N/A: Oláááááá Sweens do meu coração! Sim, eu demorei (de novo), mas eu preciso me explicar. Esse período de matrículas, a escola onde trabalho bombou e eu não tive um tempinho pra chegar perto do computador e digitar o capítulo (que já estava escrito no meu caderno). Mas enfim... Marcelinha e Letícia, a dedicatória de sempre...rs... Obrigada pela paciência de vocês, e de todo mundo que está lendo a fic. Significa muito pra mim ler seus comentários e críticas. Espero que gostem do capítulo e que não estejam hibernando até 1º de Março...rs... Boa leitura e até o próximo capítulo! :)


A tranquilidade da noite assustou Regina. Tudo estava indo tão bem que a rainha não soube o que pensar. De tempos em tempos, ela procurava por Henry, que agora dançava alegre com Grace, perto de onde Archie tocava. Um sorriso brotou em seu rosto enquanto observava o filho. Ao longe, Emma conversava com Ruby, e sentados num grande banco, estavam Freya e Jefferson. Algo não estava certo entre aqueles dois, Regina pensou. Freya já conhecia o rapaz mesmo de antes deles virem para Storybrooke. Algo estava errado ali, mas deixando suas suspeitas de lado, Regina suspirou. Ela estava absurdamente cansada, apesar da noite estar agradável. Depois de uma dança com David, ela parecia precisar mais e mais de ar fresco. A mulher caminhou lentamente até a macieira que tanto gostava, mas antes de erguer a mão para pegar uma maçã, uma mão forte tocou seu braço gentilmente. Regina se virou para encontrar Robin com um sorriso melancólico.

-Regina.. - Ele disse, fazendo seu sotaque britânico ecoar nos ouvidos da ex prefeita.

-Robin... Olá. - Era uma situação estranha. Há três meses atrás, ela pensava que ele era seu amor verdadeiro, e agora ela estava ali diante dele e não sentia nada.

-Eu ouvi dizer que você está com a Xerife Swan, é verdade? - Ele perguntou, tentando parecer indiferente. Regina suspirou e levou os olhos até Emma, que não foi nenhuma surpresa encontrar os olhos verdes encarando a cena.

-Sim, nós estamos juntas. - Regina manteve seu olhar na loira, sorriu levemente, vendo sua tensão se suavizar, e se virou para o homem. - E Marian, como está? Roland? Não os vi hoje a noite.

-Marian não quis vir, nós estamos tendo alguns problemas. - Ele disse envergonhado. Regina pensou no exame do dia seguinte e buscou os olhos do príncipe dos ladrões.

-O que houve? É algo que diz respeito à... - Ela perguntou levemente, mas foi cortada rapidamente pelo homem.

-Não, não Regina, não é isso. Eu tenho me dedicado bastante à ela, mas Marian acha que devíamos ter outro filho. - Regina engoliu em seco. - Ela acha que seria bom para nós, mas eu não tenho coragem de dizer à ela... - Robin falava baixo e parecia numa luta interna.

-Dizer o que? - Regina perguntou com gentileza.

-Que eu não posso mais ter filhos. - O homem disse, finalmente olhando nos olhos da rainha. Regina piscou os olhos em confusão.

-Me perdoe, eu não entendi. - Regina, sentiu seu coração disparar em alívio e desespero.

-Quando Marian estava grávida de Roland, eu fui pego numa emboscada pelo Xerife de Nottingham, ele era um louco, sádico, apaixonado por Marian. Os homens dele me desarmaram e me torturaram durante duas semanas. Depois disso, eu fiquei estéril, mas Marian nunca soube. Não é que eu não queira ter outro filho, é que eu não posso. - Regina sentiu tudo rodar ao seu redor e cambaleou. - Regina, você está bem? - Robin a segurou pelos braços e a ajudou a ficar de pé, mas as pernas da mulher traíram seu corpo e ela cambaleou novamente, desta vez, sendo segura por um braço forte em sua cintura. A mulher olhou para o lado e encontrou David. Emma estava na sua frente em poucos segundos.

-O que aconteceu? - David perguntou preocupado enquanto Emma se aproximava de Regina, segurando seus ombros com delicadeza.

-Regina, você está bem? - Emma perguntou, nitidamente na frente de Robin.

-Eu estou bem, não se preocupem, foi só um mal estar. - Ela falou, agradecendo mentalmente o apoio de David. Freya e Henry chegaram quase ao mesmo tempo.

-Mãe! - Henry chamou preocupado enquanto Freya não disse nada, no entanto, o olhar que trocou com a mãe foi o bastante.

-Eu acho que minha mãe precisa ir pra casa e descansar. - Freya disse depois de um curto e incômodo silêncio.

-Não, eu estou bem... - Regina tentou falar, mas Emma foi mais rápida.

-Freya está certa, Regina. Você está cansada, precisa ir para casa. - Emma disse firme, impedindo Regina de retrucar.

-Mãe... - Henry chamou. Regina agora já estava de pé e se aproximou do filho.

