Capitulo quatro: Decisões
Antes de começar a ler deixo um aviso de que esse capitulo contem cenas de estupro, lembranças de alguém, tente adivinhar quem... bora para a leitura!
Severus mesmo furioso por tudo o que estava acontecendo, naquele momento já nem sabia o que fazer, era inútil negar. Russel era um garoto bonito que merecia uma chance na vida. O que era pior para Severus é que o menino amava ele. Para ele era ate estranho ate agora nenhuma criança amou ele.
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Harry ainda permanecia no quarto de convidados com Russel que dormia em seu colo. Resolveu que já era hora de colocar o menino na cama já era muito tarde. Carregou o menino com cuidado para a única cama que tinha naquele quarto. Assim deitou ao lado do menino já que ele agarrava seu braço, puxou as cobertas para cima cobrindo os dois.
Harry sorriu quando o menino se encolheu perto dele. Tinha decidido que queria ter aquele menino, não importava as circunstancias com que foi feito aquele menino, só sabia que o menino era lindo, inteligente e educado. Sabia que teria que dar uma chance ao professor, que devia conhecer o homem por dentro, pois por fora já conhecia e não gostava do comportamento sarcástico dele, precisava fazer com que o homem aprendesse a respeitar a vida humana do jeito que ela é, ninguém era perfeito.
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Naquela noite mesmo cada um em seus respectivos quartos uma grande minoria pensava em como foi que o herói do mundo magico Harry Potter tem um filho do mais carrancudo professor de Hogwarts. Se Rony Weasley estivesse vivo, ele com certeza mataria Snape antes de que tivessem um filho. O ruim é que a grande maioria sabia que Harry gostava e amava a irmã de seu único melhor amigo.
No território verde os alunos do sétimo ano estavam revoltados por o chefe da casa deles ter se rebaixado tanto. Não conseguiam acreditar realmente.
No território azul alguns amigos de Harry achava estranho aquilo. A única consciente daquilo era Luna Lovegood, ela conhecia, ela conhecia a historia de Harry melhor que ninguém. Tinha batalhado ao lado dele na guerra então conhecia um pouco da historia do menino que sobreviveu.
No território amarelo a maioria não entendia como os dois se fundiram sabendo da historia deles em Hogwarts, a grande maioria sabia que Harry Potter odiava completamente Severus Snape e vice-versa. Aquela concepção era algo completamente inacreditável.
No território vermelho, nem todos aceitavam que Harry Potter tivesse um filho com Snape, todos os alunos daquela casa odiava o professor em questão.
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No dia seguinte Harry acordou com algo se mexendo ao seu lado aos poucos se lembrou da noite anterior, se sentou na cama e olhou para o menino ao seu lado, percebeu que o menino estava diferente.
-O que aconteceu? –perguntou Harry olhando ao menino com carinho.
-A cada dia que passa eu vou retrocedendo a vida, estou com medo de sumir e não voltar mais. –respondeu Russel abraçando Harry tão apertado.
-Então vamos falar com Snape, não quero perder você. –disse Harry se levantando da cama e colocando os calçados.
Russel imitou Harry, pois estava assustado demais com aquela coisa de retroceder a vida, não entendia o que tinha acontecido no futuro. Logo os dois estavam indo em direção ao quarto de Snape que Harry olhava pelo mapa do maroto que vivia carregando no bolso.
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Snape estava sentado em sua poltrona onde passou a noite em claro, ainda custava crer no que estava acontecendo, para ele era estranho ter filhos. Então sentado com um copo de whisky na mão pensava se decidia ou não ter aquele menino que por mais estranho lhe amava mais que tudo na vida. Ao redor de sua sala, estava completamente uma zona, tinha ficado completamente fora do controle na noite, tinha destruído livros, seus espécimes de poções raras, na violência de seus atos não reparou que tinha cortado seu braço esquerdo, ali o braço manchava sua roupa.
No lado de fora Harry batia na porta freneticamente, Severus nem ligou, pois parecia que dormia de olhos abertos. Harry olhou novamente no mapa do maroto. Agora ali, olhando o mapa e via o ponto com o nome de Snape completamente imóvel no lugar, Harry decidiu que estava na hora de abrir a porta não daria o gostinho de Snape lhe ignorar daquele jeito, com um feitiço forte abriu a porta e viu aquela zona no escritório do homem. Russel agarrou uma das mãos de Harry com medo.
-O que aconteceu aqui? –perguntou Harry para Snape.
-Só me enlouqueci. –respondeu de má vontade e voltou a tomar seu whisky normalmente. Harry tirou o copo da mão de Snape e com um feitiço colocou as coisas do homem de volta nos seus lugares. Snape olhou furioso, mas depois desviou o olhar, ainda não queria aceitar aquilo.
-Você sabia que esta sangrando? –perguntou Harry fazendo um pequeno curativo no braço dele.
