N/A: Aviso importante! Esse capítulo tem cena avaliada como M, se você não gosta, por favor não leia. E quem gosta, por favor, que se esbalde! Espero ter conseguido atender às expectativas de vocês. E como sempre, comentários, críticas e sugestões são sempre bem vindos. Beijo grande nos corações de vocês!


Regina acordou, esticando os braços preguiçosamente. Um sorriso dançava em seus lábios quando ela se virou para o outro lado da cama, estranhamente quente. Seu braço encontrou o colchão vazio ao seu lado e ela franziu a testa, abrindo lentamente os olhos para a realização dos fatos. Ela tinha passado a noite com Emma Swan. Regina olhou ao redor e viu as cortinas fechadas, a porta do banheiro aberta, a luz apagada ev ela estava nua. Regina respirou fundo ao perceber que o quarto estava vazio, e levantou se enrolando no lençol cinza. No divã cor de chumbo, seu pijama de seda branco dobrado e sua lingerie. Seu rosto esquentou ao pensar que Emma dobrou sua calcinha. Seu rubor se intensificou ao lembrar da noite passada. A mulher balançou a cabeça, espantando as lembranças e deixou o lençol cair, se apressando em colocar sua roupa.

Ela saiu do quarto devagar, desconfiada do silêncio incomum na parte da manhã. Regina espiou pela porta do quarto de Henry e viu a cama arrumada. A porta do quarto de Freya estava aberta e nem sinal da filha. Pensando bem, ela não se lembrava de ter ouvido um barulho sequer na noite anterior indicando que os filhos tivessem chegado em casa. A mulher desceu as escadas mais rápido e parou chegando na porta da cozinha, respirando de alívio. Henry tomava seu chocolate quente com chantilly e canela, enquanto Freya dava a mamadeira a Ginny. Emma estava de costas, no fogão, com uma camisa de manga comprida larga xadrez e um short preto. Regina olhou atentamente, procurando coragem para interferir na cena.

-Mamãe! - Freya disse! - Bem vinda ao mundo dos vivos. - Ela comentou com um sorriso brincalhão, colocando a mamadeira vazia dentro da pia. Emma se virou para Regina, surpreendendo a mulher com um sorriso brilhante.

-Bom dia. Regina!

-Bom dia mãe! - Henry comentou com um sorriso. Regina se moveu para beijar a bochecha da filha e fazer um carinho na barriguinha de Ginny. - Dormiu bem?

-Bom dia, queridos. - Ela deu um beijo na testa de Henry e olhou para Freya, fazendo o máximo para ignorar o sorriso de Emma. - Bom dia, Emma. Dormi bem, obrigada. - Freya olhou nos olhos da mãe, refletindo os dela e sorriu um sorriso genuíno. Regina levantou uma sobrancelha questionando. A jovem se aproximou, segurando Ginny, e com a mão livre, tocou o rosto da mãe, colocando uma mecha do cabelo negro atrás da orelha, e afagando a bochecha com o polegar.

-Eu te amo, mãe! - Regina foi surpreendida com a frase e Freya a abraçou. A mulher mais velha passou os braços pelos ombros da filha, acariciando seus longos cabelos e brincando com o pouco cabelo da neta entre elas.

-Eu também te amo, querida! - Regina deu um beijo no topo da cabeça da filha e procurou seus olhos. - Muito. - Henry sorria para a interação. Emma parou o que estava fazendo para observar. - Emma? - Regina chamou com a voz suave.

-Hum? - Emma respondeu olhando para a mulher.

-Algo está queimando. - Regina disse simplesmente.

-Oh não! - Emma se virou para o fogão rapidamente, ao som de risos. Por pouco o omelete não queimou. Ela tirou da frigideira e começou a fazer outro. Henry se levantou e colocou café numa xícara, entregando à mãe.

-Obrigada, Henry. - Regina bebericou, olhando de lado para loira cozinhando. - Eu não ouvi vocês chegando ontem à noite. - Ela comentou.

-Nós chegamos há pouco mais de meia hora. - Freya respondeu enquanto mordia uma panqueca. - Quando Mary Margaret chegou, Henry estava dormindo, e ela não me deixou acordá-lo, então nós dormimos lá. - Emma olhou de esguelha, e depois olhou para Regina.

-Verdade? - Regina entendeu o olhar da loira.

-Sim. - Freya deu de ombros enquanto os olhares de Emma e Regina se encontraram desconfiados. - Mãe? Você está muito ocupada hoje?

