Capitulo dois:
Uma nova vida.
Harry sentou-se ao pé da escalinata na entrada a Hogwarts, faltava só em um mês para sua graduação e então teria que marchar do colégio, isso não o tinha feito particularmente feliz desde que vivia apaixonado e aproveitando a cada segundo livre para o passar junto a Severus.
Limpou-se uma lágrima e sorriu. Trinta minutos antes ainda tivesse continuado com a incerteza do que sucederia quando se graduara… eram temores infundados, ele o sabia. Sabia que Severus lhe seguiria amando ainda quando já não vivessem no mesmo lugar, mas de todos modos era um ciclo formoso o que se fechava.
E agora começava um novo, um bem mais formoso, e por isso já achava que podia desfrutar sua graduação porque sua vida prometia lhe dar um futuro cheio de dita.
Teve que se limpar outra lágrima, chorava de felicidade, da alegria mais imensa que nunca tinha tido, e ainda com sua mão humedecida a levou a seu ventre para o acariciar. Fechou os olhos sorrindo depois de suspirar… Estava grávido, acabavam de confirmar-lhe, teria um filho de Severus.
Olhou ao longe e viu que seus amigos se acercavam desde o portão primeiramente aos limites do colégio. Mordeu-se o lábio preocupado, seguramente teriam estado buscando lhe depois de desaparecer-lhe durante seu passeio a Hogsmeade, mas é que não queria que ninguém se inteirasse de suas suspeitas. Quis ir só com o medimago e aceitar só qualquer resposta que lhe desse. Ademais, estava o fato de que seus amigos não tinham a mínima ideia de que se tinha apaixonado de uma maneira desmedida do Professor de Poções.
Dantes de que lhe vissem se pôs de pé e entrou ao colégio. Não queria responder a suas perguntas, devia falar com Severus, ele era o primeiro que tinha que inteirar de sua gravidez.
Caminhou para as masmorras, ainda se sentindo muito emocionado. Foi-se lentamente, sem pressas, precisava encontrar as palavras adequadas ainda que não tinha nenhuma dúvida de que Severus se poria feliz, ainda recordava uma conversa que tivessem uns quantos meses atrás
Flash back
— Para valer gostarias de ter filhos, Sev? —perguntou Harry interessado depois de que seu amante fizesse um comentário sobre que lhe irritavam os meninos de primeiro ano, mas que com um filho seguramente não poderia ser tão rígido.
— Eu sei, Harry, que um filho meu o adoraria como a ninguém.
— Tenho escutado sobre as gravidezes masculinas… acha que eu poderia te dar um filho? —perguntou fazendo a um lado sua vergonha.
— Pois não sei, uma gravidez masculina é perigoso, Harry, eu nunca te pediria que fizesses algo que pode te custar a vida. Já tens feito demasiado sobrevivendo à morte do Lord, para que termine dessa maneira.
— Para mim seria uma grande felicidade ter uma família própria, e se é contigo seria perfeito. Mas se não acha que seja boa ideia, também não eu quero te pedir o aceitar.
— Não acho que seja má ideia, ao invés, mas esqueçamos isso agora, já o falaremos quando seja tempo de acordo?
— Sim, mas só me responde hipoteticamente, gostaria que fosse eu quem te desse um filho?
— Claro, Harry, eu seria muito feliz por isso.
Severus tinha-lhe abraçado, e Harry sorriu sentindo a sinceridade de suas palavras. Por isso tomou uma importante decisão… Em algum dia teria um filho com Severus Snape.
Fim de flash back
Não o tinha planejado assim. Seu sonho era esperar a terminar seus estudos e se Severus ainda queria, então fazer todo o possível para ter uma família. Ele tinha sido o primeiro surpreendido quando sentiu que sua magia mudava de uma forma estranha, às vezes dava a sensação que tinha vontade própria, e por isso pesquisou até que compreendeu que eram os possíveis primeiros sintomas de uma gravidez.
Agora estava aí, em frente à porta do despacho de Severus e ainda sem saber como lhe diria. Sentia o coração na garganta. Voltou a limpar-se uma lágrima mais, e respirou fundo, não ia dizer uma notícia tão importante com o pranto a flor de pele.
