N/A: Sim, a Freya está viva. Sim, ela é a autora do livro. E siiiim, ela está de volta. Como será que isso vai afetar a Operação Bird? Como isso vai mudar a vida de Regina? Que segredos ela trás consigo? Espero que vocês gostem muito! Beijos e boa leitura!
-SQ-
Regina não sabia o que pensar ou o que fazer. Ela realizou a presença de Emma e Henry pouco atrás dela, a voz de Sidney havia desaparecido por completo, e tudo o que ela conseguia fazer era olhar para a jovem mulher a sua frente. As lágrimas caíam sem que elas percebessem. Freya deu um passo a frente e levantou as mãos trêmulas até o rosto de Regina, secando suavemente as bochechas pálidas. Regina, ao sentir o toque, sentiu seu peito explodir e deixou o choro vir. A jovem se adiantou e abraçou a mãe, deixando suas próprias lágrimas caírem.
-Me perdoa? – Freya murmurou chorosa. Regina abraçava a menina com medo que não fosse real, que ela fosse embora novamente. – Mamãe, me perdoa? – Regina se afastou tomando fôlego e ergueu as mãos cambaleantes ao rosto da filha. Ela tocou as bochechas, os olhos, segurou nos cabelos, e segurou nos ombros, apertando levemente.
-Você é real... – Ela murmurou e Freya fez que sim, incapaz de sorrir. – Por quê? – Regina perguntou. A dor, visível em sua voz. – Porque você me deixou acreditar que você estava morta? – Os olhos da garota escureceram com a pergunta.
-Morta? – Freya segurou o rosto da mãe com as duas mãos e olhou nos olhos dela. – Eu nunca me passei por morta. – Regina se afastou com descrença em seu rosto. Henry deu um passo a frente.
-Freya? – Ele disse hesitante.
-Henry... – Ela sorriu para o menino como se o tivesse visto há pouco tempo. Ele correu, passando pela mãe e abraçando a irmã mais velha. Ainda segurando o irmão, ela se voltou para Emma. – Em... – Os olhos de Emma se arregalaram e Regina a encarou. A loira estreitou os olhos e se aproximou um pouco para olhar melhor. Ela tinha absoluta certeza que nunca viu o rosto da garota em toda sua vida, exceto por ela parecer, absurdamente com Regina.
-Eu conheço você? – Emma perguntou tentando se lembrar. Henry então pousou os olhos sob o colar com um pingente de coroa no pescoço da irmã.
-Freya! – Henry disse.
-Sim, Henry, eu sei que o nome dela é Freya... – Emma começou.
-Não, ma. Freya... – O menino a olhou e Emma entendeu. Aquela garota, que ela nunca viu na vida, era a mesma garota que cuidava de Henry em Nova York. Era a mesma garota que foi sua melhor amiga durante o ano que ela passou longe de Storybrooke.
-Freya? Oh meu Deus, Freya! – Ela se adiantou e abraçou a mulher. Freya abraçou Emma de volta com um sorriso fraco nos lábios. – Onde está Regina? – Emma perguntou olhando a volta.
-Eu vou falar com ela. – A garota se prontificou quando Emma já estava nos primeiros degraus da escada de mármore. – Essa é minha luta, Em. Ela precisa me ouvir. – A loira acenou e deixou a morena passar.
Freya subiu as escadas sentindo o cheiro da casa, olhando cada mínimo detalhe, cada moldura com fotos de Regina e Henry, e nenhuma dela própria. Ela sentiu uma lágrima solitária cair ao chegar em frente a porta do quarto de Regina. Ela não iria bater, ela nunca batia. A jovem tocou a maçaneta e girou. Regina não estava ali. Freya fechou os olhos e deixou mais uma lágrima cair e se virou. Viu a porta do quarto de Henry aberta, e a porta de seu antigo quarto encostada. Ela caminhou devagar até entrar silenciosamente no cômodo. O papel de parede azul turquesa com flores coloridas ainda estava lá, assim como sua escrivaninha, sua estante cheia de livros, seu guarda roupas e seu filtro dos sonhos pendurado sobre a cabeceira da cama. Regina estava sentada na cama de madeira escura segurando o travesseiro contra o peito. Ela já não chorava, mas olhou para a jovem mulher a sua frente com os olhos molhados.