-Não, querida, porque? - Regina tomava seu café quando Emma se postou às suas costas, servindo seu omelete. O cotovelo da loira roçou levemente o braço da mulher, causando um arrepio frio. - Obrigada. - Ela sussurrou, encontrando os olhos verdes.

-Porque eu preciso de você hoje. - Freya encontrou os olhos da mãe com um sorriso tímido.

-Está tudo bem? - Regina perguntou observando Emma tomar o assento ao seu lado.

-Não se preocupe, não é nada sério, mas é algo que eu quero fazer com você. - A jovem disse. - Por isso eu pedi a Emma para levar você e Henry para almoçar no Granny's enquanto eu arrumo umas coisinhas. - Regina quase engasgou, fazendo Freya sorrir. - E depois do almoço, ela vai ficar com Ginny pra mim por umas duas horas. - Freya olhou para a mãe esperando alguma negação.

-Tudo bem, então. - Regina disse. Freya sorriu abertamente, se levantando.

-Perfeito. Vou subir então e tomar banho. - Ela se virou para Emma. - Te devo essa, Em.

-Sem problemas. - A xerife comentou. - Hey garoto, é melhor você se apressar se não quer chegar atrasado na escola. - Emma apontou para o relógio, fazendo o filho levantar rapidamente. O menino pegou a mochila encostada na bancada, colocando-a nas costas e caminhando apressado até a porta. - Seu lanche, Henry. - O garoto voltou e pegou o sanduíche embrulhado sobre a bancada. Deu um beijo em Emma e Regina, e acenou para Freya que saía rindo do irmão. - Te encontramos depois da aula no Granny's.

-Ok. Tchau, Ma. Tchau, mãe! - E saiu correndo. Regina ouviu a porta da frente se abrir e bater. Ela respirou fundo, comendo calmamente seu omelete, sem olhar para a loira do seu lado. Elas ouviram o chuveiro ligar no andar de cima, e Emma lentamente se virou para Regina, levando uma das mãos ao cabelo negro que caia escondendo seu rosto e colocando-o atrás da orelha. A morena colocou a xícara na mesa e olhou para a xerife. Emma se aproximou, levemente testando a resistência, e tocou com cuidado o rosto da ex prefeita. A loira encostou os lábios nos de Regina delicadamente. A morena fechou os olhos e pensou que aquele momento deveria ser eterno. Emma se afastou apenas um centímetro para olhar nos olhos chocolate da rainha e encostou seu nariz no dela, fazendo Regina sorrir, e acariciou a nuca por baixo da cortina de cabelos negros.

-Bom dia. - Emma disse entre sorrisos.

-Bom dia. - Regina respondeu sorrindo e levando a mão ao rosto da loira, tocando sua bochecha. Ela abriu a boca na intenção dizer algo, mas foi cortada.

-Eu sei que devemos conversar, mas por agora, podemos só aproveitar o momento? - Emma pediu sem tirar os olhos da mulher.

-Emma... - Regina disse num murmúrio, sua voz rouca com as lembranças da noite anterior.

-Por favor, Regina... Nós podemos conversar à noite. - Emma disse travessa e se levantou, puxando Regina pela cintura, e depositando um beijo leve na curva do pescoço. A morena tinha os olhos fechados e um sorriso nos lábios.

-Você não deveria estar a caminho da estação, Xerife Swan? - Ela perguntou enquanto passava os braços preguiçosamente ao redor da nuca da loira e inclinava a cabeça, expondo a pele do pescoço. Emma depositou beijos mais ousados até chegar no queixo perfeito.

-Felizmente você não é mais minha chefe, então... - Ela comentou rindo do arrepio que passou pela pele oliva de Regina, enquanto mordiscava o lóbulo de sua orelha. A morena riu e Emma a beijou com vontade, sendo correspondida prontamente, abraçando a mulher pela cintura e levantando-a do chão, risonha.

-Admita, você gostava quando eu era sua chefe. - Regina disse olhando nos olhos da xerife com um sorriso.

- Lembrando bem, eu costumava chegar na estação e te encontrar sentada na minha mesa mais de uma vez. - Emma fingiu pensar. - É, até que não era ruim... Madame prefeita. - Emma deu ênfase, enviando arrepios pela espinha de Regina, que fechou os olhos.

-Você tem atração pelo perigo, Xerife Swan. - Foi a vez de Regina depositar um beijo leve no ombro da loira. Ela sorriu ao sentir a língua da morena fazendo uma carícia gentil antes de sentir os dentes e um beijo que mesclou a dor e o prazer. Emma gemeu e segurou Regina a sua frente.

