N/A: Pessoaaaaaaaaas mais lindas do mundo. Mais uma vez fiquei longe por um tempo, mas espero que vocês gostem do capítulo, que hoje é dedicado a todos vocês, com todo meu amor. É o último capítulo do ano, e mesmo que eu não comemore o ano novo nessa data, desejo a todos vocês, que comemoram, um 2015 lindo, cheio de paz, amor, união, amizade, determinação e muitos feriados. =) Bom, eu quero que vocês saibam que eu estou muito feliz por escrever essa fic e ter o apoio de vocês, que mesmo poucos, já são especiais. Letícia e Marcelinha, minhas lindas, todos os capítulos, até o final serão de vocês! Boa leitura, Feliz Ano Novo e até o próximo capítulo!


Emma não podia acreditar naquilo, era ridículo, eles não estavam mais na Floresta Encantada. Há um mês Elsa, Ingrid, Anna e Kristoff tinham voltado para Arendelle, e desde então Mary Margaret fazia de tudo para se aproximar de Emma. Ao que parecia, ela sentiu o peso de ter mandado Emma para aquele mundo, e vê-la se despedir de Ingrid, que foi o mais próximo que ela já teve de uma família partiu seu coração. Então ela teve uma ideia para tentar compensar Emma, uma ideia que a loira não gostou nem um pouco.

-Não, Regina, eu não vejo como isso faz sentido. - Emma falava alto. Regina levantou as mãos em sinal de rendição.

-Eu gosto tanto da ideia quanto você, Emma, mas sua mãe é a prefeita agora, ela pode fazer isso. - Regina falava suavemente.

-Eu posso simplesmente não aparecer. -Emma falou caindo na cama. Regina arregalou os olhos e caminhou até a mulher apontando o dedo na direção do nariz da loira.

-Emma, esse baile está marcado há um mês e quando sua mãe propôs a ideia, você aceitou. Não ouse me deixar nisso sozinha. - Regina viu o olhar de derrota nos olhos verdes. - Vamos, não vai ser tão ruim assim. - Emma fez beicinho e Regina sorriu, sentando ao lado da loira. - E se nós não formos separadas, como tínhamos combinado? E se formos juntas, o que me diz? Toda a cidade já sabe, de qualquer forma.

-Droga, Regina. - Emma exclamou. - No primeiro e último baile que eu fui, eu fui presa... - Emma lembrou. - ...por você! - Regina riu.

-Como me esquecer, Princesa Léia? - Regina provocou, arrancando um sorriso da loira. -É só um baile, Emma. - Regina disse séria. - Eu fui a inúmeros bailes, em quase todos eles eu fui obrigada por minha mãe ou por Leopold, e em todos eles eu fiquei rodeada por estranhos e sozinha ao mesmo tempo. - A morena tocou suavemente a mão de Emma, recebendo sua atenção. - É diferente aqui com você. Todas a pessoas são suas amigas, e eu vou estar do seu lado, assim como Henry também vai estar.

-Sim, mas por que um baile com vestimenta formal da Floresta encantada, droga? Por que não uma celebração no Granny's ou qualquer coisa assim? - Emma parecia uma criança às vezes, Regina pensou.

-Talvez eles sintam falta dos costumes de casa. Vamos deixar eles se divertirem. E vamos tentar nos divertir também. - Regina sugeriu com um sorriso.

-Quem é você e o que fez com Regina Mills? - Emma provocou, vendo Regina sorrir, e sem nenhuma palavra, subiu no colo da mulher, beijando-a sem aviso prévio. Regina beijou de volta enquanto enlaçava a cintura da xerife,

-Emma... - A morena disse entre beijos. - As crianças estão em casa. - Emma deixou uma trilha de beijos no pescoço de Regina, suspirando.

-Ora, Regina, não seja má comigo. - Emma pediu lambendo o lóbulo da orelha da mulher, que ofegou.

-Você vai ao baile comigo? - Regina sussurrou no ouvido da loira, e viu ela acenar com a cara amarrada. A morena riu alto e virou Emma na cama, prendendo as mãos acima da cabeça e a beijou entre sorrisos.


-O que elas estão fazendo lá em cima esse tempo todo? - Henry perguntou mal humorado. Freya sorriu, movendo seu cavalo.

-Tenho a impressão de que você não vai querer saber, garoto. - Ela comentou sarcástica. Ele fez cara de nojo e moveu um peão. - Henry, você devia prestar mais atenção ao jogo, sua rainha está na minha mira. - Freya disse séria. Ele olhou para o tabuleiro e bufou. Ela cruzou os braços e o olhou. - Ta legal, fala logo.

-É esse baile que a vovó decidiu fazer. - Freya franziu o cenho.

-Como assim?

-Você já tem par? - Ele perguntou, envergonhado, e Freya sorriu.

-Já, Henry, e acho que você também. - Ela comentou vendo o garoto se animar.

-Você vai com o Jefferson, não vai? - Ele disse com um sorriso provocante. Freya desviou o olhar. - Mamãe já sabe que você está vendo o Chapeleiro Maluco?