-Está tudo bem, querido. Emma e sua irmã tem razão. - Ela se virou para a filha. - Freya, fique de olho no seu irmão, e não voltem tarde. - Freya assentiu e deu um passo, fechando a distância entre ela e a mãe.

-Vá para casa, tome um banho e coma alguma coisa, mãe. - Freya disse e, olhando nos olhos castanhos, completou baixinho enquanto dava um beijo na bochecha de Regina. - E converse com Emma, acho que ela precisa saber. - Mais uma vez a troca de olhares entre as duas não passou desapercebida por Emma.

-Muito bem, vocês voltem à festa. - Emma disse a todos e deu um braço a Regina, que aceitou sem retrucar. - Nos falamos amanhã. - Ela disse ao pai, que só acenou.

-Qualquer coisa que vocês precisarem, não hesitem em ligar. - David disse, apoiando uma das mãos paternalmente no ombro de Henry.

-Obrigada David. - Regina agradeceu e se virou para Robin. - E Robin, eu sinto muito – Emma sentiu seu sangue ferver e não soube explicar o porque.

-Vamos? - Antes de obter resposta, as duas desapareceram numa nuvem de fumaça e reapareceram na porta da mansão. Emma permaneceu em silêncio enquanto elas entravam na casa. A xerife observava casa movimento de Regina, que subia as escadas lentamente. Emma parou ao ver a mulher se dirigindo para o andar de cima. A rainha não olhou para Emma em nenhum momento. Ela sabia que a salvadora estava desconfiando, mas nem ela mesma tinha certeza, e agora, com o que Robin lhe dissera, sua cabeça estava a mil. A única possibilidade gritando em sua mente, fazendo seu mundo girar.

Ao entrar no quarto, Regina deixou a porta aberta e, com um movimento das mãos, o vestido de baile, o penteado e a maquiagem haviam desaparecido. Nua, Regina fez seu caminho até o banheiro.

Emma deixou a água fervendo na cozinha, e subiu as escadas até seu quarto. Foi ao banheiro e tomou um banho rápido, pensando no que Regina estaria escondendo. A loira colocou seu pijama xadrez e voltou para a cozinha. Pegou alguns biscoitos e preparou um chocolate quente, colocando tudo numa bandeja de prata. Respirando fundo, caminhou a passos lentos até o quarto de Regina. Ela viu a porta aberta, mas a cama ainda estava feita. Depositou a bandeja no criado mudo e viu a porta do banheiro particular de Regina parcialmente aberta. Ela entrou devagar e a visão fez seu coração aquecer. Regina estava na banheira, com a cabeça apoiada em uma toalha branca dobrada. A espuma estava desaparecendo, dando à Emma a visão do corpo da mulher por baixo da água. Emma sorriu levemente, se esquecendo da desconfiança e se ajoelhou ao lado da banheira, observando a figura relaxada. A loira, porém, viu a forma de uma lágrima no canto do olho direito da mulher. Algo estava muito estranho. Emma tocou a marca da lágrima e Regina se moveu.

-Regina... - Emma chamou baixinho. A mulher abriu os olhos lentamente, vendo Emma ao seu lado.

-O que?... - Ela perguntou sonolenta, sentindo a água morna esfriando. Emma sorriu, ajeitando o cabelo molhado da mulher.

-Vem pra cama. - Emma disse suavemente. Regina não apresentou resistência e, com a ajuda da loira, se levantou e saiu da banheira. Emma deu privacidade a Regina, enquanto se secava e se vestia, e voltou para o quarto. A loira se sentou na cama e em menos de dois minutos, Regina apareceu na porta do banheiro vestida em seu pijama de seda preto. Chocolates encontraram esmeraldas. Regina ficou na porta olhando a forma como Emma a observava. - Você está com fome? - A salvadora perguntou baixo, vendo a mulher acenar. - Vem aqui, eu fiz chocolate quente e trouxe biscoitos de maçã. - A morena sorriu e caminhou até a cama. Elas comeram em silêncio e devagar. Emma colocou a canecas novamente na na bandeja sobre o criado mudo e olhou Regina tensa ao seu lado. - Eu posso dormir no meu quarto se você quiser... - Regina apenas negou com a cabeça e um silêncio desconfortável caiu sobre elas. Depois do que parecia ser uma eternidade, foi Regina que falou primeiro, suspirando fundo.

-Eu sei que você acha que eu estou mentindo, mas eu preciso que você acredite em mim... - A mulher buscou o olhar da loira. - Nem eu sei ao certo o que está acontecendo.

-Você voltou a ver Robin? - Emma perguntou, evitando olhar para a rainha.

-Não! - Regina respondeu firme, e segurou o rosto da xerife com as duas mãos, obtendo a atenção das esmeraldas brilhantes. - Emma, eu não estou vendo ninguém além de você. - Se Emma não conhecesse Regina, diria que ela estava quase suplicando.

