N/A: Oii gente bonita! Sim, sei que estou muuuuuuito tempo ausente. Os últimos episódios tiraram um pedacinho da minha esperança, mas cá estou eu de novo, com a esperança renovada. Esse capítulo não está ainda do jeito que eu queria, mas já estou trabalhando no próximo. Como sempre, dicas, críticas e tudo mais são super bem vindos. Quero muito agradecer à Marcelinha e à Letícia, que foram tão pacientes! O capítulo é pra vocês! Boa leitura e espero que gostem! =)
Regina saiu do quarto de Freya depois de dar boa noite para a filha e a neta. Henry já estava dormindo quando ela tomou coragem para bater à porta do quarto de Emma. Regina apenas sorriu, observando a mulher aparecer com o cabelo desgrenhado e um sorriso hesitante no rosto. A loira recostou no batente da porta e ajeitou o pijama de algodão azul.
-Achei que você já estivesse dormindo. - Emma comentou baixinho, olhando Regina negar com um movimento da cabeça enquanto cruzava os braços.
-Não, depois que Henry já estava na cama, eu fui ajudar Freya com Ginny. - A morena deu de ombros. Emma acenou dando um passo mais perto.
-Então… - A xerife começou.
-Bem… - Regina hesitou antes de continuar. - Eu estava pensando se você não gostaria de ter aquela conversa agora. - Ela levantou os olhos castanhos para os verdes e viu Emma sorrir.
-Só se a conversa for acompanhada por uma caneca de chocolate quente. - Regina sorriu abertamente e fez que sim, deixando os braços caírem.
-Muito bem, senhorita Swan. - Regina disse risonha enquanto se virava para descer as escadas, mas parou e viu Emma fechando a porta do quarto para acompanhá-la.
-Como foi seu aniversário? - A loira perguntou descendo as escadas logo atrás de Regina, vendo-a respirar fundo.
-Honestamente eu nunca gostei muito dos meus aniversários, e foram muitos. - Ela comentou dando de ombros. Emma franziu o cenho enquanto Regina falava e entrava na cozinha. - Fazer aniversário nunca foi, digamos assim, uma boa lembrança.
-Por causa de Daniel... - Não era uma pergunta. Emma viu Regina acenar em afirmação.
-Mas hoje não, hoje eu senti algo diferente. - A loira sorriu, se aproximando da mulher por trás e abraçando-a pela cintura enquanto ela preparava o chocolate. Regina sorriu ao sentir os braços ao seu redor.
-Você ficou vermelha quando eu te beijei... - Emma comentou com um sorriso enquanto afundava o rosto na curva do pescoço de Regina. A morena bufou, inclinando um pouco o pescoço, dando mais acesso à xerife.
-E o que você queria, senhorita Swan? Que eu te beijasse de volta? - Ela perguntou com a voz grave e uma pontada de divertimento. - Meus filhos estavam na sala, e minha neta! - Emma riu com o quase desespero da rainha ao mencionar os filhos e a neta.
-Hey, seu filho é meu também. - Ela ouviu Regina rir levemente e deu um beijo na pele sensível da nuca da mulher. - Mas não te assusta a ideia de ter uma neta? Tipo, realmente ter uma neta? - Regina sentiu a provocação e estreitou os olhos. A salvadora deu um risinho debochado quando a morena sorriu sedutora e se virou para ela.
-Não me lembro de ter ouvido você reclamar da minha idade noite passada. - Regina levantou a sobrancelha, passando pela mulher boquiaberta. - Ah, e nem esta manhã. - Ela pegou duas canecas e voltou para onde estava, com Emma bem atrás a olhando com os olhos arregalados e um pequeno sorriso nos lábios.
-Tudo bem, você me pegou. - A loira ergueu os braços para cima em sinal de rendição, ganhando um olhar vitorioso da rainha. Regina serviu o chocolate quente nas canecas, colocou o chantilly e salpicou canela por cima. Emma a olhou espantada.