-Tô nem aí Potter, só quero ser deixado em paz…
Harry não deixou que Snape prosseguisse com a loucura dele. Olhou Russel e pediu que ele ficasse sentado no sofá enquanto levaria Snape para o banho fazer com que ele voltasse a ficar sóbrio, não se importando muito carregou Snape nos ombros, no caminho ate os aposentos particulares do professor encontrou três garrafas vazias de whisky. Ficou completamente chocado, o professor tinha tomado muito álcool, agora sabia que ele estava agindo de forma completamente estranha.
No banheiro particular do professor Harry colocou o homem debaixo do chuveiro e ligou, a agua caia como facas no corpo de Snape. Harry viu Snape caindo de joelhos no chão e soube, ele estava chorando de dor.
-Porquê eu Potter? –perguntou Snape.
-Talvez porque seja mais bonito que você? –respondeu as mesmas palavras que Snape.
-Potter! –exclamou o professor indignado com tudo aquilo.
-A verdade é que eu não sei, mas olha, eu não quero perder aquele pingo de gente que nos espera na sala. –respondeu e ajudou o professor a se levantar.
-A que devo a honra dessa visita? –perguntou o professor se deixando levar por Potter.
-Você vai achar estranho, mas é a mais pura verdade. Russel esta retrocedendo a vida a cada dia que passa, a cada dia a idade dele vai diminuído creio que agora ele deve estar com nove anos. –respondeu Harry.
Snape olhou sem entender e começou a tirar as roupas molhadas e colocar o roupão por cima. Já no quarto o professor colocava roupas secas, Harry olhava admirado o corpo perfeito de Snape, agora sabia que queria ir adiante. Snape percebeu que era observado, mas nem ligou muito assim que vestiu as calças olhou para Potter.
-Perdeu algo? –perguntou um tanto tímido, ele nunca tinha sido paquerado daquela forma.
-Não. Só estava vendo o porque de nos termos um filho no futuro, e cheguei a conclusão de que eu sempre fui gay, mas que não me aceitava. Agora vendo você assim me dei conta de que eu sempre tive medo do futuro. –respondeu indo em direção de Snape que começava a abotoar a camisa branca que vestia.
Snape percebeu que era cinco cm mais baixo de Harry. Ficou se perguntando se o garoto cresceu mais do que necessário nas férias de verão. Harry beijou os lábios do professor que ficou aturdido com aquele ato. Por ser um pouco pequeno Snape empurrou Harry para longe de si, no processo Harry tropeçou e caiu no chão.
-Não pense que vou aceitar isso Potter! –disse o professor olhando furioso para Harry.
-Então quer perder aquele menino que esta lá fora nos esperando? –perguntou Harry se levantando furioso.
-Pra começo de conversa nunca quis ter filhos. –respondeu furioso.
Um barulho foi ouvido do lado de fora do quarto. Harry soube, Russel estava ouvindo a conversa deles. Snape olhou a porta e também soube que tinha machucado o coração do menino.
-Você é o pior ser humano da face da terra. Aquele menino em questão ama você mais que tudo na vida. Eu sempre carrego suas lembranças, mas agora já não quero mais saber de você. Passar bem Snape! –disse Harry jogando um frasquinho com força no chão, as lembranças de Snape começou a rodar nas paredes do quarto.
Harry foi embora, encontrou Russel sentado no sofá chorando. Pegou o menino no colo e saíram dos aposentos do professor. Snape olhava as lembranças que mantinha por anos de Lily e naquele momento soube que queria tentar ser feliz, mas tinha medo do futuro.
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Harry caminhou com Russel no colo ate o antigo aposentos de Remus, precisava conversar com alguém. Não se ocorria ninguém melhor que o amigo de seu pai que lhe sobrava. Russel chorava no colo de Harry, para ele, sabia que nunca poderia conhecer o papa que mais amava, ali com Harry ele matava a saudade dos tempos do futuro, sabia que sumiria em poucas horas, era só uma questão de tempo. O menino tinha medo de magoar Harry.
-Papai sabe que agora não existirei…
-Russel não fale agora, só me deixe te abraçar. –interrompeu Harry abraçando mais ainda ao garoto em seu colo.
Tinha chegado no aposento de seu amigo, esperava que ele estivesse ali, precisava realmente conversar com alguém. Remus abriu a porta, deixou Harry entrar. Snape sabia que Harry iria falar com Lupin correu que nem louco em direção ao aposento do professor de DCAT. No corredor viu Harry com Russel no colo, tinha ouvido o que Russel disse. O que mais lhe chocava naquele momento era que via o menino quase desaparecer no colo de Harry. Então naquele momento o gatilho que faltava em sua vida, foi finalmente puxado e correu. Lupin tinha percebido que Snape vinha logo atrás, deixou a porta aberta queria ver o que aconteceria naquele exato minuto.
