Capitulo cinco
A dor de um menino
Harry sentia-se realmente muito nervoso, não deixava de olhar no espelho em busca de notar algo fora de lugar. Severus olhava-lhe divertido enquanto colocava-se sua capa, e depois foi para ele, lhe olhando através do espelho que tinham enfrente, massageando suavemente seus ombros.
— Relaxe, que Ayrton não te vai comer.
— Quero dar-lhe uma boa impressão… seguro que estou bem assim, ou me ponho a túnica verde?
— Não, esta negra que traz é perfeita, ao igual que a camisa vermelha, que seus sapatos bem boleados, que o cabelo… bom, com esse não se pode fazer muito.
— Severus!
— Caçoava, tudo está bem. Vamos, não podemos os fazer esperar tanto tempo.
— Nunca achei que me emocionaria ir a jantar a casa dos Malfoy.
— Pois já vê as voltas que dá a vida, amor. Apressa-te, ou não chegaremos a tempo, mas para o café da manhã de manhã.
Harry assentiu, e depois de que Severus lhe ajudasse a se colocar sua capa, foi pelo presente que tinha comprado para o menino, era uma formosa vassoura voadora de brinquedo, algo que Severus olhou sem muito agrado, mas ao final terminou por dar o visto bom, ainda que seguia se lamentando de não ter estado presente quando Harry a ordenou via coruja.
Mas ao abrir a porta para sair, encontraram-se com Dumbledore olhando-lhes de maneira enigmática. Severus tinha falado com ele essa manhã, e conhecer da existência de Ayrton também resultou uma forte surpresa para o Diretor quem sempre creu conhecer todo de seu Professor de Poções. Comprovar agora que não era assim e que este podia guardar segredos para com ele, lhe fazia se sentir inseguro.
— Posso saber a onde vão?
— Te disse esta manhã, Albus, levarei a Harry a jantar com Ayrton.
— Suponho que Lucius Malfoy estará presente.
— Assim é.
— Posso acompanhá-los?
— Porque?... É que talvez não confia em mim?
— Até esta manhã não sabia que tinha sustentado uma relação com Malfoy, nem que tivessem um filho em comum, muito menos te cri capaz de sacar a um dos alunos do colégio sem minha autorização para te casar a escondidas com ele… Faz favor, Severus, não me peça agora que confie em ti.
— Não me vai fazer nada! —interveio Harry, molesto pelo contínuo ataque a seu esposo.
— Também não me peça que confie em ti, Harry. —respondeu tentando fazê-lo com macieza. — Quisesse, mas já tens teus antecedentes de atuar arrebatada e imprudentemente, me permite agora fazer válido meu direito de cuidar de meus alunos.
— Bem. —sibilou Severus enquanto Harry bufava incrédulo pela atitude do Diretor. — Está cordialmente convidado a acompanhar-nos, Albus.
— Obrigado, então podemos ir.
Severus tomou a mão de Harry e encaminharam-se para a saída com Dumbledore caminhando despreocupadamente atrás deles. Harry aproximou-se a seu casal para sussurrar-lhe e que não lhe escutasse o Diretor.
— Porque sempre têm que desconfiar de ti?
— Poderia te recordar que grande parte de sua vida desconfiava de mim… O esquece já, amor, estou acostumado a estas coisas.
— Sinto muito. —desculpou-se baixando a mirada.
— Não o disse com a intenção de reprochar-te nada, eu compreendo que tenha tido motivos.
— Prometo-te que jamais voltarei a desconfiar de sua palavra nunca, nunca, nunca!
Severus sorriu passando um braço por sobre os ombros de Harry… esperava que realmente assim fosse.
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Uns minutos mais tarde, e graças a um translador, já se encontravam os três em frente à porta dos Malfoy. Severus apertou a mão de Harry para brindar-lhe confiança, novamente sentia-o tremer ante a cercania de ver ao menino.
Assim que a porta abriu-se, um elfo conduziu-os para a sala. Aí estavam Lucius e Ayrton, ambos luzindo suas melhores galas. O menino luzia encantador com um traje turquesa com camisa negra, enquanto Lucius levava uma túnica negra com prateado. Harry tentou sorrir ao vê-lo, mas seu estômago contraiu-se de nervos, o loiro era demasiado atrativo, e a seu lado sentia-se tão pouca coisa, esmagado pelo porte e a elegância de quem fosse companheiro de seu esposo.
