Capitulo três: uma supressa e tanto

Hermione estava chocada com Draco que tinha aparecido em sua casa para lhe buscar. Ainda não entendia muito bem o que o loiro estava sentido por ela nesse momento e sabia que o loiro estava realmente querendo alguma coisa com ela e estava com medo de ser só um fantoche para ele. Sua mãe Amália estava encantada com o loiro, desde o nascimento de seus filhos que Draco agia como se fosse um pai para os quadrigêmeos e ela estava ficando sem ter o que fazer a respeito. Draco estava ali naquele momento com o pequeno Scorpius, sua mãe ficou mais encantada ainda, o menino em questão era muito lindo completamente idêntico e diferente do pai. Hermione só conseguia ver o cabelo e os olhos iguais do pai, mas de resto era completamente diferente, mas sua mãe tinha conseguido ver muitas coisas em comum com Draco e o loiro bajulador adorava ver aquilo vindo da mãe dela. Hermione sinceramente estava morta de ciúmes.

-Quando é que você vai parar de agir assim hein? –perguntou uma hora depois quando sua mãe terminou de ajudar a vestir as roupas de seus filhos.

-Hein? Vai dizer que eu não posso ser um papai coruja com meu filho? –perguntou Draco sorrindo malicioso.

-Humpf, faça como quiser, mas não venha aqui me roubar minha mãe…

-Roubar minha mulher? –perguntou Vítor que olhava ameaçador para o loiro.

-Na verdade pretendo roubar seu coração senhorita Hermione Granger. –respondeu o loiro se ajoelhando na frente dela assim que ela se sentou na poltrona.

-O que pretende com isso seu aguado? –perguntou Hermione sem entender muito bem o que o loiro estava aprontando com ela e não ia admitir um insulto.

-Sei que é muito cedo pra essas coisas, que eu devia conhecer antes de propor tal coisa, mas o sentimento que eu tenho aqui dentro esta me matando aos poucos. E se eu não falar é capaz de eu morrer com ele sem você saber, mas sabe nesse pouco tempo que passamos juntos eu percebi que não devia deixar meu pai ter imposto um casamento sem eu ao menos conhecer a pessoa direito, mas acontece que eu conhecia Astória, mas não a via como esposa, meu pai só se interessava em status, mas eu não. Eu quero um amor, não uma garota que possa engendrar um herdeiro, eu não penso assim de meu filho. Como disse nesse pouco tempo que passamos juntos aprendi a dar valor à vida e ao sentimento que eu tenho guardado aqui dentro e que é somente seu. Quer casar comigo? –perguntou enfim Draco.

-Casar? –perguntou Hermione sem dar muito credito no que ouvia.

-Sabem não quero me meter no assunto de vocês, mas vocês formam um casal muito inusitado e é melhor a gente ir, não querem se atrasar para o ano letivo. –disse a Senhora Granger.

-Não quero perder nada, quero terminar meus estudos e então me dedicar a poções. –respondeu Hermione pegando a bolsa e colocando no ombro.

-Isso é fantástico, eu sempre soube que você se dedicaria a alguma coisa depois de Hogwarts, algo como feitiços ou transfiguração, mas poções? Esse é um dos meus sonhos, mas dessa parada da Astória decidi que vou estudar medimagia. –disse Draco voltando a ficar de pé já que Hermione também tinha se levantando e com a resposta.

-Sabe sobre casar com você, acho que eu passo. –respondeu Hermione por fim.

Draco olhou para a morena sem entender aquela resposta, mas no fundo já imaginava aquilo. Suspirou e olhou para a mãe da garota, ela ainda carregava seu filho. Amália percebeu a tristeza de Draco, mas não podia fazer nada já que era a decisão de sua filha em não se casar, mas não podia ver o sofrimento do loiro. Draco pegou o filho com cuidado e se despediu dos Grangers com um grande pesar. Hermione no ultimo estante percebeu que o loiro estava falando sério sobre seus sentimentos em relação a ela, falaria com ele no trem disso não tinha duvida.

-Acho que o rapaz ficou de coração partido. –disse Amália assim que ajudou o marido a colocar as malas de sua filha no carro, no banco de trás tinha um grande cesto onde iam os quadrigêmeos, já que Hermione não pretendia ficar muito tempo longe de seus filhos e nem pretendia. Amália entendia o ponto de vista de Hermione, ela também não podia abandonar o serviço ou quem ia ficar acabado era Vítor.

-Falarei com ele no trem não se preocupe. Mas eu realmente não pretendo casar tão cedo. –respondeu e se sentou no banco de trás com os filhos enquanto os pais iam na frente e finalmente saiam de casa em direção a estação de trem.

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Harry tinha acordado cedo demais, pois não tinha conseguido pregar o olho na noite anterior, estava pensando no assunto que tanto Remus adorava criticar com ele, não é que estivesse se apaixonado pelo mestre de poções, mas conforme o tempo foi passando nesse ano sabático entre pesquisas de poções aqui e lá tinha conhecido um pouco do que era a arte de preparar poções e ainda assim não conseguia ver nenhuma diferença naquilo, mas agora parando pra pensar entendia, poções era mais fácil do que conjurar um lagarto, ou transformar um alfinete em rinoceronte. Acabou que assim que viu o sol surgindo no horizonte pela sua janela resolveu terminar de arrumar suas malas.

Remus que estava no seu quarto tinha acabado de se levantar e ido ver o que Teddy aprontava no quarto dele. O menino em questão estava deitado na cama abraçado a um bichinho de pelúcia que mais amava. Remus notou que o pequeno estava abraçando um lobo. Harry entrou naquele momento no quarto do pequeno.

-Teddy é um menino muito esperto. –disse Harry vendo como o pequeno estava abraçando um bichinho de pelúcia.

