Capitulo cinco:
Humilhação Pública
Ron e Hermione decidiram não fazer muito caso da nova obsessão de seu amigo, convencidos de que passaria em pouco tempo, de modo que durante o domingo desfrutaram de passar tempo juntos e a sos ao fim! Enquanto supostamente estudavam e deixaram que Harry se matasse com fortes sessões de abdominais em outro lado da sala, baixo a mirada curiosa dos demais Gryffindors.
Ao outro dia, Harry mal sim se podia nem levantar da cama, não deixava de se queixar com a cada movimento que fazia e teve que suportar os deboches de Ron, às que se uniram as de seus demais parceiros. Finalmente encolheu-se de ombros e meteu-se a banhar para poder baixar ao café da manha, tinha muita fome depois de passar quase todo o fim de semana sem comer. No entanto, assim que chegou ao salão e viu que Snape e Ângelo iam saindo voltou a esquecer da comida e aproveitando que seus amigos não lhe prestavam atenção, foi escapulindo atrás dos professores com toda intenção de saber o motivo pelo qual não pareciam muito amigáveis essa manhã.
- Já te disse que estou bem, Abbatelli. –repetiu Snape com incomodo. –Achei que tinha ficado claro que não há nada que te interesse saber.
- Mas sim me preocupo, Severus, sei que algo anda mau e…
- Basta, Abbatelli! –ordenou Snape impaciente. –Passe ou não passe nada, não te interessa, você e eu não somos nem amigos, de modo que melhor te apressa a chegar a sua classe e mantém fora de meus assuntos.
Harry viu como Snape continuava seu caminho sem esperar ao outro professor. Abbatelli ficou em seu lugar, com uma expressão tão triste em sua cara que esteve a ponto de comover a Harry, no entanto, quando o viu se apressar para atingir a Snape, se esqueceu disso e sentiu que voltava a lhe parecer sumamente desagradável. Esteve a ponto de ir atrás deles, mas Hermione e Ron lhe deram alcance e o conduziram para seu salão, naquele dia lhes tocava Transformações e não podiam chegar tarde.
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- Não me contou o que sucedeu na reunião, Severus. –disse-lhe Dumbledore depois de oferecer-lhe um pouco de café ao professor. –Há novidades?
- Ainda não… mas sei que cedo as terá.
- Poderia ser mais específico? Agora mais que nunca me interessam os detalhes de sua entrevista com Tom, Severus.
- Não, os detalhes não te interessam, Albus. Só saberá de resultados, nada mais. Agora tenho que me ir, devo dar classes.
- Tens falado com Ângelo? –perguntou antes de que o professor se marchasse.
- Há algo em especial que tenha que falar com ele?
- Notei verdadeira aproximação entre vocês este fim de semana e…
- Não há nada entre o professor Abbatelli e eu, e não o terá nem ainda que me ordenes, Albus, de modo que o esquece… não é ele quem me interessa.
- Espero que quem te interesse não seja quem estou pensando.
- Descuida, Albus… não tem ideia.
Severus sorriu amargamente antes de sair, decidido a não perder mais tempo com as extravagancias de Dumbledore, só a ele se lhe ocorria tentar lhe encontrar parceiro! Por sua vez, Albus se rascava o queixo pensativo, por um lado lhe intrigavam as últimas palavras de Severus… de modo que sim tinha alguém que lhe interessava e se supunha que ele não tinha ideia, de quem poderia se tratar?... Remus? Ante essa perspectiva pensou em pedir-lhe ajuda a seu amigo, mas não, o eliminou de imediato, realmente não achava que Severus pudesse ter posto seus olhos em alguém a quem vivia molestando, isso seria coisa de meninos e Severus não era um menino. Provavelmente só tinha dito isso para o desconcertar e não lhe daria o gosto, continuaria com seu plano com Ângelo Abbatelli.
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Era cerca de meio dia, Harry não podia deixar de franzir o cenho, agora tinha fome e muita coragem. Encontrava-se em classe de Defesa com o inepto de Ângelo explicando os passos de um duelo. Em sua imaginação, Harry sonhava com vencê-lo, com fazer-lhe engolir pó por ter-se atrevido a pôr seus olhos no cretino gorduroso… era tão aborrecível a ideia que de só a pensar parecia sentir que os intestinos se lhe volteavam ao revés. Quando finalmente se deu a classe por terminada respirou aliviado, a atmosfera quando tinha a Ângelo perto se lhe voltava pesada e asfixiante… ainda não compreendia como é que tinha chegado a achar que gostasse, agora não sentia de nenhum tipo de efeito Veela nele, mas isso não o fazia sentir muito melhor.
