N/A: Pessoas mais lindas desse mundo, me perdoem a demora, mas vou explicar a vocês. No início de outubro, precisei fazer uma cirurgia para remover um nódulo do seio, por isso não pude digital ou escrever por algum tempo. Mas passou, estou melhor e com um capítulo novinho em folha pra vocês. Espero que gostem e mandem suas opiniões, que eu adoro! Esse capítulo eu estou dedicando à Marcela, minha leitora assídua que eu adoro! Beijos no coração e boa leitura!
-Mais em cima, Henry. – Freya falou mais alto enquanto observava o irmão colando o papel de parede de flores acima do berço de Ginny. Regina estava no andar de baixo com a neta, e Emma... Bem, ela imaginava que Emma também estivesse lá embaixo. – Hey, garoto. Você acha que isso vai funcionar? – Ela falou mais baixo, e ganhou um meio sorriso irônico.
-É claro que vai funcionar, foi minha ideia. – Ele sorriu, recebendo uma corujinha de pelúcia no rosto. – Ai! Freya, quantos anos você tem? – Henry perguntou ofendido.
-Isso não é coisa que se pergunte a uma dama, jovem príncipe. – Ela sorriu e se sentou na poltrona violeta ao lado da pequena cômoda branca. – Então, o que precisamos fazer? – O garoto terminou de colar as flores e se virou pensativo.
-Primeiro nós temos que sondar. A cabeça da mamãe está uma loucura. – Ele falou se encostando no berço e olhando a porta procurando algum sinal de Regina ou Emma, mas não viu nenhum. – Quando eu não lembrava dela, ela chegou a me confessar que gostava da Ma, só que aí o Gancho ficou rodando e acho que ela ficou chateada com isso.
-Se conheço bem a cabeça de Regina Mills, ela deve ter achado que a Rainha Má não tinha chances com a Salvadora. – Freya sussurrou, e Henry acenou em afirmação.
-Isso mesmo. Ela me disse algo desse tipo também. – Ele se esforçou para lembrar das exatas palavras da mãe. – Ela disse que gostava da Ma, e que admirava a coragem dela, mas que sabia que a Ma não sentia o mesmo por ela e que o máximo que poderia chegar seria uma amizade.
-Típico da mamãe fugir de uma oportunidade assim... – Freya lamentou. – Mas e a tal história dela com o Robin Hood?
-Ela parecia feliz com ele. Mas a Ma caiu no portal do tempo da Zelena e acabou trazendo a mulher dele de volta, e minha mãe desabou. Ela queria encontrar o autor do livro pra pedir pra ele, no caso você, pra escrever um final feliz pra ela. – Henry estreitou os olhos pensativo. – Mas, sabe uma coisa que eu tenho pensado? – Freya sabia exatamente o que ele estava pensando.
-Ela nunca disse que queria um final feliz com ele. – Ela completou e o menino a olhou em afirmação. – Henry, ela quer ser feliz, e com ele era fácil. Talvez por isso ela pense que ele é a única opção que ela tem, mas nós sabemos que não é bem assim. – A mulher sorriu, ganhando um sorriso do irmão.
-Ma está aqui há uma semana, e você vê como elas interagem. – O garoto falou se levantando e caminhando até a porta. Freya se recostou na poltrona. Henry olhou o corredor vazio e se virou para irmã. – Ela conversam e até brincam, exceto quando...
-Exceto quando alguém menciona o Robin, ou quando o Gancho aparece. – Freya completou por ele mais uma vez. – Mas você não acha que tem algo de errado com ele? No dia do tal encontro, você disse que ele esyava com a mão de volta, e agora o ganho voltou. Tem alguma coisa que não está batendo. – Freya perguntou, e Henry achou que, para uma filha adotiva, ela era simplesmente a cópia de Regina. Ele pegou a corujinha que ela havia jogado nele mais cedo e jogou de volta. – Ai, garoto! – Freya se recompôs vendo o irmão rir alto. – Você me paga. – Ele arregalou os olhos. – Ah sim... Você se lembra não é? – Ela se levantou e caminhou até ele, que dava passos mínimos para trás sob o sorriso maléfico da irmã. – Você se lembra, Henry? Como você adorava cócegas? – Ela levantou as mãos, mostrando os dedos se mexendo e ele saiu do quartinho de Ginny, caminhando de costas para seu próprio quarto, pronto para fechar a porta. – Você tem três segundos para salvar sua vida. – Ela disse abaixando uma das mãos e mostrando três dedos com a outra. – Um. – Henry chegou em seu quarto antes mesmo que ela dissesse dois, e Freya revirou os olhos, se desfazendo numa nuvem de fumaça lilás bem clara e aparecendo no quarto do irmão, que estava encostado na porta, tentando ouvir o que a irmã estava fazendo no corredor. – Eu estou aqui, garoto.
