N/A: Olááááá, gente bonita do meu coração. Fui rápida dessa vez né? É que eu empolguei...rs... Eu gostei muito de escrever esse capítulo, embora ainda não esteja completamente feliz com ele, mas espero compensar nos próximos! Bom, esse capítulo, eu dedico muito especialmente pra Marcelinha, que como eu já disse é minha leitora mais assídua, e pra Letícia linda e ciumenta! rs... Espero que vocês gostem e mandem sugestões e críticas! Boa leitura, Sweens!
Regina ouviu o chuveiro desligar e soube que Emma desceria em pouco tempo. Ela terminou de arrumar o sofá, onde havia disposto um cobertor vermelho e duas almofadas grandes. A televisão estava ligada, mas antes que ela pudesse ligar o aparelho de dvd, resolveu ir fazer a pipoca. Ela pensava em todos os motivos possíveis que fizeram Emma querer terminar com Gancho, ao mesmo tempo em que pensava em Robin e Marian. A Rainha de Gelo havia sido presa e escapou, e nesse meio tempo, deu a Robin sua esposa de volta. Regina pensava que ele seguiu seu conselho e que tentava se apaixonar novamente pela mulher a que prometera passar a vida. Ao contrário do que esperava, isso não era tão ruim. Ela queria que ele fosse feliz e queria que ele amasse Marian de novo.
A pipoca estava pronta quando Emma desceu os degraus para encontrar Regina na cozinha colocando a guloseima num grande balde vermelho. A morena parecia pensativa, e Emma pensou que ela ficava linda, mesmo e principalmente sem maquiagem. A ex prefeita vestia um pijama de seda branco, com alças finas e calça longa. Emma olhou para si própria e viu sua calça de malha e camiseta de algodão. Havia realmente um abismo de diferença entre as duas mulheres.
-Você vai ficar encarando o tempo todo, senhorita Swan, ou vai me ajudar e pegar os refrigerantes? - Regina não precisou se virar para perceber que Emma havia chegado. O perfume de baunilha fresca preencheu o ar e ela achou inebriante. Regina a olhou com a sobrancelha levantada e sem mais nenhuma palavra, seguiu para a sala. Emma sorriu balançando a cabeça e foi até a geladeira, onde pegou dois refrigerantes e despejou em copos grandes. Ela suspirou e andou lentamente até a sala, onde encontrou Regina sentada, com a boca aberta e os olhos semicerrados encarando a grande TV. Emma franziu a testa e seguiu para olhar o que tinha deixado Regina irritada. Seu queixo caiu quando viu o menu do filme que Henry escolhera para assistirem.
-Imagine eu e você? - Emma perguntou em voz alta, não ousando olhar para Regina. Ela se sentou ao lado da mulher imóvel e estendeu um copo para ela. A rainha pegou o refrigerante e se recostou no sofá.
-Você quer assistir? - Ela perguntou ainda sem olhar para Emma. A loira a olhou.
-Bem, nós já estamos aqui, o filme só precisa do play, nós temos refrigerantes, pipoca e cobertor. Que mal há? - Emma perguntou dando de ombros, puxando o cobertor. Regina balançou a cabeça, relaxando levemente enquanto Emma se cobria e cobria ela própria. Elas estavam uma em cada extremidade do sofá. As luzes apagadas e Regina deu o play.
-Vocês fizeram o que? - Snow perguntou mais alto do que deveria.
-Vovó, por favor, você não pode contar para elas. - Henry pedia com olhinhos de filhote de cachorro.
-Snow, nós só precisávamos de um tempo pra nós, sabe, essa coisa de irmãos – Freya e Henry se abraçaram olhando para a mulher.
-Vocês estão mentindo. - Mary Margaret acusou com as mãos na cintura.
-Vamos lá, vocês dois, a verdade. - David tinha Ginny no colo, rodando com a garotinha, que ria com as gracinhas que ele fazia. Freya sorriu para a filha, mas seu sorriso morreu ao ver o rosto de Snow.
-Nós não podemos. - Henry disse, baixando os olhos.
-Emma e Gancho terminaram. - Freya disse rápido cortando o irmão. Mary Margaret levou a mão à boca surpresa, enquanto David parou de brincar com a pequena em seus braços.
-Freya! - Henry olhou para a irmã.
-Mas isso é ótimo. - Mary Margaret disse finalmente sorrindo.
-O que? - David se virou para a mulher.
-Mas..? - Henry não soube como terminar a pergunta, e Freya simplesmente olhava.
