Capitulo seis: um perdão que vale muito

Lucius não saberia o que fazer para poder ter Remus de volta, mas batalharia para conseguir alguma migalha do tempo do passado, ele era tão adorável naquela época, o de agora ele não conseguia reconhecer nenhum pouco do Remus do passado. Tinha chegado em Hogwarts em dois dias, pois tinha que preparar as coisas para quando Harry pudesse batalhar novamente.

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Já Harry estava feliz por conseguir fazer o astuto professor de poções feliz e conhecer os prazeres do amor, mas ainda não tinham consumado o romance pelo medo que Severus tinha, mas já compartilhavam a mesma cama, para a felicidade de Russell. O menino estava feliz em ver que os pais estavam se conhecendo melhor, queria que eles se amassem até a eternidade. Naquele momento ele estava feliz por ter aprendido um pouco sobre as rotinas dos pais, Harry depois das aulas pegou o costume por estudar que nem Hermione, mas não tanto. Já Severus tinha o hábito de fazer as poções para o estoque da enfermaria para que ela não perturbasse a paz dele quando estivesse corrigindo os deveres dos alunos. Tinha aprendido um pouco das descobertas que Harry fez, mas ele nunca revelou qual era o ingrediente que tinha usado na poção de Remus. Sabia que Harry queria que só Remus tivesse aquele privilégio, pois era amigo de seu falecido pai. Até certo ponto entendia, mas mesmo assim queria saber que ingrediente era aquele que tinha usado na poção.

Naquela noite Harry chegou exausto depois de um estudo louco de história da magia, não conseguia entender porque ainda cursava a matéria, mas tinha aprendido muito a respeito do mundo bruxo através dela. Na biblioteca tinha lido mais a respeito do assunto que estavam vendo em aulas, mas a curiosidade foi grande que acabou por ler também sobre os rituais de enlace mágico. Harry tinha aprendido bastante com Severus nesses dias e tinha percebido que o professor nunca foi amado como se devia e queria que ele conhecesse todos os tipos de amor, queria que o professor aprendesse um pouco de cada sentimento que existia no mundo. Assim que entrou nos aposentos que começaram a compartilhar, Harry viu Russell menor do que antes e sabia que o menino estava retrocedendo a cada dia que passava e estava com medo de nunca mais ver o garotinho que aprendeu a amar. Severus estava brincando com ele já que tinha terminado de fazer o novo estoque de poções para a enfermaria e esperava que ela não perturbasse naquele momento, pois queria entender um pouco do que acontecia com seu filho do futuro, estava com medo de perder aquele menino que se parecia tanto com ele quando criança.

-Olá... Vejo que retrocedeu mais um pouco...

Russell pulou no colo do pai com medo, estava assustado com aquilo, percebia que estava completamente com medo do futuro. Severus entendeu a aflição do garoto, sabia que tinha mais alguma coisa naquilo tudo, sabia que o menino estava com medo de contar aquilo que fosse, queria que o menino confiasse neles.

-O que foi pequeno? -perguntou Harry sem entender.

-Agora sei porque vocês viviam trancados no laboratório e é pra salvar meu irmão mais velho, mas não sei porque. -respondeu Russell chorando.

Severus ficou estático com o que ouvia. Harry por outro lado parecia que ia desmaiar, ainda não conseguia entender sobre seu futuro com o professor, mas de qualquer forma estava feliz por estar namorando com ele, mas aquela história de filhos estava lhe deixando com cabelos brancos, sabia que os homens bruxos podem engravidar, mas ainda era estranho ouvir falar disso. Agora ouvia que no futuro tem dois filhos com o professor. Severus abaixou a cabeça completamente destruído por dentro, ainda não aceitava bem a situação, realmente não conseguia entender bem aquilo, mas nessas poucas semanas tinha aprendido que Harry era bem diferente de seu pai James. Se levantou do chão e pegou Russell do colo de Harry, não deixaria que nada machucasse o menino, não deixaria que ele ficasse doente mesmo que no final ele voltaria para o futuro. Harry olhou bem para Severus queria ver como ele estava se sentindo naquele momento.

-Porque não falou antes que tinha um irmão? -perguntou Severus se sentando numa poltrona com Russell no colo.

-Não sei, eu não conseguia me lembrar, é como se uma parede tapasse uma parte da minha memoria. Elon tinha três anos quando eu nasci, e foi com dez anos que ele foi internado no hospital. Eu não sei o que ele tem. -respondeu chorando.

-Esta tudo bem. -disse Harry que tinha acabado de sentar no braço da poltrona.