Harry viu Snape ali, fez cara feia para ele, já que não queria tentar mais nada. Ainda não conseguia entender o porque dele viver amando uma defunta, respeitava sua mãe, mas era estranho ver um homem de trinta e oito anos ainda amando sua mãe mesmo depois de quase vinte anos morta. Então Harry percebeu que Russel ficava mais leve e que desaparecia.
-Russel! –disse Snape num rompante.
O garoto olhou para Snape, Harry sentiu o peso de Russel voltar ao normal. Snape se aproximou e tomou o menino do colo de Harry. Chocado Harry olhava para tudo que Snape fazia, não queria que o professor machucasse o menino. Snape abraçou ao menino carinhosamente. Russel chorou emocionado, mas também triste, tinha medo de achar que aquele abraço fosse somente uma despedida, mas assim naquele momento se agarrou ao seu mami. Lupin percebeu que Snape estava prestes a chorar emocionado ou seja lá de quê.
-Veio se despedir de Russel? –perguntou Harry venenoso.
-Na verdade vim pedir uma chance, sei que não mereço, tente entender o meu lado. Sempre tive medo do futuro. –respondeu Snape apertando mais ainda Russel em seus braços.
-Machuca mami. –disse Russel com medo.
-Desculpa. –respondeu Snape beijando o rosto do filho com carinho.
-Vai deixar eu nascer? –perguntou Russel com medo.
-Podemos conversar a sós Potter? –perguntou se dirigindo a Harry.
Harry queria ignorar aquele pedido, mas depois olhou Russel e soube que o menino queria que eles conversasse com o professor. Aceitou e juntos se dirigiram para o mesmo quarto de antes. No caminho encontraram alunos de slytherin raivosos e indignados, alguns xingava ao professor de poções. Russel começou a tremer de medo no colo de Severus. O professor não ligou muito para os xingamentos, mas descontou cinquenta pontos daquele que lhe xingava. Por dentro Harry ria deliciosamente ao ver a cara indignadas de alguns alunos, outros olhavam sem entender, alguns outros nem ligava, sabia que Snape estava naqueles dias.
Os três chegaram ao quarto de convidados sem mais problemas, o único problema era que a casa de slytherin já começava sem pontuação e Snape não estava nem a´, só queria resolver o maior problema de sua vida que era Russel. O menino em questão ainda permanecia em seu colo. Snape queria ter aquele garoto, sabia que devia dar uma chance na vida, sabia também que Harry nunca lhe machucaria como James Potter machucou em seu passado, sabia que Harry era completamente o oposto de James, que era mais parecido com a mãe naquele momento não queria comparar Harry com ninguém, pois sabia que na essência que Harry era único.
Snape se sentou com Russel em seu colo, queria conhecer um pouco daquele menino, queria conhecer Harry também.
-Então? –perguntou Harry se sentando numa poltrona longe o bastante de Snape.
-Primeiro de tudo, desculpa! – disse Snape colocando Russel ao seu lado e indo de joelhos até Harry.
-Pelo quê? –perguntou Harry sem entender.
-Por ter faltado com o respeito durante todos esses anos, agora eu sei que você é completamente diferente de seu pai. Desculpa. –respondeu e apoiou a cabeça nas pernas de Harry.
Harry sorriu, já nem ligava para o que o professor lhe fizera nesses anos, pois conhecia ele. Passou uma das mãos no cabelo do professor. Severus relaxou, ele realmente não queria comparar Harry com ninguém, muito menos com a mãe do menino, mas aquele carinho sem seus cabelos lembrava muito sua única melhor amiga. Acabou por chorar, Harry viu e se assustou nunca tinha visto o professor chorar daquele jeito.
-Porque chora? –perguntou Russel se juntando aos pais.
-Não faça isso… não quero comparar você com ninguém, não quero me lembrar dela. –respondeu fazendo Harry parar com os carinhos.
-Tudo bem, sou bem diferente de minha mãe, sou um homem. Agora porque não me conta o que queria comigo? –perguntou Harry.
-Podemos tentar? –respondeu com uma pergunta.
-O quê? –perguntou rindo internamente.
-Potter!… Harry não me machuque com isso, eu nunca fui paquerado por um homem e muito menos por uma mulher eu só amei uma pessoa na vida, mas nunca a tive e não, não sou virgem, nunca contei a ninguém, nem mesmo para minha mãe na época, pois sabia que não adiantaria de nada. Quando eu tinha quinze anos eu fui estuprado pelo meu próprio pai. –respondeu e se levantou e foi para a janela precisava respirar, ele odiava aquelas memorias, ainda que tenha escondido bem lá no fundo de sua mente.
Harry se levantou também, olhou ao filho que tremia, abraçou o menino com carinho, ele nunca cometeria um ato desses com seus filhos. Harry sabia que tinha algo mais naquela historia e queria conhecer, mas por hora deixaria Snape em paz, pois sabia que eram memorias dolorosas.
-Sua mãe nunca desconfiou? –perguntou Harry se aproximando de Snape.