-Então, o que diabos está acontecendo com você, Regina? - Emma perguntou exasperada. Regina baixou os olhos.

-Estou atrasada. - Sua voz não passava de um sussurro.

-Como assim atrasada? Pra onde você vai... Oh... - O semblante de Emma caiu e ela buscou novamente os olhos da mulher, dessa vez um pouco mais calma. - Há quanto tempo?

-Há quase um mês. - A voz de Regina ainda era baixa quando ela viu os olhos de Emma entendendo.

-Esse mal estar que você teve de manhã, e agora à noite... Você acha que...

-Eu não sei, pode ser que sim, mas eu não tenho certeza. - Regina respondeu, abraçando os joelhos.

-Por isso você marcou com Whale... - A morena simplesmente acenou. Emma suspirou tentando assimilar as informações. - E quando você pretendia me contar? - A loira se virou novamente para encontrar os olhos marejados de Regina.

-Eu não sei. Eu queria ter certeza antes de qualquer coisa. - Regina falou sinceramente.

-E você preferiu falar sobre isso com Robin... - Os olhos verdes de Emma escureceram.

-Emma, não! - Regina desdobrou os joelhos e se moveu para a frente da loira. - Eu não falei nada sobre isso com Robin, mas... - A xerife a olhou.

-Mas o que, Regina? - Emma perguntou mais ríspida do que pretendia. Regina a olhou intensamente, mas a loira estava ficando irritada pelo ciúme. - O que, Regina?

-Robin me disse que depois de Roland, ele... - Emma a olhou atentamente, irritada. - Ele disse que depois de Roland, sofreu um ataque que o deixou infértil. - Regina falou rápido. Emma piscou várias vezes.

-Eu não entendi, o que isso quer dizer? - Emma perguntou alto, vendo uma lágrima escorrer pelo rosto imaculado da mulher.

-Isso quer dizer que, se o que ele disse for verdade, e eu estiver mesmo... você sabe, só existe uma pessoa com quem eu estive. - Chocolates nunca deixaram o oceano verde.

-Eu? - Emma deixou sua guarda cair. Ela sabia que Regina estava falando a verdade, ela podia ver nos olhos dela, podia sentir com sua alma, mas como aquilo era possível? - C Você acha que está grávida de um filho meu? Como? Regina... Eu... Como? - Emma se levantou e andou pelo quarto de um lado para o outro.

-Provavelmente sua magia de luz. - Regina disse enquanto se levantava devagar e se aproximou da namorada, vendo o pânico em seu rosto. Os olhos verdes arregalados, a boca trêmula, as mãos fazendo movimentos aleatórios uma com a outra. Regina segurou as mãos da xerife, apertando-as com carinho. - Emma, por favor... - Os olhos da loira encontraram os da rainha. - Emma... - A voz de Regina falhou... - E-eu não posso fazer isso sozinha, por favor, você precisa acreditar em mim. - Emma sentiu seu mundo desabar. Ela colocou seu susto e descrença na frente do medo de Regina. Ela respirou fundo, apertando as mãos da morena de volta.

-Regina... - Emma levou as mãos até o rosto molhado da namorada. - Regina, olha pra mim. - Emma viu a mulher completamente exposta para ela, sendo sincera. - Eu acredito em você. - Regina se deixou embalar pelos braços da loira que a aconchegaram e seu choro veio com força. Emma abraçou a mulher soluçando, e acariciou os cabelos úmidos.

-Eu estou com medo. - A morena confessou com a voz rouca e o rosto enterrado no pescoço de Emma.

-Eu também estou... - A loira disse perto do ouvido dela. - Mas nós somos uma família agora. - Emma segurou Regina pelos ombros e a fez olhar em seus olhos. - Eu vou com você ver Whale amanhã, e dependendo do que ele disser, nós procuramos a Madre Superiora, o que você acha? - Emma fungou enquanto falava, tentando parecer mais forte do que realmente estava no momento.

-A Fada Azul? - Regina perguntou, levemente descrente.

-Você prefere Gold? - Emma ergueu uma sobrancelha.

-A Fada Azul está ótimo. - Regina revirou os olhos, vendo um sorriso nos lábios de Emma.

-Depois, nós decidiremos o que fazer. - Emma disse e viu Regina concordar. Ela estendeu a mão para a mulher e as duas se deitaram na cama. Regina se aninhou nos braços de Emma, recostando sua cabeça sobre o peito da loira.

-Emma... Eu... - Regina começou, mas um dedo de Emma tocou seus lábios quando os olhos verdes encararam os seus.

-Eu sei... - A loira sorriu. - Eu também. - Regina sorriu para a mulher e fechou a breve distância entre elas, com um beijo casto, livre da luxúria e do desejo usuais. Aquilo era diferente. Quando elas se separaram, sorrisos leves dançavam em seus lábios. - Boa noite, Regina.

-Boa noite, Emma.


N/A²: AHÁ! E aí? Regina está mesmo grávida? É da Emma? Como é possível?