-Ao que parece ele adora um lobo não! –resmungou Remus.

-Se alegre homem, mesmo que você ainda fosse um lobisomem ainda, seu filho te amaria do mesmo jeito, não vê que ele abraça um lobo cinza? –perguntou Harry bagunçando mais ainda o cabelo de Remus.

-Eu pretendia que meu filho não soubesse disso nunca, foi uma época dolorosa…

-Deixa de ser infantil, seu filho sabe que você é um guerreiro por isso eu fiz questão de ele ter um lobo de bichinho, eu sei muito bem o que eu faço com meu afilhado. Você devia contar a ele todas as suas vitorias mesmo tendo perdas na vida, seu filho merece saber que tem um pai guerreiro, não mostre para ele o seu sofrimento, não vale a pena. –interrompeu Harry ficando bravo.

-Sabe você é bem diferente de seu pai, não sabia que você agiria desse jeito comigo! Não sou criança pra você bagunçar meu cabelo! –voltou a resmungar Remus.

-Se alegre. Você pode brincar com Snivellus mais tarde. –resmungou Harry mostrando a língua para Remus e indo fazer o café-da-manha.

-Brincar com Snape? Deus me livre! –resmungou Remus pegando o filho no colo ao ver que o menino já estava acordado.

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Na Toca Russel estava olhando aos avós, eles eram gentis e amáveis, ele queria que seus pais fossem assim, pois assim não seria sofrida a sua infância, mas ele sabia que parte disso era culpa dele por aprontar em casa, sabendo que Snape não tolerava bagunça, mas ele ainda era uma criança. Agora parando pra pensar todas as brigas que seus pais tiveram no seu tempo no futuro tinha tudo a ver com ele, agora lembrava vagamente o porque ele foi mandado para o passado de seus pais, pois tinha desejo de conhecer o passado de seus pais. Ele realmente queria fazer alguma a respeito a seus pais, amava aos pais mais que tudo em sua vida.

Assim que terminou de tomar o café-da-manha, colocou o prato e o copo na pia. Molly via o quanto era um menino educado.

-Preparado para assustar duas pessoas? –perguntou carinhosamente Molly.

-Acho que sim, vovó você acha que eu conseguirei fazer meus pais serem mais amáveis? –perguntou Russel se sentando no braço da poltrona onde Molly estava sentada.

-É claro que vai, eu tenho fé que você vai conseguir, você é um menino muito lindo. –respondeu Molly passando a mão pelos cabelos pretos do menino.

-Se eu não conseguir, não me espere no futuro, pois não nascerei. Acho que parte das brigas de papai e papa é em parte em relação a mim. –respondeu Russel chorando já estava se odiando por lembrar dessas brigas de seus pais.

-Não pense nessas brigas, pense no agora. –disse Arthur entrando na sala onde eles estavam.

-Sim, tente conquistar a confiança deles e depois você vê o que faz. –respondeu Molly se levantando.

Já estava na hora de tomar o trem para Hogwarts. Russel estava animado para esse dia, enxugou o rosto e pensou nos pais, ia conquistar a confiança deles nem que fosse na marra, precisava que os pais se amassem e se conhecessem melhor.

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Na plataforma nove três quatros estavam apinhadas de gente. Harry foi atropelado diversas vezes e quase foi deixado para trás se não fosse por Neville que vinha acompanhado de Luna Lovegood. Tinha conseguido ver Draco subindo no trem com um menino no colo, sabia que se tratava do filho dele. No ultimo instante deixou de ver as pessoas ali na estação e acompanhou os amigos ate alguma cabine, tinha encontrado uma cabine que só tinha somente o loiro.

-Finalmente nos encontramos novamente. Nem tive tempo de agradecer por ter me ajudado a destruir aquele babaca. –disse Harry se sentando na frente do loiro.

-Tudo bem. –respondeu o loiro virando o olhar para a janela não queria conversar, mas permitiu que Harry e os outros ficassem com ele na cabine.

-Aconteceu alguma coisa? –perguntou Harry ao ver o olhar triste de Draco.

-Acho que não. Só uma rejeição que eu não esperava. –respondeu e olhou ao filho que agitava os bracinhos.

-Então é aqui que o loiro aguado se esconde? –perguntou uma voz na porta.

-Hermione! –exclamou Harry feliz em ver a amiga novamente. –Nossa mais que cesto enorme é esse? –perguntou ao ver o cesto flutuando na frente dela.

-Meus filhos. Agora dá licença! Como você pode fugir daquele jeito da minha casa Malfoy? Achei que tinha me pedido em casamento! –respondeu Hermione se sentando ao lado do loiro e deixando que Harry conhecessem seus filhos.

-Você disse não, não ia ficar lá sofrendo…

-Casamento? –perguntou Harry interessado.

-Esse covarde aqui me pediu em casamento e não me deixou terminar de explicar da minha recusa. –disse Hermione se cruzando os braços brava.

-Tudo bem se explique. –concedeu o loiro um tanto deprimido, aquilo ainda machucava o ego dele.

-É pelo simples fato de ser muito cedo para pensar em casamento e eu no momento quero me dedicar minha vida aos estudos e aos meus filhos…

-Sabe isso é somente uma desculpa esfarrapada, eu nunca na minha vida pensei em transformar a sua vida em dona de casa, sei muito bem qual é o seu sonho, seus desejos no futuro, não ia transformar você num fantoche para o meu bel prazer. Já chega não quero saber de mais nada. –interrompeu o loiro magoado.