-Eu não sei, não faria diferença nenhuma agora, eu não sei onde ela vive agora, já que depois que meu pai morreu, eu nunca mais soube dela. –respondeu Snape olhando os olhos verdes de Harry.
-Vamos você precisa dormir, não dormiu nada ate agora. –disse Harry tomando uma das mãos de Severus e puxando ele para a cama de casal para que ele dormisse.
Russel deitou ao lado de Severus, pois estava com muito sono e não queria ficar longe de sua mami naquele momento frágil dele. Severus fez com que Russel deitasse bem perto de si, sabia que precisava amar aquele menino já que ele era inocente das coisas que aconteceu em sua própria infância. Harry viu como Snape dormia apagado em seu próprio cansaço. Decidiu deixa-lo sozinho para que dormissem sossegados.
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Remus Lupin sabia que uma hora Harry ia voltar para conversar com ele e esperava pacientemente por aquela conversa. No fundo queria que Harry fosse feliz, que parasse de pensar na morte de Giny e seu filho não nascido. Teddy brincava com seus brinquedos de montar, Remus via a confusão que o menino fazia e ria, mas depois parou, as peças de montar tinham letras. O menino tinha montado uma palavra que ninguém nunca falou para o menino. TONKS.
-Teddy… pequeno onde ouviu esse nome? –perguntou Remus com medo da resposta.
O aludido olhava seu pai sem entender, apesar de ter um ano e meio o menino ainda custava a entender as palavras ditas pelo seu pai, ainda não entendia muito bem das palavras. Harry entrou ao perceber que Remus não respondia, mas tinha ouvido a voz do amigo e resolveu entrar e ver o que estava acontecendo, viu aqueles montes de peças para montar espalhados ao lado de Teddy, percebeu o nome de TONKS escrito em uma torre que o menino ainda mexia.
-Ele que fez? –perguntou Harry curioso.
-Sim, acabei de olhar para ele e vejo isso, ele só tem um ano como ele pode saber o nome que a mãe dele gostava de ser chamada? Como? –respondeu com outra pergunta, Remus estava confuso com tudo aquilo acontecendo em sua família.
-Já parou para pensar que não seja a magia dele agindo assim? –respondeu Harry resolvendo brincar com Teddy.
-Tem que admitir que é estranho, não acha? –perguntou Remus.
-Sim, mas não é o caso, seu filho é inteligente, te ama, é educado e te ama, e pare de fazer perguntas bobas, você sabe que o menino é inteligente herdou isso de você e dela acredite. –respondeu Harry olhando para Remus.
-Ainda acho isso tudo muito estranho. –disse Remus se levantando do chão, coisa que ele nem sabia como fora parar assim.
-Ok, quer convocar fantasma para saber se ela esta aqui? –perguntou Harry olhando para Remus.
-Faz um ano Harry, quero que Dora descanse em paz, não quero mexer com essas coisas! –respondeu Remus furioso.
Então Harry viu Teddy olhando um ponto fixo na parede ao lado da sacada de onde entrava um vento primaveril e então viu a mesma coisa que o pequeno olhava e sorriu, falou no ouvido do menino e ajudou o menino a ficar de pé, então Remus percebeu um presença atrás de si e viu como seu filho andava confiante até a presença, olhou e viu a aura de Ninfadora Tonks, então o pequeno Teddy olhou para o rosto de sua mãe.
-Dora? Como? –perguntou Remus quase a ponto de desmaiar.
-Só vim dar um recado e olhar o meu filho. –respondeu ela se sentando no chão ficando de frente para Teddy.
-Anjo de recados? –perguntou Harry sorrindo.
-Não. Vim dizer que sua vida vai mudar completamente Remus, e que uma pessoa que todos acreditam que morreu por causa DELE irá voltar a vida de todos. –respondeu Dora, passando a mão pelos cabelos azuis de Teddy, o menino sentiu aquele carinho e sorriu.
-Quem? –perguntou Harry assustado.
-Creio que se diz respeito a mim, não? Ate imagino quem seja, mas não quero ver esse infeliz, ele me abandonou por ela! –respondeu Remus indo se trancar no quarto.
Harry não gostou daquela atitude de Remus, mas em certo ponto entendia a revolta dele, mas queria saber quem era aquela pessoa que tinha magoado Remus, no dia que descobrir, sabia que precisaria se controlar. Dora viu a atitude de seu marido, agora entendia porque ele demorou para aceitar seu amor, pois tinha medo de ser abandonado de novo. Teddy pediu colo para Harry quando sua mãe desapareceu.
-Padinho como mamãe chama? –perguntou o pequeno no colo de Harry.
-Seu pai chama sua mãe de Dora, mas o resto do mundo gosta de chamar sua mãe de TONS, você escreveu ali. –respondeu Harry com cuidado para que o pequeno entender e depois apontou para a torre com o nome de TONS.
