O último meninas.
Apreciem sem moderação.
Nos falamos la embaixo.
Estar em casa foi um alívio, de pé no meu antigo quarto aquecido, cercada por todas as minhas coisas, desde a infância até a minha adolescência. Mas eu estava triste desde que cheguei a Hagerstown há três dias.
Eu precisava me animar ou algo assim. O Natal é daqui a dois dias, e sempre foi meu feriado favorito – a comida, a família, os presentes – tudo relacionado a ele.
Não me importa.
Meu quarto era estranho de certa forma, como uma cápsula do tempo. Nunca me incomodou antes, mas agora? Eu queria ter uma marreta para quebrar o quarto. Fiquei envergonhada pelos ursinhos de pelúcia marrom e branco empilhados perto dos travesseiros. Eu peguei um, um urso vermelho que Edward me deu no meu décimo primeiro aniversário. Dor cortou meu peito, e eu coloquei o urso de volta e afastei-me da minha cama. Eu estava entediada com as estantes abarrotadas. Eu não poderia me importar menos sobre os
laços de fitas que Mamãe pregou na parede em cima da minha mesa, pendurada em uma linha ao lado dos prêmios acadêmicos que eu acumulei ao longo do ensino médio. Havia recortes de jornais da lista do Dean. Comecei a arrumar um dos quadros, mas parei e deixei do jeito que estava. Torto. Desequilibrado. Imperfeito.
Afastando-me dos prêmios, fitas e cortes, peguei meu antigo celular e coloquei-o no bolso. Fui para baixo, encontrando mamãe na cozinha. Papai ainda estava no escritório. Algumas coisas nunca mudavam mesmo.
Todo o piso inferior cheirava a torta de maçã e canela – geralmente minha favorita. Mamãe olhou por cima da revista que estava debruçada quando eu me deixei cair no banco em frente a ela.
— Você ainda vai sair com Rose hoje à noite?
Soltando os cotovelos sobre a mesa, coloquei meu queixo em minhas mãos.
— Sim, ela está dirigindo de Frederick e vai me pegar para sairmos. Vamos jantar fora. — E eu tinha a sensação de que ela visitaria Emmett mais tarde, que estava em casa em Smithsburg, cerca de dez minutos de distância.
— Bom. — Mamãe piscou. — Eu não coloquei frango suficiente no forno para alimentar você e seu pai.
— Bom.
Ela riu suavemente quando virou uma página.
— Seu lábio tem te incomodado?
— Não. Está tudo bem. — E praticamente estava. Apenas uma pequena marca estava nele, perto do canto, e meu queixo não doía mais. — Eu espero que você não esteja se preocupando com isso.
— É claro que eu estou preocupada com isso. O que você passou? — Ela respirou fundo e fechou a revista. Olhando para cima, ela fixou os olhos escuros em mim. — Querida, eu...
— Eu realmente não quero falar sobre isso. — Eu coloquei minhas mãos sobre a mesa da cozinha. — Eu estou bem. Acabou. Passado.
— Até o caso ir para o tribunal — ela me lembrou suavemente.
— Ele pode declarar-se culpado, e então eu não terei que testemunhar ou qualquer coisa. — E Deus, eu realmente esperava que fosse o caso. — De qualquer forma, se eu tenho que fazer isso, eu vou fazer.
Mamãe não disse nada por um momento, enquanto me observava. Eu suspirei enquanto me sentava de volta, sabendo que ela estava prestes a dizer algo que eu não queria ouvir. Ela tinha aquele olhar de mãe sobre ela.
— Querida — ela começou, e minhas suspeitas se confirmaram. — Eu estava conversando com a Sra. Banks sobre o que aconteceu. Você sabe, ela é a conselheira da escola.
Oh. Querido. Deus.
— E ela sugeriu que eu pensasse se não seria melhor — ela continuou cuidadosamente. — Eu acho que você deveria falar com alguém sobre o que aconteceu com você.
— O quê? — Meu queixo bateu no meu colo. — Você está brincando, certo?
Mamãe franziu a testa.
— Querida, você está estudando para ser uma psiquiatra...
— Psicóloga — eu corrigi.
Sua carranca se aprofundou.
— De qualquer forma, você sabe o quanto é importante para as pessoas falarem as coisas e não guardá- las.
Eu resisti à vontade de revirar os olhos. Sim, eu sabia o quão importante era e que aqueles momentos com James ainda me assombravam – mas eu não precisava falar sobre isso e nem ocupar o tempo de um terapeuta que poderia ser gasto ajudando alguém que realmente precisava.
— Mãe, eu não preciso falar com ninguém. Eu estou bem. Realmente estou. Eu juro.
Seus olhos se estreitaram.
— Então por que você fica se lastimando ao redor desta casa como se alguém tivesse chutado o seu cachorro na rua?
Eu fiz uma careta, mas meu estômago caiu.
— Isso é muito bom, mãe.
— Você sabe o que quero dizer.
Traçando o grão na madeira da mesa, eu dei de ombros.
— Eu não fico me lastimando.
— Sim, você fica. — Ela pegou o copo e levantou, levando-o até a pia, onde o lavou antes de deslizá-lo na máquina de lavar louça. Quando terminou, ela me olhou e cruzou os braços.
— Eu nunca vi você tão apática e infeliz tão perto do Natal. Então, se não foi o que aconteceu com você, então o que é isso?
— Não é nada. Não estou no clima ou algo assim.
Mamãe suspirou.
— Querida, você sabe que pode falar comigo, certo? Sobre qualquer coisa. Você não está velha demais para isso.
— Eu sei. — Mas o que estava me incomodando era algo que eu não estava tão a fim de falar com minha mãe.
Seus lábios franziram.
— É Edward?
Ah, lá estava ela. Essa sensação horrível se expandia através de mim com a simples menção de seu nome. Meu corpo inteiro prendeu e um vazio derramou em meu peito. Era como ser socada e derrubada. Edward. Edward. Edward. Eu tentei não pensar sobre ele desde que deixei Snowshoe e isso era tão fácil e divertido quanto jogar frogger na interestadual.
Edward consumia meus pensamentos, não importava o que eu fizesse para evitar isso. E a pior parte? Eu estava sonhando com ele todas as noites e isso fazia me sentir mais idiota do que o normal.
Mas eu experimentei algo que nunca havia conhecido antes.
Isso era o que um coração realmente quebrado sentia. Eu era boba pensando que sabia o que sentia cada vez que via Edward com uma nova garota. Não tinha nada a ver com isso.
Coloquei meu cabelo para trás e decidi:
— Por que você acha que tem a ver com Edward?
— Bem, para começar, eu não sou cega.
Minhas sobrancelhas se levantaram.
— Edward não esteve aqui nem uma vez desde que vocês chegaram em casa e aquele menino praticamente vivia nesta casa. E agora, por sua vez, ele não passou por aqui nem uma vez, isso é como o início de um apocalipse.
Eu teria rido, mas era verdade e isso fez minha garganta queimar.
— Eu pensei ser estranho você partir sem dizer adeus para ele, mas deixei para lá, até pelo choque de tudo o que aconteceu. — Mamãe andou até a mesa e sentou perto de mim. — E então há o fato de que eu tenho certeza que ele ainda não ligou.
Uau. Obrigada por me lembrar. Não que eu acreditasse que ele ligaria. Eu deixei as coisas muito claras em Snowshoe, mas o fato dele não ligar picou como uma vespa. E isso era estúpido, porque eu não estava pronta para falar com ele, mas se eu fosse honesta comigo mesma – droga, quem queria fazer isso? – Eu sabia o que realmente queria.
Edward pedindo e implorando por perdão – perdão que eu não tinha certeza se poderia dar.
— Então, eu estou supondo que algo aconteceu entre vocês dois — disse a mãe.
— Você sabe o que dizem sobre assumir as coisas...
A expressão de minha mãe parecia como se ela tivesse engolido algo azedo.
— Engraçado.
Um suspiro passou através de mim. Eu não sabia o que dizer ou como começar. O que eu poderia dizer a ela?
— Mamãe...
Meu telefone tocou com uma mensagem de Rose. Ela estava lá fora. Eu voei da mesa, aliviada.
— Eu tenho que ir. Rose está aqui.
— Isabella...
— Mãe, eu estou bem. Está tudo bem com Edward. — Eu dei um abraço nela. — Sério.
Corri da casa antes que mamãe pudesse me parar, agarrando meu largo casaco das costas do sofá. Quase quebrando o pescoço no gelo sobre a calçada, encontrei Rose em seu Honda quentinho.
— Ei, garota, hey... — Rose tocou, me estudando sob a luz fraca como se eu fosse algum tipo de experimento científico. — Você não parece muito acabada.
Eu revirei meus olhos.
— Puxa, obrigada, eu acho.
Ela afastou o cabelo do rosto.
— Eu estou feliz que você não está. Puta merda, garota, eu ainda não posso acreditar nisso. Você poderia ter morrido! Ou pior.
Eu me perguntei o que era pior do que morrer.
— Ou você poderia ter acabado em Dateline ou algo assim. — Ela balançou a cabeça enquanto saía com o carro. — Talvez tenha um episódio de Law and Order com base nisso.
Eu ri em seguida.
— Você é louca.
— Mas você me ama — ela respondeu enquanto seguia para a rua. — E eu te amo. Então, falando sério, quero dirigir a Snowshoe e esfaquear aquele idiota no globo ocular.
— Eu também.
Rose me deu um sorriso rápido.
— Para onde?
Como não havia uma enorme variedade por aqui, eu disse a ela para pegar a Rota 11 e seguir na direção 81.
— O que você está com vontade de comer?
— Humm. — Ela bateu um dedo de luva em seu queixo. — Estou no humor para... Carne.
— Vai entender.
Ela bateu no meu braço.
— Qualquer coisa.
Listei as nossas opções e escolhemos o Outback. O percurso foi um pouco mais lento do que o habitual, com os lados da rodovia ainda cobertos de neve e as rajadas de vento soprando em todos os lugares.
Quando saímos do carro, ela me pegou em um digno abraço apertado.
— Desculpe — disse ela, inclinando-se para trás. — Eu estava realmente chateada quando você me contou o que aconteceu. Eu não sei o que eu faria...
— Está tudo bem. O que aconteceu foi confuso ao máximo, mas eu estou totalmente bem.
Ela virou-se rapidamente, e eu jurei que ela limpou debaixo do olho, mas eu deveria estar vendo coisas, porque eu nunca vi a garota chorar. Nem mesmo durante o Diário de Nossa Paixão, ou aqueles terríveis comerciais de manteiga, que sempre me faziam chorar.
O restaurante estava muito cheio de compradores de Natal de última hora vindos das proximidades do shopping, e eu fui para o banheiro enquanto ela pedia uma mesa.
Nós não tivemos que esperar muito tempo. Depois que o garçom levou os drinques pedidos e trouxe pão fresco, Rose pegou a enorme faca e apontou-a para mim.
— Ok. Então, agora que eu não estou dirigindo e estou prestando plena atenção, você e eu precisamos conversar.
Eu me inclinei contra a almofada.
— Você precisa estar segurando uma faca quando você faz isso?
— Oh, sim, provavelmente não é a melhor coisa a ser acenada em seu rosto. Sinto muito. — Ela colocou-a sobre o guardanapo lentamente. — Tudo certo, precisamos falar sobre Edward.
Eu pisquei, não esperava isso. Eu não disse nada sobre Edward. Eu não contei a ninguém.
— O - o que você quer dizer?
— Você está gaga. Isso por si só me diz muito. — Ela pegou o copo e tomou um gole. — Eu sei que algo aconteceu entre vocês dois, porque Emmett me ligou esta manhã.
Meus olhos praticamente saíram da minha cabeça.
— Emmett te ligou?
— Ah, sim — respondeu ela, olhando como se estivesse carregando um balde cheio de segredos.
Eu agarrei a borda da mesa.
— O que ele disse?
— Mais parecido com o que ele não disse. — Rose cortou uma fatia de pão e deixou-a cair no meu prato, mas as bolas de nervos estavam ocupando muito espaço para eu sequer pensar em comer. — Ele ligou para me perguntar se eu sabia o que aconteceu entre você e Edward em Snowshoe. Eu achava que ele quis dizer o caipira psicopata, mas quando eu disse isso ele estava como, oh, inferno não. Ele disse que sabia que algo aconteceu entre vocês dois.
Minha boca se abriu, mas eu não tinha a menor ideia do que dizer. Calor varreu meu rosto, o qual estava paralisado.
Os olhos de Rose se estreitaram.
— Oh, sua vadia suja, algo aconteceu e você ficou quieta. Eu deveria renegar você!
