não se ofenda por isso, mas é que eu gosto de você não ser assim. Você não é uma garota de festa, e isso é bom.

Minha boca se abriu, mas não saiu nada. Ele gostava que eu não fosse uma garota de festa? Mas toda garota que ele saía – e a palavra saía, era usada livremente – era uma garota totalmente de festa. Minha mente começou a obsessivamente analisar suas palavras. O que ele poderia dizer com isso? Isso não fazia sentido.

Eu já estava irritada comigo mesma dentro do minuto que ele disse isso. Segurando a garrafa no meu peito, eu o observei pegar o violão. Várias velas foram acesas em toda a sala, lançando sombras suaves assim que a noite caiu. Empurrando o cabelo para trás do meu rosto, desviei o olhar quando seus olhos encontraram os meus, seus dedos brincando com as cordas. Fui até nossa cama e me sentei, desejando que eu tivesse tido a prudência de trazer alguns bons e velhos livros de bolso.

Mas poucos momentos depois que Edward começou a tocar violão eu não pensava mais em livros. Virando na direção dele, eu estava embalada no silêncio fixo. Esta não era uma canção que eu reconhecia, possivelmente era algo único e original.

Seus longos dedos deslizavam sobre as cordas com uma hábil facilidade que eu invejava. A maneira como ele tocava era cativante e a música era fascinante. Enquanto ele tocava, uma mecha de cabelo castanho caiu sobre sua testa e os espessos cílios, impossivelmente longos espalhavam as pontas em suas maçãs do rosto.

Quando ele parou, levantou o queixo e seus olhos encontraram os meus. Minha garganta estava muito grossa para falar, mas eu não conseguia desviar o olhar. Silêncio estendeu diante de nós – mais palavras não ditas e verdades que nunca deveriam ter sido ditas.

Edward colocou o violão de lado e pegou a garrafa que estava ao lado dele para só depois desviar o olhar. Respirando fundo, eu também desviei o meu olhar lentamente. Eu não estava com sono, pelo contrário, mas queria estar. Bebi a cerveja esperando que ela me derrubaria e essa foi a coisa mais estranha porque ao mesmo tempo em que eu queria dormir para evitar dizer ou fazer algo estúpido, eu não queria perder nenhum momento ao lado dele.

E então ele falou.

— Eu não deveria ter cedido.

Ed

As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse detê- las. Embora não me arrependesse porque elas precisavam ser ditas. Eu não devia ter feito o que fiz na marquise – tratando-a como uma garota aleatória que receberia uma rapidinha contra a parede.

Bella era melhor e merecia mais do que isso. Apesar de eu só ter tido relações rápidas, eu a teria dado mais se ela quisesse isso.

Eu teria dado a ela tudo o que ela pedisse.

Provavelmente, nunca seria o suficiente, e eu sabia que não podia desfazer tudo o que fiz no passado. Eu não podia voltar atrás e mudar o fato de que estive com todas aquelas garotas e que Bella me viu levar para casa, uma garota após a outra, mas porra, se ela tivesse perguntado, eu teria dito que os meus sentimentos por ela eram profundos.

Mas eu não podia mudar nada disso e agora Bella olhava para mim da mesma maneira que cada uma daquelas garotas em minhas aulas e as que eu conheci em bares olhavam. Ela esperava o que elas esperavam – uma noite de sexo e nada mais. E eu me senti um merda total por isso.

Bella engasgou com sua cerveja e piscou rapidamente.

— Desculpe-me?

Corri a mão pelo meu cabelo.

— Mais cedo na marquise – eu não deveria ter dado o que você estava pedindo.

Suas mãos enrolaram em pequenos punhos, e eu tinha experiência suficiente para ser grato por ela não estar segurando a garrafa de cerveja, porque havia uma boa chance de que ela teria jogado em minha cabeça.

— Eu estava tentando evitar falar sobre isso, já que você deixou dolorosamente claro mais cedo.

— Nós precisamos falar sobre isso — eu disse. — Precisamos limpar o ar entre nós. Você...

— Eu não quero Edward. — Ela se levantou rapidamente. — Eu não vejo o ponto. Eu acho que me envergonhei o suficiente ao longo dos últimos dois dias para durar a vida inteira.

Balancei minha cabeça.

— Eu não estou tentando envergonhá- la. Essa é a última coisa que quero.

— Então, nós não precisamos falar sobre isso. Você não me quer. Eu entendi isso. — Ela me olhou por um momento, o lábio inferior tremendo de um modo que era um soco direto no meu peito, e então ela se virou para a cortina da janela. — Não há mais nada a dizer.

— Há um inferno de muito a dizer, Bella. — Minha voz endureceu, e eu jurei por Deus que se ela se aproximasse dessa janela depois do que havia acontecido mais cedo, eu a enfrentaria. — Por que você não disse nada antes? Ou será que você acordou alguns dias atrás e decidiu que queria isso de mim?