-Quarto, majestade. – Regina ergueu uma sobrancelha divertida e Emma se aproximou. – Agora. – A rainha sorriu, se afastando de Emma até a porta da cozinha, e se virando para olhar os olhos verdes, agora escuros que a fitavam famintos. Ela levou um dedo até a boca e sinalizou para que a outra mulher fizesse silêncio. E com um sorriso ela desapareceu pela porta, quase correndo. Emma balançou a cabeça, com um sorriso bobo no rosto. – Eu devo estar ficando louca. – Ela murmurou antes de seguir Regina para o quarto e recomeçar o jogo da noite passada.


"Elas se materializaram na suíte de Regina, que mantinha as pernas enlaçadas na cintura de Emma. A loira a segurava com os braços fortes, sem deixar de beijá-la, caminhando na direção da grande cama, perfeitamente arrumada. Com cuidado, a xerife depositou a ex-prefeita no colchão. Elas se afastaram lentamente, abrindo os olhos como se estivessem acordado de um sonho.

A loira a olhava de pé como se nunca a tivesse visto. E, de certo modo, era verdade. Ela nunca tinha visto Regina tão exposta, tão humana. Regina sentiu os dedos de Emma numa carícia suave em sua nuca, descendo até os ombros. A xerife tocava a pele oliva de Regina apenas com as pontas dos dedos, sentindo a textura, enviando sensações refletidas na imensidão castanha dos olhos da mulher. Emma enrolou os dedos nas alças finas do pijama de seda e puxou lentamente para baixo, expondo o colo perfeito da mulher. Regina observava cada movimento, e fechou os olhos ao sentir suas alças caindo. Não havia mais volta, não depois dali. Ela observou Emma se ajoelhando a sua frente, levando as duas mãos à sua cintura, tocando a pele por baixo da seda, e fechou os olhos.

Lentamente a salvadora levantou a blusa branca, até o nível dos seios de Regina, que ofegou quando sentiu o polegar acariciando um mamilo intumescido. A morena abriu os olhos, encontrando os verdes da xerife e retirou a blusa vagarosamente. Emma se pegou mordendo o lábio inferior com a visão de Regina seminua a sua frente. A pele da rainha era perfeita, livre de defeitos e incrivelmente macia. A morena sorriu olhando como Emma parecia predatória naquele momento e se apoiou nos dois braços, se inclinando e se arrastando totalmente sobre a cama, ainda olhando para a loira, que se pôs de pé e tirava a própria camiseta, expondo o sutiã de renda vermelho.

Regina retirou a calça de seda e se permitiu lamber os lábios discretamente assistindo Emma se aproximando sobre ela. A loira chutou a calça de malha no chão antes de subir na cama, montando sobre Regina, observando cada curva e cada respiração. O corpo de Regina era perfeito, a xerife pensou levando suas mãos do umbigo aos seios voluptuosos gentilmente, massageando a pele morna. A rainha se sentou, com Emma sentada em seu colo e passou os braços pela cintura até as costas, onde abriu o fecho do sutiã, tirando-o lentamente.

Emma viu Regina sorrir antes de beijar a pele de seu pescoço e gemeu um pouco mais forte quando sentiu a boca da rainha num mamilo, enquanto uma das mãos da mulher beliscava delicadamente o outro.

-Regina... - A voz de Emma não passava de um sussurro quase inaudível.

-O que você quer? - Regina perguntou com a voz rouca e o olhar sério, pousando as duas mãos nas costas da xerife. Emma olhou os olhos castanhos, quase pretos de desejo da ex prefeita e soube exatamente o que ela queria, o que ela quis desde do dia em que pôs os pés em Storybrook pela primeira vez.

-Você. - Emma disse, tocando a bochecha da mulher. - Eu quero você, Regina... - Não havia mais necessidade de palavras entre elas. Regina puxou a loira para um beijo ardente, repleto de vontade. Emma empurrou Regina e se deitou sobre ela, mudando uma perna para pousar entre as coxas da mulher. A rainha ofegou quando sentiu o joelho da loira tocar sua calcinha branca e, voluntariamente, abriu as pernas para permitir mais acesso. Emma gemeu no ouvido de Regina quando a mão da rainha encontrou sua própria calcinha, tocando levemente por cima da renda vermelha. Ela se movimentou sobre a mulher, causando um delicado atrito entre sua carne, a renda e os dedos de Regina, enquanto mordiscava o seio imaculado da rainha.