- Penso que são ciúmes, Harry. –comentou lhe Ron quando lhe disse sobre a crescente aversão que sentia pelo professor de Defesa. –Como anda sempre atrás de Snape pensa que é um tonto por não se ter fixado em ti quando gosta de tanto.
- Que não gosto! –quase gritou Harry enfurecido pela socarroneria de seu amigo. –Estou-te dizendo que já nem sequer o tolero, Ron!
- É que pode ser que isso seja o que quer crer… como um método de defesa para te proteger por ter sido desprezado e mudado por algo tão horroroso como Snape.
- Bom… em isso tem razão. –aceitou não muito convencido. –Snape é mau, é horrível, é o tipo mais odioso que jamais tenho conhecido… o odeio, sempre me faz a vida impossível, sempre quer me humilhar em frente a meio mundo, e tudo por quê? Porque odiava a meu pai… é que não pode crescer? Parece um menino vendo a meu pai em mim… já deveria ter madurado, digo, é um homem em toda a extensão da palavra e…
- Quer deixar de falar de Snape? –pediu Ron com fastio. –Me aborrece, melhor continuemos falando de seu amor não correspondido.
- Ouve, que minha vida não é para que te entretenhas. –respondeu ofendido. –Deveria ajudar-me a entender o que sinto, estou confiando mais em ti que em Hermione… Céu Santo, devo me estar voltando louco por fazer isso, ou realmente estar muito desesperado!... acho que Hermi teria mais sentido comum para dar conselhos.
- Se quer chamo-a. –ofereceu sinceramente. –Talvez é verdadeiro e te ajuda mais que eu.
- Não, o esquece, já a posso escutar… "Oh, Harry, é maravilhoso que gostes de alguém, mas não pode pôr os olhos em um professor, vai contra as regras de Hogwarts"
- Então… sim gosta.
- Não! –negou com firmeza. –Isso é o que diria Hermione, a mim não gosto de Abbatelli.
Ron se rascou a cabeça, confundido pela atitude de seu amigo, alguém que não estava zeloso não atuaria como o estava fazendo Harry, e em matéria de ciúmes, achava que podia dizer muitas coisas ao respeito. Essa noite, Harry olhava o porta traje a um lado de sua cama, achava que já devia o devolver, mas a ideia quase lhe doía, estava convencido de que isso era porque significava ter que buscar a Snape e não por outra coisa. Voltou a tomá-lo e colocar sobre sua cama aproveitando que todos seus colegas se tinham dormido desde fazia mais de duas horas, esteve um momento assim, recostado a seu lado, fechando os olhos e aspirando o aroma que emanava.
Finalmente decidiu-se, era hora de afastar-se dessa prenda de uma vez por todas, e de um salto saiu da cama, se colocou a capa invisível e saiu da habitação com o porta traje.
Ao chegar às masmorras, duvidou uns segundos antes de tocar à porta das habitações de Snape. Por um instante esteve disposto a marchar-se, sobretudo quando se lhe ocorreu a terrível ideia de que provavelmente estivesse interrompendo algo… e se Abbatelli estava aí? Que faria se os visse juntos finalmente como casal? Mas nem bem tinha dado um passo para correr longe daí quando Snape lhe abriu a porta, lhe olhando tão fixamente que seu estômago lhe revoltou.
- Potter… que faz aqui a esta hora?
- Eu… só vim a lhe devolver sua túnica, professor. –respondeu sentindo um forte calor nas orelhas.
- Já era hora… não achei que para lavar uma simples prenda se demorasse tanto.
- Sinto muito, eu… já me vou.
- Nada disso. Passe. –ordenou-lhe fazendo a um lado para deixá-lo entrar ante a surpresa de Harry. –Não achará que lhe ia deixar ir sem me assegurar de que isto não contém alguma de suas tontas bromas, verdade?