O casal mais velho do outro lado olhou para nossa mesa, e eu queria me esconder embaixo dela.
— Rose, vamos lá.
— Eu sou sua melhor amiga para sempre — disse ela, sem um traço de vergonha. — Você é exigida pelas leis feministas me dizer estas coisas.
Saí da minha incapacidade de falar.
— Whoa. Acho que você tem a ideia errada de feminismo.
— Que seja. — Seus olhos reviraram. — Você precisa me dizer o que aconteceu, porque Emmett disse que Edward parece ter morrido, foi para o inferno e ficou lá por um tempo.
Meu coração se contraiu.
— Sério?
Ela assentiu com a cabeça.
— Supostamente, foi uma farra de dois dias, e hoje é o primeiro dia que o cara está sóbrio. Então o que aconteceu, obviamente, não terminou com o felizes para sempre da Disney. Tudo o que eu tenho a dizer é que você precisa me dizer o que se passa, e é melhor incluir alguma coisa com classificação-R.
Minhas sobrancelhas se uniram.
— O quê? — ela levantou as mãos. — Uma garota pode viver indiretamente certo? Quero dizer, toda garota lá fora quer estrelar um vídeo pornô com Edward, então eu estou morrendo de vontade de saber se ele é tão bom.
— Ele é tão bom — as palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse detê-las.
Rose bateu as mãos em cima da mesa.
— Oh, meu Deus, você dormiu com Edward?
Olhei em volta, as bochechas queimando.
— Ok. Podemos manter baixo o volume do som?
— Desculpe, mas eu estou apenas animada ao ouvir sobre isso. Não é que eu esteja animada por ele obviamente ferrar tudo, porque eu sei que não foi você que ferrou isso. Foi ele – é sempre culpa do cara.
Balançando a cabeça, eu soltei minha respiração. De uma forma estranha, parecia bom descarregar isso. Coisas ainda pareciam cruas e abrasivas e eu orei a Deus para que eu não começasse a chorar como uma aberração no restaurante, mas foi um alívio finalmente colocar algumas destas coisas em palavras. Eu dei a versão rápida e não tão suja do que aconteceu, encobrindo alguns dos detalhes que eu morreria antes de falar em voz alta. Rose acenou para o garçom ir embora quando ele voltou para ver se estávamos prontas para
pedir, deixando-me dizer a ela sobre Victoria e porque James começou brincando com a gente em primeiro lugar.
Quando terminei, eu caí na minha cabine, absolutamente exausta.
— Então... foi isso.
Rose abriu a boca e fechou-a várias vezes como um peixe fora d'água.
— Puta merda...
Eu tomei um gole da minha Coca-Cola.
— Sim.
— Whoa, tudo bem, deixe-me entender tudo isso. — Ela puxou os cachos do rosto. — Você ficou bêbada e tentou vir para ele. Ele negou, e depois disse que você merecia mais do que um caso de uma noite, enquanto ele estava tocando você? Então vocês dois cederam a selvagem luxúria e tiveram relações sexuais várias vezes, fazendo isso de uma forma que ele alegou nunca ter feito antes?
Graças a Deus ela manteve a voz baixa nisso.
— Parece certo.
— E vocês passaram mais de um dia em puro êxtase sexual, comendo bolachas e sendo todos melosos, e não foi estranho ou algo assim?
Eu balancei minha cabeça.
— Hmm... — ela brincava com o canudo. — E ele não agiu estranho, certo?
— Não. Exatamente o oposto, Rose. Ele era... Ele era perfeito. Eu pensei que ele devia realmente querer estar comigo, sabe? E naquela manhã, a gente até tomou um banho frio junto. Ele foi... Ele foi tão doce e então... — eu suspirei, sentindo-me estúpida. — Ele saiu, e em seguida, tudo isso aconteceu.
Os lábios de Rose franziram.
— Então ele obviamente foi para Victoria, mas como você sabe que ele fez alguma coisa?
Eu olhei séria para ela.
— Tudo bem. — Ela levantou as mãos. — É Edward, mas você não sabe o que ele fez por lá. Claro, parece suspeito, e eu posso ver por que você acha isso, mas você realmente não sabe.
Não era como se eu não tivesse considerado a hipótese de que talvez Edward não tivesse feito sexo com Victoria naquele dia. Depois que cheguei em casa e me acalmei um pouco, isso passou por minha cabeça a cada cinco segundos. Eu balancei minha cabeça novamente. E se minha suspeita fosse verdade e então descobrisse que eu estava certa da primeira vez? Meu coração seria quebrado novamente.
— Mas ele mentiu para mim, Rose. Perguntei a ele sobre Victoria e ele disse que eles não eram assim. — Eu peguei um pedaço de pão, querendo jogá-lo. — Ele nunca mentiu para mim antes.
— Aí está — ela concordou enquanto puxava um cacho cobre, alisando-o por inteiro. — E o fato daquele caipira psicopata te machucar por causa das intermináveis aventuras sexuais de Edward. Isso é difícil de superar.
— Sim — murmurei e coloquei o pão boca, querendo saber onde o nosso garçom estava. Rose provavelmente o assustou para longe.
— Mas... — Rose soltou o cacho e ele se recuperou em uma espiral perfeita. Eu estava com inveja. — Isso realmente não é culpa dele, certo? Eu quero dizer, sim, ele poderia ter dormido com uma garota e irritado o namorado há um ano, mas você realmente acha que é a primeira vez que ele fez isso?
— Eu espero que sim. — Então revirei meus olhos. — Não. Isso não foi, provavelmente, a primeira vez.
— E eu sei que isso preocupava você antes – eu não estou dizendo que não, – mas você ainda se importava profundamente com ele. — Seus olhos encontraram os meus. — Eu acho que o que eu quero dizer é que ele realmente precisa ir até você e explicar tudo, mas eu não vejo nada disso como sendo intransponível.
Uma pequena chama de esperança acendeu no meu estômago, e eu esmaguei-a.
— Ok. Vamos dizer que ele não dormiu com Victoria dois dias atrás, e que eu consigo superar o fato de que ele não disse a verdade sobre seu passado com ela, e a merda toda com James, mas eu acho que isso não significou muito para ele. Esse é o problema.
— Eu não sei se concordo. Olha, é óbvio para todos que você era loucamente apaixonada por ele. E é o mesmo para ele.
— Realmente — eu disse secamente. — Era tão óbvio com o ponto de ônibus que são as calças dele?
Rose bufou.
— Os caras são totalmente estúpidos quando se trata de amor não correspondido. Nós, mulheres definhamos e mantemos nossas coxas fechadas na maior parte das vezes quando amamos alguém que não podemos ter. Caras balançam sua merda em torno de qualquer coisa que tenha um buraco, tentando esquecer a que eles querem.
— Uau. — Eu ri. — Tão eloquente.
Ela esboçou um sorriso rápido.
— É verdade. Mais ou menos como as leis da física. É apenas a maneira que é, o que me leva a uma muito importante pergunta. Você ainda o ama?
Meu coração caiu no meu peito.
— Eu nunca disse que eu o amava.
Seus olhos reviraram.
— Ok. Pare de besteira. Como eu disse, é evidente desde que eu te conheci que você era apaixonada por ele. Ouvindo você me dizer sobre o que aconteceu, eu pude ouvi-lo em sua voz. Responda a pergunta.
Eu estava presa por seu olhar firme. Rose realmente precisava pensar em direito ou algo assim. Ela nunca faria isso com o seu passado – eu entendo isso – mas maldição, ela tem a dureza de detetive em sua voz. Eu tinha uma escolha certa então. Eu poderia dizer a ela o que quisesse, ou eu poderia dizer a verdade. Às vezes, mentir era a coisa mais fácil de fazer, especialmente quando eu estava mentindo para mim mesma. E dizer a verdade em voz alta significava que eu nunca poderia tomá-la de volta.
— Ok — eu disse. — Eu ainda o amo. — Uma vez que essas palavras saíram, eu esperava balões e glitter caindo do teto ou algo assim. Claro, isso não aconteceu. — Sou apaixonada por ele.
Rose assentiu com a cabeça lentamente.
— Então o que você quer Isabella?
Joguei o pão meio comido no meu prato.
— Eu não sei. Tipo, eu acho que pensei que ele tentaria reparar a amizade ou algo assim.
— Mas você não quer apenas uma amizade.
— Não.
Sua sobrancelha se levantou.
— Mas você não quer um relacionamento?
Eu abri minha boca.
Rose inclinou para frente.
— Eu entendo que está brava, e confie em mim, você tem todo o direito. Edward passou quanto tempo sendo a bicicleta universal que não tinha rodinhas? E ele tem muito a compensar, porque suas ações te machucaram. E não estou dizendo que você tem que perdoá-lo. Honestamente, eu totalmente entendo se você não o fizer. Caras irritam, Edward entre eles, mas... — ela bateu os dedos. — Mas se você é apaixonada por ele, e não perdoá-lo machuca mais do que perdoar, Bella, e ele quer fazer as pazes com você, você seria uma tola se afastasse disso.
Nós formaram em minha barriga enquanto eu olhava para minha amiga. Não perdoar Edward machucaria mais no final, mesmo que só permanecêssemos amigos. Guardar a raiva não criaria nada, a não ser amargura. Mas eu também não queria ser a pessoa que deu tanto de si para alguém que não merecia isso e acabava não sendo inteira de novo.
Eu suspirei, sem saber o que fazer ou dizer.
— Eu não sei Rose. Talvez depois que algum tempo passar, as coisas vão voltar ao normal. — Eu me senti mais forte por dizer isso. Esperançosa. Talvez pudéssemos avançar, além disso, eventualmente. Isso parecia mais provável do que Edward professar o seu amor eterno para mim. — Eu acho que vamos apenas ver.
— Você está certa. Nós vamos ver.
Eu levantei uma sobrancelha para ela.
Rose inclinou para trás, soltando as mãos sobre as pernas.
— Tudo certo, bem, não me odeie.
Suspeita floresceu e se espalhou como uma erva daninha pela minha mente.
— Por que eu odiaria você?
Um olhar tímido penetrou em sua expressão.
— Rose.
Ela mordeu o lábio e se encolheu.
— Eu meio que o convidei para o jantar.
Meu estômago se agitou.
— O quê?
— Bem, eu meio que disse a Emmett que íamos sair para jantar, e ele fez a sugestão de que seria uma boa ideia convidar Edward, por isso a culpa é realmente de Emmett, não minha.
Tudo que eu pude fazer por alguns segundos foi olhar para ela enquanto parte de mim começou a fazer polichinelos guinchando e a outra parte queria se levantar e correr para a porta.
— Você não fez isso.
— Ah...
— Rose! — eu sussurrei.
Ela sorriu timidamente.
— Eu meio que mandei uma mensagem a eles contando onde estávamos, e eles devem estar aqui a qualquer minuto.
Ed
— Esta é provavelmente a pior ideia que tive em um longo tempo. — Eu desliguei o motor e sentei, apertando as chaves na minha mão, até que as bordas irregulares cortaram minha palma. — Sério.
Emmett bufou.
— Eu posso levantar uma lista inteira de ideias piores, mas ei, você está sóbrio pela primeira vez em dois dias. E bem a tempo para os feriados.
Inclinando a cabeça para trás contra o encosto de cabeça, eu gemi.
— Ainda parece como se alguém estivesse batendo um picador de gelo em minhas têmporas.
— Você estava muito bêbado — Emmett comentou, estendendo a mão para a porta. — É por isso que acho que este jantar é a melhor ideia de todas.
Eu esfreguei minha mão ao longo de meu queixo, franzindo a testa para a barba que lá crescia. Eu não me cuidava direito desde a primeira noite em Snowshoe.
— Sim, você acha isso, desde que Bella não me odeie.
Emmett revirou os olhos.
— Ela não odeia te odeia. Eu acho que isso jamais seria possível.
— Oh, isso é possível. Confie em mim.
— Olha, eu não sei o que realmente aconteceu entre vocês dois, mas algo aconteceu. Não é o fim do mundo. — Emmett abriu a porta do passageiro e uma grande quantidade de ar frio fluiu para o SUV. — Então pare de ser um covarde e saia do carro.
Eu atirei um olhar vil, mas saí. Enquanto me juntava a ele no outro lado, eu fiz a pergunta eu já fizera uma dúzia de vezes.
— Ela sabe que eu estarei aqui, né?
— Sim. — Emmett abriu a porta e me fez sinal para entrar. Uma vez que passamos pela hostess, ele olhou para mim. — Ok. Eu menti. Eu acho que Bella não sabe.