-Não. - Freya disse suavemente. - Assim como ela não sabe que você está namorando a filha dele. - Ela disse suavemente, vendo os olhos do garoto se arregalarem e comeu sua rainha. - Xeque!


A semana passou incrivelmente rápido, Regina pensou. A noite do baile chegou e ela podia ver o mau humor de Emma em todos os lugares da casa. Freya estava pronta com Henry e Ginny muito antes dela começar a se arrumar.

-Olhem só para vocês! - Regina sorriu vendo os filhos e a neta. Freya vestia um vestido longo e armado roxo, com decote quadrado e os cabelos presos num coque frouxo. Henry estava com uma farda de príncipe vermelha e dourada que David dera de presente no dia anterior. A pequena Ginny estava com um vestidinho branco, decorado com pequenas flores lilases. Regina sorriu vendo Emma entrar no quarto e sorrir para o filho e Freya.

-Uau! Vocês estão o máximo! - Emma exclamou. Regina sorriu enquanto o mau humor da loira se dissolver. Ela já tinha o penteado pronto, um coque frouxo preso por uma trança e duas mechas soltas, adornado por uma coroa de brilhantes. Regina suspirou ao perceber como Emma estava linda. A campainha soou e Freya se inquietou.

-Obrigada, gente. Mas nós precisamos ir. - Henry já estava no fim do corredor quando Freya falou.

-Com quem vocês vão? Não vão nos esperar? - Regina perguntou.

-Desculpe, mãe, mas nós nos encontramos lá! Até, Em. - Ela mandou dois beijos no ar e caminhou o mais rápido que pode com Ginny nos braços. Regina se virou para Emma, que deu de ombros, pegou os sapatos no canto do closet de Regina e voltou para seu quarto. Regina se viu sozinha, e suspirou, começando a se arrumar. Ela prendeu o cabelo num coque bem preso e colocou sua coroa, que Mary Margaret havia insistido que ela deveria usar. O vestido esticado sobre a cama era azul royal, com cristais em toda sua extensão. Ela fez a maquiagem surpreendentemente suave e finalizou com o batom cor de vinho, com um pouco de brilho. Vestiu o vestido e se olhou no espelho. Na pequena bolsa que ela levava, o embrulho que Ingrid entregara a ela antes de ir embora. Regina achou que aquela noite poderia ser o momento que a mulher mencionou, mas estava com mais medo do que devia admitir. Ela caminhou até a grande janela e observou o tempo. Noite de lua crescente e o vento morno soprava por entre as árvores do outro lado da rua. Regina viu ao longe as luzes do baile no gramado da prefeitura, de sua antiga prefeitura. Ela odiava admitir, mas sentia falta de comandar a cidade. Seus pensamentos foram interrompidos.

-Regina? - Emma chamou, fazendo Regina se virar lentamente. A morena não conseguia dizer nada, ela simplesmente queria olhar para Emma e gravá-la daquela forma. A loira vestia um vestido azul claro quase branco, com penas nas alças. Ela estava divina, Regina pensou. - Está tão ruim assim? Regina, fale alguma coisa. - Emma pediu.

-Você me tirou o ar. - Regina disse docemente enquanto Emma se aproximava. - Você está linda! - Ela tocou o rosto da mulher com delicadeza, e Emma a beijou nos lábios suavemente.

-Você está deslumbrante, Majestade. - Emma fez uma reverência, arrancando um sorriso genuíno de Regina. - Acho que esse baile não vai ser tão ruim assim.


Emma e Regina caminharam juntas pela rua deserta em direção à prefeitura. Emma olhava a morena e riu de seu próprio pensamento, ganhando a sobrancelha erguida de Regina.

-Do que você está rindo? - Ela perguntou assistindo Emma parar e se virar para olhá-la sob a luz fraca dos postes. A xerife sorriu.

-É só que eu estava me perguntando, honestamente, como alguém em sã consciência diria que Mary Margaret é mais bonita que você? - Ela perguntou, vendo como os olhos de Regina brilharam com a pergunta, e se aproximou, segurando as duas mãos da mulher nas suas. - De verdade, Regina, eu nunca vi ninguém mais bonita em toda minha vida. - Regina sorriu genuinamente, sentindo seus olhos queimarem.

-Você é filha dos Charmings, não é mesmo? - A morena perguntou sorrindo, quando Emma depositou um beijo casto em seus lábios. - Nós precisamos ir, parece que a cidade inteira já está lá. - Emma assentiu e estendeu o braço para ela, sentindo a pele delicada da mulher contra a sua.