-Você é um tosco. Os homens que entram na minha vida são tão complicados, primeiro me apaixono por um ruivo estupido, sei que ele era inteligente no modo dele, mas ainda sim um estupido, agora entra esse loiro aguado vem e me pede em casamento depois de três meses passando juntos e já me pede em casamento, mas desiste na primeira resposta que recebe, francamente não sabem ler no rosto da pessoa o que se passa não?! –resmungou Hermione pegando uma das mãos de Draco e conjurando um anel de ouro no dedo anelar direito dele.

-O que é isso? –perguntou o loiro sem entender aquela aliança em seu dedo.

-Eu aceito me casar com você, mas com uma condição. Que você me respeite. –respondeu Hermione deitando no ombro do loiro.

Harry, Neville e Luna olhava aquela dupla embasbacadas com o que acontecia com eles. Luna foi a primeira a dizer uma coisa.

-Vocês formam um casal um tanto inusitado.

-Concordo com você Luna! –respondeu Neville ainda olhando estranho para a amiga.

-O amor tem formas estranhas acreditem. –disse um menino que olhava para dentro desde da porta.

-Quem é você? –perguntou Harry.

-Sou Russel Lane. –respondeu o menino sorrindo para Harry.

Harry achou aquele sorriso estranho, depois bufou e ficou olhando para a janela.

-Em Hogwarts vai ter um caos, sobre vocês dois, tome cuidado ta tia. –disse Russel deixando os garotos daquela cabine completamente chocados com aquela frase do menino.

-O que foi isso? Ele estava nos ameaçando? –perguntou Neville assustado.

-Acho que não. Acho que é porque vocês realmente fazem um casal muito inusitado, um menininho já percebeu isso. –respondeu Harry completamente de má vontade.

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Em Hogwarts os professores estavam conversando sobre a chegada de Remus com o pequeno Teddy, o menino em questão foi paparicado pelas mulheres. Severus olhava irritado para aquilo, não sabia o que tinha demais nesse menino. Antes que se esquecesse perguntou.

-Como passou suas noites de lua-cheia?

-Passei bem, pediria que conversasse com Harry a respeito. Ele disse que queria ver a sua expressão quando respondesse. –respondeu Remus dando de ombros.

-E o que aquele moleque tem pra conversar comigo? –perguntou não acreditando muito naquela resposta.

-A respeito da minha cura. –somente disse e voltou a conversar com a diretora.

-Cura? –perguntou cético, simplesmente não conseguia acreditar muito naquilo.

-Tsk, eu sabia que você ia fazer essa expressão, mas sinceramente esse assunto não é comigo, sei que tem a haver comigo, mas eu não entendo de poções, devia conversar com Harry, ele fez umas descobertas tão incríveis nesse ano sabático. –respondeu Remus, resolvendo sair daquela sala, precisava de silencio para colocar Teddy para dormir, ainda era cedo o trem só chegaria dali sete horas.

-Espera ainda temos muito o que conversar a respeito dessa sua licantropia, como você pode confiar assim num pirralho como o Potter? –perguntou Snape seguindo o professor.

-Padinho lobo. –disse o menino no colo de Remus.

Aquela frase do menino desconcertou Severus que ficou plantado no lugar enquanto Remus se adiantava. Severus percebeu que tinha deixado Remus fugir, mas não se preocupava com isso, precisava saber o que Potter andou aprontando nessas férias doidas que ele teve. Tinha percebido que o menino de Remus era um menino inteligente a ponto de fazer ele perder a conversa com o pai dele. Sabia que Remus nesses momentos deve estar rindo pelas costas dele.

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No trem Russel andava conhecendo as novas crianças que estavam indo para o primeiro ano, ele não queria fazer amizade com ninguém, sabia que ia embora assim que conseguisse fazer seus pais se entenderem, mas era muito difícil fazer papel de menino enigmático e solitário e estava com medo de que tudo pode ir buraco abaixo, muito menos não sabia o que pensar a respeito disso tudo. Tinha gostado de ver seu papa, definitivamente queria conquistar a confiança e o coração de seu papa. O difícil ia ser conhecer seu pai, ele tem uma personalidade muito difícil disso ele não tinha duvida.

Acabou por voltar para a cabine onde estava seu papa, ali viu como Harry estava com o semblante irritado olhou para Hermione que era considerada a sua tia, a viu deitada no ombro do loiro que ele não conhecia direito. O outro amigo de seu pai estava sendo devorado pela lunática o que deixava seu papa irritado por estar segurando velas.

-Vocês são estranhos. –disse Russel resolvendo ficar por ali.

-O único estranho aqui é você. –respondeu Draco na defensiva.

-Tsk. O trem esta cheio, acho que vou ficar aqui. –respondeu o menino e se sentando ao lado de Harry.

Harry não entendeu a atitude do menino, simplesmente tinha algo de errado com ele.

-De onde você veio? –perguntou Harry, realmente queria conhecer o menino.

-Não posso responder, não acreditariam em mim, depois que vocês verem a minha seleção voltaremos a essa pergunta pode ser? –respondeu de cabeça baixa.

-Não estou para brincadeiras moleque. –disse Harry ficando irritado.

-Eu também não, você definitivamente vai me culpar de algo que eu não fiz, não tenho culpa, cresci sozinho, não tenho irmãos e sempre levo a culpa em casa, meu pai me culpa de tudo que eu faço em casa, nem respirar eu posso. Eu só queria que meus pais fossem mais amáveis e que cuidassem mais de mim. –respondeu enigmático, mas ao todo era uma verdade imensa.

-Seus pais são horríveis. Típica da história de Severus Snape. –disse Harry sem pensar.

Russel ficou chocado ele não sabia do passado de seu papai. Não sabia que seu pai sofrera as mesmas coisas que ele, achava que seu pai não fosse iguais aos seus avós. Pegou um papel e escreveu um rápido recado, assoviou, uma coruja veio voando pelo lado de fora.