Girou a maçaneta e entrou. Piscou várias vezes quando, em lugar de Severus se encontrou com um menino de uns seis anos recostado de bruços no tapete em frente à lareira. Desenhava tranquilamente em um pergaminho. Tinha o cabelo loiro, longo até os ombros, a pele muito branca, e luzia muito concentrado em seu trabalho, tanto, que nem importância lhe dava a ter suas dedinhos manchados de crayon azul. Ia mudar de cor quando volteou a olhar a Harry, este notou sua mirada escura lhe observando intrigado.
— Quem é? —perguntou o menino.
— Chamo-me Harry… Harry Potter.
O menino fez uma expressão de incredulidade, mas quase em seguida seus olhos alumiaram-se descobrindo a cicatriz na frente que confirmava sua identidade. Tomou seu pergaminho e uma crayon verde correndo para Harry.
— Sim é Harry! —exclamou emocionado. — Dá-me um autógrafo sim?
— Autógrafo? Mas…
— Faz favor!
Harry sorriu nervoso, nunca tinha gostado de tanta atenção dessa forma, mas o menino lhe olhava tão entusiasmado que não pôde se negar, e com as bochechas acendidas escreveu seu nome no troço de pergaminho.
— É fantástico! —disse o garoto. — Juro-te que o guardarei como o mais valioso de minha vida! Nunca, nunca me desfarei de ele!
Harry acentuou seu sorriso nervoso.
— E diga-me quem é e daí faz aqui?
O garoto não pôde responder, pois nesse momento se abriu a porta que conduzia à alcova de Snape e este apareceu na ombreira. Ao ver a Harry empalideceu de maneira quase desumana, seus olhos negros abriram-se como nunca.
— Que faz aqui tão cedo? —perguntou titubeante, Harry sentiu seu estômago contrair-se, jamais tinha escutado que Severus tremesse ao falar.
A resposta chegou-lhe ao instante. O menino correu feliz saltando aos braços de Severus e este o recebeu sem deixar de olhar a Harry.
— Papai, olha, Harry Potter deu-me seu autógrafo!
E enquanto o menino mostrava feliz seu pergaminho com o nome de Harry quem sentiu como tudo girava a seu ao redor. As lágrimas que não pensava derramar saíram sem controle. Deu meia volta para não as mostrar, queria se ir, mas os joelhos lhe tremeram e teve que sentar em uma cadeira próxima.
— Ayrton, vá com teu pai. —pediu Severus ao menino, Harry por um momento sentiu que seu coração voltava a renascer com esperança, talvez tinha escutado mau, ou quiçá o menino era tão pequeno que não sabia o que dizia.
— Sim, mas não se demores… Recorda que disseste que iríamos a jantar juntos.
— Sim, Ayrton, agora não tenho tempo de falar disso. Espera-me com papai de acordo?
O garoto assentiu e Harry escutou como uma porta se abria e fechava e voltava o silêncio. Tinha-se ficado a sós com Severus. Depois seus passos acercando-se para ele.
"Faz favor! —pensou apertando as pálpebras. — Faz favor que Severus tenha uma explicação lógica, faz favor que termine me rindo de isto!
Sentiu como Severus chegou a seu lado nesse momento, lhe rodeava e se ajoelhava em frente a ele, apertando suas mãos entre as suas.
— Perdoa-me, Harry. —suplicou afogado, Harry não pôde abrir os olhos, suas próprias lágrimas rodavam incontrolável através de suas pálpebras firmemente fechadas. — Eu não queria que te inteirasses assim.
— Não, Sev… por favor, diga-me que não é verdadeiro. —pediu entrecortadamente. — Disseste-lhe que fosse com seu pai… isso quer dizer que é de outra família.
— Não, é meu… é meu e de Lucius.
Harry quis correr então, que essa verdade jamais lhe tivesse atingido, mas Severus lhe cercou pela cintura lhe impedindo se marchar. Harry caiu suavemente sentado no chão junto a Severus, não teve nem forças para lhe recusar quando este lhe apertou com força contra seu peito.
— Diga-me que é uma má broma. —murmurou Harry aferrando-se à túnica de Severus, empapando-a com suas lágrimas. — Diz!
— Eu quisesse o dizer, mas não posso… Ayrton é meu filho, um filho ao que adoro.