Ela soltou uma risada estrangulada.

— Sim, é assim que funciona. Eu acordei uma manhã e era como, caramba, eu quero foder com Edward. Sério, você não tem ideia.

— Então me diz. — Eu levantei e atravessei a sala. Ela se afastou, colocando a cadeira entre nós. — Preciso saber por que você queria que eu fizesse isso. Por que você pensou que ficaria tudo bem.

Ela agarrou a parte de trás da cadeira. Sua garganta trabalhou.

— Você faz soar como se fosse uma grande tarefa para você.

Meus olhos se estreitaram. O que no inferno ela queria dizer com isso?

— Isso não é o que eu disse ou o que estou dizendo.

— Ok. Você quer falar sobre isso. Por que você é tão contra isso? — As palavras pareciam estourar dela como uma represa transbordando. — Eu tenho sido a sua melhor amiga desde que me lembro. Eu vi você começar a prestar atenção às garotas e eu o assisti começar a namorá-las e eu acho que você nunca recusou uma oferta de qualquer uma.

Eu puxei de volta.

— Eu não sou uma porra de um prostituto, Bella.

Seus olhos se arregalaram.

— Mas você fode tudo o que anda e sorri para você, mas não a mim!

— Sim! Isso é o que eu estou dizendo. — Eu dei um passo para frente. Seus olhos eram tão escuros como ondas tumultuadas do brilho suave da luz das velas. — Eu não quero te foder, Bella. Nós não somos assim.

Ela respirou fundo.

— Você me queria. Eu pude sentir que você queria.

Eu desviei o olhar, rangendo os dentes com tanta força que fiquei surpreso que eles não quebraram.

— Você não entende.

Envolvendo os braços em torno de si mesma, ela afastou-se da cadeira e se dirigiu para a porta que dava para o resto da casa. Oh inferno não, onde ela pensava que iria? Nós ainda não terminamos com essa conversa.

— Eu entendo isso — ela continuou — seus olhos assumindo um brilho que fez todo o meu corpo travar. — Eu não sou boa o suficiente para você. Não importa que eu esteja apaixonada... — O sangue drenou de seu rosto. — Oh, meu Deus...

O mundo parou naquele momento. As pessoas costumam dizer que isso acontece quando ouve algo completamente inesperado e chocante. Até então, eu pensava que isso fosse bobeira, mas era verdade! A porra o mundo realmente parou!

Bella era apaixonada por mim? Por mim?

— Oh, meu Deus — ela sussurrou novamente.

Eu fui para frente dela tão rapidamente que não lembro de ter me movido. Apertando suas bochechas, inclinei sua cabeça para trás de modo que ela olhasse para meus olhos.

— O que você acabou de dizer?

Parecia que ela estava prestes a ficar doente. — Nada, eu não disse nada.

— Disse sim. — Meus olhos estavam arregalados. — Você está apaixonada por mim?

— Claro que estou. — Ela riu, mas parecia ser forçado. — Nós somos melhores amigos desde sempre e eu estaria...

— Isso não é o que você quis dizer. — Minha voz ficou baixa e meu coração trovejou no meu peito. Isso não poderia ser o que ela queria dizer. — Vamos lá, Bella. Não é isso.

Ela balançou a cabeça.

— Isso não importa. Você não...

_ Você não entende isso — Eu queria sacudi-la. Como assim ela não era boa o suficiente? Eu estava começando a achar que ela estava louca, porque era exatamente o contrário. — Você é melhor do que um caso de uma noite Isabella e eu não posso fazer isso com você. Você não é como as outras garotas. Você merece mais do que isso.

Seus olhos queimaram novamente. Eu estava tão perto que podia ver as pequenas lágrimas nascerem e caírem pelo seu rosto. Levar um soco no saco seria melhor do que vê-la chorar daquela maneira por mim.

E veio a mim então, que essa não era a primeira vez que eu a fazia chorar, isso já havia acontecido em outros momentos. Eram pontinhos em nosso mapa que na época não pareceram ter grande importância, mas olhando para trás agora, eu pude perceber que eles eram tudo para ela. Cada memória vinha até a mim cortando como uma faca de manteiga enferrujada. Eu era mais idiota do que poderia imaginar!

Na nova série, que a abandonei na noite do cinema em que havíamos programado, para ficar com uma líder de torcida júnior do time do colégio. Os olhos de Bella estavam vermelhos e inchados no dia seguinte e ela me disse que era uma alergia, exceto que... Ela não tinha alergias. Depois, durante o verão do nosso segundo ano, eu constantemente dava bolo nela para passar tempo com garotas aleatórias. E enfim, no nosso último ano, prometi a ela uma dança no baile, mas eu saí cedo, pois tinha um quarto de hotel e uma garota cujo não eu não me lembro mais. Bella sempre sorria e dizia que estava tudo bem, mas depois... Depois ela aparecia com algo diferente em seus olhos e sempre dava uma desculpa diferente — ou tinha acabado de ler um livro triste, ou assistiu a um filme deprimente. As coisas continuaram da mesma forma na faculdade, mesmo quando ela estava com alguém. Mesmo recentemente — lembrei-me do olhar em seu rosto quando viu Mindy saindo do banheiro na manhã em que saímos para Snowshoe. Eu estava errado e certo ao mesmo tempo. Não era um desgosto saber de seus sentimentos por mim, mas foi uma esmagadora decepção, pois mesmo depois de eu ter quebrado o coração dela, ela ainda estava aqui.