-Me conte tudo. – Regina disse tentando parecer forte. Freya caminhou até a cama e sentou-se ao lado da mulher. Um silêncio conhecido se fez entre elas. Freya procurou a mão da mulher mais velha e segurou com força, recebendo um aperto de volta. – Nós pensamos que você estivesse morta. – A voz de Regina não passou de um sussurro. Ela já não tinha mais forças para chorar.
-Eu não sabia, mamãe. – Freya olhou nos olhos chocolate da mãe, que pareciam espelhar os dela.
-Você tem magia... – Não era uma pergunta.
-Sim. – A jovem respondeu.
-E você nunca mencionou isso porque... – Regina buscava respostas. Freya respirou fundo.
-Você se lembra quando me conheceu? Mãe, eu era só uma criança, nem lembro quantos anos eu tinha...
-Quatro. – Regina disse com a voz dura.
-Quatro anos. Você se lembra que eu dormia nos estábulos do castelo e o seu pai me encontrou? – Freya olhava para ela, mas Regina tinha os olhos fechados.
-Sim, eu lembro. – Seu coração doeu quando lembrou de seu pai.
-Ele mentiu. – A rainha abriu os olhos e encarou a filha. – Ele me encontrou antes disso, e foi ele quem me levou para dormir nos estábulos. Se não fosse por ele, mãe, eu teria morrido bem antes.
-Porque você está me contando isso agora? – Regina precisava entender.
-Antes que ele me encontrasse, eu vivia na floresta com minha família, que foi morta numa emboscada, mas disso você sabe. – Regina acenou. – Quando eu tinha três anos, um homem aparecia para mim. Ele dizia que iria me ajudar a fazer mágica...
-Rumplestilstkin. – Regina disse entre os dentes.
-Sim. Ele me dizia o que fazer e eu fazia. – Freya disse, lembrando do passado. – Quando aqueles homens atacaram a aldeia, meu pai me deu um papel, mas eu não sabia ler. Chamei por Rumplestilstkin, e ele me levou até os limites do seu castelo. Ele disse que iriam me ajudar ali, e que ele voltaria, mas que eu não devia contar a ninguém. E disse que o papel que meu pai me deu, eu deveria entregar a Henry, o pai da rainha. – Regina ouvia tudo, absorvendo toda a história que Freya contava. – Então Henry apareceu e algo nele mudou quando eu entreguei o pedaço de pergaminho. Ele me levou para os estábulos e me deixou dormir lá, me dava comida e todas as noites ele me colocava para dormir. Até o dia que...
-Até o dia que eu vi você... – Regina deixou uma lágrima cair, se misturando ao rosto molhado. Freya fez que sim.
-Eu estava escondida num dos cubículos do estábulo quando você entrou.
"A pequena menina estava encolhida no cantinho de um dos cubículos do estábulo. Havia uma tempestade se formando lá fora e os cavalos estavam agitados. Freya fechou os olhinhos e pediu que os deuses enviassem conforto. Ela queria seus pais, ela queria o senhor Henry, queria Rumplestilstkin, queria alguém que pudesse simplesmente a colocar no colo e proteger dos trovões e relâmpagos que brilhavam no céu escuro de tempos em tempos. O vento forte fazia os portões de madeira se chocarem uns com os outros e não havia sinal de vida humana além dela. Então ela chorou. A menina não tinha mais medo do escuro. Rumple a ensinou que não precisava ter medo de nada porque ela poderia controlar tudo o que quisesse. Mas ela tinha medo de estar sozinha, o que é compreensível a uma criança de quatro anos. Ela ouviu os portões se chocarem mais uma vez, e soluçou. Seus pequenos olhinhos castanhos se arregalaram ao ver por baixo do portãozinho do cubículo um par de botas pretas andando de um lado para o outro. Freya colocou as mãos gordinhas na boca para impedir que qualquer som saísse, mas um clarão foi visto no céu, seguido de um trovão estrondoso, e a pequenina não conseguiu conter o grito de susto. O medo foi se apoderando da menina quando o par de botas começou a se aproximar da porteira.
