O Reclamo de Harry
Harry apartou-se intempestivamente de Severus, cobriu-se o rosto pela surpresa ante o que acaba de escutar. O Professor olhava-lhe sorridente, admirando a imagem de um Harry felizmente aturdido, com o cabelo revolteando pelo vento que entrava, sem mostrar nenhum assomo de frio.
- E-é… é em sério?
- Não é momento de bromas… Vêem e me faz o amor até enlouquecer-me, Harry.
Harry respirava agitado, olhava a Severus com nervosismo, sem atrever-se ainda ao tocar… ainda com a sensação de encontrar em um sonho. Mas quando Snape lhe tendeu uma mão para o animar a dar o seguinte passo, lhe sorriu com doçura e suavemente se recostou sobre ele, se prometendo ter muito cuidado, ainda que o professor era mais alto e forte que ele, tinha a necessidade de tratar como se estivesse feito do mais fino cristal.
A delicadeza de Harry ao beija-lo enterneceu a Severus e seu desejo incrementou-se, pelo que com grande avidez quis ajudar a se tirar esses disfarces que agora tanto estorvavam. Harry deteve-lhe com macieza, não queria o fazer tão rápido. De modo que com uma mirada que significou uma ordem irrefutável conseguiu que Severus ficasse quieto sobre a cama.
O Gryffindor pôs-se de pé cambaleando-se um pouco sobre o fofo colchão até que conseguiu o dominar, levantou uma sobrancelha sorrindo triunfante ante um divertido Severus. Sendo amo de seu próprio equilíbrio, Harry tomou valor, seu rosto adquiriu um semblante sedutor e inocente que fez que Severus se mordesse o lábio inferior freando seu desejo de puxa-lo para ele e lhe fazer esquecer o que pretendesse fazer.
- Quero, Severus, que esta noite seja inolvidável para os dois. E para corresponder a seu presente, tenho um mais para ti… de modo que não diga nada, escuta, sente, e relaxa-te.
Harry tomou sua varinha, realizou uma pequena floritura e converteu em vento em uma suave canção que entrava pela janela… começou a se mover cadenciadamente ao compasso da suave melodia.
Soletrar
Desta noite transparente
Um desejo que me chama a ti,
Que me desborda em uma torrente
E me rende sem dor.
Que se vai enredando entre minhas mãos e minha mente
E em teu nome se faz amor
Harry foi desabrochando-se os botões de sua camisa depois de despojar-se sensualmente do colete. Severus decidiu que o espetáculo fazia merecedora a pena de esperar ainda que sua entreperna se molestasse com ele, as negras pupilas se dilatarem quando Harry se abriu sua camisa deixando ver sua tórax, era delgado, mas atlético, queria o tocar… ansiava o tocar, mas suas mãos ficaram no ar, Harry lhe sorriu com picardia deixando com o desejo sem cumprir. Voltando a fazer honra a seu equilíbrio adiantou um pé e sem mudar sua mirada, roçou com seus dedos as coxas de Severus, deslizando-os por todo seu longo para deter em seu ventre. Podia sentir uma firme dureza baixo a calça, mas mal a roçou, não se deteve nela nem ainda que o homem maior levantasse seu quadril para o convidar a seguir o tocando... Harry voltou a colocar-se sobre suas duas pernas para continuar movendo-se lentamente, suas mãos acariciando-se o, ainda que ligeiramente redondeado, firme abdômen.
Soletrar
Desta noite apaixonada
Que não sonha com amanhecer,
Que mal sim a madrugada…
E se quer deter,
Entre os punhais que me finca sua mirada
E entre luas de prazer
Harry se ajoelhou sobre o professor e seus dedos começaram a brincar delineando as abotoaduras de Severus quem não se atrevia nem a piscar por temor de se perder nem um sozinho segundo do que Harry fizesse. Sem deixar de olhar-lhe mostrando seu amor e desejo, Harry ajudou ao homem a incorporar-se um pouco para tirar-lhe a jaqueta que ainda levava posta, e ao o fazer, seus lábios roçaram intencionalmente o lóbulo da orelha de Severus quem não reprimiu um forte estremecimento acompanhado por um excitado gemido ao sentir o cálido fôlego lhe acariciar a pele do pescoço e esses suaves lábios que se uniram ao canto do vento para lhe cantar só a ele.