Harry negou sem atrever-se a falar, mas não fez nenhuma tentativa para entrar. Snape teve que puxa-lo do braço para o obrigar a obedecer e ao o fazer e passar tão perto, Harry percebeu de novo o aroma, fechou os olhos e instintivamente permaneceu cerca do professor, quem sem se dar conta disso, se concentrava em revisar o conteúdo do porta traje e comprovar que a túnica viesse sem nenhum feitiço em cima.
- Parece que tudo está bem. –grunhiu ainda incrédulo quanto terminou de revisar seu prenda. –Que lhe passa? –agregou quando tropeçou com Harry ao se dar a volta de maneira intempestiva. –Que planejava, Potter? Porque está tão perto?
- Eu… não planejava nada, é só que não me dei conta.
- Bem, pode se retirar.
Harry assentiu, mas em sua turvação ao girar se enredou com seus próprios pés e tropeçou, esteve a ponto de cair, mas um braço rodeou-o pela cintura para detê-lo. Não soube que passou depois, mas se sentia bem, se negava a mover de seu lugar, era uma sensação única se sentir rodeado dessa maneira tão suave, e ao mesmo tempo estar desfrutando desse aroma que tanto tinha gostado, fechou dos olhos e apoiou uma mão no peito do professor, podia sentir as batidas apressadas de seu coração… porque batia tão rápido?... porque o seu estava batendo tanto também?
- Potter? –chamou-lhe uma voz que lhe pareceu muito sedosa, que acariciava seus sentidos. Abriu os olhos e se topou com uma mirada escura que lhe via confundido. –Se sente bem?... Teve alguma visão talvez?
- Não. –respondeu debilmente, sem poder apartar sua mirada dos olhos negros.
- Então só é torpe por natureza?
Isso foi suficiente para acordar a Harry de seu devaneio, indignado empurrou a Snape para se libertar dele e saiu do despacho feito uma fúria consigo mesmo. "E bem, Harry Potter, que demônios passa contigo? Descobre que te agradam os homens e agora até os hormônios se te alborotam pelo cretino gorduroso… que asco, não! Snape não!". E decidido a não deixar que sua ansiedade por se conhecer um pouco mais lhe levasse por caminhos destrutivos, Harry se prometeu se esquecer de se ter sentido tão bem nos braços de Severus Snape.
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Harry não queria que chegasse na sexta-feira, Abbatelli tinha organizado uma sessão de duelo no salão, e odiava o fato de que o professor se mostrasse tão arrogante como para se ver emocionado pelo evento. A ele lhe parecia aborrecido, nunca teriam um duelo na vida real como lhes ensinavam em Hogwarts, lá fora se defendia a vida, não era para se divertir e lhe indignava ver que para os demais parecia um jogo, inclusive para o mesmo professor que não deixava de sorrir cativando a todo aquele que lhe olhasse.
No entanto, tudo mudou intempestivamente quando chegou Snape. Compreendeu que lhe ajudaria a dar a classe e se morria de vontade por ver um resultado semelhante ao de segundo ano com Lockhart.
- Bem-vindo, Professor Snape. –saudou-lhe Ângelo com um sorriso tão radiante que evidenciava seus sentimentos por seu colega. –Será uma honra dar esta classe com você e…
- Lamento-o, professor Abbatelli. –desculpou-se Snape não muito sinceramente. –Mas só vim para me desculpar, não poderei o acompanhar, tem surgido um imprevisto que requer de minha presença fora do colégio… Sorte, de qualquer forma.
Snape girou-se sobre si mesmo fazendo voar o baixo de sua túnica, Harry não lhe decolou a vista de em cima e olhou como Ângelo se apressava ao atingir antes de que saísse. Não podia escutar o que falavam, mas era óbvio que o Professor de Defesa tentava o persuadir com suas melhores armas de Veela… e mesmo assim, finalmente Snape saiu do salão deixando ao outro professor suspirando resignado.
- Bem, acho que não conto com parceiro para lhes dar uma demonstração, de modo que… ah, esperem um momento. –agregou recuperando seu entusiasmo. –Talvez um de vocês se anime a combater comigo, só serão exemplos, lhe prometo que não serei duro… alguém quer o tentar?
Todos se olharam entre si, por suposto que seria tonto se enfrentar a duelo com o mesmíssimo professor, o ridículo era coisa segura. No entanto, teve alguém que pensou diferente. Harry levantou a mão em seguida e caminhou com passo decidido para o estrado enquanto os demais observavam-no assombrados.