-Ah não, você também não. – Ele sussurrou antes de ser atacado.
Regina tinha acabado de preparar a salada para o jantar enquanto Emma estava sentada na mesa redonda da cozinha brincando com a pequena Ginny, enquanto conversavam.
-E você vai? – Regina perguntou a Emma com certa indiferença.
-Eu não sei, Archie disse ser importante, mas não vejo como isso pode me ajudar a lembrar. – Emma respondeu olhando a menina segurar seu dedo com as mãozinhas pequenas.
-Talvez ajude mais do que você imagina que possa ser possível. – Regina virou parcialmente a cabeça para olhar a loira com sua neta nos braços, e sorriu para a pequena que riu gostosamente para o gesto da avó e bateu palminhas. Emma estreitou os olhos e sorriu para a mulher.
-Regina Mills me aconselhando a fazer terapia? - Regina revirou os olhos e Emma riu. – O mundo está de cabeça pra baixo... Não está Ginny? – A pequena a olhou com a língua para fora e Regina ergueu a sobrancelha para Emma. Quebrando o momento, elas ouviram o grito de Henry vindo do andar de cima. Emma, rapidamente segurou Ginny mais perto e se levantou ao mesmo tempo que Regina secava as mãos e já estava do lado de fora da cozinha. As duas subiram as escadas rapidamente. A porta do quarto de Henry estava trancada, e com um floreio das mãos de Regina se abriu revelando a cena. Emma sorriu ao ver o filho rendido no chão, com a irmã sobre ele fazendo cócegas. Ele gargalhava e chorava, e Freya ria enquanto Henry se debatia. Regina queria gravar aquele momento em sua memória. Sua família junta novamente, sem se preocupar com a presença de Emma logo atrás, segurando Ginny. Regina pigarreou, chamando a atenção dos filhos, que a olharam com enormes olhos culpados, e ela se lembrou de quando eles eram menores e faziam exatamente as mesmas carinhas. Ela lutou contra o sorriso que se formava em seu rosto.
-As crianças poderiam ir se lavar, por favor? O jantar está quase pronto. - A ex-prefeita disse, ignorando a risada de Emma. Os dois se levantaram, com as mãos para trás.
-Sim, mãe. - Freya disse reprimindo o riso.
-Sim, mamãe. - Henry, assim como Freya estava completamente despenteado. Regina sorriu e se virou. O menino olhou para a irmã e murmurou. - Você me paga. - Emma ainda ria com a situação, entregou Ginny para Freya, que agora ria sem culpa.
-Você está perdida, ele vai ter a revanche, você sabe. - Emma comentou enquanto acompanhava a mulher até o quarto.
-Ele nunca conseguiu me vencer. - A morena disse confiante. Emma simplesmente deu de ombros. - Mudando completamente de assunto, você teve notícias da tal da Rainha do Gelo?
-Não, nem sinal. - A xerife se recostou no batente da porta. - Desde que eu descobri que ela foi uma das mães que me devolveram, eu não consigo parar de pensar em porque ela tirou minhas memórias.
-E o que te faz pensar que ela tirou suas memórias? - Freya estranhou a certeza de Emma.
-Freya, as minhas lembranças de infância se resumem aos orfanatos, à minha experiência com a Lily, e às casas que eu era jogada e devolvida, e jogada, e devolvida. Definitivamente eu me lembraria de alguém que se propôs a ser minha mãe, e depois me descartou. - A morena balançou a cabeça enquanto a filha brincava com uma mecha de seu cabelo.