-Entregue para você sabe quem, é muito importante essa carta, acho que depende do futuro. –disse Russel para a coruja marrom e preta que olhava para ele fugaz.

-O que você queria dizer com isso tudo? –perguntou Harry interessado.

-Realmente é a verdade o que eu disse a coruja. Tudo depende daquela resposta. –respondeu e ficou calado, tinha acabado de ficar magoado, não tinha gostado nenhum pouco de ouvir a respeito da infância de seu pai Severus.

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O trem aos poucos chegava na estação de Hogsmead. Como Hagrid tinha morrido, quem estava ali para pegar os alunos do primeiro ano era Lupin. O meio gigante tinha sido encontrado morto no Beco Diagonal quando acompanhava um menino de onze anos, que ninguém sabia onde era seu paradeiro, não se sabia quem tinha matado ele, mas alguns especulavam que era vingança contra Potter. Harry não tinha entendido o porque de Lupin estar ali esperando pelos alunos do primeiro ano.

-O que aconteceu com Hagrid? –perguntou Harry levando Russel para perto do professor.

-Bem, eu não sei como responder essa pergunta, mas bem… ele morreu num ataque quando acompanhava um menino no Beco. Ate agora os aurores não conseguiram encontrar o menino, ele ia começar o primeiro ano esse ano. Bom preciso levar os meninos para dentro. –respondeu Remus, guiando os alunos do primeiro ano para os barquinhos.

-Você não sabia Harry? –perguntou Neville ao lado dele.

-Não, eu estava viajando nem liguei muito para jornais. –respondeu Harry andando junto com os amigos.

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No lago dos barquinhos, cada barquinho ganhava quatro crianças. Russel acabou ficando por ultimo e já não tinha mais nenhum barco, aquilo tinha magoado o menino. Remus pegou o menino no colo e colocou ele na frente do barco em que ele estava. Remus tinha certeza de já tinha visto o menino sentado em sua frente em algum lugar, mas não conseguia se lembrar de onde.

-Esta tudo bem com você? –perguntou Remus ao ver o menino começar a tremer.

-Sim Senhor Lupin. –respondeu depois se deu conta que tinha falado demais.

-Como sabe meu nome? –perguntou Remus sem entender.

-Logo você vai saber. –respondeu enigmático.

Remus não tinha gostado daquela resposta, não tinha mesmo. Primeiro Severus querendo saber o que Harry tinha aprontado nas férias. E agora esse menino enigmático que parecia com alguém de seu passado. Esperava que esse menino não aprontasse nada grave ou pior que grave. Era melhor ficar de olho nesse menino, disso ele tinha certeza.

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Na mesa dos professores acontecia um burburinho, Snape olhava irritado para onde aquele som vinha e viu que Teddy olhava pra ele insistentemente. Minerva entendeu o interesse do menino e colocou o menino no colo do professor de poções sem ele pedir.

-O que pensa que esta fazendo colocando esse menino no meu colo? –perguntou olhando para o menino com as sobrancelhas arqueadas.

-Você precisa se acostumar com crianças pequenas, eu vi você carregando o filho de Draco…

-Mulher isso porque eu sou padrinho do menino, não é porque existem mais crianças menores que esse menino que eu preciso ficar carregando qualquer um que passe. –interrompeu Snape sem muito tato, fazendo com que o pequeno olhasse emburrado para ele, nisso o pequeno puxou o cabelo de Snape muito forte.

Snape grunhiu e olhou para o menino. Viu Remus entrando com os alunos do primeiro ano, não tinha percebido que alguns alunos de sua casa olhava para Snape com caras estranhas, não tinha culpa de nada, olhou para Minerva, ela iria pagar caro por fazer aquilo com ele. Remus olhou para o professor de poções sem entender porque ele carregava seu filho se tinha deixado o menino com Madame Pomfrey, ele tinha certeza de que Minerva tinha dedo naquilo, mas agora olhando bem via que seu filho puxava o cabelo longo de Snape, sinceramente devia um pedido enorme de desculpas ao outro, mas não sabia o que fazer naquele momento, conduziu as crianças novatas ate a frente.

-Quando eu chamar seu nome dê um passo a frente e prove o chapéu seletor. –disse por fim quando chegou na frente das mesas dos professores.

-Kaliny Mitchell. –uma menina miudinha se aproximou tremendo de medo, mas assim que provou o chapéu seletor foi selecionada para Ravenclaw.

-Halbert Carlisle. –um menino corpulento se aproximou e provou o chapéu e foi diretamente mandado para Slytherin.

-Alexan Crowe. –outro menino se aproximou, mas o menino não era corpulento e sim miudinho, parecia que tinha medo do mundo, foi selecionado para Huffepluff, era bem a cara do menininho.

Quase todos os alunos foram selecionados ficando somente Russel que olhava a todos os lados sem entender muito bem o que aconteceria com ele, ele sabia seria mandado direto para casa sem ao menos tentar fazer seus pais se reconciliarem.

-Russel Snape-Potter. –assim que o nome do menino foi chamado Severus Snape se levantou estupefato, Harry também se levantava, e olhava aquele menino que tinha estado com ele no trem, sabia que tinha algo estranho com o menino, não sabia que o nome completo do menino provocava aquilo tudo, ate Remus olhava ao menino sem entender, mas agora sabia de onde conhecia aquela aparência do menino, era como se Snape tivesse voltado a ser criança, mas a diferença estava nos olhos do menino, era tão diferente de seus pais, num tom azul escuro quase chegando a ser pretos.

-Que palhaçada é essa Potter? –perguntou Snape entregando o filho de Lupin para o pai dele mesmo.

-Eu pergunto a mesma coisa! –perguntou Harry indo ate onde o menino estava sentado ouvindo o chapéu conversando com ele.