Logo Severus achou que era melhor colocar o menino na cama. O menino estava tremendo em seu colo, percebia que o menino estava completamente com medo de tudo. Harry não sabia o que fazer naquele momento, estava chocado demais pra entender, mas antes que Severus levasse o menino para a cama, pegou o menino no colo.

-Sabe que eu farei de tudo para que você seja feliz, não sabe? -perguntou Harry com carinho, já amava o menino.

-Eu sei papai. Eu amo você. -disse Russell.

Severus se encolheu com aquilo, ele amava o menino disso não tinha dúvida nenhuma, mas o modo como ele falou lhe deixou saber que ele realmente amava seu pai Harry. Voltou a se sentar realmente se sentia destruído por dentro, não sabia como agir naquele momento, ele nunca foi de sentir tanto medo na vida que agora parecia como se tivesse voltado a ter medo, medo das coisas que seu pai lhe fazia no passado. Ele sabia que Harry era diferente de todos que lhe fizeram um mal no passado. Harry voltou com semblante sério, ainda era difícil para eles aquilo tudo.

-Sabe, eu realmente queria poder fazer amor com você, mas você tem um medo tão grande que ainda não consigo entender, tem certeza de que me contou tudo? -perguntou Harry se sentando na outra poltrona de frente para Severus.

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Em um lugar distante seres de capa e capuz se reuniam numa floresta num parque muggle, foi ali que começou a farra deles, o incêndio infernal. O fogo se alastrou pelo parque todo, fazendo com que os muggles corressem para salvar suas vidas daquele fogo negro que tinha surgido do nada como tinha surgido na praça do big ben. Autoridades locais não sabia de onde vinha aquele fogo, não sabia quem era aqueles homens de capuz que causava aquele terror todo. Ninguém sabia como eles faziam aquele fogo com aquelas varetas que eles carregavam.

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Severus engoliu seco, ele não estava preparado para contar que foi James que mandou matarem seu pai, o homem que lhe fez a vida um inferno, depois daquilo que ele fez nunca mais considerou o homem como o pai que lhe colocou no mundo. Ele ainda não entendia porque James agiu daquele jeito naquele ano. Harry olhou bem o professor e percebeu que o suor em sua testa estava se acumulando e escorria por seu rosto, sabia que tinha mais alguma coisa que ele não tinha contado, mas não entendia porque Snape agia daquele jeito.

-Olha se não quiser contar tudo bem…

-Você não entenderia. –interrompeu Severus aflito.

-Pelo menos tente, se supõe que vamos ter dois filhos no futuro! –respondeu irritado, preferiu sair dos aposentos não queria brigar.

Severus não soube mais o que fazer depois de ver Harry saindo de seu aposento furioso, estava completamente com medo de perder Harry também. Sua vida era totalmente uma merda, não sabia fazer mais nada direito sem magoar as pessoas que estava aprendendo a amar profundamente.

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Furioso Harry foi para a torre de gryffindor ia ficar aquela noite longe do professor precisava pensar, esfriar a cabeça, ele realmente não queria mais brigar com o professor, era estranho voltar àquilo. Deitou em sua cama e por lá ficou encarando o teto de sua cama. Fechou as cortinas assim que o restante dos alunos chegaram para dormir, não estava interessado em conversar com ninguém, só queria ficar sozinho naquele momento. Então Harry dormiu e lembrou daquela memoria que Severus pediu que ele visse, tinha ficado atento e percebeu que seu pai James agiu estranho no final dela e queria saber o porquê.

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Remus estava em seus aposentos com seu filho mais velho. Lucien era um garoto super inteligente e estava no primeiro ano, não importava nada para ele. Ainda era seu filho, Abraxas tinha feito muito mal ao seu filho lhe criando longe de todos, principalmente dele. Lucien tinha contado para Remus seus anos de vida, tudo o que fez e aprendeu, contou o que queria fazer no futuro, contou também que estava apaixonado por Dustin, mesmo o menino ser anos mais novo que ele, mas não tinha culpa, sendo que seu sangue era misturado com o sangue lupino que corria em suas veias. Mesmo assim Remus estava feliz por ter seu filho feliz, queria poder perdoar Lucius sendo que ele não tinha culpa do passado, mas ainda era difícil acreditar naquilo tudo.

No dia seguinte iria falar com Lucius, não importava nada, só queria saber se ainda tinha chance de voltar a ser o casal que tinha sido em seu ultimo ano como estudante. Queria poder consertar toda aquela droga que tinha acontecido desde então, mas sabia que era um caso perdido que não tinha volta atrás, uma porta tinha se fechado em torno do passado e só existia o futuro naquele momento.