— O quê? — Eu parei no meio do corredor, quase fazendo com que um garçom batesse em mim. Eu olhei para Emmett. — Você está brincando comigo, porra?
Emmett apertou sua mão no meu ombro, me dirigindo para longe da mesa redonda embalada em meu caminho.
— Não. Relaxa. Tenho certeza que ela já sabe.
Fácil para ele dizer relaxa, mas eu me sentia como se estivesse andando em frente de um pelotão de fuzilamento. Tantas vezes desde que Bella saiu de Snowshoe eu lutei contra o impulso de ligar para ela. Eu não queria nada mais do que ouvir sua voz e vê-la. E sim, a porra do meu coração estúpido-burro estava saltando em todo o lugar, mas Bella deixou tudo muito malditamente claro.
— Você é um filho da puta — eu murmurei, passando a mão pelo meu cabelo. Cara, eu gostaria de ter feito a barba. Apesar de ter tomado banho, eu tinha certeza que eu ainda cheirava a uísque. Essa merda estaria sangrando de meus poros pelos próximos dias.
Eu vi Rose antes de ver Bella, e meu coração batia como se eu tivesse corrido para cima e para baixo do quarteirão, e eu suava como uma prostituta na igreja no domingo. Emmett, de alguma forma, ficou na minha frente, provando que eu estava arrastando os pés como um mofo.
O bastardo pegou o assento ao lado de Rose, que tinha no rosto o sorriso maior e mais falso que o homem conhece. Claro, eu queria me sentar ao lado de Isabella. Eu também queria tocá-la, abraçá-la e beijá-la. Havia outras coisas que eu queria fazer com ela, coisas que me mantiveram acordado até tarde da noite em um estupor bêbado com a minha mão entre minhas pernas.
Mas eu também tinha certeza que ela poderia me dar um soco nas bolas.
Necessitando acabar com isso, eu disse a mim mesmo que a melhor coisa a fazer era agir normalmente. Com isso em mente, eu pisei ao lado da mesa e olhei para Bella.
Um instante passou e ela olhou para cima, grandes olhos azuis fixos em cima de mim, e foi como ver Jesus. Ok. Talvez não vendo Jesus, mas definitivamente era como ser golpeado no peito e ouvir os anjos tocando harpa.
Deus. Droga. Ela era linda. Não era que eu tivesse esquecido isso, mas depois que as coisas terminaram tão ruins entre nós, parecia anos, em vez de dias desde que eu a vi pela última vez. Aqueles olhos... Eles eram incrivelmente azuis e claros. Impressionante. Havia manchas escuras sob eles, um tom mais escuro que sua pele. Eu queria suavizá-las, mas consegui segurar minhas mãos. Mas, então, o meu olhar caiu sobre seus lábios, e eles se separaram em uma inspiração afiada. Um rubor fraco em suas bochechas e eu queria persegui-lo com meus dedos, minha boca, minha língua...
Todo mundo estava olhando para mim.
Limpando minha garganta, eu me forcei a sentar e coloquei minhas mãos sobre a mesa. Olhei para Bella.
— Hey.
Seu rosto estava vermelho-sangue. Ninguém corava como ela.
— Hey.
Em frente a mim, Emmett levantou uma sobrancelha. Rose começou a brincar com um pedaço de pão. Ninguém falou, e Bella estava tão dura que eu pensei que ela iria quebrar ao meio.
Uau, isso era estranho como o inferno. Eu precisava sair.
— Então, está todo mundo animado sobre o Natal? — Rose começou.
Emmett olhou para ela e disse com uma voz inexpressiva:
— Eu estou tão animado.
Seus olhos se estreitaram com astúcia.
— Você não parece animado.
— Bem, eu não tenho doze anos. — Emmett inclinou a cabeça para o lado.
— O Natal não é interessante depois que você cresce.
— O quê? — ela suspirou com os olhos arregalados. — O Natal não é interessante quando você cresce?
Ele deu de ombros.
— Você é antiamericano — ela acusou.
Os lábios de Bella franziram.
Emmett olhou afetado.
— Cara, eu só gosto do tempo fora da escola, e a comida. É isso.
— Mas isso significa mais do que isso. — Rose abanou a cabeça e cachos voaram por toda parte. — O que acontece com os presentes?
— Sim, eu acho que o Natal não é isso — ele comentou.
Rose bufou.
— Isso é o que o Natal é. Qualquer um que diga diferente está tentando te tornar todo espiritual e merda. Eu sou realista.
O meu olhar deslizou para Bella e ela olhou para mim, as sobrancelhas levantadas. Nossos olhos se encontraram e, por um momento, um momento doce, porra, era como costumava ser. Nós sentados, ouvindo Rose e Emmett se provocarem. Devíamos pegar pipoca quando os dois começavam com isso.
Mas, então, Bella pôs os olhos em seu copo e começou a brincar com o canudo, e foi um lembrete frio que as coisas não estavam normais. Bella nunca foi tão quieta, e as coisas nunca foram tensas entre nós.
Eu não poderia dizer que lamentava o tempo com ela, porque eu não lamentava. Odiei como terminou. Olhando para trás, havia um monte de mulheres que eu desejava ter guardado o meu pau em minhas calças, mas Bella nunca seria um delas.
O garçom apareceu e pedimos nossa comida e bebida. A conversa fiada foi feita, principalmente por Emmett e Rose ao final. Eles se divertiam com isso e por isso não houve um silêncio constrangedor na conversa, mas sentado aqui, não falando com Bella, estava errado em tantos níveis.
Inclinando-me para trás, eu olhei para ela. Ela inclinou o queixo para cima no mesmo momento e nossos olhares se encontraram por um segundo. Eu meio que me senti como um estudante inepto. Estava tão ruim assim.
— Então, seu lábio parece muito melhor.
Ela piscou. Eu era um idiota.
— Ele curou-se muito rapidamente — disse ela, treinando o olhar em seu copo. — Apenas uma pequena marca.
Isso foi bom de ouvir.
— Sua mandíbula?
— Não dói nada.
Foi seriamente um alívio ouvir isso. Mesmo bêbado na minha cadeira de balanço, eu estava louco de preocupação por ela.
— Seus dedos ainda parecem um pouco em carne-viva — disse ela, fazendo-me olhar para cima.
Nossos olhos se encontraram e seguraram neste momento.
— O quê?
— Seus dedos — disse ela em uma voz calma enquanto estendia a mão para a mão que eu tinha sobre a mesa. Prendi a respiração quando ela passou as pontas dos dedos sobre os nós dos meus dedos. Foi um toque leve, de pluma, mas viajou diretamente através de mim e eu empurrei. Ela puxou sua mão de volta, lançando seu olhar para a mesa. — Dói?
— Não. — Minha voz soou grossa. — Eles não doem nada, baby.
Seus cílios subiram, e seus olhos corriam pelo meu rosto como se ela estivesse procurando por algo, mas então ela olhou através da mesa.
Rose limpou a garganta.
— Vocês ouviram o que eles estão falando de outra tempestade de neve na próxima semana, na véspera do Ano Novo?
E é assim que a conversa foi por um tempo. Rose ou Emmett alisavam o silêncio tenso com alguma declaração aleatória, Bella e eu apenas dissemos mais do que uma frase inteira para o outro, e, em seguida, a comida chegou.
Bella pediu um bife, mas ela parecia cortá-lo em pedaços pequenos e empurrá-lo para os cantos de seu prato com o garfo.
— Você não está com fome?
Ela olhou para cima, colocando o cabelo para trás com a mão livre.
— Eu acho que comi muito pão.
Meu olhar foi para o meio pão que permanecia e eu arqueei uma sobrancelha.
— Não parece que você comeu muito.
Seus dedos apertaram em torno do punho da faca, e eu me perguntei se ela estava fantasiando sobre me apunhalar com ela.
— Como você sabe que não é o nosso segundo ou terceiro pão?
— É o nosso primeiro — Rose anunciou, interrompendo uma conversa profunda sobre as diferenças entre os zumbis de The Walking Dead e 28 dias depois.
Bella olhou para sua amiga, e eu escondi um sorriso. Rose deu de ombros e voltou para Emmett. — O infectado não é o mesmo que os zumbis em The Walking Dead.
Emmett sacudiu a cabeça.
— Existe realmente uma diferença?
Eu balancei minha cabeça enquanto ela entrava em uma descrição profunda das diferenças. Com o canto do olho, eu vi Bella sorrindo enquanto espetava um pedaço de carne com o garfo. Ela olhou para mim.
— Os infectados são diferentes — ela sussurrou.
Um sorriso puxou meus lábios e puxou meu coração.
— Eu acredito em você.
Ela encontrou meu olhar por um momento, e depois atacou outro pedaço de bife, mergulhando-o em seu purê de batatas.
— Você vai para seus avós no Natal? — Foi uma pergunta idiota para perguntar. Ela sempre ia, mas eu queria dizer alguma coisa.
Bella assentiu.
— Meus pais querem sair na véspera de Natal e passar a noite com eles. E você?
— Vovô está descendo neste ano, fazendo a coisa na manhã de Natal com a gente.
— Uau. Ele está dirigindo de Morgan County sozinho?
— Sim. — Orgulho encheu minha voz. — O homem é tão velho como a sujeira, mas ele está ainda correndo por aí como se tivesse vinte anos.
— Seu avô é muito engraçado. Lembra-se de quando ele tentou construir um parque infantil caipira no quintal de sua mãe com o guindaste?
Eu ri.
— Sim, mamãe não estava muito feliz com isso.
— Nem os vizinhos. — Por força do hábito – e eu sabia que foi o que levou a isso – ela arrancou metade do camarão dos espetos e colocou-os no meu prato. Ela nem sequer pareceu perceber que fez isso, até que ela terminou, mas, em seguida, suas sobrancelhas se uniram e ela ficou silenciosa.
Eu já perdi a vontade de conversar e senti o frio como um áspero vento ártico.
— Eu contei a mãe sobre ir para a escola veterinária.
— O quê? — Ela deixou cair a faca quando girou em direção a mim. — Você disse?
Emocionado com o fato de que eu tinha toda a sua atenção, eu ignorei Rose e Emmett, que pararam de discutir durante cinco segundos.
— Sim.
— Bem? — Excitação virou os olhos brilhando em safiras. — O que ela disse?
A temida conversa havia acontecido cerca de quinze minutos depois que eu atravessei a porta após voltar de Snowshoe. E mais 15 minutos depois, eu comecei a beber. — Ah, ela não estava muito emocionada com isso. Houve lágrimas, mas acho que no final, ela sabe que é o que eu quero.
— Ela chorou? — Bella fez uma careta. — Oh, não.
Eu balancei a cabeça.
— Ela parece melhor com isso agora, mas eu acho que vai demorar um pouco para ela se acostumar. — Inclinando-me para trás, eu abri minhas pernas até que minha coxa pressionou a dela. Totalmente de propósito, e ela não se afastou. Encarei isso como um bom sinal. — Eu estou feliz que finalmente consegui uma abertura. É realmente por causa de você.
— Eu? — ela chiou.
Emmett inclinou a cabeça para o lado, sobrancelhas levantadas.
Eu ia dar um soco na cara dele mais tarde.
— Bem, você sabe, depois que nós conversamos sobre isso, eu sabia que precisava dizer alguma coisa para ela em breve. Você... Você me deu a coragem para fazê-lo.
Emmett ficou chocado.
Eu estava seriamente indo chutar e torcer suas bolas, mas Bella sorriu – sorriu tão amplamente e lindo que as bolas de Emmett podiam estar seguras.
— Isso é ótimo — disse ela. — Estou feliz por você. De verdade. Eu sei que isso é o que você quer, e você será ótimo nisso.
Pressão apertou o cerco contra meu peito, e não havia muito que eu precisava dizer. Agora não era o momento certo, mas eu precisava dizer alguma coisa, porque eu tinha dois segundos para conquistá-la.
— O que você vai fazer depois?
— Nada — Rose respondeu por ela. — Ela não vai fazer absolutamente nada.
Bella lentamente virou-se para Rose, e eu queria abraçar a maldita garota.
— Então, você não tem nada para fazer — eu cortei antes que Bella pudesse dizer qualquer coisa. Ela se virou para mim, e eu senti que tudo veio a este minuto. Se ela disser que não, então eu sabia que acabou. Meus músculos apertaram como se eu estivesse prestes a bater uma alta encosta. — Podemos...?
— Edward Cullen — uma voz suave e rouca interrompeu. — Caramba, essa será a minha noite de sorte.