Regina gemeu ao sentir os dentes da salvadora em seu mamilo e apertou um pouco mais forte a calcinha da loira. Emma saiu de cima da mulher e retirou sua calcinha, percebendo como sua vontade já se fazia visível. Regina observou todo o processo com água na boca, ela tentou se levantar, mas foi impedida pela mão delicada de Emma. A salvadora se posicionou entre as pernas da mais velha e abaixou a cabeça até seu nariz roçar a seda branca da calcinha. Regina inspirou fortemente ao sentir a respiração de Emma soprando sua carne. A loira se levantou e puxou vagarosamente o tecido branco, fazendo a mulher tremer sob seu toque. Ela sorriu antes de posicionar novamente uma perna entre as pernas de Regina, sentindo agora como ela estava molhada.

Lentamente, ela se sentou sobre a mulher e puxou a perna esquerda para descansar em sua cintura enquanto se movia levemente. Seus sexos em chamas, se tocando faziam seus corpos tremerem enquanto os gemidos se tornavam mais altos. Quando Emma sentiu que não podia mais esperar, começou a se mover mais rápido, arrancando um gemido forte de Regina, que seguiu o ritmo de Emma e movia seu quadril de encontro ao da loira. Os olhos da Xerife estavam fechados, e quanto mais ela se movia e ouvia o prazer de Regina, mas ela chegava perto da borda. -Regina... Eu vou...

-Vem... Vem pra mim. - Regina olhou como Emma se movia sobre ela, seu próprio sexo pulsando enquanto caminhava para a libertação. A loira se moveu mais rápido e mais forte, gemendo rouca até um grito silencioso desfazer seu corpo num tremor delicioso, e caiu sobre o corpo de Regina. A morena a abraçou, sentindo os espasmos do corpo da loira sobre si. Ela sorriu tirando os cachos dourados do rosto da mulher e tocou sua boca com o polegar. Emma sorriu e se acomodou entre as pernas de Regina, levando sua mão até o baixo-ventreda mulher. A morena prendeu a respiração quando um único dedo tocou seu clitóris, fazendo pequenos círculos. Ela fechou os olhos sentindo seu corpo responder e se inclinar mais para a mão de Emma. A xerife beijou lentamente um ponto pulsante no pescoço da rainha, que gemeu forte, e moveu o dedo até a entrada completamente molhada. Emma pensou que não havia sensação melhor do que aquela, mas se arrependeu quando deixou seu dedo penetrar a mulher e a sentiu quente e apertada. A xerife gemeu e acrescentou outro dedo num movimento lento. Regina deixou suas mãos caírem no colchão, gemendo ao toque. Emma retirou a mão do sexo quente da morena e a olhou protestar. Ela se levantou, ajoelhando e sorriu com a visão do corpo da ex prefeita, sempre tão austera e assustadora, agora pedindo por ela. Era definitivamente uma imagem a se guardar. Num movimento rápido, ela segurou Regina pelas dobras dos joelhos e a ergueu. Regina não conseguiu reprimir um grito quando Emma a puxou e a sensação de seu sexo em contato com o ventre da loira era simplesmente magnífico de se ver. Ela se apoiou nos dois cotovelos e observou uma das mãos de Emma, que ainda a seguravam no ar, se mover até seu clitóris e recomeçar os pequenos círculos. Regina gemia abertamente agora e Emma sorriu ao perceber que a rainha era um pouco mais escandalosa que ela, e apertou o feixe nervos. Regina não podia ajudar a si mesma, ela só queria sentir.

A loira parou os movimentos e recolocou a mulher no colchão, se ajoelhando entre as coxas. Regina observou a loira se abaixar e sentir seu cheiro. – Emma... – Ela disse entre as respirações irregulares. – Você deve saber que ninguém nunca chegou onde você está querendo ir... – Sua voz era um sussurro. Emma a olhou de baixo e sorriu ao Regina jogar a cabeça para trás quando ela tocou o clitóris com a língua. Ela provava a mulher com curiosidade e vontade de aprender cada gosto e cada textura. A rainha gemia baixo, respirando com dificuldade.

Emma afastou a boca apenas para olhar como Regina era linda. Naquele momento, com meia cortina aberta, a única luz visível no quarto era as luzes da rua principal, que entravam pela janela, fracas e falhadas pela chuva. Regina era brilhante, e naquele momento, Emma pensou que nunca vira ninguém mais linda em sua vida. Ela tocou a entrada úmida com dois dedos, penetrando sem cerimônia, fazendo a mulher arquear a coluna. Ela fechou os olhos sentindo a carne quente de Regina, e encontrou um feixe de nervos interno, que fez a mulher gemer forte. Emma sorriu e começou a tocar o local enquanto retomava o clitóris em sua boca.