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Em uma parte distante de Londres um loiro arrogante fazia seus negócios, se livrava de tudo que seu pai tinha lhe influenciado quando era jovem, se livrou de todas as peças das trevas que tinha em sua casa, divorciou de sua esposa, já que nunca tinha a amado de verdade, entregou a guarda do filho definitivamente para ela, pois sabia que o filho amava a mãe. Esperava encontrar seu antigo afeto e se declarar abertamente a ele, lhe pedir perdão pelas coisas e escolhas erradas que tinha tomado no passado. Esperava se livrar de todas as más influencias em sua vida. Queria recomeçar a vida do zero, desde o inicio, queria se redescobrir.
Assim que seus negócios naquele lugar pacato terminou, resolveu ir para gringotes, usou um disfarce, não queria ser reconhecido nas ruas do Beco Diagonal, ele queria começar do zero, mas não daquele jeito. Primeiro daria um jeito de se livrar de tudo que poderia fazer com que ele fosse preso de novo. Em gringotes colocou uma das propriedades em nome de seu filho. Quando soube que o filho queria se casar com uma nascida muggle ele entendeu que o sangue não importava que importava mais o sentimento puro que o filho nutria pela garota. Escolheu a propriedade que o filho mais amava, deixaria aquela mansão para o filho. Sabia que a faculdade que o filho iria cursar ficava em Paris, aquela mansão na França era a melhor opção para seu único herdeiro.
A mansão de Whiltshire deixaria para a antiga esposa, agora tinha se tornado grandes amigos, pois ela sabia que o ex-esposo era gay e que amava um homem desse dos tempos de Hogwarts, mas que teve que reprimir os próprios sentimentos a pedido de seu pai, naquela época ela tinha percebido o olhar triste e magoado do garoto por quem seu ex-esposo era apaixonado, agora ela sabia os dois tinham sofrido demasiado sobre essa separação. Esperava que seu amigo conseguisse se explicar ao outro depois de tanto tempo.
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No quarto onde Severus dormia ele sentiu um movimento ao seu lado, mas preferiu continuar dormindo, sua cabeça naquele momento não estava boa, estava latejando sabia que não deveria beber muito, aquele menino deitado ao seu lado na cama era a coisa mais linda que queria conhecer no futuro. Suas memorias naquele momento lhe atacava, ele não queria lembrar daquelas coisas, mas sabia que Harry precisava saber.
Harry olhava como Snape se agitava em seu sono, Russel tinha feito bem em procura-lo, ele na hora tinha ido falar com Pomfrey a respeito de uma poção contra ressaca para Snape, mas agora ali vendo como Snape se agitava percebia que tinha algo errado ali e resolveu acordar Snape de uma vez.
-Snape acorda! –pediu Harry tocando o ombro dele.
As pálpebras de Snape se mexeram, os olhos foi abrindo aos poucos, logo Snape gritou de dor, segurou sua cabeça a sentia pesada. Harry sorriu, ajudou Snape a tomar a poção ressaca. Russel estava com medo, mas depois viu como seu mami relaxava nos braços de Harry.
-Esta tudo bem? –perguntou Harry passando uma toalha nos cabelos suados de Snape.
-Sim obrigado. –respondeu Snape agradecido de verdade, ele não queria mais lembrar daquelas lembranças dolorosas.
-Quer me contar o que sonhou? –perguntou Harry segurando uma das mãos de Snape.
-Sabe que não, são lembranças dolorosas, seria melhor se você visse elas. – respondeu Snape pegando a varinha das mãos de Harry, conjurou um frasco e retirou aquelas memorias dolorosas, não queria mais ver elas, não sabia porque nunca retirou elas no passado.
Harry tomou o frasco que Snape lhe oferecia. Russel se aproximou temeroso, mas Snape lhe puxou para um abraço apertado, queria aquele menino. Russel sorriu e relaxou no peito dele. Harry ficou feliz com aquela atitude de Snape.
-Tente relaxar, nada vai acontecer com você, estou aqui agora. –respondeu Harry, fazendo um carinho no rosto de Snape.
-Eu sei, ele esta morto, essas lembranças só me afeta. Ele pode ter sido meu pai, mas depois disso eu não sei qual é o significado dele. –disse deixando que Harry lhe acariciasse.
-Não pense nele, ele errou feio com você, nos nunca cometeremos o mesmo erro que ele, acredite Russel é o nosso único presente, não nos negue isso…
Snape resolveu dar a iniciativa e beijou os lábios de Harry, mas depois escondeu o rosto, não estava afim de prolongar aquilo ainda, só queria que Harry visse aquelas lembranças primeiro. Queria que Harry conhecesse o seu medo, para que ele soubesse o porque de ser assim. Harry piscava sem acreditar, Snape tinha tomado a iniciativa, o que para ele era um grande milagre e assustador.
-Vá ver as lembranças, por favor. –disse Severus.
-Onde tem uma penseira? –perguntou Harry.