Bella
O jantar havia começado em sete diferentes círculos do inferno, mas no decorrer da refeição, eu relaxei. Não completamente, porque sentar ao lado de Edward foi um verdadeiro teste de autocontrole. Eu estava dividida entre a vontade de rastejar em seus braços e querer chutá-lo para fora da cabine.
Mas com ele olhando para mim como se eu fosse a única coisa que ele precisava em sua vida? Eu estava começando a cair em seu colo quando uma voz feita para ter caras tirando suas calças deslizou sobre a minha pele como cobras.
Forçando meu olhar para longe dos olhos verdes escuros de Edward, eu vi uma garota que eu mal reconheci. Levei alguns minutos para lembrar que o nome dela era Corie. Fomos para a escola juntas. Não fazia ideia do que ela tem feito ao longo dos anos, mas lembrei quem foi até ela várias vezes na escola.
Meu olhar viajou por cima da blusa vermelha, colante. Corie tinha os peitos dos sonhos. Ela olhou para mim, e eu sabia que ela rejeitou a minha presença sem rodeios. Como se o fato de Edward estar sentado ao meu lado na mesa não significasse nada.
Em qualquer outro momento, isso provavelmente não teria me incomodado. Até porque eu estava acostumada a garotas aleatórias que se aproximavam de Edward em todos os lugares que íamos. O menino era bem viajado, mas agora, depois de tudo? Sim, isso não me fez sentir calorosa ou indiferente.
Rose murmurou algo sob sua respiração quando Edward virou lentamente.
— Hey — ele disse calmamente. — Como tem passado Corie?
Corie bateu a mão em seu quadril enquanto os lábios pintados de vermelho se espalharam em um sorriso.
— Eu estou bem. Não te vi por aqui recentemente. Acho que você está em casa para o Natal?
— Não me diga — Rose murmurou baixinho, e eu tinha certeza que Corie não a ouviu.
Emmett apertou os lábios quando de repente se tornou interessado na comida em seu prato.
— Sim, eu estou em casa por um tempo. — Edward deixou cair o braço ao longo das costas do assento atrás de mim. — Então, estamos voltados para a escola.
Se estamos era um código escondido para alguma coisa, ninguém entendeu, especialmente Corie. Ela jogou ondas consideravelmente louras sobre seu ombro, e depois cruzou os braços. Até os meus olhos foram direto para seu decote.
— Estou de férias, também, de Shepherd, até o décimo quinto dia de janeiro. Nós devemos ficar juntos.
Era como se eu nem estivesse sentada ali.
— Eu não sei nada sobre isso — Edward respondeu diplomaticamente. — Eu estarei muito ocupado, mas foi bom ver você, ok?
Corie piscou, e seus lábios formaram um O perfeito. Eu estava fazendo a mesma coisa. Eu não podia pensar em um momento que Edward havia rejeitado uma garota bonita. Admito, pode ser porque eu estava sentada bem ali, e dada a nossa história recém-adquirida, ele estava sendo um pouco mais discreto do que o normal.
Meu olhar prendeu ao de Rose e ela tinha aquele grande sorriso de gato-que-comeu-cada-canário-da-gaiola, e eu não podia evitar o sorriso que enfeitou meus lábios.
— Bem, me ligue. Eu terei tempo para você, se você tiver tempo para mim. — Corie sorriu, mas faltava a ela a confiança de antes. — Vejo você por aí.
Edward assentiu.
Depois Corie ricocheteou em algum lugar, o silêncio desceu sobre a mesa e o sorriso fugiu dos meus lábios. Mal-estar virou a comida no meu estômago, e eu desejei não ter comido o que eu comi.
Emmett ainda estudava sua comida como se fosse um teste. Rose estava incrivelmente quieta, o que significava que o apocalipse começou, e Edward olhava ao longe, um músculo da mandíbula saltando. Eu não sei exatamente o que fez com que tudo afundasse em seguida, mas eu de repente percebi, tipo realmente entendi, que o que aconteceu entre nós afetou cada aspecto de nossas vidas.
Até mesmo os nossos amigos.
Porque agora, Emmett e Rose estavam mais provavelmente experimentando um louco caso de constrangimento de segunda mão, ou eles simplesmente não sabiam como lidar com a situação. Talvez eles se sentissem mal por mim, ou se sentiram estranhos em nome de Edward. Eles provavelmente esperavam para ver como eu reagiria, se eu ficaria brava, ciumenta ou choraria.
Mesmo se Edward e eu passássemos isso e mudássemos como amigos, nossos amigos sempre estariam desconfortáveis. O peso desse conhecimento estabeleceu sobre os meus ombros e eu desabei, querendo nada mais do que ir para casa e rastejar na cama.
A verdade, não importa o que Rose disse ou eu queria acreditar, era que Edward não era o tipo de cara que estava em compromissos. E se ele quisesse ficar comigo, ele teria ligado ou feito alguma coisa depois que eu fui embora. Qualquer coisa além de beber em um estado de estupor, e é claro que ele provavelmente queria salvar a nossa amizade. Ele era... Ele era um cara bom assim.
Rose sorriu para mim, e pareceu sentir o quanto o meu humor havia caído.
— Você está pronta para sair daqui?
Ignorando o olhar penetrante de Edward, eu assenti. Eu acho que naquele momento não havia nada que eu quisesse mais do que sair dali.
Ed
As garotas saíram rapidamente, deixando Emmett e eu por nossa própria conta. Ele pediu uma cerveja, e se eu não estivesse dirigindo, eu pediria uma garrafa de Jim Beam.
— Isso foi brilhante — eu disse, esfregando as têmporas.
Emmett riu.
— Eu não acho que foi tão ruim assim. Bem, somente quando a Loira apareceu, foi muito estranho, mas...
— Isso foi apenas estranho? — Eu não podia acreditar que Corie apareceu na nossa mesa. Bella e eu parecíamos chegar a algum lugar e, em seguida, BAM, uma explosão do passado. Porra de tempo perfeito. — Eu tenho certeza que Bella apreciou disso.
Ele tomou um gole de sua cerveja.
— Amigo, você precisa me dizer o que aconteceu entre vocês dois, porque a uma semana, Isabella provavelmente ficaria irritada com isso, mas não teria se importado muito. Então pare com essa besteira e me diz o que aconteceu.
Eu arqueei uma sobrancelha para ele.
Emmett piscou.
— Ou eu vou conseguir a versão feminina da Rose, em que você vai surgir como um bundão gigante. Diga-me o seu lado da história.
— Eu sou uma bundão gigante.
Ele inclinou o queixo para baixo.
— Diga.
A última coisa que eu queria fazer era conversar sobre problemas femininos com Emmett, mas porra, eu poderia dizer pela forma como Rose agiu, ela sabia. Ele descobriria mais cedo ou mais tarde. Então eu disse a ele o mais básico.
De jeito nenhum no inferno eu entraria em detalhes, não sobre Bella, porque era errado. Quando terminei, eu realmente não me sentia melhor. Meio que apenas confirmou o quão burro eu fui todo esse tempo – anos sendo o Rei do Idiotas.
Emmett se sentou, balançando a cabeça lentamente.
— Eu acho que preciso de outra cerveja para digerir tudo disso.
— Merda. Você e eu. — Corri a mão pelo meu cabelo. — Então sim, eu fodi tudo. Regiamente.
— Bem, as pessoas têm fodido mais do que você, mano. Confie em mim sobre isso. — Ele se inclinou para frente, expressão séria. — A merda com James é fodidamente terrível, mas você não sabia que a coisa ia acontecer. Isabella é uma garota razoável. Ela vai superar isso.
— Eu não acho que eu posso superar isso. — Fiz uma pausa, olhando para a mesa. — O filho da puta a machucou por causa do que fiz no meu passado. Se não fosse por mim, ela nunca teria passado por isso.
— Mas você não fez isso com ela.
— Existe diferença realmente?
— Sim — Emmett disse com firmeza. — Não é uma diferença enorme. Você criou a situação, mas você não forçou aquele filho da puta a fazer nada. Isso não é sobre você, mano. Não é.
Eu entendi o que ele estava dizendo, mas seria preciso muito para me absolver dessa culpa.
— E essa não é a grande questão — Emmett disse, olhando-me. — Você mentiu para ela sobre Victoria?
— Merda. — Eu levantei minhas mãos. — Eu realmente não sei. Quero dizer, quando Bella me perguntou sobre ela, foi antes de qualquer coisa acontecer entre nós. Eu não achava que Bella verdadeiramente pensava em mim de forma diferente. Tudo que eu disse foi que Victoria e eu não éramos assim. E não éramos. Nós transamos uma vez a mais de um ano atrás. Eu não estava pensando quando eu disse para Bella.
— Humm, esses detalhes são uma puta. — Emmett acabou com sua cerveja com os olhos apertados. — Você realmente achou que Isabella não tinha uma queda por você?
— Não. Eu não. Eu não conseguia pensar isso, porque se...
— Se ela não tivesse, então, poderia arruinar a sua amizade. Eu entendo isso, mas caramba, essa garota... Você devia estar negando gravemente. Ele deu de ombros. — Faz sentido, embora – você a desejando secretamente e etc.
— Faz?
Emmett riu. —
Sim, cara, você não gostava se um cara até mesmo olhasse na direção dela. Inferno, se eu olhasse para ela por muito tempo, você ficaria irritado. E quando você foi atrás de Jacob? Isso é uma amizade bem hardcore.
— Cale a boca — rosnei.
Ele sorriu.
— Então o que você vai fazer? Ser um covarde ou corrigir isso?
— Desculpe-me — eu balancei minha cabeça. — Cara, você tem sorte que eu gosto de você.
— Você tem sorte de eu não fazer merda ao redor. — Ele piscou quando ele puxou a manga de sua blusa para baixo, cobrindo uma das intrincadas tatuagens gravadas em seu braço. — Olha. Estou falando sério. Você ama esta garota, certo?
Pela primeira vez na minha vida, eu não hesitei.
— Sim. Eu a amo, Emmett. Puta merda, essa foi a primeira vez que eu disse isso em voz alta. Isso me abalou e minha voz estava grossa. — Eu a amo mais do que qualquer coisa.
— Então qual é o problema?
Olhei para ele.
— Eu tenho certeza que eu listei todos os problemas.
— Você listou um monte de merda, infelizmente, é o que você fez. Nada não solucionável. Não é como se você tivesse feito algo imperdoável. Não é como se um de vocês dois estivesse morto.
Eu não sabia o que dizer no início.
— Droga... — E isso era tudo que eu poderia dizer.
Emmett suspirou.
— Um monte de gente mataria para ter a chance de estar com a pessoa que ama. Não estrague isso.
Ele nunca realmente falou sobre o seu passado, e além das esquisitices entre ele e Rose, ele realmente não conversava com as garotas. Entrar e sair de suas camas? Isso era mais uma pista de Emmett.
— E você? — perguntei.
— Eu? — Ele riu de novo. — Eu sou alérgico a essa merda. Amor? Não. Tudo que eu sei disso é que destrói as pessoas e suas vidas. Eu não quero fazer parte disso.
Minhas sobrancelhas se ergueram em surpresa.
— Whoa. Isso é... Isso soa positivo.
— Que seja. Nós não estamos falando de mim e não vamos, então comece a tirar esse olhar do seu rosto.
Eu levantei minhas mãos.
— Mensagem recebida.
Emmett inclinou a cabeça para o lado e deu um sorriso apertado.
— Enfim, tudo que eu estou dizendo é que, por que você ainda está sentado aqui falando comigo?
Olhando para ele por um momento, eu dei de ombros.
— Quem mais vai conduzir a sua bunda mal-humorada para casa?
Bella
Colocando minhas calças de pijama, eu puxei um longo casaco de lã grossa em cima da parte superior da minha camiseta, enquanto calçava minhas pantufas. Sentindo-me incrivelmente necessitada da minha mamãe, fiquei desapontada ao encontrá-la já desmaiada no sofá ao lado de papai, as luzes multicoloridas da árvore de Natal piscando sobre suas formas. Eu resisti à vontade de mexer com eles e exigir atenção.
Fui até a cozinha e peguei a caixa de chocolate do armário. Depois, subi para o andar de cima e coloquei-a sobre minha mesa de cabeceira. Prendi meu cabelo em um coque bagunçado, enquanto me arrastava até a estante. O que eu precisava era me perder em um bom livro – um com toneladas de sexo e angústia, completo com um inacreditável felizes para sempre depois que me fizesse amar e odiar a história ao mesmo tempo.
Enquanto meu olhar percorria as colunas, alguns retos e outros deformados, meu cérebro vagava direto a um território irritante. Ele tinha um nome – Edward. Deus. Eu não queria pensar nele. Eu não queria pensar em como ele olhou para mim quando saí com Rose, como se eu estivesse ferindo seus sentimentos ou algo assim.
