Capitulo 01- Green Eyes

Pov Bella.

– NÃAO! EU NÃO QUERO ISSO, TRÁS MINHA FILHA! EU QUERO MINHA FILHA! – levanto de supetão e vejo que tudo se passou de um pesadelo.

Mas mesmo assim estou chorando. Eu perdi minha filha, a minha família. Eu a quero de volta.

Era assim que eu terminaria?

Trabalhando no que gosto, mas triste e solitária?

Olhei para o criado mudo e pego meu celular, e verifico as horas, levanto e vou começar a me preparar pra mais um dia de faculdade, em Harvard cursando Medicina. Está tudo complicado e pesado agora. Mas não reclamo, pois estou seguindo exatamente meu plano de metas que fiz aos meus 16 anos, no famoso Sweet sixteen.

Eu estou seguindo exatamente, passo por passo.

Primeira meta: Passar em Harvard.

Status: Concluído.

Recebi minha carta de admissão no meu aniversário de 18 anos. Uma festa no estilo dos Swan's.

Minha tia Lotte, ficou em êxtase, pois sua Small Porcelain, passou na faculdade mais difícil do país.

Foi o dia mais feliz da minha vida!

Segunda meta: Cursar Medicina.

Status: Em andamento.

Minha paixão por medicina começou aos 10 anos.

Sempre fui meio desastrada e por conta da minha grande falta de equilíbrio fui muitas vezes ao pronto socorro, com a tia Lotte.

E eu amava ir até lá.

Não pelo fato de gostar de estar machucada e sim porque gostava de ver a dedicação e o amor daquelas pessoas que deixavam sua vida de lado para cuidar e salvar pessoas que eles mal conheciam.

Essa atitude para mim é que é amor verdadeiro.

Renunciar a própria vida em favor da outra.

E no final ver o olhar de gratidão e amor dos pacientes para com seus médicos, não tem preço.

E a partir do momento que eu vi, eu queria esse olhar direcionado a mim, olhar do amor verdadeiro.

E hoje eu estou aqui, realizando meu sonho.

Terceira meta: Morar sozinha.

Status: Concluído.

Sair de casa era uma decisão que eu havia tomado há muito tempo, mas eu nunca pensei que seria tão difícil, eu até pensei em voltar atrás, mas eu não podia desviar meus planos. Até então eu teria que ir para Cambridge em Massachusetts, onde eu estou hoje.

Foi muito difícil no inicio, pois sempre fui acostumada em só mandar os empregados a fazer tudo para mim.

Pra quem é cheia de mordomias e frescuras ter que lavar um banheiro pela primeira vez, foi uma guerra perdida.

Meu apartamento vivia bagunçado, pois eu tinha prometido para mim mesma que não iria contratar ninguém.

Havia louça na pia, roupas espalhadas e sujas, caixas de comida em todos os lugares...

Vivi ainda dois meses assim, até que então resolvi colocar a Bella patricinha e metida pra fora e colocar a nova Bella organizada.

Até que deu certo. Arregacei as mangas e limpei tudo.

Então entrei em harmonia com meu apartamento.

Quarta meta: Não me envolver com ninguém.

Status: Concluído, por enquanto.

Minha vida amorosa não é lá essas coisas. E isso já faz muito tempo.

O culpado da minha reclusão aos garotos se chama James.

James era o garoto mais cobiçado do colégio. Era lindos, rico e popular, tudo o que eu queria e era.

Como líder de torcida, consegui ter mais acesso a ele, já que jogava no time de futebol americano, e ele com interesse de ter a linda e cobiçada, vulgo eu, também se aproximou mais de mim.

Conversa vai e conversa vem, nos beijamos e começamos a ficar, e desse ficar criou o namoro.

O namoro mais falado da escola, eu me sentia a tal.

Ele era sempre carinhoso, me mimava bastante e como um cavalheiro esperou meu tempo para poder entregar meu ''ouro'', se é que me entendem.

Meu namoro ia bem, até chegar o baile de formatura, naquele dia eu disse a mim mesma: ''Não seja covarde. Se entregue ao seu homem. ''

Minha decisão estava tomada e tudo estava preparado, ele alugara um quarto no HOTEL mais caro de Los Angeles para a nossa tão esperada noite.

Tudo ocorreu bem no baile, dançamos , conversamos, bebemos os ponches batizados que o Tyler trouxe, até que ele quis ir embora. Naquele instante, eu não sabia mais o que fazer-me bateu aquela sensação de que não era ele o '' Certo''.

Ele me perguntou outra vez, se eu queria ir embora, eu respondi sim e ele deu um sorriso de orelha a orelha, me agarrou bruscamente e levou-me em direção a porta da saída. Naquele momento uma voz ecoou em minha cabeça:

Bella, não é ele!

Meu coração disparou e parei no lugar onde estava. Ele tentou puxar meu braço, mas não deixei.

'' Vamos Bella, eu não tenho o dia todo!'' disse isso e puxou outra vez meu braço, naquele momento eu vi raiva em seus olhos. Minha voz tem razão.

'' Não quero ir. Por favor, não vamos. '' eu disse, mas ele riu alto chamando a atenção de todos ao nosso redor.

'' O quê? Eu passei três meses com você, tentando de todas as formas tentar te comer, e no dia que a santa virgemresolve me dá, diz que não quer ir? Sabe quanto foi àquele quarto de HOTEL Santa Bella?''

Quando ouvi aquelas palavras eu realmente não acreditei que aquele era meu James carinhoso e gentil.

'' James o que você está dizendo?'' Naquela hora todo mundo olhou pra conversa exposta pra todos ali, já que o idiota James estava gritando.