-Mas, Emma, mamãe disse que tem uma foto de vocês duas conversando quando você chegou a Storybrooke. Você acha que...
-Que eu me lembrei dela e isso iria atrapalhar seus planos, então ela tirou minhas memórias. - A loira terminou.
-Entendi. - Freya olhou atentamente para Emma, que pensou como a jovem mulher parecia com Regina. Freya viu um brilho nos olhos verdes da loira e resolveu jogar pra ver o que conseguia. - Então Emma... Você e o Capitão Gancho hein... - A morena viu um rubor subir pelas bochechas da xerife. Freya revirou os olhos e riu, balançando Ginny de um lado para o outro. - Vamos, Emma, o que tem de errado com ele? Com exceção do gancho em si. - Ela adicionou com a sobrancelha levantada.
-Não é... Não é o que tem de errado com ele. É só que.. - Emma suspirou. - Eu gosto dele, mas não é como se eu estivesse apaixonada. Quer dizer, eu estou apaixonada, mas não é amor, entende? - A salvadora tentou explicar, mas ela mesma estava confusa.
-Entendo. - Freya sorriu. - Mas então porque você ainda está com ele?
-É fácil com Killian. Ele gosta de mim e quer me proteger, ele se dá bem com Henry, e honestamente eu só preciso de um ano tranquilo. - Ela tentou sorrir.
-Você precisa de alguém que te desafie, que desperte o inesperado em você. Você precisa de amor verdadeiro, Em. - Freya disse com a voz suave.
-Da última vez que me abri pro inesperado, quase fiquei noiva de um macaco voador. - Emma comentou risonha, mas Freya percebeu a dor em sua voz. - E além do mais, aqui em Storybrooke, não tem muitas opções. - A loira tentou sorrir.
-Se você se abrir, Emma, te garanto que o inesperado pode te surpreender. - Emma pensou ter visto nos olhos de Freya um brilho malicioso.
-Como assim? - Ela perguntou.
-Swan! - As duas mulheres ouviram Regina chamar do andar de baixo. - Venha me ajudar a por a mesa. - Emma revirou os olhos enquanto Freya dava de ombros.
-Já vou, majestade! - A loira disse, e se virou dando a Freya um último olhar irônico. A filha da rainha arregalou os olhos e pensou. Swan... Majestade! Lógico! Ela correu para a porta do quarto do irmão. Ela batia rápido.
-Henry, rápido, abra a porta. - O menino abriu a porta com a cara feia. - Nossa operação acabou ganhar um nome.
-O que? - Ele desfez a carranca e parecia confuso. - Mas nossa operação já tem um nome.
-Henry, francamente, você já foi mais esperto. - Freya ignorou o olhar indignado no rosto do irmão. - A sua operação com a mamãe tem um nome, a nossa vai ganhar um agora.
-E qual seria? - O garoto parecia pensar num nome melhor que Operação Bird.
-Operação Swan Queen. - O rosto de Henry se iluminou.
-Freya, você é brilhante! - Ele disse sorrindo.
-Eu sei. - Convencida. - O que você acha de começar a por em prática hoje? - Ela perguntou com a sobrancelha erguida.
-Mas nós precisamos de um plano e...
-Não,, é só você me seguir. - Ela cortou o menino e ele acenou.
Regina tinha acabado de colocar o molho no frango quando Emma tinha colocado a comida na mesa e voltado para a cozinha.
-Você ligou de volta para o Gancho? - Regina perguntou com a voz dura. Emma a olhou de soslaio.
-Não.
-Então ligue! Não aguento mais esse telefone tocando. - Regina parecia ter mordido uma abelha, e Emma achou adorável, mas antes que ela abrisse a porta para retrucar, a campainha soou. As duas se olharam confusas.
-Eu atendo. - Emma disse.
-Não, você leva o frango para a mesa, e eu atendo. - Regina tirou o avental sob o olhar de Emma. A loira observava cada movimento da ex-prefeita. Ela colocou o avental sobre o balcão graciosamente e caminhou até a porta da frente, onde Emma não podia vê-la, mas estava perdida na imagem da mulher gravada em sua mente. - Oh, maravilha! - A xerife ouviu Regina bufando e voltando para a cozinha com o olhar mortal. - Você tem visita, senhorita Swan. - Regina passou por ela batendo os ombros em Emma propositalmente com um mal humor recém adquirido. Na porta da cozinha, Gancho com um sorriso sedutor olhava para ela. A ex prefeita pegou o frango ainda olhando para Emma e seguiu para a sala de jantar.