- Harry, que bom que te decidiste. –comentou Ângelo recebendo-o emocionado. –Acho que será um grande duelo, e como disse, não se preocupe… não é algo real, de modo que não te machucarei.
Harry sorriu a médias, ocultando sua coragem ante as palavras do professor. "Que se crê este inútil?" perguntou-se enojado. "Agora mesmo o farei se engolir suas palavras, vá arrogância!... pensará talvez que não sei nada de Defesa? Ou como se imagina que sigo vivo?... Vou gozar muito o derrotando, até agora tem demonstrado que não sabe nada de duelos, nem de nada de nada, é outro Lockhart somente, e o demonstrarei ante todos".
Harry e Ângelo colocaram-se em frente a frente, inclinando-se um pouco para saudar-se dantes de começar. Harry foi o primeiro que atacou, mandou seu melhor Expelliarmus que estava seguro faria que o professor terminasse estrelado contra a parede contrária, mas nem conta se deu quando seu feitiço foi interceptado no ar e foi ele quem sentiu a dor da parede em suas costas dantes de cair ao solo com todos os músculos agarrotados. Em seguida, sem ter tido tempo nem para sobrepor-se, viu-se dando piruetas no ar de maneira incontrolável enquanto escutava algumas risadinhas de seus colegas.
A ira e a indignação fizeram presa e dele e conseguiu se soltar do feitiço, caiu ao chão de joelhos e ocultou a dor que sentiu ao escutar seus ossos ranger. Seus olhos refulgiram de raiva, e sem pensar nas consequências, levantou sua varinha apontando ao Professor, decidido a enviar uma verdadeira maldição que o faria retorcer-se de dor e gritar clemência… estava seguro de já ter o ódio que precisava em seu coração para poder a conseguir. Mas ao tentar realizá-la, notou que seu braço estava paralisado, todo ele estava, não podia falar e de repente se viu empurrado novamente contra a parede e ficar pendurando dela por um gancho invisível. Viu como Hermione e Ron empalideciam e a garota gritava para que o duelo se detivesse, compreendeu o motivo de sua angústia ao sentir sangue escorregando por seu rosto. Mas isso somente incrementou sua fúria, fez valer de todas suas forças e voltou a apontar ao Professor, este lhe olhava de uma maneira estranha, como preocupado e excitado ao mesmo tempo.
Harry sentiu como era descido lentamente ao chão, e de repente a ira se marchou, lhe entrou uma sensação de bem-estar e tranquilidade que fazia muito não sentia, quase podia se dizer que era feliz… e uma voz lhe pedia que se rendesse, que deixasse sua varinha no chão e então tudo terminaria. Ele não queria, algo lhe dizia que não podia obedecer, mas finalmente o fez. Ajoelhou-se e deixou sua varinha no chão aos pés de seu adversário e pronunciou umas palavras que jamais, jamais em sua vida achou que diria… "Me rendo".
- Isso não pode estar bem. –escutou que dizia a voz trémula de Hermione ao lhe acercar. –Você tem usado um Imperius, Professor, e essa é uma maldição imperdoável… duvido que ao Diretor lhe agrade saber o que fez.
- Senhorita Granger… -respondeu Ângelo sem impressionar-se. -… lhe surpreenderia o tipo de maldição que tivesse lançado Harry contra mim se não o tivesse impedido. Parece-me que em algum dia me agradecerá. Agora levem à enfermaria, precisa que o atendam.
Ninguém mais disse nada, quando Ângelo se voltou a olhar com seu sorriso suave e fascinadora, se esqueceram do Imperius e somente se concentraram em permanecer admirados de ter presenciado um verdadeiro duelo, sem tomar em conta que sua esperança no futuro tinha sido derrotado tão facilmente.
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Na enfermaria, Harry mantinha os olhos fixos no teto, ainda sem crer o que tinha sucedido… um Imperius, se supunha que ele podia o controlar, que era uma maldição que conseguia vencer… porque não pôde o fazer com Ângelo? A seu lado, Hermione e Ron olhavam-lhe em silêncio, felizmente a enfermeira disse que só precisava descanso, a ferida de sua cabeça já estava curada e não teria consequências.