Regina entrou no estábulo para se livrar de mais um jantar com a realeza. O rei Leopold havia chegado de viagem e estava em mais uma daquelas confraternizações ridículas com sua filha perfeita. A rainha olhou para o céu, assistindo os clarões com a expressão fria. Ela lembrou novamente da noite na taverna em que Tinker Bell a levara para encontrar seu novo amor, e mais uma vez ela fugira. Ninguém poderia amá-la de verdade, ela não merecia nem mesmo uma centelha de amor. O fantasma de Daniel veio a sua cabeça e ela deixou uma lágrima escorrer. Maldita Snow White! Maldita menina que destruiu tudo! E maldita Cora! Se não fosse por ela nada disso teria acontecido, se não fosse por sua mãe, Regina e Daniel estariam bem longe e felizes. Mas ao invés disso, ela foi obrigada a se casar com um homem que não amava, foi obrigada a ser mãe de uma menina pouco mais nova que ela própria, e viver aquela vida miserável. Um trovão veio alto seguido de um grito vindo de um dos cubículos. Regina estreitou os olhos, erguendo uma sobrancelha e se aproximou do cubículo. Abriu bruscamente a porteira de madeira crua e o que viu quebrou seu coração duro. No fundo, misturada ao feno e a palha, encolhida, uma menina tão pequena que parecia não ter forças para andar. A pele morena clara estava suja de terra e os olhinhos castanhos com um medo descomunal. O cabelo negro com cachos largos embolados escondiam parcialmente seu rosto. A pequena tremia. Regina sentiu algo que não sentia há tempos. Ela deu um passo a frente, causando um tremor na menina. A rainha se ajoelhou, tirou sua própria capa de veludo vermelho e pôs sobre a garotinha. O medo nos olhinhos da pequena foi diminuindo quando Regina deu um pequeno sorriso.
-Posso ficar aqui com você enquanto a tempestade não passa? – Ela disse com a voz doce, e a menina acenou, se aquecendo com a capa quentinha. Regina se postou ao lado da garota, sobre a palha e puxou um pouquinho da capa para si. – Meu nome é Regina, e o seu? – A menina a olhou de lado e falou com a voz inocente.
-Freya. – Regina sorriu.
-Que nome mais lindo, Freya. – A pequena sorriu ao elogio. – Você quer ficar no meu colo? Assim nós podemos dividir a capa... – A jovenzinha pensou por apenas um segundo antes de se aninhar no colo da rainha. Ali era quentinho, ela pensou. Regina a abraçou o mais próximo que pôde e as cobriu com a capa. – Então, Freya... Onde estão seus pais? – Regina perguntou com a voz simpática, mas viu o olhar triste da menina. – Você não tem pais, não é? – Ela fez que não e baixou a cabeça, recostando-a na curva do pescoço de Regina. – Você mora aqui no estábulo? – A mulher perguntou com o coração partido.
-O vovô deixa eu dormir aqui... – A pequena disse com a voz sonolenta.
-Vovô? Então você tem um avô! – Regina disse tentando animar a menina, que balançou a cabecinha devagar.
-Não. Ele é um moço que me dá papá. – Regina olhou nos olhinhos brilhantes quase fechando.
-Ele mora aqui com você? – Ela perguntou.
-Ele mora no castelo. – Um bocejo mal permitiu Regina entender a última palavra, e ela sorriu.
-No castelo? É o rei Leopold? – A menina fez que não de novo.
-É o vovô Henry, ele é papai da rainha. – Regina sorriu verdadeiramente feliz. Seu pai tinha um lindo coração.
-E você conhece a rainha? – Ela perguntou enquanto brincava com os cachinhos da garota.
-Não. Mas o vovô disse que ela é bonita. – Regina sorriu. – Mas você é mais. – O coração de Regina derreteu quando ela deu um beijo na testa da pequena.
-Freya... – A menina a olhou tentando manter os olhinhos abertos, o que Regina achou adorável. – Você gostaria de viver no castelo? Com vovô Henry e com a rainha? Você gostaria de ser filha da rainha? – A mulher viu o brilho nos olhinhos da menina.