-Agora ela e Regina podem finalmente se acertar. - David engasgou, fazendo a pequena Ginny começar a chorar. Freya pegou a filha, perplexa, dando a Henry um olhar surpreso. - O que? Vocês nunca tinham percebido antes? - Ela perguntou ofendida.
-Percebido o que? Querida, você está bem? - David se aproximou da esposa, tocando a testa.
-David! Eu estou bem. - Ela se desvencilhou do marido e se virou para Henry e Freya. - Vocês sabiam não é? - Eles tinham os olhares culpados voltados para o chão enquanto a mulher se aproximava. - Freya... - A jovem mulher olhou para Mary Margaret, mordendo o lábio. - O que vocês fizeram? - Ela tocou o queixo do neto. - Henry? - David olhava tudo perplexo. - Muito bem, se vocês me contarem tudo, eu conto o que eu sei.
-O que? - Henry perguntou.
-O que você sabe? - Freya estava confusa.
-Snow! -David alertou. Ela simplesmente cruzou os braços e ficou olhando os dois.
-Tudo bem.. - Freya disse. - Nós achamos que existe algo a mais, mas elas não sabem que existe. Então, hoje depois que Emma terminou com o Gancho nós inventamos a história de ficar de babá para Neal e demos um pequeno empurrãozinho. - Freya falava rápido.
-Que tipo de empurrãozinho? - Mary Margaret perguntou.
-O que está acontecendo entre Emma e Regina? - David perguntou.
-Nós induzimos a mamãe a levar o jantar para Ma no quarto, já que ela não comeu. - Henry começou. - E Freya deixou um filme escolhido dentro do DVD para elas assistirem. O plano A era assistirmos juntos nós quatro, mas como Ma ficou chateada, o plano B é melhor e elas vão assistir sozinhas. - Henry terminou com um sorriso, seguido de um sorriso da avó.
-Menino esperto. - Ela comentou.
-Eu ainda estou aqui. Alguém pode me dizer o que... - Mary Margaret cortou o marido, se virando para ele segurando seus braços.
-David, você se lembra do chapéu que Regina não conseguiu fazer funcionar sozinha, mas quando Emma a tocou, conseguiu? - Ele afirmou. - E do dispositivo que iria destruir toda a cidade que as duas destruíram juntas na mina? Você se lembra de Emma sempre defender Regina e salvar sua vida o tempo todo, e Regina arriscando a própria vida no poço da floresta pra que nós pudéssemos voltar? Regina deu a Emma uma vida feliz, e ela não precisava ter feito isso. - Uma nuvem de entendimento veio aos olhos de David.
-Você está me dizendo que...
-Em Neverland, quando estávamos no navio, voltando para Storybrooke, eu vi uma coisa que eu não deveria ter visto. Querido, Regina e Emma estavam na proa conversando e se beijaram. - Henry arregalou os olhos e Freya sorriu abertamente. David franziu o cenho.
-Porque você nunca me disse nada? Eu poderia guardar segredo...
-Elas se separaram e se evitaram desde então. Emma se afastou, na realidade. Ela disse algo sobre esquecer o que tinha acontecido, e Regina saiu. - A mulher olhou para os dois. - Essa operação, por acaso, tem um nome?
-Operação Swan Queen. - Henry disse orgulhoso, ainda feliz por saber que não estava errado.
-Que nome mais perfeito! Vocês aceitam uma nova aliada? - Ela perguntou sorrindo?
-Claro! - O garoto exclamou. Freya balançou Ginny sorrindo e observou Mary Margaret se virando para David.
-David? - Ela se aproximou do marido, tocando seu rosto com as duas mãos e procurou seus olhos.
-Eu estava começando a me acostumar com a ideia dela e Hook juntos, como eu posso sequer pensar nela com Regina? - Ele falava como se estivesse falando para si mesmo.
-Querido. É a felicidade da nossa filha e de Regina. É a felicidade de duas pessoas que fazem parte da nossa família. - Ela tinha lágrimas nos olhos.
-Mesmo que Emma goste dela, Snow... Como nós podemos ter certeza de que é recíproco ou que Regina não vai magoar nossa filha? - Ele falava preocupado.
-Nós nunca poderemos ter certeza, David, mas basta ver como elas se olham. Eu conheço esse olhar, eu vi uma vez quando eu era criança. Nos estábulos. - Freya sentiu seu coração doer com uma lembrança que não era dela e se afastou sem que percebessem, sentindo as lágrimas caírem. - É o mesmo olhar que Regina dava a Daniel, e é o mesmo que eu vejo quando olho pra você. - Ela se aproximou mais do marido. - Elas merecem essa chance. - Freya embalava a filha nos braços, e chorava lágrimas doloridas. À menção de Daniel machucava, mas ela sabia que Regina encontraria a felicidade de novo, mesmo que precisasse de um empurrãozinho.