Puxando um antigo favorito, eu voltei para a minha cama e me sentei. Eu deixei cair o livro sobre a colcha e peguei meu chocolate quente, desejando que eu tivesse tido a precaução de pegar alguns daqueles minúsculos marshmallows.
Eu tentei entrar no livro, mas comecei a ler o mesmo parágrafo duas ou três vezes e ainda não tendo ideia do que eu estava lendo. Debatendo sobre minhas costas, eu coloquei meus braços sobre o meu rosto e gemi. Eu queria chorar, gritar, ficar com raiva e enfiar minha cabeça sob um travesseiro. De uma forma estranha, parecia ter passado um ano desde que eu saí para Snowshoe. Tanta coisa mudou em um curto espaço de tempo. Foi realmente semana passada que eu havia considerado ver se Paul estava interessado em mim? Foi apenas há uma semana que meu coração tinha sido completamente despedaçado? Agora eu sequer podia pensar em sair com alguém.
E meu coração estava totalmente destruído.
O que eu deveria fazer a partir daqui? Tentar fingir que nada aconteceu? Isso não daria certo. Evitá-lo? Isso seria tão difícil, quase impossível considerar. Eu fechei meus olhos contra as lágrimas. Como eu poderia evitá-lo quando ele era uma parte tão complicada da minha vida?
E se Edward agora pensava que eu era tão frígida como Nate afirmara? Rolando mais, eu empurrei meu rosto no travesseiro. Eu ficaria louca, porque eu não tenho respostas para nada disso. E não haveria...
Pancada.
Levantei em meus cotovelos e franzi a testa. Eu tinha ficado louca? Porque juro ter pensado que eu ouvi uma...
Pancada.
Ficando de joelhos, eu torci, examinando o quarto. Eu não via qualquer coisa que poderia ter feito aquele barulho.
— Ok — eu sussurrei, deslizando para fora da cama. Eu andei até o centro do quarto e fiquei completamente parada.
Pancada.
Eu pulei.
Oh meu Deus, e se minha casa estivesse assombrada agora? Ou e se eu estivesse prestes a puxar alguma merda de Cisne Negro? E se...
Pancada.
Eu fui em direção à janela. Aha! Vinha da janela do meu quarto... Dois pisos acima do solo. O que no mundo?
E então me bateu. O som – oh, santo-bebê-Jesus-na- manjedoura – o som era familiar. Não era um fantasma, mas a loucura ainda era uma opção, porque isso não poderia ser o que eu pensava que era.
Anos atrás, Edward costumava atirar pedras antes de escalar a nogueira maciça do lado de fora da minha janela do quarto. Tão clichê e ridículo, mas ele fez até o ensino médio.
Não podia ser.
Minhas pernas tremiam enquanto eu dei um passo para frente, e depois dois. Eu cheguei à janela, e as mãos tremendo, eu separei a cortina branca transparente. Um segundo depois, uma pedra bateu no vidro grosso da parte inferior da janela.
Eu congelei enquanto meu coração acelerou, e então caí para frente, abrindo a pequena trava e levantei o vidro para cima. Enfiei a tela ao lado e inclinei-me para o congelante ar de dezembro.
E meu coração pulou uma batida.
Edward estava em pé abaixo, ao lado do fio de renas iluminadas, um gorro puxado baixo, um braço levantado. Ele soltou no segundo antes de me ver.
— Oh, merda!
Eu pulei para trás quando uma pedrinha ultrapassou meu rosto. Santa porcaria. Eu coloquei minha mão sobre meu coração acelerado e me aproximei cautelosamente da janela de novo. Eu me inclinei para fora.
Edward acenou com o braço.
— Desculpe por isso!
— Está tudo bem. — Isso era realmente surreal. Talvez eu estivesse sonhando. — O que você está fazendo, Edward?
— Conversando com você.
— Eu posso ver isso. Por que... Por que você não me ligou? — Por que essa parecia a maneira mais fácil de falar comigo.
Ele se arrastou de um pé para o outro, encolhido na sua jaqueta.
— Eu precisava falar com você cara-a-cara.
A luz da varanda acendeu e eu estremeci. A conversa cara-a- cara não era tão possível com ele do lado de fora e, obviamente, com um, se não ambos, meus pais acordados.
— Edward...
— Espere — ele disse lá fora. — Eu estou chegando.
Estou chegando? Então eu percebi que ele não estava usando a porta. Oh, querido Senhor, ele estava escalando a árvore. Ele iria se matar! Eu me inclinei para fora da janela, minha respiração ofegando pequenas nuvens brancas na frente do meu rosto quando ele deslizou no tronco.
— Edward, você está louco?
— Não. Sim. — Ele puxou-se sobre o primeiro grosso galho. Endireitando, ele olhou com uma careta. — Bem, isso é mais difícil do que eu me lembro.
Minha boca caiu aberta.
— Talvez você devesse simplesmente voltar para baixo e usar a porta da frente, como, eu não sei? Uma pessoa normal faria?
— Eu já estou no meio do caminho. — Ele colocou o seu pé em uma fenda e impulsionou-se até o galho mais próximo de minha janela. Envolvendo as mãos em torno dele, ele olhou para mim. Suas bochechas estavam rosadas do frio e seus olhos brilhavam ao luar. — Se eu cair e quebrar meu pescoço, você irá dizer algo de bom no meu funeral? Tipo Edward era normalmente mais gracioso?
— Oh, meu Deus...
Edward riu quando ele puxou a si mesmo, então ele estava agachado contra o tronco maciço, segurando a árvore acima dele.
— Não se preocupe. Eu faço isso.
Meu olhar caiu no chão duro e coberto de neve. Eu não tinha tanta certeza sobre isso.
— Por que você apenas não bateu na porta?
Ele inclinou a cabeça para o lado, como se não tivesse pensado nisso.
— Eu não achei que você iria responder.
— Eu teria respondido — eu disse.
— Agora é tarde demais. — Ele piscou, e meu coração caiu. — Você pode querer se mover para trás.
Afastando-me, eu segurei minha respiração enquanto ele aliviou- se no galho, fazendo com que a metade da árvore sacudisse como ossos secos. Oh Deus, eu não queria ver isso. Eu queria fechar meus olhos enquanto ele engatinhou perto da borda, parou e, em seguida, olhou para baixo. Ele levantou a cabeça, parecendo julgar a distância.
Meu coração paralisou.
— Edward, não...
Tarde demais.
Edward meio saltou meio se jogou em direção a minha janela aberta. Eu era maricas. Fechando meus olhos, enrolei minhas mãos perto do meu peito e soltei um gritinho. Houve um som de carne batendo na madeira e meus olhos se abriram. Ele entrou pela janela aberta, caindo em seus pés como um maldito gato. Embora tenha tropeçado e batido na minha mesa, fazendo com que livros e meu computador tremessem.
Ele estendeu as mãos para os lados e olhou ao redor lentamente antes de seu olhar pousar em mim.
— Eu sou incrível.
Eu mal podia respirar.
— Sim.
Uma batida soou na porta do meu quarto um segundo antes de abrir. Papai colocou a cabeça dentro, os olhos arregalados.
— Eu só estou tendo certeza que ele chegou até aqui vivo.
Eu balancei a cabeça e Edward deu um sorriso.
— Estou inteiro.
— Isso é bom de ver. — Papai começou a fechar a porta, mas parou. — Da próxima vez, use a porta da frente, Edward.
— Sim, senhor — disse Edward.
Balançando a cabeça, meu pai fechou a porta, e Edward e eu estávamos sozinhos no meu quarto. Não seria a primeira vez. Quando estivemos em casa durante as férias de outono há alguns meses, ele esteve aqui, mas agora?
Parecia completamente diferente.
Tê-lo aqui, tão perto da cama – e eu não usando um sutiã ou calcinha sob a roupa – fez minha pele corar. Isso significava problemas.
Edward puxou o chapéu de malha e, em seguida, ele parou no meio tirando o casaco.
— Você se importa?
Eu balancei minha cabeça enquanto fechava as bordas do meu cardigã. Músculos magros flexionaram enquanto tirava o casaco preto e colocava sobre a cadeira na minha mesa. Então ele se virou para mim, e o ar vazou de meus pulmões. Ele nunca pareceu tão... Inseguro e vulnerável. Sua garganta trabalhou várias vezes, e, em seguida, ele se sentou na minha cadeira e soltou um longo suspiro.
— Nós precisamos conversar — disse ele, apoiando as mãos nos joelhos.
— Eu sei — eu sussurrei, porque não havia nenhum ponto em mentir ou adiar o inevitável. Eu não podia me sentar, por isso eu estava em pé.
— Sinto muito sobre como eu saí de Snowshoe sem dizer nada. Eu só precisava sair de lá.
Ele acenou com a cabeça.
— Eu posso entender isso.
Eu pensei sobre o que Rose disse sobre James e o que ele fez. Culpa queimava como ácido em minha barriga.
— Eu... Eu não deveria ter dito algumas das coisas que eu disse a você sobre James. Isso não foi culpa sua. Não realmente, e foi baixo eu colocar isso em você, então eu sinto muito.
Edward piscou.
— Você está se desculpando?
O som de descrença na voz dele me irritou. Como se ele não quisesse o meu pedido de desculpas, que era tarde demais para isso.
— Sim. Eu não devia ter dito isso a você. E o que você fez um ano atrás...
— Calma aí. — Edward levantou a mão. — Você não pode estar falando sério.
Eu respirei fundo, mas ficou preso na minha garganta. Meu coração batia rápido e de repente eu tinha necessidade de me sentar. Sentei-me na borda da cama, sentindo como se estivéssemos prestes a terminar... Exceto que não estávamos juntos.
Edward inclinou-se para frente, as rodas da cadeira rangendo sobre o piso de madeira.
— Você não tem absolutamente nenhuma razão para se desculpar Bella. Sinto muito não deve mesmo cruzar seus lábios.
— Não?
— Não. — Ele passou a mão sobre sua mandíbula. — Tudo isso é culpa minha. Eu estraguei tudo, Bella. Eu estraguei tudo, tantas vezes, que eu não deveria mesmo estar sentado aqui. Você não deveria nem falar comigo.
— Oh? — eu não tinha certeza de como processar isso.
Ele soltou um suspiro, e então ele se endireitou. Eu fiquei tensa, porque ele tinha esse olhar como se estivesse preparando-se. Como se estivesse prestes a arrancar um curativo, e talvez fosse por isso que ele estava aqui. Para me dizer que nada devia ter acontecido entre nós, que deveríamos ter ficado apenas amigos, e que estava arrependido por permitir isso ir mais longe. Eu não queria ouvir isso, mas eu sabia que precisava. Isso ia doer – doer como o inferno. Pensei em Jake e no que ele disse, e eu queria rastejar debaixo da cama, mas eu me forcei a sentar-me lá. Não mais correr. Não mais me esconder. A vida era imperfeita. Este seria um daqueles momentos.
Nossos olhares se encontraram.
— Eu sinto muito por um monte de coisas — Edward começou, segurando meu olhar. — Eu queria que você não tivesse que passar pelo que você passou com James. Ele machucou você. Eu sei que você diz que está bem, mas ele colocou as mãos em você, e foi por causa de algo que eu fiz. Eu nunca vou me perdoar por isso.
— Isso não foi culpa sua. — A culpa de mais cedo cresceu como uma erva daninha. — Por favor, não pense isso. O cara era obviamente instável...
— Eu sei, mas vai me levar muito para superar isso — admitiu abertamente. — Eu fico revivendo a coisa toda, e cada vez que eu penso em você se machucar, isso me mata um pouco. Estou falando sério e eu sinto muito, Bella. Eu sinto muito.
Meu coração feriu de ouvi-lo falar assim.
— Edward...
— Mas isso não é o que me deixa mais triste — ele continuou, e eu pensei, aqui vai. Eu tentei o meu melhor para me preparar, mas um nódulo já estava crescendo na minha garganta. Edward correu suas mãos através de seu cabelo. — Me arrependo mais por ferir você. Eu sei que eu fiz. Eu sei que eu te machuquei antes com as outras garotas. Eu te machuquei por não adiantar sobre Victoria. Eu não queria mentir. Eu não estava pensando, porque Victoria e eu não somos assim, mas eu deveria ter te contado que tivemos relações antes. E eu não dormi com ela novamente. Pode ter certeza que não dormi com ela quando eu fui para a cabana dela para ajudá-la com as janelas golpeadas...
— Janelas golpeadas? — eu repeti entorpecida.