-Eu queria sim. – Regina sorriu doce para ela. – Mas eu ia gostar mais se minha mamãe fosse você. – Aquilo destruiu todas as barreiras em volta da jovem mulher. Ela segurou o rostinho pequeno com as duas mãos, e deixou uma lágrima escorrer com a lembrança doída que inundou sua cabeça naquele momento.
-Mas, meu amor... Eu sou a rainha. – Freya arregalou os olhos e se levantou rápido do colo de Regina. A pequena se ajoelhou, fazendo uma reverencia desajeitada. Regina somente sorriu outra vez e se levantou, pegando a menina nos braços e a cobrindo com a capa. – Você não precisa de reverencia. A partir de hoje, você é minha protegida, e eu prometo que eu e meu pai vamos cuidar de você. – A menina sorriu e se aninhou nos braços de Regina. – Agora precisamos correr antes que a chuva caia. – A rainha caminhou rápido até o interior do castelo com a pequenina nos braços, sem perceber os dois homens as observando de longe.
-Você acha que um dia Regina vai descobrir a verdade? – Henry perguntou com a voz grave e os olhos marejados.
-Ela vai, meu caro. – Rumplestilstkin respondeu"
-O que aconteceu depois disso? – Regina perguntou. – Você continuou a ter aulas com Rumple?
-Sim, depois que o rei morreu e Snow fugiu, ele veio até mim. Ele disse que eu deveria me preparar, porque você ainda tinha rancor por Snow e não ia parar até conseguir destruí-la. – Regina baixou os olhos ao ouvir a filha falando. – Ele disse que você me mandaria embora...
-Eu te mandei embora porque não queria que você fizesse parte da maldição... – Regina disse forte.
-Eu sei, mãe. Ele me disse tudo isso. Você me deu um portal para eu ir para qualquer mundo que eu quisesse. Mas antes que eu fosse, ele me deu um feijão mágico e disse que esse feijão seria meu caminho de volta pra casa. – Freya contava.
-Assim, você foi parar em Neverland, perdeu o feijão, ficou lá por 19 anos até encontrar o feijão e vir para Storybrooke. – Regina disse com sarcasmo. – Ou isso tudo foi invenção sua também?
-Não, mãe, não foi invenção minha. – Freya deixou uma lágrima cair. – Quando eu entrei no portal, eu não sabia pra onde ir. Eu só queria ir pra um lugar onde eu não crescesse, pra quando eu voltasse pra você, nós pudéssemos continuar de onde paramos. Mas quando cheguei em Neverland, eu perdi o feijão, e só encontrei 19 anos depois com a ajuda de Tink..
-Tink? Você conheceu Tinker Bell? – Regina perguntou espantada.
-Sim. Foi ela quem me ajudou. Quando encontrei o feijão, eu desejei encontrar você e o vovô, e foi quando eu cheguei aqui.
-E quanto ao livro? Se você me ama tanto quanto dizia, porque você não me deu um final feliz? – Regina perguntou amargurada.
-Eu não tenho esse poder. Eu somente escrevi no livro as histórias que eu ouvi e as que presenciei. Nada do futuro cabe a mim. A única mágica que eu pus naquele livro é que ele aparecesse pra quem precisasse. A verdadeira magia foi feita pelo Henry no momento em que ele acreditou. Eu sabia as consequências disso, mas eu nunca quis te negar um final feliz. – Freya tirou o travesseiro das mãos da mãe e segurou em seu rosto, assim como Regina fazia quando ela ainda era uma criança. – Eu não mexo no destino, mas eu acredito numa coisa. Se existe algo destinado a você, você tem mil e uma maneiras de conseguir, mãe. Você só precisa escolher um caminho e seguir. Você pode ser feliz, só precisa lutar por isso. – Regina ouviu aquela frase pela segunda vez, sentindo os olhos cor de chocolate de Freya presos nos seus próprios.
-Você sabia que a maldição iria ser quebrada... – Regina disse olhando Freya acenar. – E foi embora por isso... – Duas lágrimas grossas escorreram dos olhos de Regina. Freya acariciou o rosto da mãe.