Snape pegou o sobretudo que estava jogado ao seu lado da cama, ali pegou um bloco redondo que Harry reconheceu como uma penseira. Entregou para Harry, viu Harry desfazer o feitiço mergulhar nas lembranças.
-\-\-\-\-\-\-\lembranças- \-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\
Era verão de 1976, Severus estava em seu quarto quando a porta do quarto é aberta com violência, o menino naquele quarto deu um pulo assustado e olhava como seu pai vinha furioso para cima dele. O homem mais velho puxou o filho para a cama colocando o de bruços, puxou a calça e cueca do menino para baixo tirando completamente. Severus se assustou com aquilo e começou a espernear.
-Isso é porque sua mãe fugiu com seus irmãos e me deixou aqui com você, agora entendo seus irmãos não são filhos meus. Esse é seu castigo por ter nascido. –disse Tobias colocando o pênis na entrada virgem de Severus.
Severus gritou de dor, pelas estocadas bruscas de seu pai, já não considerava aquele homem como seu pai não naquele ato. Sentiu algo escorrendo em suas pernas, sabia que era o sangue do estupro. Logo Severus já não gritava, estava completamente sem forças, acabando por desmaiar de dor. Tobias não parou continuou maltratando o filho naquele ato.
Harry não conseguia acreditar em tamanha barbaridade, se aproximou da mesa onde Severus estava antes, viu anotações de poções, lições de casa e um calendário marcados com xs, e então viu a data, no dia seguinte Severus estaria ingressando em seu sexto ano em Hogwarts.
-mudança de lembrança-
Severus fugia das brincadeiras covardes do grupo liderado por Potter, mas não conseguiu o seu intuído, logo foi encurralado na parede, Sirius tinha dado um soco na barriga de Snape fazendo ele ficar de joelhos no chão chorando de dor. Logo James lançou um feitiço que fez ele sentir mais dor ainda. Remus se afastou dos amigos, não estava gostando de ver seus únicos amigos torturarem um colega de classe. Então logo viram como Snape desmaiava de dor e começava a ter uma concussão por efeitos dos golpes. Os retratos naquele corredor foram correndo de quadro em quadro. Remus foi embora ficando longe daquela confusão.
Logo Madame Pomfrey estava ali encarando James Potter, Sirius Black e Peter Pettigrew. Remus tinha ido avisar Pomfrey, ele já tinha chegado no limite das brincadeiras de mal gostos dos amigos.
-Nos dedurou? –perguntou Sirius.
-Desculpe, mas estou cansado por vocês maltratarem Snape, ele não tem culpa de nada. –respondeu Remus olhando feio para os amigos.
-Esse mal nascido nem merece viver. –disse James.
-Senhor Potter! –exclamou indignada Pomfrey.
Pomfrey conjurou uma maca e depositou Snape nela, pediu que os menino seguissem ela ate a enfermaria. Na enfermaria Pomfrey examinou Snape, e percebeu que Snape estava sangrando internamente, fez exames mais detalhados e descobriu que Severus Snape estava gravido de um mês e meio. Snape acordou e viu Pomfrey e soube que estava na enfermaria, tomou a poção que ela lhe oferecia.
-Sabe que perdeu o bebê? –perguntou Pomfrey, aquilo assustou aos garotos que ainda permanecia ali.
-Bebê? –perguntou Snape sem entender.
-Você estava gravido de um mês e meio…
-Ainda bem que eu perdi, não quero nada vindo daquele idiota. Nunca fui tão humilhado em toda a minha vida! –interrompeu Snape com um ar relaxado.
-Como assim? –perguntou Pomfrey.
-Esse filho que perdi, foi feito no ato violento de meu pai, quero mais que ele morra! –respondeu Snape querendo se esconder, para que pudesse chorar.
Harry agora entendia porque Snape vivia se recusando, era porque tinha medo de ser humilhado novamente, que tinha medo de perder mais um filho. Viu como seu pai ficava comovido e com raiva da vida daquele garoto.
-Mas seu filho não tem culpa do pai que tem. –disse James.
-Potter, eu te agradeço por ter matado meu filho, mas de Tobias Snape eu não aceito nada, ele nunca me amou como filho, ele sempre me bate, me humilha e quando minha mãe fugiu com meus irmãos sobrou pra mim. Sinceramente quero que meu pai suma da face da terra, ele é que não merece viver! Eu ainda sou uma criança, não mereço ficar cuidando de outra! –respondeu Snape se encolhendo na cama.
Harry sorriu para a resposta de Snape. Viu James fazer um feitiço do patrono e mandar para a janela. Sirius pediu desculpas baixinho e fugiu, Remus apertou um dos ombros de Snape e foi embora. Logo James foi embora pedindo desculpas para Snape.
-fim da lembrança-
Harry voltou para o presente momento. Viu como Severus fazia carinho nos cabelos de Russel que ainda estava deitado em seu peito. Snape viu Harry se aproximar e sentar ao seu lado.
-Meu pai foi um idiota, mas seu pai foi um completo monstro por fazer essas coisas. Verdade que você não queria aquele filho? –perguntou Harry.