-Canela? - A loira perguntou, recebendo em resposta uma sobrancelha levantada. - Não sabia que você gostava de canela no seu chocolate. - Regina deu de ombros, entregando uma das canecas à ela e caminhando para a sala.
-Eu costumava fazer dessa forma para sua mãe na minha antiga casa, antes de casar com o Rei, e depois para Henry e Freya quando eram menores. - Ela disse naturalmente. Emma não soube o que dizer. Aquela mulher fazia parte da sua vida desde antes dela nascer e ela não fazia ideia. Ela andou atrás de Regina e parou na porta, olhando para a morena sentando no sofá perto da lareira. - Você pode chegar mais perto, você sabe. - Regina disse com um sorriso. Emma sorriu de volta, envergonhada, e caminhou até o sofá, sentando-se na outra extremidade. Ela olhou o fogo crepitando na lareira e bebericou o chocolate, evitando olhar para Regina. A ex-prefeita suspirou, depositando a caneca numa mesinha de mogno escuro ao lado do sofá e se virou completamente para encarar a loira. Ela franziu o cenho, observando a expressão no rosto da mulher. Era uma mistura de medo e nervosismo. -Emma... - Regina chamou baixinho, tirando a salvadora de seus devaneios. Os olhos se encontraram e Regina respirou fundo antes de começar. - Eu tenho que te perguntar. - Ela pediu baixinho, vendo a mulher acenar. - O que é isso? - Emma franziu a testa e Regina suspirou. - Isso que está acontecendo entre nós, Emma.. - A mulher falou com a voz rouca, quase num sussurro. - Por que é óbvio que está acontecendo algo. - Regina complementou a pergunta revirando os olhos ironicamente e Emma tentou um sorriso. - Swan, fale alguma coisa. - A morena gesticulou com as mãos e o sorriso da xerife se alargou enquanto ela tomava mais um gole do chocolate. Um silêncio desconfortável caiu sobre elas, e Regina bufou. Emma colocou a caneca na outra mesa perto de onde estava e se virou para a mulher. Regina, de repente, se sentiu frágil.
-Eu ainda estou tentando entender. - Emma falou honestamente e foi a vez de Regina acenar. - Mas eu acho que nós precisamos, antes de mais nada, deixar as coisas claras entre nós. - Emma falava com calma e Regina a observava.
-E como faremos isso? - Regina perguntou apreensiva.
-Dizendo a verdade. - Emma disse simplesmente vendo a mulher acenar. - Olha, eu não tenho ideia do que está acontecendo entre você e Robin agora que Marian está bem de novo, se é que está acontecendo alguma coisa ainda, mas entre Hook e eu não existe mais nada. - A loira falou com seu nervosismo aflorando. Regina levou uma perna para cima do sofá e se aproximou da loira, deixando ainda uma distância segura entre elas.
-Não existe mais nada entre Robin e eu, Emma... - A morena falou como se fosse óbvio, olhando o modo como a xerife a observava. - Mas, antes de Marian voltar...
-Quando eu a trouxe ou quando ela foi descongelada? - Emma perguntou, confusa, recebendo um olhar mortal de Regina. A loira sorriu.
-Antes dela ser descongelada. - Regina respondeu. - Um pouco antes disso, Robin me procurou e nós passamos a noite juntos. - O rosto de Emma ficou indecifrável e Regina sentiu seu estômago afundar. - Mas foi a primeira e única vez, e eu disse que não iria acontecer de novo. - Ela completou rápido, com a voz ainda baixa. Os olhos da ex prefeita encontraram os olhos da salvadora e Regina acalmou sua respiração. - E não aconteceu. Então eu te pergunto, Emma, o que está acontecendo entre nós? - A rainha perguntou num sussurro, observando a loira respirar fundo.
-Antes de responder essa pergunta, Regina, eu vou perguntar uma coisa. - A morena acenou. - Se Robin voltasse atrás e quisesse deixar Marian por você, você daria uma chance para ele? - Emma viu a confusão nos olhos da mulher quando ela franziu a testa e inspirou fundo.