-Hook! - Emma disse levemente desanimada, tentando sorrir. - O que você está fazendo aqui? - Ela perguntou enquanto ele se aproximava e colocava a mão na cintura dela. Emma se esquivou, olhando para a porta por onde Regina havia saído.
-Eu te liguei várias vezes, você viu? - Emma balançou a cabeça, negando. - Nós íamos jantas hoje, ainda vamos? - Ele colocou seu melhor sorriso.
-Ah, eu acho que não. - Emma disse levemente. - Regina e eu fizemos o jantar hoje, e Henry e Freya já estão descendo. Desculpe. - Ela disse baixinho, e ele entendeu.
-Oh, tudo bem, então. - Ele parecia genuinamente ferido. - Uma outra hora, então. - Ele se inclinou para beijar a loira, mas Emma se esquivou do pirata pela segunda vez na noite.
-Uma outra hora nos falamos. - Ela se afastou dele e fez seu caminho para a porta. Ele entendeu a deixa para ir embora.
-Até, Swan. - Gancho disse de cabeça baixa, e Emma o olhou. Seu coração doeu ao perceber que o machucara.
-Hook, espere. - Ela fechou a porta atrás de si e desceu os degraus da varanda até estar frente a frente com o homem. - Olha, eu preciso te dizer uma coisa, e preciso que você seja capaz de entender, tudo bem? - Ele acenou. - Ok. Eu sei que nós estávamos progredindo, mas eu preciso de um tempo pra mim, entende? - Ele somente a olhava. - Eu gosto de você, gosto muito, mas não é da forma que você gostaria.
-Mas eu achei que...
-Eu também achei. Eu queria te amar, mas eu não posso, me perdoe. - Ela tocou o rosto dele sem perceber o rosto que a observava da janela mais afastada.
-Eu entendo. - Ele deu um passo para trás, seus olhos azuis reluzindo algo que Emma não soube descrever. - Nós ainda podemos ser amigos, não podemos?
-Claro! - Ela sorriu aliviada e o viu indo embora, até que ele parou e se virou de volta.
-Você deveria dizer a ela. - Foi tudo que ele disse com seu sotaque forte antes de se virar e continuar seu caminho pela rua escura. Emma ficou com a frase martelando em sua cabeça até ouvir o barulho de passos rápidos descendo a escada. Ela balançou a cabeça e entrou de novo na casa a tempo de ver Freya descendo as escadas com Ginny nos braços e Henry já se afundando na cozinha. Emma caminhou lentamente até a sala de jantar e viu Regina com o semblante levemente fechado ajeitando a cadeirinha que Ginny ficaria sentada. Seus olhos se encontraram e ela viu a ruga entre as sobrancelhas da morena se desfazer rapidamente. Durante alguns segundos, elas simplesmente se olharam até que Henry chegou, ocupando seu assento entre as mães na mesa redonda.
-Droga, Hook. - Emma murmurou para si mesma quando percebeu o que ele quis dizer.
-Controle a linguagem, senhorita Swan. - Regina disse com a voz grave e Emma percebeu que não xingou baixo o bastante.
-Me desculpe. - Ela falou baixo, se sentando de cabeça baixa.
-Você não convidou o pirata para jantar? - Regina se sentou de frente para a xerife. Freya, que acabara de colocar a filha na cadeirinha, olhou a amiga.
-O Capitão Gancho estava aqui? - Ela perguntou erguendo a sobrancelha.
-Sim. - Emma tinha seus olhos baixos enquanto servia seu purê.
-Por que ele não ficou, Ma? - Henry perguntou parecendo inocentemente interessado. Emma baixou a colher e olhou para o filho.
-Ele precisou ir embora. - Ela disse simplesmente.
-Ele já estava aqui, poderia ter convidado seu namorado para jantar. - Regina falou, embora sua voz dissesse exatamente o contrário.