-No começo, quando Madame Pomfrey disse que eu tinha perdido, eu dei graças a Deus, mas agora com o passar da minha vida, eu soube que passaria sozinho, eu queria ter tido aquele filho. –respondeu Snape aceitando deitar no peito de Harry.
-Teremos nossos filhos. –disse Harry virando o rosto do professor e beijou os lábios do outro com carinho.
-Ainda não estou preparado pra isso. –se afastou um pouco, olhou Russel que sorria pela vermelhidão de Snape.
-Não seja bobo, não vou cometer os mesmos erros que seu pai. –respondeu beijando a testa de Snape.
-Obrigado. –respondeu.
-Estou com fome. –disse Russel envergonhado.
Severus sorriu, pediu que o filho se levantasse e levantou logo em seguida, Harry foi até a lareira pedir o almoço.
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No Salão Principal toda Hogwarts tinha percebido que três pessoas não estavam presentes. Draco sabia que o padrinho ainda estava conversando com Harry e esperava que eles decidissem ficar juntos, pois não queria continuar vendo o sofrimento de seu padrinho não mais.
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Severus novamente cortou o bife do filho em pedaços pequenos e conjurou uma colher para o menino fizesse menos sujeira. Harry sorriu ao ver o quão carinhoso era, era gratificante ver ele agindo assim com o filho.
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Logo depois toda Hogwarts ficaram sabendo que Harry Potter estava começando uma relação séria com Snape, mas no momento eles estavam se conhecendo e se redescobrindo. Harry conversou bastante com Snape e descobriram muitas coisas em comum. Snape estava feliz em ver que realmente era completamente diferente de seu pai. Russel tinha ficado entre eles, Harry tinha declarado que o pequeno precisava conhecer as historias das vidas dos pais, mas Severus contestou que no futuro o menino ia ouvir a mesma historia e não achava que aquele momento fosse ideal.
-É melhor ele ouvir agora, porque seu que ele vai voltar para nos no futuro, mas por agora só quero que ele entenda porque somos assim. –respondeu Harry beijando a testa de Russel que estava em seu colo.
Severus não contestou, agora sabia que queria aquele menino conhecesse tudo deles. Afinal de contas essa é a historia deles de como se conheceram.
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Muito longe dali alguns comensais que tinha fugido depois de ver como Potter matava seu líder, planejavam como acabar com a vida de Severus Snape por ter traído o Lord das trevas no ultimo momento. Alguns almejava vingança com o menino de ouro do bando da luz. Os antigos tinha conseguido recrutar mais bruxos que estava ressentidos com o fim da guerra. Lucius Malfoy estava espiando bem longe deles. Afinal tinha seguido um deles depois de ter esbarrado com ele no Knockturn Alley, tinha ido ali vender as ultimas peças das trevas que tinha na mansão. Reconheceu o homem como James Dawlish, não sabia que o ex-auror tinha sido recrutado como comensal. Lucius sabia que precisava agir com presa, precisava correr contra o tempo, pois sabia que uma nova guerra estava a ponto de estourar a qualquer momento. Ficou escondido até o fim da reunião. Depois foi direto para Hogwarts e mostrar as lembranças daquele momento.
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Remus estava irritado, ele não queria ver aquele ser nunca mais, tinha sido machucado de uma forma que não tinha perdão. Seu filho Teddy era a melhor coisa que lhe aconteceu, o menino era parecido com ele o que deixava Remus feliz. Agora que não era mais lobisomem acreditava que não precisaria de um parceiro, mesmo Tonks tinha sido seu equilibro por muito pouco tempo, mas tinha conseguido se sair em frente. Tinha esperança de que ele não voltasse mais para sua vida que ele continuasse onde estivesse. Mas sabia ele que o outro estava indo rumo a Hogwarts.
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No dia seguinte numa segunda feira, Harry deixou Russel com Pomfrey e foi para suas aulas do dia, queria estudar pra valer agora que Voldemort não estava mais entre os vivos. Pegou os horários com Minerva e viu as primeiras aulas do dia e sorriu. Se dirigiu para a primeira aula do dia, poções, se Rony Weasley, Harry tinha certeza que ouviria algo como "porque tinha que ser essa aula logo tão cedo?", acabou rindo, Hermione e Luna lhe olharam interrogante.
-Nada galera, só estava me lembrando do Rony reclamando da aula de Snape. –disse Harry.
-Ah, ele com certeza teve estar rindo lá em cima por ter se livrado das aulas de Snape. –disse Hermione contente.
-Bem nisso você tem razão. –respondeu Harry apertando o ombro de sua amiga.
Logo entraram na sala de aula e se sentaram. Hermione se sentou junto com Draco, assim como Harry se sentou com Luna e Neville, queria que os amigos se surpreendesse com a descoberta que ele fez durante suas viagens ao redor do mundo em um ano inteiro.