Assim que viu a seu pai, Ayrton correu para ele. Severus fez o mesmo levantando-lhe em braços, feliz de voltar a abraçar a seu menino.
— Quando me disse papai que viria me pus tão feliz… tinha muitas vontades de te ver!
— Eu também, carinho meu, te estranhei muito. —assegurou dando-lhe um beijo na bochecha.
— Já não te vai ir, verdade?
Severus respondeu com um sorriso, mas depois girou-se para que o menino pudesse ver a Harry atrás dele. E quando isto passou, a carita de Ayrton se alumiou estendendo os braços para Harry.
— Harry Potter! —exclamou feliz, inclinando desde os braços de Severus para beijar a um aturdido Harry. — Tenho teu autógrafo guardado em meu quarto, é o mais lindo de tudo.
— Obrigado. —titubeou Harry nervoso. — Eu… te comprei algo, Ayrton.
— Para mim?
Harry assentiu e Severus colocou-lhe no chão para que Harry pudesse lhe dar o alongado pacote que o menino desenvolvia emocionado.
— Bem-vindo, Potter. —saudou Lucius acercando-se enquanto seu filho descobria seu presente e corria feliz com sua vassoura por toda a estância. — Obrigado pelo obsequio para Ayrton.
— De nada, é um prazer. —respondeu sem ocultar que ainda morria de nervosismo.
— Parece que trouxeram um convidado não contemplado nos planos. —agregou Lucius olhando a Dumbledore, quem permanecia silencioso atrás de Harry.
— Vem em plano de guarda-costas. —caçoou Severus tentando aliviar o ambiente. — Espero que não te moleste.
— Claro que não. Bem-vindo também você, Dumbledore.
— Agradeço-te, Lucius.
— Pedirei que acrescentem um lugar na mesa.
Lucius saiu da sala depois de convidá-los a acomodar-se. Todos ocuparam assento, e Severus se assegurou de que Harry não se separasse de seu lado. De imediato Ayrton correu às pernas de seu papai, sem soltar a vassoura de sua mão.
— É formosa, Harry, obrigado!
— Por nada, me alegra que tenha gostado.
— Vai ficar-te a jantar conosco verdade?
— Sim te agrada a ideia?
— Muito!... Veem, vamos, vou te mostrar meu quarto.
Ayrton pôs-se de pé puxando a Harry da mão, este olhou a Severus pedindo sua autorização e ante um assentimento de cabeça, Harry deixou que o inquieto menino o levasse escadas acima. Ao ficar sozinhos, Dumbledore aclarou sua garganta.
— O menino não sabe quem é Harry em sua vida verdadeiro?
— Ele saberá esta noite.
— Que acha que opine?
— Não sei, Albus, e não tente me pôr mais nervoso do que já estou.
Dumbledore assentiu e olhou para as escadas onde o menino tinha desaparecido junto com Harry. Esperava que nada resultasse mau.
Harry olhava sorridente quanto brinquedo ensinasse-lhe Ayrton. Lhe lisonjeava e preocupou-lhe que o pedaço de pergaminho com seu nome ocupasse um lugar privilegiado no criado-mudo.
— Você é amigo de meu papai Severus verdade? —perguntou o menino sentando-se junto a Harry no borde da cama.
— Sim, muito bons amigos.
— E vai vir a visitar-nos com frequência?
— Pois, isso espero. —respondeu nervoso.
— Na semana que vem vamos ir a buscar uma escola nova. A senhora que me cuidava me ensinou a ler, mas já tenho que ir ao colégio, ainda que diz papai que não posso ir a Hogwarts ainda.
— Não, isso será quando cumpra os onze.
— Quanto anos você tem?
— Dezessete.
— E papai dá-te aulas?... Eu quero que quando entre a Hogwarts me dê aulas, ainda que agora gostaria que renunciasse.
Harry mordeu-se o lábio para não perguntar, cria intuir a resposta, qualquer menino que não pudesse ver seguido a um de seus pais pediria que não trabalhasse. Isso o fez se prometer que não afastaria a Severus mais tempo do necessário, o menino era demasiado pequeno e precisava de sua presença.