-Ele não é meu namorado. - Emma encarou a mulher, sentindo seu sangue começar a ferver.
-Parecia. - Freya comentou dando de ombros enquanto alimentava Ginny, que olhava tudo curiosa.
-Nós terminamos. - Emma encerrou o assunto e levantou da mesa.
-Ma! - Henry a chamou antes que ela cruzasse a porta. - Você ainda nem comeu.
-Estou sem fome, garoto. - E saiu sem perceber o olhar de Regina. Ela subiu as escadas enquanto os outros continuaram a comer sem tocar no assunto. Pouco tempo depois, Regina tinha acabado sua refeição e baixou o guardanapo.
-Henry, porque você não vai falar com sua mãe? - Regina perguntou vendo o filho limpar seu prato.
-Não posso, mãe. Vou sair com Freya. - Henry falou se levantando. Regina olhou para a filha que confirmou.
-Mas nós íamos assistir um filme... - A mulher falou sentida.
-Desculpe, mãe, mas Mary Margaret ligou pedindo uma babá para Neal, já que a Bela não está disponível essa noite. Eu aceitei, e Henry vai comigo e Ginny. - Freya falava lentamente para a mãe, que suspirou derrotada.
-Muito bem, mas antes de sair, a louça, por favor. - Regina falou antes de se levantar. Ela pegou o prato de Emma, tirou o purê frio e substituiu por uma porção ainda quente, serviu o frango, a salada e o arroz, e encheu um copo com suco. Henry e Freya apenas a observavam com pequenos sorrisos nos lábios.
-Mãe, porque você não convence Ma a assistir um filme com com você? Eu deixei um separado no DVD. - Henry falou recolhendo os pratos. Regina não respondeu, apenas recebeu o beijo do filho na bochecha enquanto passava por ela. Freya se levantou e deu um beijo na testa da mãe. Regina estreitou os olhos para os dois.
-Não quero vocês até tarde na rua. - A rainha falou enquanto os filhos desapareciam na cozinha. - Vocês me ouviram?
-Sim. - Eles responderam em uníssono. Regina suspirou e saiu da sala de jantar, passando pelo hall de entrada e subindo as escadas. A porta do quarto de Emma estava fechada. Ela chutou levemente três vezes.
-Agora não, garoto. - A voz de Emma veio abafada.
-Sou eu. - Regina ouviu movimento vindo de dentro do quarto e rapidamente a porta foi aberta. Emma parecia definitivamente vinda de uma guerra, a camiseta branca deixava a alça do sutiã preto aparecendo e a calça jeans havia sido trocada por uma de moletom cinza. O cabelo totalmente desgrenhado e a surpresa em seu rosto fizeram Regina pensar que ela parecia incrivelmente doce. - Você estava lutando com quem? - Regina perguntou passando por Emma e colocando o prato com o jantar e o suco sobre a mesinha redonda perto da janela.
-Com o travesseiro, talvez. - Emma respondeu envergonhada. Regina se virou para ela, séria.
-Eu sinto muito. - Ela falou sinceramente.
-Tudo bem, não era pra ser. - Emma deu de ombros e se aproximou da mesinha, sentando numa das duas cadeiras. - Você não precisava se incomodar. - Regina simplesmente a olhava e se sentou na outra cadeira de frente para a loira, enquanto ela dava a primeira garfada.
-Henry e Freya foram para o apartamento de seus pais. - Emma a olhou assustada. - Aparentemente, sua mãe pediu a Freya para cuidar de Neal enquanto ela e seu pai saem essa noite, eu acho. - Emma engoliu e tomou um gole do suco.
-Eles realmente precisam sair. - Emma comentou.
-Henry disse que deixou um filme separado para nós na sala, se você quiser me fazer companhia. - Regina, de repente, achou interessantíssimo o filtro dos sonhos na janela do quarto.
-Sério? Você não vai se importar com o meu mal humor? - Emma perguntou esperançosa.
-Vou fazer pipoca e você vai tomar um banho e me encontrar na sala em quinze minutos. - Regina falou com um sorriso brincalhão. - Entendido Swan? - Emma a olhou, sorrindo de volta. "Maldição", ela pensou. "Hook estava certo".
-Entendido Majestade.