Ela ainda estava aqui.

Um som veio da parte de trás de minha garganta.

— Não chore baby. Isso não é o que eu queria. — Inclinei-me, pegando as lágrimas com os meus lábios. — Você não tem ideia do quanto você significa para mim.

Outra lágrima escapou e eu peguei aquela com o polegar. — Eu não dormi com ela — eu soltei como um idiota de merda.

Bella piscou.

— O quê?

Minhas bochechas aqueceram.

— Eu não dormi com Mindy – a garota que estava no meu apartamento. Eu não dormi com ela, Bella. Eu sei que não muda muita coisa, mas eu não o fiz.

Isso só a fez chorar ainda mais, e eu realmente não sabia o que fazer. Eu havia estragado as coisas mais do que havia imaginado. Ela tentou virar a cabeça, mas segurei seu rosto em um aperto suave, porém firme. Uma forte dor formou-se em meu peito.

A mesma dor que eu havia sentido quando ela começou a namorar Jacob na escola. Então fiz a única coisa que consegui pensar – a única coisa que eu queria fazer: eu a beijei.

Bella

No começo eu não sabia se ele estava me beijando para fazer com que eu parasse de chorar ou se havia outro motivo por trás disso. Era uma maneira estranha de lidar com isso, mas funcionou, pois eu parara de chorar porque simplesmente tinha parado de pensar. Ele estava me beijando. Anos desejando saber como isso seria e agora, seus lábios estavam nos meus.

Foi um beijo suave, delicado, que me atingiu profundamente e roubou minha respiração e meu coração. Mas isso era redundante, pois Edward sempre tivera meu coração.

Seus lábios roçaram os meus uma vez e depois duas vezes. Eu respirei fundo e minhas mãos caíram para sua cintura. Um som profundo emanava dele, e retumbou em cada parte de mim, provocando uma série de tremores que patinavam sobre minha pele. A pressão contra os meus lábios aumentou e suas mãos escorregaram no meu rosto, mergulhando profundamente em meu cabelo. Ele inclinou sua boca quando inclinou a cabeça para trás, os dentes puxando meu lábio inferior, persuadindo minha boca para se abrir.

Meu coração acelerou tão rápido que pensei que sairia do meu peito. Meus dedos apertaram o material macio de seu moletom e um pequeno gemido escapou-me quando sua língua estalou sobre a minha. O beijo se aprofundou, e eu nunca fui beijada desse modo antes – como se ele estivesse sedento para me provar. Isso me deixou girando. Uma dor floresceu dentro de mim, começando no meu coração e se espalhando como o fogo mais doce possível.

Edward se afastou enquanto suas mãos deslizaram para os lados do meu rosto novamente, segurando minhas bochechas. Seus lábios roçaram os meus enquanto ele falava.

— Você entende agora?

Eu mal podia respirar enquanto meus olhos se abriram.

— Entendo o que?

Ele inclinou sua cabeça, alinhando nossas bocas mais uma vez.

— Você.

— Eu? — Estremeci quando nossos lábios tocaram novamente.

— Isto é o que você merece. — Ele apertou um beijo contra meu lábio inferior, e eu sabia naquele momento que devia ter batido a cabeça em algo e estava sonhando, porque isto não poderia ser real. — E isso — acrescentou ele, com as mãos à deriva nos meus ombros. Ele me puxou contra ele, até que eu estava pressionada com tanta força que podia sentir cada centímetro dele. — Você não merece o que você queria naquela marquise, baby.

Sua língua passou por meus lábios entreabertos e eu o beijei de volta, como havia sonhado fazer por anos. Ele gemeu quando suas mãos deslizaram para meus quadris. Quando levantou a cabeça novamente, eu estava ofegante.

— O que mais eu mereço?

Um lado de seus lábios inclinou-se.

— Tudo, baby, você merece tudo.

Meu coração se encheu tanto que pensei que flutuaria até o teto, mas dentro de mim a confusão permanecia, ameaçando a bolha feliz que começava a se construir.

— Edward, eu... Eu não entendo.

A covinha apareceu em sua bochecha direita quando seu sorriso se espalhou, e meu coração tombou pesadamente.

— Então, você realmente não entendeu ainda. Acho que vou ter que ensiná-la.