-Emma, eu quero que você entenda uma coisa. - Regina começou, ganhando a atenção da loira. - Durante muito tempo eu não pensei que fosse ser possível a ideia de um final feliz, realmente. - A mulher falava baixo. - Você sabem o que dizem, vilões não tem final feliz. - Ela olhou para baixo, sentindo o peso de suas palavras. - Mas quando conheci Robin, a possibilidade de ser feliz era real, bem, quase real. - Ela parou por um momento, vendo os olhos verdes da xerife. - Eu daria, sim, uma chance para Robin e eu sermos felizes... - Emma fechou os olhos, e Regina continuou. - ...se nada tivesse acontecido entre nós. - Emma abriu os olhos, vendo uma ruguinha entre as sobrancelhas da mulher e percebeu que ela estava sendo sincera.
-Isso quer dizer o que? - Emma perguntou, se sentindo estranhamente apavorada.
-Isso quer dizer que, depois do que aconteceu entre nós, eu percebi que não é Robin quem eu quero. - Regina baixou os olhos e um silêncio se fez entre elas novamente. Emma sentiu todas as suas defesas caírem e observou Regina parecendo tão frágil exposta. Ela levou uma das mãos ao rosto da mulher, colocando uma mecha negra atrás da orelha.
-Regina... - Emma pediu lentamente e Regina a olhou, quase tímida. - Eu estava assustada... em Neverland. Por isso me afastei. - Emma percebeu que os olhos de Regina refletiam o fogo da lareira. As luzes estavam apagadas e o fogo dançava fazendo sombras bonitas no rosto da rainha. Emma perdeu a fala.
-Porque você me beijou? - Regina perguntou com a voz calma. Emma não respondeu, ela só olhava para Regina. - Emma.. - Ela a olhou, colocando um pequeno sorriso no rosto da ex prefeita. - Senhorita Swan, eu perguntei porque você me beijou. - Ela refez a pergunta com a voz um pouco mais grave e Emma baixou a cabeça.
-Eu acho que foi porque eu tive coragem. - Regina piscou os olhos em confusão e Emma riu envergonhada. - Eu queria fazer isso há muito tempo, mas você sabe, você não era uma pessoa muito legal. - Regina riu com a colocação da loira.
-Isso é um eufemismo, Emma. - Regina disse sorrindo.
-Quando eu cheguei aqui e você me convidou para entrar, eu achei que você estava flertando comigo. E todas as vezes que você me ameaçava e mesmo quando tentou me matar. - Emma baixou os olhos. - Eu acho que eu tinha uma queda por você. - Regina riu abertamente.
-Eu acho que esse é um eufemismo ainda maior. - Regina disse risonha. - Você, literalmente, caiu no portal do chapéu de Jefferson por mim, e eu sempre me perguntei o porque.
-Bom, agora você sabe. - Emma disse dando de ombros e sorrindo. Regina sorriu e inspirou fortemente.
-Todas aquelas vezes que você me salvou, todas elas eram por que você tinha uma queda por mim? - Regina perguntou buscando o olhar da loira. - O incêndio na prefeitura, todas aquelas pessoas queriam me matar quando a maldição quebrou e você se enfrentou todas. - Regina tinha um olhar diferente, refletindo admiração e dúvida, e Emma simplesmente acenou. - Você não deixou que me matassem e tentou me proteger do sugador de almas que Rumple liberou. - A loira não reagiu, ela sabia que não era uma acusação. - Devia ser eu a cair no portal do chapéu de Jefferson, mas você me empurrou e caiu no meu lugar. - Regina parecia reviver todas aqueles momentos, entendendo o significado dos pequenos detalhes que ela deixou passar. - Quando todos me acusaram da morte de Archie, você acreditou em mim. E mais uma vez você não me deixou morrer na mina quando o diamante ia destruir a cidade. - Regina levantou e caminhou na frente do sofá. - Como eu fui tão estúpida? - Emma riu com a visão de Regina confusa, e se levantou, segurando a mulher levemente pelos cotovelos.