— James golpeou suas janelas na noite anterior. Ela vive sozinha lá em cima e precisava de ajuda — explicou. — Mas eu gostaria de não ter ajudado ela. Eu deveria estar lá para você e eu não estava. Eu não posso me perdoar por isso.
Fechei os olhos, sentindo tanta coisa que eu não sabia por onde começar. Muitas emoções giraram dentro de mim para realmente digerir tudo isso.
— Oh, Edward...
— E eu não espero que o meu pedido de desculpas faça um pouco de diferença, droga. Confie em mim — ele se apressou, e eu abri os olhos, piscando as lágrimas quentes. — Eu sei que há muita coisa para mim, para compensar. Aquelas vezes que eu abandonei você para ir ao cinema com outra garota, quebrei planos para fazer sexo, esse tipo de coisa. Porque é tudo sobre isso, estava trepando, sabe? E então houve o baile. Eu nem dancei com você. E todo esse tempo, você estava ali ao meu lado, e eu estou... — ele balançou a cabeça. — Eu estou totalmente incoerente. Eu provavelmente não posso consertar nada disso. Eu não vou te culpar se você me disser para dar o fora dessa casa, mas apenas saiba, há mais um monte de coisas que eu gostaria de poder fazer, mas há uma coisa que eu nunca irei me arrepender.
Eu parei com meus pensamentos e pulso acelerados.
Edward levantou-se e se aproximou de mim, ajoelhando-se. Ele inclinou a cabeça para trás para que ele me olhasse diretamente nos olhos quando dissesse as próximas palavras.
— Eu nunca vou me arrepender de estar com você, Bella. Nunca. E eu queria poder voltar e reviver aquelas horas. Eu gostaria de poder voltar no tempo, e em vez de me juntar com uma garota, me levantar como homem e dizer como eu realmente me sentia por você, como eu sempre me senti por você.
Eu abri minha boca e engasguei, mas não havia palavras. Eu procurei seu rosto marcante, e ele olhou de volta, aberto e bem ali – finalmente, bem ali na minha frente. Meu coração estava inchando e explodindo ao mesmo tempo. Esperança queimou tão brilhante como a Estrela do Norte.
— Como você sempre se sentiu?
— Eu te amei a minha vida inteira — disse ele, com os olhos presos nos meus. — E eu te amaria pelo resto da minha vida se você me deixasse Bella.
Ed
Uma vez que essas palavras saíram da minha boca, eu sabia que era a coisa certa a dizer. Não havia nenhuma dúvida em minha mente. Era o que eu deveria ter dito anos atrás, desde o primeiro momento em que eu percebi quão profundo eram os meus sentimentos por ela. E havia uma boa chance de ser tarde demais agora, mas um peso foi tirado dos meus ombros. Eu cuspi a verdade. Eu não esperava que as minhas desculpas fossem suficientes agora, mas dizer a ela como eu me sentia poderia abrir uma porta para mais tarde. Pelo menos, era o que eu esperava.
Mas quanto mais Bella ficava quieta, mais preocupado eu ficava. Ela parecia um pouco estupefata e não se mexeu. Suas mãos estavam flácidas em seu colo, com as palmas para cima. Ela não disse nada. Seus belos lábios rosados se separaram. Ela apenas olhou para mim.
Me senti como se eu tivesse levado um soco nas bolas. Eu errei tanto que a minha declaração de amor explodiu na sua mente do jeito errado? Ah cara, eu não gosto desse sentimento. Provavelmente merecido, mas isso não tornava mais fácil de engolir, especialmente quando seus olhos se voltaram vítreos, como se lutasse contra as lágrimas.
Eu não planejara isso. Porra.
— Bella, baby, diga alguma coisa, por favor. — Deixei minhas mãos nas minhas coxas para me impedir de pegá-la. — Por favor.
Ela deu um pequeno aceno de cabeça, fazendo com que alguns fios mais curtos deslizassem livre de seu coque. Mechas escuras escovavam suas têmporas e nuca. Então ela se inclinou para frente. Antes que eu percebesse o que ela estava fazendo, ela segurou meu rosto com as mãos trêmulas.
Ok. Isso era bom. Isso estava indo a algum lugar que eu...
— Eu quero te estrangular — disse ela, com a voz rouca.
Certo, isso não era bom. Absolutamente não.
— Você não tem ideia do quanto eu quero chutar você agora — acrescentou.
E isso era pior. Isso não era...
— Eu te amo — disse ela. — Eu te amei desde que você me empurrou no parque infantil. Juro – eu amei você desde então.
— Eu... O quê? — Olhei para ela. — O que você acabou de dizer?
Bella me beijou.
Seus lábios eram macios contra os meus, o toque era hesitante e de tirar o fôlego dela, e tão maldito doce. Inspirei-a através do beijo, puxando-a para perto de mim. Meu cérebro desligou enquanto eu me alegrava com seu beijo, como um cão rolando de costas para uma massagem na barriga. Levantei-me sem pensar, minhas mãos caindo até seus quadris. Ela agarrou meus braços, os dedos cavando meu suéter de uma forma que todo o meu corpo pulsava.
— Diga isso de novo — eu implorei.
Seus lábios se curvaram para cima nos cantos.
— Eu te amo, Edward.
Um tremor rolou através de mim. Levantei-a e coloquei-a ainda mais na cama. Eu vim em cima dela, beijando-a de volta. Em segundos nossos corpos estavam alinhados com o outro. Minha língua passou por seus lábios e ela gemeu, enviando uma corrente de excitação através de mim. Suas mãos corriam pelas minhas costas e as minhas encontraram seu caminho sob o suéter pesado, contra sua camisola. Ela arqueou, como se deixando minha mão viajar mais ao norte. Levantei-me um pouco, o meu olhar à deriva sobre o rosto suavemente corado, gracioso pescoço longo, e as pontas duras de seus seios lutando contra o tecido fino. Meu corpo tremia com o esforço para não deixá-la nua.
Oh, foda-se.
Minha mão parecia incrivelmente grande aberta através de seu estômago, logo abaixo dos seios. Whoa. Eu precisava freá-la, mas eu estava sofrendo para estar dentro dela, não tendo nada entre nós.
Bella estendeu a mão, correndo as pontas dos dedos ao longo da minha mandíbula. Prestei atenção no gesto, fechando meus olhos enquanto desejava que meu coração desacelerasse.
— Você me ama? — ela perguntou.
— Sempre — eu disse, pressionando meus lábios no centro da palma da sua mão. — Eu sei que tive um jeito de merda de mostrar isso, mas eu te amei desde que você me fez comer torta de lama.
Ela arrastou a mão no meu peito, parando acima do meu coração.
— Sim, eu diria que é uma maneira muito estranha.
Abri os olhos, pronto para me desculpar mais. Então eu vi o sorriso suave no rosto dela, e meu coração realmente pulou no meu peito. Eu abri minha boca, mas eu estava além das palavras enquanto o meu olhar viajava em seu rosto.
— Sério?
— Sério — ela sussurrou.
— Eu realmente achava que você não me via como outra coisa senão um amigo. — Baixei a cabeça, beijando seus lábios, porque parecia que eles estavam abandonados. — E eu não sabia que eu queria mais até que você ficou com Jacob, e percebi que já era tarde demais. Mesmo depois que vocês se separaram, parecia que eu havia perdido a minha chance.
Suas sobrancelhas arquearam para baixo.
— Por que você nunca disse nada?
— Por que você não disse?
Ela apertou os lábios.
— O mesmo que você. Eu não achava que você me via como nada além de uma amiga e...
— Eu sei. As garotas... — Eu pressionei minha testa contra a dela. — Eu pensei que não poderia tê-la, então eu queria esquecer como me sentia. Foi uma péssima ideia.
Seus olhos se estreitaram.
— Sim, foi.
Meu passado realmente demonstrava o tesão dos excitados.
— Eu gostaria de poder voltar e mudar as coisas. Desejo...
Ela colocou um dedo nos meus lábios, um dedo que cheirava a cacau.
— Está no passado. Não há nada que possamos fazer sobre isso. E hey, eu poderia ter dito alguma coisa. Desenvolvido algumas bolas de senhora...
— Bolas de senhora? — eu levantei minhas sobrancelhas.
— Uh-huh.
Eu fiz uma cara enquanto me deitava ao lado dela.
— Eu realmente não quero pensar em você com bolas, Bella.
Ela riu em seguida, e o som trouxe um sorriso ao meu rosto. Eu peguei a clareza, o leve som feliz com meus lábios.
— Se você tivesse, eu teria... — eu balancei minha cabeça. — Isso não importa. É sobre o que eu vou fazer agora. Isso é tudo o que importa. Eu vou passar o resto da minha vida, fazendo isso. Eu prometo.
No começo eu pensei ter dito a coisa errada. Lágrimas brotaram em seus olhos tão rapidamente e ela rolou para o lado dela, enterrando seu rosto contra meu peito. Oh merda, eu definitivamente disse algo errado. Assim rapidamente. Uau. Isso deveria ser um recorde.
— Hey. — Eu deslizei meus dedos sob o queixo. — O que está acontecendo?
Ela lutou comigo, mas gradualmente me deixou levantar sua cabeça.
— Sinto muito. Não é nada que você fez. Eu estou apenas... Realmente emocional agora.
Isso não foi uma resposta boa o suficiente para mim. Sentando- me, eu a puxei no meu colo e ela ficou contra mim.
— Bella...
Enxugando suas bochechas, ela riu.
— São lágrimas de felicidade. Eu juro. É só que eu nunca pensei que isso iria acontecer. Não realmente, eu pensei que... Eu pensei que você tivesse se arrependido de estar comigo, e é por isso que você queria conversar. Que você pensou que eu era frígida, como Jake...
— Whoa. Espere. — Eu trouxe seu rosto para o meu. — Você é completamente o oposto disso, e eu nunca sequer pensei que isso poderia ser verdade. Cara, eu quero quebrar o queixo dele novamente. Eu não posso acreditar que você ainda se preocupa com isso.
Ela fungou.
— Eu sei que é estúpido.
— Não é estúpido. — Eu limpei uma lágrima solitária de seu rosto.
Ela se inclinou para mim, envolvendo os braços em volta da minha cintura.
— É estúpido. Deixei isso me afetar por quantos anos? E eu acho que é por isso que eu estava tão pronta para acreditar que você estava com Victoria e exagerei.
— Você não exagerou. — Eu segurei-a com força, apoiando o queixo sobre sua cabeça. Deus. Eu não sabia quão bom era segurá-la até que eu estava fazendo isso. — Eu mereci tudo o que você disse.
— Edward. — Ela suspirou.
— Eu sei. — Eu ri. — Está no passado, certo? — Quando ela acenou com a cabeça, eu resisti à vontade de apertá-la. — Você sabe o que mais está no passado?
— O quê?
— Estes malditos ursos de pelúcia em sua cama. Acho que você tem o marrom desde criança. Está provavelmente coberto de germes.
Bella afastou, batendo no meu peito.
— Não, não está, seu idiota!
Rindo, eu me inclinei para trás entre os ursos, jogando mais deles no chão enquanto a trazia para deitar comigo. Virei-me para que estivéssemos cara a cara, deitados lado a lado.
— Hey — eu olhei ao redor e peguei um vermelho esfarrapado. — Este é o que eu dei a você no seu aniversário? Você guardou?
— Sim. — Ela o tirou de mim, segurando-o entre os nossos corações. — Claro que eu guardei.
Uma boa dose de pressão encheu meu peito. Eu não disse nada enquanto a observava.
— O quê? — ela perguntou com seus olhos nos meus.
Às vezes as palavras não eram suficientes – elas não poderiam cobrir o sentimento. Este foi um desses momentos. Então eu fechei a distância e a beijei, colocando tudo o que eu sentia por ela, cada promessa que fiz a ela, nesse beijo. Quando me afastei, seus olhos estavam vidrados e eu queria jogar aquele urso do outro lado do quarto e ficar completamente sobre ela.
Os pais lá embaixo e a porta do quarto destrancada? Não vai acontecer. E, além disso, eu estava fodidamente emocionado de estar aqui com ela.
— Este é o melhor presente de Natal antecipado que eu já ganhei — disse a ela.
Seu sorriso brilhante perfurou esse otário.
— Eu acho que é a coisa mais inteligente que você já disse, e eu tenho que concordar.
— Uh-huh? — eu peguei um pouco de seu cabelo e o torci em volta do meu dedo. — Eu tenho tanta sorte. Eu sei disso. Tanta maldita sorte de ter o seu amor.