-Eu fui embora por que... Eu precisava que você tivesse um tempo pra você, que você se encontrasse depois de toda a avalanche que viria. Eu sabia que Henry iria se virar contra você, mas também sabia que ele iria voltar. – Freya desceu as mãos para segurar as mãos de Regina, que as apertou com força. – E eu fui embora, porque, apesar de te amar mais do que qualquer coisa no mundo, eu precisava que você entendesse que toda magia tem um preço e que a única coisa que pode curar seu coração é o amor. E você entendeu isso... Mas outra coisa que você precisa entender é que você merece um final feliz, e finais felizes começam sempre com esperança. Está na hora de você começar a ter esperança. – Regina tentou acenar enquanto outra lágrima descia.
-E como você conhecia Emma? – A pergunta foi um murmúrio. Freya sorriu e respondeu.
-Ela e Henry foram morar no meu prédio em Nova York. Quando eu vi Henry, fiz um feitiço de glamour e mudei as feições do meu rosto, com medo que ele me reconhecesse, mas então ele não reconheceu... – Ela franziu a testa, pensando, exatamente como Regina fazia. – Foi então que eu descobri que tinha algo errado, e Emma começou a namorar aquele cara esquisito...
-Walsh... – Regina disse com desgosto e Freya riu.
-Isso. Ele era...
-Um macaco voador. – Regina comentou com um sorriso maléfico nos lábios.
-Como é? – Freya perguntou rindo.
-Um macaco voador enviado pela sua tia verde. – Regina deixou seu sorriso morrer.
-Minha tia verde? Você quer dizer a Bruxa Má do Oeste?
-Você parece surpresa. – Regina comentou provocante. – Pensei que você soubesse de tudo. – Freya suspirou fundo e soltou as mãos da mãe.
-Ao contrário do que você pensa, mãe, eu não sei de tudo. A única coisa que eu sei agora é que eu quero tentar reconstruir minha família. – Freya baixou os olhos.
-Eu corro o risco de você ir embora outra vez? – Regina tocou os cabelos da jovem, colocando uma mecha atrás da orelha.
-Eu vim pra ficar, mãe. – Regina viu que a filha estava sendo sincera, e se levantou da cama, caminhando em direção à porta.
-Muito bem, você pode trazer suas coisas e arrumar seu quarto como bem entender. – Ela falou tentando parecer indiferente.
-Ah... Mãe? – Freya chamou, e Regina se virou. – Eu acho que eu vou precisar de outro quarto.
-E porque você quer outro quarto? Não gosta mais deste? – Regina estreitou os olhos.
-Não é pra mim, é pra Ginny. – Freya disse com a sombra de um sorriso, esperando a próxima pergunta de Regina e sua reação em seguida.
-Tudo bem. – Regina respirou fundo e olhou nos olhos da filha com a sobrancelha levantada. – E quem é Ginny? – Freya sorriu.
-Regina, minha filha. – Regina levou a mão ao peito ao mesmo tempo em que sua boca abriu. Freya riu e se levantou, correndo até a porta para abraça-la. Regina a abraçou atônita, com um sorriso surpreso dançando em seus lábios.
-Você tem uma filha? – Regina segurou a jovem pelos ombros. – Eu sou avó? – Ela perguntou sem realmente acreditar naquelas palavras. Ela tinha uma neta, e elas tinham o mesmo nome.
-Sim. – Freya puxou a mãe para mais um abraço, dessa vez, recíproco. Ela apoiou o queixo na curva do pescoço da antiga rainha e sentiu o perfume de maçã que ela tanto amava. – Eu senti sua falta...
-Eu também senti... – Regina novamente desabou nos braços da filha. – Nunca mais! Nunca mais ouse em me deixar, você está me ouvindo? – Ela dizia entre os soluços.
-Eu prometo, mãe. – Freya sorriu enquanto acarinhava os cabelos curtos de Regina. A mulher mais velha se afastou um pouco para olhar a moça.
-Você está tão linda. – Regina disse enquanto sorria acariciando a bochecha molhada da filha. – Eu pensei que não teria isso de novo. Você e Henry comigo. Quando Graham veio dizer do acidente...
-Mãe, o acidente realmente aconteceu, mas Rumple me tirou das ferragens antes que o carro explodisse. – Freya viu os olhos de sua mãe se transformando. – Mãe, olha pra mim. Ele me salvou, e eu pedi que ele te entregasse uma carta. – A voz de Regina era puro ódio quando ela respondeu.