Severus entrou nesse momento salvando ao moreno, e em poucos minutos já se encontravam jantando. Lucius ocupou o lugar principal, Severus fez ao outro extremo da mesa com Harry a sua direita e Dumbledore a seu lado. Ayrton tinha que se ter sentado junto a Lucius, mas preferiu ocupar a esquerda de Severus. Isso não ofendeu ao loiro, ao invés, gostava muito ver como de seu filho tinha herdado sua debilidade pelo moreno.
— E não vai vir meu irmão? —perguntou Ayrton inocentemente.
— Está muito ocupado, Ayrton, em outro dia o verá.
— Posso comer pêssegos com creme? —questionou esquecendo-se de Draco, Lucius sorriu ante isso, mas mal ia responder quando Severus se lhe adiantou.
— Os pêssegos são a sobremesa, Ayrton, ainda não pode os comer.
Ayrton buscou a Lucius com a mirada em espera de apoio, parecia que com ele poderia obter a permissão, mas o loiro lhe sorriu negando, isso foi suficiente para que o pequeno começasse a comer as odiadas ervilhas.
Harry olhava aquilo com ternura. Sonhava com ter já a seu próprio filho a quem consentir como o fazia Lucius, e com Severus a um lado para impor regras, ainda que a escondidas jogassem as rompendo. Sentiu seu coração bater emocionado ante a cercania de ser parte dessa família, de ampliar com seu bebê. E soube que Severus se sentia igual, pois sentiu sua mão apertando calidamente seu joelho, e ao voltear ao olhar encontrou um doce sorriso na que lhe confiava seu amor.
— Ayrton… —começou Lucius depois de terminar o jantar, enquanto o menino devorava seus ansiados pêssegos sem importar-lhe bater com o creme. —… seu papai e eu temos algo que te dizer.
— Papai vai vir-se a viver conosco! —exclamou saltando sobre a cadeira.
— Não, e se senta, Ayrton. —advertiu Severus, o menino duvidou um pouco, mas terminou obedecendo ainda que em seu lugar continuou muito inquieto. — O que temos que te dizer é que teu papai Lucius e eu somos muito bons amigos, mas não vamos viver juntos. Eu te visitarei com frequência, te prometo que todos os dias tentarei vir a te ver, Ayrton.
— Já não nos quer?
— Ayrton, quero muito a ambos, mas também a outra pessoa.
— A quem?
— A Harry.
Severus apertou a mão de Harry por sobre a mesa, o menino olhava-os alternadamente, sem entender o que sucedia.
— Harry e eu vamos viver juntos, Ayrton. –aclarou Severus ao ver a confusão nos olhos escuros do menino.
— Não vivem juntos no colégio?... não entendo.
— Após o colégio seguiremos vivendo juntos. Nos casamos.
— Casar-se?... Você e Harry?
— Sim, carinho. Ele é meu esposo.
— E papai? —perguntou olhando a Lucius.
— Ele e eu somos amigos nada mais.
Ayrton baixou o rosto, um par de lágrimas escorregaram por suas pequenas bochechas. Não entendia muito, mas o que soube é que seu sonho de que seus pais estivessem junto a ele já não sucederia. Harry olhou a Severus preocupado pela reação do menino. Lucius pôs-se de pé nesse momento para ir por Ayrton enquanto Severus tentava limpar seu pranto, sem imaginar-se que a reação do pequeno fosse de rejeição e com um tapa apartou o braço de seu pai.
— Não te quero! —gritou furioso.
— Ayrton! —exclamou Lucius chegando até ele, o menino saltou a seus braços, aferrando-se a seu pescoço sem deixar de chorar. — Não deve ser grosseiro com teu pai, agora mesmo lhe dará uma desculpa.
— Não!... Que se vá, que se vão todos!
— Ayrton, se segue nesse plano vou ter que te castigar. —advertiu Lucius.
— Deixa-o, Lucius. —interveio Severus afligido pelo pranto de seu filho. — Acho que melhor vamo-nos, virei amanhã.
— Não venha! —berrou Ayrton. — Se quer mais a Harry, combina-te com ele!
Severus queria dizer-lhe que não era assim, mas tinha tal nodo na garganta que mal podia respirar. Lucius sorriu-lhe desculpando a atitude de seu filho e foi-se com ele para o andar superior.
— Severus, talvez seja melhor que fique. —disse Harry acercando a seu esposo. —Seu filho precisa-te agora.