— Devo ir-me.
— Não, faz favor, eu tenho que te explicar! —pediu apertando-o mais forte.
— Agora não… Preciso estar só uns minutos.
Harry se soltou dos braços de Severus, este respeitou sua decisão e lhe deixou ir. A porta da habitação abriu-se nesse momento, Lucius não fez nenhuma expressão ao ver como Severus tinha ficado sentado no chão, em completa imobilidade, não podia lhe ver o rosto, pois as cortinas de seu cabelo lhe cobriam o suficiente. Nunca em sua vida lhe tinha visto assim, e ele conhecia desde fazia muitos anos. Um menino puxando da túnica para fazer-se espaço e passar alertaram-lhe, rapidamente tomou a Ayrton em braços para levá-lo de regresso ao quarto, seguramente a Severus não teria gostado que de seu filho lhe visse chorar.
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Harry tentava abrir portas, precisava um lugar onde se encerrar, mas estava tão alterado que nem a magia lhe funcionava e nenhuma fechadura cedeu. Quase não podia ver pelas lágrimas, e usando suas mãos puxava e empurrava a cada pistilo sem conseguir entrar. Rogava para que ninguém lhe visse, para poder encontrar um lugar antes de que o resto dos alunos chegasse.
Seguiu buscando entre as masmorras, evitando ter que chegar ao lobby, e finalmente uma porta cedeu. O clique que lhe permitiu a entrada lhe soou a alívio, e rapidamente fechou a porta atrás dele.
Caiu de joelhos sobre o frio chão, sem entender a onde tinha ido sua felicidade.
Arrastando-se chegou até um rincão em onde se abraçou a si mesmo com sua mão esquerda, enquanto com a direita acariciava seu ventre plano.
"Que faço, bebê?" –perguntou agoniado.
— Não quero perder a Severus, não quero que o percamos!... Ele me quer, e sei que te quereria muito se soubesse de ti... mas como lhe digo agora?... Como?!
Voltou a esconder a cara com suas mãos, tão confundido como jamais esteve dantes. Sem saber que fazer, nem que pensar… só podia se sentir profundamente triste.
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Severus pôs-se de pé lentamente, respirando fundo e erguendo-se enquanto esforçava-se por não sacar uma lágrima mais. Se algo tinha claro é que amava a Harry por sobre todas as coisas e não ia permitir que as coisas ficassem assim. Olhou para a porta de sua habitação recordando a um menino formoso, ele tinha que ser o mais importante de sua vida, mas não poderia viver sem seu Rabisco.
Foi para lá. Entrou a seu alcova e viu a Lucius recostado junto a Ayrton. O menino tinha-se ficado dormido em sua cama embalado por seu pai. O loiro incorporou-se sentando à orla do colchão enquanto Severus caminhava para eles, cócoras para olhar de perto o rosto de seu menino e acariciar seus suaves cabelos loiros.
— Disseste-lhe tudo? —perguntou Lucius tranquilo, ainda que só ele podia saber o temor que sentia pela possível resposta.
— Não quis me ouvir.
— Suponho que é normal que esteja molesto.
— Está ferido… não molesto.
Lucius assentiu e guardou silêncio por um momento mais. Depois Severus pôs-se de pé após beijar a seu menino na testa, e com um sinal convidou a Lucius a afastar-se um pouco para evitar acordá-lo. Sentaram-se junto à lareira olhando ambos ao inocente que dormia e que amavam caro.
— Que lhe dirá? —perguntou o loiro, e agora sim não pôde evitar que sua voz se escutasse temerosa.
— Não o sei… Mas não quero perder a Harry.
— Quiçá se desde um princípio tivesses-lhe falado sobre Ayrton…
— Não tem caso pensar em isso agora. Ademais, sabe bem porque não dissemos a ninguém de sua existência.
Lucius assentiu, mas deixou de olhar a Ayrton para fixar seus olhos agora em Severus. Este sentiu sua mirada pressentindo o que estava pensando, no entanto, não disse nada.
— Severus…
— Não tema por ele. —interrompeu-lhe olhando-lhe também.
— Promete-me! Promete que não permitirá que nada nem ninguém, nem sequer Potter, lhe lastime!
— Já te prometi uma vez e penso cumprir.