Um arrepio percorreu-me. O velho ditado ―cavalo dado não se olha os dentes gritava em minha mente nesse momento. Vá com ele — eu disse a mim mesma — apenas vá com ele e não congele. Eu não queria olhar pra trás e lamentar que minhas perguntas intermináveis ficaram no caminho.

— Me ensinar?

—Uhum — ele murmurou, inclinando seu corpo para que nossos quadris apertassem. — Quando eu terminar, você vai entender completamente o que quero dizer, e acho que nós vamos começar com este suéter.

— O suéter?

Edward mordiscou meu lábio inferior, e eu engasguei.

— Eu gosto do suéter. A cor fica perfeita em você. — Ele pegou uma mecha do meu cabelo que havia caído e colocou-a sobre o meu ombro. — Mas você sabe o que eu mais gosto sobre este suéter?

— O quê?

Seus cílios levantaram-se e seu olhar me perfurou. Tensão e agitação enrolaram firmemente dentro de mim. O calor em seu intenso olhar me disse que eu estava de mãos atadas com ele. Sua covinha transformou-se em um sorriso sábio enquanto ele deslizava os dedos sob a barra do meu suéter.

— Que você estivesse sem ele.

Eu balancei minha cabeça.

— Hmm... — O seu baixo resmungar me fez querer deitá-lo de costas. Seus dedos se espalharam na pele nua do meu estômago e minha respiração ficou presa quando pressionou minhas costelas. Sua cabeça inclinou-se para o lado e as sobrancelhas abaixaram.

— Bella, você não está usando um sutiã?

Antes que eu pudesse responder, suas mãos afastaram-se ainda mais, até que as pontas dos dedos roçaram o inchaço dos meus seios.

— Você não está. Muito impertinente Bella.

Meus lábios tremeram.

— Não é como se eu precisasse...

— Não diga isso. — Seus lábios capturaram os meus em um beijo longo e ardente.

— De volta para o suéter.

— O suéter? — repeti em silêncio.

Ele acenou com a cabeça, e por um momento os únicos sons na sala era meu coração batendo e o crepitar do fogo.

— A melhor parte sobre esse suéter, além do fato de você parecer malditamente gostosa como o inferno nele, é que ele sai.

Oh, gostoso maldito.

Edward puxou o suéter e deixou-o cair no chão. Havia algo muito mais íntimo nisso do que antes. Mesmo na sala escura, eu me senti mais exposta. Seu olhar viajou do meu rosto para meus seios e meus mamilos endureceram sobre seu olhar. Ele pegou meu cabelo, emoldurando meu peito com seus longos fios.

— Agora que passamos o suéter, vamos falar sobre isso. — Sua voz era rude e grossa. — São absolutamente perfeitos.

O olhar dele para meus peitos me deixou orgulhosa deles pela primeira vez em minha vida. Então, ele se abaixou e as extremidades de seu cabelo fizeram cócegas em meus seios. Seus lábios estavam tão perto que pensei que eu ia morrer de antecipação. Ele beijou um dos pequenos cortes até que sua boca fechou-se sobre a ponta. Uma forte necessidade pairou em mim e se enraizou. Suas mãos abertas sobre minhas costas enquanto ele se movia para o outro seio e o chupou profundamente.

— Perfeito — disse ele de novo, e sua língua estalou nos mamilos apertados, provocando até que eu agarrei seus ombros, minhas costas arqueando. Ele se endireitou, olhando para mim. — Você sabe o que vem a seguir?

Minha imaginação tinha muitas respostas para isso, mas conectei meus dedos sobre a bainha de seu moletom. Seu sorriso se alargou tanto que suas covinhas em ambas as bochechas ficaram aparentes. Com um movimento, tirou seu casaco e a camisa que usava por baixo.

Seu peito tinha uma aparência ainda mais impecável do que eu me lembrava e as curvas de seu abdome me chamou. Inclinei-me para ele, mordendo meu lábio quando nossa pele se tocou. Os cortes estavam um pouco sensíveis, mas não era nado comparado com as outras sensações que sentia. Um tremor rolou através de mim e sua cabeça caiu para meu ombro. Ele deu um beijo ali e emoção entupiu minha garganta.

— Você está aprendendo rápido. Eu não estou surpreso. — Ele beijou acima da minha garganta, parando um pouco abaixo da orelha. Suas mãos se moveram entre nós, polegares alisando sobre as pontas dos meus seios. — Você sempre foi tão boa em tudo que faz.

— Nem tudo — eu admiti com um rubor. — Isso... Eu não sou boa nisso.

Edward puxou para trás, uma sobrancelha arqueada.

— Você é incrível nisso.

— Não, eu não sou. — Eu ri, me sentindo uma espécie de idiota. Às vezes eu realmente precisava manter a minha boca fechada. — Eu só... bem, você sabe, e isso foi...