-Ele nunca me entregou nada. – Freya a olhou com tristeza.
-O casaco, mãe. Estava no bolso do casaco que eu pedi que ele trouxesse. – Regina fechou os olhos e lembrou do casaco preto nas mão de Mary Margaret naquela manhã. Ela nunca chegou a olhar os bolsos do casaco. Regina passou por Freya em direção ao guarda-roupas e abriu. A única peça pendurada era o casaco de couro preto. Ela segurou a porta e mergulhou a mão direita no bolso interno do casaco, fechando os olhos dolorosamente quando sentiu o papel endurecido pelo tempo. Freya a observava e se aproximou, tocando os ombros enquanto Regina retirava o envelope bege, com a caligrafia perfeita de Freya atrás. Mamma. – Mãe? – Regina a olhou. – Eu estou aqui, e não vou a lugar nenhum.
-Nem eu. – Henry se pronunciou quando entrou no quarto segurando a pequena Ginny. Regina sorriu para os filhos e caminhou até Henry. Ela olhou para a pequenina nos braços do filho e sorriu largamente. Ela ergueu os braços e pegou a menina com facilidade.
-Olá, mocinha... – Regina disse enquanto brincava com os dedinhos da garotinha em seus braços. Era quase uma cópia de Freya quando era pequena. – Qual é o seu nome?
-Gin... – A menina falou com dificuldade e arrancou sorrisos de todos no quarto. Emma tinha acabado de chegar e se encostou na porta, observando Regina com a neta nos braços. Algo dentro de seu coração aqueceu.
-Ginny! – A rainha sorriu para a neta e beijou sua bochechinha cor de rosa. – Você tem quantos aninhos? – A menina tentou sem sucesso mostrar os dois dedinhos para a avó. – Dois aninhos? Que menina grande! – Freya sorria por entre as lágrimas. Sem aviso prévio, Ginny se aninhou na curva do pescoço de Regina, que sorriu. – Você gosta de dormir assim? Sua mamãe também fazia isso... E seu tio também... – Os dois sorriram. Emma não conseguia parar de olhar Regina, até que seus olhos se encontraram. Emma sorriu e ganhou um sorriso de volta. A visão era adorável, mas ela jamais diria aquilo em voz alta.
-Bom. Freya, você que eu busque suas coisas lá embaixo? Ruby trouxe agora a pouco. – Emma perguntou enquanto Regina se balançava delicadamente com a pequena nos braços.
-Não precisa, Em, eu busco... – Freya respondeu sorrindo.
-Porque você não vai até o apartamento dos seus pais buscar suas coisas, senhorita Swan? – Regina perguntou com a voz lenta. – Você ainda vem morar aqui, ou não? – A sobrancelha foi levantada e Emma sentiu borboletas no estômago. Henry sorriu e piscou para Freya, que rapidamente entendeu a situação.
-Mas isso seria maravilhoso, Em... – Freya se aproximou, abraçando a mãe e olhando para Emma e Henry. – Nós cinco vivendo juntos, como uma família. – Emma engasgou.
-É só por um tempo, até eu encon... – Emma começou.
-Então vá buscar suas coisas, antes que eu me arrependa, Swan. – Com isso Regina sorriu e saiu do quarto em direção ao cômodo ao lado, onde ela faria o quartinho de Ginny. – Freya, que cor ela mais gosta? – Regina voltou devagar e perguntou baixinho quando percebeu que a pequenina tinha acabado de adormecer.
-Ela gosta de violeta, mãe. –Freya respondeu com um sorriso. Regina olhou para Emma.
-Ainda aqui, Swan? – Henry riu quando Emma revirou os olhos e levantou os braços em sinal de rendição.
-Não estou mais. – A loira saiu, passando por Regina no corredor e recebendo um sorriso enquanto a morena entrava no outro quarto.
-Elas são sempre assim? – Freya bateu seu ombro no de Henry, que a olhou pelo canto do olho.
-Sempre. – Freya sorriu para o irmão. Parecia que a Operação Bird tinha mais uma aliada.
