N/A: Oieeeeeeeeeee! Voltei mais cedo do que vocês imaginaram não é? Então, espero que gostem do capítulo e mandem suas opiniões. Beijo enorme boa leitura.
-SQ-
Regina estava recostada no balcão da cozinha enquanto esperava a lasanha ficar pronta, e lembrava detalhadamente cada palavra de Sidney. "A localização é precisa, minha rainha, mas é como se o autor estivesse sob de uma capa. Posso ver onde está, posso ver o que está fazendo, mas não posso ver seu rosto. É como um fantasma." Um fantasma, Regina pensava. Sidney descobriu que quem quer que fosse a pessoa que escreveu o livro de Henry, possuía magia, e estava em Nova York. Ele viu o Central Park, uma toalha vermelha, e o céu. Ela o instruiu a ver todos os passos dessa pessoa. Talvez tivesse uma rotina, e assim, eles poderiam encontra-lo e convencê-lo a dar aos vilões seus finais felizes. Seus pensamentos foram interrompidos pela campainha tocando. Um sorriso se abriu no rosto da mulher, e ela correu para a porta da frente.
A prefeita mal abriu a porta e foi recebida por um abraço tão apertado de seu filho, que quase caiu. O menino a apertava com saudade e Regina o abraçou de volta. Emma olhava a cena, com um sorriso nos lábios. Seus olhos encontraram os da prefeita e a xerife ganhou um raro sorriso de volta. Henry se afastou de Regina, sem tirar os braços de sua cintura e a olhou.
-Eu te amo, mãe! – Regina sorriu e acariciou o rosto do filho.
-Eu também te amo, Henry. – Ela disse antes de beijar o menino na testa.
-Ok, ele está entregue Regina. – Emma disse olhando os dois. – Você precisa de ajuda para levar as malas pra cima garoto? – Antes que Henry respondesse, as malas desapareceram com um movimento das mãos de Regina.
-Pronto. – Ela sorriu para o filho.
-Ah... Mãe? – As duas mulheres olharam para o menino, que se virou para Regina. – Ma pode ficar para almoçar com a gente? – Ele perguntou com um olhar que a prefeita conhecia bem.
-Não, garoto. Tudo bem, Regina, não se preocupe... – Emma tentou falar, mas foi cortada pela morena.
-Ela será muito bem vinda para almoçar conosco, Henry... – Regina disse olhando para o filho, antes de se virar para Emma. – Se ela quiser ficar, é claro. – Henry se voltou para Emma com os olhos suplicantes. A xerife sorriu para o filho e encontrou a atenção da prefeita em si própria.
-Bom, já que é assim, e o cheiro da lasanha parece estar vindo até aqui me chamar, eu fico. – Emma esperou Regina abrir passagem para que ela passasse, e entrou seguindo Henry para a cozinha.
-Emma. – A morena chamou, fazendo a xerife parar no meio do caminho e esperar por ela. – Você pretende retomar seu posto de xerife? - Regina perguntou suavemente enquanto caminhava lado a lado com a loira.
-Eu não sei. Meu pai está no comando, não quero tirar isso dele. – Emma falou enquanto entravam na cozinha, observando Henry abrir a geladeira e tirar um jarro com suco de laranja.
-Senhorita Swan, seu pai acabou de ter um filho, ele não vai ter muito tempo agora. – Regina fez seu caminho até o fogão, tirando a lasanha do forno.
-Não tenho certeza de que isso seja um impedimento. – Emma disse observando Regina trabalhar.
-Não é exatamente um impedimento, mas é um atraso. Você pode muito bem assumir como xerife, e David como seu assistente. – Regina depositou a lasanha sobre a bancada e se voltou para o armário para pegar os talheres e os copos.
-Acho que a mãe está certa, ma! – Henry falou antes de beber o suco. As duas o olharam.
-Ah, é garoto? – Emma perguntou com a sobrancelha levantada e um sorriso nos lábios. – E porque você acha isso?
-Ah, o vovô vai querer estar com a vovó e o bebê, mesmo que queira estar em ação. E ele já está envolvido na busca da irmã da Elsa. – Aquelas palavras fizeram o estômago de Emma revirar. Ela sabia que agora que Neal tinha nascido, tudo ia mudar. Ela acabou de conhecer os pais e estar na delegacia com seu pai parecia que ela tinha uma família, depois de tudo. E agora, os olhos do casal se voltaram para o bebê. – Ma? – Emma ouviu a voz de Henry longe.
-Senhorita Swan... – Regina olhou para a loira com a testa franzida. Emma tinha os olhos fixos no nada e parecia não ouvir. – Emma! – A salvadora foi tirada de seus devaneios com a voz da rainha forte.