— Foi dessa forma porque aquele idiota não sabia o que estava fazendo. — Ele deu um beijo na minha têmpora. — E acredite em mim, eu sei exatamente o que estou fazendo.

Eu não tinha dúvidas sobre isso.

Ele deu um passo a frente, me forçando para trás até que eu bati na borda da cama improvisada e o calor do fogo viajou ao longo das minhas costas.

— Agora, sobre estes jeans...

— O que tem eles?

Ele piscou, e caramba, se ele não parecia bom fazendo. — Eles tem que sair.

Eu puxei uma respiração, mas ela ficou presa. Segurando meu olhar, seus dedos encontraram o cordão em meu moletom e o desfez com uma rapidez incrível. Novamente, isso não era nada parecido com antes na marquise, não havia um pingo de raiva em seu olhar ou em suas ações. Havia apenas excitação e carinho e algo que eu estava com muito medo de reconhecer. E não foi assim com Jacob, onde havia vários empurrões estranhos e desajeitados, e, em seguida, havia acabado.

Isso era lento, doce e perfeito.

Deus! Ele era perfeito.

Edward deslizou o moletom abaixo dos meus quadris e me segurou para que eu pudesse sair dele, deixando a mostra minha calcinha – bonitas também, graças a Deus. Ele roçou os lábios em minha testa enquanto seus polegares deslizavam sobre meu centro.

— Você me quer? — Minha voz soou estranha.

Ele riu.

— Oh, você estava tão perto, baby.

Comecei a franzir as sobrancelhas, mas em um movimento incrivelmente suave, minha calcinha juntou-se ao resto das minhas roupas no chão.

— Meu Deus, se tirar calcinha fosse um esporte olímpico, você teria uma medalha de ouro.

Sua próxima risada era profunda e rica.

– O esporte só é válido, quando é algo que você realmente sabe fazer. – Então, ele deu um passo para trás, seu olhar movendo-se em cima de mim de uma

forma que me dava vergonha e coragem ao mesmo tempo.

– Você é linda, Isabella. Você sabe disso? Você é tão bonita e nem ao menos sabe disso.

Minha garganta fechou-se e antes que começasse a chorar e estragar completamente o momento, eu estendi a mão para o botão de sua calça jeans, mas ele pegou meu pulso fazendo com que levantasse minhas sobrancelhas.

Ele balançou a cabeça.

— Eu ainda estou ensinando você, Bella.

— Oh? — eu disse. A característica provocante em sua voz estava relaxando, só que eu ainda estava nua, e minha pele estava em chamas por múltiplas razões. Eu nunca estive tão nua com um rapaz, nem mesmo com Jacob. Quando tive relações sexuais – apenas uma vez – eu estava de topless e minha saia foi empurrada para cima. Isso foi tudo.

Mas agora não havia maneira de me esconder. Eu pensava que ficaria mais desconfortável com aquela situação, mas a maneira que ele olhava meu corpo, demorando-se mais em algumas áreas do que entre outras, fazia com que eu me sentisse uma deusa diante dele.

Pegando minha mão, ele me puxou para baixo, sobre a pilha de cobertores que havia ali. No momento que minhas costas os atingiram, cada músculo meu se congelou enquanto eu olhava para ele. Minha garganta parecia aproveitar e embora eu devesse me sentir quente, eu estava apavorada por dentro. Quando a minha deusa sexy se foi? O fato é que ela havia corrido...

Edward pairava sobre mim, depositando seu peso em uma mão que estava apoiada ao lado de minha cabeça. Nossos corpos não se tocavam e ele ainda estava seminu, mas eu sabia onde isso ia chegar. Era tudo que eu queria – e procurara por tanto tempo – mas eu já tinha uma pequena experiência nisso e eu não poderia suportar se Edward descobrisse que eu era tão frígida quanto Jacob afirmara.

— Ei — ele disse, tocando meu rosto suavemente. — Você está

aí?

Eu balancei a cabeça.

Edward me olhou atentamente.

— Nós não temos que fazer nada, Bella. Podemos parar por aqui se é isso que você quer.

Amaldiçoando-me por ser tão idiota, engoli seco.

— Não. Eu não quero parar.

Ele moveu a mão sobre meu ombro e meu corpo estremeceu com o contato. Seu olhar se elevou e ao invés de dizer alguma coisa, ele trouxe sua boca para a minha. O beijo foi lento e suave e perdurou até a tensão escoar para fora dos músculos em meus braços e minhas pernas. No entanto, um novo tipo de tensão pairou sobre mim, transformando meu sangue em lava derretida. Minha mão tremia quando a coloquei na superfície dura de seu estômago.

— Isso é bom — disse ele com voz rouca. — Eu gosto quando você me toca.

E eu gostava de tocá-lo. Explorando as depressões e elevações de seus músculos, fiquei maravilhada com o quão suave e firme sua pele era.

Corrida dava um bom corpo.