— Não sê se deva lhe cumprir caprichos. Ademais, é melhor esperar a que se lhe passe o enojo, amanhã virei a falar com ele… Lhe perdoa, Harry, te asseguro que não sempre é assim.
— Eu não tenho nada que lhe perdoar.
Harry abraçou a Severus manifestando-lhe seu apoio e seu carinho, o moreno lhe beijou no alto da cabeça antes de fazer-lhe um sinal ao calado Albus para que saíssem da casa.
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Lucius tinha batalhado bastante para controlar a Ayrton, o menino tinha rompido em pedaços o autógrafo de Harry, arrancado todas as fibras da vassoura e lançado o pau ao pátio por sua janela, além de chutar até que se cansou e continuou chorando em sua cama. Ao loiro doía-lhe na alma ver a seu pequeno tão triste, não deixava de chamar a Severus entre seus suaves choramingos.
— Já te sente melhor? —perguntou-lhe recostando-se depois dele quando sentiu seus soluços mais acalmados, e lhe abraçou carinhoso, aliviado de não receber uma rejeição.
— Odeio a papai Severus!
— Não digas isso, carinho, você não o odeia, senão não estaria triste.
— Porque você não chora?... é que não o quer?
— Quero-o muito, por isso mesmo não choro.
Ayrton deixou de chorar para pôr atenção, girou-se para olhar de em frente a seu pai quem sorria-lhe enquanto limpou-lhe o rosto.
— Eu choro porque não vai viver conosco, porque o quero aqui… Harry é mau ao tirar.
— Não, carinho. Potter poderá ser qualquer coisa, e acha-me que me ocorrem os suficientes adjetivos, mas não é má pessoa, ele ama a seu pai e o ama muitíssimo, tanto como você e como eu. Por isso não choro, porque sei que ele vai fazer muito feliz a teu papai.
— Não é feliz conosco?
— Sim, é feliz, porque ama-nos, mas os adultos precisamos outras coisas na vida, outros amores diferentes, e seu papai encontrou-o em Harry Potter.
— É que eu quero que viva aqui.
— Sei-o, a mim também gostaria… mas se de ambos amamos a Severus devemos querer que ele seja feliz onde seja. Por isso quero que me prometa que não voltará a ser mau com ele e quando lhe veja, volte ao querer como sempre.
— Mas…
— Escuta Ayrton. Se você e eu lhe pedimos a seu papai que fique conosco, te asseguro que o fará, mas sempre estaria triste por não ter a Potter com ele… e você não quer o ver triste verdade?
— N-não.
— Vamos deixar-lhe que viva com quem queira, e quando venha conosco o vamos querer muito de acordo?
— E não podem se vir eles dois a viver aqui?
Lucius sorriu ante a ingênua ideia de seu filho.
— Isso não é possível pelo momento, mas te tenho outra boa notícia, ademais, seu papai Severus e Harry te vão dar cedo um presente muito especial… vais ter um irmãozinho, sempre quis isso ou não?
— Um irmãozinho? —perguntou com um brilho nos olhos.
— Assim é. De modo que, em lugar de que sejamos menos, pois vamos ser mais. —concluiu sorrindo-lhe feliz ao ver que seu filho também voltava a sorrir.
— Sim quero um irmãozinho… ainda que preferiria que fosse seu e de papai.
O alívio temporário que sentisse Lucius voltou a evaporar-se quando os olhos de seu filho se inundaram em pranto.
"Ai, Severus" –pensou pressionado. -"Se não fosse porque te amo como a ninguém, te amaldiçoaria por ser quem está fazendo chorar a nosso filho"
Lucius às vezes desejava não se ter apaixonado nunca, ser o mesmo frio e altivo homem que vivia pendente só de si mesmo. Agora já não podia fazer isso, quando menos o esperou seu melhor amigo lhe roubou o coração e mudou sua vida por completo para a fazer mais complicada. Dantes era tão fácil decidir que fazer, tão só era ver quantos benefícios lhe contribuía a ele e só a ele.
Mas isso já era inconcebível, primeiro tinha que pensar em Ayrton, em como lhe afetaria ao menino. E em Severus. Os dois converteram-se em prioridades que jamais teve, e por isso também entendia o comportamento hostil de Draco, nunca lhe deu essas atenções. Já não tinha caso se arrepender disso, mas não estava disposto a cometer os mesmos erros com Ayrton, seu menino ia ser o menino mais feliz do mundo… ainda que agora pouco estava conseguindo.