-Parem vocês dois, não vão fazer nada com o menino vão? –perguntou Minerva, ela tinha conhecido o menino na casa dos Weasleys e tinha percebido que ele era filho daqueles dois que estavam se mirando com um olhar que por Deus, Minerva esperava que não matasse.

-Quem é esse menino? Quem são seus pais? –perguntou Snape na defensiva, ele não queria saber de criança nenhuma, mas aquele menino ter seu nome e sua aparência quando pequeno lhe desconcertava.

-Aparentemente sou seu filho, alias dos dois. –respondeu Russel de cabeça baixa, já tinha ouvido o suficiente do chapéu seletor, mas não tinha ouvido sua casa.

-Eu nunca me envolveria com esse estupido! –disse Snape furioso, olhava para Potter com ganas de esfola-lo vivo.

-Ótimo, me dão licença que eu vou ver se consigo voltar para o meu tempo, e esperarei que o futuro de vocês decidam por si mesmo, eu sabia que o surto de magia que vocês tiveram no meu tempo ia acabar me fazendo sofrer, mas não sabia que era tanto, achei que ia conseguir fazer vocês dois se entenderem, mas acho que não vale a pena. Eu não sirvo para ser filho de ninguém, agora eu entendo o meu pai do futuro, ele odeia crianças, ele sempre me odiou. Não importava o que eu fazia eu sempre era o culpado. Desculpa Harry, eu sempre amei vocês dois como meus pais, mas se for pra ser assim, é melhor não desejar engravidar. –respondeu o menino com o coração completamente partido, Russel tinha visto como seu pai carregava aquele menino que estava no colo de Lupin, aquilo tinha simplesmente destroçado o coração dele e feito que ficasse com ciúmes.

Uma coruja marrom e preta pousava no ombro do menino naquele exato instante, Harry percebeu que a resposta do menino tinha chegado rapidamente, entendeu o porque ele tinha falado daquela maneira no trem, ele já tinha previsto o futuro. Conforme o menino lia a resposta, mais triste ele ficava.

-De quem é essa carta? –perguntou Harry com medo e incomodado.

-Vovó Molly. –respondeu Russel deixando a carta cair no chão enquanto fugia para longe deles.

-Espera! –gritou Harry correndo atrás do menino não se importando com a carta do menino.

Snape pegou a carta e leu o conteúdo.

Querido Russel

Sim seu pai Severus Snape foi maltratado na infância dele enquanto ele vivia com os pais deles pelo que eu soube o pai de seu pai não gostava de magia e descontava tudo no seu pequeno filho, eu era uma grande amiga da mãe dele, de sua vó materna eu tenho certeza de que ela nunca fez uma maldade dessas com seu pai. Va com calma não perca a esperança de ser amado, você merece ser feliz acima de tudo.

A história de Harry é a mesma, mas a de Harry foi pior, pois ele foi trancado num armário debaixo da escada vivido lá ate conhecer a magia, mas desde então seus tios nunca mais fizeram algum dano ao seu pai Harry. Mas eu sei que Harry nunca faria isso com seu próprio filho, pois ele mesmo me disse varias vezes que queria ter um filho formar uma família. De uma chance aos dois eu tenho certeza de que tudo se arranja.

Atenciosamente

Molly Weasley

Severus naquele momento achou melhor ir atrás de seu "filho" e entender aquele futuro onde ele foi maltratado por ele e por Harry, queria conhecer aquele pingo de gente nem que seja só um pouco, mas ainda não conseguia entender o porque Harry Potter tinha que ser o outro pai do menino, ainda não conseguia entender, não mesmo. Olhou em direção à mesa de Slytherin, Draco olhava sério para ele, sabia que o afilhado queria que ele fosse com calma e ouvisse o que o menino tinha a dizer, mas era muito absurdo disso ele tinha completamente a certeza de que era.

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Harry corria que nem doido atrás do menino que subia os lances das escadas sem nem ao menos olhar para elas direito, sabia que o menino estava correndo sem rumo, no ultimo momento em que quase alcançou o menino viu ele tropeçando logo a frente, correu que nem louco e segurou o menino antes que ele caísse no chão e se machucasse. Snape vinha logo atrás com um feitiço localizador, ele ainda segurava a carta do menino.

-Shhhhhhh esta tudo bem. Olhe para mim. –pediu Harry, mas o menino lhe ignorou, Harry entendia o menino estava sofrendo.

Harry se sentou no chão com o menino em seu colo, começou a acalenta-lo para que se acalmasse, eles precisavam conversar de muita coisa, precisavam entender o que estava acontecendo com tudo aquilo em volta deles, viu Snape se aproximando.

-Esta tudo bem, me diz era isso que queria me dizer no trem não era? –perguntou Harry acariciando os cabelos pretos do menino.

-Não importa vocês nunca me terão no futuro, no importa o que eu digo agora. –respondeu melancólico.

-Está bem. –disse Harry, sabia que aquilo era uma derrota em tanto, mas queria conhecer aquele menino.

-Não torne as coisas mais difíceis Russel. –disse Snape duro, ainda permanecia de pé na frente deles.

Aquilo fez o menino tremer no colo de Harry. Snape percebeu que o menino tinha medo dele, ele realmente não sabia lidar com crianças, mesmo sendo filho dele ou não, ele não sabia lidar com crianças.

-Não admito que fale assim com ele. –respondeu Harry bravo, abraçou ao menino contra seu peito.

-Bem, ele tem muito o que explicar Potter, não venha com essa de querer assumir ser pai dele nesse momento! –bufou Snape molesto.

-Você é único com quem eu não quero conversar. -respondeu Russel olhando feio para o professor de poções, sabia que não tinha nenhum direito de chama-lo de pai, mas amava aquele pai.