As letras dos créditos subiram ao final do filme. Nem Regina, nem Emma ousavam se mover. A ex prefeita tentou, sem sucesso, se espreguiçar sem que Emma percebesse, mas suas pernas acidentalmente se tocaram. A xerife a olhou profundamente e por um segundo elas ficaram paralisadas, mas antes que a morena se contraísse novamente, Emma segurou seus pés, puxando-os para seu colo. Regina sentiu seu corpo congelar ao toque repentino de Emma, e não conseguiu dizer nenhuma palavra, apenas olhava para o que viria a seguir.
Por baixo do cobertor vermelho, Emma acomodou os pés de Regina sobre suas pernas e, lentamente começou a massageá-los. Regina reprimiu um suspiro de aprovação e fechou os olhos, apoiando a cabeça na almofada grande atrás de si e descansando os braços sobre a barriga. Emma tinha os olhos fixos na mulher, e observava cada gesto e cada respiração irregular. Ela sentiu a tensão de Regina indo embora enquanto intensificava os movimentos em pequenos círculos, e viu seu peito subir e descer calmamente. Ela sorriu ao perceber que a rainha tinha os lábios entreabertos, ainda de olhos fechados, e fechou os seus próprios, tentando controlar o leve tremor que tomou conta de suas mãos. Regina pareceu perceber, e abriu os olhos para encontrar a imensidão verde do olhar de Emma.
Nenhuma das duas disse uma única palavra. O cômodo estava em silêncio, o único barulho que havia era o da chuva que caía do lado de fora, e a única luz era a da TV. Emma soltou os pés de Regina com cuidado e puxou o cobertor gentilmente, deixando-o cair no chão. Ela se sentou sobre as próprias pernas e se inclinou sobre Regina, apoiando-se nas duas mãos, ao lado da cintura da mulher. Regina se obrigou a continuar com os olhos abertos enquanto Emma se aproximava. Ela sentiu um calafrio quando uma das pernas da xerife descansou entre as suas e tocou seu joelho. Emma estava agora no mesmo nível de Regina, apoiada em seus braços para que sobrasse algum espaço entre as duas. Chocolate em esmeralda, e todas as lembranças vieram como um turbilhão. Regina viu os lábios cor de rosa de Emma se separarem num suspiro silencioso enquanto não restava mais que um fio de ar entre elas.
-Regina... - A rainha ouviu seu nome num sussurro e levou um dedo aos lábios da salvadora, sem tirar os olhos das esmeraldas brilhantes que a fitavam.
-Shhh... - Ela roçou o polegar pela boca da loira até pousar a mão em sua bochecha, e fechou os olhos quando sentiu uma mão possessiva em sua cintura. Foi Regina quem fechou a distância entre elas, foi Regina quem puxou Emma para mais perto e pediu acesso à boca da mulher mais jovem. Não havia delicadeza no modo como o beijo começou, havia saudade e vontade de sentir aquele frenesi. Emma segurava a cintura de Regina com uma mão, e com a outra, segurava a nuca quase com força. Emma se levantou, puxando a ex prefeita consigo, sem deixar de beijá-la. Regina se deixou levar, segurando Emma pelos cabelos loiros. Os braços fortes da salvadora trouxeram a mulher para seu colo, ainda sentada. A rainha se sentou sobre Emma, sentindo o que só havia sentido uma vez. A xerife baixou as mãos para as coxas da morena, apertando levemente por cima do pijama de seda.
A boca de Regina se aventurou até o queixo delicado da loira e mordiscou a pele do pescoço, recebendo um gemido baixo. Emma sorriu e apertou Regina com mais força, se levantando. A mulher mais velha gemeu em surpresa, e enlaçou as pernas na cintura da salvadora enquanto segurava seu pescoço. Emma caminhou com Regina até a porta, e foi surpreendida com um sorriso da mulher. Ela olhava inebriada. Mais uma vez, os olhos verdes da salvadora encontraram os olhos cor de café da rainha, e as bocas se encontraram enquanto elas desapareciam numa nuvem vermelha e dourada.
N/A²: Haaaaaa! Maldade parar aqui né? rs... Mas lá vamos nós, gostaria da opinião de vocês! Eu gostaria de escrever algo mais ousado, mas não sei como por que nunca fiz. O que quero saber é, o que vocês acham e se vocês querem! Bjo bjo e até a próxima!