Soletrar
Que me encarcera entre teus ventos
Que me rouba o sentido,
Que me tira o fôlego.
Que me floresce entre as mãos
E as voltam duas pombas
Que por sua têmpora estão voando
Que por teu corpo estão voando
Harry sorriu apaixonado, deixou que suas mãos obedecessem à canção e acariciavam a pele de Severus enquanto lhe despia, retrocedendo fez a um lado as cobertas, era o turno de mimar, pelo que lentamente desnudou os cadarços das botas de Severus para em seguida despir seus pés e depois regressar a beija-lo, mas só por um par de segundos. Voltou sua mirada para a janela por onde o vento continuava entrando já sem seu ameaçador frio e a canção implícita nele.
Soletrar
Desta noite proibida
Escondida entre a escuridão
Para fingir que esta dormida
E avariar minha vontade.
Para recordar-nos as promessas não cumpridas
Que se fazem realidade
- Vê a lua, Severus? –perguntou interrompendo o canto do vento. - Reclamo-a para ti… é sua, e reclamo a cada estrela do céu porque seu amor o merece… reclamo ao vento e à noite que cuidem de ti.
- Harry.
- Reclamo seu amor que sempre devia ser meu. –agregou voltando-se a olhá-lo com um brilho nos olhos que Severus temeu fossem lágrimas contidas. - Reclamo-o porque você me deu, não porque o arrebate a quem o tomou sem sua permissão.
- Pertence-te… desde sempre te pertenceu.
- Eu sei… sempre o será, estejamos ou não estejamos juntos, nosso amor sempre será um para o outro, por isso te reclamo, Severus, para mim… e para seu filho. –disse acariciando-se o ventre. - Porque ele quererá te amar também e deve ter a oportunidade de fazer.
- Os amarei aos dois por igual.
- Aos três. –aclarou sorrindo-lhe carinhoso.
- Sim… aos três.
- É meu, Severus… seja quem seja o que esteja a seu lado, sempre será meu.
Harry calou e olhou a Severus apaixonado enquanto o vento retomava a melodia depois de seu respeitoso silencio ante o reclamo de amor.
Soletrar
Desta noite transparente
Um desejo que me chama a ti,
Que me desborda em uma torrente
E me rende sem dor.
Que se vai enredando entre minhas mãos e minha mente
E em seu nome se faz amor
Severus não podia se sentir mais feliz, Harry pensava sempre nele, em sua felicidade completa, não esquecia que já não era questão só de se separar de Abbatelli, tinha alguém mais com os mesmos direitos que o filho que esperavam juntos e não o abandonariam, o reclamo também era por ele, pelo filho de Abbatelli.
Harry retomou o canto só para a última frase e sorriu. "Em seu nome faz-se amor" Voltando a ajoelhar sobre Severus ajudou-lhe a terminar de despir-se, sem abandonar sua suave tranquilidade. O professor já não insistia, lhe beijava apaixonado enquanto ele também ia despojando a roupa do rapaz. Voltaram a resguardar-se baixo as cobertas e edredons de seda e seda, percebendo a macieza de suas peles em contato, cálidas, ansiosas, unindo-se em harmonia.
Harry pôde sentir novamente a dureza no membro de Severus, e seu coração se trancou sem controle, era excitante saber que era capaz de provocar um desejo tão intenso com só uns quantos roces, lhe amava ainda mais.
Sem desesperar-se, Harry permaneceu uns instantes beijando o pescoço de Severus, pensando que agora sabia qual era o sabor do amor, o amor sabia a Severus, cheirava a Severus, se sentia como Severus.
Aspirando o aroma que não tinha esquecido desde o incidente do café. Foi deslizando-se lentamente para abaixo, sem deixar um sozinho pedaço de pele que não tivesse sido beijado, acariciado ou lambido. Sua própria entreperna já estava a ponto de estalar, mas nunca se apressou. Seus dedos longos e ainda infantis percorriam a cada centímetro provocando fortes estremecimentos em Severus.
- Ah… Harry, isso se sente bem. –gemeu Severus quando Harry beijou seu umbigo para depois o desenhar com sua própria língua, adentrando-se nele cadenciadamente.