-Russel pequeno não piore as coisas, porque não explica pra gente como foi que eu e esse ai teve um filho lindo feito você? Não esconda as coisas. –perguntou Harry, ele realmente estava interessado em saber como foi que acabou ficando com Snape no futuro.

-Como vou saber, vocês no futuro nunca me contaram como se conheceram, ou quando começaram a sair, ou quando foi que eu fui engendrado, a única coisa que eu sei é que meu pai Severus Snape nunca gostou de mim, ou de criança qualquer. A outra coisa que eu sei é que papa Harry era o único que gostava de mim e que me queria de todo o coração, mas mesmo assim vocês me fizeram sofrer muito. –respondeu ainda molesto e escondendo o rosto no peito de Harry, não estava afim de encarar Snape.

-O que você aprontou que me fez odiá-lo? –perguntou Snape tinha enfim apiedado do menino.

-Você me tinha dito algo assim "você definitivamente vai me culpar de algo que eu não fiz, não tenho culpa, cresci sozinho, não tenho irmãos e sempre levo a culpa em casa, meu pai me culpa de tudo que eu faço em casa, nem respirar eu posso. Eu só queria que meus pais fossem mais amáveis e que cuidassem mais de mim." –respondeu Harry, agora entendia o medo de Russel.

-Sim. –respondeu de má vontade.

Snape entendeu se encostou na parede oposta acabando por fim se sentando de frente para Harry, mas ainda não conseguia entender como foi que eles, logo eles tivessem um filho juntos. Harry beijou os cabelos do menino, já amava aquele menino, era seu sangue afinal, mesmo misturado com a de Snape. Severus se rendeu e disse:

-Desculpa. Eu nunca pensei que fosse ter um filho no futuro, sempre achei que o amor não era pra mim, meu pai fazia questão de esfregar isso na minha cara quando eu era pequeno.

-É, mas a culpa não é de seu filho que você pode fazer essas coisas com ele. –respondeu Harry ainda acalentando o menino que ainda tremia.

-Ninguém nunca me ensinou a cuidar de uma criança Potter…

-Não era questão de ensinar, era de cuidar, de amar, de proteger. Eu sempre amei você papai, mas você nunca me deu valor algum e sempre ficava trancado naquele lugar com papa, mas diferente de papa ele vinha me ver. –interrompeu Russel chateado, ele realmente não queria ter aquela conversa.

-Trancado onde? –perguntou sem entender.

-No laboratório. –respondeu de má vontade.

-Isso me lembra algo, o que foi que você deu para Lupin tomar que ele não precisa mais da poção mata-cão? –perguntou Snape um tanto furioso.

-Só me tornei mais inteligente na arte de preparar poções e fiz umas descobertas que vai morrer comigo. Não reparou que hoje mesmo é lua cheia? Viu ele fazendo alguma careta de que quer se transformar…

-Tio Moony não é mais lobisomem, ele passa a maior parte do tempo dele comigo quando vai lá em casa com o filho mais novo dele. –interrompeu Russel de novo.

-Isso mesmo tio Moony não é mais lobisomem entendeu Snape? –respondeu Harry.

-Nunca que eu deixaria você entrar no meu laboratório de poções, é capaz de querer mandar tudo para o espaço. –disse Snape olhando furioso a Harry que ainda cuidava e protegia a Russel.

Russel acabou gemendo de fome o que assustou aos dois adultos.

-Venha você precisa se alimentar. –disse Harry se levantando com Russel.

Os três entraram num dos aposentos de convidado, ali Snape foi a lareira e pediu que o jantar deles fossem servidos ali, ele não pretendia fugir tão cedo, era melhor ouvir tudo o que o menino tinha para contar, mesmo o menino não confiando nele.

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No Salão Principal a comoção era geral, ninguém conseguia entender o que estava acontecendo, ninguém nunca imaginava que Harry e Snape fossem ter um filho juntos, nem que o menino viesse do futuro. Hermione olhou na direção de Malfoy e percebia que o loiro estava mais chocado que ela, agora sabia que ele também não sabia de nada daquilo. Minerva resolveu silenciar o salão.

-Sugiro que vocês vão para seus dormitórios, monitores guiem seus alunos. Hermione Granger e Draco Malfoy, permaneçam onde estão. Podem ir. –disse Minerva indo em direção a Hermione com Remus logo atrás.

Hermione sorriu e pediu que Draco viesse ate ela. O grande cesto onde estava seus filhos foi depositado na mesa, assim Minerva pode ver melhor aos filhos de sua aluna favorita.

-Owwwww. Você teve quadrigêmeos? –perguntou Remus ajeitando melhor seu filho colo para que ele visse as crianças de Hermione.

-Sim, foi um choque para mim descobrir isso, mas longe disso eu estou feliz. –respondeu Hermione passando a mão na cabecinha da pequena Amarilys.

-Você tem filhos maravilhosos e é por isso que eu estou dando um aposento especial para você, para que você possa cuidar melhor de seus filhos. Me sigam. –disse Minerva.

Os quatros adultos seguiram caminho para o terceiro andar ali tinha um retrato da mulher gorda, os alunos ainda estavam entrando por ela, assim que o ultimo aluno entrou Minerva se dirigiu a esquerda ali tinha um corredor e no final dela um outro quadro, um quadro muito diferente do que Hermione estava acostumada a ver, Minerva deu a senha e entrou.

Nesses aposentos, ali na entrada era uma ampla sala com uma mesa para quatro pessoas, uma lareira que se acendeu assim que entraram. Duas poltronas de cor vinho combinando com o verde Magueta do sofá. E então um corredor com quatro portas, uma das portas Minerva explicou que era um banheiro. Outra das portas era um quarto infantil com um berço enorme, Hermione resolveu colocar seus filhos ali para que dormissem mais a vontade. Outro quarto ela viu a cor de Gryfindor e viu suas malas ali. No outro quarto viram a cor de Slytherin e as malas do loiro.