-Oi? Ah, desculpem, eu me distraí. – Emma se desculpou olhando para os dois.
-Você parecia um zumbi. – Henry comentou risonho.
-Hey! – Emma o repreendeu divertida, sob o olhar preocupado de Regina.
-A lasanha está pronta. – Regina disse, quebrando as risadas. – Senhorita Swan, você se importaria em me ajudar a levar os pratos para a mesa? – Emma fez que não, e a morena acenou. – Henry, vá lavar as mãos.
-Vou subir pra tirar meu casaco e já desço. – Ele falou para as duas. Regina observou o filho sair correndo da cozinha, e sorriu consciente do olhar de Emma em si própria. – Os pratos, Emma. – A loira revirou os olhos e pegou os pratos dentro do armário, e os talheres que Regina já tinha deixado sobre a bancada. A prefeita a seguiu, pegando os três copos e a lasanha.
-Regina...
-Emma... – As duas falaram ao mesmo tempo enquanto colocavam as louças na mesa. Regina bufou com a sombra de um sorriso. – Você primeiro. – Ela se recostou numa das cadeiras e olhou a mulher.
-Eu queria saber... Você sabe, eu queria saber como você está. – Emma disse baixinho. Regina cruzou os braços e a olhou intensamente.
-Eu estou bem, senhorita Swan. – A voz de Regina era grave.
-Marian voltou a te incomodar? – Emma perguntou buscando o olhar de Regina, se sentindo culpada por entrar naquele assunto.
-Não, Emma, ela não me incomodou mais. – Regina continuou de braços cruzados, e disse no mesmo tom de voz. – E antes que você me pergunte, eu não tenho nenhum plano perverso para destruir a felicidade do casal. – Ela terminou amarga.
-Eu não disse isso, Regina. Afinal, você já a salvou duas vezes desde que ela chegou. – Emma começou baixo. – Eu conheço você, sei que o seu amor por Henry não vai deixar que o mal cresça em você novamente. – Ela se aproximou. - Mas eu te disse uma vez, você pode ser feliz, só precisa lutar por isso. – Regina baixou os olhos.
-Não serei eu a destruir o casamento dos dois. – Ela falou quase num murmuro.
-Você não tem que fazer isso. – Emma pôs as mãos nos ombros da morena. – Talvez Robin não seja o seu final feliz.
-Você não sabe disso. – Regina ainda tinha os olhos baixos.
-Mas você sabe. – Emma incentivou e recebeu o olhar da prefeita.
-Tinker Bell me disse que...
-Eu sei o que ela te disse, ela me contou. – Emma dizia baixo, mas tentava fazer a outra mulher enxergar seu ponto. – Talvez ele seja sua alma gêmea, mas...
-Mas isso não significa que ele seja seu verdadeiro amor. – Henry estava na porta observando as mães. Regina se afastou da loira, que olhou do filho para a outra. Henry se aproximou.
-Henry... – Regina começou, mas foi cortada pela voz do filho que caminhou até sua frente.
-Mãe, não é porque a Tink disse que ele é sua alma gêmea, que ele é também seu amor verdadeiro. – O garoto segurou a mãe da mesma forma que Emma a segurou segundos atrás. – Você pode encontrar o amor de novo, confie em mim. – Os olhos de Regina brilharam de lágrimas. – Você vai encontrar o amor de novo. Essa é nossa nova missão. – Ele se endireitou, e as mães sorriram. – Vai se chamar Operação Bird.
-O que? – Regina riu do disparate do filho. – Operação Bird, Henry? Qual o sentido disso com o intuito da missão? – Ela tentou entrar no mundo do filho.
-O nome não tem nada a ver com o a missão, mãe. É como na Operação Cobra, não tinha nada a ver com magia. – Emma sorriu com o filho. – E mesmo assim funcionou. – O jovem olhou esperançoso para a mãe. – Então? – Emma se encaminhou para o lado do filho e o abraçou, olhando Regina com a sobrancelha levantada.
-Então? – A loira copiou a expressão do filho. Regina revirou os olhos e levantou as mãos em sinal de rendição.
-Tudo bem, tudo bem. – Ela sorriu vendo o enorme e brilhante sorriso no rosto de Henry. – Mas como vamos levar essa operação adiante?
-Não tenho ideia. – O garoto disse risonho, e ambas as mulheres sorriram. – Mas vamos descobrir juntos, nós três, como uma família. – Os olhos de Emma encontraram os de Regina e houve ali um entendimento silencioso que nenhuma delas ousou negar. Henry pareceu perceber, e uma ideia lhe ocorreu. Parecia, na cabeça do menino, que dentro da Operação Bird, haveria uma outra que ele próprio iria pôr em prática, e começaria ali mesmo. – Mãe? – Ele se virou para Regina com um olhar inocente.