- Há algo, Severus, que não fiz naquela ocasião. –confessou Harry levantando a mirada para ver aos olhos. - Será minha primeira vez… só me guia, quero que o desfrute tanto como me fez o fazer a mim.
Severus não compreendeu por enquanto, mas quando Harry abandonou seu umbigo para se introduzir por completo baixo os cobertores e continuar o descenso arqueou suas costas ante o só pensamento do que viria… de modo que ele já o tinha feito… odiava não o recordar. Mas não teve tempo de pensar mais, seu cérebro se recusava a ocupar de outra coisa que não fosse se concentrar em sentir a úmida boca de Harry rodeando seu pênis sem poder evitar algo de timidez pese a que era óbvio que o estava tentando.
Sua língua acariciava ansiosa toda a extensão da virilidade de Severus, respirando rapidamente pela ansiedade, queria poder abarcar todo ao mesmo tempo e usava mãos, lábios, língua, para não deixar nada sem estimular. Severus exalou um grito de louvor no momento em que os lábios de Harry beijaram a base de sua pene, sugando suavemente a pele de seu períneo… de algo estava seguro, nunca em sua vida tinha sentido esse prazer, era algo sobre-humano.
Já não podia mais… Severus já não podia seguir esperando, e levantando um pouco seus quadris convidou a Harry ao ajudar a terminar com aquele doce suplicio. Sem dizer nada, Harry obedeceu, e se esforçando por conseguir que todo o pênis de Severus coubesse em sua boca, começou uma série de movimentos que conseguiriam que o homem chegasse ao clímax. Severus não pensou que Harry fora a fazer isso, estava gratamente surpreendido, mas gostou que ainda não o tomasse, também ansiava descarregar-se em de sua boca. Apertou com força as cobertas e fazer a um lado para poder apreciar melhor a imagem.
Um suspiro brotou de sua garganta ao ver seu pene desaparecido por completo na boca de Harry, abriu suas pernas todo o que pôde quando o garoto quase se enterrava entre elas para manter todo o contato possível com seus genitais. Um dedo dentro de sua entrada enviou-lhe descargas elétricas a todo seu organismo… esse era o garoto sem experiência?
Harry tinha conseguido apalpar a próstata de Severus, podia senti-la, dura e claque, e sem poder conter-se, afundou seu dedo sobre ela com força.
- Oh, meu Deus! –gritou Severus revolcando-se em seu lugar. - Meu menino, não pare, faz favor… que me morro!
Ao dar-se conta que algo bom tinha conseguido, Harry introduziu outro dedo e lhe acariciou por dentro, beijando-lhe com seus dedos onde seus lábios não atingiam a chegar. Libertou por um segundo o membro de Severus para acariciar lhe o glande com sua língua e em seguida voltar a rodear com sua boca ao mesmo tempo que empurrava seus dedos contra a próstata de Severus. A consequência, um forte chorro de sêmen brotou para a garganta de Harry, nunca um sabor amargo lhe pareceu tão doce e não se absteve do tomar tudo, sacou seus apertados dedos do interior de Severus e os dedicou a continuar com caricias externas que tentavam tranquilizar os espasmos musculares que o Professor tinha por todo o corpo.
- Não… não posso achar que seja capaz de me fazer sentir tanto. –murmurou Severus a duras penas pela agitação da qual ainda era preso. - Veem, quero beijar-te, amor.
Harry obedeceu e depois de certificar de não ter desperdiçado nem uma só gota, foi a recostar-se sobre Severus, suspirando fatigado, mas feliz.
- Amo-te. –exclamou Severus beijando-lhe docemente nos lábios, limpando com sua língua um pouco de seu sêmen impregnado nas comissuras de Harry.
- Sinto-me contente de ver que consegui que gostasse.
- Foi mais que isso… bem mais!
- Pode dar-me um par de minutos antes de continuar?
Severus estalou em gargalhada ao notar que Harry continuava entusiasmado apesar de seu evidente cansaço. Acercou-o mais para seu peito enquanto suas mãos acariciavam lhe as costas para depois deslizar para o ventre do rapaz.
- Descansa, acho que não está bem que te fatigue tanto, pode lhe fazer dano ao bebê.
- Nada disso! –protestou Harry. - Só preciso um par de minutos, ademais, creio a nosso filho lhe deve encantar a ideia de que nos amemos tanto e não penso o privar de nada.