Severus pôs-se de pé e saiu, não podia seguir esperando, a angústia de imaginar a Harry sofrendo por sua culpa lhe impedia ficar aí sentado. Lucius não tentou o deter, compreendendo como devia se sentir, após tudo, a felicidade do ser amado era a prioridade de quem podia entregar o coração como o fazia Severus… Como o fazia ele pelo moreno.
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Severus aproveitou que não tinha ninguém na Sala Comum de Gryffindor para adentrar-se e buscar entre o baú de Harry. Sacou dele o Mapa do Maroto, Harry lhe tinha ensinado ao usar durante uma das últimas batalhas em que lhes tocou participar juntos.
Buscou afanosamente a cada rincão do castelo até que deu com a motinha que tinha seu nome, não esperou mais, e se levando consigo o mapa, baixou de novo para as masmorras. Entrou sem mais contratempo à habitação em que Harry se encontrava.
O jovem Gryffindor alçou a mirada com sobressalto, ainda continuava sentado em um rincão. E apesar de tudo, lhe alegrou que quem aparecesse fosse Severus e não alguém mais.
O pocionista entrou fechando a porta. Foi a sentar a seu lado, sentindo um grande alívio quando Harry não se apartou. Isso lhe deu valor para passar um braço sobre os ombros do garoto e atrair para seu peito. Harry se aconchegou voltando a sentir a acolhedora proteção que conhecesse desde que Snape lhe abraçasse pela primeira vez.
— Chama-se Ayrton… —começou Severus acariciando as costas de Harry, aliviado ao sentir como Harry fazia o mesmo apoiando uma mão no peito de seu companheiro, brincando com a abotoadura de sua túnica. —… tem seis anos, e quando nasceu você e eu não tínhamos nada que ver, Harry. Minha história com Lucius foi antes de que me apaixonasse de ti, e o único que me une a ele é Ayrton, só ele.
— Não há nada entre vocês?
— Só Ayrton, tudo é nosso menino.
— Porque não me falou antes dele?
— Porque ninguém sabe de sua existência. Era um modo de proteger do Senhor Tenebroso. Mantivemo-lo escondido até o dia de hoje. Lucius e eu lhe visitávamos com frequência, e sabe quem somos. Justo hoje íamos falar sobre como o apresentaríamos ante o mundo… Nem sequer Draco sabe de sua existência.
— Que? Mas como puderam o manter em segredo?
— Não foi fácil, Harry, mas Lucius sempre tem sido muito atlético, não subiu demasiado de importância, e ademais usou um feitiço que lhe cobrisse quanto foi possível, e quando não se pôde, uns três meses dantes de que nascesse o bebê, se inventou uma viagem.
Harry sentia que a alma lhe regressava ao corpo com aquela explicação, mas sobretudo, com as caricias que Severus lhe dava, e o amor que sentia na cada uma delas, tanto como o que percebia em sua voz.
— Não pode te imaginar a tristeza que senti ao achar que tinha algo com Lucius. —confessou-lhe alçando a mirada para acariciar lhe o rosto. — Agradeço ao céu que não seja assim!
— Meu coração é seu, Harry, mas nele há outra pessoa, e gostaria que o aceitasse em de minha vida.
— Sim… eu por ti sou capaz de qualquer coisa e me encantará conhecer melhor a Ayrton.
— Obrigado, Rabisco. –suspirou envolvendo com seus braços. –Porque vocês dois são minha vida, e não queria os perder, a nenhum dos dois. Perdoa-me por não te ter falado antes de Ayrton?
— Não tenho nada que te perdoar, acho que tinhas razão em querer proteger do mundo. A guerra tem pouco tempo de que terminou, morreu demasiada gente na busca e destruição dos horcruxe, não podia o arriscar a que Voldemort ou qualquer outro comensal lhe quisesse fazer dano depois de que desvelaste sua verdadeira lealdade.
Severus assentiu, deslizou sua mão direita pelo contorno do corpo de Harry com muito carinho. Harry vibrou quando sentiu como a mão terminou descansando sobre seu quadril de maneira inocente, podia sentir o calor de Severus, sua magia brincando com a de seu bebê.
— Sinto algo estranho. —confessou Severus.
— Sev, é que eu… te ia dizer o quando fui a teu despacho.