-Hey, você também me salvou. - Emma olhou nos olhos castanhos quase arregalados da mulher. - Você arriscou sua vida pra me deixar passar pelo poço na floresta, você sacrificou sua felicidade pela minha quando a maldição de Pan chegou. - Emma estreitou os olhos. - Você também gostava de mim.- Regina se soltou da loira e deu as costas, andando para trás do sofá.
-Gostar é uma palavra muito forte, Emma. - Regina tentou ser fria, mas seu olhar nervoso a entregou. - Eu aturava sua presença. - Emma riu e se aproximou da mulher. Quanto mais perto a xerife chegava, mais um passo Regina dava para trás, até ficar encurralada no encosto do sofá.
-Você sabe do que eu estou falando, Regina. - Emma estava muito perto. - Todos aqueles jogos e olhares, eles eram recíprocos. - Elas respiravam o mesmo ar. - Você também tinha uma queda por mim.- Regina estreitou os olhos.
-Ora, por favor. - Ela tentou se desvencilhar, mas Emma colocou os braços dos lados da morena, prendendo-a contra o sofá. Regina respirou procurando por controle, lutando para não olhar os olhos esmeralda da mulher.
-Regina... - Emma pediu. - Regina, olha pra mim. - Ela foi mais doce do que pretendia e os olhos se encontraram. A morena ficou, de repente, mais séria, mas não desviou o olhar.
-Você nunca chegou a responder minha pergunta. - Sua voz era rouca. - O que nós estamos fazendo? - Ela inclinou a cabeça para olhar melhor a loira. Emma levou as mãos aos quadris de Regina e acariciou levemente.
-Porque nós precisamos rotular? - Emma perguntou lentamente. - Nós estamos atraídas e queremos passar mais tempo juntas, nós não precisamos dar um nome a isso. - Regina balançou a cabeça e subiu as mãos até encontrar o antebraço da xerife, segurando-o delicadamente.
-Nós precisamos, porque nós vivemos sob o mesmo teto. - Regina estava séria, mas seu tom era gentil. - Nós temos um filho, Emma. Eu tenho uma filha e uma neta. - Emma sorriu, ganhando um tapa leve no braço e Regina sorriu. - Eu tenho um passado do qual não me orgulho, e nesse passado, eu praticamente destruí sua vida. - Emma tocou a bochecha de Regina, sentindo a pele macia. - Se Henry descobrisse, você não acha que ele ficaria confuso?
-Ele é um garoto esperto, Regina. - Emma disse, arrancando um sorriso da rainha. Ela levou as duas mãos ao rosto da morena, segurando com gentileza. - Não acho que devemos pensar nisso agora, acho que devemos focar em nós, o que me diz?
-Muito bem, o que você sugere? - Regina inclinou a cabeça com o carinho da loira.
-Eu sugiro guardar segredo durante um tempo, e então nós contamos para eles. - Emma viu como Regina acenou e sorriu.
-Então, nós estamos juntas? - Regina perguntou, fingindo indiferença. Emma riu e levou as mãos à nuca da mulher.
-Sim, nós estamos juntas! - A loira disse, antes de se inclinar e beijar suavemente a testa de Regina. A morena sorriu e levou os braços ao redor do pescoço da xerife.
-Muito bem. - Ela subiu na ponta dos pés, depositando um beijo leve nos lábios da loira e se afastou. - Eu já vou dormir. Boa noite, xerife Swan. - Regina não conseguiu conter o riso quando Emma a puxou de volta, colando as bocas num beijo intenso. Quando ela precisavam de ar, Regina se afastou, olhando nos olhos verdes de Emma, e viu ali a chance de recomeçar. Ela sorriu, acariciando a bochecha da mulher.
-Boa noite, Regina. - Emma murmurou vendo como Regina caminhou até a porta e parou, olhando para ela com um sorriso doce.
-Até amanhã, Emma. - A xerife sorria boba enquanto via a mulher desaparecer. Ela levou os dedos à boca, lembrando do toque macio há poucos momentos e sorriu. No meio de tanto caos, Emma sentiu que valia à pena estar do lado de alguém e, finalmente, recomeçar.