Lucien sorriu para Remus e decidiu que ficaria ali aquela noite, pois seu pequeno filho já estava dormindo ao lado de Teddy, tinha se tornado um protetor do outro disso não tinha duvidas a julgar pelo modo que Teddy abraçava seu filho. Queria que Henry fosse feliz, mesmo que no futuro se apaixonasse por seu próprio tio ou não.

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Draco tinha conversado com seu pai a respeito daquele garoto que tinha sido resgatado e soube que se tratava de seu irmão mais velho. Lucius não escondeu nada do filho, contou tudo o que tinha acontecido no passado, contou como conheceu o amor em Remus, contou também a ameaça que Abraxas tinha feito se não se casasse com Narcisa, coisa que ela sabia do romance dele com Remus. Draco não sabia o que fazer, mas queria que o pai voltasse a ser feliz. Assim como era feliz em ser noivo de Hermione tendo a benção de seu pai.

Voltou aquela noite para seu dormitório em que dividia com Hermione, ela cuidava das crianças naquele momento, resolveu ajudar, sendo que um daqueles meninos era seu filho Scorpius.

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No dia seguinte Lucius foi abordado por Remus num dos corredores, quase não acreditou quando sentiu o beijo louco de Remus em seus lábios, queria entender o que tinha dado no pequeno lobinho.

-O que deu em você? –perguntou depois que se viu solto.

-Eu ainda te quero. –respondeu deitando no peito de Lucius.

-Achei que você tinha sido claro que não voltaria para mim naquele dia, o que mudou? –perguntou sem nem acreditar na sorte em poder ter Remus de volta assim tão de repente.

-Mesmo passado todos esses anos, eu nunca deixei de te amar, naqueles tempos o lobo interno era louco por você, mas agora Harry me curou e ainda sinto aquela compulsão que sentia quando começamos a namorar. –respondeu.

Lucius sorriu, abraçou Remus apertado, não estava afim de perde-lo novamente, não mais. Remus puxou Lucius para longe do corredor para o Salão Principal, queria matar a saudade que estava em seu peito, eram quase vinte e três anos separados por um louco. Lucius não contestou, amava Remus com loucura, faria o que Remus queria naquele momento.

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Harry terminou de se arrumar, deu um nó de qualquer jeito na gravata, não estava muito afim de ficar com ela naquele dia, mas como tinha aulas, resolveu colocar a gravata de qualquer jeito. No caminho para o Salão Principal Severus lhe puxou para uma sala vazia, Harry ainda estava bravo com Severus.

-O que foi dessa vez? –perguntou se irritando.

-James Potter mandou matar meu pai. –respondeu Severus.

Harry olhou chocado para o professor, ainda não queria acreditar naquilo, mas sabia que era a verdade nua e crua, seu pai nas lembranças que tinha visto do professor estava agindo estranho.

-Porque? –perguntou Harry.

-Eu não sei. Ele nunca me disse, mas no final daquele ano eu recebi uma carta dele dizendo que não precisaria me preocupar , que meu pai estava longe. –respondeu Severus se sentando numa das cadeiras da sala.

-Você esta bem? –perguntou Harry acariciando o rosto de Severus.

-Estou, eu não quero perder você, acabei me apaixonando de verdade por você. –respondeu abraçando a cintura de Harry.

Harry sorriu, levantou o rosto de Severus e beijou seus lábios com carinho. Severus correspondeu com cuidado, pois queria dar aquele passo com Harry, mas não naquele momento. Russell entrou na sala correndo, Severus sorriu voltando a esconder a cara no peito de Harry já que permanecia sentado.

-Pequeno diabinho. –resmungou Harry bagunçando o cabelo do filho. –Vamos, quero tomar café da manha.

-Falta dó dez minutos Harry, não vai conseguir tomar café. –respondeu Severus chamando um elfo e pedindo um café da manha ali mesmo.

Harry fez que não, mas se sentou ao lado de Severus com Russell entre eles. Conversaram mais um pouco, no fim Harry acabou sorrindo quando Severus despediu com um beijo e levou Russell com ele para a sala de poções. Já Harry se dirigiu para a sala de Transfigurações para a sua primeira aula do dia.

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Nota:

U não sei porque, mas achei esse capitulo meio curto eu não sei o que escrever nesse capitulo, mas esta ai... espero que gostem!

Para o próximo capitulo vamos falar mais de amor!

Então bora para os reviews? Ate breve!