— Que me ia dizer?
Harry acomodou-se de tal forma que ficou sentado sobre as pernas de Severus, entrelaçou suas mãos com as suas, lhe sorrindo nervoso.
— Não tinha pensado que fosse em uma habitação escura e úmida onde daria a notícia mais maravilhosa de minha vida, mas acho que o importante agora é saber que me segue amando.
— Harry, que está passando?
Harry inclinou-se beijando suavemente os lábios de Severus. Depois apartou-se, sorriu emocionado, e levou as mãos do professor a seu ventre plano como sempre.
— Estou grávido.
O professor não pôde reagir de imediato, seu privilegiado cérebro ficou em alvo de repente, o único que atinou a fazer foi voltar a abraçar a seu amante, só que agora com mais cuidado, como se temesse lastima-lo se pusesse mais força da necessária. Harry sentiu-o, e sorriu comovido.
— Está completamente seguro? —perguntou sem poder evitá-lo.
— Sim, fui ao medimago aproveitando minha saída do colégio e confirmou-me.
— E porque não me disseste? Não esteve bem que fosse sozinho, não esta só, Harry.
— Sei-o, mas é que não queria que te desilusionasse se não fosse verdadeiro.
Severus apartou-se, e sustentando a cara reluzente de Harry entre suas mãos, deu-lhe um beijo na testa e um mais nos lábios.
— Obrigado, Harry… esta tem sido realmente a melhor notícia que podia me dar!... Um pequeno Rasbiquinho virá a nossas vidas.
— Amo-te, Sev. –disse-lhe depois de rir brevemente. –Apaixonei-me tanto de ti que te advirto que vai ter que me amar também a mim a cada segundo de tua vida.
— Não te caiba a menor dúvida de isso… E te prometo que as coisas mudarão, amanhã mesmo falarei com Dumbledore, quero que dêmos a conhecer o nosso de uma vez, não gostaria que passasses por de uma gravidez como se não tivesse ninguém que te apoiasse.
— De acordo, será como você queira.
— Bem… Harry, te peço que por favor não mencione a ninguém nada sobre Ayrton.
— Mas porque? Disseste que já queriam o apresentar.
— Sim, mas primeiro temos que falar com Draco. Além de ti, é quem merece saber primeiro a notícia.
— De acordo.
— Agora vamos, tens que ir a tua habitação a descansar, tens passado muito tempo nesta habitação incômoda e não é bom para tua gravidez.
Harry assentiu e segundos mais tarde a cada um se dirigia a seus respectivos destinos. Harry a reunir com seus amigos, e Severus voltava às masmorras. Agora tinha algo que lhe comunicar a Lucius, e seguramente o loiro não se imaginava o que lhe esperava.
Malfoy ainda se encontrava sentado em frente ao fogo, não queria se ir sem comprovar que não tivesse tido problemas por se ter apresentado de improviso. O menino continuava dormindo, pelo que Severus foi a ocupar seu cadeirão de sempre.
— Arranjaste suas coisas com Potter?
— Sim.
— Que foi o que lhe disseste sobre Ayrton?
— O que concordamos. Não se preocupe, Ayrton está protegido.
— E sobre nós?
— Tivesse querido dizer-lhe todo… mas sabe que não posso. Mesmo assim, ele confia em mim, crerá sempre em minhas palavras incondicionalmente. Às vezes isso me faz sentir culpado.
— Lamento-o. —respondeu sinceramente.
— Harry e Ayrton são o mais importante de minha vida… Não posso eleger entre um e outro, fiz o melhor que pude.
Lucius sorriu tristemente ao não se ver nomeado, mas não podia esperar de qualquer forma, Severus sempre foi sincero com ele, e quando o coração do moreno foi entregue a alguém mais, foi o primeiro e o único com quem falou ao respeito.
— Lucius… —interrompeu Severus seus pensamentos.
— Diga-me.
— Harry… está grávido.
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Nota tradutor:
Mais um capituloooo e nossa eu amei esse capitulo, nem lembrava mais dele quando li!
Bem vamos embora para os reviews?
Vejo vocês no próximo capitulo e sim continuo reclamando de pessoas que não comenta nenhuma virgulazinha...
Então ate breve!