Percorri minhas mãos sobre seu peito e ombros largos, fazendo com que seus músculos se flexionassem sob meu toque. Seu peso caiu sobre mim, centímetro por centímetro, até que nossas pernas se enroscaram. O material de sua calça de brim contra a minha pele nua trouxe uma pressa doce, meus quadris inclinaram-se para cima e ele gemeu de uma forma que me fez ansiar por mais.

Os lábios de Edward deixaram os meus e antes que eu pudesse reclamar, eles estavam de volta a minha garganta, arrastando um caminho aquecido ao longo de meu peito. Ele tomou o seu tempo lá, suas mãos e boca deixando-me sem fôlego. Me movi contra ele, meus dedos cravando em suas costas. E então ele foi mais ao sul, com os lábios percorrendo um caminho até meu estômago, em torno do meu umbigo e depois para o meu quadril em chamas.

— Começando a entender agora? — ele perguntou, sorrindo enquanto deslizava a mão debaixo do meu quadril, me levantando ligeiramente.

— Eu... Eu acho que sim — disse, observando as sombras dançarem sobre o seu rosto. Um arrepio se espalhou ao longo de minha pele, seus cílios abaixaram. Com uma mão, ele delicadamente abriu minhas pernas. Lutei contra a vontade de fechá-las quando ele fez o som mais sexy já conhecido pelo homem.

— Eu tenho que fazer isso — ele disse, e eu sabia o que ele queria dizer. Seus olhos foram para cima, buscando permissão. — Eu realmente tenho que fazer isso, baby.

Prazer e medo passaram por mim.

– Eu não tenho... Quer dizer, ninguém fez isso antes.

— Eu sei. — Ele parecia orgulhoso e possessivo. — Vai ser incrível. Eu prometo.

Concordei e deixei minha cabeça cair para trás contra os cobertores, já sabendo o que esperar. Eu não era tão ingênua ou burra, mas quando senti seu dedo escovar sobre mim, quase alcancei o ápice. Apenas o roçar de um dedo e meu corpo começou a tremer e meus quadris levantaram-se para atender o seu toque.

— Tão sensível — ele murmurou, deslizando um dedo dentro, fazendo com que minhas costas arqueassem enquanto um suave grito era arrancado de minha garganta.

Em seguida, sua cabeça caiu e minhas costas ficaram expostas para fora das cobertas. A ligeira barba em seu queixo era tentadora contra as minhas coxas.

Meu corpo inteiro ficou rígido e os meus sentidos sobrecarregados no momento que sua boca me tocou lá no beijo mais doce possível.

— Você entendeu? — ele perguntou de novo.

Meus dedos cavaram os cobertores quando ele fez algo verdadeiramente perverso com o dedo.

— Edward...

— Você não merece ser fodida como uma aventura de uma noite. — Ele beijou o interior de minha coxa, e eu derreti. — Você merece prazer. Deve ser tudo sobre você, sempre sobre você.

E então sua língua e dedos estavam em mim de novo. Prazer se enrolava apertado e o primeiro impulso era doce e afiado. Meus quadris balançaram descaradamente contra o que ele estava fazendo e seu grunhido de aprovação enviou-me direto para perto da borda. Meu corpo quebrou e se partiu em milhares de pedaços e eu gritei o nome dele de uma maneira que realmente me envergonharia mais tarde. Essa foi a coisa mais incrível e mais completa que eu já senti. Era como voar e cair ao mesmo tempo.

Ele não parou até que o último tremor rolou por mim e minha respiração começou a voltar ao normal. Beijou minha coxa novamente e, em seguida, subiu em cima de mim, plantando as mãos em cada lado da minha cabeça. Abri os olhos, atordoada.

Seu sorriso era parcialmente presunçoso.

— Eu disse que seria incrível.

— Foi... Completamente incrível. — Estendi a mão, correndo os dedos sobre sua mandíbula e, em seguida, para baixo na sua garganta, no peito. Meu olhar caiu, e eu podia ver a protuberância em seu moletom. Enfiei minha mão por seu estômago, mas ele agarrou meu pulso antes que eu pudesse alcançar o que queria, e ele rolou para o lado. Eu virei minha cabeça para ele, confusa. — Você não quer...?

Suas sobrancelhas subiram.

Calor inundou meu rosto, o que era tão estúpido considerando o que ele acabou de fazer.

— Você não quer ir mais longe? Quero dizer, você não chegou lá e ... — E eu só queria parar de falar tudo junto. Isso era tão embaraçoso.

Edward riu quando me recolheu em seus braços, encaixando minhas costas contra a sua frente, e eu podia senti-lo, ainda brotando uma furiosa ereção.

— Eu estou bem. Isto foi sobre você.

— Você não parece bem. — Eu mexi meu traseiro, e ele gemeu. Um sorriso puxou meus lábios. — Vê?

— Sim, eu vejo e sinto.