'' Além de virgem é surda? Eu só namorei você Santa Bella, porque meu pai me pediu, já que o sua família é dona da loja que meu pai quer comprar, e quem sabe amolecendo o coração da filhinha amoleceria o do pai. Quando te vi, achei que não ia ser difícil, porque além de ser rica, é gostosa. Eu fui paciente Bella, mas não dá mais. ''

Todos riram de mim naquele lugar, até aquelas que diziam a minhas amigas riam sem parar.

Eu nunca fui tão humilhada na minha vida. Depois que ele disse tudo aquilo, ele soltou meu braço com força e me lançou no chão. Puxou Victoria pela a mão e a beijou. Ela era sua amante, durante todo o nosso relacionamento. Agora após quatro anos, eu ainda vivo esse pesadelo em minha cabeça, e ainda continuo virgem.

Não tive a coragem de me apaixonar ou apenas olhar diferente pra alguém. Apenas ficava em baladas, mas criei uma espécie de rejeição á homem loiros.

Mas um homem me chama atenção.

Todos os dias vou feliz pra aula, só pra reencontrá-lo.

Minha vida anda muito monótona, todos os dias a mesma coisa: acordar, tomar banho, estudar e dormi. Não saio com ninguém, não tenho muitas amigas, estou longe dos meus pais, da minha tia Lotte e da minha Lice.

Eu já não aguento tanta saudade, há 4 anos minha vida segue assim, claro que eu os vejo, mas não com tanta frequência, eu amo o que estou fazendo, mas meu coração dói de saudade.

Levantei da cama e tomei banho. Peguei meu celular disposta a ligar para a minha tia Lotte, e tentar abafar a saudade. Disquei o número, já decorado, e coloquei o celular no ouvido e esperei chamar.

Chamou uma, duas, três vezes e nada dela atender.

O que será que aconteceu? Ela sempre atende.

Resolvi não esperar ela atender e espero o correio de voz:

"Oi gatinhos e gatinhas do meu core, aqui é a Lotte. Não posso atender no momento então deixem seu recado. Beijão."

" – Tia é a Bella. Estou com saudades. Liga pra mim. Beijos."

Desliguei a chamada e descansei o celular na cabeceira da minha cama e liguei a TV para assistir um filme. Procuro nos canais da TV a cabo e encontro "Amor pra recordar", e eu amo esse filme por conta do seu final diferente dos outros, pois sempre o mocinho e a mocinha ficam juntos e descobrem a cura e blá blá blá. Esse não retrata a realidade como ela é.

Enquanto Mandy Moore canta a musica OnlyHope, eu começo a assitir, porém triste por minha tia não ter retornado a ligação para a depressiva aqui.

Assim que o filme chega ao seu fim, olho para o criado mudo e pego meu celular, mas me decepciono já que não há ligações e nem mensagens.

Tomo um banho demorado buscando relaxar minha mente. Sai do banho e me troquei. Pego meus cadernos, chaves e bolsa e desço para o estacionamento do prédio.

Entrei em meu carro e dirigi para a cafeteria perto do campus, um lugar pequeno e bem aconchegante.

Estacionei em frente ao local e fui à busca do meu cappuccino de chocolate.

–- Olá Bella, o que vai querer hoje? – Lucy me atendeu.

–- Oi Lucy, bom, um cappuccino de chocolate, uma costela de adão e um cupcake.

–- Que fome querida. – Lucy comenta enquanto pega minhas coisas.

–- Comer para afogar as tristezas.

–- Que pena minha querida, espero não vê-la mais assim. – Lucy entrega meu pedido e me dar um sorriso sincero.

–- Eu também. E obrigada. – falo para a Lucy, enquanto ando de costas.

Quando me viro, vou de encontro a um corpo, meu café que estava na minha mão derramou todo em mim e na pessoa em minha frente.

–- Mil desculpas, é que eu sou meio desastrada, vivo fazendo besteira. – digo sem parar para olhar seu rosto.

Coloquei o que sobrou do meu café da manhã e peguei uns guardanapos e comecei a limpá-lo.

OMG! QUE CORPO É ESSE?

–- Se continuar a limpar esse local vou ter que te levar para um lugar mais reservado se é que me entende. – olhei desesperada para onde eu estou com a mão. E adivinha? Em cima de seu, seu… ah sabe né.

–- OMG me desculpe. – falei olhando para seu rosto pela a primeira vez.

Além de ter uma voz incrivelmente rouca e sexy, é um homem lindo.

Alto, branco, cabelos de uma cor estranha totalmente despenteados, a linha de seu maxilar é dura e sexy, e o nariz tem um angulo perfeito. Olhei em seus olhos, os mais lindos que já vi olhos verdes acinzentados.

Pera ai, eu conheço esses olhos de algum lugar.

–- Moça está tudo bem? – Droga, devo ter travado.

–- Está sim, me desculpe outra vez. – tirei a cara de boba e me recompus.

–- Prazer, eu sou Edward. – estendeu a mão e a peguei, no mesmo instante senti uma onda elétrica circular em meu corpo, acendendo as partes que estão apagadas, inclusive meu coração.

–- O prazer é todo meu. Sou Isabella, quer dizer, só Bella.

–- Bella. Combina com você. – falou e sorriu pra mim.

–- Obrigada. – peguei minhas coisas. – Mas tenho que ir.

–- Tem mãos de fada Bella. Gostaria de seu número.

Quem ele pensa que é? Falando dessa forma comigo?

–- Talvez algum dia. Passar bem. – falo e saio do estabelecimento.

Entro no meu carro e penso comigo mesma.

De onde eu conheço aqueles olhos?