-Sim, querido? – A mulher respondeu enquanto se sentavam à mesa.
-Será que Ma poderia vir morar conosco por um tempo? – O queixo de Emma foi ao chão ao mesmo tempo que Regina estreitava os olhos para a mulher. Henry se adiantou. – Eu nem falei com ela sobre isso, mas eu pensei que já que na vovó o espaço diminuiu, e ma está procurando por um lugar, ela poderia ficar aqui. – Emma tentou dizer alguma coisa, mas o olhar de Regina ainda estava nela. – A casa é grande, mãe. Por favor, eu não quero ficar longe de nenhuma de vocês. – Pronto. A carinha que sempre comprou Regina quando ele ainda era uma criança estava ali.
-Regina... Eu não tinha ideia... – Emma começou gaguejando.
-Tudo bem. – Regina disse simplesmente.
-O que? – Emma arregalou os olhos.
-Sério? – Henry não podia acreditar que aquela carinha ainda derretia sua mãe, e fez uma nota mental para usá-la mais vezes.
-Sim. – Regina sentia que o filho estava tramando alguma coisa, mas não iria arriscar perde-lo outra vez. – Senhorita Swan, feche a boca, é falta de educação. – Emma fechou rapidamente a boca e desfez a expressão confusa em seu rosto.
-Regina, você não tem que...
-Você traz suas coisas hoje mesmo Emma? – Ela se virou com uma doçura escancaradamente fingida para a loira.
-Ah... Acho que sim, eu não tenho muita e coisa, só preciso colocar nas malas. – Emma ainda estava perplexa. Ela iria morar com Regina. Isso não é bom, isso não é nada bom, ela pensava.
-Não precisa, suas malas já estão feitas, ma. – Novamente aquela carinha. Regina iria descobrir exatamente o que o filho estava tramando.
-Resolvido. Depois do almoço, você vai buscar suas coisas, enquanto Henry arruma as dele e eu ajeito um quarto para você. – Regina falou, enquanto servia um pedaço de lasanha no prato de Henry.
-Tem certeza? – Emma perguntou esperançosa.
-Você está perguntando tanto, senhorita Swan, que nosso filho vai pensar que você não quer vir morar com ele. – Regina serviu Emma e a si própria. Henry olhou para Regina tentando ler sua expressão.
-Ma, Elsa conseguiu descobrir algo sobre Anna? – O garoto resolveu mudar de assunto.
-Não. – A loira respondeu entre uma garfada e outra. – Mas David está muito empenhado em encontra-la.
-Rumple continua negando que a conheceu? – Regina perguntou.
-Na verdade, ele nunca negou, mas também não disse que sim. Ele é esperto, e ela deve ser valiosa. – O almoço transcorreu surpreendentemente bem. Os três conversaram sobre Elsa, sobre o bebê Neal, e sobre Mary Margaret assumir o cargo de prefeita. Eles estavam na cozinha, guardando a louça, quando o telefone de Regina tocou.
-Henry, querido, você pode atender para mim? – Regina pediu enquanto colocava os pratos no armário de cima. O menino correu para a bancada e pegou o telefone.
-Alô? – O menino atendeu animado, mas sua feição logo murchou. – Tudo bem. Mãe, é o Sidney. – Os olhos de Regina se alargaram e ela correu, pegando o celular da mão do filho.
-Sidney? – Regina falou ofegante sob os olhos curiosos de Emma e Henry. – Devagar, Sidney, eu não estou conseguindo entender. Ela quem? – A mulher franziu a testa para ouvir o que o homem falava. – O que? – Os olhos de Regina se arregalaram. – Aqui? Como aqui? Em Storybrooke? – Ela ouviu atentamente as palavras. "O autor é uma mulher. Ela está andando em direção a sua porta, Regina. Ela está em sua porta." A campainha soou, assustando Regina.
-Mãe... – Henry começou, mas Regina não ouviu. Ela andou rapidamente até a porta, seguida de longe por Emma e seu filho. A morena ainda segurava o celular contra o rosto quando girou a maçaneta e abriu a porta. A respiração de Henry escapou, e o celular de Regina foi ao chão. Ela ficou parada olhando a mulher do lado de fora. A pele morena clara, os cabelos negros com cachos largos até um pouco abaixo dos ombros, a tentativa de um sorriso traída pelos olhos cor de chocolate marejados. Regina não falava. Henry parecia não respirar. Emma olhava a cena sem entender. A voz de Sidney baixa vinda do celular aos pés da mulher. Ela era a autora do livro, a mulher a quem Regina devia convencer que merecia um final feliz. E ela estava ali.
-Mãe... – A mulher murmurou com a voz embargada.
-Freya...