- Seguro que está pensando só no bebê?
- No bebê e em mim… Que não se dá conta que morro por continuar?
- E eu por que continue. –respondeu Severus baixando um pouco mais a mão para acariciar o pene de Harry ainda semi erguido.
- Bem, acho que já descansei o suficiente.
- Ainda não passam os dois minutos.
- Já não os preciso, com sua mão aí se me tem esquecido o cansaço.
Harry sentiu seu coração inchado de gozo ao notar que os olhos de Severus brilhavam de emoção. Soube que tinha chegado a temer que o oferecimento de Severus para ser o submisso se tratava de uma espécie de sacrifício com a intenção de fazer feliz, agora comprovava que não e que o professor o ansiava tanto como ele, isso lhe resultou o melhor estimulante.
Durante alguns minutos estiveram beijando-se apaixonados, acariciando com sua língua a do outro, mordiscando-se, friccionando seus corpos um contra o outro, percebendo suas mútuas excitações já completas. Harry separou-se para olhar aos olhos de Severus em um mudo permissão para levar a cabo seu seguinte movimento. Os olhos negros refulgiram em um assentimento, ansiando saber como atuaria Harry agora.
Seus lábios abriram-se em franca surpresa quando o tímido rapaz já não o era tanto e com firmeza lhe fez girar para ficar de bruços. Gemeu quando sentiu os juvenis lábios de Harry beijando-lhe o pescoço, a nuca, cheirando como um depredador. Tinha muita doçura, mas já não a paciência de uns minutos atrás, Harry se esfregava uma e outra vez contra o traseiro de Severus.
Finalmente, ajudou-lhe a ajoelhar sobre a cama, instando-o para que se apoiasse sobre os fofos almofadões. Severus obedecia ansioso de ajudá-lo.
Harry abraçou-lhe, seus corpos totalmente unidos, alumiados pelo fulgor vermelho dos lumes que os rodeavam, lhe acariciou seus mamilos endurecidos já de prazer. Severus respirava agitado, era sublime sentir a Harry em todo seu corpo, e temeu se vir dantes de tempo quando o Gryffindor deslizou suas mãos para sua pene para roça-lo provocativamente em seu trajeto para o traseiro, com macieza levou seus dedos para a abertura do homem maior com a intenção de terminar do preparar.
- Não… -negou Severus. -.. fá-lo já, assim.
- Mas…
- Assim, faz favor!
Severus empregou um feitiço lubrificante, era todo o que precisava, não queria mais preparações e ainda que Harry duvidou um momento, finalmente lhe comprazeu, afundou a ponta de sua pene nessa quente estreiteza. Não tinha intenção de ser rude, mas Severus parecia não ter medo e se empurrando para trás se introduziu de um só movimento quase todo o membro de Harry. Um grito de prazer saiu disparado de ambas gargantas.
- Está bem? –perguntou Harry abraçando-o por completo, beijando sua nuca tranquilizadoramente.
- Como nunca em minha vida! –exclamou com afogo. - Não se mova ainda, quero desfrutar mais este momento, te sentir assim, tão dentro de meu corpo como de minha alma, Harry… é delicioso!
Harry obedeceu sabendo bem do que falava, não esqueceria nunca a vez que sentiu que seu corpo recebeu a Severus e queria que ele sentisse o mesmo. Enquanto esperava a autorização de seu amante, dedicava-se a beija-lo, a sussurrar-lhe palavras carinhosas depois de sua orelha, a roçar seu membro ansioso com seus dedos travessos. Os gemidos de Severus mostravam o esforço que fazia por se conter.
- Agora, Harry, continua… e não tenhas medo, faz como quer o fazer, eu sei que quer… o faz assim.
Harry bufou feliz, era verdadeiro, Severus conhecia-lhe bem e tendo comprovado que o desejo era mútuo, se incrustou por completo de maneira quase selvagem. Seus corpos chocaram um contra o outro, e em seguida vieram uma série de investidas que os dois desfrutavam, as exclamações de prazer eram prova confiável disso. Harry saía quase por completo antes de afundar até o fundo, gostava dessa sensação de poder, esse morbo de estar possuindo a seu professor como demoníaco… era tão excitante, tão perverso como amoroso, era o céu.