Ela mexeu mais e o urso foi esmagado entre nós. Ela me beijou de uma maneira que nenhuma outra pessoa poderia, porque era Bella. Eu coloquei a mão em concha atrás do pescoço dela, segurando-a lá quando tomei o controle do beijo. Não demorou muito para que o urso acabasse no chão e nossos braços e pernas estivessem emaranhados. Nós estávamos dando uns amassos como dois adolescentes esgueirando alguns segundos. Ela estava debaixo de mim, seus quadris balançando contra o meu, pedindo-me mais. Pelo quão magras suas partes eram, era como não ter quase nada lá. Necessidade estava me deixando louco, batendo nas minhas veias, e eu não queria parar, mesmo que eu soubesse que não podia ir mais longe do que isso. E era muito bom para parar, e a maneira como seu corpo se movia contra o meu era muito perfeito, e seus suaves, quase inaudíveis doces gemidos demais para deixar passar.
Eu não sei quanto tempo ficamos assim, beijando e tocando, sussurrando um para o outro e rindo. Já era tarde quando eu olhei para o relógio.
— Você pode ficar um pouco mais? — ela perguntou.
Eu duvidava que seu pai apreciasse me encontrar em sua cama na parte da manhã, mas eu não podia recusar.
— E se eu ficar até você dormir?
— Perfeito — ela murmurou, descansando o rosto no meu peito. — Basta usar a porta quando sair.
Sorrindo, alisei minha mão pelas costas dela, amando o jeito que ela se aproximou de mim, encaixando seu corpo ao meu, como se nós fôssemos feitos um para o outro. Inferno, eu acho que realmente éramos perfeitos e só me levou um longo tempo de estupidez para perceber isso. Mas eu finalmente percebi, e isso é o que importa.
Eu a amava. Deus, eu a amava muito. Eu não podia acreditar que eu fiquei tanto tempo sem dizer a ela. Eu era um idiota, mas eu era um inferno de um idiota sortudo.
Bella
Desde que eu era uma garotinha, eu sempre estive mais animada na véspera de Natal do que no dia de Natal. Havia algo sobre a antecipação, de saber o que esperava no dia seguinte, de querer que o tempo passe depressa, e ao mesmo tempo querer que ele desacelere.
Este ano não foi diferente, mas foi.
Eu não conseguia parar de sorrir, e tinha certeza que eu provavelmente parecia meio estúpida para minha mãe e meu pai, quando fiz doces de nozes para levar para a casa dos meus avós. Várias vezes eu me encontrei não me concentrando, sonhando acordada enquanto eu colocava as balas de caramelos nos pretzels quadrados.
As coisas pareciam surreais. Imaginei que depois de passar tanto tempo querendo algo – alguém – que quando isso finalmente aconteceu, eu quase não acreditei no que estava acontecendo. Fiquei esperando acordar... Mas era real.
Edward me amava.
Ele já tinha saído na hora que eu acordei ontem, mas o ligeiro aroma da colônia que ele usava e o cheiro de ar livre que era unicamente dele permaneciam em meus travesseiros. Ele me deixou um bilhete, dizendo que voltaria, e que usaria a porta da frente quando saísse.
Logo após o almoço, ele apareceu e não saiu até depois do jantar. Meus pais não pareceram surpresos ao vê-lo, e eles também pareciam felizes em ver a mudança em nosso relacionamento. Mamãe era pró-Edward-e-Isabella desde que estávamos na escola, de modo que nos ver juntos, provavelmente, fez seu ano.
É certo como inferno que estava fazendo o meu.
— Querida. — Mamãe riu, tirando minha atenção. — O que você está fazendo?
Franzindo a testa, olhei para baixo e então eu ri sem rodeios. Eu havia empilhado três pedaços de caramelo no topo de um pretzel. Arrancando-os, eu retirei-os.
— Opa.
— Uh-huh — disse mamãe com um olhar compreensivo no rosto. — Sua cabeça simplesmente não está ligada a seus ombros.
— Não — eu admiti, organizando os pretzels e doces em uma assadeira. — Eu provavelmente não deveria fazer isso.
— Você precisa. — Mamãe lavou as mãos. A cozinha cheirava o recheio que ela fez para levar conosco. — Seu avô vai bater em alguém com sua bengala, se não tivermos estes doces.
Não fazer isso quase valia a pena para ver o meu avô perseguir as pessoas com uma bengala. Eu coloquei os doces no forno, definindo o tempo de três minutos, tempo suficiente para deixar o chocolate e caramelo pegajosos.
— Então... — mamãe começou, olhando pela janela em cima da pia. Sombras de cor azul cresceram mais do outro lado da neve com o pôr do sol. Nós teríamos que pegar a estrada em breve, uma vez que precisávamos deixar alguns dos alimentos na igreja antes de ir para os meus avós.
Eu arqueei uma sobrancelha, esperando.
Mamãe sorriu.
— Você e Edward pareciam terrivelmente íntimos ontem.
Aqui vamos nós.
— Mãe, as pessoas não dizem íntimos mais.
Ela me olhou fixamente enquanto colocava papel alumínio sobre a grande bacia cheia. Eu tinha certeza que não era higiênico fazer recheio para o peru na noite anterior, mas a minha família faz isso há anos.
— Eu falo, portanto, as pessoas falam.
Eu sorri.
Ela suspirou.
— Você vai confessar?
— Confessar o quê? — eu perguntei inocentemente.
Mamãe cruzou os braços.
Eu ri.
— Edward e eu estamos... Juntos.
— Eu percebi — disse ela secamente. — Mas eu prefiro saber os detalhes.
O temporizador tocou, e eu peguei uma luva. Abrindo a porta do forno, eu puxei a assadeira. Movendo-me rapidamente, peguei o saco de nozes e comecei a colocá-las nos doces quentes, semiderretidos.
— Estamos juntos — eu disse a ela, colocando uma noz. — Eu não tenho certeza de como mais dizer isso.
Mamãe bateu seu quadril contra o balcão.
— Bem, o que fez isso acontecer?
Eu com certeza não diria a ela como isso aconteceu. Passando para a segunda linha de doces, senti meu rosto corar.
— As coisas apenas meio que aconteceram e ambos admitimos que tínhamos sentimentos um pelo outro. Você sabe, tipo de sentimentos mais-que- só-amigos.
Ela não disse nada, e eu olhei para ela. Ela estava com os olhos marejados. Parei com as nozes.
— Mãe.
— O quê? — ela piscou rapidamente e então riu. — Sinto muito. É só que eu sempre soube que você se preocupava com aquele rapaz mais do que devia, e que Edward se sentia do mesmo jeito em relação a você. Fico feliz que você dois finalmente reconheceram isso um ao outro. — Ela fez uma pausa, e então acrescentou: — Levou muito tempo.
Eu fiz uma careta enquanto apressadamente acrescentava o resto das nozes antes dos doces esfriarem.
— Eu estou começando a pensar que Edward e eu fomos os únicos que não percebemos isso mais cedo.
— Eu acho que sim. — Ela se aproximou e beijou meu rosto. — Ele é um bom menino, querida. Eu não poderia estar mais feliz por você.
Meus lábios dividiram em um sorriso largo.
— Estou feliz. Realmente estou.
E então eu fiquei ainda mais feliz, em menos de meia hora depois, quando papai anunciou que Edward estava na calçada ao lado de seu carro. Ele não mandou uma mensagem, e eu não pensava em vê-lo hoje à noite, mas eu amei o quão confortável ele estava para apenas aparecer.
Eu deixei a tampa do recipiente de plástico no qual eu colocaria os doces dentro e então deslizei pela casa, quase derrubando a minha mãe. Eu abri a porta antes que Edward pudesse tocar a campainha e literalmente me joguei em seus braços.
Ele me pegou, no último momento, envolvendo os braços em volta da minha cintura quando deu um passo atrás para equilibrar o peso inesperado.
— Hey — disse ele, segurando-me firmemente. — Você está feliz em me ver.
— Eu sempre fico feliz em te ver. — Eu enlacei meus braços ao redor do seu pescoço enquanto escorreguei na sua frente, e suas mãos caíram para os meus quadris.
Ele fez um som no fundo de sua garganta quando apertou os lábios no ponto sensível debaixo da minha orelha. Então, ele disse em voz baixa e o meu sangue ferveu,
— Você me cumprimenta assim com mais frequência e nunca vamos fazê-lo dentro de casa.
O calor me inundou e foi um esforço para afastar, mas não o deixei chegar longe. Ele deslizou seus braços ao redor da minha cintura, seu meio-sorriso diabólico.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei, olhando a mochila pendurada no ombro.
— Eu queria ver você. — Edward beijou minha testa. — Eu tenho uma surpresa para você.
Excitação borbulhava.
— Você tem?
— Sim — ele disse, e então olhou para a minha cabeça.
Virei-me em seus braços, encontrando minha mãe na porta, puxando sua jaqueta. Papai estava atrás dela, os braços cheios de vasilhas. Teríamos que colocar os presentes e nossas malas no carro mais cedo. Decepção me encheu.
— Nós estamos saindo agora?
— Sua mãe e eu estamos. — Meu pai piscou. — Nós vamos deixar a comida na igreja e organizar as coisas lá. Edward vai levá-la até seus avós.
Eu enfrentei Edward, sobrancelhas levantadas.
— Sério?
Ele piscou.
— Eu conversei com seus pais ontem.
Minha decepção desapareceu em um instante, mas eu não podia deixar de provocá-lo.
— E se eu quiser sair agora? Muito confiante você.
Edward sorriu.
— Você quer passar um tempo comigo. Não minta.
Eu rolei meus olhos.
Mamãe passou por nós, beijando minha bochecha e depois a de Edward.
— Tenha cuidado quando você pegar a estrada. Elas ainda estão congeladas.
— Entre — resmungou o pai. — Está congelando aqui fora, e você não está com um casaco.
Eu mal senti a temperatura fria, não quando eu estava tão perto de Edward. Prometemos não bater e morrer no caminho para a casa dos meus avós, e depois entramos.
— Estou feliz que você veio — disse eu, enquanto Edward colocava a mochila no chão e tirava o casaco, pendurou-o nas costas do sofá.
Ele vangloriou-se de mim, colocando as mãos na minha cintura.
— Eu sei.
— Você é arrogante.
— Eu estou certo.
Levantei-me nas pontas dos pés.
— Então, novamente, foi entre você e os meus avós, então...
— Bom — ele riu, e então me beijou – me beijou de uma maneira que me deixou sem fôlego, que me fez esquecer que era véspera de Natal, o que parecia impossível, mas totalmente estava com os lábios se movendo contra os meus. Agarrei seus braços, perguntando como ficamos tanto tempo sem fazer isso.
Edward sentou-se no sofá, com a sua mochila, e me puxou em seu colo.
— Minha mãe quer saber se você vai vir amanhã e dizer oi.
— Eu posso ir amanhã à noite, se não tiver problema.
— Sempre. — Ele deslizou as mãos pelas minhas costas, me fazendo tremer. — Emmett me ligou esta manhã para ver o que eu estava fazendo para Véspera de Ano Novo.
Eu ainda não havia pensado nisso. Minha mente estava muito ocupada com o presente.
Uma mão viajou por cima do meu quadril, descansando na minha coxa.
— Eu disse a ele que eu precisava perguntar para você.
— Você disse? — Eu não podia evitar o sorriso se espalhando por todo o meu lábio, e eu nem sequer tentei escondê-lo. — O que ele disse para isso?
Edward sorriu de volta.
— Ele disse, e cito, Já era hora, seu idiota, e então me disse para avisá-lo.
Eu ri.
— Emmett é um cara inteligente.
— E eu sou um imbecil de sorte. — Ele segurou a parte de trás do meu pescoço com uma mão e me puxou para mais perto, de modo que quando ele falou em seguida, seus lábios roçaram os meus. — Você é boa demais para mim, baby. Um dia você vai perceber isso e chutar a minha bunda para a calçada.
— Isso não vai acontecer. — Eu o beijei, e seu aperto na minha coxa apertou. — A menos que você faça algo estúpido, mas eu acho que não vai acontecer. Você já atingiu o seu tempo de vida estúpida.
— Há. Espertinha.
Eu dei um sorriso atrevido.
— Eu saberia.
— Você iria. — E então ele me tirou de seu colo, me colocando no sofá ao lado dele. Ele pegou a mochila.
— Antes que eu esqueça, eu trouxe os presentes que mamãe nos deu.
— Ah. — Eu totalmente os esqueci. Fiz gestos com os dedos para agarrar a mochila.
Edward sorriu quando entregou o pacote com meu nome nele. Ambos eram idênticos, e eu estava curiosa para ver o que sua mãe havia feito. Virando o presente, eu coloquei meus dedos sob a fita ao longo da costura no papel de embrulho. Eu rasguei o papel colorido de vermelho e verde enquanto Edward fazia o mesmo.