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- O que fez é muito delicado, Ângelo. –disse Dumbledore quando teve ao professor em frente a ele, depois de ter sido informado dos resultados do duelo entre Harry e seu professor. –Não posso permitir que suceda de novo, e espero que compreenda que lhe deve uma desculpa a Harry, é inconcebível que usasse um Imperius em seu contra.
- De acordo, Professor, como você diga. –respondeu docilmente. –Irei agora mesmo à enfermaria a me desculpar com Harry, para valer sinto muito, acho que não pude me controlar, após tudo não estava enfrentando a qualquer aluno… era Harry Potter.
- Fosse quem fosse, dentro do colégio não usará esse tipo de maldições, Ângelo.
- Assim será… novamente, mil desculpas, Senhor Diretor.
- Bem, e mudando um pouco de tema. –agregou respirando fundo para relaxar-se. –Como vai com Severus?
- Ir? –perguntou confundido. –A que se refere?
- Gosta dele não?
- Sim, muito. –respondeu enrijecendo suas bochechas. –Mas…
- Espero que não se dê por vencido, Ângelo, ainda que veja que meu querido amigo não pareça disposto a dar o seguinte passo, sei que você poderá conseguir que…
- Espere um momento, senhor. Está tratando de dizer-me que quer que seduza a Severus?
- Só digo que gostaria de ver feliz a meu rapaz e confio em que você é justo o que ele precisa… ainda que às vezes se comporte como uma cabeça oca.
Ângelo se corou, mas não pôde evitar sorrir, se o mesmo Diretor lhe apoiava, então era muito provável que suas esperanças com Severus rendessem fruto em algum dia, e agora tinha muitos mais ânimos de chegar a conquistar seu coração. Cumprindo com sua palavra, ao sair do despacho foi diretamente à enfermaria, apesar de tudo sim se sentia apenado com Harry por ter chegado a machuca-lo.
- Olá, Harry. –saudou lhe sentando a seu lado, já não estavam os amigos do rapaz e podiam conversar a sós. –Como se sente?
- Bem. –respondeu de maneira extremamente cortante. –Felicito, venceu-me.
- Não é para me felicitar. –respondeu sem agraviar-se pela passiva agressão de Harry. –O que fiz esteve mau, o Diretor me pediu que me desculpe contigo e por isso tenho vindo.
- Não tem porque o fazer, pode dizer ao Diretor que o fez e já.
- Harry, ainda que ele não me tivesse pedido o faria. Quero desculpar-me por te machucar durante o duelo, devia controlar-me, mas às vezes meu temperamento não me ajuda e quando soube que me ia torturar sabia que tinha que me defender.
- Torturá-lo? –repetiu titubeante.
- Não tem que fingir comigo, Harry. Não lhe disse ao Diretor para não te causar problemas, mas sei que ia usar um cruciatus e ao final de contas, Harry, não deveria esquecer que é muito poderoso e se não me defendo as consequências puderam se sair ainda mais de seu controle… não sei se esteja consciente de que é provável de que nesses momentos eu já não estivesse nesse mundo e te asseguro que agora estaria arrependido de ter feito se te tivesse dado a oportunidade.
- Pois muito obrigado. –respondeu mordaz. –Agora lhe devo bem mais, não é verdadeiro?
- Acho que entendo porque está tão molesto comigo e pressinto que não é só pelo duelo, Harry… lamentavelmente, não posso fazer a um lado. Te verei em outro momento, e que te melhore.
Harry franziu o cenho sem compreender de todo as últimas palavras do professor, mas não queria se tomar nem um segundo mais de seu tempo pensando nele, de modo que se obrigou a não o fazer, ainda que uma ideia surgia em sua mente e ia crescendo como a espuma. Ao dia seguinte, levantou-se bem mais cedo que ninguém mais, em realidade, mal tinha podido dormir, ansiando o amanhecer para poder levar a cabo seu plano… esse estúpido de Abbatelli lhe pagaria muito caro a humilhação que lhe tinha feito passar e se dirigiu a passo firme para as masmorras.
Nota tradutor:
Desde do começo dessa fic que eu odiei esse Abbatelli... para mim ele é um estupido que usa seu poder veela para tudo o que quer!
Mas deixa quieto, no final eu tenho certeza de que ele vai perder!
Vejo vocês nos reviews e nos próximos capítulos
Ate breve
Fui…