As mãos de Harry rodearam a cintura de Severus e começou a masturba-lo vigorosamente. Os dois lutavam por conter-se o mais possível, por não acabar tão cedo, mas a cada vez lhes era mais difícil. Para Harry, a sensação de encontrar-se dentro de Severus, de tomá-lo como seu dono era sublime. Para Severus, sentir em seu interior, submetendo-se a ele, abandonando seu corpo e sua alma ao único homem ao que queria estar unido era um descanso para seu atribulado coração que se resistia a se sentir propriedade de ninguém mais.
E justo quando Severus achou que seria questão de uma investida mais para esvaziar na mão de Harry, este aproveitou que se encontrava quase fora de Severus para voltar ao girar. A sensação de seu membro sendo roçado pelo deslizamento circular provocou-lhe um forte espasmo, mas conteve-se. Severus agora estava boca acima, levantou as pernas e Harry lhe ajudou lhe sustentando dos tornozelos. Para o garoto foi um impacto ver a Severus nessa posição de oferenda, sua respiração já não podia ser mais agitada ao ver tal imagem e sem o meditar muito, voltou a se afundar até ficar recostado sobre Severus quem rapidamente buscou seus lábios, lhe sujeitando carinhosamente pelas maxilas, mostrando nesse beijo a ansiedade e a gratidão pelas sensações que lhe percorriam em corpo e alma.
Harry sentia o pênis de Severus fincar-se suavemente sobre seu ventre, separou-se um pouco renunciando a essa caricia para continuar com a masturbação que tinha abandonado, estando ajoelhado lhe custou menos esforço continuar com seus roces enquanto voltava a se afundar em Severus uma e outra vez. Seus gemidos roucos perdiam-se no vento que os roubava para si, enquanto retomava o ritmo de suas investidas. Severus deixou escapar um extasiado suspiro de sentir-se cheio da masculinidade de Harry que chegava profundo dentro dele.
O orgasmo chegou-lhes unidos em um grito que se perdeu na escuridão da noite, que o vento voltou a roubar para lhe guardar como prova de ter sido testemunha de uma entrega absoluta, e de um recebimento cálido e apaixonado. Um novo casal para o firmamento que Harry tinha reclamado para que cuidasse de sua posse mais amada.
Não dormiram, apesar do cansaço a alegria que sentiam era muito maior. Quando estava a ponto de amanhecer, Harry se incorporou inesperadamente e levando a Severus da mão se acercaram à janela se cobrindo com o edredom do frio, depois de sair do fogo que os protegia.
- A cada amanhecer que possa ver contigo me fará sentir que valeu a pena acordar… não quero me perder jamais. –disse Harry recargando-se no peito de Severus.
- Em algum dia, prometo-te nos levantaremos todos os dias ao olhar… juntos.
Harry sorriu com tristeza ao escutar essa promessa que temia não pudesse se realizar, se alegrou de estar de costas a Severus para que ele não o notasse. Permaneceram em silêncio por vários minutos, até que a enorme bola de fogo do astro foi vislumbrando-se depois das montanhas, lhes saudando, lhes dando seus mais brilhantes raios que não lastimavam.
- Severus Snape é meu, sol! –gritou Harry apoiando-se sobre o parapeito ante o assombro de Severus. - É meu, lhe diz a todo aquele que te veja neste dia… diga que amo a Severus e que se apodreçam os que não estejam de acordo!... Severus é meu!
- Harry! –exclamou Severus assustado, olhando pela janela se tinha alguém pelos pátios que tivesse escutado ao garoto gritar.
Ao ver a palidez no rosto do professor, Harry compreendeu o impulsivo de seu grito. Ambos se olharam depois de comprovar que não tinha ninguém acordado ainda, tinham sorte, era domingo, e ninguém se levantaria cedo depois de uma grande festa dos apaixonados. Terminaram rindo-se pela ocorrência de Harry, após tudo, quando o amor não implica algo de loucura, não é amor. Durante longo momento permaneceram brincando carinhosamente sobre a cama, sem nenhuma intenção ainda de se separar.
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Nota tradutor:
Esse Harry foi louco gritando assim! Mas eu gostei!
Vejo vocês nos reviews!
Ate breve
Fui…