Eu acabei olhando para o veludo preto da parte de trás de um porta-retrato. Eu virei de ponta cabeça e soltei um suspiro. Era uma moldura de ferro com as palavras Isso É Para Sempre inscrito na parte superior. A imagem... oh uau, a imagem trouxe uma torrente de lágrimas aos meus olhos.
Era uma foto de Edward e eu quando estávamos na terceira série. Nossa escola tinha o que eles chamavam de Dia da Amizade, onde os amigos usavam roupas combinando. Edward e eu tínhamos nossos braços sobre os ombros um do outro, usando sorrisos de xis e combinando camisas que minha mãe fez para o evento que dizia... Isso É Para sempre. Edward provavelmente adoraria esquecer que ele já tinha usado uma camisa assim, e ele recebeu uma quantidade razoável de provocação dos outros meninos, mas eu estava tão feliz naquele dia. Mesmo ele tendo protestado para usá-la, ele usou. Eu não me lembrava da nossa foto sendo tirada, mas lá estava ela, um momento pateta capturado para sempre.
Cara, eu estava me transformando em um bebê chorão. Sério. Eu precisava de ajuda.
Respirando trêmula, olhei para Edward. Ele segurava uma foto e moldura idêntica. Ele ficou em silêncio. Eu o cutuquei com o cotovelo.
— Eu aposto que você tinha esquecido isso.
— Não — disse ele. — Eu não esqueci. Eu vi a foto um par de vezes.
Surpresa cintilou através de mim.
— Você viu?
Edward assentiu.
— Minha mãe gosta de mostrá-la sempre que a família vem. Engraçado ela nos dar isso agora, considerando todas as coisas. — Ele olhou para mim. — Quase como se ela soubesse que finalmente percebemos isso, né?
— Sim. — Eu sorri, alisando meus dedos ao longo das bordas da moldura. — Eu amo isso. Sério. Eu realmente amo.
— Eu também. — Ele colocou a imagem em sua mochila. — Eu não quero esquecer.
Eu não consegui descobrir se ele realmente gostava da imagem ou não, mas eu parei de analisá-lo como uma louca. Juntei o papel de embrulho e levei-o até a cozinha, descartando-o no lixo. Quando voltei para a sala, ele estava em pé na frente da árvore de Natal. O presente que eu comprei para ele algumas semanas atrás ainda estava aninhado sob a árvore.
— Você não vai ganhar o seu presente agora — eu disse a ele.
Ele se virou para mim, com um sorriso misterioso gravado em seus lábios e seus intensos olhos verdes escuros.
— Há algo que eu quero agora, e não é o que está debaixo da árvore.
Calor correu pelas minhas veias e calor líquido escorreu pela minha barriga.
— E o que seria isso?
— Eu posso te dar uma dica.
Eu já estava sem fôlego.
— Ok.
Edward rondou até mim, colocando as mãos nos meus quadris mais uma vez. Ele me puxou contra ele, encaixando seus quadris contra os meus. Eu podia senti-lo através de nossas roupas.
— Essa é a sua dica.
Arrepios correram através de mim, e as pontas dos meus seios apertaram sob a minha blusa e sutiã.
— Eu acho que sei o que você quer.
— Você sabe? — Seus lábios roçaram na minha testa e na minha têmpora. Meu corpo relaxado e tenso tudo ao mesmo tempo.
— O que eu quero?
Eu segurei seus braços, e seus músculos flexionados sob o meu toque.
— Eu?
— Bingo — ele rosnou, e quem conhecia alguém que poderia fazer palavra soar sexy? — Eu quero você.
E essas três últimas palavras foram as palavras mais sexys jogadas juntas na linguagem humana. Então Edward me beijou, e eu parei de pensar sobre as palavras e línguas, porque não havia nada além de como seus suaves e firmes lábios sentiam contra os meus.
Meus sentidos estalaram vivo, fogo quente atirou pelas minhas veias quando sua língua habilmente passou por meus lábios.
Meu Deus, Edward sabia como beijar.
A carga sexual zumbia através de mim quando seu domínio sobre meus quadris apertou. Sem quebrar o beijo, ele me levantou e eu passei minhas pernas em torno de seus estreitos quadris.
— Boa garota — ele murmurou contra meus lábios. E então ele começou a andar. Quando chegou às escadas, eu sabia onde ele estava indo e então aprovei.
A porta do meu quarto estava entreaberta, e Edward virou de lado, abrindo-a completamente. Ele me colocou em pé ao lado da cama, e depois fechou a porta.
— Tranque — eu disse. Não havia ninguém em casa agora, mas por que arriscar?
Ele sorriu, trancando e, em seguida, virou-se para mim. Nossos olhos se encontraram e emoção cantarolava através de mim. Abaixei- me, passando os dedos sob a barra do meu suéter e puxei sobre a minha cabeça. Eu deixei-o cair no chão.
Os olhos de Edward queimaram.
— Deus. Droga.
Eu corei enquanto eu mordia meu lábio inferior, sacudindo o botão do meu jeans. Ele deu um passo para frente e agarrou a cintura.
— Estou impaciente — ele resmungou, e estava mesmo. Em um movimento rápido, ele tirou o jeans e meias de mim. Diante dele emminha calcinha e sutiã, de repente estava mais fácil do que eu imaginava que poderia ser. — Você é linda.
Isso ajudou.
Suas roupas saíram rapidamente e fui pega olhando as depressões rígidas e planas de seu estômago. Eu toquei nele, deslizando minha mão sob a borda de suas boxers.
— Você não é tão ruim...
Minhas palavras foram cortadas pela pura intensidade da maneira como ele me beijou. Suas mãos foram para soltar meu sutiã, e depois para minha calcinha. Me deixou nua, e depois fomos um emaranhado de carne na minha cama.
Eu gemi contra sua boca enquanto sua mão deslizou entre as minhas coxas, seus dedos roçando a fenda molhada. Seus beijos eram inebriantes e viciantes. Cronometrando os impulsos de sua língua com a queda de seu dedo, eu estava rapidamente na iminência de desmoronar, e quando seu polegar pressionou contra o feixe de nervos, eu caí por cima da borda.
No meio da liberação, ele deslizou para dentro de mim, pele contra pele. Sensibilidade rugiu através de mim, um sentimento com o qual eu nunca me acostumei. Os cabos poderosos dos músculos ao longo das costas incharam sob minhas mãos. Ele balançou dentro de mim, uma invasão profunda que enrolou meus dedos dos pés e tinha a minhas costas arqueando.
— Eu te amo — disse ele, e me beijou novamente. Feroz. Possessivo.
Eu disse ofegante:
— Eu também te amo.
E então eu era incapaz de falar. Um redemoinho afiado de formigamento distribuiu por mim enquanto seus quadris se moviam ferozmente, me aproximando mais e mais perto da borda mais uma vez. Ele se movia rápido e forte, seu rosto bonito tenso. Sua boca pressionou a minha enquanto meus tornozelos fechavam em torno de suas costas e, em seguida, bateu nos dois ao mesmo tempo. Nossos corpos estremeceram juntos, os nossos nomes na boca do outro. Foi um momento impressionante que me jogou para cima tão alto que eu tinha certeza que eu nunca voltaria para baixo.
Depois disso – por muito, muito tempo depois – nós nos aconchegamos juntos sob as cobertas. Ele traçava círculos ociosos ao longo da curva da minha espinha e eu estava contente de ouvir seu coração. Ele estava calmo e tranquilo, me fazendo pensar em uma rima de Natal.
Eu ri, porque isso era completamente inadequado.
— O quê? — A mão de Edward parou.
Rindo, eu dei um beijo em seu peito.
— Eu estava apenas pensando no Poema de Natal, ―Night Before Christmas, e isso me fez rir.
— Você é estranha.
— Eu sei. — Eu levantei minha cabeça para que meu queixo repousasse sobre o peito. — Mas você me ama?
Seus lábios se inclinaram para cima nos cantos.
— Eu te amo tanto quanto uma criança adora o Papai Noel.
Eu ri.
— Isso é sério.
— Isso é pesado. — ele murmurou, colocando meu cabelo para trás do meu rosto. — Embora, eu tenha que dizer, o que nós fizemos foi o melhor presente de Natal de todos.
Eu corei com prazer.
— Bem, se você for bonzinho, você vai ganhar outro presente.
Suas sobrancelhas subiram.
— E se eu for desobediente? — Minha mente foi direto para as coisas sujas e Edward deve ter percebido isso, porque ele riu profundamente e o som ressoou através de mim. — Eu gosto de onde esta conversa está indo.
— Eu aposto que você gosta.
— Eu poderia fingir ser o Papai Noel. Você pode sentar no meu colo e me dizer o que você quer para o Natal.
Eu ri novamente.
— Isso parece como se fosse somente beneficiar a você.
— Daí a parte de estar-no-meu-colo. Nu.
Levantando-me, eu beijei seus lábios entreabertos. Isso levou a mais beijos e mais toques, que levaram a me ocupar de seus quadris e antes de muito tempo, ambos estávamos além de falar. Nós exploramos um ao outro como se fosse a nossa primeira vez e levou as coisas mais devagar, tornando a experiência mais suave e íntima, mas os resultados finais foram tão lindamente de tirar o fôlego.
Muito mais tarde, quando já era hora de sairmos, ele levantou-se para encontrar suas roupas, e eu admirei a bela vista que eu recebia de sua parte traseira. Meu olhar finalmente mudou para sua coluna,e eu me levantei, arrastando o dedo sobre as letras intrincadas da tatuagem misteriosa que sempre me fascinou. Ele olhou por cima do ombro para mim, mas não se afastou.
— O que isso significa?
Ele não respondeu por um longo momento.
— Você realmente quer saber?
Eu voltei ao meu lado.
— Sim, eu quero.
Edward terminou de abotoar seu jeans e sentou-se ao meu lado. Ele se inclinou para baixo e me beijou.
— Eu fiz a tatuagem depois do colégio, logo antes do primeiro ano de faculdade.
— Eu sei. — Não era como se eu tivesse só recentemente começado a ver Edward nu. O dia em que eu vi a tatuagem pela primeira vez foi o dia em que eu a guardei na memória.
Um lado de seus lábios inclinou-se.
— Você provavelmente ou vai achar que é realmente estúpido ou você ficará realmente surpresa.
— Agora eu estou realmente curiosa. Diga para mim. — Eu bati em seu peito nu. — Por favor?
Ele me olhou por um momento.
— É em sânscrito. Ela diz: Isto É Para Sempre.
Meu coração pulou uma batida quando eu olhei para ele.
— Isso significa o que eu acho que significa?
— Sim, isso significa o que você acha significa.
Eu apertei minha mão no meu peito, piscando para conter as lágrimas.
— Você fez isso depois que terminamos o ensino médio? Tanto tempo?
— Sim. Havia acabado de sentir que eu precisava me comprometer com algo, você sabe? Que nós, não importa de que maneira, nós estávamos juntos, e era para sempre.
Eu não podia falar por um minuto inteiro. Surpresa nem sequer cobria como eu me sentia. Eu queria chorar de novo, como um bebê, porque essa era a confirmação de tudo o que ele havia dito. De como ele se sentia em relação a mim, este tempo todo, e eu nunca soube – que ele nunca soube realmente. Mas, no fundo, seu coração deveria saber. Meu peito encheu ao ponto que eu sentia como se eu estouraria.
Ele me estudou intensamente.
— O que você está pensando?
— Eu estou pensando... Eu estou pensando que é perfeito. — Sentei-me, colocando minhas mãos em ambos os lados de seu rosto. — Você é perfeito.
Edward pressionou sua testa contra a minha.
— Eu não iria tão longe.
— Olhe para você, sendo modesto, por uma vez em sua vida — eu provoquei, mas o pedaço de emoção estava sentado no topo da minha garganta. — Edward?
Ele me bicou nos lábios.
— Bella?
— Eu te amo. — Fiz uma pausa, tomando uma respiração profunda e os nossos olhos trancados. Eu vi o mundo em seu olhar. Eu vi o nosso futuro. — E isso é para sempre.
— Sempre.
Ai ai. Sem palavras para descrever o quanto amo essa estória.
Espero que tenham apreciado tanto quanto eu.
Obrigada a todas que chegaram até aqui.
BARBARA, ANA CAROL, CHEIVA, CRISTINA, NERI, A SARA, JESSTEW, LAILA, PATTI e CHRSTYE-LUPIN: obrigada pela força de sempre.
Beijão grande no coração de cada uma.
ATÉ