Eu inclinei minha cabeça para trás para que pudesse vê-lo e mordi meu lábio, esperando que minha próxima pergunta não soasse incrivelmente estúpida.

— Você não quer?

— Eu não quero? — Descrença coloria sua voz. Uma mão caiu para minha cintura enquanto ele empurrava seus quadris para frente, alisando contra o meu traseiro de uma maneira que me deixou doendo novamente. — Eu não quero nada mais do que entrar em você e ficar lá.

Um tremor trabalhou seu caminho pela minha espinha.

— Então, por que você não está?

Ele tirou cabelo do meu rosto, colocando-o de volta atrás da minha orelha.

— Eu queria fazer isso por você e eu... bem, eu normalmente não faço isso com outras garotas.

Meu estômago azedou com a menção de outras garotas, mas eu ignorei.

— Você está corando?

— Não. — ele bufou. — Eu não coro.

— Uh-huh, devem ser as sombras, então. — Eu cruzei os braços no meu peito. — Então você não faz isso? Porque parecia que você realmente tinha muita experiência.

Ele riu de novo quando se sentou, pegando um cobertor. Puxou sobre nós, colocando-o em torno de mim.

— Eu não disse que nunca havia feito.

Eu considerei e realmente ele teve relacionamentos por um tempo com algumas garotas e deve ter feito isso para elas, mas isso ainda não respondia o porque ele não foi mais longe comigo. Eu queria que meu cérebro parasse de pensar, porque isso estava realmente começando a me dar nos nervos.

A mão de Edward deslizou ao redor da minha cintura.

— Eu quero Bella. Eu realmente quero. Portanto, não comece a encher sua cabeça com besteira. Eu só queria fazer isso por você. — Ele fez uma pausa, pressionando seus lábios contra minha bochecha. — E há o fato de que os preservativos estão lá em cima e caminhar vai ser difícil para mim agora.

Fui incapaz de evitar uma risada.

— Estou tomando a pílula.

Ele gemeu.

— Você não está ajudando.

— Você sempre usa camisinha, né? Por favor, me diga que você usava camisinha.

— Eu sempre usei camisinha.

Alívio tomou conta de mim.

— Então...

— Bella, baby, você está me matando.

Eu sorri quando rolei de volta.

— Há outras coisas que eu posso fazer sabe.

Seu peito subia bruscamente e ele se acalmou.

— Você não me deve isso, Bella. Não foi por essa razão que fiz isso.

Pensei nas poucas vezes que eu havia feito algo com a boca ou com as mãos. Todas foram com Jacob ao longo dos anos na escola e tudo mais e fiz isso porque me senti obrigada, se não, Jacob seguiria em frente. Uma coisa estúpida, e honestamente, teria sido melhor se ele tivesse simplesmente me deixado pra lá, mas agora isso não importava mais. Eu queria fazer aquilo e não era porque devia a Edward.

Balançando para o meu lado, eu derrubei minha cabeça para trás e encontrei seu olhar. O cobertor escorregou pelos meus ombros, mas quase não notei.

— Eu quero fazer isso. Não porque eu te devo algo, mas porque eu quero.

Um músculo pulsou em sua mandíbula à medida que se levantava e eu pensei que ele poderia fugir. Respirando fundo e reunindo toda a coragem que eu possuía – antes que a perdesse – coloquei minhas mãos entre suas pernas e o segurei. Seu corpo inteiro se sacudiu como se tivesse levado um choque. Forcei meus olhos até encontrar os seus.

– Você vai me dizer não?

Seus olhos estavam quase pretos e parecia ter se passado uma eternidade quando ele estendeu a mão, colocando-a sobre a minha. Não disse nada, mas balançou os quadris para frente, pressionando- se em minha mão.

Isso foi resposta suficiente para mim.

Ed

Juro por Deus que essa não era a minha intenção quando comecei. Eu não tinha certeza se sabia o que estava fazendo quando a beijei, apenas queria que ela parasse de chorar e entendesse que merecia muito mais do que estava pedindo.

Mas e agora?

Toda a ideia de satisfazê-la e depois ir dormir – mesmo que desconfortavelmente – pulou pela janela no segundo em que ela agarrou-me em sua pequena mão. Mesmo com a minha própria mão sobre a dela, eu sabia que não deveria deixá-la fazer isso. Eu perdi a conta de quantas vezes fui masturbado e parecia ir contra a natureza recusar esse ato, mas Bella?

Era como se minhas fantasias mais selvagens se tornassem realidade, e com o gosto dela ainda persistindo na minha boca, eu nunca estive mais duro na minha vida. Ninguém, nenhuma garota que eu já conheci, se comparava com o que senti com o meu dedo e contra a minha boca.

Mas esta era Isabella, Bella bonita-como-a-porra.

Ela olhou pra mim através daqueles cílios escuros e, ah inferno, eu sempre fui um otário diante daqueles grandes olhos azuis. Um pequeno sorriso hesitante apareceu em seus lábios inchados.