-Como queira, majestade. - A xerife disse brincalhona enquanto voltavam a caminhar. Chegaram ao gramado bem cuidado da prefeitura e Emma respirou fundo, tomando fôlego para encarar o segundo baile de sua vida. Regina sentiu uma certa nostalgia no ar ao ver como tudo estava decorado perfeitamente. Sua mente afiada pensou que aquilo não poderia ter sido planejado por Mary Margaret, afinal não haviam pássaros voando. Três mesas grandes foram, com adornos em prata e cristal, e várias frutas e todo tipo de comida possível estavam dispostas perpendicularmente, deixando um grande espaço no meio, onde Mary Margaret e David dançavam suavemente ao som de uma música tocada numa harpa dourada por... Archie? Regina vasculhou em sua lembrança qualquer menção do Grilo Falante tocando harpa, mas teve que admitir sua surpresa. Emma olhava tudo ao redor, com a boca aberta. A ex-prefeita teve de admitir, a decoração estava impecável. - Regina? - Emma a chamou baixinho. - Acho que você deveria ver aquilo. - Num movimento incrivelmente discreto, a loira apontou para um canto, bem perto dos dois pilares onde se encontrava a porta principal para a prefeitura e Regina viu Freya conversando animadamente com Jefferson, que levantava Ginny acima de sua cabeça, arrancando gargalhadas da pequena. - Emma tocou levemente o rosto de Regina, mostrando um canto, longe dos três, onde duas sombras estavam debaixo de sua macieira.

-O que Freya está fazendo com o Chapel... - A pergunta em sua boca morreu ao ver que as sombras eram Henry e Grace. Seu coração parou por um momento quando ela viu seu filho beijar os lábios da garota. Foi tão leve e tão doce que Regina mal pôde se fingir de zangada. Emma sorriu, trazendo o rosto da morena para olhá-la. - Nosso filho está namorando, Emma.

-Parece que sim. - A loira sorriu. - Vamos deixá-los se divertir. O que acha de uma bebida?

-Uma bebida seria ótimo agora. - Regina falou ainda em choque. A xerife apertou sua mão um pouco mais forte e saiu em direção à mesa onde havia taças, mas foi interceptada por Ruby e Whale. Regina suspirou e viu que Henry e Grance estavam agora conversando ainda no mesmo lugar, Jefferson estava conversando com Marco perto de onde Archie tocava, mas não encontrou nem sinal de Freya. Um rapaz passou por ela com uma bandeja com taças de champagne e ela, elegantemente, pegou uma. Antes que pudesse levar a taça à boca, uma mão delicada tomou o vidro de si.

-Não acho que você deva beber. - Freya disse com a sobrancelha erguida e Regina revirou os olhos.

-Eu estou bem, Freya, foi só um mal estar. - Regina disse tentando pegar a taça da mão da filha. Outro homem com uma bandeja passou e a jovem entregou a taça à ele. - Freya!

-Mãe, você ficou enjoada a manhã inteira. Você não acha que poderia piorar? - Freya disse buscando o olhar da mãe. - Você comeu algo hoje? - O estômago de Regina revirou à simples menção de comer. - Foi o que eu pensei.

-Eu estou bem, querida. Não se preocupe comigo, já liguei para Whale e vou vê-lo amanhã. - Regina olhou profundamente nos olhos da filha

-Mamãe... - Regina levou um dedo à boca da jovem, impedindo-a de falar.

-Não. - A voz de Regina era grave e aveludada quando falou. - Nem uma palavra sobre isso com ninguém, especialmente com Emma, entendido? - Freya sentiu a intensidade dos olhos cor de café da mãe e acenou.

-Em algum momento você vai ter que falar. - Freya disse num sussurro, observando Emma se aproximar delas.

-Eu não tenho certeza... - A morena se assustou com a mão possessiva em sua cintura e se virou para encarar Emma.

-Não tem certeza de que? - A loira perguntou olhando as duas mulheres. Freya sorriu.

-Minha mãe não acredita que eu não sabia do namorico de Henry e Grace e acha que não vai dar em nada. - Regina estreitou os olhos para a filha, seguida da risada leve de Emma.

-Estou menos preocupada com Henry do que com você e Jefferson. - Freya estreitou os olhos para a mãe, divertida.

-Eu vou lá dentro checar Ginny. - Ela falou dramaticamente.

-Essa conversa não acabou, senhorita. - Regina disse correndo os olhos pela filha enquanto caminhava. Ela viu Freya parar e se virar para ela novamente com um grande sorriso nos lábios.

-Você não tem certeza, mãe, mas confie em mim, eu tenho. - E se virou, caminhando para dentro da prefeitura, deixando Emma e Regina sozinhas. A morena, instintivamente, levou uma das mãos até a barriga lisa. Emma tocou seu braço e regina saiu do transe.

-Você está bem? - Emma perguntou acariciando a pele do braço da mulher. - Whale me disse que você marcou uma consulta amanhã de manhã. Você quer que eu vá junto? - Regina fechou os olhos, segurando a língua. Porque era tão difícil para as pessoas daquela cidade guardarem um segredo? Ela respirou fundo e abriu os olhos para encontrar esmeraldas preocupadas.

-Não se preocupe, são só exames de rotina. - Regina levou a mão ao rosto de Emma e sorriu. - Não há necessidade de ir junto, mas eu deixo você saber se estarei livre para o almoço. - Emma fingiu acreditar. Ela conhecia Regina e sabia quando ela estava mentindo. Algo estava errado, Regina não estava bem, Freya sabia disso, e ela iria descobrir o que era, ou ela não se chamava Emma Swan!