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No caminho a Hogwarts desde suas portas, nenhum dos três pronunciou palavra alguma. Severus ia abraçado de Harry, e quando chegaram ao átrio, Harry buscou ao Diretor em busca de autorização para não se despedir ainda. O velho assentiu e tomou seu caminho para suas habitações enquanto Harry e Severus dirigiam-se às masmorras.
O Gryffindor tirou-se a capa e sustentou a que Severus lhe dava para as colocar no cabideiro. O moreno tinha ido a sentar-se junto ao fogo, e Harry sentiu-se mau por ele, lhe notava muito triste, pelo que não se surpreendeu quando o homem mais forte que conhecesse, se lhe abraçou chorando em seu peito no momento em que foi a sentar a seu lado.
Não lhe disse nada, nenhuma palavra poderia ajudar no absoluto, tão só lhe deixou se desafogar enquanto acariciava suavemente seu longo cabelo.
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Ao chegar a seu despacho, Dumbledore não se estranhou de ver a Remus aí. O licantropo sabia que estaria presente à reunião e seguramente quereria se inteirar do sucedido.
— De modo que não tudo saiu bem. —comentou respirando fundo depois que o Diretor lhe inteirasse dos resultados.
— Pois não, mas pelo que vi, é provável que Severus tenha sido sincero com Harry.
— Também me parece, mas…
— … Mas há algo estranho. Igual sinto eu.
— Acha que devamos intervir?
— Não mais do que já o fazemos, meu querido Remus.
— Albus, mudando um pouco de tema, quisesse pedir-te um favor.
O diretor arqueou as sobrancelhas, Remus poucas vezes pedia-lhe favores, de modo que sabia que seguramente era de algo importante, e quando se inteirou do que se tratava não pôde se negar, lhe dando então a liberdade de atuar quando quisesse.
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— Como se sente? —perguntou Harry depois de que Severus aceitasse se dar um banho e meter na cama para dormir.
— Melhor… fica comigo?
— Nem sequer tem que o perguntar.
Severus sorriu tristemente enquanto Harry foi a mudar-se de roupa para acompanhar-lhe. Ao estar recostados juntos e abraçados, o moreno sorriu acariciando o ventre de Harry.
— Já quisesse o sentir. —manifestou sorridente. — Oxalá pareça-se a ti.
— Oh, eu seria feliz se fosse teu vivo retrato.
— Deve amar a teus filhos, Harry Potter, e desejar-lhes sempre tudo bem. —caçoou acercando lhe meloso.
Harry riu suavemente dantes de beijar a seu esposo. E quando concluiu o beijo acariciou amorosamente seus lábios com seus dedos.
— É normal que Ayrton tenha atuado como o fez.
— Sim, isso creio. Amanhã irei vê-lo, tenho que falar com ele e o convencer de que não posso fazer de minha vida o que lhe queira.
— Quer-te muito, isso ficou muito claro, e lhe doeu saber que não viverá com eles.
— Não posso o separar de Lucius, senão me encantaria que ficasse conosco.
— Mas não tem porque falar de separações, Sev, o verá todos os dias e muito cedo se acostumará a isso.
— Sei-o… Ademais, até faz muito pouco só o via uma vez por semana, só em férias podia ir diário ao visitar.
— Isso não tem nada que ver, os meninos querem estar com seus pais a toda hora, e se depois da derrota de Voldemort o frequentaste mais, seguramente agora teme que as coisas regressem a ser como antes, mas quando saiba que não é assim e que poderá contar contigo sempre que o precise, seguramente que irá se adaptando.
— Posso saber onde ficou o Harry inepto a quem lhe dei classes?
— Apaixonou-se de um inteligente Professor que quiçá lhe contagiou um pouco de sua engenhosa perspicácia.
Severus riu abraçando-se de Harry, agradecendo ao céu por tê-lo, e esperando com o coração na mão, que isso nunca mudasse.
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Nota tradutor:
Mais um capitulo bom no ar. Mas porque será que todos estão desconfiados de Severus? O que será que ele esconde ainda?
Vejo vocês nos próximos capítulos!
Ate breve