Regina não sabia como se concentrar nas sensações. Emma combinou os movimentos dos dedos com as batidas de sua língua. Regina segurou o lençol com uma mão, enquanto a outra segurou a cabeça da loira mais perto. Ela começou a mover o quadril involuntariamente, e gemia mais alto e mais forte. - Em.. Emma... - A xerife afundava seus dedos na mulher mais rápido e chupava os nervos com força. Ela sentiu as paredes de Regina apertando seus dedos enquanto gemia descontroladamente. Regina sentiu um tremor forte e quente, vindo de seu núcleo e se espalhando por todo seu corpo, e gritou enquanto tremia fortemente num orgasmo que nunca havia sentido.

Emma diminuiu o ritmo da língua enquanto retirava os dedos. Ela beijou levemente o sexo pulsante da mulher tremendo e se ajoelhou, lambendo os dedos descaradamente sob o olhar cor de café. A salvadora se inclinou até estar completamente deitada sobre a rainha e a beijou com delicadeza, acariciando seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro. Regina a beijou de volta enquanto tocava a bochecha da mulher num carinho inconsciente. Emma saiu de cima da mulher e se deitou a seu lado, puxando o lençol branco amassado sobre as duas, e estendendo o braço para Regina. A morena, sem pensar, se moveu para mais perto e se deitou no colo da xerife, recostando sua cabeça no ombro forte da loira. Emma a abraçou de volta quando sentiu um braço em sua cintura. O tempo passou, e sem que elas percebessem, adormeceram abraçadas. Nenhuma delas viu o clarão que brilhou pela janela e nem as faíscas brilhantes que flutuavam em seus corpos. Naquele momento, não havia mais nada, a não ser sonhos."


Elas estavam jogadas na cama de Regina pela segunda vez naquela manhã. Regina tinha as pernas sobre as pernas de Emma enquanto as duas respiravam com certa dificuldade. Era muito mais difícil se controlar quando era preciso fazer silêncio. Emma sorria para Regina, que tinha os olhos fechados e a boca entreaberta. A loira se apoiou no cotovelo bem ao lado da ex prefeita.

-Regina... - Ela chamou enquanto seus dedos tocavam a barriga lisa da mulher. A morena a olhou, com a sombra de um sorriso. - Eu preciso te confessar uma coisa. - Regina ergueu a sobrancelha e se virou, ficando frente a frente com a salvadora.

-Confesse, xerife... - Emma sorriu. Ela gostava quando Regina estava de bom humor.

-Você lembra quando eu cheguei aqui? - Emma brincava com os cabelos negros da mulher. Regina bufou.

-É claro que eu me lembro. - Regina sorriu.

-Você queria me matar. - Emma comentou séria.

-Sim. - Regina admitiu.

-E agora? - Emma perguntou sentindo a mão da morena vagando por seu abdome.

-Agora a única coisa sua que eu quero destruir é aquela jaqueta de couro vermelha horrorosa. - Regina comentou séria e Emma riu, apoiando sua cabeça na curva do pescoço da mulher, arrancado um sorriso da morena. - Você não tinha algo a confessar?

-Bem, sim. - Emma continuou onde estava, inalando o perfume da rainha. - Naquela noite que Henry me trouxe para Storybrooke e eu te vi... - Regina ouvia com atenção. - Parecia que eu já te conhecia... - A morena franziu o cenho. - Era como se eu tivesse te reencontrando, porque seu rosto estava gravado na minha mente. - Ela se afastou para olhar a mulher. - Louco não é?

-Completamente. - Regina comentou, com uma ruga entre as sobrancelhas. Ela levou a mão até os cachos loiros da mulher. - Mas quem sou eu pra julgar sua loucura agora?

-Você tem um ponto. - Emma sorriu, depositando um beijo rápido nos lábios da mulher e se levantando. Ela estendeu a mão para Regina, que aceitou, se levantando. - Vem, eu tenho que te levar para almoçar e te trazer para sua filha. - Regina sorriu e passou pela mulher, caminhando até o banheiro, e parou na porta se virando para encontrar os olhos verdes.

-Você não vem? - Um sorriso brotou nos lábios de Emma como ela fez seu caminho para o banheiro de Regina, com Regina. Realmente não era uma manhã comum.