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Na sala da direção de Hogwarts, Minerva não conseguia acreditar no que via a sua frente, pensou que o homem loiro tinha batido as botas quando os aurores não conseguiram encontrar seu corpo, mas ali estava ele. Lucius Malfoy em pessoa, de carne e osso, e ainda tinha apresentado uma conversa um tanto intrigante, de modo que sabia que uma próxima guerra estava prestes a sair a luz do dia. Tinha decidido que Lucius iria ficar em Hogwarts por precaução, queria saber se tudo aquilo que tinha ouvido das memorias de Lucius a respeito do ex-auror Dawlish. Tinha chamado Kingsley Shacklebolt que tinha se retirado completamente do Ministério, pois sabia que a guerra tinha acabado e não tinha mais o que fazer pela comunidade magica.
Quando chegou em Hogwarts sabia que tinha algo fora de lugar, e que precisavam de ajuda novamente, sabia que o futuro do mundo bruxo dependia dessa nova guerra, viu as memorias de Lucius e achou estranho que o ex-auror Dawlish fosse um novo "senhor" esperava que o pequeno delinquente não fizesse nada do que se arrependesse ou se veria com ele, tinha treinado duro aquele rapaz, Kingsley ainda custava a crer que o antigo menino que tinha treinado tinha se voltado contra a paz do mundo magico, ainda era completamente difícil acreditar nisso e pra piorar eles queria assassinar Severus Snape, não Harry Potter, tinha percebido que alguns dos homens que ele tinha recrutado era antigos aurores que estavam ressentidos com o final da guerra. Esses sim perceber que queria acabar com a vida de Harry Potter.
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Na aula de poções Snape percebeu que Harry tinha feito uma poção tão boa quanto Hermione Granger, ainda não conseguia entender como foi que Harry melhorou tanto em poções de um ano pra outro, mas bem lá no fundo estava feliz por ver que Harry tinha aprecio pela arte da preparação de poções e que respeitava seu trabalho e seu ensino, tinha respondido a todas as suas perguntas tão bem, que a casa de Gryffindor já tinha rendido cinquenta pontos naquela manha. Harry sorriu, nunca pensou que o homem mudasse tanto, mas estava feliz.
Logo aquela turma se dirigia para a próxima aula. Harry apenas entregou a poção ao professor e disse em silencio que queria almoçar com o filho depois, ainda achava que o menino precisava conhecer muito mais deles. Nisso Severus concordou, mas estava com medo ainda, não achava que o menino precisasse conhecer tão a fundo de seus pais. Harry riu e deixou um beijo no rosto do professor e foi para sua seguinte aula.
Entrou na sala de DCAT e ficou estático ao ver Lucius Malfoy parado ao lado do quadro negro junto de Minerva. Remus olhava emburrado para o loiro, não queria ter que ver aquele homem. Draco estava que nem pedra em seu lugar, tinha olhado para Hermione que estava sentada ao seu lado, não queria que seu pai lhe fizesse mal a sua noiva.
-Agora que todos estão aqui, quero dizer que Lucius vai treinar vocês para uma nova guerra…
-Voldemort morreu professora. –interrompeu Harry sem entender muito bem aquilo tudo.
-Não se trata de Voldemort rapaz, se trata de James Dawlish, ele era um auror, nunca pensei que esse homem fosse querer estragar a paz que o mundo sempre quis tanto. –respondeu Lucius.
Muitos dos alunos ficaram assustados com o que ouvia, Draco se levantou e perguntou.
-Como pode ter tanta certeza do que esta dizendo, e onde você estava esse tempo todo? –perguntou um pouco rude.
-Eu não estava na guerra que Potter derrotou Voldemort senão estava na Suécia, me livrando dos restos mortais de meu pai. Abraxas Malfoy foi uma má influencia para nos dois. Eu sei que você vai se casar com a Senhorita Granger e abençoo seu casamento. Então quando voltei da Suécia esbarrei com Dawlish e resolvi ver o que esse cara estava aprontando, vi ele se encontrando com antigos comensais da morte e alguns aurores e ouvi tudo o que dizia. Eles pretendem matar Severus Snape na primeira oportunidade que eles tiverem. –respondeu Lucius.
Nisso Harry saiu da sala as presas não pretendia que Snape saísse de Hogwarts para nada do mundo, não queria que nada acontecesse com ele, nunca mais queria saber de guerra, correu que nem louco para a enfermaria, pegaria Russel e fugiria com Severus, não conseguiria terminar os estudos com uma nova guerra a ponto de estourar, queria um pouco de paz, agora entendia porque Hagrid morreu protegendo a um menino que tinha sumido no Beco.
Nota autor:
Mais um capitulo pronto! Espero que vocês gostem porque me custou imaginar as cenas desses…
E então o que sera que vai acontecer com tudo isso que esta planejando o ex auror Dawlish? Alguém se habilita a adivinhar?
Pronto para os reviews?
Ate breve…