-Espero que vocês se comportem. –disse Minerva no corredor.

-Somos noivos. –respondeu Hermione olhando para Malfoy se ele negasse.

-Casal muito inusitado isso sim. Mas enfim espero que vocês possam ser felizes além de tudo. –disse Minerva indo embora.

-O que Minerva disse é verdade um casal muito inusitado, mas enfim quero que sejam felizes. –respondeu e ia ir embora se não fosse por Draco.

-Professor, espera. Minha mãe me contou que eu, quer dizer meu filho é primo de seu filho, eu só quero que saiba vou querer que nossos filhos sejam amigos…

-Não precisa se preocupar com isso, Dora me disse que eram primos, mas eu nunca achei que iam precisar ser amigos ou coisa do gênero, a única coisa que eu sei, é que nossos filhos vão crescer sabendo que são primos. –interrompeu Remus feliz, passou uma de suas mãos nos cabelos loiros do menininho no colo de Draco.

-Como é mesmo que se chama seu filho professor? –perguntou Draco vendo como o menino mudava a cor do cabelo dele sem nenhum esforço.

-Teddy, Theodoro Remus Lupin. –respondeu.

-Scorpius Hyperion Malfoy. –disse Draco.

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Nos aposentos de convidados Harry via como Russel tentava cortar a carne com a faca, mas o que via era todo uma bagunça, agora entendia participava pouco na infância de seu filho no futuro, aquilo era totalmente um erro. Snape percebeu que o menino não segurava os talheres direito, percebia que o menino tinha muito medo. Puxou o prato do menino para perto e começou a cortar ele mesmo para o menino. Russel sorriu um pouco, mas mesmo assim sabia que não devia dizer nada, pois eles nunca tinham querido saber dele antes, ele sabia que aquela era outra época, mas mesmo assim doía ter que falar com eles, ou pior tinha medo de Snape não gostar que o menino falasse.

-Sabe, realmente não sei o que fiz, você não precisa ter medo de mim. –disse Snape depois de cortar o bife empanado do menino em pedaços bem pequenos.

-Não é que eu esteja com medo, você mesmo prefere comer em silencio do que ficar conversando, já levei muitas surras só por abrir a boca. –respondeu o menino começando a comer calmamente.

-Eu realmente fiz muitos estragos na sua vida no futuro, mas sabe eu realmente não pensei que fosse ter um filho, não pensei mesmo. Vou dizer uma coisa, eu nunca cheguei a pensar em me casar…

Russel largou os talheres e voltou a se esconder no colo de Harry, ali começou a chorar de dor. Snape percebeu que tinha magoado mais ainda os sentimentos do menino, mas não tinha culpa de nada, ele realmente não queria ter relação alguma com Potter, ou seja, lá quem for. Harry olhou feio para Snape e fez que não com a cabeça o homem não aprendia, não pensava realmente nas palavras que dizia. Largou os talheres também, pegou o copo de agua e pediu que Russel tomasse devagar para não se engasgar.

-Esta tudo bem, não vou deixar esse mal-nascido fazer maldade com você como fez comigo. –disse Harry cuidando do menino.

-Potter! –resmungou Snape furioso.

-Agora vamos você precisa comer, não ligue para esse ser azedo. E depois vamos dormir, em que casa você ficou? –perguntou Harry deixando que o menino se sentasse direito em seu colo e jantasse ali mesmo.

- … o chapéu disse que não posso ficar em Hogwarts. Posso ter completado onze anos em Maio, mas no meu tempo ainda é janeiro, eu ainda tenho dez anos. –respondeu o menino de cabeça baixa.

- Isso é estranho a respeito de que seus pais no futuro estavam reclamando, brigando? –perguntou Harry com cuidado.

- Eu não sei bem, só sei que papai tava furioso porque descobriu que eu não era seu único filho, ouvi ele dizer que você tinha uma amante e que traia ele pelas costas, ai depois tiveram um surto de magia, foi tão poderoso e assustador, eu não quero ver isso de novo, dá medo. –respondeu o menino novamente largando os talheres, tinha comido metade do prato.

- Primeiro de tudo Russel, se no futuro eu estou casado ou namorando Snape eu não traio, sou uma pessoa fiel que protege aquele que ama, mas eu falhei uma vez e não vou falhar uma segunda vez. E outra se eu trai seu pai no futuro é porque ele é burro, meu primeiro filho morreu com a mãe dele. –disse Harry se levantando e deixando Russel sentado na cadeira dele.

-Esta me dizendo que o filho que Ginevra Weasley esperava era seu? –perguntou Snape chocado.

-Sim, eu sempre soube que o menino em questão era meu filho, ela me contava todos os dias por cartas. Mas quando ela morreu eu não soube nem o que dizer, estava muito assustado e furioso com o que tinha acontecido com ela, ela não merecia isso. Eu queria contar ao Senhor Weasley que eu era o pai do menino que ia nascer dali um mês, mas preferi sair em viagem e esquecer que eu perdi um filho. Você deve ter ouvido por ai que eu sempre quis ser pai, ver esse sonho destruído na batalha final ainda é doloroso acreditar. –respondeu Harry, ele estava olhando a janela, a noite fria fazia com que ele se sentisse mais melancólico.

-Papa, você ainda quer me ter no futuro? –perguntou o menino indo até Harry.

-Eu não sei. Não gosto de seu pai. Ele nunca me respeitou, não mereço ter um filho como você. Não é que eu te odeie é que a situação aqui é complicada, por causa daquele estupido. –respondeu e abraçou ao menino que começava a chorar de novo.