— Eu vou tomar isso como um sim?

A ânsia em seu olhar foi minha ruína e meu autocontrole quebrou mais depressa do que um ovo batendo no chão.

Provavelmente me fez o maior babaca do país, mas foda-se toda a coisa cavalheiresca. Eu estava a segundos de distância de explodir e ainda estava de moletom. Quão estranho seria isso?

Tirei minha mão da dela.

— Tome como você quiser baby.

Seu rosto se espalhou em um sorriso tão brilhante que era quase demasiado difícil de olhar. Pressão aumentou o cerco contra o meu peito, inesperado e intenso. Mudei-me para pará-la, mas, em seguida, sua mão deslizou pelo meu comprimento e... E sim, ela me tinha. Eu era todo dela.

Na realidade, embora eu estivesse com todas as outras, eu sempre fui de Bella.

Coloquei meu peso sobre meus ombros e me levantei para que ela puxar meu moletom. Percebi que ela hesitou para tirar minha cueca, então não me surpreendi quando ela parou com os dedos na borda do tecido da boxer.

Ela olhou para cima com as sobrancelhas levantadas.

— Duendes de Natal?

Eu dei de ombros desequilibrando.

— Eu estou seguindo um tema.

—Percebi. — Ela mordeu aquele maldito lábio, e isso me fez querer beijá-la novamente, mas puxou minha cueca para baixo e cuidadosamente me libertou, e socou o ar dos meus pulmões. Ela não parou até que se juntou ao meu moletom, e então se sentou, o cobertor em torno de sua cintura.

Droga.

Olhando para ela, todo o meu corpo se contraiu. Droga, ela era sexy como o inferno com seu cabelo escuro caindo sobre os ombros, e parcialmente ocultando seus seios. Quem disse que os homens eram criaturas visuais acertou totalmente com isso.

Estendendo a mão, escovei os cachos pesados por cima do ombro, expondo um de seus seios empinados. Ela ficou imóvel, parecendo incrivelmente adorável enquanto se contorcia. Eu podia observá-la para sempre.

Ela abaixou a cabeça e os cabelos caíram de volta em seu ombro quando colocou os dedos em volta da minha base e puta merda. Minhas costas se curvaram quando sua mão deslizou lentamente para cima e depois para baixo. Eu fechei meus olhos, porque sabia que se ficasse olhando para ela isso acabaria em segundos.

Não que eu estava longe de fazê-lo de qualquer maneira.

Sua mão se movia em cursos determinados, lentos, os movimentos um pouco desajeitados, mas havia algo ainda mais sexy sobre isso. Ela estava insegura, mas isso não a impediu. Nada parava Isabella, e eu aposto que se eu abrisse meus olhos, aquela pequena mandíbula estaria definida em concentração.

Eu precisava ver e eu estava certo. Meu corpo inteiro se contraiu quando seu aperto se tornou mais confiante e mais rápido.

— Uh, baby, eu não estou...

Ela olhou para cima, com os lábios entreabertos e bochechas coradas. Seu peito movia-se rapidamente, e prazer construía no topo da minha coluna, prestes a desligar.

— Eu estou...

— Você está fodendo perfeito – perfeito demais.

Ela sorriu de novo, e eu tive que fechar meus malditos olhos novamente, porque se eu caísse em seus olhos, eu nunca ressurgiria. Sua mão abrandou no topo, o polegar ao topo da cabeça, e eu gemi quando minhas pernas se enrijeceram. Eu não estava...

Santo inferno!

O calor quente e úmido de sua boca fechada em torno de mim me enviou diretamente ao ápice. Minhas costas cederam. Tentei afastá-la, mas ela estava fechada em mim e não ia a lugar nenhum. Eu lancei minha cabeça para trás, meus dedos apertaram em seu cabelo. A explosão rolou pela minha espinha e não havia como parar isso. A libertação me balançou por dentro, e ela ficou lá, com a boca e mão trabalhando até que parei de vibrar. Eu estava destruído de um jeito que eu nunca estivera antes – de maneira incrível, perfeita.

Respirando com dificuldade, eu a agarrei pelos braços e a puxei por cima de mim, deitando-a em meu peito. Nossas pernas estavam emaranhadas, e apesar de seu peso não ser nada para mim, eu podia sentia-la em cada osso.

Um tremor inesperado me pegou quando ela descansou sua bochecha justo acima do meu coração. Passei meus braços em torno dela, segurando-a perto.

Uma paz lânguida invadiu meu corpo.

Coisa mais fofa esse casal,né?

A coisa vai ficar mais quente ainda.

E nosso casal fofura vai passar por muitas tormentas e perigo.

Estou postando uma nova fic hj.

Abram mentes e o corações e deixem o amor falar mais alto.

A estória é linda. Se derem uma chance, tenho certeza que vcs irão se apaixonar por esses Cowboys.

beijos e até