-Então eu não nascerei no futuro. Eu queria ser seu filho, eu queria mesmo. –disse o menino olhando os olhos verdes de Harry.

-Porque você tinha ser tão parecido com ele e não comigo? –perguntou Harry secando as bochechas do menino.

-Talvez Potter porque eu seja mais bonito que você? –respondeu Snape sarcástico. (isso soou bem a minha cara ¬¬')

-Nem em sonhos Snape! –respondeu Harry furioso.

-Papa disse que é porque papai me carregou por nove meses na barriga dele que eu fiquei parecido com ele. –respondeu e voltou a esconder o rosto, pois sabia que Snape começaria a gritar sobre aquela resposta.

Harry nunca pensou em ouvir uma resposta como aquela, mas sinceramente agora entendia. Ele nunca pensou que fosse tomar um papel de domador de Snape, soltou uma risadinha. Snape que estava sentado levou um choque e olhou para a própria barriga, ele nunca tinha se imaginado gravido, e agora aparecia um menino do futuro dizendo que ele tinha carregado nove meses ao próprio filho, não conseguia entender, não mesmo.

-Mas se eu te carreguei nove meses porque é que chama Potter de papa? –perguntou Snape confuso.

-Porque você nunca esteve presente na minha infância, papai Harry sempre disse que eu podia chamar ele de papa. –respondeu Russel.

-Entendo. –respondeu Snape indo para a porta. –Acho que já chega de conversa por hoje. Devo acompanha-lo Potter? –perguntou Snape, ele não queria encarar Harry.

-Não, ficarei bem aqui não preciso de sua ajuda. –respondeu Harry.

- Vou ficar aqui com o papa. –disse Russel se aconchegando mais no abraço de Harry.

Assim que Snape saiu, ele ficou encarando o teto sem entender. Russel era uma criança linda, mas ele não queria ter aquele filho com Potter. Acabou saindo correndo não queria que ninguém visse, tinha acabado de descobrir que realmente queria ter um filho, mas com Potter ele não ia suportar, era sufocante na concepção de Snape.

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Remus entrava em seus aposentos, estava doido por deitar na cama e dormir de vez, aquele dia mesmo que fosse o começo do ano letivo em Hogwarts ainda foi um dia muito cansativo e cheio de surpresas, ele nunca imaginou que um menino que veio do futuro iria aparecer para juntar seus pais bem antes. Ainda não conseguia acreditar que Harry de todas as pessoas ia ter um filho com Snape no futuro, agora parando para pensar achava que aquele futuro não ia acontecer nunca, pois ele sabia que Snape nunca aceitaria ter um filho com Harry disso ele tinha certeza, o homem em questão vivia atazanando a vida de Harry só por ser tão parecido com o pai dele. Sinceramente não conseguia entender aquele homem. Sabia que James Potter no passado fez com que Snape fosse muito amargurado, achava que quando o homem tivesse um filho fosse ser mais gentil e amável e não deixaria que o próprio filho sofresse abusos, era muito sofrimento numa pessoa só. Colocou Teddy no berço dele, o menino agarrou o bichinho de pelúcia e dormiu, assim Remus foi direto para seu próprio quarto, onde mal terminou de tirar o casaco desabou na cama de tão cansado que estava.

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Draco e Hermione tinha se sentado no sofá depois de terem colocado os filhos para dormir.

-Sabe nunca pensei que aquele menino enigmático fosse ser filho do meu padrinho. –disse Draco depois de um tempo.

-Eu é que não consigo acreditar que ele seja filho de Harry! Os dois se odeiam, no que será que isso vai dar hein? –perguntou deitando no colo de Draco.

-Eu não sei, não sei mesmo e mesmo que eu soubesse não entenderia nada. –respondeu Draco acariciando os cabelos endemoniados de Hermione.

-Esse futuro vai ter o que falar hein. –resmungou Hermione cansada.

-Disso eu não tenho duvida! –concordou Draco.

Os dois ainda não conseguiam acreditar que Harry e Snape viveriam um romance às cegas, se é que era às cegas, mas de uma coisa eles sabiam Harry e Snape se odiavam profundamente e era impossível ver os dois se dando bem de uma hora para outra, sinceramente era impossível. Draco só queria que seu padrinho fosse feliz, já tinha sofrido muito, mesmo amando a mãe de Harry profundamente, depois de quase a vida inteira do homem.

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Snape tinha acabado de entrar em seus aposentos, fechou a porta e caiu sentado encostado na porta, sabia que precisava pensar. A vida inteira sempre soube que um dia ia acabando sendo pai, mesmo não gostando de crianças ele sempre respeitou a vida humana, nunca que ele ia repudiar a vida de uma criança mesmo ela sendo seu filho com quem acha impossível de se viver. Ainda mais com Potter. Sabia que devia dar uma chance aos dois, devia conviver mais com o filho já que ele sofria por ele não estar presente na vida do menino no futuro, queria compensar o menino.

-Droga! Porque eu que tenho que ficar gravido? Que que eu fiz pra merecer isso? –bradou Snape, se percebia sua revolta.

Mas bem lá no fundo sabia qual era a resposta. Só podia ser punição de Merlin por não gostar muito de crianças, só podia, sabia que a vida ia acabar ficando mais esquisita. Logo ele?

Nota:

Finalmente o terceiro capitulo esta no ar! Façam as perguntas heehehehe

Hoje sexta-feira! O medico do urologista me disse que não vou precisar fazer cirurgia eba menos mal... mas que daqui um mês vou ter que fazer ultrassom só pra garantir meus rins kkkkkkkkkkkkk

Mas fora isso eu estou bem neah. :D

Ahhhhhhhhh eu quero reviews com a resposta da pergunta que o Snape fez :p se não for pedir muito claro hehehehe (sua opinião )

Ate breve com certeza!